Conheça a história dos Fuzileiros Navais, força estratégica de caráter expedicionário e de projeção do Poder Naval em terra

“… Quem são estes vibrantes guerreiros? Estes homens valentes quem são? Da Marinha leais fuzileiros, combatentes de armas na mão…”. Essas frases fazem parte da canção “Soldados da Liberdade” e representam a coragem, a dedicação, o profissionalismo e a determinação dos combatentes anfíbios da Marinha do Brasil (MB). Os Fuzileiros Navais (FN) são a força estratégica da MB, de caráter expedicionário, que está permanentemente pronta para ser empregada em diversas missões e projetar o Poder Naval em terra. Mas o que significa isso?

O encarregado do Museu do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), Capitão de Corveta Fuzileiro Naval (FN) Esley Rodrigues de Jesus Teixeira, é o convidado da Agência Marinha de Notícias (AgMN) para explicar a história, algumas curiosidades, o preparo e o emprego desses militares, capazes de atuar na terra, no mar e em locais de difícil acesso, e são essenciais para a defesa de instalações navais e portuárias, arquipélagos e ilhas oceânicas nas águas jurisdicionais brasileiras e para o controle das margens das vias fluviais.

AgMN – Como surgiram os Fuzileiros Navais do Brasil? Em que momento ocorreu a necessidade de ter esta capacidade especial e por quê?

Capitão de Corveta (FN) Esley Rodrigues – Os Fuzileiros Navais (FN) surgiram com o Terço da Armada da Coroa de Portugal durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), quando Felipe III, Rei da Espanha e de Portugal, viu a necessidade de resgatar os domínios portugueses nas Novas Índias, dos quais o Brasil fazia parte, e estavam dominados pelos Holandeses em 1624.

Com a invasão napoleônica em Portugal, a Família Real embarcou rumo ao Brasil, sendo escoltada pelos FN, e aqui chegaram em 1808. Eles foram a única tropa profissional terrestre do Brasil até a criação do Exército Imperial, por Dom Pedro I, nas guerras de Independência, e tiveram um papel importante na conquista da Capital Francesa nas Américas, em 1809, hoje conhecida como Guiana Francesa. Esse batismo de fogo ficou conhecido como a Tomada de Caiena.

Essa característica anfíbia e expedicionária foi, portanto, essencial para que Portugal tivesse maior poder de barganha no Congresso de Viena em 1815. Desde então, tornou-se condição primária ao Brasil possuir essas capacidades operativas.

AgMN – O Brasil foi descoberto pelos portugueses e recebeu influência deles. Quais as diferenças entre os Fuzileiros Navais portugueses daquela época e os brasileiros?

Capitão de Corveta (FN) Esley Rodrigues – Os Fuzileiros Navais brasileiros, na verdade, eram os militares portugueses da Brigada Real da Marinha, criada em 1797, pela Rainha Dona Maria I, que permaneceram no Brasil mesmo após o retorno de Dom João VI a Portugal para conter a Revolta Constitucionalista do Porto.

Desde então, não sairiam mais daqui. Aliás, o mesmo local em que foram instalados em 1809, na Fortaleza de São José da Ilha das Cobras no Rio de Janeiro, continua sendo a sede de seu Comando-Geral.

AgMN – Os FN são muito conhecidos por enfrentar situações extremas, que exigem bastante preparação física e psicológica. Como eram os treinamentos?

Capitão de Corveta (FN) Esley Rodrigues – O treinamento físico sempre esteve presente na história do CFN, sendo adaptado de acordo com a tecnologia e conhecimento da época e com a característica de determinada guerra. Antigamente, os exercícios eram ligados ao aumento do número de passos por minuto, a fim de dar maior velocidade de progressão e impulsão do ataque, além de ordem unida silenciosa, precisão do tiro e marchas.

No início do século XX, o treinamento aplicado aos FN serviu de inspiração para a Polícia Militar de São Paulo, que implementou no seu dia a dia. A fama internacional do preparo físico dos navais brasileiros veio, na década de 1920, quando o adido militar da Alemanha relatou para o seu país sobre as técnicas aqui utilizadas pelos nossos Fuzileiros Navais.

