terça-feira, dezembro 7, 2021

Saab Naval

Cascos dos porta-aviões USS ‘Kitty Hawk’ e ‘USS John F. Kennedy’ são vendidos a um centavo cada

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

A Marinha dos EUA vendeu dois porta-aviões para uma empresa de desmantelamento de navios por um centavo cada, após décadas de serviço.

A taxa de redução reflete o fato de que a empresa lucrará com a venda do metal do navio para a sucata, disseram autoridades.

O Naval Sea Systems Command, uma suborganização da Marinha dos EUA, disse que concordou em vender o USS Kitty Hawk e o USS John F. Kennedy para a International Shipbreaking Limited, com sede em Brownsville, Texas, relatou o USA Today.

Rebocar e desmontar navios é um processo caro, e a Marinha já pagou à ISL grandes somas de dinheiro para reciclar seus navios, relatou o Brownsville Herald.

“Os valores do contrato refletem que a empresa contratada se beneficiará da venda subsequente de sucata de aço, ferro e minérios de metais não ferrosos”, disse Alan Baribeau, porta-voz do Naval Sea Systems Command em um comunicado citado pelo USA Today.

Ambos os navios foram lançados na década de 1960 e eram capazes de transportar dezenas de aeronaves. O Kitty Hawk foi desdobrado na Guerra do Vietnã e o John F. Kennedy destacado na Guerra do Golfo.

O Kitty Hawk foi desativado em 2017 e o John F. Kennedy em 2009. Ambos passaram seu tempo pós-desativação sendo mantidos em estaleiros navais.

Os navios serão rebocados para Brownsville para demolição nos próximos meses, disse um porta-voz da ISL ao Brownsville Herald.

O USS Kitty Hawk (CV 63) e seu imenso grupo aéreo quando o navio estava na ativa

USS John F. Kennedy na Fleet Week'98 em Nova York
USS John F. Kennedy na Fleet Week’98 em Nova York

FONTE: Military.com

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Kommander

Que belas máquinas, maravilhas da engenharia!! Ô inveja…

Moriah

Monstros mesmo. Triste fim…

BK117

1 centavo? Eu comprava, colocava um motor AP e desbancava qualquer pedalinho na lagoa da Pampulha hahahahaha

Kommander

Compra um Apzão e põe um kit padaria… É o Braia!!

Camargoer.

Olá BK117. Comparativamente, a MB fez um belo negócio na alienação do A12.

Carlos Crispim

Não fez porque o SP nunca serviu pra nada, ao contrário dos americanos, que prestaram excelentes serviços, atuaram na linha de frente, defenderam a pátria, realizaram missões, o SP, bem longe disso, nunca fez nada de útil, foi dinheiro jogado fora.

Marcelo Andrade

Carlos, ele serviu sim, claro que foi muito menos que o Minas, mas foram feitas várias operações com os A-4. Uma pena não conseguirmos manter e teve dois casos trágicos a bordo. Esses navios americanos são da década de 60 e 70 e estão cheios de materiais tóxicos também!!

Camargoer.

Olá Marcelo. Exato. o ex-Foch serviu na França de 1963 ate 2000, e na MB serviu por outra década. Os dois navios dos EUA foram retirados de serviço praticamente praticamente a mesma idade do A12. Eu lamento muito que a MB não tenha conseguido estender a vida útil dele, mas caso tivesse acho difícil que ele navegasse além de 2025~2030 por melhor que tivesse sido a manutenção. Acho bastante equivocado imaginar que a aquisição de um destes dois navios usados dos EUA teria resolvido o problema da MB a um custo inferior daquele que teria sido a reforma do A12.

Jhonn

A compra do Foch foi uma pechincha, com valor de $20 milhões de dólares não compra muita coisa no setor naval, precisava uma boa reforma em todo navio.

Camargoer.

Caro Jhonn. Foram US$ 12 milhões.

Leandro Costa

Oi Camargoer, sim, acredito que no caso da aquisição tanto do Kitty quanto do JFK, a situação da MB teria sido pior. Não que os americanos tenham qualquer vontade verdadeira de vender algum CV descomissionado, mas o custo das reformas necessárias, pelo menos no caso do Kitty Hawk, seria algo bem acima de 1 bilhão de US$ com facilidade. Ele realmente estava em estado lastimável quando deu baixa.

