sábado, agosto 13, 2022

Saab Naval

FILME: The Final Countdown – Nimitz volta ao inferno

Destaques

Alexandre Galante
Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Muito antes de ‘Top Gun’, o F-14 Tomcat já fazia sucesso no cinema

The Final Countdown (no Brasil, Nimitz volta ao inferno) é um filme de ficção científica de história alternativa de 1980 sobre o porta-aviões USS Nimitz que viaja através do tempo até o dia anterior ao ataque a Pearl Harbor de 1941. Produzido por Peter Vincent Douglas e dirigido por Don Taylor (seu último trabalho), o filme traz Kirk Douglas, Martin Sheen, James Farentino, Katharine Ross e Charles Durning.

Produzido com a plena cooperação da Marinha dos Estados Unidos, e filmado a bordo do “supercarrier” USS Nimitz, The Final Countdown foi um sucesso moderado na bilheteria. Porém, nos anos seguintes, o filme acabou virando “cult” entre fãs de ficção científica e aviões militares.

Produção

O filho de Kirk Douglas, Peter, como produtor, foi a força motriz atrás do The Final Countdown. Com um orçamento limitado, mas com um roteiro promissor, ele foi capaz de atrair o interesse da Marinha dos EUA. Depois de ver o roteiro, funcionários do Departamento de Defesa ofereceram cooperação total, mas insistiram que, por motivos de segurança e para manter a prontidão operacional, as programações de filmagem seriam dependentes do consultor naval “on location”, William Micklos. A fotografia principal ocorreu na Estação Aérea Naval de Key West, na Estação Naval de Norfolk e em Florida Keys, durante dois períodos de cinco semanas em 1979.

Durante as operações, ocorreu um pouso de emergência com a equipe de produção autorizada a filmar a recuperação da aeronave no Nimitz; A seqüência aparece no filme.

Muitos dos membros da tripulação de Nimitz foram utilizados como extras, alguns com partes falantes; 48 membros da tripulação aparecem como “atores” nos créditos finais.

Para filmar as seqüências aéreas, as câmeras Panavision foram montadas em aeronaves navais, enquanto aeronaves e helicópteros equipados com câmeras também foram empregadas pelo estúdio, incluindo um helicóptero Bell 206 Jet Ranger, um Learjet 35 e um bombardeiro B-25 convertido em plataforma de câmera.

Três réplicas do Mitsubishi A6M Zero feitas a partir de aviões T-6, originalmente construídas para o filme Tora! Tora! Tora! (1970), foram voadas por pilotos da Confederate Air Force, agora chamada de Commemorative Air Force. Duas das réplicas foram empregadas em um dogfight com F-14 Tomcats; foi a primeira vez que ocorreu uma simulação de combate aéreo entre caças com velocidades e capacidades de manobra totalmente diferentes.

Na cena em que os F-14 passam voando pelos caças Zero e ficam na frente deles, a turbulência do ar foi tão intensa que os pilotos dos Zero perderam o controle das aeronaves momentaneamente.

Durante a cena de engajamento, quando um Zero dispara em um F-14, o caça a jato fez uma manobra que terminou a apenas 100 pés (30 m) acima do oceano.

Durante o ataque culminante a Pearl Harbor, cenas reproduzidas em preto e branco de Tora! Tora! Tora !, destacam bombardeiros de mergulho Aichi D3A Val, caças Mitsubishi A6M Zero e torpedeiros Nakajima B5N Kate.

Recepção

The Final Countdown foi promovido como um blockbuster de verão e recebeu críticas variadas. Mais do que a história em si, as cenas do porta-aviões e suas aeronaves provocaram ótimas impressões.

A Marinha dos Estados Unidos patrocinou a estréia do filme e o explorou como uma ferramenta de recrutamento, usando o cartaz do filme em diversos escritórios de recrutamento pouco depois do lançamento.

NOTA DA REDAÇÃO: Na foto de abertura, uma réplica do caça Zero feita a partir de um T-6 e dois F-14 Tomcat durante as filmagens. Observar que o jato mais afastado tem uma câmera sobre a fuselagem.

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Rafaelsrs

Eu era garoto quando vi esse filme e fiquei empolgado com as cenas. Vi num supercine desses da vida. Eu e os amigos comentamos esse filme a semana toda na escola.

sergio

Foi no super cine mesmo cara tb assisti.

Rafael M. F.

Qual a aeronave que usaram para simular os Zeros?