AgMN – Os FN participaram de batalhas importantes para o Brasil. Quais delas merecem destaque?

Capitão de Corveta (FN) Esley Rodrigues – As Batalhas de Passo da Pátria, Riachuelo e Humaitá foram memoráveis. Acredito, contudo, que o mais importante foi seu batismo de fogo em Caiena, na Guiana Francesa. As implicações políticas dessa batalha foram imensas: Portugal voltou a ser visto em pé de igualdade em relação às potências europeias, obtendo uma força maior no Congresso de Viena; foi a primeira operação combinada de nossa história, contando com a participação de navios ingleses, mercenários da força terrestre brasileira e a Brigada Real da Marinha; e ajudou a reforçar a ideia de que o Brasil mereceria ter maior relevância dentro do Império Ultramarino português, o que ocorreu, em 1815, quando recebeu o título de Reino Unido a Portugal e Algarves.

Essas mudanças – no cenário regional, como único país administrativamente independente da região, e global, particularmente o europeu – foram importantes para o Movimento da Independência (1821-1822) do Brasil.

AgMN – Tem alguma curiosidade que poucas pessoas conhecem sobre os combatentes anfíbios? Conte para os leitores da Agência.

Capitão de Corveta (FN) Esley Rodrigues – Há várias curiosidades, mas vamos limitar a quatro personagens civis que marcaram nossa história:

Paula Baiana foi escrava e, após a sua alforria, começou a vender quitutes na entrada do antigo Arsenal de Marinha. Ela passou a fazer parte do nosso dia a dia no início do século XX. Ela desfilou nas comemorações do 7 de setembro. Quando morreu, recebeu honrarias e salvas de graduação de Sargento;

Violeta Telles Ribeiro, esposa do Almirante Telles Ribeiro, criou o lema “Adsumus”, que é um termo de origem latina com significado de “aqui estamos!”, “estar presente”, “estar junto” e, por extensão, significa um sentimento de permanente prontidão;

A poetisa imortal Rachel de Queiroz é considerada a madrinha dos Fuzileiros Navais, pois fazia questão de exaltar a postura desses militares em suas obras; e

Emilinha Borba, cantora e considerada a rainha do rádio no século XX, ganhou o título de “Favorita da Marinha”, por dedicar canções à Força Naval, como “Aí Vem a Marinha” e “Cisne Branco”.

AgMN – Quais os principais marcos na evolução tática do emprego dos Fuzileiros Navais brasileiros desde sua origem até os dias atuais?

Capitão de Corveta (FN) Esley Rodrigues – A evolução tática foi gradual, com pontos bem delineados e alinhados com as tarefas por eles desempenhadas, até se tornar estratégica nos anos 2000.

Em 1797, os Fuzileiros Navais eram responsáveis, categoricamente, pelo guarnecimento de armas navais e segurança das instalações de interesse da Marinha. Já durante as guerras de Independência, as abordagens e desembarques passaram a ser uma constante, como podemos observar nas campanhas da Cisplatina com o desembarque em Maldonado e, em 1864, na tomada de Paysandu.

Na Guerra da Tríplice Aliança (1864 a 1870), os FN desembarcaram com os canhões swivels (giratórios) dos navios para apoiar o estabelecimento de corredores de trânsito e interdição fluvial. Na década de 1910, o então Capitão-Tenente Protógenes, um grande entusiasta das Operações Anfíbias, impulsionou atividades neste campo.

Já no período de 1940 a 1950, os FN passaram a apresentar uma grande evolução na doutrina e ensino, legado do Almirante Sylvio de Camargo, o patrono do CFN. Em 1960, sob o comando-geral do Almirante Heitor Lopes de Souza, as Operações Dragão começaram a ser realizadas regularmente, envolvendo meios da Esquadra e planejamento com a Aviação Naval.

A partir dos anos 2000, com a aquisição de novos meios navais, maiores e com maior autonomia, foi fundamental estimular uma cultura de uma revisão doutrinária por meio dos simpósios. Também ocorreram mudanças no ambiente operacional global, como: fim da guerra fria, crescimento de operações de paz, instabilidades marítimas e publicações da Política e Estratégia Nacionais de Defesa, que contribuíram para fortalecer o papel das operações anfíbias e a capacidade expedicionária.