José Mateus

Tanto o MG quanto o SP eram maquinas de triturar recursos públicos, principalmente da MB. Sucatas para a MB brincar de asas fixas. Precisamos de uma marinha capaz de fazer a segurança de nosso litoral e de nossa ZEE. Esses navios grandes e velhos não servem para nós.

Marcelo Andrade

Perfeito Camargoer!

Camargoer.

Caro Crispin. Os dois navios dos EUA atuaram na linha de frente porque os EUA sempre se envolvem em conflitos desde a II Guerra (Coreia, Vietnan, Granada, Líbia, Golfo I e II, Afeganistão….), enquanto que o Brasil esteve envolvido em diversas missões da ONU e na escaramuça da Guerra das Lagostas. Então, que bom quem nem o A11 nem o A12 não serviram e tomara que nem o A140 (pularam o 13 com medo do gato preto) também termine a sua vida útil na MB sem servir para nada.

Nilo

Congratulações, “Então, que bom quem nem o A11 nem o A12 não serviram e tomara que nem o A140…”
Em caso de conflito teria o mesmo destino que o ARA Veinticinco de Mayo, um buraco para se esconder.
Quando se fala de uso de Porta Aviões fala-se da Marinha Americana, Inglesas, Russa, China, França.. de quem tem C@#*# para usar e estender seu poder e não só para desfile naval.
Para que serviu o FOCH mesmo rsrsrs, quem sabe não vem o molusco para alimentar o ego dos Senhores Comandantes

Camargoer.

Caro Nilo. Eu acho um erro fazer qualquer análise do passado em termos de “SE”. Já o futuro, é essencialmente especulativo, então é correto traças cenários hipotéticos. Eu não sei o que teria acontecido com o A11 ou A12 caso a MB tivesse se envolvido em um conflito. Contra quem? Qual o objetivo estratégico de cada um dos envolvidos? Qual seria as condições dos demais meios da MB, principalmente os submarinos? Onde teria ocorrido este conflito? Quais as causas? A incerteza é tão grande que qualquer conclusão estará essencialmente errada. Sobre os ex-presidentes, você parece se esquecer que o A12… Read more »

Marcelo Cruz

o porta-aviões argentino tinha seu nome descrito com numeral: ARA “25 de Mayo”……………e não por extenso. O que se ve disso por aí escrito errado, é lamentável…………………

Andre

Carlos, talvez vc tenha sido um pouco afoito e não tenha prestando atenção ao comentário do colega Camargoer.

Ele disse que, em comparação a vender o casco por 1c, a mb fez um bom negócio ao vender o casto do sp. Em nenhum momento ele disse que a mb fez um bom negócio ao compra-lo.

Camargoer.

Olá André. Exato. Comparei o preço pago pelo casco do A12 com o preço pago pelos cascos nos navios dos EUA. O mais engraçado é que a MB teria feito um bom negócio comparativamente mesmo que tivesse vendido o A12 por US$ 0,01, porque como o A12 é menor, o preço do da tonelada do aço teria sido maior.

Luiz

Sucata francesa empurrada pelo cumpanheiros franceses amigos do Lula…

BK117

Caro Camargoer, creio que depende do ponto de vista:

Vendemos o SP para uma empresa longínqua por uma boa quantia, mas o único retorno é essa grana mesmo.

Já eles venderam os dois por nada, mas, pelo o que entendi, serão desmontados nos EUA mesmo, o que gerará empregos, metal reciclado para a indústria local e o dinheiro ganho pela empresa circulará na economia local.

Creio serem medidas equivalentes.

Abraços!

Camargoer.

Olá BK117. Você tem razão. De certo modo, a venda do ex-A12 serviu como uma operação de exportação, equivalente à exportação de minério de ferro. Eu sempre defendo que as ações governamentais devem priorizar o impacto sobre o PIB local e a geração de empregos, por isso minha enfática defesa do ProSub, do FCT e quem sabe de um programa de NaPaOc. Acho importante lembrar que do risco da defesa da atividade econômica a qualquer custo pode causar nas questões ambientais e sociais. Será que existe algum estaleiro nacional interessado em executar o desmantelamento de navios que deram baixa da… Read more »

BK117

Tentei procurar se tem algum, não obtive resultado. Será que haveria demanda para um empreendimento desse tipo por essas bandas?

Camargoer.

