Um dos navios de guerra mais poderosos da Marinha Real permanece na Escócia devido a uma falha de desalinhamento no eixo de hélice

O HMS Queen Elizabeth deixou Portsmouth em 5 de março, dirigindo-se ao dique seco de Rosyth, em Fife, para realizar reparos. O porta-aviões de 65.000 toneladas navegou sob a Ponte de Forth semanas depois, após parar em Glen Mallan para descarregar munições.

Sua tripulação estava originalmente se preparando para participar do Exercício Steadfast Defender – a maior operação da OTAN desde a Guerra Fria. Uma falha na acoplamento do eixo do hélice de boreste interrompeu esses planos, impedindo-o de ir ao Mar do Norte e operar ao lado de navios de guerra aliados e outras unidades, bem como de participar do Exercício Joint Warrior.

A falha foi identificada durante verificações pré-navegação. Seu navio irmão, HMS Prince of Wales, tomou seu lugar. O mau funcionamento gerou críticas de alguns políticos e ex-altos oficiais na época. Lord Alan West of Spithead, ex-Primeiro Lorde do Mar, fez reivindicações no parlamento em 12 de fevereiro após a falha do HMS Queen Elizabeth e o atraso no desdorbamento do HMS Prince of Wales.

Ele disse: “Estou muito preocupado com o problema inicial que o Prince of Wales teve há quase dois anos com o desalinhamento do eixo. O ministro pode dizer como vamos obter algum pagamento das pessoas que construíram o navio? Aceitá-lo com um eixo desalinhado foi ruim e foi mal construído e de alguma forma devemos conseguir o dinheiro de volta dos construtores, em vez do público britânico pagar por esse dano.”

O ministro da Defesa, Earl of Minto, respondeu: “Minha compreensão é que esse é o caso. Claramente, essas questões são analisadas muito seriamente ao longo desses exercícios e obviamente espera-se que a confiabilidade dessas peças de equipamento extremamente complicadas melhore.”

Um porta-voz do Ministério da Defesa (MoD) disse anteriormente que a falha do HMS Queen Elizabeth era “separada e não estava ligada” ao defeito do seu navio irmão. Ele acrescentou: “O problema identificado é com os acoplamentos do eixo do navio.

“Os eixos do hélice do navio são grandes demais para serem feitos de uma única peça de metal, então cada eixo é feito de três seções, que são conectadas usando acoplamentos de eixo, que ligam as seções do eixo.” O porta-aviões está na Escócia desde março, com uma investigação sendo realizada sobre a falha, descrita como causada por “desgaste”. A Marinha Real recusou-se a comentar mais sobre os reparos e quando a nau capitânia voltará a navegar.

FONTE: The News

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Heinz

Isso vai custar muitas libras! Pra quem sonha com um PA na MB está ai a realidade, não é qualquer um que pode ter uma arma desse calibre.

Fábio CDC

Acrescentaria também sonhar com submarino nuclear. Imagino os custos de manutenção do “Álvaro Alberto” só para ficar parado e ancorado. Vai comer amarrado assim como o A-12 São Paulo.
.
Nego pensa que PA e SSN é para qualquer um, só comprar ou projetar e construir que dá nada de manutenção, dor de cabeça, etc.

Allan Lemos

Sério que você está comparando um submarino 0km com aquela banheira do A-12 que tinha inúmeros problemas?

Pode-se argumentar que o Álvaro Alberto ficará mais tempo no cais porque será preciso desenvolver doutrina e expertise, não por causa de problemas mecânicos, a menos que tenha alguma falha no projeto, mas isso pode acontecer com qualquer navio.

Carlos Campos

O Reator dele vai funcionar o tempo todo, sem parar, apesar de não se estarem usando a energia gerada pela fissão, então ele querendo ou não vai ser tão caro quanto o A12.

Sergio

Se não querem pagar o preço do desenvolvimento e manutenção de equipamentos avançados então temos de encomendar canoas aos Yanomamis.

Charle

Por que o esse gerador não pode ser desligado? Não seria mais econômico?

Fernando "Nunão" De Martini

Vocês estão discutindo sobre premissas erradas. Reatores podem ter sua geração de energia térmica aumentada e reduzida conforme a necessidade, assim como os geradores turbo-elétricos alimentados pelo vapor do circuito secundário podem ser desligados.

Carlos Campos

ele pode ser desligado, mas o Urânio em si vai perdendo qualidade, por isso que estão fazendo um reator que dure 20 anos sem ser reabastecido, o nosso é ruim pois precisa ser reabastecido a cada 7 anos, cada dia que ele ficar parado é um dia perdido vida util do reator, uranio enriquecido é bem caro

Fernando

O Minas Gerais nao teve esses problemas!