Dia dos Fuzileiros Navais

No dia 7 de março de 1808, chegou ao Brasil a Brigada Real da Marinha, juntamente com a Família Real portuguesa, que transmigrava a sede do reino para o Brasil. Essa unidade foi o embrião do atual Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil e o 7 de março se tornou a data de aniversário da tropa anfíbia brasileira. A partir deste ano, em que se comemora o 216º aniversário do CFN, a data passa a ser conhecida como o Dia dos Fuzileiros Navais. Para mais informações sobre a história e atualidades do CFN, acesse o hotsite alusivo à data clicando aqui.

QG do CFN

Saiba mais sobre o Museu do Corpo de Fuzileiros Navais

Localizado na Fortaleza de São José, na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro (RJ), o Museu do Corpo de Fuzileiros Navais está situado nas instalações que, desde o fim da campanha contra os franceses em Caiena (Guiana Francesa – 1809), foram ocupadas pelos componentes da Brigada Real da Marinha, origem do  atual CFN. O circuito do Museu é composto por dois túneis subterrâneos que, historicamente, foram construídos para servir de ligação segura pelos portugueses e onde estão expostos: documentos, medalhas, pratarias, material arqueológico, fotografias, equipamentos e armamentos.

Já no salão principal, podem ser observadas obras de arte, esculturas, medalhística, pratarias, maquete da ilha em 1736 e miniaturas. Também há uma galeria de uniformes, com diversos modelos utilizados no decorrer da trajetória histórica, além de um salão com 40 painéis e monitores de LCD, que retratam a participação dos FN nos eventos ligados à formação da nacionalidade e do Estado brasileiro. Na área externa do museu, o visitante terá contato com viaturas operativas, canhões, metralhadoras e motocicletas de combate.

O museu está aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 16h. As visitas podem ser marcadas pelo telefone (21) 2126-5053. A entrada é gratuita. O acesso é pela área do 1º Distrito Naval, situado na Praça Mauá, nº 65, no Centro (RJ).

FONTE: Agência Marinha de Notícias

Subscribe
Notify of
guest

49 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Rafael Coimbra

Se usássemos os recursos financeiros da Marinha pensando na eficiência da arma teríamos uma força de FN equipada, em número suficiente e bem treinada. Hoje temos um grupo que pontualmente poderia exercer a sua função… e olhe lá…

Dalton

Curioso, na primeira foto onde aparece o “Duque de Caxias” com as portas abertas
é possível ver o que deduzo ser o emblema da “Gator Navy” os “anfíbios da US Navy”
um “jacaré”, o navio tendo sido adquirido dos EUA em 1973 que aparentemente preservou o emblema.

Victor

sempre tive essa duvida, mas o brasil, acredito eu,tendo uma doutrina de guerra defensiva, iria aplicar onde os fuzileiros navais,uma força expedicionaria de guerra offensiva?tomada de cabeça de praia?ja ocorreu casos onde a nação atacada retoma uma praia por invasão anfibia?

Alexandre Galante

O Brasil também tem ilhas que podem precisar ser retomadas em caso de invasão.

https://www.naval.com.br/blog/2010/10/16/poder-naval-no-seminario-da-amazonia-azul-na-escola-naval/

Last edited 4 meses atrás by Alexandre Galante
Ten Murphy

“O Brasil também tem ilhas que podem precisar ser retomadas em caso de invasão.”

Galante, desculpe a ignorância, tenho uma dúvida. Não seria mais eficaz transformar essas ilhas em bastiões de artilharia de costa e antiaérea apoiados por pequenas embarcações e submarinos convencionais do que tentar retomar algo que na ocasião da guerra terão sido transformados em bastiões pelo atacante? Confesso que não sei quantas ilhas precisariam estar cobertas e pode ser que demandasse muito pessoal e material; a minha dúvida é se essa estratégia atual não seria melhor como segundo opção caso caíssem os bastiões. Muito obrigado.

