No último sábado, 8 de março, a fragata europeia multimissão (FREMM) Normandie, segunda de uma série de navios do tipo encomendados pela Marinha Francesa, retornou às instalações da DCNS em Lorient após concluir sua terceira série de provas de mar.

Nestas novas provas, foi testado o sistema de propulsão híbrido CODLOG (COmbined Diesel eLectric Or Gas – combinação que permite a utilização de motores diesel gerando eletricidade para motores elétricos ou turbina a gás), mostrando que pode movimentar a FREMM tanto silenciosamente em baixa velocidade, graças aos motores elétricos, quanto em velocidades acima de 27 nós, com o emprego da turbina a gás. Foram verificados também os sistemas de navegação, unidades inerciais, além do desempenho de certos sensores do sistema de combate e da estação de comunicação Syracuse.

FREEM Normandie em provas - cena vídeo DCNS

FREEM Normandie em provas - cena 2 vídeo DCNS

No momento, o navio está docado em Lorient para diversas intervenções, e deverá realizar uma nova série de provas de mar em algumas semanas, segundo a DCNS.

Ainda segundo nota divulgada pela empresa, no momento estão sendo testadas ou construídas cinco outras fragatas FREMM em Lorient, em vários estágios de progresso, lembrando que a primeira da série foi a Aquitaine, entregue para a Marinha Francesa em novembro de 2012, e a segunda foi a Mohammed VI, entregue para a Marinha do Marrocos em janeiro deste ano.

FREEM Normandie em provas - cena 3 vídeo DCNS

FREEM Normandie em provas - cena 4 vídeo DCNS

A FREMM Normandie, que é a terceira da série, iniciou suas provas de mar em outubro de 2013 e deverá ser entregue à Marinha Francesa neste ano. A quarta, denominada Provence, foi lançada em setembro de 2013, enquanto a quinta e sexta da série estão em processo de montagem. O primeiro corte de metal para a sétima FREMM foi feito no final de 2013

FREMM Normandie@@DCNS (1)

Características gerais da FREEM

  • Comprimento total: 142 metros
  • Boca: 20 metros
  • Deslocamento: 6.000 toneladas
  • Velocidade máxima: 27 nós
  • Alcance: 6.000 milhas náuticas a 15 nós
  • Tripulação: 108 pessoas (incluindo destacamento para helicóptero)
  • Capacidade total de acomodação: 145 homens e mulheres
  • Sistemas e armamentos principais: radar multifuncional Héraclès, míssil de cruzeiro naval, míssil mar-ar Aster, míssl mar-mar Exocet MM40, torpedos MU90

FONTE / VÍDEO: DCNS (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em inglês)

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18 Responses to “Vídeo: DCNS termina a terceira série de provas da FREMM Normandie” Subscribe

  1. Luiz Monteiro 13 de março de 2014 at 16:12 #

    Prezados,

    O NDD Ceará encontra-se fundeado na Baia de Guanabara, ao lado da Escola Naval, realizando diversos testes em todos os sistemas que foram revitalizados/modernizados.

    Na próxima etapa, que deve ocorrer nos próximos meses, o navio realizará testes de mar.

  2. Fernando "Nunão" De Martini 13 de março de 2014 at 16:58 #

    Grato pela informação, Luiz Monteiro!

    Uma curiosidade, já que outro dia (na matéria sobre os exercícios de tiro do monitor Parnaíba) veio o assunto sobre os derradeiros canhões de 76mm em uso na MB.

    Sabe dizer, ou caçar em algum lugar a informação, se o Ceará continuará utilizando os velhos reparos duplos de 76mm? Durante o PMG, me pareceu que haviam sido retirados (o que é normal, para manutenção em separado).

    Sobre as provas, será interessante já experimentar no NDD revitalizado as novas EDVM construídas pelo Arsenal.

  3. Luiz Monteiro 13 de março de 2014 at 17:58 #

    Prezado amigo Nunão,

    Os canhões de 76mm do NDD Ceará serão substituidos por canhões de 40mm.

    Durante as provas de mar, estão previstas operações com Embarcações de Desembarque de Viaturas e Pessoal (EDVP); Embarcações de desembarque de Viaturas e material (EDVM) e Embarcações de Desembarque de Carga Geral (EDCG).