Olá BK. O leilão ocorreu em março/2021. O casco foi vendido por R$ 10,5 milhões para uma empresa turca. Três empresas fizeram oferta, sendo uma brasileira. Venceu quem pagou mais.

Jodreski

Olha eu não sei se fez um negócio tão bom assim, se tivesse comprado e reformado talvez teria feito mais sentido, problema da MB é que comprou um Nae muito bem usado e que necessitava ser reformado mas não dispunha de dinheiro para tal. Sem dúvida, é só mais um exemplo do coletivo de ações “questionáveis” do comando da nossa marinha.

José Mateus

Nestes casos os navios norte-americanos não podem ser desmontados na Índia, por motivos de segredos militares e industriais logo, a desmontagem tem que ser no próprio território americano e lá, diferentemente da Índia, as normas trabalhistas e principalmente ambientais são rigorosissimas e consequentemente os custos de transporte e desmontagem são altos por isso, o preço é somente simbólico para que a empresa responsável pela desmontagem possa lucrar.
Se eles vendessem para Índia, como foi feito com o NAeL Mingão e agora com o SP eles teriam vendido bem mais caro.

Antoniokings

O casco é baratinho, mas o frete…..
kkkkk

BK117

O Sedex que se vire hahahaha
Abraços!

Tomcat4,2

Fala conterrâneo ,um bichão desse tu tem que colocar na Várzea das Flores !!!rs

BK117

Ainda serve de aeroporto pra Betim e Contagem hahahahaha
Abraços!

Jodreski

MB podia pedir o telefone da empresa que comprou e vender o nosso tb por 1 centavo, o A-12 precisa ter um destino final.

Camargoer.

Acho que o A12 já foi vendido em leilão por R$ 10 milhões.

Camargoer.

Apenas como curiosidade. O A12 foi comprado por US$ 12 milhões e seu casco vendido pelo equivalente a US$ 1,8 milhão. Três empresas apresentaram propostas, sendo uma brasileira. Venceu uma empresa turca que apresentou o maior valor.

João Fernando

Oportunidade para a MB

Camargoer.

Ola João. Verdade. A MB poderia ter comprado por US$ 0,01 e vendido por US$ 10 mil. Lucro de 100 milhões por cento.

Marcelo Cruz

amigão é ruinzinho de matemática……………….

Helio M

Isso aí encostado na Baia de Guanabara ia ser um belo ponto turístico. Ia ter até um aumento nos passeios pelo baia.
Casco velho por casco velho, pelo menos esse é imponente. Muito melhor do que o frotinha que vive afundando…

Doug385

Se soubesse que estava em promoção teria erramatado.

Rafaelsrs

Seria uma ótima aquisição para a MB hein. Perdemos essa oportunidade! Lamentável!

Camargoer.

Olá Rafael. A reforma do A12 foi estimada em US$ 1 bilhão na época em que foi decidido a sua baixa. Considerando que estes dois navios dos EUA são maiores, possuem praticamente a mesma idade do A12 e foram extensivamente usados em conflitos, acho que qualquer reforma necessária para coloca-los em operação na MB com segurança teria custado tanto quanto a reforma do A12 e certamente, a sua operação seria muito mais cara.

Rafaelsrs

Caro Camargoer
O meu comentário foi na linha da ironia mesmo. Sigo o pensamento do seu comentário anterior: a MB poderia comprar por 1 centavo de dólar e vender na Índia por alguns milhares de dólares.

Jodreski

A reforma desses Nae custariam no mínimo o dobro senão o triplo do que foi orçado para o A-12.

Camargoer.

Olá Jod. Eu também acredito nisso. Sem falar que o custo de operação do KittyHawk ou do JFK deveria ser imenso.

Marcos Cooper

Imagine se comprássemos um desses. Teriamos que por tudo que voasse nas FA’s pra tentar fazar um complemento aéreo!
Kkkkkkkkkkkk…….

Leonidas

São Lindos!!!
Dá uma dó enorme em ver essas belonaves sendo vendidas para fins de sucata.
A vontade que dar é comprar e deixar docadas só para ficar olhando para elas… rs

Burgos

Sim !!!
Hoje em dia reciclar tá na moda !!!
Podendo ser construído outros navios com o mesmo metal !!!👍

Teropode

Um “fim” honrado , vai gerar emprego e renda para seus patrícios .

