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Novas informações sobre o Programa das Aeronaves KC-2 da Marinha

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Na semana de 12 a 16 de junho, na sede das empresas Elbit Systems of America / M7 Aerospace, em San Antonio-TX, nos EUA, a Diretoria de Aeronáutica da Marinha participou da reunião sobre o Critical Design Review(CDR) e da Program Management Review (PMR) das Aeronaves KC-2 (COD/AAR).

Durante a CDR foram discutidos assuntos técnicos e gerenciais acerca da versão IOC (Configuração Inicial de Operação), cujo objetivo é concluir a integração dos sistemas básicos e possibilitar o primeiro voo em abril de 2019, permitindo a evolução para a versão FOC (Configuração Final de Operação) das quatro aeronaves que serão entregues em 2021.

No dia 16, foi realizada a PMR, onde foram discutidos o andamento do Programa e as ações necessárias para a execução das metas de acordo com o Cronograma Físico-Financeiro em vigor.

Cockpit do KC-2

Nos dias 8 e 9 de junho, foi realizada a avaliação de cabine de um mock-up, proporção 1×1, da futura aeronave KC-2.

As aeronaves KC-2 poderão cumprir ampla gama de tarefas em proveito da Esquadra e dos Distritos Navais, como: realização de Esclarecimento, Vigilância e Patrulha Naval; reabastecimento em voo das aeronaves AF-1 para operações de apoio a Forças Navais; prover suporte logístico; contribuir em missões de apoio humanitário; realizar Evacuação Aeromédica; contribuir para Operações de Busca e Salvamento; apoiar operações de Fuzileiros Navais; realizar lançamento de paraquedistas e de carga; e prover transporte administrativo, de pirotécnicos, munição, armamento e de cargas em geral.

FONTE: Marinha do Brasil

VEJA ABAIXO O HISTÓRICO DE NOTÍCIAS SOBRE O PROGRAMA KC-2 TURBO TRADER:

92 COMMENTS

  1. Não seria mais fácil rasgar dinheiro logo? Qual seria a utilidade de tais aeronaves se não teremos mais um PA?

  2. É estranho o programa de modernização da MB, agora teremos dois esquadrões embarcados e nenhum porta aviões…

  3. “As aeronaves KC-2 poderão cumprir ampla gama de tarefas em proveito da Esquadra e dos Distritos Navais, como: realização de Esclarecimento, Vigilância e Patrulha Naval; reabastecimento em voo das aeronaves AF-1 para operações de apoio a Forças Navais; prover suporte logístico; contribuir em missões de apoio humanitário; realizar Evacuação Aeromédica; contribuir para Operações de Busca e Salvamento; apoiar operações de Fuzileiros Navais; realizar lançamento de paraquedistas e de carga; e prover transporte administrativo, de pirotécnicos, munição, armamento e de cargas em geral.”

  4. Galante,
    Eu sei que você é um otimista incorrigível mas vamos combinar, esse programa é uma excrescência absurda tendo em vista não termos e não haver planos para que tenhamos um NAe operacional num futuro minimamente previsível.
    O dia que isso acontecer, coisa que duvido que ocorra no tempo de nossas vidas, esse avião já não estará mais em condições de levantar voo tendo em vista a ferrugem.
    Esse é mais um caso de ponte no meio do nada que é construída pelos gestores públicos brasileiros.

  5. Bizarro! A MB realmente continua fora da realidade num universo paralelo. Agora que finalmente decidiu-se pela desativação do NAE SP, não porque um PA não seja útil, eficiente, etc.. mas porque sequer temos uma esquadra ( somos um arremedo de esquadra com um número absolutamente insuficiente de navios patrulha, com pouquíssimos e obsoletos varredores, com bases navais que mais parecem museus, com pessoal demais, etc.. ou seja, quando e se algum dia tivermos uma Esquadra com E maiúsculo, talvez e digo talvez possamos pensar em algo como PA, Aviação de Caça Naval, SSN). Já que não se faz mais necessária a compra de aeronaves COD para operar no SP e que devido as limitações deste, faziam com que a unica solução possível fosse a revitalização dos Grumman Trader, obviamente deveria-se partir para uma aeronave comum de transporte como os CN-235/295 ou mesmo os C-27J para cumprir todas as tarefas propostas, partindo-se do pressuposto vir a operar uma aeronave com rampa de carga, realmente moderna e que se fosse o CN-295 (apesar das críticas) poderia ser operada em conjunto com a FAB, facilitando o treinamento e a manutenção. Mas não, vamos insistir nessa tranqueira bizarra! Mas dirão.. os Grumman Trader são muito mais baratos, etc e etc.. ai eu pergunto? Até hoje a MB se virou sem uma aeronave dessa, pois bem, seria mesmo necessário ou tão urgente? E isso em tempos passados quando a situação das FA em geral e da MB em si, era muito melhor.

  6. Triste “termos” caças navais e aeronaves de transporte com capacidade de pouso em NAe’s sem possuirmos mais o meio. Que infelicidade. Mais infeliz ainda não termo nem perspectiva de melhora para o futuro.

  7. “Primeiro C-1A Trader da Marinha será entregue em dezembro de 2011”
    E foi??? Não foi né!!? Também não acredito que será entregue em 2021!

  8. Caro Galante, me desculpe mas vou concordar com a maioria. Não faz mais sentido algum essa empreitada! Realmente acredito que nossa marinha deveria recomeçar de baixo pra cima com calma e pé no chão. Estão fora da realidade mesmo. Minha opinião de leigo, e olha qie até para nos leigos ja ta dando muito na cara!

  9. Senhores, não estou defendendo a Marinha e nem posso falar em nome dela, apenas reproduzi a justificativa que está no texto divulgado. O programa da modernização dos Trader da MB dá um ótimo estudo de caso, quem quiser fazer uma monografia ou dissertação tem bastante material aqui no Poder Naval, compilado em todos esses anos.

  10. O problema mais grave da Marinha do Brasil não é falta de recursos, como fica claro por esta e por outras notícias, mas o tresloucado, desvairado, insano, ébrio, alucinado, desnorteado uso do dinheiro público.

