sábado, maio 28, 2022

Saab Naval

França flexiona músculos, coloca navio de guerra no leste do Mediterrâneo

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

NICOSIA, Chipre (AP) – A França exibiu seu poderio militar no dia 8 de novembro com um tour por sua nova fragata Auvergne no Mediterrâneo oriental, buscando enfatizar o que o capitão do navio disse ser a importância que Paris atribui a garantir a segurança e estabilidade na região.

O capitão Paul Merveilleux de Vignaux disse que a Auvergne com sua tripulação de 150 homens será destacada no Mediterrâneo oriental até janeiro para coletar inteligência a fim de “mostrar como o respeito ao direito internacional e especialmente a liberdade de navegação importa” para a França.

“Este desdobramento destaca o quão importante a França considera esta parte do mar Mediterrâneo”, bem como a “disposição do país em contribuir para a estabilização desta área estratégica”, disse De Vignaux a repórteres no porto cipriota de Larnaca.

A Auvergne foi incorporada há três anos. Possui equipamento de sonar avançado e é especializada em guerra antissubmarino.

De Vignaux disse que esta é a 12ª vez que a Auvergne visita o Chipre, que considera ser a chave para apoiar as operações navais francesas na região.

“Não pode haver operações navais eficientes e sustentáveis ​​sem apoio e o Chipre é a peça central disso”, disse De Vignaux.

O porta-aviões francês Charles de Gaulle também fez várias viagens ao Chipre.

As relações entre Chipre e França têm se tornado mais estreitas nos últimos anos. O Chipre também permite que aviões franceses usem sua base aérea militar no canto sudeste da ilha e permite que navios franceses usem seu porto naval do sul, que agora está passando por uma atualização.

A França também deseja marcar sua presença para enviar sinais à Turquia para não interferir na perfuração offshore da empresa de energia francesa Total e seu parceiro italiano Eni no próximo ano em águas ao largo da costa sul de Chipre.

Mediterrâneo Oriental – Zonas Econômicas Exclusivas

A Turquia não reconhece o Chipre como uma nação e contesta as águas onde o governo cipriota reivindica direitos econômicos exclusivos. Ancara diz que uma grande parte dessas águas se sobrepõe à plataforma continental ou pertence aos separatistas cipriotas turcos.

O Chipre foi dividido em 1974 quando a Turquia invadiu após um golpe de partidários da união com a Grécia. Apenas a Turquia reconhece uma declaração de independência cipriota turca de 1983 no terço norte da ilha, onde mantém mais de 35.000 soldados.

Em fevereiro de 2018, navios de guerra turcos impediram um navio-sonda alugado pela Eni de conduzir perfurações exploratórias em águas a sudeste de Chipre.

A analista política Anna Koukkides-Procopiou disse que a presença naval francesa é um sinal claro para a Turquia.

“(Presidente francês Emmanuel) Macron precisa projetar esse poder na região, porque isso faz parte de toda a sua política de estabelecer ou restabelecer a França como uma grande potência, que não só é dominante na região do Oriente Médio, mas (na) África ”, disse Koukkides-Procopiou à The Associated Press.

“Alguém teve que entrar e preencher esse vácuo (no Mediterrâneo oriental). Agora a França quer ter certeza de que não é a Turquia ”, disse ela.

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Antoniokings

OTAN está velha e cansada.
Suas desavenças internas e a falta de apetite de alguns participantes estão cada vez mais acentuadas.
RIP.

rui mendes

Falta de apetite????
A OTAN está é cheia da Turquia, os outros membros estão comprometidos e a fazer o seu caminho de sempre, a vender e comprar armamento, defendendo-se ao mesmo tempo da Rússia e China.

Inimigo do Estado

Se a FREMM fosse mulher, seria a mãe de mais filhos para mim. Pense numa fragata linda e poderosa.

Carlos Campos

A versão francesa é mais bonita que a Italiana, mas classe Maya é mais linda, leva até 96 mísseis SM6 que derruba avião, derruba míssil, afunda navio, em breve vai atacar alvos em terra, é top.

Matheus S

Coitado do Marcon, ninguém o respeita, Biden, Erdogan e até mesmo o Bolsonaro. Erdogan tá preocupadíssimo com isso.

rui mendes

Claro, tirando Biden, dois líderes poderosíssimos, falam muito mas quem têm o poder supremo (nuclear) desses líderes, são Biden e Macron.

rui mendes

Já agora, o Macron é respeitado e muito, menos pelas figuras típicas que sempre aparecem em bicos de pés, a gritar para repararem neles, mas esses sim, passam e mais ninguém lembra e respeita.

