quinta-feira, maio 26, 2022

Saab Naval

Vinte navios de guerra da Frota Russa do Báltico são enviados ao mar para exercícios abrangentes

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

Os navios de guerra cumprem tarefas antissubmarino e de defesa aérea e contramedidas de minas em apoio aos grupos navais com um exercício de tiro real

Vinte navios de guerra e embarcações da Frota Russa do Báltico partiram nesta semana de suas bases navais e foram enviados para áreas designadas no Mar Báltico para missões de treinamento de combate, informou a assessoria de imprensa da Frota no dia 24/1.

“Vinte navios de combate e navios de apoio da Frota do Báltico partiram de suas bases permanentes e foram enviados para áreas designadas no Mar Báltico para realizar as medidas programadas de treinamento de combate”, disse a assessoria de imprensa em comunicado.

Os navios de guerra, integrados em vários grupos táticos, cumprirão tarefas antissubmarinas e de defesa aérea e contramedidas de minas em apoio aos grupos navais com um exercício de tiro real, diz o comunicado.

Caça-minas e pequenos navios de guerra antissubmarino, bem como corvetas de mísseis e barcos de mísseis, operarão como parte dos grupos navais durante as manobras navais, informou a assessoria de imprensa da Frota do Báltico.

Exercícios em todas as frotas

De acordo com o plano 2022 de treinamento das Forças Armadas Russas, uma série de exercícios navais será realizada em janeiro-fevereiro deste ano em todas as áreas de responsabilidade das frotas da Marinha sob o comando geral do Comandante-em-Chefe da Marinha Russa Almirante Nikolay Yevmenov.

As manobras navais se concentrarão em atividades da Marinha e da Força Aeroespacial para proteger os interesses nacionais da Rússia no Oceano Mundial e combater as ameaças militares à Rússia da direção dos mares e oceanos.

Os exercícios cobrirão os mares adjacentes ao território russo e também áreas operacionalmente importantes do Oceano Mundial. Exercícios separados serão realizados nos mares Mediterrâneo, Norte e Okhotsk, no nordeste do Atlântico e no Oceano Pacífico.

No total, os exercícios reunirão mais de 140 navios de guerra e embarcações de apoio, mais de 60 aeronaves, 1.000 itens de equipamento militar e cerca de 10.000 soldados.

FONTE: TASS

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Carlos

Só fico aqui pensando com os meus botões na grana que estes caras estão gastando nesta, “brincadeira”. Tem que ter cacife, não é pra qualquer um não!

Adriano madureira

Brincadeira de gente grande?‼️

Guerra não é para qualquer um…

Beto Gerdau

é melhor gastar muito numa mobilização de força para talvez evitar gastar tudo num verdadeiro confronto!

Estanislau

No caso da Russia eu diria que nem é ter cacife, pois, o país não anda bom das pernas economicamente há muito tempo; eu chamaria de “besteira” gastar essa fortuna nesse circo que eles montaram.

pedroctba

Essas “Corvetas” Russas tem um poder de fogo equivalente ou ate mesmo maior do que muita fragata atualmente. Sem falar que podem usar ate misseis de cruzeiro. A impressão é que a Marinha Russa esta deixando de lado grandes navios de linha e apostando em navios menores, pesadamente armados e versateis.

Sensato

Não é impressão. A Russia tem sim apostado em corvetas mais armadas que o usual internacionalmente.

Esteves

O pessoal aqui não mostrou empolgação por essa classe de navios. Navegam em mares menores. Dependem de portos. Baixa autonomia comparando com combatentes oceânicos. Não sei se os russos vendem. Um navio com essa capacidade…por 100 milhões de dólares…seriam ao menos 15 com o que planejamos fazer 4. Não contam com helicópteros orgânicos e sistemas russos…talvez funcionem bem com muita vodka. Haveria o problema da manutenção e…estamos com esse macaco com os helicópteros deles. Fosse possível integrar esses navios – já que não temos sistemas de combate…pra quem vai sair do zero, dentro das nossas capacidades. Por outro lado…essa história… Read more »

Paulo

as pessoas deveriam ser mais responsáveis quando fazem suas críticas… não é 133 milhões de libras por cada uma e sim pelas 3 e isso é uma diferença absurda…(https://www.naval.com.br/ngb/A/A133/A133.html)

Nascimento

”Haveria o problema da manutenção e…estamos com esse macaco com os helicópteros deles.” A verdade é que a FAB deseja empurrar para os russos uma fábrica de manutenção aqui, mas sem garantias de aumento de encomendas não vai rolar. Para se exigir algo tem de se dar garantias, fábrica de manutenção nacional pra 12 helicópteros? Melhor levar pra Rússia, é assim que o resto do mundo faz. Querer receber TÓTI tupiniquim de tudo sem pagar é difícil, veja o atraso na entrega dos Gripens, ou paga ou fica sem, daqui a pouco vai sobrar dizer que o pós-venda sueco é… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Nascimento
Esteves

Sim. Você tem razão. Mas continuamos com o problema dos helicópteros. Vamos levando até apodrecerem. Depois compram outros e aquilo que poderíamos ter aprendido com as atualizações + as missões…fica.