    Os caras deveriam ter cancelado este programa, no mais tardar, na mesma data em que se decidiu pela desativação do São Paulo.

    Agora, dinheiro para escoltas, força de minas e outros meios que realmente fazem uma Marinha de Guerra, simplesmente não existe… por quê será????

  11. Pessoal, quem me acompanha aqui há algum tempo sabe que reclamo muito da postura de certos comentaristas quando o assunto é referente às nossas FFAA. Mas, quanto à este Programa, me junto a eles!!!

    Não tem o menor sentido esse e, quiça, a atualização dos A-4. Acho que deve haver alguma multa pesada no cancelamento destes contratos, seria a única explicação coerente, no mais, viajaram na maionese!!!!

    Como já escreveram aí em cima. Pára tudo e vamos rever, reengenharia, começar do zero, precisamos continuar o Prosub, as Corvetas Tamandaré, lançar as RFP para helis de instrução e mais SH-60 e, ressuscitar o Prosuper rápido, pois em 2025 não teremos mais navios escolta!!!!

  12. ” realizar lançamento de paraquedistas e de carga…”

    Eles vão sair por onde meu Deus???? por aquela portinhola? Quem já viu o P-16 Tracker de perto sabe o que estou falando!!!!!

  13. Se as compras para forças armadas continuarem nas maos dos Almirantes, Brigadeiros e Generais, veremos cada vez mais essas aberraçoes.
    afinal, tem que rolar alguma propina.

  14. Concordo com a opinião da esmagadora maioria. Isto dito…
    1º C1-A Trader é uma aeronave especificante desenvolvida para operar em Porta Aviões e, hoje em dia, não existe nenhum projeto novo desse tipo de aeronave e não se tem noticia de nenhum projeto do tipo em andamento.
    2º Entendo que caso a marinha tivesse um PA operacional, a versão COD seria sim uma aeronave muito útil se não fundamental e muito mais na sua projetada versão AEW.
    3º A marinha, mesmo tendo Porta Aviões operacionais, conseguia cumprir suas missões a contento sem esse COD e mesmo sem o AEW. Agora sem um PA que possa operar essas aeronaves … ou qualquer possibilidade econômica ou politica de voltar a operar tal meio em médio ou mesmo longo prazo….
    4º Nossa marinha tem uma estrutura de tomada de decisões que mais parece o caminhar de um dinossauro… Talvez fosse o caso de se analisar o contrato assinado … talvez exista multas vultosa pelo não cumprimento do mesmo… não sei qual o problema… é obvio que por mais capaz que seja essas aeronaves “exóticas” para realizar as missões propostas creio eu que se pode adquirir aeronaves, projetadas para operar em terra, que realizarão as mesmas funções por um custo de manutenção e operação bem inferior! Se duvidar o que se vai gastar ainda com a reforma dessas 4 aeronaves antigas seria o suficiente para adquirir 1 ou 2 novas para essas mesmas funções.

    Sem mencionar as outras necessidades urgentes da força…. Gera uma tristeza ver a situação de desmando e coerência não só na nossa MGB mais em todo nosso Brasil.

  15. Pergunta de um contribuinte: A cúpula da MB está pensando em alguma racionalização de custos? Algo efetivo foi implementado?

  16. A justificativa para manter o programa deve ser a multa recisória.
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    Se a aviação de patrulha fosse transferida para a MB e os C-1 equipados com radar de vigilância, até faria algum sentido. Poderia completar os P-95.
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    Não sei qual a capacidade extra de transporte de combustível que seria usada para reabestecer outras aeronaves e se este poderia aumentar o alcance da aeronave, oque tornaria o C-1 uma plataforma até melhor para a função de esclarecimento marítimo, com mais alcance que o P-95.
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    A atualização dos A-4 é outra bizarrice.

  17. Enquanto o almirantado manter esse pensamento megalomaníaco e o governo continuar a tratar defesa como gasto inútil e não como investimento em segurança e estabilidade, nenhum projeto será de todo util.
    Falta visão de longo prazo, e este programa é exemplo disso. O SP já dava sinais de imprecabilidade quando o programa inicio e agora que ele não faz parte da frota, manter o programa e no minimo estranho. A não ser que vamos passar a jogar material no mar, de paraquedas para reabastecer os navio… ou que vão incrementa-los com uma quantidade muito maior de sensores para que ele se torne uma aero de vigilância marítima.

  18. Olá Marcelo Andrade!
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    Eu discordo de vc. Deixa a instrução em asas rotativas com a FAB e que se faça a conversão diretamente no esquadrão. Isto está de pleno acordo com a END e economizaria recursos.
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    Quanto às Tamandaré, rezo para que jamais saiam do papel. Gastar R$ 1.6 bilhões em cada Tamandaré é um absurdo, um verdadeiro roubo. O navio fará missões de patrulha em 90% de sua vida operacional, a MB jamais terá em estoque munição, misseis para que o navio opere full. Oque já acontece hoje com as escoltas de 40 anos. Muito mais útil seriam 25, 30 OPVs.

  19. Fala-se tanto em cancelar, mas…
    .
    Quanto já foi pago…? E quanto a multas de cancelamento…? Vale a pena cancelar agora…?
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    Creio que são perguntas bastante pertinentes…

  20. ZorannGCC,
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    Mesmo que seja uma quantidade limitada de navios, algum componente de combate deve existir…
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    Doutrina não se constrói da noite para o dia. Boa parte do conhecimento acumulado até aqui já foi perdido, e o que resta está comprometido. E perder o que ainda se tem, significará décadas de trabalho para repor, o que demandará gastos ainda maiores no final das contas…
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    A ‘Tamandaré’, hoje, significa ao menos preservar o que resta dos conhecimentos da Marinha em ASW, ASuW e AAW ( que já é pouquíssimo nesse último caso, se comparado com as marinhas mais avançadas ), com perspectiva de manter-se razoavelmente atualizado. E isso significa também evitar gastos que poderão ser ainda maiores no futuro… É um investimento para evitar um prejuízo que seria ainda maior…

  21. O lógico seria cancelar a modernização e usar o $ gasto em outro programa, mas o contrato foi assinado em 2011, se houver uma multa que não compense voltar atrás, poderiam tentar otimizar/focar a modernização do KC-2 para patrulha marítima

  22. Na boa…deve ter muita maconha no alto comando da marinha…..O proximo passo sera importar camelos para o programa antartico.

