Fujian CV-18, saindo para as primeiras provas de mar

Com o início das provas de mar do primeiro porta-aviões chinêrs CATOBAR (Catapult Assisted Take-Off But Arrested Recovery), o Fujian, é bom lembrar do planejamento de longo prazo da China para a sua força de navios-aeródromo.

Em notícias antigas, o número desejado era de seis navios navios-aeródromo. Recentemente, foi informado por um alto oficial da PLA Navy que o quarto porta-aviões chinês já se encontra em construção.

Levando-se em conta a grande capacidade de construção dos estaleiros chineses, é possível que mais dois porta-aviões possam ser construídos ainda nesta década e mais um no início da década de 2030.

Como comparação, os EUA construíram na década de 1960, quatro porta-aviões do mesmo porte do Fujian, a classe “Kitty Hawk” – Kitty Hawk (CV-63), Constellation (CV-64)  e America (CV-66), bem como a variante John F. Kennedy (CV-67).

Na imagem abaixo, feita por entusiasta, aparecem seis porta-aviões chineses, os dois primeiros Liaoning e Shandong do tipo STOBAR (Short Take-Off But Arrested Recovery), mais dois convencionais como o Fujian e dois com propulsão nuclear.

A dúvida no momento é se o quarto porta-aviões que teve a construção iniciada manterá a propulsão convencional ou se já será movido a propulsão nuclear.

Subscribe
Notify of
guest

35 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Moriah

Sinistro, mas notável. Logo o próximo PA a visitar o RJ não será americano e sim um desses aí…

Dalton

Os “PAs” americanos visitam o “RJ” quando estão se deslocando do Atlântico para o Pacífico e vice-versa já que não podem atravessar o canal do Panamá e aproveitam a ocasião para exercícios e fortalecer laços, caso contrário não compensaria mobilizar valiosos e tão necessários ativos alhures. . Depois do “GW” provavelmente se verá o “JFK” visitando o “RJ” em 2026 quando a caminho do Pacífico. . Não faria sentido a China mobilizar um de seus NAes mesmo quando se tiver um mínimo de 6 deles para tal longa viagem apenas para visitas a países que não estão alinhados de forma… Read more »

BraZil

Vou respeitosamente discordar de vc Dalton. Concordo em tudo o que vc disse, se não se tratasse dos Chineses. Mas no caso deles, alguns fatores me fazem crer que aparecerão por aqui sim: A) recursos e meios sobrando, B) possibilidade de aproveitarem o deslocamento para exercícios em alto mar, C) interesses estratégicos Chineses nessa parte do Mundo, inclusive com vários ativos já implementados (bases, portos, fábricas) D) propaganda, na qual são mestres e E) exercício diplomático de dissuasão, mostrando bandeira com um belo grupo de ataque baseado em PA. Afinal, só Americanos fazem isso hoje e o fato de os… Read more »

Dalton

Discordar faz parte, apenas reforço que os EUA o fazem de forma pragmática
e não apenas provar que podem e considero os chineses pragmáticos também.
.
NAes exigem muita manutenção – os EUA que o digam – então nunca parece haver o suficiente, o “Liaoning” por exemplo passou por um período de indisponibilidade de cerca de 12 meses – recém completou testes de mar -com o “Shandong” tendo que carregar o piano inclusive na importante tarefa de
formar novos aviadores e manter a proficiência de veteranos.

CRISTIANO DE AQUINO CAMPOS

Sem falar que em plena guerra fria, a poderosa marinha soviética que não chega perto da Chinesa atual, já fazia essas visitas por aqui com os seus cruzadores.

Joanderson

Desde quando a marinha da China é mais poderosa do que a marinha soviética no seu auge ?

BraZil

Me baseando na premissa de que “o que se quer” é baseado em uma série de fatores, incluindo o que eu sei que posso fazer, levando em conta: A) o que planejei a longo prazo e isso foi nos anos 90, no caso dos Chineses, B) a capacidade industrial que tenho e o meu domínio sobre tecnologias e materiais e considerando que eles se planejaram e muito, a resposta é Simples: Quantos “quiserem”.

