O secretário de Estado dos EUA deu um vislumbre da estratégia confidencial do presidente Biden sobre a China, na qual as autoridades concluíram que não podem mudar o comportamento de Pequim

WASHINGTON – O secretário de Estado Antony J. Blinken disse na quinta-feira que, apesar da invasão da Ucrânia pela Rússia, a China continua sendo o maior desafiante para os Estados Unidos e seus aliados, e que o governo Biden pretende “moldar o ambiente estratégico” em torno da superpotência asiática para limitar suas ações cada vez mais agressivas.

“A China é o único país com a intenção de reformular a ordem internacional e, cada vez mais, o poder econômico, diplomático, militar e tecnológico para fazê-lo”, disse Blinken em um discurso apresentando a estratégia do governo para a China. “A visão de Pequim nos afastaria dos valores universais que sustentaram grande parte do progresso do mundo nos últimos 75 anos.”

O discurso foi a primeira visão pública da abordagem do presidente Biden à China, e é baseado em uma estratégia muito mais longa que foi amplamente concluída no outono passado. Autoridades dos EUA dizem que décadas de engajamento econômico e diplomático direto para obrigar o Partido Comunista Chinês a cumprir as regras, acordos e instituições liderados pelos americanos falharam amplamente, e Blinken afirmou que o objetivo agora deveria ser formar coalizões com outras nações para limitar o poder global do partido e conter suas agressões.

“Não podemos confiar em Pequim para mudar sua trajetória”, disse ele. “Assim, moldaremos o ambiente estratégico em torno de Pequim para avançar nossa visão de um sistema internacional aberto e inclusivo.”

O alinhamento aberto da China com a Rússia antes e durante a invasão da Ucrânia por Moscou esclareceu ainda mais para as autoridades americanas e europeias as dificuldades de se envolver com Pequim. Em 4 de fevereiro, quase três semanas antes da invasão, o presidente Vladimir V. Putin se reuniu com o presidente Xi Jinping em Pequim, enquanto seus dois governos emitiram uma declaração de 5.000 palavras anunciando uma parceria “sem limites” que visa se opor às forças diplomáticas e econômicas internacionais. sistemas supervisionados pelos Estados Unidos e seus aliados. Desde o início da guerra, o governo chinês tem dado apoio diplomático à Rússia reiterando as críticas de Putin à Organização do Tratado do Atlântico Norte e espalhando desinformação e teorias da conspiração que prejudicam os Estados Unidos e a Ucrânia.

“A defesa de Pequim da guerra do presidente Putin para apagar a soberania da Ucrânia e garantir uma esfera de influência na Europa deve soar o alarme para todos nós que chamamos de lar a região do Indo-Pacífico”, disse Blinken a uma audiência na Universidade George Washington.

Blinken enfatizou que os Estados Unidos não buscam derrubar o Partido Comunista ou subverter o sistema político da China e que as duas nações – potências nucleares com economias entrelaçadas – poderiam trabalhar juntas em algumas questões. No entanto, as autoridades chinesas quase certamente considerarão as principais partes do discurso como os esboços de um esforço de contenção da China, semelhante à política americana anterior em relação à União Soviética.

Em conversas privadas, autoridades chinesas expressaram preocupação com a ênfase nas alianças regionais sob o comando de Biden e seu potencial para atuar na China.

Blinken apontou para a criação no ano passado de um pacto de segurança, chamado AUKUS, entre Austrália, Grã-Bretanha e Estados Unidos. O trabalho de construção de coalizões é o oposto da abordagem do presidente Donald J. Trump, que denunciou parceiros e alianças dos EUA como parte de sua política externa “America First”.

O discurso de Blinken girou em torno do slogan da estratégia de Biden: “Investir, alinhar e competir”. As parcerias se enquadram na parte “alinhar”. “Investir” refere-se a despejar recursos nos Estados Unidos – funcionários do governo apontam para a lei de infraestrutura bipartidária de US$ 1 trilhão aprovada no ano passado como exemplo. E “competir” refere-se à rivalidade com a China, um enquadramento que o governo Trump também promoveu.

Ambas as administrações enfatizaram os mesmos problemas centrais nas relações EUA-China: a integração da economia da China com a dos Estados Unidos e seus aliados dá a Pequim enorme alavancagem estratégica. E a riqueza que a China acumulou com o comércio ajuda a reduzir o domínio americano da economia e tecnologia globais, bem como o poder militar na região da Ásia-Pacífico.