  23. Se a multa rescisória torna inviável o cancelamento, as pessoas que redigiram e assinaram o contrato são completamente incompetentes e devem ser punidas. A multa rescisória é justamente para tornar menos mal pagá-la do que continuar com o contrato e, ao mesmo tempo, o contratado ter seus custos adimplidos e receber uma indenização pelo não cumprimento do contrato.
    .
    Fora a parte que quem realmente está tocando a modernização é a Elbit, então, mesmo que a multa seja exorbitante, é só chegar junto e dizer: vamos encerrar esse contrato amigavelmente, com você recebendo essa multinha, senão nunca mais compraremos um parafuso sequer de vocês.
    .
    Para as missões que essa aeronave irá cumprir, dá para comprar aeronaves novas, com custo de manutenção muito menor do que essas geringonças antiquadas.
    .
    Não vejo nenhuma explicação razoável para a MB manter esse contrato o que faz imaginar que os motivos não sejam no interesse da MB, mas, sim, pessoais dos envolvidos.

  24. Vamos só fazendo as contas 89$ Mi em 4 aviões, 400$ mi em cada corveta tamandare, quase 1,7 bilhão de dólares, passando para reais são 5,5 bilhões de reais, já pararam pra pensar em quantas coisas a marinha poderia fazer com esse dinheiro ? isso sem contar o que foi gasto com o NAE São Paulo e com os A-4 nesses últimos dez anos.

  25. Todo mundo mete o pau no pobre do avião e no programa.
    Acredito que ele é muito válido.
    Doutrina. Ele será útil para doutrina. Assim como os caças que a MB têm.
    Podemos não ter um aeródromo mas temos as aeronaves para a doutrina.
    Vejo que será bem pior se não tivermos nada. Não haveria o mínimo de treinamento. Não se ganharia expertise. Aí sim, para mim, seria uma perda total.
    Temos, na minha visão, os meios para a MB melhor desenvolver a sua doutrina em aviação embarcada.
    Se tudo tivesse saído dentro dos conformes o São Paulo estaria navegando com seus caças e mais. Infelizmente não foi assim.
    Então, que pelo menos usem esses meios para obter mais conhecimento. Quando um porta aviões da US Navy passar por aqui brincamos com ele. Como já fizemos com a Argentina que treinou sua aviação embarcada no nosso navio.
    Eu era um crítico a esse projeto mas hoje, com toda essa crise, procuro ver um objetivo para coisas como essa que parecem sem pé nem cabeça.
    Desejo mais sorte à MB.
    E desejo que ela não tenha duas, mas sim três, quatro, ou quantas frotas forem necessárias para defender nossos mares.

    Abraço a todos.

  26. O mais curioso é o tempo gasto para esta modernização.
    .
    As aeronaves foram compradas em 2010. Ainda era cogitada a compra de S-2 que estavam no Uruguai. Planejava-se modernizar algumas aeronaves S-2 (falava-se à época da compra de 6 aeronaves e modernização de 3 delas) para a função AEW.
    .
    No caso dos S-2, a troca dos motores diminuiria o alcance da aeronave, mas este problema seria resolvido e o alcance seria até superior aos S-2 originais, com a instalação de um tanque adicional na baia de torpedos. No C-1 não encontrei informações sobre o alcance da versão modernizada.
    .
    No fim serão 4 Trader, gastarão 11 anos em uma modernização, para a aeronave ter uma sobrevida de 10/15 anos.
    .
    Se os C-1, S-2 AEW e A-4 já tivessem sido entregues, ficaria mais difícil aposentar o A-12.

  27. RR_ 12 de julho de 2017 at 12:08

    Fala-se tanto em cancelar, mas…
    .
    Quanto já foi pago…? E quanto a multas de cancelamento…? Vale a pena cancelar agora…?
    .
    Creio que são perguntas bastante pertinentes…

    As multas estipuladas, dizem as vozes do além, que são mastodônticas, ou seja, quem fez o contrato sabia que desde o inicio isso era uma aberração e que etsatria sempre na berlinda, portanto concordou com as multas estipuladas pelo contratado, porque???

    hahahahahaha, todos nós aqui sabemos porque, a propósito Alexandre, isto aqui daria uma boa monografia para um estudante de direito que, especializado em corrupção quisesse fazer concurso para o ministério público.

    Eu, ainda acho, que pode haver vida inteligente no principado naval da Guanabra Bay, e que estes aviões consigam ser negociados com o governo da Califórnia pra virarem bombeiros, conforme a rádio peão andou falando.

    G abraço

  28. Doutrina? Manter doutrina? Criar doutrina?
    Ora! Tenha dó! Do momento em que um país sério com homens sérios pensa em adquirir um porta-aviões ao momento em que ele será lançado ao mar leva-se pelo menos 15 anos. Até lá há tempo para adquirir, formar, inventar, criar, comprar… essa tal de… doutrina.

  29. Se a multa rescisória torna inviável o cancelamento, as pessoas que redigiram e assinaram o contrato são completamente incompetentes e devem ser punidas. A multa rescisória é justamente para tornar menos mal pagá-la do que continuar com o contrato e, ao mesmo tempo, o contratado ter seus custos adimplidos e receber uma indenização pelo não cumprimento do contrato.

    Prezado Rafael, aí que está; elas não são “completamente incompetentes, elas são é espertas mesmo, como eu expliquei no post anterior, se sabia que isto poderia afundar literalmente, então se cercaram de todos os preâmbulos para criar problemas para que esta “coisa” não pudesse ser desfeita sem grande prejuízos ao erário público,e quem fez não está mais ai, está entre short drinks e long drinks no seu “apê” nas margens de um bairro de luxo do “Hell” de Janeiro.
    G abraço

  30. Prezado Rafael, aí que está; elas não são “completamente incompetentes, elas são é “exxpertas” mesmo, como eu expliquei no post anterior, se sabia que isto poderia afundar literalmente, então se cercaram de todos os preâmbulos para criar problemas para que esta “coisa” não pudesse ser desfeita sem grande prejuízos ao erário público,e quem fez não está mais ai, está entre short drinks e long drinks no seu “apê” nas margens de um bairro de luxo do Rio de Janeiro.

