A Quarta Frota – mitos que devem ser derrubados

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Já está disponível no site do Poder Naval OnLine a segunda e última parte do texto sobre a Quarta Frota. Abaixo uma lista de verdades sobre a Quarta Frota. Mais detalhes no texto.

- Os navios da USN baseados na NS Mayport (Jacksonville/Flórida) não pertencem à Quarta Frota, cujo QG também está localizado em Mayport.

- A Quarta Frota não possui navios específicos. Aqueles que estiverem operando ou em trânsito pela área sob sua responsabilidade serão automaticamente incorporados à Quarta Frota.

- A USN não detém o controle operacional dos navios da Quarta Frota. Ela apenas exerce controle administrativo do pessoal e dos elementos operativos, organizando-os, mantendo-os e treinando-os. Cabe ao USSOUTHCOM a responsabilidade do emprego operacional dos mesmos.

- A América Latina não era uma região sem “frota numerada” antes da recriação da Quarta Frota. As atividades eram conduzidas pela Segunda Frota. Todos os navios que participaram de todas as operações UNITAS até o hoje estavam subordinados à Segunda Frota.

- A Quarta Frota não foi recriada por causa das rescentes descobertas de petróleo na camada denominada “pré-sal”. Ela é um desmembramento da Segunda Frota, que estava sobrecarregada.

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

17 Comentários to “A Quarta Frota – mitos que devem ser derrubados”

  1. Douglas disse:

    Prezados, acho que o post acima mata de vez a questão.
    Sobre a esquadra brasileira, fala-se muito de “urgência”, o Ministro atual está na mídia. Alguém sabe informar se os royalties da MB foram liberados?? é dinheiro acumulado em caixa, basta algumas assinaturas para que entre na administração da MB. Isso foi feito? Abraço

  2. konner disse:

    Ou seja:

    ["(...) Aproximadamente 50% do petróleo importado é proveniente da América Latina (México incluído). Estes números são bastante expressivos especialmente quando comparados aos 22% provenientes do Oriente Médio. Não é necessário dizer que a questão da viabilidade do "óleo pré-sal" será acompanhada pelo USSOUTHCOM com bastante atenção. (...)"]

    ["(...) Analisando friamente o ressurgimento da Quarta Frota e o que ela representa para a região, chega-se à conclusão de que pouco ou nada (...)"]

    — Estes comentários concludente do texto, me soaram um tanto contraditório, não?

    — Segundo o ‘cenário delineado na matéria’, não sería muito mais justificado ou mesmo razoável em suas pretensões, continuar como estáva?

    — Este parecer sobre a recriação da IV Frota, faz entende-la como algo que por pouco, sería “supérfluo”.

    — A menos que tenha muito em jogo, [ o que eu acredito ], como então entender, tamanho custo ou quantidade de meios e armas, para uma atitude tão, “singela” dos norte-americanos!?

  3. Marine disse:

    Gostaria de parabenizar mais uma vez o Guilherme e Jose em este excelente artigo que tbm demonstra o grande conhecimento dos dois com relacao a organizacao da FA americanas…

    Parabens!

  4. Não são. USSOUTHCOM não é Quarta Frota. Agora a Segunda Frota não precisa mais atender esse espaço geográfico e Miami não precisa pedir nada para Norfolk.

    O custo chega perto de zero. As instalações (Mayport) já existiam e estavam ociosas. A Qurta Frota empregará, diretamente, mais 30 pessoas.

    Como bem disse o amigo Padilha “Nós colocamos aqui para quem quiser, porém, os pensamentos são livres e alguns poderão não aceitar”

  5. Julio disse:

    Tenho acompanhado as noticias e os comentários no blog (excelentes por sinal) a respeito da recriação da quarta frota. Li até mesmo a respeito de autoridades brasileiras pedindo explicações ao Governo Americano. Mas, até agora não entendi, pois na minha opinião não precisamos nos preocupar com a quarta frota americana, precisamos sim, nos preocupar em reequipar as nossas forças armadas. Se tivermos o poder de dissuasão e defesa dos nossos interesses, os americanos e outros pensarão duas vezes antes de tentar qualquer aventura em nossas aguas. Um abraço a todos

  6. RL disse:

    Mudando um pouco o assunto, más acredito ser de interesse da grande maioria.

    Galante. KD o Blog Terrestre?

    Abraços.