    Abraços

  4. Fernando "Nunão" De Martini 13 de março de 2014 at 18:57 #

    Obrigado, Luiz Monteiro.

    De fato, estava mais do que na hora de aposentar aqueles reparos duplos de 76mm (que já davam certos problemas no sistema de carregamento automático quando eram novos, imagino décadas depois).

    Agora veio outra dúvida: esses 40mm destinados ao NDD seriam novos ou vão aproveitar algum remanescente dos que foram retirados no Modfrag da classe “Niterói”? Lembro que dois que pertenceram à Liberal foram parar no Parnaíba, mas não lembro agora onde teriam sido aproveitados os outros cinco pares.

    Enfim, com a retirada definitiva dos reparos duplos do NDD Ceará, os últimos dos velhos 76mm ainda em operação na MB serão três, em reparos singelos: os dois que equipam as derradeiras corvetas “Imperial Marinheiro” e o que está no Parnaíba.

    Abraço!

  5. Fernando "Nunão" De Martini 13 de março de 2014 at 19:03 #

    Agora, no tópico (mas que também tem a ver com reparos de canhões, que era o assunto fora do tópico que o LM introduziu):

    Tanto no vídeo quanto na última imagem em alta resolução da matéria, que foi inserida agora, pode-se perceber uma diferença da Normandie em relação à configuração que foi vista na irmã mais velha Aquitaine quando esta última esteve no Brasil, há pouco mais de um ano:

    A instalação dos dois reparos automáticos de 20mm nos dois bordos, sobre o hangar.

    Também dá para constatar, no vídeo, a velocidade em que gira o radome do radar Héraclès.

  6. joseboscojr 14 de março de 2014 at 0:58 #

    Nunão,
    Falando de canhão, essa FREMM não tem radar de controle de tiro para o Super Rapid para alvos aéreos.
    Ou se tem, é no Heracles, só que ele é rotativo, e aí seria de forma intermitente, por mais que o radar gire rápido, não seria ideal. Ou seria?
    Lembra que a gente já conversou sobre isso?
    Será que é possível a um radar 3D giratório prover controle de tiro antiaéreo para um canhão?
    O Super Rapid é um dos melhores canhões antimísseis do mundo (se não for o melhor). Será que os franceses o instalaram mas abriram mão de muito de seu capacidade e o dotaram só de uma alça optrônica, que não é a ideal para tiro antiaéreo, já que dentre outras coisa não permite a capacidade “todo tempo”?

    Mudando de cueca pra ceroulas, interessante notar o IRST panorâmico (ARTEMIS) que domina a segunda torre.
    Esse sistema de vigilância é uma inovação em navios mas que está cada dia mais presente.
    Para uma fragata “furtiva” então, faz a diferença.

  7. joseboscojr 14 de março de 2014 at 1:55 #

    Correção:
    segunda torre = segundo mastro

  8. daltonl 14 de março de 2014 at 8:51 #

    segundo mastro = mastro principal :)

  9. joseboscojr 14 de março de 2014 at 9:53 #

    Dalton,
    Plagiando a Regina Duarte, tive medo de chamar o “mastro principal” de “mastro principal” porque não é onde foi instalado o radar principal. Pra mim ele só era mais alto mas o “principal” era o da frente, que contem o radar Herácles.
    Também fica difícil chamá-los de mastro de proa e popa já que estão na meia-nau.
    Ainda bem que tem você e o MO para servir como o STF e dirimir questões navalísticas, rsrsssss

  10. Ivan 14 de março de 2014 at 13:25 #

    “Nestas novas provas, foi testado o sistema de propulsão híbrido CODLOG (COmbined Diesel eLectric Or Gas – combinação que permite a utilização de motores diesel gerando eletricidade para motores elétricos ou turbina a gás), mostrando que pode movimentar a FREMM tanto silenciosamente em baixa velocidade, graças aos motores elétricos, quanto em velocidades acima de 27 nós, com o emprego da turbina a gás.”

    Uma das direrenças importantes entre as FREMM francesas e as italianas é justamento o arranjo do sistema de propulsão. A Marina Militare optou pelo CODLAG (COmbined Diesel eLectric And Gas). para atender ao requisito de velocidade acima de 29 nós.

    Os itaianos sempre gostaram de barcos (e carros) rápidos.