Marcelo Andrade

Se fosse aqui seria um monte de mimimi!!! Vejam o caso do SP. Cheio de amianto, temos que nos livrar daquela bomba e tem um monte de recursos contra a alienação!! Nem sei em que pé está.

Camargoer.

Caro Marcelo. A baixa do A12 foi decidida pela MB porque o custo de sua reforma seria da ordem de US$ 1 bilhão (segundo o comandante da MB em uma entrevista para o Roberto Lopes). Isso nada tinha a ver com o amianto usado como revestimento térmico nem com a contaminação do sistema de propulsão com óleos e graxas. O desmantelamento de qualquer navio deveria obedecer a rigoroso controle ambiental, seja no Brasil, EUA, Índia ou Banglash, tanto pelo impacto sobre o ambiente, sobre o lençol freático, sobre as águas superficiais e principalmente sobre os operários que trabalham no desmantelamento.… Read more »

Esteves
Camargoer.

Olá Esteves. Terrível né? Lá desmontam navios. Aqui recolhem papelão e latinhas.

Teropode

Em Cuba , no Japão , na Suécia , no Canadá , na Rússia , na China , Vietnam , Austrália , EUA , toda América latina , no Irã , na verdade há recolhedores de latinhas e papelão quase no mundo todo , aliás aqui em BH tem catador de papelão e latinha que faturam mais de 2300 por mês , a natureza agradece ……

Camargoer.

Caro Terepode. A reciclagem é uma necessidade ambiental, ecológica, econômica, tecnologia e ética. O problema óbvio do trabalho informal é o passivo previdenciário, por exemplo. Eu poderia ter mencionado o motorista ou entregador por aplicativo, ou a diarista, ou o vendedor de balinhas no semáforo como exemplos de precarização do trabalho, são atividades profissionais mal remuneradas, sem proteção previdenciária e sem cobertura contra a acidentes de trabalho. Um bom exemplo são as cooperativas de reciclagem nas quais os trabalhadores têm toda a proteção trabalhista. Talvez não tenha ficado claro minha comparação. Obrigado pela chance de esclarecer.

Esteves

Reciclamos pouco. Não chega a 2%. A média global passa de 9%. Essa poluição ambiental na Índia…todo esse resíduo vai pro mar que volta pra mesa.

Terrível. Deveríamos fazer o mesmo com os políticos.

Camargoer.

Olá Esteves. O Brasil recicla pouco e desperdiça muito. Na verdade o mundo recicla pouco e desperdiça muito. Não adianta achar que o custo da reciclagem deve ser produtor. Ele não vai cobrir gastos de reciclagem espontaneamente. Nem achar que o consumidor vai bancar o custo. Sai mais barato jogar no lixão cujo serviço é coberto pelo poder público. O cisto da reciclagem tem que estar embutido no ICMS e IPI, que geraria um fundo que financiaria as atividades de reciclagem, por exemplo, créditos que seriam revertidos para aqueles que destinassem material reciclável aos ecopontos. No Japão, a empresa que… Read more »

Esteves

Sim. O custo da reciclagem ainda é alto. Lembro de ter visto anos atrás pilhas com milhares de bicis novas jogadas no lixo lá na China. Era mais barato produzir e jogar fora X vender. Tem toda a cadeia de distribuição.

Insano.

Camargoer.

Olá Esteves. O custo de reciclar é sempre alto porque demanda logística de recolhimento seletivo. Os maiores problemas são os materiais compostos, como caixas tetrapak. No caso do PET, por exemplo, o material reciclado tem propriedades mecânicas inferiores ao PET novo, então ele precisa passar por um processo para recompor as cadeias poliméricas. Também tem o processo de descontaminação porque o material não é coletado seletivamente. Alumínio reciclado é mais barato que alumínio novo. Um dos meios de tornar a reciclagem economicamente viável é elevar o custo do material novo por meio de taxação para um fundo de compensação para… Read more »

Jodreski

Acho que vou abrir uma empresa de desmantelamento de embarcações para vender o material retirado, tenho certeza que a MB tem muita sucata para se desfazer. rsrsrs

Camargoer.

Olá Jod. Piadas a parte, pode ser um bom negócio sim. Eu tenho a impressão que estas empresas ganham tanto com a revenda de equipamentos retirados dos navios quanto com a venda de sucata. Neste contexto, o desmantelamento de navios de cruzeiro são um grande negócio em função da enorme quantidade de mobília e outros equipamentos. Talvez o mercado de peças usadas de motores e outras coisas também seja um grande negócio.