    G abraço
    .

  31. Fora a parte que quem realmente está tocando a modernização é a Elbit, então, mesmo que a multa seja exorbitante, é só chegar junto e dizer: vamos encerrar esse contrato amigavelmente, com você recebendo essa multinha, senão nunca mais compraremos um parafuso sequer de vocês.

    É o que acho que deveria ser feito, junto com a abertura de uma sindicância e de um IPM, juntando tudo e enviando para o MPF, ia dar o que um trabalho e tanto para os procuradores, mas como que vai falar mais em alto neste caso é o PAI de todas as tramóias públicas, é o senhor C O R P O R A T I V I S M O, pode esquecer, e esperar a conta para pagar.

    G abraço

  32. Para as missões que essa aeronave irá cumprir, dá para comprar aeronaves novas, com custo de manutenção muito menor do que essas geringonças antiquadas.

    É evidente que dá. Vou te dar um exemplo que não pode e não deve ser levado a ponta de faca, porque a época da escolha, o S 2 era a anv que podia ser embarcada, mas para vocês poderem o tamanho da trolha que Mb vai enfiar na gente para pagar:

    O EB está adquirindo seis anvs Sherpa diretamente do US Army por aproximadamente US$ 750.000,00, tem transladar e fazer os checks, vai custa rum pouco mais, mas dimensionem o rolo que tem neste troço.

    Preparem a carteira meninos, lá vem mais uma conta mastodôntica para nós.

    G abraço

  33. Não vejo nenhuma explicação razoável para a MB manter esse contrato o que faz imaginar que os motivos não sejam no interesse da MB, mas, sim, pessoais dos envolvidos.

    Prezado Rafael, “você num pode fala ixxxxto aí não, ohhh méu irrrrmao, e o leite daxxx criança méiu irrrrmão, cumé que fica cumpadi”.

    Tem mais, tem o turismo militar gerado por este projeto com pessoa da MB indo morar nas paragens do Tio Sam com família e tudo, passeando com carro alugado, pago pelo contribuinte Brasileiro, tem toda a manutenção deste pessoal lá, a conta é muiiiito maior do que você pensa e,você, eu e todos aqui estão pagando viu.
    Gostaram?? Tem mais, mas eu vou parar por aqui porque se não vocês vão chorar.

    G abraço

  34. Zorann, sobre seu comentário de 15:46, trata-se de PNR pelos quais pagamos pelo direito de ocupá-los… existem PNR em todos os DN, exceto no Rio de Janeiro, diferentemente da FAB e do EB (tem meis dúzia no Netuno para submarinistas)… abraço…

  35. O blog não conseguiria na integra os contratos 43000/2011-11/00. 2 Termo Aditivo 43000/2011-11/02. No com a DAerM – Diretoria de Aeronáutica da Marinha? Para verificarmos o valor no caso de quebra do contrato.

  36. Caro Comandante Leal Ferreira, eu sei que o senhor é um homem honrado, e está tentando dentro do possível trazer a MB de volta para o “rumo”, sei que as dificuldades são imensas, e os desafios maiores ainda, e ainda, que toda atribulação política do país impede que algumas ações sejam tomadas. Dito isto, gostaria de em nome das pessoas honestas, trabalhadores e que ainda pagam impostos escorchantes neste país sem o mínimo retorno que o senhor revisse a questão deste contrato para a modernização destas aeronaves, e de forma intempestiva, e encerrasse da melhor forma possível este processo de aquisição, antes que isto se torne um mancha escura na já tão criticada imagem da Marinha do Brasil em função dos desmando da administração que lhe antecedeu.
    Prezado comandante, apesar de não parecer, nós estamos a par de tudo que aconteceu no que tange especificamente a este contrato e portanto pedimos respeitosamente sua intervenção.

  37. Dificilmente conseguiríamos ter acesso a esses contratos, porque são de natureza militar e envolvem algum grau de sigilo. Mas para quem tem interesse, qualquer cidadão pode questionar o Ministério da Defesa sobre o assunto, com base na Lei de Acesso à Informação, que garante acesso às informações públicas.

  38. Segundo o Relatório de Auditoria de Gestào 05/2016, do CCIMAR:
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    O contrato assinado em 2011 tinha o valor de US$ 69,167,044.00, porém devido à atrasos no pagamento, o contrato foi renegociado e em 16/10/2015 foi feito um termo aditivo e o valor passou a US$ 109,403,739.00, tendo uma vigência, a partir de então, de 6 anos e nove meses. E os pagamentos estão em atraso.
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    O contrato de modernização dos A-4 também está com os pagamentos em atraso. Segundo este relatório a “Embraer já tem o direito de iniciar o processo de rescisâo contratual ou optar pela suspensão do cumprirnento de suas obrigações.”
    .
    OBS: só uma curiosidade, o preço que se pretende pagar nso 4 Trader é maior que o preço divulgado na internet para a compra o HMS Ocean.

  39. Prezado Juarez,
    Obrigado por complementar minhas colocações!
    Pois é. Não gosto de sair acusando os outros, mas a manutenção desse contrato não faz o menor sentido – a menos que tudo que você disse for verdade, o que me parece provável.
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    E olha que nem precisa pegar o Sherpa a esse preço de vô para neto. Daria para comprar aeronaves novas, pois um monte de países fabricam aeronaves que podem cumprir essa missão, umas com maior capacidade de carga, outras com menos. Inclusive dá para fazer um bem bolado com países que possam vir a comprar o KC-390 e que fabriquem essas aeronaves, como a NZ, Polônia e etc.
    Abraço!

  40. zorannGCC 12 de julho de 2017 at 15:02 OBS: só uma curiosidade, o preço que se pretende pagar nso 4 Trader é maior que o preço divulgado na internet para a compra o HMS Ocean.

    poxa vida eu tinha até uma infima esperança q o brasil tinha jeito depois disso desisti.