Dalton

Não existe “Quantos quiserem” até 2035, pois trata-se de grandes NAes – possivelmente um ou dois de propulsão nuclear, maiores e mais complexos que o Fujian. . O exemplo dado quanto a construção de 4 NAes na década de 1960 pelos EUA – ficou de fora o “Enterprise” – se deu rapidamente porque a construção se deu em 3 estaleiros. . Se a China quiser outros 4 NAes após o Fujian até 2035 terá que contar com um segundo estaleiro empenhado na construção ou encomendar 2 ao mesmo tempo de um só estaleiro como os EUA já fizeram na década… Read more »

Paulo A. Ferreira

Pelo andar da carruagem os Chineses terem mais um estaleiro para construir Na é mole , se bobear estão construindo até alguns. Recursos parece que eles tem.

Dalton

Até mesmo a China tem limites assim como os EUA tiveram por volta de 1985 daí para diante começaria a revelar-se insustentável, sorte que insustentável também para a URSS. . Não nego a capacidade chinesa só que a pergunta é até 2035, meros 11 anos a contar de agora sendo que o Fujian terá um longo caminho a percorrer ainda e não se sabe nada sobre o NAe que estaria no início de construção. . Meu ponto – e posso estar errado – é que a medida que NAes maiores e mais sofisticados, alas aéreas, infraestrutura, grandes combatentes de superfície… Read more »

CRISTIANO DE AQUINO CAMPOS

Não contém com o colapso econômico chinês assim como foi com a união soviética. Os soviéticos nunca estiveram tão integrados na economia mundial e nunca de forma indústrial de alta tecnologia e consumo e mesmo assim o império soviético levou quase 70 anos para colapsar, a China tem tudo para segurar a onda econômica, para desgosto Américano.

Antunes

Poderíamos entrar na construção de um Porta Aviões em conjunto com a China tecnologia chinesa estaleiro Brasileiro até porque somos um país continente e a nossa marinha está muito devastada e naves de guerra

Nemo

A MB lançou um planejamento que não prevê um NAe. Um planejamento bastante dentro da realidade e capacidade financeira do Brasil. Aparentemente não virá um segundo lote de Riachuelo e três navios contra minas me pareceu pouco. Bem, é o que parece possível.

Nilo

Eu diria que o próximo será nuclear, se estão mantendo segredo.

Chaosnat

Nesse ramo o segredo é regra, não excessão, portanto não é possível cravar com certeza se será assim ou assado.

Marcelo

Pra China, será mole conseguir construir o que está programado…eles trabalham como formigas.
Não tem a moleza…. , a preguiça e a corrupção da de certos países …. que tem vocação para serem sempre colônias, explorados pelos primeiros…

Santamariense

Quanto à corrupção, não se engane…chineses são pessoas como qualquer outras. Corrupção existe em todo lugar.

Luís Henrique

Claro, mas lá pode ser punida com sentença de morte, aqui normalmente acaba em pizza, então o número de pessoas dispostas a correr o risco é muito menor lá do que aqui.

Yuri

Não se engane amigo, a corrupção na China é seletiva… tem um monte de políticos corruptos que não são punidos porque estão fechados com o “chefão”…
A “pena de morte para os corruptos” na verdade é só uma forma do “chefão” se livrar de opositores políticos.

CRISTIANO DE AQUINO CAMPOS

A diferença que acho que ele aponta e a corrupção estrutural como meio de negócios do acidente. Exemplo, empresas superfaturar equipamentos militares para obter um lucro maior para os acionistas, mesmo em comprar do estado. Faz isso na China ou Rússia para você ver onde você para.

Chaosnat

Os chineses estão rapidamente aumentando seus efetivos aeronavais tanto em quantidade quanto em qualidade, cada vez mais se aproximando (e em alguns casos já em vias de ultrapassar) da excelência norteamericana.

Dalton

Um pouco de exagero. Os 2 primeiros NAes chineses possuem “skijump” para lançar aviões, considerados menos capazes, tanto que a China definitivamente quer NAes “CATOBAR” dos quais o “Fujian” será o primeiro, mas algum tempo – anos – será gasto até ele estar devidamente certificado.
.
Os EUA irão substituir o “Nimitz” em 2026 por outro nuclear da classe Gerald Ford, contam com 9 Alas Aéreas além de centenas de aeronaves extras em esquadrões de treinamento reposição e testes, algo no momento distante para a China.
.