Nonato

Estudantes universitários desempregados deveriam realizar o trabalho de reciclagem de graça.
Aí não haveria custo.
Aínda bem que em países desenvolvidos igual a Cuba não existe precarização do trabalho pois os líderes se preocupam o bem-estar do seu povo…

Camargoer.

Olá Nonato. Qual o sentido de colocar estudantes universitários para fazer coleta seletiva de material reciclado ao invés de fazer a separação no momento de descarte? É mais simples e barato que cada um já faça a limpeza e a separação no momento de descarte, de tal modo que basta fazer a coleta. Eu não conheço o sistema de reciclagem em Cuba. Posso falar do Brasil e do Japão apenas.

Esteves

Precisa dar emprego pra mais de 1 bilhão de pessoas. O que ninguém quer fazer como reciclar esses monstros poluindo praias, mar, ar, meio ambiente, gente…eles fazem.

A necessidade é a mãe.

Camargoer.

Olá Esteves. Subemprego não é a solução. Por exemplo, nos últimos anos desmontou-se a legislação trabalhista brasileira argumenta que ela travava a geração de emprego. Essa ideia não funcionou. Como sabemos, o Brasil já teve pleno emprego com toda a legislação trabalhista aplicada. O que gera emprego é crescimento econômico, o que demanda investimento em virtude da expectativa de consumo. Subemprego não gera nada disso e ainda resulta em custos sociais que devem ser arcados pelo poder público.

Esteves

Mestre, Vi alguma ou outra flexibilização como terceiros e temporários. Não vi desmonte da CLT. Podem ter reduzido benefícios em setores. Benefícios são diferentes de direitos e obrigações trabalhistas. Quem são os maiores devedores da Previdência Social? Bancos. Negócios enormes como a Vale. Empresas de aviação. Empreiteiras. Diz a lenda que o empreendedor não faz conta. O candidato a empresário abre o negócio e depois recebe a conta das férias, do 13o. do FGTS, PIS, Cofins, contador, ICMS, se demite vão pedir dano moral, dinheiro de consideração. Não é o pequeno que da calote. É o grande. Mestre acredita que… Read more »

Last edited 2 meses atrás by Esteves
Mk48

Esteves,
.
Certíssimo.
.
Ótimo comentário.

Peter Zimmermann

Lá também recolhem papelão e latinhas.
Principalmente pós 2008.

Camargoer.

Caro Peter. Como expliquei, a reciclagem é uma ação nobre necessária e até obrigatória. O problema é o Subemprego. Uma coisa são as cooperativas de reciclagem que oferecem toda segurança trabalhista. Outra coisa é são os catadores sem proteção. O vídeo postado pelo Esteves mostra a situação dos trabalhadores no desmantelamento de navios na Índia. Subemprego é um problema no mundo, seja na reciclagem de navios, papelão, Uber ou Ifood.

Esteves

Mestre, é uma tarefa. Em outro local não seria possível fazer. Na Índia custa o que custa. No Japão custa mais. Na China custa menos. O que é subemprego? Bacana olhar para uma população 50% economicamente ativa como a nossa. Bacana ver jovens e velhos sem trabalho. Muito legal o vizinho que trabalha na RF em casa por 2 anos enquanto o outro vizinho não consegue retornar ao mercado de trabalho. Vamos perguntar para os 15% desempregados se eles querem trabalho e grana no bolso ou preferem férias de 45 dias? Vamos ver quem topa semana de 6 dias sem… Read more »

Camargoer.

Olá Esteves. Quem gera valor para a empresa é o trabalho do empregado. Deste valor gerado, uma parte é usada para pagar o salário, outra parte é usada para pagar os custo da produação (energia, matéria-prima, etc), outra parte é para pagar os impostos e por fim, uma parte é o lucro do empregados. O que limita a geração de emprego é a capacidade de produção e a demanda pelo produto/serviço. A empresa só vai contratar mais pessoas se tiver demanda para o produto/serviço e a empresa só vai investir na ampliação da produção quanto atingir o limite da capacidade… Read more »

Esteves

Mestre, O valor de um negócio vem da inovação. Se o negócio não é inovador está limitado pelo concorrente. Gerador de valor dentro de um negócio é o resultado que será multiplicador ou estacionário conforme a apuração. Mestre Professor confunde lucro com resultado. Resultado pode ser positivo ou negativo. Uma empresa pode funcionar com margem de 15% mas…um lucro de 15% pode ser insuficiente se não for reaplicado no negócio e, se houver imposto elevado. Encol. Todo o lucro Estava no caixa da empresa que era seguidamente esgotado/realizado para fazer girar o negócio. Aquilo não era reinvestimento. Era sandice. Negócio… Read more »

Camargoer.

