No período de 23 a 27 de outubro, a EMGEPRON apresentará o seu projeto de embarcação autônoma durante a Operação MINEX-2023, a primeira operação da Marinha do Brasil (MB), a ser realizada no País, com embarcações não-tripuladas.

A operação será conduzida pelo Comando do 2º Distrito Naval, com o apoio do Grupo de Avaliação e Adestramento de Guerra de Minas (GAAGueM), sediado em Salvador-BA, quando ocorrerá o lançamento real de minas navais de exercício em área de treinamento da MB.

Para tal, o USV SUPPRESSOR X será empregado no evento, configurado com radar de navegação e 3D LIDAR, além de antenas de comunicação rádio e satélite, bem como sonar multifeixe de casco e sonar sidescan, além de também ser configurado com um Veículo de Operação Remota (ROV).

O projeto USV SUPPRESSOR, desenvolvido pela EMGEPRON, em parceria com a TIDEWISE, é o primeiro do mercado de defesa brasileiro e da América Latina com a finalidade de realizar a construção de embarcações autônomas de superfície multipropósito no País. Proporcionará inovação tecnológica à capacidade operacional em atividades complexas no mar, com redução de custos e de exposição humana a riscos, como na guerra de minas.

FONTE: Emgepron

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Burgos

Se “vingar” o projeto deverá em parte, substituir as embarcações específicas para esse emprego “detecção e varredura de minas”.
“Proporcionará inovação tecnológica à capacidade operacional em atividades complexas no mar, com redução de custos e de exposição humana a riscos, como na guerra de minas.”

Jorge Augusto

Mas seria necessário um navio projetado especificamente para carregar os USV certo?

Carlos Campos

pq?

Satyricon

Não necessariamente. Essa embarcação parece ser do tamanho de um Rib portanto, “Em tese”, qualquer navio da armada poderia transporta-lo.
E há também a provável possibilidade de ser transportavel em um KC-390 (caso o mastro seja retrátil), para qualquer porto do Brasil em poucas horas.

Nativo

“Esse se vingar ” é o que mais pesa na produção belica nacional.

Wiillber Rodrigues

Tá aí um projeto muito promissor pro mercado de exportação.
Varredura de minas e contraminagem é uma área onde praticamente todas as marinhas da AL e no resto do mundo tem dificuldades.
Tem boas chances de ser um sucesso de exportação, e de finalmente a MB aposentar aqueles obsoletos Aratus.

souto

Boa tarde a MB ja decidiu que não vai usar
mais navios caça minas e sim o ROV?

Santamariense

Uma opção pelo ROV em substituição aos navios tripulados é muito prematura. Penso que um ROV como esse faz parte dos equipamentos de um navio varredor/caça-minas moderno.

souto

A MB poderia construir caça minas feitos de composito
inclusive existe uma empresa no Brasil que trabalha com esse material
o custo de cada navio seria reduzido.

Wiillber Rodrigues

Infelizmente, sobre caça-minas e desminagem, a MB não tem nem estudo de substituição ainda…

Fernando "Nunão" De Martini

Souto,
Está experimentando ainda. É disso que trata a matéria.
Depois de testar / avaliar, irá decidir.
A possibilidade atualmente em voga é ter uma versão do NPa500BR operando ROVs.

Carlos

https://cnnportugal.iol.pt/videos/vai-ataca-alvos-a-200-km-h-e-ja-nao-volta-elanus-o-primeiro-drone-armado-portugues/650d8b660cf25f9953837686 é um drone suicida que estará disponível no final deste ano e sabendo que em Portugal se realizou o exercício REPMUS em Setembro passado, porque será que a Emgepron não aproveitou este palco para lançar um novo produto? A MB já participou neste evento https://www.naval.com.br/blog/2021/09/24/marinha-do-brasil-participa-de-exercicio-de-sistemas-maritimos-nao-tripulados-em-portugal/ e quando os produtos são bons, há sempre alguém que os queira e para exemplo um drone da Tekever https://www.youtube.com/watch?v=3xf1vpC0m84&t=15s ou drones submarinos LAUV da Oceanscan https://www.oceanscan-mst.com/2022/02/14/three-lauv-units-delivered-to-the-danish-navy/

Carlos Campos

o Irã ia adaptar um lança foguetes nesse bicho, e um motor mais rápido pra botar a USNAVY pra correr como fizeram antes

J.Neto

Realmente…que falta do que falar…

Dalton

Boa oportunidade para botar o USS Dwight Eisenhower “para correr” já que ele foi redirecionado para o Mar Arábico, algo que a US Navy pensava não precisar voltar a fazer pois a Guerra da Ucrânia tem exigido um NAe no Mediterrâneo e a China exige outro no Pacífico Ocidental. . Basicamente isso significa ter 2 NAes nos respectivos “teatros” e outros 2 em trânsito ou preparando-se para partir ou que recém retornaram, então quando muito se terá outro “em casa” capaz de partir em poucas semanas se necessário e 1 ou 2 em períodos de treinamento que podem ser acelerados… Read more »

Carlos Campos

falei de um fato que aconteceu, se vc se ofendeu aí é contigo mesmo

Dalton

Não me ofendi, apenas rebati “algo que não aconteceu” !

Rafael Oliveira

Esse é o tipo de projeto que a MB deve apoiar, eis que plenamente executável.
Ao contrário dos projetos mirabolantes como o do torpedo pesado que jamais sairá do papel, apesar da MB gastar um bom dinheiro com ele.