“Pequim quer se colocar no centro da inovação e manufatura globais, aumentar a dependência tecnológica de outros países e usar essa dependência para impor suas preferências de política externa”, disse Blinken. “E Pequim está fazendo um grande esforço para vencer esta competição – por exemplo, aproveitando a abertura de nossas economias para espionar, hackear, roubar tecnologia e know-how para avançar sua inovação militar e consolidar seu estado de vigilância”.

Blinken também disse que para enfrentar os desafios que Pequim representa, ele está criando uma equipe da “China House” para coordenar as políticas em todo o Departamento de Estado e trabalhar com o Congresso.

Liu Pengyu, porta-voz da Embaixada da China em Washington, disse após o discurso que “a concorrência existe em algumas áreas, como o comércio, mas não deve ser usada para definir o quadro geral da China-EUA. relações.”

“Nunca é objetivo da China superar ou substituir os EUA ou se envolver em uma competição de soma zero com eles”, acrescentou.

O Sr. Blinken também observou os abusos dos direitos humanos, repressão de minorias étnicas e anulação da liberdade de expressão e reunião pelo Partido Comunista em Xinjiang, Tibete e Hong Kong. Nos últimos anos, essas questões galvanizaram uma maior animosidade em relação à China entre políticos e formuladores de políticas democratas e republicanos. “Vamos continuar a levantar essas questões e pedir mudanças”, disse ele.

Mas Blinken procurou desarmar qualquer mal-entendido sobre Taiwan, o maior foco nas relações EUA-China. Ele reiterou a política de longa data dos EUA em Taiwan, apesar das declarações de Biden em Tóquio na segunda-feira de que os Estados Unidos têm um “compromisso” de se envolver militarmente para defender Taiwan se a China atacar a ilha democrática autônoma. O governo dos EUA por décadas manteve uma política de “ambiguidade estratégica” em Taiwan – não dizendo se usaria a força para proteger a ilha da China – e se opôs à independência de Taiwan.

mar do sul da China.png

Blinken disse que foram as ações recentes da China em relação a Taiwan – tentando romper os laços diplomáticos e internacionais da ilha e enviando caças sobre a área – que são “profundamente desestabilizadoras”.

“Embora nossa política não tenha mudado, o que mudou foi a crescente coerção de Pequim”, disse ele.

Yawei Liu, cientista político da Emory University e diretor do China Research Center em Atlanta, disse que as palavras de Blinken não tranquilizariam Pequim. “Não acho que isso satisfará o lado chinês”, disse ele em uma conversa no Twitter Spaces após o discurso.

Mas Blinken enfatizou que, apesar das crescentes preocupações, os Estados Unidos não estão buscando uma nova Guerra Fria e não tentarão isolar a China, a segunda maior economia do mundo.

Blinken creditou o crescimento da China ao talento e trabalho árduo do povo chinês, bem como à estabilidade dos acordos sobre comércio global e diplomacia criados e moldados pelos Estados Unidos no que Washington chama de ordem internacional baseada em regras.

“Indiscutivelmente, nenhum país do mundo se beneficiou mais com isso do que a China”, disse ele. “Mas, em vez de usar seu poder para reforçar e revitalizar as leis, acordos, princípios e instituições que permitiram seu sucesso, para que outros países também possam se beneficiar deles, Pequim está minando isso.”

Após a adesão da China à Organização Mundial do Comércio em 2001, que os Estados Unidos apoiaram, os líderes em Pequim realizaram mudanças de longo alcance na economia planejada do país para se abrir ainda mais ao comércio e investimento externo, ajudando a transformar a China de uma das maiores economias do mundo. países mais pobres em seu maior centro fabril e elevando centenas de milhões de pessoas à classe média global.

Mas a China ficou muito longe de se tornar a democracia de livre mercado que muitos no Ocidente esperavam e, na última década, sob Xi, o Partido Comunista e o Estado chinês exerceram uma mão ainda mais pesada sobre o mercado privado e as liberdades individuais. .

Tanto democratas quanto republicanos agora veem as práticas comerciais chinesas, incluindo a criação de campeões nacionais fortemente subsidiados pelo governo e sua aceitação do roubo de propriedade intelectual, como um dos maiores fatores que prejudicam a indústria americana.

“Por muito tempo, as empresas chinesas tiveram um acesso muito maior aos nossos mercados do que nossas empresas na China”, disse Blinken. Essa falta de reciprocidade é inaceitável e insustentável”.