Nilo

Mestre se permite São poucas ilhas quando compara com países da Ásia, por serem pequenas, sem grandes vegetações suponho de difícil defesa, em virtude a distâncias não seria mais plausível uma força aérea naval, mesmo que aterrada, por isso acredito que a MB já deveria estar com o projeto do Gripen E navalizado em andamento em substituição aos A-1.

Ten Murphy

A Ilha das Cobras da Ucrânia é um exemplo de como uma ilha pequena e desolada pode servir de apoio para a artilharia, para a defesa aérea, ou como posto de observação e guerra eletrônica ou mesmo como trampolim logístico para ataques anfíbios ou de comandos com apoio de drones. Por outro lado, novamente olhando para a Ucrânia e para o Iemen, o investimento em artilharia de costa e antiaérea e numa força de drones marítimos e aéreos pode ser uma opção mais barata que comprar e manter grandes navios anfíbios. No lugar deles colocaríamos navios polivalentes como o Absalon… Read more »

Ten Murphy
Dalton

Você poderá se interessar pelo desembarque de Inchon quando no início da guerra da Coreia (1950-1953) os EUA desembarcaram de surpresa atrás das linhas inimigas que haviam invadido a Coreia do Sul. . Então além de se poder contar com tropas desembarcando na retaguarda de uma área invadida no Brasil – por mais fictícia que seja – os fuzileiros navais são uma tropa de elite que pode ser utilizada em todo o território nacional na defesa das fronteiras marítimas e ribeirinhas. . Como um tio que foi “naval” costumava dizer, fuzileiro naval pode fazer o trabalho do soldado do exército,… Read more »

Jagder#44

Tem um filme sobre isso.

Victor

tinha me esquecido da batalha de Inchon,se bem que esse evento os EUA tinham total dominio maritimo e aéreo,alguns dizem que a operação poderia ter fracasado se a maré no dia estivesse violenta.

Dalton

A Coreia do Norte tinha superioridade em terra e o desembarque permitiu que Seul fosse libertada, então, foi o mais próximo que encontrei para responder sua pergunta sobre “retomar uma praia por invasão anfíbia”.

Ten Murphy

Dalton, poderia me dar a honra de tecer alguns comentários sobre três assuntos? São eles: Estudei o modelo dos Royal Marines do Reino Unido, que atuam hoje como remanescentes dos Commandos Britânicos ao lado do SAS, SBS e Paras. Já o CFN segue o modelo americano. Tendo em vista que os americanos estão fazendo uma grande reestruturação dos Marines através do programa Force Design 2030, para torná-lo mais leve, flexível e ofensivo perante a ameaça percebida chinesa, o que acha do Brasil também começar a analisar transformar o CFN em algo parecido ao que os americanos estão se tornando, os… Read more »

Dalton

Grato pela gentileza e para quem não sabe o Lt Murphy deu seu nome ao USS Michael Murphy (DDG 112) um “Arleigh Burke FIIA” baseado em Pearl Harbor. . Como você mesmo escreveu o “USMC” tem uma razão para mudar que é a China, enquanto aqui não há um aumento da percepção de ameaça que justifique mudanças significativas como as que estão ocorrendo no “USMC” com eliminação de tanques pesados – o CFN não tem nenhum – introduzir navios de desembarque médios, mas mantendo um bom número de grandes e operar mísseis anti navios a partir de bases avançadas e… Read more »

Ten Murphy

Muito obrigado, ajudou sim. E não sabia do USS Michael Murphy. Legal saber. Abraço.

Joao

Prezado

Há algo bem importante dos FN.

Só de estar embarcado em uma Esquadra navegando, ele apresenta uma ameaça, q força o inimigo a manter alguém onde ele talvez realize uma Op Anf.

Gerando economia de forças, em outra frente, ou mesmo fazendo a operação, e realizando uma finta, que leva ao emprego de reservas inimigas, abrindo o flanco.

Os FN são uma capacidade bem flexível de emprego.

Nilo

Quando vcs falam de fuzileiros navais, no caso do Brasil, vejo diferente dos grande desembarques estilo EUA, mas como pequenas tropas em praias inclusive fluviais como capacidade de infiltração nos interiores em auxílio a uma força ofensiva ou defensiva.

Camargoer.