  41. horatio nelson! Prezado,não esqueça da famole lei de Murphi que adpatada a realidade de Brazunga ficaria assim:

    No Brasil nada que já nao esteja e que n]ao possa piorar um pouco mais….

    G abraço

  42. Zorrann, anote aí, se considerar todas as despesas vinculadas a este contrato e mais os aditivos contratuais que virão, cada avião vai custa 40 milhões de dólares, é o fim da picada.

    g abraço

  43. Uma informação interessante que encontrei no Relatório de Auditoria de Gestào 05/2016, do CCIMAR.
    .
    O 7° DN possuia sob sua responsabilidade (12/2015) 1240 imóveis. Destes, 1183 estão em Brasília/DF e os demais: 49 Palmas/TO, 6 Imperatriz/MA, 2 São Felix Do Araguaia/MT.
    .
    Fico curioso tentando entender oque a MB faz com estes 1183 imóveis em Brasília, no meio do cerrado, bem distante do litoral. A MB tem mais imóveis em Brasília do que qualquer coisa que flutue. Aí é facil dizer que não tem dinheiro.

  44. Zorannn não sabia desse aumento para US$ 109,403,739.00!
    Com esse valor daria para comprar qualquer uma dessas opções:
    – HMS Ocean.
    – quase 2 NaPaOc Amazonas (US$ 57 milhões cada um).
    – 54 lanchas colombianas LPR-40 ( US$ 2 milhões cada)
    – um KC-390.
    – um C-295 equipado para SAR.
    – 3 C-295 básicos.
    .
    Forças Armadas reclamam que não tem dinheiro, mas usam muito mal o dinheiro que recebem.

  45. A primeira proposta para eles era operar embarcado, mas não temos mais PA, pois bem, todo mundo mete o pau mas ele É um excelente avião, principalmente depois de sua modernização, grande autonomia, baixo custo de aquisição, razoável capacidade de carga, poder dar apoio em missões de patrulha, etc, etc, etc. Excelente asa fixa para apoio aos distritos navais, podem malhar mas muuuito melhor do que não tê-lo.

  46. Ádson, baixo custo de aquisição????? US$ 109 milhões para 4 aeronaves velhas é baixo custo? Só se você estiver comparando com aeronaves muito superiores, com KC-390 ou V-22.
    .
    Não quero nem imaginar o custo de diversas peças da aeronave que saíram de linha faz tempo. A manutenção disso aí será caríssima!!!
    .
    Sem dúvida é melhor que nada. Mas seria melhor comprar aeronaves novas que sairiam mais baratas na hora da aquisição e da manutenção.

  47. “Manter doutrina” é pretexto para manter em atividade meio sucateados e/ou imprestáveis.

    O FIM da Marinha é ter capacidade de guerrear. Doutrina é MEIO. Do que vai adiantar ter doutrina numa guerra, com meios sucateados? Que seja a melhor doutrina do mundo (estamos longe disso), essa doutrina não adiantaria NADA em uma guerra real, com os meios que temos hoje.

  48. Doutrina é absolutamente necessária e eu não quis dizer algo diferente disso. Mas é patético ficar alegando manutenção de doutrina para manter meios obsoletos flutuando.

  49. Alexandre Galante 12 de julho de 2017 at 11:11
    Marcelo, a posição e tamanho da porta no C-2 são diferentes do S-2

    Valeu Galante!!!!

  50. Augusto, acrescentando ao que você e o Bosco disseram:
    Quem vê pensa que a MB tem alguma doutrina em operar esse tipo de aeronaves e nas missões elencadas. Aliás, não tinha qualquer doutrina até comprar os A-4 e a obteve rapidamente.
    Fora que não é possível ter uma doutrina de excelência usando aeronaves ultrapassadas. Quantos mísseis o A-4 da MB disparou? Ar-ar? Ar-mar (ironia)? O que os pilotos da MB sabem sobre combate ar-ar ou ataque a navios que não seja com bombas burras?

  51. Zorannn, sobre seu comentário de 15 : 46, trata-se de PNR pelos quais pagamos pelo direito de ocupá-los. . . existem PNR em todos os DN, exceto no Rio de Janeiro, diferentemente da FAB e do EB ( tem meia dúzia no Netuno para submarinistas ). . . abraço. . .

  52. Muitas questões postas…
    Pouca informação disponível…
    Vão algumas considerações, independente de qualquer suposta falha de planejamento ou ma fé mesmo como suscitam alguns.
    Infelizmente, houve mudança repentina da realidade econômica. Saímos do êxtase do pré sal, da copa e das olimpíadas para o país da crise.
    Fica difícil planejar.
    Fora essa dificuldade, nunca houve dinheiro sobrando mesmo (só para pessoal…), então vive-se realizando compras de “oportunidade” e quebra galhos…
    Tipo esse Ocean…
    Muitas dessas compras exigem modernizacoes que levam anos, às vezes não são possíveis ou são onerosas demais.
    Cancelar cada contrato pode ser difícil.
    Imagine o gripen ng.
    Ou o subnuc…
    Já houve despesas, etc.
    O pior foi essa informação aí. O contrato estava atrasado aí o valor pulou de 60 para 109 milhões.
    Está parecendo passadena.
    Estaria saindo mais caro manter o contrato em vigor do que a execução propriamente dita.
    Nunca gostei dessas frescuras de defesa.
    Ah, logística, manutenção.
    Ah, não tem mais peças. Ora, pegam um equipamento velho… Qualquer oficina de fundo de quintal podería fabricar uma geringonça dessas… Ou fabricar peças. Ou usam tecnologias tão avançadas assim?
    Acho que nossas forças armadas ou alguma empresa nacional deveria ter toda a capacidade de fabricar peças para todos os equipamentos utilizados.
    Sejam tanques, navios, aviões, porta aviões.
    Até o porta aviões deveriam aproveitar tudo é ir treinando.
    Essas catapultas, cadeiras, seja o que for.
    Inclusive lanchas ribeirinhas.
    Trata-se apenas de um barco com alguma blindagem, capacidade de navegar em águas rasas, capacidade de levar alguns armamentos.
    Nada do outro mundo.
    Mas não parece haver acumulação de conhecimento.