Ah, tá no texto…

Last edited 8 meses atrás by Rafael M. F.
Osvaldo Marcilio Junior

North American T6

T-6_Texan_Jacksonville.jpg
OSEIAS

Esse filme é bom hen!!
vou ver de novo, boa dica

angelo bigalli

Kirk Douglas, Martin Sheen, só esses 2 já valem o filme….

LucianoSR71

Eu assisti no cinema, aquela imagem do F-14 enflexando as asas me conquistou, meu caça a jato preferido e ainda c/ a 2ªGM como tema… fantástico!

Marcos Rêgo

F14 Forever

pedroctba

Nesse filme, em uma parte do fim dele (quando estao preparando os avioes para atacar a frota japonesa) mostra os jatos sendo armados….com bombas! Ok, é filme e logico que vc nao mostra segredos militares mas mesmo quando esse filme foi produzido a USN (e a USAF) nao tinha um vetor que pudesse disparar um missil contra um navio, dependendo unicamente do mesmo tipo de armamento usado em partes, no ataque a Pear Harbor: bombas de queda livre!

Dalton

Mísseis Maverick e Harpoon já existiam.

Bosco

E bombas paveway

Bosco

E mísseis Shrike

pedroctba

Paveway nunca foi criada para atacar navios, e nao deixa de ser uma bomba sem propulsão. Foi usada em 86 contra os Libios de forma improvisada.
O Shrike nunca foi designado a ataque naval. Mesmo que fosse “improvisado” os navios japoneses nao tinham radar para que o mesmo fosse guiado. Logo, nem na ficçao eles poderiam utiliza-lo.

carcara_br

uma bomba de 200kg explodindo ao lado, de um navio ainda faz entrado, então de forma improvisada, acho que é possível sim.

Dalton

Bom…mas se conseguia muito mais precisão em 1980 com bombas do que em 1941 e em último caso o USS Nimitz como todo NAe da época carregava bombas atômicas táticas que poderiam ser lançadas sobre uma frota, então, independente de não haver um míssil anti navio ainda assim não seria a mesma coisa.

Bosco

Não quero entrar em polêmica e nem bater boca. Meu intuindo foi colaborar. “O Shrike nunca foi designado a ataque naval. Mesmo que fosse “improvisado” os navios japoneses nao tinham radar para que o mesmo fosse guiado. Logo, nem na ficçao eles poderiam utiliza-lo.” – Não me referi a armas antinavios que fossem efetivas contra navios da SGM e sim a armas guiadas com capacidade antinavio que existia em 1980 e que poderiam estar no convés do Nimitz. – Há pelo menos um caso relatado de um Shrike que atingiu um navio num caso de fogo amigo, no Vietnã. Então,… Read more »

Bosco

Correção: a GBU-24 é uma Paveway III.

Last edited 8 meses atrás by joseboscojr
Flanker

Os AGM-12 Bullpup, também.

pedroctba

para atacar a frota”

O Maverick anti navio somente foi desenvolvido no fim dos anos 80. O Harpoon já estava sendo entregue mas somente foi declarado em operação para ser lançado de avioes, em 1980 e pelo P-3 que nem embarcado era.

Bosco

Pedro,
Sem querer polemizar mas eu creio que o Harpoon de lançamento aéreo foi colocado em operação em meados de década de 70.
Quanto ao Maverick (versão F) você está certo, mas há relatos de Mavericks “A” tendo atingido navios.

Flanker

O Maverick A entrou em serviço em 1972 e o B em 1980. Tinha também as AGM-62 Walleye.

Wellington Kramer

Também fiquei encantado com este filme. Assisti-o no cinema. A combinação de caça e porta-avioes até hoje é a que mais gosto. O Tomcat será o eterno caça embarcado.

Lucas

Quando era novinho eu via esse filme com meu pai.
Era muito legal.

Rodrigo Maçolla

Gosto tanto deste filme que tenho um DVD que comprei a uns 10 anos atrás!! é Realmente um clássico de Ficção e a cenas do F-14 Tomcat são muito bem filmadas o Tomcat é simplesmente imbatível com seu visual imponente e poderoso, um verdadeiro “astro do cinema” ainda mais com a pintura do VFA-103 Jolly Rogers uma dos mais bonitas e icônicas dos esquadrões de caça da U.S. NAVY. No mais a meu ver para quem gosta de ficção o roteiro do filme também é muito bom !! se os eventos retratados no filme realmente acontecessem mudariam a história mundial… Read more »

Rodrigo

Aquela passagem rápida dos F14 sobre o Iate também foi TOP, uma pena a cena não ter sido prolongada…… lembro do som ensurdecedor no Cinema…….depois desse filme o F14 virou meu avião preferido

André Garcia

F14 é lindão mesmo!