  7. AJS disse:

    Vossas explicações, batem com minha avaliação a respeito do assunto.
    Correu inclusive na mídia, a informação de que com a desativação de Mayport, ocorreria um verdadeiro caos na economia da região, cujo Estado, é governado pelo irmão de George W. Bush.

  8. Exatamente AJS. O componente político foi muito importante. Foi simplesmente uma jogada. Quando o JFK deixou Mayport, acredita-se que a economia da região deixou de receber cerca de 250 milhões de dólares-ano. A idéia era dar uma importância maior para a base para que ela não seja fechada. Mas mesmo assim a Quarta Frota não trará muitos empregos. Quem sabe um LHA seja transferido. Isso sim traria diversos empregos e muita briga política.

  9. Paulo Costa disse:

    Senhores,a Florida tem novo governador a dois anos,
    Jeb Bush agora é o secretario de energia ,em relação
    a fontes renovaveis.A Florida é o terceiro estado em
    arecadação,acredito que isto não teria influencia no
    estado.

  10. A Quarta Frota não. Mayport sim. É o terceiro maior complexo militar da USN. Só perde para Norfolk e San Diego.

  11. Hugo disse:

    Meus caros, primeiro parabenizo pelo excelente artigo.

    Analisando com mais cuidado essa questão a mim parece uma estratégia norte-americana para lembrar aos Países do Atlantico Sul que estão à postos e contam com supremacia incontestável. Acredito que boa parte das BOAS matérias publicadas sobre esse assunto – como essa acima – fez uma análise da frota americana em termos de poderio e extensão.

    Um forte abraço,

    Hugo

  12. kunner disse:

    Eis a razão ‘implícita’ da recriação da IV-Frota.

    Os estrategistas militares norte-americanos preparam-se para guerras futuras que terão de lugar, não por questões de ideologia ou política, mas sim em luta crua por recursos cada vez mais escassos.

    Enquanto a atenção diária do exército norte-americano se centra no Iraque e Afeganistão, os estrategistas norte-americanos olham cada vez mais para além destes dois conflitos com o objetivo de prever o meio em que se produzirá o combate global nos tempos futuros.

    E o mundo que veem é um no qual a luta pelos recursos vitais, mais do que a ideologia ou a política de equilíbrio de poder, dominará o campo das batalhas.

    Os conflitos dos Estados Unidos com o Iraque e o Irã têm sido modelados pelo princípio fundamental da doutrina Carter de que os Estados Unidos não permitirão o aparecimento de uma potência que possa obter num dado momento o controle do fluxo petrolífero no Golfo Pérsico, e com isso, nas palavras do vice-presidente Cheney “ser capaz de ditar o futuro da política energética mundial”.

    O fato de que estes países estão possivelmente a desenvolver armas de grande poder só complica a tarefa de neutralizar a ameaça que representam, mas não altera a lógica estratégica subjacente no fundo dos planos de Washington.

    Não é a primeira vez que os estrategistas norte-americanos dão a prioridade máxima à luta global pelos recursos.

    Em finais do século XIX um atrevido grupo de pensadores militares liderados pelo historiador naval e presidente do Colégio Naval de Guerra, Alfred Thayer Mahan, e o seu protegido, o então secretário assistente da Marinha, Theodore Roosevelt, fizeram uma campanha reclamando uma Marinha norte-americana forte e a aquisição de colônias que assegurassem o acesso aos mercados e às matérias-primas.

    Considerados no seu conjunto, estes e outros movimentos semelhantes sugerem que houve um deslocamento da política:

    - Num momento em que as reservas mundiais de petróleo, gás natural, urânio e minerais industriais chave, como o cobre e o cobalto começam a diminuir e a demanda desses mesmos recursos está a crescer, as maiores potências mundiais se desesperam para conseguir o controle sobre o que fica das reservas sem explorar.

    Estes esforços implicam geralmente em uma intensa guerra nos mercados internacionais, o que explica os preços recordes que estão alcançando todas estas mercadorias, mas também adotam uma forma militar quando começam a realizar-se as transferências de armamento e a multiplicar as missões e bases.

    Isso só para reafirmar a vantagem dos Estados Unidos — e para deter movimentos que venham a ameaçar seu domínio, semelhantes ao da Russsia e da China, competidores pelos recursos,

    — o Pentágono situou a competição pelos recursos no centro da sua planificação estratégica.

    “Tenho a intenção de nomear… um coordenador especial de energia que dedicará especialmente todo o seu tempo à região da Ásia Central e do Mar Cáspio”, informou a Secretária de Estado Condolezza Rice ao Comitê de Assuntos Externos do Senado.