Olá Esteves. Trabalhei na Encol como técnico de edificações. Essa experiência foi decisiva para optar estudar química. Aproveitando, o que eu escrevi é que o valor é gerado pelo trabalho do empregado. A diferença de valor entre uma pilha de tijolos e um apartamento é que alguém com técnica levantou a parede (e instalou os canos, assentou azulejos, puxou fios, colocou as portas…). Quando a empresa produz algo (produto ou serviço), ela insere valor por meio do trabalho do funcionário. Neste contexto, “valor” não é “preço”, mas é a funcionalidade inserida por meio do trabalho. A venda do produto/serviço irá… Read more »

Esteves

Mestre, Vamos deixar O Capital e Paulo Freire pra lá. Marx e Paulo estão no Olimpo. O Google não emprega. É a maior atividade econômica de TI ou é a atividade econômica que mais consome energia. Os empregos ou os poucos empregos que o Google oferece, proporcionalmente ao seu resultado trilionário, não tem relação patronal. É uma relação inovacional. A loja de bici aqui na avenida da emprego. Do caixa da loja sai a grana para pagar salários, fornecedores, custos fixos, despesas financeiras, impostos, aluguéis. O dono do negócio vai ao banco contratar capital de giro. Fornecedor recebe férias? Fornecedor… Read more »

Esteves

Mas não estou dizendo que toda atividade econômica deve ser assim. Por tarefa. Algumas como ensino, segurança pública, saúde, Defesa…deve haver proteção do estado. Outras…jogador de futebol assina contrato de 15 milhões e o besta do clube é que paga a CLT? O empresário paga o que? O empreiteiro construtor faz uma incorporação para erguer um galpão. Para alugar ou vender. Chama a turma, mostra o negócio e pergunta quem quer fazer parte para levar X%. Mas tem que pagar a CLT, o fiscal do trabalho, a receita, o fiscal da receita do trabalho. O que acontece? Cada empreendimento tem… Read more »

Wagner

Subemprego? Achei q todo emprego fosse digno, muitas vezes o motorista de Uber.. catador de latinhas, etc, tá mais feliz e sossegado que um funcionário de banco se lascando p bater meta e não perder o tal emprego ” digno” …ahhh vai se f….

Camargoer.

Caro Wagner. Sua falta de respeito me aconselha a não debater com você. Boa sorte em sua jornada.

Carlos

Graças a Deus!

carvalho2008

Fossem apenas US$ 500 milhões daria na mesma, a MB não tinha grana nem para US$ 300 MM…

Camargoer.

Caro Carvalho. O valor de US 1 bilhão foi informado pelo comandante da MB. Discordo da ideia que a MB não tem dinheiro. Seu orçamento anual é da ordem de US$ 6-7 bilhões por ano. A MB tem um orçamento similar ao orçamento das forças armadas do Chile. A pergunta é sobre como ela gasta isso.

Esteves

Nessa conta tinha o reboque do navio? Acho que em torno de 250 milhões de dólares.

Camargoer.

Olá Esteves. Não sei. Na entrevista não estava claro se a reforma seria feita no AMRJ ou em outro estaleiro. A única coisa que o comandante da MB afirmou foi que a reforma do A12 seria da ordem de US$ 1 bilhão, e que mesmo assim não havia garantia que o navio estaria 100% operacional. Foi por isso que a MB decidiu dar baixa. Palavras dele, não minhas. Amén.