Adriano Madureira

Se algo impossível assim tivesse ocorrido, Hitler teria ganho a guerra, sem ataque a pear harbour, os americanos não teriam entrado oficialmente…

Munhoz

Os americanos neste caso teriam um PA com armas nucleares e com caças com 40 anos de diferença tecnológica e vc ainda acha que a Alemanha iria ganhar ?? isso fora os sistemas eletrônicos e o conhecimento etc

Wilson França

A munição acabaria.

Adriano Madureira

Amigo, não haveria como eles destruírem os alemães e nem os japoneses, pois o nimitz havia entrado novamente naquela tempestade e voltado a realidade deles… Mas como eu disse : E se eles tivessem impedido Pearl Harbour?! Simples, a América não teria entrado diretamente na WW2 e nem Hitler teria declarado guerra aos americanos… Talvez os EUA teriam entrado na guerra, mas por um caminho mais longo, a guerra duraria mais. Sem a entrada americana no conflito, é possível que o Japão tivesse consolidado sua posição de supremacia no Leste Asiático e que a guerra na Europa pudesse ter se… Read more »

Flanker

Se o ataque japonês a Pearl Harbour tivesse sido evitado, talvez os EUA nem tivessem entrado na guerra. Talvez nrm a classe Nimitz existisse. Uma alteração em qualquer ponto do passado, criaria um paradoxo, um efeito borboleta, em que o futuro como conhecemos hoje seria diferente. Poderia ser um pouquinho diferente ou muitíssimo diferente. Imagine voltar ao passado e matar o bisavô de qualquer um de nós, antes dele ter filhos. Nenhum de nós, seus descendentes, existiria. E tudo aquilo que oa filhos dele, os netos e os bisnetos fizeram, foi simplesmente apagado. Essas teorias de viagem no tempo são… Read more »

Wellington Rossi Kramer

“…teorias de viagem no tempo são fascinantes.”

Só que não fazem nenhum sentido, visto que uma vez no ser não se vai para o nada.

Flanker

Viagem no tempo e algo estudado e buscado pelo homem há séculos. Se vai ser possível, ou não, é uma incógnita. Mas, eu acho fascinante. Imagina poder voltar no tempo e testemunhar fatos históricos de todas as épocas? Ou viajar ao futuro e ver como a humanidade será dentro de 100, 200 ou mais anos?

sergio

Flanker ao passado e impossível, pelo menos pelo que se sabe hoje, mais o futuro e perfeitamente possível, os satélites de GPS de tempos em tempos tem seus relógios atômicos atrasados em alguns nanosegundos devido a velocidade em que eles se movem no espaço eles estão deslocados alguns nanosegundos no futuro.

Flanker

Sim, sim…eu sei que é impossível viajar ao passado, mas falo no sentido ficcional…..se fosse possível!! Haveriam milhares de dados, eventos, locais a serem visitados.

sergio

Wellington boa tarde, na verdade não ” vai ao nada” t ligado, vou tentar explicar de maneira muito mais muitoooooooo simples mesmo. Quando vc joga cara ou coroa, a 50% de chance de dar cara e 50% se chances de dar coroa correto. Vamos supor que deu cara, mais e as 50% de chances de dar coroa? Como vc falou, Foi ao nada, concorda ? Seria, se não existisse algo chamado Sobreposição quântica, que de forma muitooooooo simples diz que se vc emitir um feixe de luz ele se comporta como feixe e onda ao mesmo tempo. Assumindo o estado… Read more »

Flanker

Harbor*

sergio

Depende, tem um ramo da física que acredita que mesmo que vc consiga viajar ao passado, o que e impossível,pela relatividade, ainda existe o conceito de existência, explico, vamos supor que vc criou uma maquina do tempo e viajou ao passado com o intuito de matar o Hitler e evitar a guerra, segundo essa teoria, o passado e imutável, e algo aconteceria para evitar que vc conseguisse matar o Hitler, pelo fato que todos nos sabemos que a guerra ocorreu, e sabemos quem foi o Hitler, então se vc vai volta ao passado com o intuito de mata lo, não… Read more »

Leandro Costa

Seu post me lembrou do excelente ‘Kung Fury’ hehehehe

sergio

Varias Series e filmes, abordaram esse temas, tem filme eu lembro A nação do medo, serie tem o homem do castelo alto, mais não acho que a Alemanha poderia ter realmente ganho a guerra. poderia demorar mais, mais no fim os aliados venceriam.