Esteves

É para acrescer. Será, se aprovado, empregado à partir de navios varredores. Entendi isso. Tá certo?

Não leva mísseis, não tem Phalanxes, não tem torpedo, não será exportado, não cometerá suicídios. Autônomo, poderá ser embarcado também em outros navios não somente varredores.

O meio será testado e…já querem que exploda?

Leonardo Cardeal

Concordo… ainda mais aqui no Brasil onde tem que recolher magazine vazio.. imagina esse cara aí suicida, milhões ou milhares de reais pra um uso só… jamais.

Bardini

Batendo na mesma tecla…
.
Poderíamos contratar a construção de um Navio de Apoio Oceânico de bom porte (~3.500t) para cada distrito naval, por um custo bastante atraente e contando com muitos componentes que existem no mercado local. Seria um meio capaz de atender um grande leque de necessidades, atuando como rebocador de alto mar, patrulha e fiscalização pesqueira, suporte a operações anfíbias, ajuda humanitária, SAR, etc… Incluíndo aí, um “kit contramedidas de minagem”, composto de material e pessoal especializado, que viria a equipar o navio em caso de necessidade.
.
Esboço:comment image

Bardini

Um outro exemplo, de um meio que seria muito interessante para atender um grande leque de necessidades da MB:
comment image

Last edited 8 meses atrás by Bardini
Cristiano GR

Eu acredito que alguns oficiais da MB, os não concurseiros ou “servidores” públicos de alma, mas os verdadeiros militares marinheiros, provavelmente, têm um somatório de centenas de navios novos, usados e projetos que seriam bem interessantes e viáveis para a Marinha. O problema é a falta de dinheiro.

Sempre a falta de dinheiro.

Mas isso é um problema apenas para a Defesa, para a Saúde, para a Educação e para a Ciência e Tecnologia, afinal, para mandar dinheiro para a Argentina garantir a eleição do candidato governista do Estado falido tem, tem muito dinheiro.

Emmanuel

O problema é a MB ter esse tipo de visão.
Capaz deles quererem uns quatro tipos diferentes de navios para cada coisa.
Com transferência de tecnologia.

Bardini

A MB está testando uma embarcação autônoma na função. Isto significa que existe uma visão orientada neste sentido.
.
Navios podem ser especializados e mesmo assim, ter grande comunalidade com outros meios da força, desde que sejam projetados sobre uma base comum de componentes e sistemas.
.
É burrice importar sem negociar contrapartidas… Desta forma, offsets vão ser negociados em futuras aquisições. Onde cabe questionamento, é no que será negociado.

Felipe M.

Bardini, importante distinguir a TOT, citada pelo colega acima, dos offsets. Até porque, a negociação de offsets é imposta pela legislação, sendo a regra, passível de exceções justificadas. Estão previstos na Lei 12598/2012 e em normatização do MD. “Art. 4º Os editais e contratos que envolvam importação de Prode ou SD disporão de regras definidas pelo Ministério da Defesa quanto a acordos de compensação tecnológica, industrial e comercial. § 1º Constará dos editais de que trata o caput deste artigo a exigência de apresentação de Plano de Compensação que explicite o objeto da compensação, o cronograma e o detalhamento da… Read more »

Santamariense

Ideia muito interessante. Quanto aos equipamentos e pessoal de contramedidas de minagem, penso que deveriam ser parte integral das capacidades do navio, não em forma de kit, para poderem estar disponíveis em qualquer lugar e momento.

souto

Boa tarde a MB deveria comprar mais 3 navios AHTS são
muito uteis.

Bardini

O princípio da ideia, é a racionalização em busca de baixo custo e gradual nacionalização de sistemas. . O pessoal, bem como os equipamentos e instalações de instrução, simuladores, manutenção e afins, poderiam ficar concentrados em uma única estrutura, como Aratu, por exemplo. . Ter o navio equipado, da forma como você preconiza, significa que teríamos de descentralizar muita coisa. Os custos subiriam de forma considerável. . Os navios devem ser meios distritais, com foco em cumprir missões distritais. Dentro disto, deveria existir uma escala de rodízio em que um navio vai para Aratu, é equipado com o “kit” e… Read more »

Santamariense

Entendi seu ponto. Muito coerente. Valeu, Bardini.

Kommander

Até hoje a FAB não opera drones armados, apenas de vigilância, o EB é outro que não possui tal equipamento, a MB provavelmente vai para o mesmo caminho.

Bicho, forças armadas tem que ter poder de dissuasão. Que medo é esse de armar drones? Vão mandar drones equipados com flores pra guerra?!

Rodrigo

Apresentar a embarcação como esta no título e projeto como esta no texto são coisas bem diferentes…dúvida esse emgrepon recebe serviços por licitação ou é única no mercado?

Felipe M.

A Emgeprom é uma empresa pública.
Normalmente, órgãos da Administração Pública contratam serviços de estatais por meio de dispensa de licitação, especialmente se forem equipamentos de defesa.
Mas, nada impede que a MB, por exemplo, abra uma licitação e a Emgeprom concorra. Vai depender do objeto e da escolha do órgão contratante em licitar ou realizar uma dispensa.

Augusto José de Souza

Além desse drone a MB também precisa substituir essa classe Aratu por navios anti minas modernos onde a proposta francesa é excelente podendo construir em Itaguaí e tem da Suécia que também são corvetas.

soutoF

Concordo amigo Augusto a MB precisa de novos
navios caça minas inclusive no Brasil existe uma empresa
que trabalha com compositos material usado nos naviso