Olá Nilo. O CFN da MB pode atuar como infantaria expedicionária, mesmo sem qualquer tipo de operação de desembarque. Se for preciso, que desembarque na praia. Se for possível, que desembarque em um porto. Se for necessário, que desembarque em um aeroporto.

Se for preciso, que vá de taxi como os franceses na I Guerra.

O CFN deve ser uma tropa de pronto emprego, elevada flexibilidade e prontidão.

Last edited 4 meses atrás by Camargoer.
Joao

Prezado Doutrina defensiva é a ideia de não se atacar alguém pra interesses divergentes. Mas realizar operações ofensivas é outra coisa. Uma ação ofensiva de resgate de nacionais no exterior faz parte de uma postura defensiva de seu país. Proteger seu povo. E é típica dos FN. Após o Kwait ser conquistado, a força aliada realizou uma operação ofensiva, pra reconquistar e defender o Kwait. Um país pode atacar o Brasil e conquistar uma parte nossa, que será reconquistada em uma contra ofensiva. Ou, ante uma postura ofensiva, de uma força se preparar para atacar o Brasil, para nos defendermos,… Read more »

ln(0)

Sim, na Guerra da Coréia, houve um desembarque dos EUA e aliados em Seul, o que levou a virada da guerra e a expulsão dos norte coreanos da Coréia do Sul.

Jagder#44

Lacoste Landing Ship.

Zorann

Realidade: são uma força inchada e mal equipada de perto de 20.000 homens.

Minha opinião: Numa marinha que não tem recursos nem para navegar seus navios, quanto menos para construi-los, ter uma força de fuzileiros é desnecessário. Estas tropas anfíbias poderiam ser do Exército Brasileiro, economizando recursos escassos na substituição tão necessárias de nossas embarcações.

Ten Murphy

“Numa marinha que não tem recursos nem para navegar seus navios, quanto menos para construi-los, ter uma força de fuzileiros é desnecessário. “ Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. A necessidade disso ou daquilo não tem a ver com recursos e sim com a necessidade em si. Se faltam recursos a ideia não é cortar serviços mas sim aumentar os recursos ou adaptar o serviço para não perder capacidades. Quem sabe enxugar esse número pela metade ou até menos e garantir uma reserva treinada caso seja necessário expandir essa força em um eventual conflito? E deixar… Read more »

Zorann

Não vai se perder capacidade nenhuma se estas tropas forem do Exercito Brasileiro.

Veja que a Marinha já opera um navio aeródromo onde os helicópteros que ali operam são das 3 forças.

Ten Murphy

“ter uma força de fuzileiros é desnecessário” Todo meu comentário anterior foi demonstrando que ter uma força de fuzileiros é necessário e não podemos prescindir dela. Você dissera que o problema era a falta de recursos, que estaria drenando o dinheiro necessário para navegar seus navios. Daí falei sobre existir várias possibilidades de economizar dinheiro sem precisar transferir os fuzileiros navais para o exército. Dei opções e exemplos de outros países. E não foi uma lista exaustiva. Você ignorou todas minhas opções, não dialogou com elas e manteve o argumento original que é transferir para o Exército Brasileiro as funções… Read more »

Joao

Prezado

Os FN ingleses são Comandos no nome.

Não são uma tropa que realiza Ações Diretas típicas de Ações de Comandos ou Ações de Choque, ou golpes de mão, profundas na retaguarda do inimigo.

São uma infantaria que se assemelha aos Para ingleses, à 82 ou 101 americanas ou aos nossos Pqdt ou 12 Amv.

Sds

Ten Murphy

Meu caro, isso não é verdadeiro. Todo Royal Marine é treinado em ações de comandos. Na realidade eles são as únicas forças de comandos do Reino Unido, fora o SAS, SBS e Regimento de Rangers do Exército. O Ministério da Defesa afirmou recentemente que no âmbito do programa Força de Comando do Futuro os Royal Marines Commandos assumirão muitas das tarefas tradicionais do SAS e do SBS, juntamente com um novo Regimento de Rangers do Exército. O que ocorreu é que com a dissolução dos Comandos do Exército no final da Segunda Guerra Mundial, todos os Royal Marines, exceto aqueles… Read more »