Carlos Campos

vejo que ele é respeitado por outros chefes de estado pelo cargo, não pq ele tem liderança, ou fez algo que todos o respeitem, na França mesmo aprovação baíxissima, uma pessoa de futuro político incerto, já tacaram ovo nele, deram tapa, ele pensou em fugir do próprio palácio no pior momento das manifestações dos jaquetas amarelas, NOSSA COMO É RESPEITADO o LACRON, talvez vc seja parte do pequeno grupo que o apoia.

Hcosta

O problema é que no Brasil só é notícia esse tipo de situações que não têm relevância nenhuma. O inverso também acontece, só é notícia na Europa sobre o Brasil assuntos quase caricatos…

O Macron é uma das figuras mais influentes e competentes como chefes de Estado.

Carlos Campos

eu vejo notícias da Europa todo dia, o Macron continua seu trabalho, e é só bem visto pelos seus colegas chefe de Estado, é tão respeitado e Influente que seus grandes parceiros EUA e UK roubaram uma venda multibilionária dele, como será que ele vai influenciar EUA e UK para a França ter uma venda tão grande novamente.

Hcosta

E daí?
Quem errou foram os EUA e RU. Se fosse outro não fariam o mesmo?

Carlos Campos

Pois e daí? E aí que roubaram o “lanche da França” e demoraram a pedir desculpas, e só pediram pq o Lacron chamou o embaixador, e se fosse outro país? eu não sei, digamos que fosse a Alemanha que perdeu a venda e ficou desmoralizada, ia mostar que ela não tem toda esse poder e prestígio perante seus aliados. mas isso é só uma ponta do pq o Lacron não é tudo isso que vc fala.

Bruno Vinícius

Nos últimos a França passou a mostrar claramente que tem uma política externa independente e fará o necessário para manter sua relevância no Mediterrâneo. Dito isto, estou curioso para ver se os turcos vão querer bater de frente e tentar atrapalhar a perfuração de petróleo no Chipre, afinal, são claramente o competidor número um da França na região.

Last edited 6 meses atrás by Bruno Vinícius
paulo

França só flexiona músculos, pois de acordo com sua história, se entrar em conflito só perde.

Allan Lemos

Só se você estiver se referindo à história recente.

C M

Pelo contrário, Paulo.

Se vc for projetar o resultado de uma guerra com base na história da França, o resultado seria a vitória.

Não esqueça que aqui não é o Whatsapp onde você recebe e compartilha besteiras…

Carlos Campos

Pelo visto a França tá honrando a Grécia mesmo, bora ver se a Itália vai no mesmo rumo, e vamos ver até onde o Erdogan vai.

João Filho

https://knews.kathimerini.com.cy/en/news/italian-navy-frigate-departs-from-larnaca-port-after-joint-military-exercise

Eu nunca vi um navio mais bonito.

“The ships also conducted a joint military exercise with the Cypriot navy as the two EU countries have agreed closer defence cooperation.”

Carlos Campos

é bonito mesmo, mas a versão a Francesa é mais na minha opinião.

João Filho

De gustibus non est disputandum (Plutarco, 46 AC)

Theo Gatos

Sim, a França desceu do muro já… A Itália tem outras questões antes de fazer, que a França não tinha, inclusive com os EUA…

A independência francesa em diversos segmentos militares é financeiramente cara, mas as vezes representa uma vantagem nos caminhos de política externa…

A Grécia costurou a renovação de todo apoio militar que a França lhe deu no passado e o Chipre grego está nessa conta… Aliás o recado ao Erdogan que UE somente se abrir mão da questão chipriota está na mesa há anos!

Sds

Dalton

O texto em inglês menciona uma tripulação de 150, “150- strong crew”, não 150 homens, afinal, embora em número reduzido há mulheres a bordo.

Theo Gatos

?

Cesar

Estas palavras sem dúvida representa a posição do governo que ao mesmo tempo se choca frontalmente com França, sendo um rufar dos tambores da guerra. O Erdogan é um Putin do extremo Oriente. Pago para ver, torcendo para os turcos, apesar dos pesares.

Hcosta

Erdogan está numa posição muito mais frágil politicamente, internamente e externamente, do que Putin

Cesar

Comparo os dois no sentido nacionalista e “peitudo”, e convenhamos, apesar dos pesares internos e de cunho religioso ele ganha apoio massivo com este escudo nacionalista que ele usa bem, dentro de casa.

Hcosta

Sim, são semelhantes. Mas quanto ao apoio massivo não dá para medir. Ainda há pouco tempo teve um golpe militar e tem a questão Curda.
Putin, internamente, tem um apoio mais robusto, apesar de o estilo não ser muito diferente da Turquia.

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