O governo introduziu uma iniciativa central para moldar o ambiente econômico em torno da China – o Quadro Econômico Indo-Pacífico – durante a visita de Biden a Tóquio nesta semana. Os Estados Unidos e 13 nações da Ásia-Pacífico tentarão negociar novos padrões da indústria.

Mas os céticos disseram que a capacidade de Washington de moldar o comércio na região da Ásia-Pacífico pode ser limitada porque a estrutura não é um acordo comercial tradicional que oferece aos países reduções nas tarifas e mais acesso ao lucrativo mercado americano – um movimento que seria politicamente impopular em os Estados Unidos.

Blinken não destacou as operações de influência e espionagem do governo chinês nos Estados Unidos, que foram um ponto focal das mensagens do governo Trump sobre a China. Ele disse que recebeu estudantes de intercâmbio chineses e que muitos deles ficam – “Eles ajudam a impulsionar a inovação aqui em casa, e isso beneficia a todos nós”.

“Podemos permanecer vigilantes sobre nossa segurança nacional sem fechar nossas portas”, disse ele. “Racismo e ódio não têm lugar em uma nação construída por gerações de imigrantes para cumprir a promessa de oportunidade para todos.”

FONTE: New York Times

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Angelo

Estratégia interessante: se não pode mudar o agente, mude seu entorno…vai dar certo??? a ver….

Erick Barros

Então corra para avisar ao Mundo, porque a China está anunciando um acordo com Samoa nos termos como o assinado com as Ilhas Salomão.

Luis

Olha que noticia interessante envolvendo a China
Você vai gostar.

A China está proibindo aeronaves russas Boeing e Airbus de empresas estrangeiras de leasing de voarem em seu território.

https://www.rbc.ru/politics/27/05/2022/6290b53a9a7947300bc0fc87

Manchete traduzida do russo:
China fechou o céu para as companhias aéreas russas Boeing e Airbus

Erick Barros

Pois é.
Leitura mal feita ou enviesada de propósito.
Isso aconteceu com duas empresas que não tinham comprovado os contratos de leasing.
Depois, vc tenta outra, tá?

Adriano madureira

“A China é o único país com a intenção de reformular a ordem internacional e, cada vez mais, o poder econômico, diplomático, militar e tecnológico para fazê-lo”, disse Blinken em um discurso apresentando a estratégia do governo para a China. “A visão de Pequim nos afastaria dos valores universais que sustentaram grande parte do progresso do mundo nos últimos 75 anos.”

Valores universais 🤔🤔😆‼️Sei…Sei ..

Júlio

Seriam esses valores aplicáveis as outras nações que foram invadidas por recursos ,nós compartilhamos esses mesmos valores,mas o dia que o Brasil entrar no radar predatório desses países,não vamos ter como resistir,só temo pelas próximas gerações,vejo o dia que vão criar uma campanha contra o nosso país,dizendo que somos selvagens e genocidas de povos indígenas e destruidores do meio ambiente e que por isso nossa maior riqueza tem que ser internacionalizada.

Alex Barreto Cypriano

O problema é que o capitalismo, ainda mais o atual, aceita qualquer modo político: daí que se tenha dado bem tanto sob Hitler e Hiroito quanto sob Roosevelt e Churchill, e no passado tanto sob principados medievais quanto repúblicas burguesas. Hoje, o Estado nacional perdeu sua autonomia em relação à economia, que influencia irrestritamente os destinos de enormes massas humanas de qualquer coloração de pele, hora histórica ou ideologia. Só saberemos se Blinken é um falastrão quando a China ousar fazer ‘aquilo’ apesar do esforço em condicionar (coisa típica de americano…) o ambiente estratégico, já que mesmo Gilday confessa que… Read more »

Mafix

Lendo sua descrição de capitalismo ja se percebe que voce não sabe o que é capitalismo…

Alex Barreto Cypriano

Lendo que você me atribui o que eu não fiz, já se percebe que você não entendeu o que eu escrevi…

Luis H

rs, menos, bem menos. vc pode chamar o q vc quiser de capetalismo, é direito seu e dos q estão na sua bolha, mas daí a querer q outros caiam nessa é nonsense. se um dia tiver humildade, aprenderá q capitalismo na verdade é livre mercado e tão somente isso, se qq comércio, qq coisa q não for alguém viver de subsistência em regime de natureza pra vc é capitalismo, estão só existe capitalismo no mundo. posto q todos tentam produzir e negociar bens e serviços para satisfazer suas necessidades e desejos. oposto de capitalismo é imposto, proibição de comércio… Read more »

Luis H

é um truque muito velho q foi usado, por exemplo, para tentar colocar um certo partido socialista dos trabalhadores q mantinha controle estatal de tudo, preços, salários, q escolhia os empresários e dizia o q e quanto produzir como sendo de direita. para quem deseja uma referência honesta basta verificar o índice de liberdade econômica, se não estiver nos primeiros lugares, não é nem vagamente capitalista..

