FOTOS: Por dentro do submarino de nuclear de ataque da classe ‘Rubis’ da Marinha Francesa

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Tripulantes em serviço no submarino de ataque nuclear da classe Rubis da Marinha Francesa Améthyste (S-605), fotos de Marine Nationale.

Os submarinos nucleares de ataque da classe Rubis, também conhecidos na sua versão melhorada como classe Améthyste, representam um componente essencial da força naval da França. Desenvolvidos para substituir os submarinos da classe Daphné, os submarinos da classe Rubis foram os primeiros submarinos nucleares de ataque (SSNs) projetados e construídos inteiramente pela França. Eles desempenham um papel crucial na projeção do poder naval francês, com capacidades que permitem realizar uma ampla gama de missões, desde a proteção de forças navais até operações de inteligência e ataque a alvos terrestres e marítimos.

A classe Rubis foi desenvolvida nos anos 1970, com o primeiro submarino, o Rubis (S601), sendo comissionado em 1983. Estes submarinos são relativamente pequenos para submarinos nucleares, medindo cerca de 73,6 metros de comprimento e deslocando cerca de 2600 toneladas quando submersos. Essas dimensões compactas são projetadas para permitir operações em águas costeiras restritas, uma capacidade particularmente valiosa dada a geografia de partes do teatro de operações europeu.

Améthyste (S-605) – Foto: @GGYSSELSSHIPS

Legendas: 1 – Motor Elétrico secundário; 2 – Motor elétrico principal; 3 – Posto de controle da propulsão; 4 – Turbo-alternadores; 5 – Reator e gerador de vapor; 6 – Alojamentos de oficiais; 7 – Compartimentos auxiliares; 8 – Cozinha; 9 – Posto central de navegação e operação; 10 – Periscópios; 11 – Alojamentos de praças; 12 – Torpedos e mísseis; 13 – Tubos lança-torpedos de 533 mm

  • Deslocamento: 2.400t (na superfície); 2.600t (submerso)
  • Comprimento: 73,6 m; Boca: 7,6 m; Calado: 6,4m
  • Propulsão: um reator de água pressurizada (PWR) K48 (48MW); 2 turbo-alternadores; 1 motor elétrico (7 MW); um hélice; um diesel-alternador SEMT Pielstick e Jeumont Schneider 8 PA4 V 185 SM, de 5 MW, para emergências.
  • Velocidade: mais de 25 nós (46 km/h)
  • Alcance: Virtualmente ilimitado
  • Tripulação: 70 homens

Os submarinos são impulsionados por um reator nuclear compacto, que lhes confere uma autonomia praticamente ilimitada, limitada apenas pela capacidade de suporte de vida e pelas necessidades logísticas. O sistema de propulsão nuclear permite que o submarino opere em alta velocidade e também com grande discrição, essencial para evitar a detecção e engajar alvos efetivamente.

Os submarinos da classe Rubis/Améthyste estão equipados com torpedos pesados e mísseis antinavio Exocet SM39, lançados por tubos de torpedo. Também são capazes de lançar minas marítimas e possuem capacidades para missões de colocação de forças especiais, o que amplia ainda mais sua versatilidade operacional.

Com a progressiva entrada em serviço dos novos submarinos da classe Suffren, que são parte do programa Barracuda, a França está preparando a aposentadoria dos submarinos mais antigos da classe Rubis/Améthyste. A nova classe promete expandir e modernizar ainda mais as capacidades subaquáticas francesas com tecnologias de última geração.

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Alex Barreto Cypriano

48 MW térmicos. O motor elétrico demanda 7MW e as outras cargas adicionem uns 3 a 5 MW, grosseiramente um quinto da potência térmica do reator. Ou seja, eficiência de 20-25%. Mas pra um charutinho atômico leve (~120% do deslocamento de um S-Br e ~40% do deslocamento de um SN-Br), tá bom. E com reator LEU de 7%…

Bispo

Nos tops russo(Borei) são 190MW de potencia térmica e 50MW de potencia elétrica….teoricamente energia elétrica para umas 50.000 residências…

Alex Barreto Cypriano

Dá até pra mais, umas 150 mil casas. Mas tem uma pegadinha: se fosse pra distribuir energia elétrica pra todas essas residências, que ocupariam uma área de mais de 1.500 hectares, e o sub estando a pelo menos 4 quilômetros do ponto mais distante a energizar, precisaria usar tensão adequada aa transmissão na geração (13 mil Volts em CA, e turbogerador, produzindo apenas em CC, precisaria inversores e transformadores adicionais), e isto não sei se o sub conseguiria. Assim, penso, s.m.j., a promessa de fornecimento massivo de energia elétrica por reatores de propulsão naval (que não são reatores de potência…)… Read more »

ChinEs

Esse Submarino é o mais parecido com o nosso Alvaro Alberto :

  • Deslocamento: 5.900t (na superfície); 6.650t (submerso)
  • Comprimento: 108 m; Boca: 9,8 m; Calado: 8,8m
  • Propulsão: um reator de água pressurizada (PWR) K48 (48MW); 2 turbo-alternadores; 1 motor elétrico (7 MW); um hélice; um diesel-alternador SEMT Pielstick e Jeumont Schneider 8 PA4 V 185 SM, de 5 MW, para emergências.
  • Velocidade: mais de 25 nós (46 km/h)
  • Alcance: Virtualmente ilimitado
  • Tripulação: 100 homens

Na prática o nosso Alvaro Alberto é um rubis alongado , mas para a nossa realidade é uma grande realização.

Att.

Augusto José de Souza

Será que o Álvaro Alberto vai ser baseado nessa classe Rubis e assim os demais submarinos nucleares brasileiros como os Riachuelo baseados no scorpene? Vai ser interessante para a nossa marinha.

A boca, o comprimento e o deslocamento do SNBR são maiores.

https://www.naval.com.br/blog/2018/06/20/prosub-comparativo-tupi-s-br-e-sn-br/

Augusto José de Souza

Bom saber,espero que saia mesmo esse submarino nuclear e outros depois.

Alex Barreto Cypriano

A única coisa parecida entre o Rubis e o AA é a potência térmica do reator e do motor elétrico de propulsão. Como nosso charuto atômico é maior, terá que vencer maiores resistências ao avanço submerso do que um Rubis, daí a velocidade de tartaruga paraplégica. Mas isso, a pouca potência propulsiva do AA, não é problema porque não tem turbina pro gerador. 😅

Last edited 2 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano

E não tem desculpa pra fazer um sub tão grande com um motor tão pequeno. Se tivessem optado por transmissão mecânica, o sub ficaria menos discreto mas poderia ser mais leve. Se adotassem trocadores de casco e placas ao invés de casco e tubo, o compartimento do reator seria menor e mais leve. Se adotassem um reator de design integral ao invés de design com loop, também. Podiam adotar propulsão híbrida, mecânica pra altas velocidades (onde o ruido do sub é superado pela turbulencia) e elétrica pra baixas velocidades, também. Mas ninguém explica como se chegou no design atual…

Last edited 2 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Dudu

O desenho dele vai ser baseado na classe Barracuda, que está substituindo a classe Rubi/Amethyst.