Rafael Coimbra

Não era bom nem quando era novo… imagina daqui a uns anos… e terá maluco querendo um desses na MB

Heli

Pra operar qual avião? o caríssimo F-35B? Com certeza, a Casa Branca não venderia para o Brasil com receio da China acabar tendo acesso aos sistemas da aeronave, e também porque os EUA são paranoicos em achar (desconfiar) do Brasil como potencia emergente e, por conseguinte, seu concorrente.

Dalton

O F-35 seja da versão A ou B foi descartado pela FAB conforme publicado pelo preço, não muito superior ao de um Gripen, mas, principalmente pelo preço da hora de voo e manutenção.
.
A venda de uns poucos F-35s ao Brasil não mudaria em nada a disparidade entre os países militarmente falando e nossos militares são confiáveis o suficiente para
não fornecer “segredos” à outros.
.
O problema como sempre é falta de verbas e baixa percepção de ameaças o que dá para fazer no momento é entregar 4 modestas fragatas que irão substituir
4 navios antigos e defasados.

Leonardo

Nossos militares confiáveis? Sinceramente que essa afirmação está no passado! Não confio e mais da metade da população Brasileira não confia mais.

EUA jamais venderão equipamentos de alta tecnologia com governo alinhado com China, Rússia, Cuba, Coreia do Norte, Irã, Hamas….

Brasil se aliou à escoria da humanidade e já está pagando o preço por isso.

Burgos

Pois é !!!
O Chamado preço da Modernidade ou será que não foi montado direito ?!
Coincidência ou não deveriam investigar mais fundo pq parece, foi o mesmo tipo de problema que apareceu no Prince of wales 🤷‍♂️

Mercenário

Ele vai ficar mais tempo docado porque vão substituir, ao invés de apenas reparar.
Essa matéria é incompleta.

https://www.navylookout.com/hms-queen-elizabeth-dry-docking-period-in-rosyth-extended/

curioso

O texto traduzido pelo PN fala em eixos com três seções emendadas (fonte: porta-voz do Min Defesa). Mas essa matéria do site navylookout fala em três junções/acoplamentos para cada eixo. Logo, cada eixo dividido em quatro partes, não? A não ser que considerem o acoplamennto eixo/hélice como a quarta junção – mas aí fica tosco. Pelo menos para o leigo aqui, eixo é eixo e hélice é hélice. Alguém que conheça o projeto dos navios pode explicar como fica isso? Tá feia a coisa, se não se acertam nem em conta de padaria. Será que os estaleiros de Sua Majestade… Read more »

Last edited 1 mês atrás by curioso
Wagner Figueiredo

A MB olhando isso e pensando ( só levar no canela de sibito funileiro) ele resolve rapidinho!!! Rsrsrs

Carlos Campos

é só martelar até desentortar, afinal é de metal mesmo

Carlos Pietro

Nada que duas ou três marretadas não resolva.

Rogerio Schneider

Perfeito para ser adquirido pela MB, considerando que ficará fundeado o tempo tempo.

Abner

Qual seria o melhor caminho trocar o componente ou consertar ?

Será falha de projeto ou componente ?

Será que não viram esse problema durante a construção?

Vovozao

02/06/2024 – domingo, btarde a todos, coincidência ou problemas na construção, entretanto, até hoje, conta-se os dias que a Royal Navy contou com os 2 porta-aviões operacionais, quando isso acontece não estão em missão. Muito estranho, deveriam realizar uma investigação.

Dalton

A intenção primária não é ter os 2 “operacionais” e sim um certificado ou prestes a estar e outro em manutenção, então se viu o caso onde dispor de 2 é uma vantagem pois o “Prince of Wales” pôde mesmo que de forma apressada ser disponibilizado para o exercício da OTAN no lugar do “Queen”. . Grandes NAes são complexos/caros e se teve que reaprender a construí-los dentro de novos conceitos então não é incomum se ter um novo tipo de navio apresentando problemas, ainda mais quando o orçamento é apertado, o “Charles de Gaulle” francês também deu muita dor… Read more »

Neto

A decisão de contar com dois NAes maiores do que 3 menores, parece seguir um bom histórico para a marinha britanica. . Apesar dos problemas, ter os dois navios lançados construídos e lançados tão próximos ja se provou uma decisão acertada. Em contrapartida fica evidente que é necessário para esse tipo de projeto um teto financeiro além do valor de projeto e de fabricação. É necessário uma torneira aberta para manter e ao menos possuir um “operacional”. . Sendo nuclear faz sentido o Alvaro Alberto ser um por enquanto. Mas se faz necessário que depois de devidamente certificado a frota… Read more »

Dalton

São 2 bem maiores, algo como 130.000 toneladas os 2 contra 60.000 dos 3 “Invincible” que acabaram revelando-se pequenos demais e os franceses irão substituir o “Charles de Gaulle” por um que deslocará pelo menos 2/3 a mais são opções com vantagens e desvantagens para ambas as marinhas. . Quanto ao número “suficiente” de SNBR a marinha disse no passado da necessidade de se ter 6, coincidentemente o requerimento da marinha francesa só que esta conta com duas tripulações para eles – como também para os “SSBNs” – ou algo como 6 submarinos e 10 tripulações até por conta de… Read more »

Neto

Obrigado pela interação mestre Dalton.
.
Torço que viva bem e bastante, com saúde. Quem sabe vendo um segundo, ou mesmo um terceiro SNBR.