Luis H

vendo os negativos em seu comentário, já se percebe q ele não é o único q não sabe.

André Souza

Alex o texto foi bem claro e você ainda deu uma volta ao mundo distorcendo o que foi escrito, como simplificou o amigo a cima “se você não pode mudar a situação você muda o entorno dela” logo isso foi claro mostrado na estratégia Americana e o mundo da política internacional é muito vasto e está sempre pronto para novidades, os atores principais que regem o poder mundial hoje não devem se pretender a filosofias do passado eles podem sim aprender com o passado porém recriar uma nova filosofia de relações ou movimentações no cenário mundial, tanto que podemos ver… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Tem muita clareza traidora por aí, basta ver a clareza de uma peça publicitária. Pensei ter apontado muito brevemente que o problema não é primariamente militar nem político/ideológico (essa imagem fica pra animar as vítimas alienadas e espoliadas dos dois lados da linha, jogadas umas contra as outras pra satisfação dos interesses e prazeres de seus maliciosos senhores, os quais comungam todos do mesmíssimo ideário teratológico), mas econômico. André, você seriamente crê nos press releases de membros de qualquer governo, ou só os da américa são críveis?

André Souza

Então Alex acredito que o mundo capitalista é amplo e a China entendeu isso assim como o EUA já vinha entendo, o sucesso Americano no mundo é exatamente esse, eu em outros posts afirmava que Democracias não fazem guerra com outras democracias porque ambas bebem da mesma água, a China é um país que mesmo tendo uma política ainda bastante fechada exceto no âmbito econômico, entendeu que seu mercado precisa de ligações com outras nações, eles entenderam que você pode dominar um país através do dinheiro e não das armas, assim como os EUA fazem, as guerras da nossa atualidade… Read more »

Carvalho2008

Na realidade, o capitalismo se amolda ao liberalismo e livre iniciativa, mas nao nega estar presente onde esteja a possibilidade de lucro

Alex Barreto Cypriano

Mestre Carvalho2008, o Liberalismo (clássico, um corpo teórico pra explicar as criações de riqueza) é menor e menos longevo que o Capitalismo, o qual se diz já ter existido lá na Antiguidade e se pensa que não existiu na Idade Média apenas porque a Igreja condenava a usura (cobrança de juros) sem atinar que o florescimento das cidades a partir do século XI (quatro séculos antes da queda de Constantinopla) não poderia se dar sem o estímulo ao comércio do excedente de produção sobre escambo ou base monetária (salvo engano, as primeiras bancas de financistas aparecem no século XIII). Parece… Read more »

Last edited 2 anos atrás by Alex Barreto Cypriano
Luis H

desenhando: capitalismo=livre mercado=sistema natural, existe independente de estado, baseado em economia, em liberdade, trocas voluntárias, em contratos, em confiança, em individualismo e respeito a propriedade privada e meritocracia. o coletivismo=planejamento central=tirania é o oposto do capitalismo, funciona pela política, baseado em violência e ameaça, em controle individual, controle econômico centralizado com regulamentações e muito roubo chamado de imposto, em doutrinação de ideias pseudoigualitárias, sendo q são o extremo da desigualdade, em q o pequeno percentual de parasitas no topo são riquíssimos enquanto a maioria do povo vive estagnado na pobreza.

Moshe Dayan

Glossário do discurso neocon:
“superpotência asiática para limitar suas ações cada vez mais agressivas.” Leia-se: Não toleramos concorrência no aspecto econômico e militar.
““A China é o único país com a intenção de reformular a ordem internacional”: Leia-se: Não toleramos concorrência no aspecto econômico e militar.

Steeling

neocon por si só já é um paradoxo

gordo

Bem isso e digo que a China cresceu justamente nesse meio que existe a 70 anos e Ele diz querer preservar. O problema dos EUA com a China é única e exclusivamente econômico, e como não tem como se contraporem estão tentando levar para o campo militar.