Joao

Prezado Os Rangers, lá e nos EUA, também não são Comandos na pura acepção da palavra. São só no nome. Não desmerecendo a tropa. São infantarias “de elite”, mas não as que realizam as Ações Diretas de “mais alto nível”. Não estou dizendo por “achismo”, mas por experiência minha e de colegas que operaram junto deles. Os Comandos ingleses, no que senti, são inclusive bem “melhores”, se assim pode se dizer, que os Rangers americanos, mas não são mais o que foram. Saliento, que o que foram, pela enorme capacidade de apoio de fogo, principalmente aéreo, inclusive com drones, não… Read more »

Ten Murphy

“Os Rangers, lá e nos EUA, também não são Comandos na pura acepção da palavra. São só no nome. Não desmerecendo a tropa. São infantarias “de elite”, mas não as que realizam as Ações Diretas de “mais alto nível”. Não estou dizendo por “achismo”, mas por experiência minha e de colegas que operaram junto deles.” E onde foi que eu disse o contrário? O Regimento Ranger que citei é o inglês, não o americano. É um regimento novo formado em dezembro de 2001. “Os Comandos ingleses, no que senti, são inclusive bem “melhores”, se assim pode se dizer, que os… Read more »

Ten Murphy

O Regimento Ranger que citei é o inglês, não o americano. É um regimento novo formado em dezembro de 2001.

01/12/2021 e não 2001 como errei na digitação. Citei a data mais vezes no mesmo comentário e de forma correta. Só errei a digitação nessa parte aqui.

João

Desculpe, mas estás trocando muita coisa… com todo respeito….

Pesquise melhor…

20 anos eu tenho quase na reserva mantendo a pesquisa e as interações com esses profissionais que tive na carreira.

Só um exemplo…
Vc confunde as Ações Diretas e Indiretas…

O SAS é completamente diferente de nossos Comandos, em formação, em organização e em finalidade.

Mas blz…
Parabéns!!!

Mantenha a pesquisa.

Se quiser, te chamo pra tomar um café comigo e os colegas de Hereford.

Ten Murphy

“Desculpe, mas estás trocando muita coisa… com todo respeito….” Só demonstrar onde eu errei que eu mudo meu pensamento fácil. “Pesquise melhor…” Digo o mesmo a você.. “20 anos eu tenho quase na reserva mantendo a pesquisa e as interações com esses profissionais que tive na carreira.” Entre tua experiência e o que o Chefe do Estado-Maior falou e está nos documentos da Força de Comando do Futuro da Marinha e do Soldado Futuro do Exército, fico com a comunicação oficial. Até porque já vi muito operador especial e até oficiais de alto-escalão falando besteira sobre assuntos que deveriam dominar.… Read more »

Guacamole

E usando material e técnologia de 216 anos atrás também.

renato

Mais um exemplo da péssima alocação de recursos da MB. Não tem cabimento para o Brasil, dado seu teatro operacional e estabilidade de fronteiras, ter uma força expedicionária com um quantitativo de 18 mil militares!!!! Os FN na MB deveriam se restringir ao necessário a guarda das instalações e batalhões de operações especiais. Os recursos economizados com a redução de quadros deveriam ser direcionados para a aquisição e manutenção de meios de superfície. Não compreendo como está questão do porte excessivo do corpo de FN não é mais discutido…

Joao

Os FN do Brasil não são somente Força Expedicionária. Isso se restringe à Brigada Anfíbia, que é a Força de Fuzileiros da Esquadra. Há o Serviço de Polícia da Marinha, q são dos FN, e em outras marinhas são da Armada. Há as tropas de Segurança de áreas portuárias estratégicas, que em outros países ou são do Exército ou da Armada ou também dos FN. E temos uma malha hidroviária incomparável com rios navegáveis de grande porte, nos quais é importante o emprego de FN. Outros países não tem… os EUA, por exemplo, empregaram os Marines e não o Army… Read more »

renato

A polícia marinha e as tropas de segurança foi o que mencionei que deve ser a atribuição a ser mantida, junto com batalhões de operações especiais. A manutenção da brigada anfíbia, força expedicionária por natureza, por uma marinha que não consegue manter um numero minimamente decente de navios de superfície é um absurdo sim. Primeiro a MB tem que conseguir atender o básico, que é ter meios de superfície, somente após isso atendido deveria se gastar recursos com uma força expedicionária, que ainda faz pouco sentido frente a situação geopolítica do Brasil. Por fim as Brigadas de infantaria na selva… Read more »

Camargoer.