BK117

Quando eu era moleque eu ficava imaginando “Imagina o estrago que um caça desses faria numa segunda guerra da vida”, “Imagina a cara de um piloto de pistão vendo um desses passar”. Não preciso nem dizer que a primeira vez que vi essas cenas o molequinho dentro de mim ficou bem contente rsrsrs

Zé Rato

Há um “anime” em que o argumento é baseado num destroyer japonês da atualidade, equipado com armamento moderno e sistema Aegis, que viaja no tempo e surge em plena Segunda Guerra Mundial, metido no meio das batalhas aeronavais do Pacífico.

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Zipang_episodes

Leandro Costa

Uma coisa que pouca gente sabe, o ator que fez o senador no filme, Charles Durning, apesar de estar bem gordinho, não foi sempre assim. Ele serviu na primeira divisão de infantaria e foi o único sobrevivente de seu pelotão no Dia-D na primeira leva de desembarque em Omaha. Ferido pouco tempo depois, após recuperação foi para outra unidade à tempo de participar na Batalha das Ardenas.

O canal do Ward Carrol no YouTube tem detalhes interessantes dos Tomcat dura te a produção do filme que vale à pena conferir.

Leandro Costa

Esse mesmo Galante. Obrigado 🙂

Alex Barreto Cypriano

Um monte de atores foram à guerra, não apenas pra divertir tropas. Diretores, também. Deixou marcas profundas naquela geração. Hoje é que um bando de moleque viciado em hamburguer, coca-cola e vídeo game acha que guerra é legal, estimulante, ainda mais nas suas versões falseadas, a geração snow-flake.

Leandro Costa

Sim. Jimmy Stewart é outro bom exemplo.

Dalton

E falando nele, caso não tenha percebido, no filme Janela Indiscreta, há em uma parede fotos reais dele e do bombardeiro B-24 que pilotou na Europa.
.
Outro filme que faz referência a ele ou melhor, ao personagem que ele interpreta ter participado de uma guerra é Festim Diabólico.

Leandro Costa

Bem lembrado. Eu tenho um problema sério com nomes de certos filmes em inglês. O Janela Indiscreta eu lembrei imediatamente, mas o Festim Diabólico eu tive que recorrer ao DuckDuckGo para descobrir que é ‘Rope’ de 1948 hehehehe. Ambos excelentes filmes.

Cássio

Alexandre, uma dúvida que tenho até hoje e que o filme deixou em aberto foi a situação do piloto de A-7 Corsair após o pouso de emergência…após ser retirado do cockpit foi a óbito? envelheceu rapidamente na transição temporal? Apesar desse enigma, um filme de ficção 10!

Flanker

Mas, ele não era piloto de A-7? Sendo assim, ele era contemporâneo de todos os outros tripulantes do Nimitz, não é? Por que ele envelheceria rapidamente ao voltar para o “presente”?

Carlos Crispim

Baixei o filme só por causa dessa matéria, tem tomadas lindas do F-14, que falta que faz esse caça magistral, que época maravilhosa. O A-6 Intruder tb espetacular.

Rodrigo Maçolla

Carlos bem colocado o A-6 também gosto do Intruder um belo e eficiente jato de ataque , Incrível como a Grumman construía belíssimos “pássaros de Guerra” E para quem gosta do A-6 não pode deixar de assistir o filme de 1991 “Intruder A-6 Um Vôo para o inferno”
um ótimo filme com um roteiro muito bom e que já se tornou um clássico esse filme conta também grandes atores.

Leandro Costa

Rodrigo, o filme foi baseado no livro de Stephen Coonts “Flight of the Intruder.” Coonts foi piloto de A-6 no Vietnã. Recomendo muito tanto a leitura desse livro, quanto da continuação “The Intruders.”

Ambos tem diversos detalhes interessantes sobre a operação embarcada em geral e, em específico de Intruders.

Rodrigo Maçolla

Obrigado Leandro ! eu não sabia que era baseado em um livro… vou procurar para ler 🙂

Tomcat4,2

Pirei quando vi este filme, muito legal e empolgante pra quem curte aviação militar e afins.

Cesar

Uma série de livros muito legal que foi baseada neste filme (o autor John Schettler cita isso) se chama Kirov. O cruzador nuclear Kirov da marinha russa, modernizado no livro, vai parar na 2a Guerra Mundial. O almirante que comanda o navio tenta não interferir quando eles descobrem onde estão mas um o capitão ambicioso acaba jogando a m*rda no ventilador. Após vários acontecimentos, eles acabam se unindo aos aliados. Os engajamentos entre forças com tanta disparidade tecnológica é bem interessante. Os mísseis P-800 (sim, nos livros o Kirov foi modernizado e usa esses) não tem problema algum em acertar… Read more »

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