Ronald Reagan

É uma situação nova; já que a China é player do modelo capitalista e não tem intenção alguma em exportar seu modelo político.

gordo

Exatamente isso, querem vender (e vendem muito) o que produzem e pouco interessa se quem tá comprando é marciano ou lunático. O importante é que comprem e vendam, simplesmente mercado. Quero ver os EUA substituírem o mercado chinês para exportadores de soja e frango.

leonidas

Nada de novo…rs Todo mundo sabe que os EUA optaram por cercar a China e aliás esta é a razão pela qual criminosamente induziram aquele tolo do Zelensky em bancar a candidatura ucraniana para fazer parte da Otan. Oras dentro do plano estratégico de Washington arruinar a Rússia seria algo vital pois trata-se de uma nação gigantesca e com enorme potencial dado seu território o provável degelo do Ártico abrindo uma nova rota comercial marítima e enorme riquezas minerais. Logo na visão equivocada do Depto de Estado Americano eles entenderam que uma Rússia arrasada como a dos anos 90 tiraria… Read more »

Moshe Dayan

Prepare-se para o apedrejamento…os assíduos expectadores da CNN darão seus mais sinceros e raivosos votos negativos. Que absurdo, questionar os valores da “liberdade” sob a égide do porrete estadunidense.

Alison

kkkkkkkkkkk. Ri demais aqui. rsrsrs. Perfeito

Slow

Falou tudo .. 👏🏻👏🏻👏🏻

Steeling

parabéns pela sensatez ,lucidez e hombridade!

leonidas

Colega toda nação que tenha ocupado a condição de superpotência esta sujeita a ter territórios e enclaves com histórico semelhante ao citado por você. Isso por si só não serve nem para atacar ou inocentar a Rússia neste episodio. E sim, de fato a UE ampliou seu comercio com a Rússia no tocante as commodities de energia pois precisavam delas para seus planos ambientais. Logo também o uso de energia vinda de Moscou seguiu a lógica pois a Rússia JAMAIS ameaçou a Europa após o colapso da URSS em que pese a Europa de lá para cá além de ter… Read more »

Last edited 2 anos atrás by leonidas
Thiago A.

Papo de russofilo Leonidas, você já fez comentário menos levianos. Você quer jogar toda a culpa na UE e OTAN para inocentar a Rússia. Que Estado neutro o que ? Se a Ucrânia aceitasse a neutralidade, deveria continuar aceitando sediar bases russas na Criméia ? O fato da Ucrânia ser um dos principais corredores energéticos para Europa não entra sua equação, não é ? O fato que a Rússia tenha usado o fornecimento de gás como chantagem para elevar a sua potência não é minimamente considerado. A Rússia queria um estado submisso aos seus anseios, queria uma Bielorrússia, quando viu… Read more »

Thiago A.

A má intenção é apenas ocidental. Os russos não possuem ambições expansionistas, tudo isso não tem nada a ver com o domínio sobre o Mar negro, a projeção da sua frota, o acesso às águas quentes ou a posse e controle da ZEE da Ucrânia/ Criméia e suas reservas de gás. Não é porque a Rússia usa o setor energético como arma/chantagem e importante vetor da sua potência. O fato que a Ucrânia seja um dos mais importantes corredores energéticos para a Europa também é pura casualidade. A perspectiva e ambição dos ucraniano de autonomia energética e vir a ser… Read more »

leonidas

Ué…rs Tudo o que vc falou sobre energia é uma realidade, a Rússia depende das suas exportações de commodities. Até sua analise esta dentro da Geopolítica. Ela só começa a virar farofa quando você simplesmente ignora que dentro desta mesma geopolítica da qual os EUA são parte e devido a isso não toleram (observe que a afirmação esta no tempo presente rs) qualquer hipótese de México, Canada ou Cuba aceitar tropas e equipamento militar Chinês ou Russo em seu território. Sabe porquê Thiago? Porque são potências! rs Você parece só entender como funciona a geopolítica quando convém a seu argumento.… Read more »

Thiago A.

Ainda com esse papo de neutralidade . Conversa mole de quem quer torcer a realidade para que seja condizente com a própria interpretação e gosto. Você acredita que a Rússia aceitaria uma UCRÂNIA neutral nos moldes da Suécia ou simplesmente rejeitando qualquer interferências, fechando parcerias com empresas como a Shell e entregando o setor energético para essas multinacionais, recusando a presença de bases militare russas no território nacional ( INCLUINDO A CRIMÉIA)? Duas pessoas acreditam nisso: torcedores ou ingênuos. A Criméia era ucraniana, legitimamente, fazia parte do território nacional ucraniano após a independência e ninguém apontou uma arma na cabeça… Read more »

Last edited 2 anos atrás by Thiago A.
leonidas

Velho a Criméia jamais foi Ucraniana…rs Quando a URSS colapsou a Russia estava em frangalhos e obviamente a última coisa que ela poderia pensar (até porque a Crimeia na ocasião garantiu a permanência da base de Sebastopol) seria algo como anexar a Crimeia. Lamento mas infelizmente você se recusa a entender que no mundo da Geopolítica o Direito não tem base em “razão” ele tem base “Na força” Então a guerra foi fomentada pelos EUA por interesses relativos a China e usando a pele Ucraniana. Desculpe colega, nada do que você diga vai mudar isso… rs Vou insistir que a… Read more »

Thiago A.