Reginaldo

E foi assim que evitaram que os chineses comprassem para transformar em cassino flutuante. Eh Eh

Last edited 2 meses atrás by Reginaldo
Paulo Curalov

O Instituto São Paulo/Foch está lutando para reverter a venda do desativado Porta Aviões São Paulo para um desmanche de navios na Turquia, o que poderia se transformar num IMENSO desastre ecológico, e, ao invés disso, transforma-lo num navio museu/centro histórico cultural/hotelaria/gastronomia/lojas/turismo de aventuras e oficinas de escola técnica, que gerariam mais de 3.000 empregos diretos no porto que o abrigasse (possivelmente, Santos). O instituto foi proibido de participar do leilão, que só venderia com finalidades de desmanche, mas as inúmeras complicações técnicas e riscos do transporte e do desmanche, tornam a opção do museu, muito mais segura e com… Read more »

Leandro Costa

Bela foto do Kitty, com Phantoms, Corsairs, Intruders, uns 3 E-2B, pelo menos 4 Vigies e uns 5 EKA-3B, mas nenhum helicóptero que eu possa ver.

Sérgio de Andrade Alvim

Eu não entendo a “aliança militar” Brasil USA…com a nossa costa imensa são incapazes de nós fornecer matérias bélicos modernos para nossa proteção…deve existir algum(s) relatórios de inteligência contra nós que não permita isto… é só o que penso…

Dalton

Os amigos que me perdoem pelo preciosismo, mas, a informação das datas de inativação de 2009 para o “JFK” e 2017 para o “KH” não correspondem exatamente aos fatos. . O primeiro foi descomissionado e inativado em 2007 em péssimo estado já que não passou pelo programa de extensão de vida e o segundo descomissionado e inativado em 2009. As datas de 2009 e 2017 se referem ao que a US Navy chama de “stricken date” quando os navios são definitivamente removidos do inventário, para aguardar o destino final seja desmantelamento, uso como alvo ou como museu. . O “JFK”… Read more »

Piassarollo

Mestre Dalton, Obrigado pelas informações, abs

Luiz Fernando Valladares Felippe

Porta aviões é para país com marinha rica e que pretenda projetar poder longe de seu território. Não é o caso do Brasil. A MB deve investir pesado em submarinos e fragatas. Isso sim será dissuadir com efetividade.

Camargoer.

Caro Luiz. A MB é rica e perdulária. A questão do NAe é mais estratégica do que orçamentária. Você tem razão em mencionar o papel de projeção de poder do NAe. Então, fica a pergunta. A MB precisa de um NAe para cumprir a sua missão constitucional? Se a resposta for SIM,l ela precisa reorganizar suas despesas para incorporar e operar um NAe. Se a resposta for NÂO, então ela precisa reorganizar suas despesas para operar os meios que garantirão sua missão constitucional.

Mk48

Alem de subs e fragatas, eu acrescento : Navios de Apoio Logístico, Caça Minas, navio de socorro submarino moderno e patrulheiros costeiros e oceânicos.
.
A lista é longa…

MATROSE

De fato, nosso momento recomenda abrir mão (por hora) de Nae’s e optar por sub’s e pelo Sbnr como boas ferramentas de dissuasão. Basta ler com bastante atenção o “Código das Profundezas” de nosso autorizado Roberto Lopes para entender o salseiro que os veteraníssimos subs argentinos causaram à Royal Navy nas Malvinas. A experiência do Mingão, terá que esperar para ser revivida.

Antonio Palhares

A foto do John Kennedy com as torres gêmeas ao fundo é simplesmente lindíssima e icônica.

Marcio Destro de Oliveira

Vendi meu Escort Zetec por 4 mil, assim posso comprar quase toda a frota naval estadunidense.

Adriano Madureira

Eita Porra ! Oque estamos esperando?! Dois NAEs por dois centavos?!

Compramos o casco e o recheio nós escolhemos… Botamos uns supertucanos,A-4,AMX e uns helicopteros e estaremos cheios de pólvora.

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Elifas Ribeiro de araujo

É triste ver essas máquinas maravilhosas serem levadas para serem cortadas podiam vender para paises que não tem porta avioes e ainda vender por um centavo e demais !

Dr. Mundico

Não servem mais para nada, a não ser para desmanchar e fazer geladeira e fogão.
1 centavo já está bem pago

Dr. Mundico

Acho que deve ir para o mesmo lugar do Independence, no Texas.

Last edited 1 mês atrás by Dr. Mundico
Dr. Mundico

Em fevereiro de 2021 o John Kennedy já estava “depenado” no porto.

Dr. Mundico

Mesmo fim do Bonhomme Richard, aquele navio de assalto anfíbio que pegou fogo ameaçando levar metade da cidade de San Diego em 2020.

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