  53. É por isso que a Marinha não tem recursos para assumir os P-3 da FAB, que teria um custo/benefício muito melhor para as duas forças.
    .
    O MPF e o TCU já estão em cima da MB, no caso Odebretch/Prosub, uma denúncia a esses órgãos e nem o Corporativismo salvaria essa gente, nessas horas cada um quer tirar o seu da reta… as delações estão aí para mostrar…

  54. A Marinha precisa realizar urgentemente a integração dos sistemas básicos nos cérebros de seu Almirantado e discutir os aspectos técnicos e gerenciais da versão IOC (Intelligence Operating Capability).

    Gastam milhões de reais do parco orçamento naval com unidades aéreas obsoletas e inúteis no contexto geopolítico brasileiro presente ou futuro!

    A Marinha do Brasil não está se preparando ou capacitando para nada vezes nada! Estão brincando de guerra aeronaval às custas do erário e não há autoridades políticas com moral nesse país hoje, enfurnado num caos generalizado, para fazê-los parar com essa idiotice!

    Estão, na melhor das hipóteses, tentando salvar as aparências das decisões catastróficas de líderes navais anteriores cujo resultado mais visível é a desativação (tardia) do NAeSP, e a sabida impossibilidade financeira, política, técnica, da aquisição ou construção de um novo NAe, e de um grupo de batalha necessário para acompanhá-lo, nos próximos 100 anos!

    A Marinha do Brasil não sente vergonha do papel ridículo que está fazendo? Quanto mais vão gastar nesse delírio aeronaval sem futuro, fundamento e função?

  55. Senhores,
    Lendo os comentários feitos acima, chego a algumas conclusões:
    1 – Deve ter sido uma baita roubalheira para a compra dessas sucatas – foram boas aeronaves no seu tempo, mas hoje….. – o suficiente para crer em desvios de verbas enormes dentro da MB e de fazer inveja muitos políticos em Brasilia;
    2 Gastos desnecessários com sucatas que favoreceram a alguém lá em cima no Almirantado – ou alguns…….;
    3 – Operar A-4 e C-1 sem um PA , com um pais de dimensões continentais – Alguém lá já procurou saber a extensão do nosso litoral para não pensar em um PA eficiente e bem equipado? – é simplesmente um absurdo.;
    4 – Sim , na MB quanto no EB e a fab são gastos enormes quantias de dinheiro do contribuinte de forma errônea, irresponsável ou interesseira …… Uma pena, pois achávamos todos nós trabalhadores que o último bastião anticorrupção no governo seriam as FA.

  56. Pessoal,
    .
    Não tem esta de sucata, era o que seria possivel de operar no Nae.
    .
    reformado, tá novo e o avião é um tratorzinho….stol decola até se assoprar na frente dele…
    .
    A questão é o preço e como se tocou isto até hoje…
    .
    Haverá a versão aew dele? inclusive de reabastecimento?

  57. Ádson 12 de julho de 2017 at 16:01

    A primeira proposta para eles era operar embarcado, mas não temos mais PA, pois bem, todo mundo mete o pau mas ele É um excelente avião, principalmente depois de sua modernização, grande autonomia, baixo custo de aquisição, razoável capacidade de carga, poder dar apoio em missões de patrulha, etc, etc, etc. Excelente asa fixa para apoio aos distritos navais, podem malhar mas muuuito melhor do que não tê-lo.

    Adson, tu já entrou dentro de um Tracker??? Eu já entrei, não tem espaço para nada. ´foi uma excelente anv no seu tempo, hoje é peça de museu ou bombeiro na Califórnia. Seu custo operacional não é baixo, porque é necessária usinar peças sob medida pois estão fora de linha de produção.

    G abraço

  58. Carvalho,
    Não era sucata? Foram desativados em 88 e adquiridos em 2010. 22 anos depois.
    Se não tinha outro avião para servir no SP então que operássemos só helicópteros ou que adquiríssemos um NAe maior para operar outro tipo de avião. E o C2 Greyhound, não servia?
    Não tinha verba pra compra coisa nova? Então pra que ter porta-aviões? Não tinha dinheiro pra caça, AEW, escoltas, navios tanques, munição, ??? Então pra que querer ter um NAe?
    Pra formar doutrina? Essa história de doutrina tem que ser formada com a turma que vai utilizar um de verdade. Não dá pra comprar um NAe velho e colocar um monte de avião velho junto só pra constar que o Brasil “é um dos únicos países do mundo a operar porta-aviões”. Isso não enche barriga de ninguém. Não dá pra formar doutrina como A4 com o avó pra só ter NAe operacional com o tataraneto com Rafale velho em 2070.
    Alguma coisa tá seriamente errada nisso tudo.

  59. Os C-1A depois de modernizados ainda podem voar uns 20 anos, os de S-2T ASW de Taiwan foram modernizados e o recebimento dos primeiros foi em 1991, só agora em 2017, 26 anos depois com o recebimento do 12° P-3C é que Taiwan está aposentando os ultimos S-2T.
    E eles não tinham Porta Aviões, compraram e depois modernizaram para uso a partir da ilha.
    História da modernização conturbada dos S-2T de Taiwan.
    http://www.naval.com.br/blog/2008/10/16/estudo-de-caso-os-northrop-grumman-s-2t-turbo-tracker-de-taiwan

  60. Quis dizer avô e não avó. Não que mulheres não possam operar num porta-aviões, mas minha intenção foi digitar “avô”. rsrss

  61. Strobel, e porque tu achas que eles aposentaram os S 2 se tinham vinte anos de vida útil??

    Porque em uma operação de patrulha/EM, aonde anv tem que voar, voar e voar muito, a diagonal de manutenção para o beleléu pela dificuldade de conseguir componentes cativos e seus custo exorbitante.
    Eu gostaria que o Buffalo estivesse voando até hoje na FAB, mas te esqueceste que um Hélice custava tão caro quanto um TBO de PT 6???

