sábado, maio 28, 2022

Saab Naval

Unidades participantes do exercício naval POLARIS 21 da França com parceiros da OTAN no Mediterrâneo

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

A Marinha Francesa iniciou um grande exercício de prontidão operacional força-a-força chamado POLARIS 21 na quinta-feira (18) no Mediterrâneo Ocidental.

O Polaris 21, que vem do nome francês para o exercício – Préparation Opérationnelle en Lutte Aéromaritime, Résilience, Innovation et Supériorité – também inclui um segmento na costa atlântica da França continental. O Exército e a Marinha da França e as nações parceiras Grécia, Itália, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e um elemento da OTAN estão participando dos exercícios.

O POLARIS 21 é um exercício de preparação operacional e multidomínio para um engajamento de alta intensidade, que está totalmente alinhado com a visão estratégica do chefe das forças armadas e o plano Mercator Acceleration 21 do Chefe do Estado-Maior da Marinha Francesa Almirante Pierre Vandier, de acordo com um comunicado à imprensa do Ministério da Defesa francês. O exercício também se concentrará nas informações e nas capacidades espaciais.

Embora as Forças Armadas francesas mantenham a capacidade de agir por conta própria, a estrutura normal para seu engajamento é de ação coletiva por meio do fortalecimento de parcerias operacionais com muitos países, disse o comunicado. Como tal, o POLARIS 21 irá mobilizar todos os componentes da Marinha Francesa, ativos terrestres e aéreos do Exército Francês e da Força Aérea Francesa, bem como navios e aeronaves de nações parceiras.

O POLARIS 21 envolverá 23 navios, um submarino, 65 aeronaves e 6.000 pessoas. O cenário do exercício visa testar as múltiplas capacidades de uma força aérea-marítima formada pelo grupo de batalha de porta-aviões francês organizado em torno do porta-aviões FS Charles de Gaulle (R91) enfrentando uma força de oposição reunida em torno do porta-helicópteros de assalto anfíbio LHD Tonnerre (L9014), que representa o fictício país Mercure.

O grupo do Charles de Gaulle é a Força Azul, enquanto o do Tonnerre é a Força Vermelha. A força de oposição será reforçada por um elemento de ar e terra para contestar o espaço ar-mar. O exercício também completará os preparativos do grupo do porta-aviões Charles De Gaulle para seu próximo desdobramento operacional, marcado para começar em fevereiro de 2022.

O POLARIS 21 começará com uma fase de aquecimento em 18 de novembro que vai até 25 de novembro. A fase de exercícios ao vivo entre as forças opostas acontecerá de 25 de novembro a 3 de dezembro.

As unidades que participam do exercício são:

Força Tarefa 473 – Força Azul

Grupo de porta-aviões: PA Charles De Gaulle (R91) com uma ala embarcada de 20 Rafales (Flottilles 12F e 17F), 2 aviões de Alerta Aerotransportado E-2C Hawkeye (Flottille 4F), 1 helicóptero NH90 Caiman (Flottille 31F) e 2 Helicópteros Dauphine (Flottille 35F). Destróier USS Porter (DDG-78) da Marinha dos EUA (USN), fragatas francesas FS Alsace (D656) e FS Provence (D652), fragata grega HS Adrias (F459), fragata italiana ITS Carlo Bergamini (F590), fragata espanhola ESPS Méndez Núñez (F-104 ) e apoio de uma aeronave de patrulha marítima P-8A Poseidon da USN.

Grupo de ação de superfície: fragata francesa FS Aquitaine (D650) no Atlântico e fragata FS Aconit (F713) no Mediterrâneo.

Aeronave de patrulha marítima: Aeronave de patrulha marítima Atlantique 2 operando na Base Aérea Naval de Lann-Bihoué, França.

Apoio de reabastecimento: navio de reabastecimento francês FS Marne (A630) e navio de reabastecimento espanhol ESPS Cantabria (A15).

Capacidade de ação especial naval: Navio de apoio francês FS Loire (A602).

Grupo de guerra de minas: Caçadores de minas franceses FS Orion (M645) e FS Lyre (M648), com um grupo de eliminação de munições explosivas.

Força Tarefa 472 – Força Vermelha (Mercure)

Grupo anfíbio: LHD Tonnere (L9014) com um grupo tático embarcado da 13ª Demi-Brigada da Legião Estrangeira (13e DBLE), destróier francês FS Forbin (D620), destróier britânico HMS Dragon (D35) e fragata francesa FS Auvergne (D654).

BPC Tonnerre
Destróier FS Forbin D620
HMS Dragon (D35)

Grupo de Ação de Superfície: Destróier FS Latouche-Tréville (D646) no Atlântico, enquanto os Navios de Patrulha Offshore FS Commandant Birot (F796) e FS Commandant Ducuing (F795) irão operar no Mediterrâneo.

Patrulha Marítima: Atlantique 2 operando da Base Aérea da OTAN de Sigonella na Itália.

Reabastecimento: navio de reabastecimento dos EUA USNS John Lenthall (T-AO-189).

Guerra de minas: Caça-minas FS Achéron (A613).

Defesa Aérea Baseada em Terra: Bateria de mísseis superfície-ar móvel Mamba da Força Aérea Francesa com radar móvel Giraffe, Sistema de Defesa Aérea Portátil Mistral do Exército Francês (MANPADS) do 54º Regimento de Artilharia.

Capacidade aérea: Rafales da Marinha Francesa (Flottille 11F) operando da Base Aérea Naval de De Hyères, França, Rafales da Força Aérea Francesa, aeronaves Dassault Mirage 2000 e Jatos Alpha.

Além disso, um submarino da Marinha francesa e um E-3F AWACS da OTAN operarão com ambas as forças alternadamente durante o exercício.

FONTE: USNI News

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Moriah

Essa proa estilizada do Dragon é muito show!

carcara_br

Me enganei quem deveria se interessar mesmo por fazer inteligência na região é a china
O cenário treinado é obviamente o encontrado no pacífico, e os franceses já parecem tratar a forças chinesas como iguais…
é…
E agora?

Fernando Vieira

Contra o Caça-Minas Acheron só precisa do HMS Surprise.

Carvalho2008

Rzrzrz…eu entendi…Mestre dos Mares…

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