quarta-feira, maio 25, 2022

Saab Naval

Centro Experimental Aramar avança na prontificação do Laboratório de Geração Nucleoelétrica

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

O Centro Experimental Aramar recebeu, em 10 de janeiro, duas das três seções da parte inferior do Reator Nuclear (Bloco 40) do Laboratório de Geração Nucleoelétrica (LABGENE). As peças viabilizarão a montagem eletromecânica do Bloco, o que significa mais um passo rumo à prontificação do LABGENE.

O material recebido foi fabricado pela Nuclebrás Equipamentos Pesados, que foi contratada para concluir a parte estrutural (contenção) do Reator, e tem como objetivo proteger o ambiente da contaminação por resíduos nucleares. Por este motivo, ele é submetido a rigorosos critérios técnicos previstos em normas de engenharia, a fim de garantir a segurança nuclear (safety).

O LABGENE foi concebido como um protótipo em terra dos sistemas de propulsão que serão instalados no futuro Submarino Convencional com Propulsão Nuclear Brasileiro (SCPN), a fim de simular a operação do reator e dos diversos sistemas eletromecânicos a ele integrados, antes de sua instalação no SCPN. Pela sua característica dual de utilização, o LABGENE poderá servir de base e de laboratório para outros projetos de reator nuclear de potência no Brasil.

FONTE: Marinha do Brasil

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FRANCISCO MARCELIO DE ALMEIDA FARIAS

Muito feliz em vê essa laboratório andando, entendo ser esse reator o melhor e mais rendável projeto de todas que compõem as forças aramadas.

Camargoer.

Olá Francisco. O papel da Nuclep foi sempre central no programa nuclear. Lembro que o Nuclep chegou a ser listada para ser privatizada. Como ela é vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a MB indicou um almirante para o ministério e para a Nuclep como meio de blindar a sua privatização.

Esteves

Acho que não conseguem lidar com a falta de resultado. Cansaram de esperar resultados do Ipen. Hoje transferem conhecimento do IPEN para a MB. Não muda muito…um gasta 85% do orçamento com custeios, o outro gasta 80%.

Se privatizarem fica pra alguma turma esperta.

Olham para esse Labgene bem pintadinho…todo ano tem recebimento, contratamento, experimento e sofrimento.

Afinal, quando vão ligar esse troço?

farragut

na marinha de outros tempos, subordinados que ousassem responder a mais antigo com algo como “avançando na prontificação, chefe!” levariam um chamadaço. agora, faz parte da comunicação social…

joel eduardo soares

Perfeito!
A disciplina enverga mais não quebra.

Esteves

Gerundistas.

RPiletti

Excelente pergunta. Quando o colocarão para funcionar?

Esteves

Disseram que faltam 80%. Mas a pintura tá boa.

Last edited 4 meses atrás by Esteves
Camargoer.

Olá RP. Segundo o cronograma da MB, o reator iniciará as operações a frio em meados destes ano. Isso significa que o vaso do reator será instalado e os sistemas de geração de vapor, resfriamento, de segurança, etc, serão testados ainda sem a adição de combustivel nuclear. O reator crítico (com combustível e já operando a reação em cadeia sob controle) será no início de 2024. O comissionamento do reator será no início de 2027. Então, a construção do Labgene deve ser concluída até a metade deste ano para começar os testes a frio.

labgene.jpg
Marco Venâncio

2034? A entrega do submarino nuclear não seria em 2028?

Já mudaram a data?

Camargoer.

Olá Março. Mudaram sim.

Esteves

Em 28 ainda faltará duplicar o reator. Esse aí é um estacionário…um mock-up.

O submarino Álvaro Alberto depois. Somente depois.

Jadson S. Cabral

Entrega em 2028? Daqui a 6 anos??? Nem se o detalhamento do projeto tivesse pronto e nós tivéssemos dinheiro sobrando, pois o próprio gap tecnológico impediria. Ainda há muita água pra rolar sob essa ponte.
Ainda em tempo, não entendi a quantidade de negativos no comentário do Camargoer.

Last edited 4 meses atrás by Jadson S. Cabral
Camargoer.

Olá Jadson. Há anos o pessoal mais barra-pesada fica alvoroçado quando que coloco alguns comentários. Incapazes de colocar um argumento que faça sentido, ficam negativando. riso. Alguns, mais engajados, ofendem, insinuam e até ameaçam. Muitos sumiram. Não sinto falta. Outros apenas passam vergonha. riso

Esteves

O pessoal do Terrestre é mais radical.

Camargoer.

Olá Esteves. Talvez influência da cavalaria.

Sensato

Boa parte passa vergonha e o pior é que talvez nem percebam.

Aurélio

Pela lerdeza só em dezembro de 2030, e olhe lá!!!

Renan

Espero que tudo corra bem e que as verbas não falte, gostaria muito de ver em no máximo 25 anos nosso submarino navegando.

Rafael

Projeção otimista. Mesmo que não falte verba.

Jadson S. Cabral

Não mesmo. Se não faltasse dinheiro eu acho que 10 anos seria um prazo bastante realista, dado ao estágio em que já estamos. Seria máximo mais 3 ou 4 anos para o fim dos testes do reator e detalhamento do projeto e algo em torno de 6 (o que já é muito tempo) para construir e lançar.
Agora, com os sucessivos cortes não dá mesmo pra prever o que vai acontecer.

Joanderson

25 ?
Achava que em no maximo 10 os 5 ja estariam navegando.
Se em 25 anos a terceira guerra ainda não tiver acontecido então não acontece mais.