    g abraço

  62. Augusto, amigos…
    .
    Meu comentário acerca de doutrina, em resposta ao Zorann, foi com referência as corvetas classe ‘Tamandaré’. Eu as considero essenciais para manter os conhecimentos da Força nas áreas que especifiquei acima ( AAW, ASW e ASuW ) e passa-los adiante a próxima geração de marinheiros, mantendo e ( se possível ) evoluindo doutrinariamente a MB, restando óbvio que não haverá meio de combate melhor disponível a Esquadra nos próximos anos. Até se pode questionar o vaso em si ( se poderia ser outra coisa ou não ), mas não creio que se possa questionar a aquisição de navios minimamente equivalentes para dar a Marinha uma mínima estrutura futura… É isso ou virar guarda costeira de uma vez…
    .
    Falou-se em finalidade… Mas se não houver a miríade de conhecimentos que permite cumprir com a tarefa fim, então não se cumpre com a tarefa fim, mesmo tendo o melhor meio disponível… Simples assim… Por tanto, doutrina não pode ser encarado como mera “desculpa”, posto que se deve evoluir necessariamente a partir do que já se sabe.
    .

    .
    E por fim, também acredito que esse contrato dos ‘Trader’ deveria ser cancelado, já que os pagamentos estão em atraso de qualquer jeito. Apela pro MdD, cancela de uma vez e segura a bronca. Impossível que saia mais caro que empurrar com a barriga um contrato que pode ficar ainda mais caro… Mas isso é o que eu penso…
    .
    Entendamos que as aeronaves, por tudo o que já foi exposto, virão de uma forma ou de outra. Então, que se dê o melhor uso a elas…
    .
    No mais, pergunto a todos:
    .
    No que tange a operações embarcadas ( além do que está sendo previsto ), acaso não será possível operar esses ‘Trader’ com vasos da USN ou o ‘Charles de Gaule’, havendo oportunidade, e assim manter alguma gama de conhecimento em operações embarcadas, com tripulações minimamente qualificadas…? Será que é tudo tão inútil assim…?

  63. Rafale Oliveira, Juarez,
    .
    Até podemos dizer que esse negócio virou uma quizomba, mas não sei se é possível dizer que o problema seja manutenção…
    .
    Os motores não são os originais. Estes foram substituídos por uma variante do Garret TP 331, uma linha que ainda perdurará por muitos anos. E o cockpit é digital, utilizando instrumentos novos… Salvo melhor juízo, isso se inclui entre os itens de maior desgaste. Fora isso, é combustível, lubrificante e outros custos externos a aeronave… Logo, não é nada com que não se possa lidar.
    .
    Pra mim, a maior limitação a essa aeronave será a sua estrutura… Improvável que vá para além dos 15 anos de operação na MB, mesmo considerando que passará 99% de seu tempo sem operar embarcada ( considerando que venha sê-lo um dia em algum exercício com a USN ).

  64. “reabastecimento em voo das aeronaves AF-1” Hã? Isso ainda existe? Tinhamos duas, uma caiu em episódio, para variar, nebuloso e esquisito, sem explicações. Ou está errado?

    Queira Deus que não se façam pousos em PAs estrangeiros, vai ser difícil pros caras segurarem o riso.
    Com o investimento e demais custos, qual seria o custo real da hora de vôo deles?
    Já visitaram o museu USS Intrepid, em NY? Adivinha o que tem lá?

  65. RR, mesmo desconsiderando os motores e os aviônicos, ainda sobra bastante coisa para manutenir. Acho que em pouco tempo virará rainha de hangar.
    .
    E sim, tem a questão estrutural. Sempre é melhor pagar mais caro por algo novo do que ficar retrofitando material velho.

  66. RR, e as peças móveis, atuadores, hidráulicos, tudo tem que ser feito sob media, cara isto é um pesadelo logístico.

    G abraço

  67. Alguém parou para pensar por que a FAB desistiu do projeto P-16 com motores turbo-hélice? Algum motivo tinha pois após a entrega e voo do protótipo o projeto de modernização foi abandonado. Os P-16 turbo-hélice Argentinos, até onde sei, nunca chegaram a operar no PA Argentino. Vão refazer o sistema hidráulico desses aviões para operar com motores turbo-hélice ou vão repetir o erro da FAB que custou o projeto?
    Para quem for no museu da FAB nos AFONSOS tem 02 P-16, se quer comprar coisa velha, pega o que já é nosso, ao invés de comprar uma célula em péssimas condições, aproveita as que estão aqui em péssimas condições.
    E a pergunta mais óbvia, para que comprar isso se não temos mais PA? Se for para suprir as necessidades da Marinha, compra um Casa 295 e divide a manutenção com a FAB. Vai sair lucrando.

  68. Absolutamente sem noção! Só digo isso.
    Parafraseando os amigos aqui do fórum “o whisky do almirantado deve estar estragado”.