    Mas é uma ponderação interessante, tendo em vista que as marinhas inglesas e francesas optaram por uma esquadra mais lenta, limitada a 27 nós, enquanto marinhas (digamos…) mais robustas, como a americana, japonesa e ‘coreense’ do sul optaram por uma velocidade maior, da ordem de 30 nós.

    Os italianos que operam sempre (ou quase sempre) em mar fechado (Mediterrâneo) entendem que seus navios de combate precisam ser rápidos, tanto para caçar, com para evitar ser caçado.

    Abç.,
    Ivan.

  11. Ivan 14 de março de 2014 at 13:27 #

    Um pdf. interessante sobre a propulsão das FREMM:

    The FREMM Architecture: a first Step towards
    Innovation

    http://www.acabiz.com/library/pdf/The-FREMM-Architecture-a-first-Step-towards-Innovation-261.pdf

    Sds.,
    Ivan, sem tempo.

  12. juarezmartinez 15 de março de 2014 at 11:30 #

    Luiz Monteiro 13 de março de 2014 at 16:12 #

    Prezados,

    O NDD Ceará encontra-se fundeado na Baia de Guanabara, ao lado da Escola Naval, realizando diversos testes em todos os sistemas que foram revitalizados/modernizados.

    Na próxima etapa, que deve ocorrer nos próximos meses, o navio realizará testes de mar.

    Caro comandante LM! Parece que o “nosso enfermo” saiu da UTI geriátrica, e agora vai para sala de recuperação. Vamos ver se ele se recupera bem da “cirugia”.
    A propósito, quantos anos foram mesmo de PMG????

    Grande abraço

  13. Fernando "Nunão" De Martini 15 de março de 2014 at 12:07 #

    “A propósito, quantos anos foram mesmo de PMG????”

    O Ceará entrou em PMG no último trimestre de 2007. Foram cerca de seis anos e meio.

    Durante pouco mais da metade desse tempo de indisponibilidade do Ceará, o NDD Rio de Janeiro (que fez seu último PMG alguns anos antes, entre 2003 e 2005) operou como único NDD, até ser encostado e dar baixa em 2012.

    Ou seja, desde mais ou menos 2011 não se opera com NDD na Marinha.

  14. MO 15 de março de 2014 at 12:11 #

    Este PMG do CE deve deixar ele operacional, digo estendeu sua vida até quando, digo melhor qual a projeção de utilização dele (até que ano) ?

    Em tempo, agora com vídeo –
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/03/mt-atlantic-canyon-vrfg4-video-do-navio.html

  15. daltonl 15 de março de 2014 at 12:36 #

    MO…

    se for usada a mesma formula do NAeSP, que entrou em serviço em 1963 e deverá permanecer até 2028, totalizando
    65 anos então o Ceará comissionado em 1956 mais 65 anos, baixa em 2021…no mínimo :)

  16. Fernando "Nunão" De Martini 15 de março de 2014 at 13:51 #

    Dalton (e MO),

    Levando em conta o tempo que o NDD Rio de Janeiro ficou em serviço depois de seu último PMG, dá pra pensar em algo próximo disso mesmo, ou seja, mais uns seis anos de serviço.

    Em teoria, o Proanf deverá (ou deveria, já que falamos de hipóteses…) sair antes do Pronae, por ter como foco um projeto já pronto para ser construído e também permitir eventual aquisição de oportunidade, então seria compatível com a perspectiva de um primeiro NDD substituto vir +/- em 2020.

    Sobre o Proanf:

    ” -Programa de Obtenção de Navios Anfíbios (PRONAnf):

    Fundamenta-se na obtenção, no mercado internacional, de projetos prontos e aprovados, de Navios de De­sembarque-Doca (NDD) operados por outras Marinhas, visando a construção de duas unidades no Brasil, para substi­tuição do atual NDD.

    Deverá ser realizada uma concorrên­cia internacional para a obtenção desse projeto. Entretanto, não está descartada a “compra por oportunidade”, caso haja alguma unidade disponível, que atenda aos requisitos da MB.”

    https://www.marinha.mil.br/programa-de-reaparelhamento

  17. MO 16 de março de 2014 at 12:56 #

    Tks Dalto and Fernandinho

    conclusão

    “De onde se espera que não venha dada, eh justamente de onde não vem porra nenhuma” = ou seja no nosso dia a dia de 100 anos de MB

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