“Logo a Rússia como potência esta no seu direito (lembrando que direito na geopolítica não tem relação com justiça e sim com poder) de exigir o mesmo.”

Face ao que você disse é totalmente compressível e justificável o distanciamento da Ucrânia que procurou assegurar a própria independência se aproximando a potências/blocos rivais e alternativas

Total direito da Ucrânia

leonidas

Sim procurou, e levou a pior. Qual foi a parte que fala sobre como funciona o mundo da geopolítica que vc ainda não entendeu? rs Nele vence quem tem o poder, não quem tenha razão. Vou repetir pela milésima vez, não se trata de gostar ou achar certo apenas entender o que levou a esta guerra, os interesses são de gente grande: EUA, Rússia e China, e a Ucrânia é o elemento sacrificável no tabuleiro geopolítico. O mundo é assim, foi assim e será assim. Dai a importância de certos países (feito um tal gigante sul-americano) acordar que se dotar… Read more »

Charle

Colega, Leonidas. Em um exercício de força de imaginação, como você colocaria a possível forma ou maneira como a pressão das potências estrangeiras sobre o Brasil poderá um dia se concretizar além do que já ocorre através, p.ex., dos discursos e textos com alto teor de animosidade e ameaças veladas vindos de líderes norte-americanos e europeus?

Reformulando a pergunta, poderá haver contra o Brasil:

Invasão militar direta perpetrada por potências mundiais em território brasileiro?

Incitamento à guerra através de provocações vindas de nações sul-americanas fronteiriças?

Ou alguma outra ação mais sutil ou oculta?

Last edited 2 anos atrás by Charle
leonidas

Eu vejo que as bases operacionais para uma ação contra nossa soberania já existem e nem falo da classe politica leiga ou corrupta disposta a nos vender em garantias de poder. Falo do fato que a Guiana Francesa é na verdade uma base avançada da Otan em plena América Latina. Engraçado é que a esquerda histérica que vive procurando imperialismo Yankee debaixo de camas e atrás de portas e janelas não toca no assunto! Temos fronteira a luz do direito internacional com uma nação da Europa membra da Otan por um resquício colonialista do Séc. XIX que se mantem intacto… Read more »

Last edited 2 anos atrás by leonidas
leonidas

A Crimeia jamais foi Ucraniana. Foi cedida por Krushev em 1954 quando todos os entes pertenciam a URSS E sim, neste recorte especifico a guerra foi obra de uma politica de longo prazo equivocada por parte do Depto de estado americano, entendeu corretamente meu ponto rs Não vou repetir o que falei sobre o que seria a Otan neste assunto, ele foi colocado e se você puder contestar meu ponto com argumentos que não seja mera discordância juvenil é seu direto. Estamos falando de Geopolítica e ai não é questão de ser pro ou contra os EUA, quem analisa assunto… Read more »

Nascimento

Falso. Ficaram rindo do Yeltsin nos anos 90, atacaram a Sérvia e financiaram terroristas chechenos. Onde isso é ajudar? Era pra, naquele momento os europeus e americanos terem estendido o braço e enviado auxílio à Rússia e integrado ela a UE e criado diálogos sérios com a OTAN, mas não, fizeram a expansão a Oeste sabendo da fraqueza russa e alimentando uma postura belicista contra a Rússia (que também era imperialista, importante frisar), igual estão fazendo contra a China. Agora tão ai com 2 rinocerontes na loja de cristais.

Last edited 2 anos atrás by Nascimento
Thiago A.

Agora não lembro- depois eu posso procurar- mas tempo atrás perguntaram para uma autoridade russa o que ele acharia de integrar a UE ou a OTAN. O sujeito respondeu que potências como a RUSSIA não se integram , elas criam blocos. E adicionou, seria mais fácil a Europa integrar um grupo criado pela Rússia. Revelador da mentalidade russa, que anseia liderar. Ingênuo quem acredita que a Rússia aceitaria um papel de “junior partner ” dentro da aliança ou da união. Para que o processo de integração tivesse alguma chance de acontecer as duas partes deveriam ter feito um passo concreto… Read more »

Thiago A.