Sempre fica.

Esteves

Além de tudo isso que você explicou tem o clube do whiskey. Quando os almirantes estão reunidos e os mordomos servindo 21 anos…

— De quem mesmo você comprou aqueles patrulhas? Russos?

Um desprezo grande pelo outro lado do mundo.

Thiago A.

Bom dia, Esteves. O seu primeiro comentário foi certeiro. Essas embarcações são pensadas para o emprego nos mares russos. Os próprios russos relegaram elas ao Baltico, Caspio e Mar Negro. Não existe nenhuma delas servindo a frota do pacífico. O pessoal adora forçar essas comparações bisonhas. Lá faz sentido, aqui não. TO diferente. Situações diferentes. Georafia diferente, distâncias diferentes… Uma embarcação desse porte aqui séria no máximo um NPC, portanto sem necessidade para esse armamento todo. Lá não, é só colocar o navio na água, sair do porto e já dá deu de cara com a frota e até o… Read more »

Esteves

Outro problema. Desafiar as sanções do Ocidente.

Pra que serve o BRICS?

Thiago A.

“Pra que serve os BRICS? ” Projeção, narração? Palcoscenico? Teatro/jogo de sombras. Projetar o que você não é mas fazer que os outros acreditem. Instrumento geopolítico nas mãos das grandes potências. Narração e influênciar as mentes= soft power. Não é necessário ser rico, mas tenta fingir, tenta ostentar nas redes sociais. Observa quantos irão acreditar, quantos irão admirar ou invejar… observa as portas que se abrem. Relações internacional Esteves. Tudo pode se tornar uma arma nas mãos certas e habilidosas. Fazer acreditar que somos uma potência do mesmo patamar; fazer acreditar que existe uma aproximação de interesses. É verdade ?… Read more »

Esteves

Alemães.

Playmobil. Tenta copiar um bonequinho Playmobil. Mais fácil fazer cópia de um Tiger.

Os chineses fizeram jointventure com a MTU. Para atender o mercado chinês. Russos…precisam ir conversar lá em Londres.

Nosso problema, eu acho, é armar os patrulha. Essa história de naviozinho simplezinho só pra mostrar bandeira…não dá não.

Patrulha tem que ter capacidade de combater. Por que patrulha não pode combater? Porque os ingleses disseram?

Thiago A.

Eu não acho que seja um problema de armar os navios de patrulha. Eu considero eles já armados para a tarefa que eles devem cumprir. Olhe os OPVs da GC russa, nada muito além de um canhão de 76 mm. Podem até ter o “Fitted for… ” mas não o carregam. A questão aqui é definir o papel/rol/tarefa que navio deve cumprir. Para responder aos seus quesitos não é necessário interpelar a Royal Navy e sim a MB. Esses NPO irão reforçar númericamente a Esquadra ou serão destinados aos DN ? Se a resposta for a primeira então pode-se cogitar… Read more »

Thiago A.

“Além de tudo isso que você explicou tem o clube do whiskey. Quando os almirantes estão reunidos e os mordomos servindo 21 anos”

Pode até ser um fator, o ego é uma componente mas a tradição, os hábitos, doutrinas e diferentes abordagens também pesam na hora de avaliar um equipamento não ocidental e dificultam essa aproximação.
Ter que reiniciar e repensar tudo desde o começo não é simples, pior ainda se os fornecedores que deveriam acompanhar e auxiliar esse processo não ligam muito.

Esteves

Navio bom é navio alemão. Ou italiano.

Prevaleceu o desejo de comprar alemão.

Adriano madureira

Os classe Buyan-M são muito bons,e armados com Kalibr…

Pablo Maroka

Devo destacar a feiuras dos meios russos.

Parece que a cada novo projeto ele se superam em criar uma escala de feiura nunca vista.

Fernando

Feiúra?