É no mínimo um equívoco dizer que uma organização militar é mais antiga que a pŕopria Nação. O EB insiste em dizer que sua origem ocorreu na Batalha dos Guarapes, em 1648, época que aqui era uma colônia há cerca de 150 anos após a chegada de Cabral e praticamente 173 anos antes da declaração da independência. Não faz sentido. Agora, os fuzileiros dizem que a Instituição tem 216 anos, 14 anos mais velha que a independência do país, coincidindo com a vinda de D.João VI para o Brasil. As tropas eram, portanto, comandadas pelo rei de Portugal. Ainda que… Read more »

Joao

Revisionismo histórico é típico do tipinho…

Não.

Suas origens mais antigas retratam raizes da origem do sentimento de pertencimento a essa nação, que depois se tornou independente.

Canudos, realmente, foi outro contexto historico.
E obviamente não haverá repetição, só se nós tornarmos certos paisecos, red flag, q muitos gostam.

Camargoer.

não respondo tipinhos mal-educados.
aprende isso.

João

Kkkkk
Tá preocupadíssimo com suas respostas….

Escrevo pros leitores enxergarem suas más vontades falaciosas.

Só isso

Kkkkkk

Rafael Oliveira

Caro Camargoer, uma provocação: e as faculdades de Medicina da Bahia e do RJ, criadas pela família real, eram portuguesas na época. Como tratá-las? Ainda mais que fazem parte de universidades federais. Vamos dizer que elas foram fundadas apenas em 1822 quando se tornaram brasileiras?

Camargoer.

Olá Rafa, Excelente ponto. O próprio IME do EB é herdeiro da Real Academia de Artilharia, fundado em 1792. Outro caso curioso é a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, fundada em 1827, muito antes da fundação da USP que foi criada em 1935. Além das instituições de ensino, também existem instituições de saúde. A Santa Casa de Santos foi criada em 1543, por exemplo. No caso das forças armadas, é curiosa. Antes de 1808, o Brasil era uma colônia de Portugal. As tropas que atuavam aqui eram portuguesas. A fidelidade daqueles militares era á Coroa Portuguesa. Os inconfidentes,… Read more »

João

Então não devemos nada aos negros.
Portugal que deve….

Eles não fizeram quase nada pelo Brasil. Fizeram por uma colônia portuguesa.

Pelo Brasil foi pouquíssimo tempo…

Falácia… só sai isso dos professorzinhos …
Impressionante o descompromisso com nossas raizes.

Santamariense

“ Então, é um equívoco afirmar que o EB existia antes da independência. ”

Isso no teu entendimento. Nada além disso.

Roberto Santos

Sou Fuzileiro Naval, e digo a Vcs, não somos nada mais que um grupamento de tropa muito mal equipados e treinados, apenas um monte de faxineiros e tiradores de guarda……..Só isso, o resto é lorota.

João

Caozeeeeeiro…

Na hora que escreveu, se fosse FN, tava em forma, ou de guarda, ou faxinando (q só é vergonha pra playboy q a mãe arruma a cama) ou na instrução.

Luciano Ribeiro

Porque os fuzileiros navais não serviram na 2° G.M ?

Salomon

Porque não empregam os FNs na captura dos caras em Mossoró?
hehehe

soldado imperial

Todo o meu respeito e cumprimentos a está egrégia instituição. Qualquer adjetivo pra qualificar positivamente os fuzileiros navais brasileiro é pouco. Parabéns !!! Não estou sendo ironico !!
Agora, poderia reduzir um pouco o efetivo, salvo engano de 25 mil , uma redução pra metade não seria nada mal. Além disso uma terceirização em algum ponto não essencial não seria de todo o mal.
Os royal marines são aproximadamente 8 mil?? confere?