DANIEL ALVES E SILVA

A China e a Coreia do Sul até os anos 50 eram similares ao Brasil em todos os aspectos. Sejam eles sociais ou econômicos. Hoje estamos décadas atrás dos dois países no ponto de vista tecnológico. A China se transformou no parque industrial mundial. A Coreia do Sul avançou de forma extraordinária. O Brasil continua uma enorme fazenda e exportador de commodities. Somos um dos maiores fornecedores de silício por exemplo e um dos maiores importadores de tecnologia. E ao ler comentários, vejo que não temos muita vontade de melhorar. Como militar, hoje na reserva, passei anos vendo o descaso… Read more »

Renato

Coreia do Sul nós anos 50 era similar ao Paraguai ( e olhe lá).

Ander

Meu amigo em 1998 o Brasil tinha o mesmo PIB que a China, hoje a China tem 10 X o PIB do Brasil.

Alex Barreto Cypriano

Propulsão do Fujian é do tempo do onça: caldeira produzindo vapor pra girar turbinas engrenadas aos eixos. Substituir caldeira a óleo por caldeira nuclear é bico: enfiaram oito reatores A2W (2 por turbina/eixo com 70.000 shp, 52,5 MW; cada reator gerando 150 MWt) no Enterprise. Só mais tarde refinaram a planta pra apenas dois A4W (mesmos 280.000 shp, 210 MW, nos eixos mas cada reator com 550 MWt) nos Nimitz (nos Gerald R. Ford, cada reator com mais de 700 MWt…!). Talvez os reatores chineses sejam maiores e menos potentes que os americanos por ‘queimarem’ urânio enriquecido a menores taxas,… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Alex Barreto Cypriano
Rodrigo

China não tem nenhum super porta aviões de propulsão nuclear.
EUA tem 11 e o décimo segundo já está em construção.
Nem se compara a força e poder dos dois países.

Dalton

Na verdade o décimo terceiro nuclear está em construção, após o “Enterprise”- inativado em 2012 – os 10 classe Nimitz e o primeiro da classe Gerald Ford enquanto o segundo da classe o “JFK” irá na verdade substituir o USS NImitz mantendo-se o total de 11 NAes estabelecido em 2007, até então se tinha 12.

EVERTON PEREIRA

Gostaria de saber se o porta aviao da inglaterra poderia em tese operar rafale ou f 18 ou ate gripen naval que nao existe e se haveria restricoes na operacao , meu tecaldo ta desconfigurado desculpe

Fernando "Nunão" De Martini

Não.
Os dois porta-aviões da Marinha Real não têm aparelho de parada, então só operam caças do tipo STOVL, de decolagem curta e pouso vertical, no caso o F-35B.

max

O número no início de seu currículo é deixado em branco para 01-15, por quê?
Alguém sabe?
Não é reservado para navios de guerra no espaço sideral, é?

albert_008

because they were warships numbered as 1-15 one hundred years ago, their stories in fighting against imperial Japan were well-known in China. In memorizing them, liaoning aircraft carrier was numbered as 16

BraZil

Ainda sobre o tema: Os Chineses construíram de forma praticamente simultânea 03 PA´s entre 2017 e 2023, sendo dois deles desafios consideráveis, pois implicavam mudanças no design inicial estudado por eles no Lianing e o último representou inclusive o domínio de uma tecnologia que até então acreditava-se que os Chineses não dominavam, com relação ao lançamento das aeronaves. Observando tudo isso, creio que, se as consequências da invasão de Formosa não atrapalharem, em 11 anos, ou seja até 2035, eles constroem mais uns 03 no mínimo, talvez 04 e partirão para os drones aeronavais, baseados em Naes, que em breve… Read more »

Jailson Medeiros

Se os desperdícios e desvios dos recursos públicos ficassem a zero R$(0,00) , em vinte anos o Brasil teria mais de um trilhão de reais . Isto daria pra construir dois portaaviões do porte mostrado na matéria.

ChinEs

Até 2035 , a China terá 6 NAEs , 14 SSBN , 24 SSGN .