Esteves

É um.

Os outros 4 são convencionais movidos a motor diesel convencional que carrega baterias convencionais. Submarino convencional movido a motor nuclear convencional haverá 1.

Joanderson

Eu sei amigo foi o jeito que me expressei pareceu meio confuso.

Jadson S. Cabral

Terceira guerra não vai acontecer nem 25 anos nem em 100. Quanto a isso pode ficar tranquilo.

Mensageiro

Todo Dinheiro em pesquisa é pouco. Essa grana sempre retorna em dobro ou mais.
Existem hoje países que são quase desertos e só sobrevivem pois investem em P&D, vendem tecnologia na frente de outros, lucram muito.

Camargoer.

Olá Mensageiro. Segundo um estudo da FAPESP, o retorno é de seis vezes. Para cada real investido em pesquisa, o retorno é de seis reais, isso incluído os projetos que fracassaram.

Sensato

Por isso acho curioso quando vejo as pessoas reclamando de perseguirmos transferências de tecnologia em compras importantes. Por mais que o modelo tenha falhas e pontos onde pode melhorar, me parece claro que é o que mais tem potencial de trazer retorno a sociedade.

Alex Barreto Cypriano

Tá pior que construção de igreja isso aí…
SCPN – um acônimo que sempre me lembra a falta que faz uma boa guilhotina.

Last edited 4 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
AMX

Submarino Convencional com Propulsão Nuclear.
Essa sigla não está contraditória? Do pouco que já li, achava que – ao menos no mundo militar em geral – convencional e nuclear fossem antônimos.
Alguém poderia me explicar?
Desde já, agradeço.

Ainda que atrasado: feliz 40 anos do PROANTAR a todos.

Camargoer.

Cato AMX. O SN10 usará propulsão nuclear mas sei armamento será convencional. Ele levará torpedos F21, mísseis SN39 e Minas convencionais.

Jadson S. Cabral

Tem que chamar de convencional pra não fazer a turma chiar achando que os militares estão construindo armas nucleares. E com a qualidade dos parlamentares que temos, eu não duvido nada

Camargoer.

Olá Jadson. Creio que os parlamentares estão cientes das características do SN10. A MB já fez inúmeras apresentações e anualmente são discutidos os aspectos orçamentários. Em todos estes anos, o que vi foram parlamentares questionando o andamento do projeto mas nunca vi parlamentares questionarem o submarino como se fosse uma arma nuclear. Creio que o maior risco de confusão possa ocorrer na mídia não-especializada ou coisa assim. Temos que ser honestos quando ao apoio que o Congresso tem dado aos programas militares. O Senado apoio com unanimidade o financiamento do ProSub. Os documentos no Senado mostram um amplo apoio para… Read more »

Jadson S. Cabral

Sim, eu concordo que essa discussão é no fim das contas inútil.

Sensato

Assim como as que ocorreram por causa do IRST, do nariz, das pontas de asa, da pintura e de sei lá mais o que no Gripen, nas Tamandaré, nós Guarani, Leopardo, são tantas…

A mais recente é o pessoal debatendo uma compra que nem se sabe se ocorrerá e é entre Inglaterra e Chile….

João Augusto

Por que chama-se submarino convencional com propulsão nuclear? Só agora me dei conta disso.

Camargoer.

Caro João. A MB adotou está classificação porque o submarino usará armas convencionais. Geralmente, submarinos nucleares estão equipados com armas nucleares. O SN10 só usará torpedos F21, mísseis SN39 e Minas convencionais.

Matheus

Pessoal aqui acha que fazer um reator dentro de submarino do zero é que nem montar lego.
Nada errado em ser Leigo, mas querer ficar cobrando sem nem conhecer como funciona um projeto desses é de f*der.

Jadson S. Cabral

Existe a demora pelas próprias limitações tecnológicas que temos (e isso é totalmente compreensível e aceitável) e existem os atrasos por conta dos sucessivos cortes no orçamento (e é aqui que se deve focar em criticar). Tem que saber diferenciar as coisas.

Camargoer.

Olá Jadson. Você tem razão. Um projeto de grande complexidade sempre tem grandes chances de atrasar. Isso é comum é está geralmente incorporado nas expectativas do corpo técnico. Por outro lado, atrasos devidos aos cortes de recursos é uma outra discussão. O depoimento do Alm. Olsen sobre a aprovação de emendas parlamentares para o ProSub que não foram liberadas pelo MInEconomia coloca sob a perspectiva correta.

Esteves

Existiram períodos com grana farta. E não entregaram.

Thor

Quando?

Sensato

Farta pra quem? Talvez esteja aí boa parte do problema

Gerson

Creio que o mesmo modelo de reator com um dimensionamento maior possa vir a ser uma alternativa para geração de energia no país.

Camargoer.

Olá Gerson. Creio que existem características de um reator naval que possam até reduzir a sua eficiência como reator de potência para geração de energia elétrica em escala comercial, a começar pela diferença no combustível, Enquanto Angra 1 e 2 usam combustível da ordem de 4% de U-235, o reator naval irá usar 7%. Existem razões práticas para que um reator comercial use este tipo de combustível.

Grifon Eagle

Tecnologia nuclear, nuclearização já!

gabriel

Fico feliz de saber que ainda resta uma indústria de alta tecnologia, que garante ao Brasil sua soberania, e requisita técnicos de nível elevado, formados nas nossas universidades públicas.

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