  69. Srs
    Quando da sua aquisição, os Trader tinham sentido pois eram a solução possível para dotar o SP com um tanker.
    A ideia do AEW era ainda mais interessante, pois AEWs são essenciais como ficou claro em 82, na guerra das Falklands/Malvinas.
    Porém, e aí entra a maldição dos detalhes, a MB, numa demonstração de “boa administração” deixou de lado, como tem feito constantemente nas últimas décadas, o “timing” e a necessidade óbvia de focar seus esforços.
    Até um pobre contribuinte consegue entender que um PA precisa de aeronaves adequadas para ter utilidade e aeronaves embarcadas precisam de PA para serem bem utilizadas. A MB ignorou estes pequenos detalhes óbvios.
    Assim o SP ficou, as traças, no cais, o projeto de modernização dos A4 foi mantido a conta gotas e este, nos Trader, virou uma novela mexicana.
    Fazendo justiça a MB, no caso dos Trader, parte do atraso deveu-se aos problemas da contratada original, a Marsh, que se meteu em problemas. Isto resultou em atrasos e levou a contratação de uma empresa do grupo Elbit.
    Porém, isto não justifica a falta de coordenação entre os três projetos (manutenção/modernização do SP, modernização dos A4 e modernização dos Trader) nem os prazos adotados pela MB para a execução deles (mais de 10 anos para modernizar um Trader é o fim da picada). São anos e anos que só encarecem o custo das modernizações e são disfuncionais, pois quando terminam, já se perdeu a utilidade prevista.
    Que droga de planejamento é este?
    Há, mais havia falta de dinheiro.
    Pera aí, os planos precisam considerar o dinheiro disponível e os orçamentos da MB vinham aumentando ano após ano. Como é que faltou dinheiro se houve disponibilidade para aumentar continuamente o quadro de pessoal no período?
    O fato é que a MB cozinhou em banho maria o SP por mais de uma década enquanto os projetos dos A4 e dos Trader caminhavam em passo de tartaruga, principalmente por falta de empenho da MB, que sistematicamente atrasou os pagamentos aos fornecedores.
    Ora, como a MB, de fato, não tinha nenhum interesse em ter um PA operacional, o lógico seria ela ter cancelado, além do PA, a modernização dos A4 e dos Trader; mas não o fez, e vem neste processo demorado e custoso, mantendo tais projetos órfãos.
    Na verdade, se a MB, realmente, desejasse ter uma esquadra, e principalmente, o SP operacional, teria arranjado o dinheiro, procurado quem realmente poderia dar manutenção ao sistema de propulsão do navio (não os comedores de escargot) e dado celeridade as modernizações dos A4 e Traders. Aliás, a respeito destes últimos, dado prioridade aos AEWs (muito mais necessários a efetividade de um PA do que um COD). E, naturalmente, mantido as escoltas.
    Isto sem planos mirabolantes como a parceria estratégica com os franceses e o PROSUB, onde, para obter um casco oco de subnuc, estamos gastando 10 bilhões de dólares.
    Tanto um corte nos custos com pessoal como uma renegociação do PROSUB, poderiam liberar verba para realizar o projeto de se constituir uma aviação naval de asa fixa minimamente operacional, mas a MB ignorou tal possibilidade e firmemente caminhou para a situação atual.
    E agora, apesar dos fatos, ainda persiste em tentar justificar a lambança feita anteriormente.
    Estes Traders talvez sejam a melhor demonstração da visão que rege a MB.
    São aviões COD e sem o PA serão úteis apenas para o transporte entre as unidades em terra da MB. Aliás, quando da opção pela prioridade do COD frente ao AEW, já ficava claro que o objetivo principal não era dar operacionalidade ao SP, mas sim dotar a MB com um transporte aéreo próprio. A ilusão do PA se foi, mas a corporação MB terá o seu transporte aéreo.
    Isto talvez seja o melhor indicador sobre a lógica que conduziu a MB a situação atual.
    Isto e a famosa equipe de acompanhamento in loco dos serviços de modernização dos Traders, uma medida altamente econômica e necessária (os membros desta equipe devem ser especialistas em modernização de aviões, especialmente Traders).
    O fato básico, senhores, é que o problema não é os aviões, afinal eles são boas máquinas, robustas e que bem mantidas poderão voar bastante tempo; e nem mesmo o projeto de dotar a nossa marinha com um PA operacional, afinal ele seria uma peça importante de dissuasão.
    O problema verdadeiro foi e dá sinais de continuar a ser, visão estranha que a MB tem de suas prioridades.
    Aparentemente, para a MB, mais importante que ser uma força militar respeitável e capaz de cumprir sua missão no caso de uma guerra, é a satisfação dos membros da corporação MB.
    Sds

  70. Olá XO!
    .
    Obrigado pelo esclarecimento. De qualquer forma, isto demonstra que o grosso dos PNRs do 7° distrito naval (1183, supondo que sejam todos PNRs) estão na capital do país, enquanto na bacia do Tocantins/Araguaia, há apenas 57.
    .
    Olá Rafael Oliveira!
    .
    Pois é. Mas oque mais me chama atenção é que este valor seria suficiente para pagar a modernização do Siroco (Bahia), inclusive de seus motores, que foi deixado pra depois. Ou para comprar o HMS Ocean.
    .
    Olá _RR_!
    .
    É necessária alguma capacidade de combate, mas não precisam ser as Tamandarés. Há projetos prontos, em produção, mais baratos no exterior. A prioridade 2 da MB é a modernização da patrulha, principalmente das áreas do 1°, 4° e 8° Distritos Navais e isto vai ser deixado de lado em favor do enorme gasto nas 4 Tamandarés.
    .
    Olá Control!
    .
    Belo comentário.

  71. Bosco…
    .
    em resposta à sua indagação sobre o C-2A “Greyhound”, não há nem havia nenhum disponível para venda do limitado estoque da US Navy, além do mais ele não poderia pousar com toda segurança no NAeSP…os franceses precisaram encompridar um pouquinho o convés em ângulo do “CDG” para permitir maior segurança para os E-2Cs e mesmo antes disso o convés em ângulo do NAeSP já era bem mais curto e acredito que haveria algum tipo de limitação para a decolagem também já que o C-2A é muito maior e mais pesado.
    abs

  72. Eu discordo dos senhores, esta modernização será bem útil dentro dos quadros da Marinha Brasileira, pois serão utilizados para transportar destilados 21 anos para o almirantado.

  73. Control,

    Perfeito,,,
    Temos uma Marinha fake, feita apenas pro uso e abuso de seu alto escalão.
    Produtividade, planejamento, controle, resultado ….zero
    Muito hh gasto, ajudas de custo, diárias, cursos e por ai vai…

    Alias, este é o problema das nossas FAs.

  74. Juarez 12 de julho de 2017 at 14:36
    Control 13 de julho de 2017 at 7:27

    Acompanho-os em gênero, número e grau.
    Sei que isto pouco importa, mas…

    Forte abraço, meus caros senhores

  75. Tudo errado ai pra cima.
    Adoro o Galaxie, Ford Landau, 500 e LTD.
    E quem falar mal do V oitão vai se ver comigo.
    __________________________________

    Mas vendi o meu faz tempo, adoro ve-los nos encontros de antigomobilismo, ponto.

  76. Acompanho o editor.
    Galante, mandei umas fotos do Tracker e do Tracer que tirei no USS Yorktown.
    Acho esse avião bem valente, vale a pena ter alguns.

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