    “É uma parte verdadeiramente importante da diplomacia”.

    Um dos principais trabalhos deste coordenador, segundo declarou Rice, será o de fomentar a construção de oleodutos e gasodutos que circundem a Rússia com ‘o objetivo de diminuir o seu controle sobre o fluxo energético regional.’

    O Pentágono também tomou fundos para o estabelecimento do Comando África (Africom), o primeiro comando unificado transatlântico desde que em 1983 o presidente Reagan criara o Central Command (Centcom) para ‘proteger o petróleo do Golfo Pérsico.’

    A nova organização centrará os seus esforços supostamente na ajuda humanitária e na “guerra contra o terrorismo”.

    Mas numa apresentação na Universidade Nacional de Defesa, o segundo comandante do Africom, o Vice Almirante Robert Moeller, declarou que a “África tem uma importância geo-estratégica cada vez maior” para os Estados Unidos — o petróleo é um fator chave — e que entre os desafios chave para os interesses estratégicos norte-americanos na região se encontra a “crescente influência na África” da China.

    Os estrategistas do Pentágono acham que assegurar a primazia norte-americana na luta pelos recursos naturais mundiais deve ser a prioridade número um da política militar norte-americana.

    Por insistência do então Secretário de Defesa Donald Rumsfeld, o Pentágono começou a transferir forças da periferia da Eurásia para as suas regiões centrais e do sul, especialmente a Europa central e oriental, o centro da Ásia e o sudoeste asiático, assim como no norte e centro da África.

    É verdade que estas zonas são o lar da Al Qaeda, mas também têm 80% ou mais de reservas mundiais de gás natural e petróleo, assim como reservas de urânio, cobre, cobalto, e outros materiais industriais cruciais.

    O maior risco desta disputa por energia, é que algum dia se exceda os limites da competição econômica e diplomática, e entre em cheio no terreno militar, se for o caso os EUA já estarão no local e, preparados.

    Raras vezes uma eleição americana teve maior transcendência para o futuro de tantos paizes.

    A meu ver, eis a razão ‘implícita’ da recriação da IV-Frota.

  13. LM disse:

    Prezado Poggio,

    Parabéns pela excelente matéria!
    Eu e todos os oficiais da MB com quem converso sobre esse tema temos a mesma opinião que você.

    Abraços

  14. Obrigado LM,

    O assunto é longo, mas o que foi colocado no texto é suficiente para esclarecer o grande público. É uma pena que a visão “catastrófica” da Quarta Frota sobreviva.

    Obviamente que, para quem lida com este assundo no dia a dia, como os oficiais da MB, o texto é trivial.

  15. Douglas disse:

    LM,
    é com grande satisfação que leio a notícia dada pelo senhor sobre a postura dos oficiais da MB.
    Alguns políticos transformaram o assunto em um tipo de “ameaça externa”. Vejo que na América do Sul, tem sempre que haver uma “ameaça externa” para legitimar certas posturas políticas, como está ocorrendo na Venezuela, Bolivia, Paraguai e Equador. Não é nosso caso.
    Abraço

  16. Marine disse:

    Exatamente,

    Mostra bem a verdade do fato quando os proprios militares profissionais nao estao preocupados com a IV Frota…somente os leigos e que se sentem ameacados…

    Sds. a todos

  17. teles disse:

    ESSA HISTORIA DE 4 FROTA,NÃO DEVE CAUSAR TANTO MEDO NEM RECEIO, AFINAL OS AMERICANOS NÃO SÃO NOSSOS ALIADOS?
    ALEM DO MAIS OS AMERICANOS NÃO TEM NENHUM MOTIVO POLITICO ESTRATEGICO PARA INICIAR HOSTILIDADES CONTRA O CONE SUL.
    TIRANDO NOSSO “AMIGO”VENEZUELANO QUE POR SINAL NÃO OFERECE PERIGO ALGUM PARA ELES, O CONE SUL TEM MAIS TENSÃO NA FRONTEIRA PERU E CHILE, É AQUI QUE MAIS DIA MENOS DIA A COISA PODE DESANDAR.
    OS GRINGOS ADORAM MOSTRAR MUSCULOS, O QUE AQUI SE CONVENCIONOU CHAMAR DE DISUASSÃO.
    A CEASAR O QUE É DE CESAR, NADA ALEM DISSO.

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