Gosto é algo que não se discute. Mas…

Adriano Madureira

Beleza não ganha guerra meu caro, pior é você ter um navio com um belo design e toda vez que entra em mares de águas quentes, dá “chilique” passa mal e “desmaia de calor”… Apesar de terem dito que o problema das type 45 fora solucionado,não condiz com a realidade, ano passado, Cinco dos destróieres Type 45 da Marinha Real Britânica estão indisponíveis para implantação, deixando apenas um navio de guerra na classe capaz de operações. Quatro dos Type 45 atualmente indisponíveis estão em vários estágios de manutenção ou atualização.  O navio de guerra restante, o HMS Diamond, teve problemas… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Na foto de abertura, a Zelehny Dol, construção iniciada em 2012, lançada em 2015 (sob número 602), comissionada em 2017 (sob número 562). Não subestime pelo tamanho ou autonomia: elas fizeram um périplo ao redor da península européia e colocaram, sob breve período, toda a europa sob alcance de seus Kalibr. Eu estaria satisfeito se a MB contasse com uns doze vasos de 1000 toneladas com um quinto do armamento das Buyan-M, numa espécie de letalidade distribuída tupiniquim. Mas precisa de mais bases navais e mais marujos pé-de-barro, então melhor deixar pra lá: que venham as Meko A-100 obesas e… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano

Corrigindo: lançada e comissionada em 2015 (primeiro sob número 602, depois alterado pra 562).

Zorann

Eu posso estar bem enganado sobre isto. Mas me dá a impressão que são feitos dessa forma (baixa tonelagem e custo), exatamente para serem descartáveis.

São capazes de causar um grande estrago, por um custo muito baixo. Se forem perdidas, são fáceis e rápidas de repor. E com certeza causam terror por onde passam.

Duvido que uma Tamanduá dê conta deste pequeno notável Buyan-M. E isto custando 7 vezes mais caro. Olha o custo benefício aí….

Last edited 3 meses atrás by Zorann
Adriano Madureira

Acredito que tendo vontade política, até um OPV pode ser bem armado, basta ver os classe River que em Omã foram alçados ao “cargo” de corveta, chamados classe khareef, obviamente recebendo alguns upgrades estruturais no projeto… Enquanto o projeto do nosso NPaOc (classe “Port of Spain”, originariamente para a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago) foi feito para policiamento naval, a classe “Khareef” é um navio de combate, equipado com um radar 3D SMART-S Mk2 e armado com 1 canhão de 76mm Oto Melara, 2 canhões de 30mm MSI DS30M, 8 mísseis MM-40 Block III Exocet e 12 mísseis antiaéreos MBDA VL… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Adriano Madureira
Alex Barreto Cypriano

Zorann, tem uma coisa que pra mim é decisiva nestes navios mais novos da modernização da marinha russa (combatentes de superfície e submarinos): além de usarem um mesmo sistema de armas como o Kalibr (LACM, ASCM, ASubR) ou o Oniks, a Rússia apostou em pequenos lotes de embarcações médias e pequenas, em princípio de fácil construção (embora com alguns gargalos como turbinas), sem previsão de atualizações (como nos Burkes eternos da USNavy), e isso pra atingir aqueles objetivos na estratégia de defesa nacional do Putin. É, eles fizeram, nas condições deles, e apesar de gastarem muito mais do PIB em… Read more »

Thiago A.

Traduzindo para o Brasil, eu consideraria interessante um conceito como as Buyan-M caso tivéssemos uma malha hidroviária mais desenvolvida, integrada e conectada com a costa. Mobilizar em pouco tempo um plataforma super armada para o interior do país…. Mas como ainda não existe essa grande malha e somos um país oceânico… Sem fiordes, canais, estreitos, penínsulas ou repleto de arquipélagos e cuja ZEE vai mar adentro distante de qualquer apoio… Não vejo grande vantagens em um navio cuja autonomia de navegação é de 10 dias. Não questiono a embarcação, sua procedência e suas qualidades, mas o seu emprego no nosso… Read more »

Thiago A.

Ah, o fato da Tamandaré não ser o ideal para nossas necessidades também não transforma em automático essas embarcações como mais adequadas ou propícias.

Last edited 3 meses atrás by Thiago A.
Alex Barreto Cypriano

Sim, não elas exatamente mas um análogo proporcional de acordo com nosso cenário. Mas isso demandaria o que nos falta: sistemas de armas e sensores nacionais e uma indústria de construção naval.

Alex Barreto Cypriano

Aliás, foram justamente a Zelehny Dol e a Serphukov que fizeram a viagem do Negro ao Báltico em 2016. Olha aí a importância daquele fato: aconteceu apenas 5 anos atrás… Ah, os Kalibr de ataque à terra podem levar uma ogiva nuclear.

Joao Moita Jr

Enquanto isso em uma certa nação latino americana ficam a ver navios, literalmente…

Adriano Madureira

CORREÇÃO João Moita Jr: “Ficamos a nós ver ficarmos sem navio”… Porque se houvessem chefes militares com cérebro, com um pouco de inteligência, devería haver no mínimo um plano de substituição para navios em vias de descomissionamento, seja para que tipo de embarcação for, da mais simples lancha até as corvetas… Se você tem conhecimento de uma embarcação que poderá ser retirada de serviço daqui a 6-5 anos por exemplo, já deveria começar a por em prática a capitalização de fundos para a obtenção de um navio de semelhante função. Recentemente vimos a cerimônia de Mostra de Desarmamento do Navio-Varredor… Read more »

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