“Em outubro de 2016, o general Leonid Ivashov explicou no Russian Channel One que o envolvimento da Rússia na Guerra Civil Síria foi fundamental para evitar a construção de oleodutos/gasodutos do Oriente Médio para a Europa, o que seria catastrófico para a Gazprom e, por sua vez, para o orçamento da Federação.”

Face a uma declaração como essa tema ainda quem acredita que o objetivo da Rússia era a neutralidade da Ucrânia. Sim, a neutralidade onde eu mando e você obedece.

leonidas

Exato Thiago! A Rússia esta cuidando dos interesses estratégicos dela ao defender a Síria e seu papel vital para fornecer gás para a Europa, como também estaria correta em dizer que uma potência cria blocos e não faz parte deles, é isso mesmo…rs E os EUA dos interesses dele ao fomentar a Guerra. No caso desta guerra em particular, eles usaram um tolo conhecido como Zelensky para obter vantagens táticas no futuro com a China. O problema é que calcularam mal mas eles podem se dar a este luxo pois quando a gente fala que os EUA calcularam mal ´não… Read more »

Last edited 2 anos atrás by leonidas
Thiago A.

Beleza Leonidas, este seu último comentário foi bem menos parcial. Admitiu que a Rússia está procurando seus interesses e se lixando para as consequências sobre quem quer que seja . Perfeito. Então,”geopolíticamente”, seria interesse da Europa diversificar suas fontes e fornecedores possivelmente criando corredores por onde fazer passar esses recursos … Ou só a Rússia podem ter esse direito? Os países europeus devem ficar refém da Rússia ? Se na Síria, o bobão de turno se chama Assad e não aceita compromissos por medo de perder a própria cadeira e se acha em condições de peitar , deve arcar com… Read more »

Nascimento

Sim, ele deveria ter feito igual ao Gaddafi e ter lutado contra os ocidentais sozinho. Deu certo pra ele, né?

Os causadores da guerra civil na Síria foram aqueles que desestabilizaram o país. A Síria estava simplesmente MANTENDO o status quo anterior a guerra em favor dos russos defenderem seu país, o Assad sabe muito bem que se fosse aliado americano poderia acabar igual ao Hosni Mubarak.

leonidas

Negocio para ele! rs Não para o povo Sírio. E qual é a novidade disso? Na Arabia Saudita ou nos emirados arabes os governantes locais representam a vontade do povo? Obvio que não! A Europa deve buscar vários fornecedores? -com certeza! E o jogo que segue e ganha quem pode mais e chora quem pode menos. Não precisa ir muito longe, no Brasil mesmo quem ganha com o clã Calheiros em Alagoas? Com o clã Sarney no Maranhão? Com o clã ACM na Bahia? com o fisiologismo da classe politica e o absolutismo escancarado do poder judiciário além desses próprios.… Read more »

Thiago A.

“Em outubro de 2016, o general Leonid Ivashov explicou no Russian Channel One que o envolvimento da Rússia na Guerra Civil Síria foi fundamental para evitar a construção de oleodutos de hidrocarbonetos do Oriente Médio para a Europa, o que seria catastrófico para a Gazprom e, por sua vez, para o orçamento da Federação Russa”

Nascimento

O próprio ex-chefe da OTAN admitiu que a Rússia pediu pra entrar na OTAN… https://www.theguardian.com/world/2021/nov/04/ex-nato-head-says-putin-wanted-to-join-alliance-early-on-in-his-rule Os russos disseram que, o secretário de estado dos EUA se colocou contra a adesão, pois com a Rússia dentro da aliança, não haveria mais lógica da OTAN existir, e que os russos teriam como influenciar na compra e venda de sistema de armas. Logo os próprios americanos se negaram a ajudar a Rússia. Quer mais prova do que isso? Se a Geórgia e a Ucrânia receberam a promessa de adesão em 2008, mas permaneceram de fora, imagine a Rússia com todo aquele passado com… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Teropode, pedimos que modere o linguajar e essa postura de atacar os demais.

Todos os seus comentários têm sido retidos pelo filtro do blog e metade é mandada pro lixo por causa disso. Este aqui foi liberado apenas pra você receber esta mensagem de que está na hora de mudar a postura.

Leia e siga as regras:

https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Nascimento

Sem problemas.