=]

Carlos Roberto Valle Bastos

Leva ele para os dar uma voltinha no Yemen!!!! Eles logo dão um destino a esta porcaria.
O que o Brasil precisa é de uma grande frota de submarinos !
Baratos em relação a uma banheira flutuante e muito mais práticos e mortíferos

Célio Silva

Sim uma benção a perspectiva ,deveriam fazer uma análise de quanto custaria a compra e o custo operacional de uma banheira gigante dessa ,e o custo de fabricaçao de 2 ,3 submarinos e o custo operacional dessas naves novas . Não tenho os números mas parece mais viável os sub.

Lucas Araújo

Não são mais viáveis só economicamente, mas também estrategicamente. Mais coerente com a postura do Brasil no cenário.

Camargoer.

Olá Carlos. Concordo em partes. Também acho que a principal arma de dissuasão da MB será uma pequena frota de submarinos nucleares de ataque, derivados do SN10. Contudo, também é preciso um núcleo de esquadra composta de alguns navios de combate da classe Tamandaré, defendo dois navios multipropósito (por exemplo algo como o Mistral) e os meios de apoio, como varredores e navios de apoio logístico. Também é preciso uma frota de meios distritais como navios e patrulha e de patrulha oceânica. Felizmente, todos estes meios podem ser construídos no Brasil, seja usando projetos estrangeiros adaptados (como os Scorpenes, a… Read more »

No One

Bizarro… os ataques dos houthis mostram plasticamente a necessidade de ter uma força naval equilibrada e versátil para lidar com diferentes ameaças, mas você, com uma lógica contraintuitiva sugere ir na direção contrária, com uma força naval dismorfa, monoespectral, cega e calibrada para um específico cenário / ameaça.

Henrique A

O oceano atlântico não é favorável a operações com SSKs isto é uma das razões para a MB desenvolver um SSN.

Henrique A

Você sabe o que é mortífero para belonaves? Aviões. Desde a SGM quem mais afundou navios foram aviões. PAs ou Naes permitem que aviões ataquem de distâncias que tornam impossível de aviões partindo de terra façam o mesmo. Porta-aviões são meios ofensivos sem igual, mesmo SSNs não tem a mesma capacidade.

Emmanuel

Martelinho de Ouro resolve isso em 10 minutos.

cipinha

A Royal Navy precisa ser benzida, são tantos problemas para uma marinha de pais rico

Nemo

Essa classe Queen Elizabeth já fez a Royal Navy passar todas as vergonhas possíveis; no crédito, no débito e no PIX.

Fernando

Enquanto isso, a compra do Atlantico se mostrou super acertada! Eita navio bom!!

Jonathan Pôrto

É só aprimorar o projeto, desistir dessa arma estratégica como sugerem alguns é de extrema burrice!!

Welington S.

É um baita de um PA, entretanto, repleto de problemas… assim como o F-35 é um baita de um caça, MAS…

Mauricio Arrifano

Vou ver na OLX se já estão anunciando …. Vende-se PA, seminovo, pouco usado, completão, necessitando de pequenos reparos…kkkk!!!
A MB já deve ter consultado o Arsenal da Marinha no RJ, tem como arrumar?

Alex Barreto Cypriano

De que adianta a flexibilidade do electric drive se precisa de longos eixos entre o propulsor e o motor elétrico em vez de Azipods? Ainda que não seja um problema do eixo em si (não é desalinhamento) mas dos acoplamentos externos (existe acoplamento externo ao casco?…, não seriam das selagens ou rolamentos nos coxins dos pés de galinha?)… Tudo mal explicado como aqueles inexplicáveis serão e batom na cueca.

Adriano Madureira

Uma NAe seria até bom para a MB, mas esses da classe QE podem passar longe daqui…

Estão mais para um classe Queen Marea😆‼️

Sr. Sincero

Excelente investimento

max

É estranho que há tanto tempo estejamos zombando da qualidade dos navios de guerra chineses.
Mas são sempre os navios ocidentais que estão com problemas.
Em vez disso, são os navios de guerra chineses que estão sendo construídos novos, rápidos e bons.
Será que isso se deve aos conceitos ultrapassados que estão arraigados em nossas mentes?