Nascimento

O IDH da Rússia é melhor que o da Ucrânia e nem por isso significa justificativa pra invasão. Serviços? O dever da OTAN deveria ser defender os SEUS membros não sair pelo mundo afora fazendo justiça. Se sai pelo mundo atacando países como a Líbia e a Sérvia, esta na cara que não é uma aliança defensiva.

Nascimento

Esse é o mapa de IDH da Europa Os russos tão sabotando TODA a Europa que tem a cor igual ou inferior a deles, também? Para de falar bobagem rapaz, IDH é medido de acordo com nível de instrução, expectativa de vida e pib per capita, se a Ucrânia, Albânia e Macedônia do Norte não evoluíram, então a culpa é de problemas estruturais desses próprios países e não de outros. Primeiro ofende os outros e dps vem com contorcionismo histórico. A Finlândia e Suécia tem um IDH MUITO superior ao Português por exemplo, aonde entrar na UE/OTAN é garantia pra… Read more »

Last edited 2 anos atrás by Nascimento
Nascimento

Prove isso, simples. Desde 2008 a Ucrânia tem um IDH inferior ao russo. DESDE SEMPRE inclusive. É algo muito mais nacional do que estrangeiro. Inclusive o leste ucraniano era mais desenvolvido do que o Oeste.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/UN_Human_Development_Report_2008.svg

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Ukrainian_subdivisions_by_GDP_per_capita

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Slow

Kissinger vendo os EUA querendo peitar Rússia e China ao mesmo tempo 🤬🤬🤬🤡

Junior Souza

A Rússia já tratou de virar toda a Europa contra ela, abriram a própria cova

Erick Barros

É… O Kissinger esta errado. Quem esta certo é o Junior Souza e os torcedores da trilogia.

Argumento? Pq sim.

WSilva

Um resumo da entrevista:

”Nós, Estados Unidos da America, não queremos e nem podemos perder a nossa mamata como hegemon. Queremos o mundo inteiro seguindo nossa cartilha e aquele que não seguir será perseguido.”

Reinaldo Deprera

Claramente você não conhece a história do EUA.
Se retirar a origem do ódio e deixar apenas os fatos históricos, jamais usará o termo mamata onde só se encontra mérito.

WSilva

O mundo de hoje não precisa mais de um hegemon, essa ideia é puramente imperialista e ditatorial. Ninguém aqui quer trocar EUA por China ou ter que escolher o menos pior, isso é mediocridade intelectual. O menos pior na verdade é a divisão responsável de poder entre muitas nações.

Chegará um momento que os EUA terão que escolher reinar num mundo destruido por guerras ou dividir o poder com outros países de um mundo evoluído.

Emmanuel

A China não está querendo ser um império. Ela sempre foi. E escrevo isso sem torcida, até porque não gosto da forma como o governo chinês trata os seus. Na história moderna ela passou por um período de ocupação e empobrecimento econômico e cultural muito forte. Mas essa fase passou e ela resgatou a sua identidade cultural e buscou reestruturar a sua economia, tornando-a poderosa e consolidada. Os chineses são pragmáticos. Um país tão antigo e que já foi tão poderoso no passado não precisa se preocupar com o tempo. Eles sabem esperar e vão usá-lo a seu favor. A… Read more »

Digo

Te garanto que o PCC trata os seus cidadãos muito melhor do que qualquer governo brasileiro trata os seus.

Emmanuel

Claro…principalmente na questão de liberdade dos direitos individuais.
A China nem é uma ditadura.
Imagina.
Vai lá e fala mal do governo chinês para ver o bom tratamento que você vai receber.

Erick Barros

Eu pensava que os dirigentes americanos fossem malucos.
A coisa é muito pior.

kkkkkkkk

Ronald Reagan

São, acima de tudo, inescrupulosos e irresponsáveis.

Fabio

Pelo visto os americanos estão ficando desesperados.

Gabriel BR

O Ocidente é uma maquina pilotada por palhaços rumo ao precipício.

Alex

Porque não outras partes do mundo é que se vive bem!

Gabriel BR

Sempre dá para superar as piores expectativas , camarada

sub urbano

Pq moderaram meu comentario citando os genocidios cometidos pelos americanos na Asia? Genocidio Filçipino e duas bombas atomicas contra civis no Japão. China nunca matou ninguém.

Agnelo

Só de chinês, mataram 70 milhões…..

carcara_br

Sinais de vida inteligente, a trilogia respira…

Caerthal

Vai confiando nessa gente que ganha eleições roubadas e tem um gagá à frente…

O que poderia sair errado: