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Jane’s: Marinha do Brasil vai modernizar apenas 3 fragatas

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A fragata Niterói F40 – Foto: Alexandre Galante

O Jane’s noticiou que a Marinha do Brasil modernizará os sistemas de gerenciamento de combate (CMSs) em apenas três fragatas da classe Niterói, em vez de seis como planejado anteriormente, segundo uma fonte da indústria.

A empresa local privada Consub Defesa e Tecnologia recebeu um contrato para atualizar o sistema SICONTA Mk II para o SICONTA Mk II Mod 1 padrão como parte do Projeto ‘Fênix’ em dezembro de 2013.

Esse contrato deverá ser alterado para atender à mudança . O SICONTA MKII foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas da Marinha do Brasil (IPqM).

Um sistema de gerenciamento de combate brasileiro
O primeiro SICONTA foi instalado em outubro de 1993 no Navio-Aeródromo Ligeiro (NAeL) Minas Gerais, durante o PMM – Período de Manutenção e Modernização, que incluiu a instalação do Sistema de Controle de Dados Táticos Navais – SICONTA Mk 1, desenvolvido no Brasil, e com capacidade de enlace de dados com as unidades de escolta. O SICONTA do Minas tinha sete consoles de operações.

O SICONTA Mk II aperfeiçoado foi desenvolvido para substituir o CAAIS 400 das fragatas classe Niterói no programa MODFRAG, o SICONTA Mk III foi instalado na corveta Barroso e o SICONTA Mk IV no Navio-Aeródromo São Paulo.

Displays do SICONTA Mk II no Centro de Operações de Combate (COC) da fragata Niterói

95 COMMENTS

  1. Fresney 7 de Fevereiro de 2018 at 17:52

    Se o amigo lesse os comentários do Luiz Monteiro e do XO (Dois oficiais de marinha que comentam aqui), você saberia a meses que somente 3 Niteroi seriam modernizadas..

  2. Será, que o SINCOTA Mk IV do São Paulo não vai acabar parando no Ocean numa futura modernização de meia vida?
    Só o tempo dirá ou talvez não alguém já saiba agora!

  3. Acho que a informação é incompleta. Serão revitalizadas 03 Fragatas Classe Niterói e 01 Corveta, se não me engano a Barroso. Será uma revitalização de apenas alguns sistemas, visando prolongar a vida destes navios por mais 15 anos.

  4. O protótipo era chamado mini siconta e foi desenvolvido a bordo do CT Mariz e Barros D 26/ Ipqm,depois que foi instalado no NAEL Minas Gerais.
    Pq falo isso !!!
    Em 1996 se não me falha a memória estávamos realizando a Tropicalex I , quando do nada a ANV da F40 sumiu do display (Mini Siconta).
    Detalhe: Nenhum outro navio tinha detectado tal perda.
    Resultado: Instaurado o SAR e ficamos 8 dias efetuando as buscas no local onde foi detectada a perda sem sucesso nenhum (não achamos nem escombro da ANV , virtude o mar estava muito ruim).

  5. Prezados Jodreski e Alisson,

    Vocês me fizeram questionamento no outro post, mas vou responder nesse que aborda o assunto, para não ter minha orelha puxada pelo Galante.

    Somente 3 navios estão em condições estruturais (obras vivas e mortas) e de sistemas para serem revitalizados e receberão equipamentos desenvolvidos pelo IPqM, para uma sobrevida de até 15 anos.

    As outras unidades da FCN que puderem ser mantidas em operação cumprirão missões de PatNav até o final de sua vida útil. Estes 3 navios permanecerão designados como fragatas.

    Abraços

  6. Prezado Dinojr1960,

    Não, o que comentei anteriormente foi que novos sistemas desenvolvidos pelo IPqM substituirão alguns sistemas instalados na FCN.

    Os demais sistemas precisarão ser revitalizados. Tudo que não estiver funcionando satisfatoriamente precisará ser revitalizado.

    Assim, teremos sistemas modernizados (poucos, é verdade) e outros revitalizadas.

    Abraços

  7. Pode me chamar de louco, mas tô sentindo “cheirinho” de navio novo.
    Acredito que esse é o primeiro passo para a concretização das Tamandarés.
    Não se vai levar 14 anos para termos a primeira. Será muito antes.
    O tempo dirá.
    Abraço.

  8. Prezado Luiz Monteiro,

    Agora que reli seu post, vi que o que vc tem razão na sua colocação. mas reintero, a CV Barroso também será revitalizada.

  9. Boa noite galera…

    Desculpe o off-topic, mas tenho uma dúvida de cunho técnico:

    Por que a maior parte dos grandes navios tem uma velocidade máxima situada em torno de 30 Kn ? É uma limitação técnica (curiosamente comum à navios com tecnologias e origens diferentes)? É um limitador operacional (deslocamento em velocidades superiores à essa seriam desastrosas ao navio) ?

    Grato

  10. DarknightBR, não tem nada a ver com desastre, é simplesmente o problema da curva de potência ter que subir enormemente para cada nó a mais a partir de certa velocidade, inpactando no consumo

  11. Fico feliz pela notícia Luiz Monteiro, mais vida para as Niterói que vão continuar fazendo história no Brasil, sendo uma das classes mais belas entre os modernos navios de guerra do século XX. O que mostra a excelência do desenho da Vosper, pois seus navios continuam vivos e entrarão na segunda década deste século, com exemplares das corvetas Mark 5 navegando com a bandeira do Irã e as Type 21 britânicas operacionais no Paquistão.

  12. Lembro a uma parte dos foristas que o Sr Luiz Monteiro é Oficial General da MB,
    mais especificamente Contra Almirante ** .

    Os comentários do CA Luiz Monteiro já haviam sido feitos no PN, pelo XO e pelos Editores.

    A lupinha no canto superior direito continua ativa.

    Fabio Souto,

    ???? de novo ?

  13. Precisei entrar no elevador e deixei o comentário acima incompleto.

    Esqueci de escrever que sim, é necessário ter reforço estrutural (com consequente aumento de peso) e formato de casco adequado para velocidades elevadas, mas esse não é ponto principal.

    Mencionei o aumento do consumo, mas não estou falando de economia de combustível por razões puramente de custo, e sim de autonomia. Quanto maior a potência, maior o consumo, mais espaço para combustível é necessário para um mesmo alcance a velocidades maiores. Máquinas mais potentes também são, em geral, mais pesadas / volumosas / complexas / caras, impactando no equilíbrio de características do navio.

    Para se ter uma ideia, vamos supor que para um determinado navio atingir uma velocidade de cruzeiro econômico moderada, de uns 15 nós para seu alcance máximo, é preciso desenvolver uma potência de máquinas X. Esse mesmo navio, para atingir uma velocidade de 20 nós, precisará aumentar a potência para cerca de 2X. Já quando quiser atingir uma velocidade máxima de 30 nós, a potência necessária será de uns 6X ou até mais. Daí pra cima aumentará praticamente de forma exponencial a potência necessária para 35, 40 nós, e com ela a complexidade, peso, volume etc das máquinas a tal ponto que deixa de ser prático. Só pra ter uma ideia das potências de máquinas necessárias, para atingir perto de 30 nós uma corveta de umas 2.500 toneladas de deslocamento, mais ou menos como a nossa Barroso, precisa de mais de 25.000 hp. Uma fragata na faixa de 4.000 toneladas de deslocamento, pouco mais que o porte da nossa classe Niterói, precisa desenvolver uma potência de mais de 55.000 hp. E um destróier pesado como um Arleigh Burke, com o dobro desse deslocamento, tem potência máxima de mais de 100.000 hp.

    Na Segunda Guerra Mundial contratorpedeiros chegavam a mais de 35 nós, geralmente, ou mesmo 37
    nós (embora em condições operacionais caísse a velocidade, com munição completa, armas extras etc). Cruzadores também chegavam a uns 32 nós. Com o tempo e mudanças das táticas, 30 nós de velocidade máxima tornou-se um padrão aceitável para navios de porte de fragata e contratorpedeiro, alguns nós a mais ou a menos. Recentemente, os LCS americanos foram desenvolvidos para máxima de 40 nós, visando serem alvos mais difíceis no combate litorâneo. Mas ao custo de terem potência instalada de praticamente o dobro do necessário para navios do mesmo porte capazes de 30 nós.

    Enfim, tudo é uma questão de se equilibrar características, cenários de emprego e custo-efetividade.

  14. Bem lembrado, Carlos Alberto.
    É uma honra termos no PN o comandante Luiz Monteiro.
    Falo isso tanto pelas informações que nos traz, quanto pela educação e também pelo cargo que ocupa.
    Não é todos os dias que podemos contar com autoridades conversando conosco de forma humilde, sem jamais sequer chamar atenção para o cargo que ocupa.
    O mesmo se aplica a Rinaldo Neri que também ocupou posição de destaque na FAB, mas fala conosco como entre iguais, inclusive tirando dúvidas acerca de alguns assuntos.
    Talvez haja outros que agora não recordo.

  15. IPqM.
    Então, temos desenvolvimento de sistemas e armas de origem estatal, sem depender de empresas privadas… Nacionais ou estrangeiras.
    É disso que falei em outro post.
    Não podemos ficar dependendo de empresas privadas cobrando valores elevados por equipamentos nem sempre condizentes com os preços. Vide F35…

  16. Pois é.
    Muita gente diz que o que custa caro é a tecnologia (desenvolvimento, pesquisa, conhecimento).
    Interessante que não está claro do que se trata esse Siconta.
    É um software?
    Se for, não necessita “produzir”.
    Se a Marinha desenvolveu, por que pagar para uma empresa privada produzir?
    Ou no que consiste tal produção?
    Já imaginaram quanto uma empresa privada cobraria para desenvolver o sistema?
    100 milhões?
    200 milhões?
    Afinal de contas, se fôssemos levar em consideração os argumentos normalmente usados seria algo complexo e de alta tecnologia é, como dizem tecnologia custa caro (eu discordo desse “ditado”. Não tem que custar caro.)

  17. Nonato, o Siconta é o sistema de combate efetivamente… sobre produção, embora nossa demanda não seja grande, o IPqM tem perna curta para “produzir”… a vocação da OM é estudar e desenvolver, o que, diga-se de passagem, faz muito bem… abraço….

  18. Nonato 7 de Fevereiro de 2018 at 23:04

    Também tem o Piloto de Combate(aviador da AvEx), o Agnelo(Major do EB) o XO(MB) e se não me engano o Justin Case é piloto tbm, mas com certeza devem haver mais colaboradores como eles.
    Juarez, Bosco e outros que compartilham suas experiências .
    É muito gratificante e enriquecedor aos debates principalmente para entusiastas como eu.

    Sobre o tópico, creio que a MB já tenha em mente algo para suprir as 3 FCN que ficarão de PatNav.

  19. Olá, amigos, Um software de combate em um navio de guerra não é igual baixar um app no smarphone, existe toda uma arquitetura de sistema a ser elaborada para integrar os diferentes sensores que podem e geralmente variam de classe para classe de navio, sem contar que cada meio pode ter particularidades que também deverão ser considerados para que todos os sistemas funcionem! não da de fazer coias pela metade, uma ´´tela azul´´ no momento de travar um míssil inimigo pode custar a vida de todos, e depois de passada a fase de fazer rodar o sistema o mesmo deve ter meios de redundância para funcionar com todo tipo de dificuldade imposta seja pelo inimigo, seja por condições adversas que afetem os sessores e por ai vai, depois disso tem a parte de capacitação de pessoal para manutenção e para operação do sistema, que é uma deas partes mais importantes, denovo não é como um celular que da de pedir pro filho de seis anos como faz, na hora H o marinheiro tem que saber o que vai fazer! tecnologia de software em nosso país não é atrasada não temos bons profissionais, mas é uma coisa sensível que demanda muito tempo para se elaborar testar e muito pessoal capacitado, a MB esta certa em investir nisso, e essa atualização das belonaves é importante tanto para manter os meios como para não pararmos no tempo referente a essa tecnologia.

  20. Ao que tudo indica, o tempo é o senhor da razão: Na época da contratação das FCN foi muito acertada a opção CODOG. Hoje poderemos utilizá-las como NaPOc, depois de aliviadas dos armamentos e outros sistemas desnecessários à nova missão. Já não poderíamos fazê-lo se tivéssemos somente turbinas. Tempos difíceis para todas as marinhas do planeta. Capacidade de adaptação resolve muitos problemas.

    • Antonio,

      O escopo da modernização está mais para troca de alguns sistemas que não atendem mais às necessidades, ou que apresentam muitas falhas e necessidade de manutenção mais cara, por outros mais modernos, e revitalização (troca de peças, retífica etc) dos que atendem.

      Não é um novo Modfrag, ou algo extenso, e sim um trabalho suficiente para manter as capacidades atuais de combate desses navios por mais 15 anos, por um custo que seria uma fração da obtenção de um novo ou mesmo de um usado (o qual impactaria em custos e nova logística também).

      Pra operar por mais 10 a 15 anos, a classe Niterói no “obsolecente” padrão Modfrag ainda será compatível em capacidade com outros navios da região que ainda estarão em atividade. Se nesse meio tempo os três navios que passarão pelo processo receberem a companhia de pelo menos 4 corvetas modernas nos esquadrões de escolta e nos grupos-tarefa qualquer e forem montados para as operações, se complementarão e tá valendo.

  21. “Cruzadores também chegavam a uns 32 nós.”
    .
    Nunão , não pude deixar de lembrar o que você certamente também sabe, sobre os cruzadores italianos das décadas de 1920/1930, alguns dos quais atingiram mais de 40 nós…só que sob condições irreais.
    .
    Ocorre que para cada nó a mais pagava-se um “extra” para o construtor e assim os navios
    eram testados sem parte do equipamento/armamento e a enorme velocidade era mantida apenas por poucos minutos forçando-se em demasias as máquinas.
    .
    Também eram considerados navios pouco “protegidos” e assim mais frágeis, os italianos mesmo costumavam zoar seus navios de “papelão”.

    • Exato, Dalton, esses cruzadores italianos só atingiam esse desempenho nas provas de mar em condições ideais e com carga leve. O equilíbrio mínimo entre blindagem, robustez e armamento era deixado de lado, e a capacidade de sobrevivência em combate era do mesmo nível, praticamente, de contratorpedeiros – só que em navios que eram alvos muito maiores e fáceis de serem atingidos por projéteis e torpedos pela área maior, com raio de curva maior e que não deveriam ser tão “sacrificáveis” na batalha como os contratorpedeiros. Impressionante como insistiram no erro por anos e anos a fio.

  22. Provavelmente pelo que soube do pessoal da marinha, as 2 fragatas em melhores condições
    são justamente as mais novas, “Independência” e “União” que deverão ser revitalizadas
    junto a uma terceira, “Liberal” ou “Constituição”.
    .
    Junto com a “Defensora” que mesmo podendo sofrer mais atrasos no término do seu longo “PMG”
    ainda se terá durante toda a próxima década 4 classe “Niterói” e talvez mesmo até meados da década seguinte.

  23. O que são esses consoles em primeiro plano? E aqueles pontos luminosos nas telas? Porque os consoles parecem ter 2 de cada tipo (dobrados)? Têm a mesma função??

  24. Infelizmente a “PIONEIRA” já é apenas um casco não oficialmente.
    Entretanto é um caminho natural para equipamentos que tem sua vida útil alcançada;
    Isso ainda é um Tabu na “Briosa” .
    Falar de navio que vai dar baixa do serviço ativo parece um assunto proibido;
    Juro que não entendo isso!

  25. Tenho cada vez mais admiração pelo atual CM. Em um dos momentos mais difíceis de sua história, não se furta em momento algum a dar a cara a tapa. Uma série de decisões difíceis em prol do futuro da Marinha.

  26. Um casco bem manutenido chega e passa dos 30 anos. A eletrônica e o software devem ser constantemente atualizados para evitar a obsolescência. Sempre fui de opinião que os esforços de nacionalização deveriam se concentrar em sistemas, eletrônica e armas. Os estaleiros nacionais são pré-históricos. Poderíamos comprar o casco pronto da Coreia e finalizá-lo no Brasil.

  27. Felipe Maia ( 8 de Fevereiro de 2018 at 9:50 ),

    Eu não esperaria por isso… Oxalá se até 2025 tivermos as quatro ‘Tamandaré’ e mais três ‘Niterói’, além da ‘Barroso’. E solte rojões se até 2030 iniciarmos a construção de mais umas quatro escoltas…

    A próxima década vai ser pesada… Tem a classe ‘Riachuelo’ a ser concluída e mais o ‘Alvaro Alberto’, cuja a construção será iniciada então. E há ainda os investimentos necessários na FAB ( recebimento do F-39 em particular ) e ao EB ( programa Guarani, mais carros de combate, etc. ).

  28. Felipe…
    .
    não há nada garantido que a Royal Navy irá descomissionar algumas de suas preciosas T-23s
    precocemente.
    .
    O próprio HMS Albion que também especulou-se que daria baixa, acaba de retornar ao serviço ativo já que ele e o “Bulwark” operam em sistema de rodízio…enquanto um passa pelo menos 6 anos indisponível em uma espécie de reserva o outro permanece ativo, passando por manutenções de rotina nesse meio tempo.

  29. O Brasil deve está de olho nas type -23, e deve manter as outras não revitalizadas como patrulha,até o final das suas vidas uteis,ou quando as tamandares o outra fragata começar a entrar em operação.Poderiamos vender essas fragatas a países africanos só para adquirirem doutrina ,claro quem não tem nada estaria bom,e com esse dinheiro compraríamos as tpye 23 ou reformaríamos nossastype-22.estou falando em recheios eletrônicos e armamentos e não uma reforma profunda.Já penso que o Brasil já ir transferindo algumas fragatas mais velhas pro nordeste para formando ali uma segunda frota,Por exemplo 2 submarinos diesel tamoisos e timbira,as fragatas niterois unas 2,as type -22 já ir formando sem primeiro construir a base propriamente dita.

  30. O primeiro corte de chapa da futura Glasgow foi em julho. Ela está prevista para 2020. De onde vem essa insistência de que o reino unido vai dar baixa nas type 23? A Royal Navy acabou?

  31. Zeabelardo,

    A primeira baixa de Type 23 está programada para 2023, correto.

    Mesmo data prevista para entrada em serviço da primeira Type 31e.

    Quanto à pretensa baixa antecipada, são apenas especulações.

  32. Caros amigos, alguém saberia se o Siconta e o Subtics dos SBR terão algum tipo de comunicaçao? Será que compramos os codigos-fonte para tal modificaçao, caso ela se faça necessária no Subtics?
    SRN

  33. _RR_ e Dalton,

    Reafirmo a minha opinião sobre as OHP e as T23 em razão de tudo o que tem sido disponibilizado na mídia. Quando o pessoal diz “há possibilidade de descomissionamento”, é porque HAVERÁ descomissionamento. E quando dizem que “o país X manifestou interesse”, é porque as embarcações já estão praticamente vendidas para este país. Foi assim com o Ocean, Scirocco, e tudo quanto é venda de oportunidade por aí (p.ex., os Mistral egípcios).

    Blogs britânicos estão fartos de notícias sobre as T23. Dizem que os Queen Elizabeth sugaram recursos preciosos da RN, e uma boa economia será necessária para tocar projetos como T26 e T31e.

    Quanto às australianas, o Poder Naval e o Plano Brazil já noticiaram interesse da MB na compra, ficando pendente apenas a questão do preço (e eventual conflito de interesses com o Chile).

    No dois casos aposto firmemente que algum negócio poderá advir. E tomara que vinguem mesmo, porque as OHP e as T23 são bacanas demais kkkkk

  34. se essa diminuição do número de fragatas modernizadas for por conta do PROSUPER, ótimo. Que essa grana que não será gasta, seja direcionada para acelerar as entregas dos futuros navios da frota.

  35. Fernando “Nunão” De Martini
    7 de Fevereiro de 2018 at 22:19

    Dalton
    8 de Fevereiro de 2018 at 9:21

    Me lembro de algumas classes de CT’s britânicos da IGM (K, L, M, R, S, V e W class), cujos cascos pesavam na faixa de 1000 toneladas e tinham potências que variavam entre 22.500 e 27.000 hp, o que permitiam velocidades de 31 a 35kt.

    O que não deixa de ser notável.

  36. “Gustavo 8 de Fevereiro de 2018 at 12:22
    se essa diminuição do número de fragatas modernizadas for por conta do PROSUPER, ótimo. Que essa grana que não será gasta, seja direcionada para acelerar as entregas dos futuros navios da frota.”

    Gustavo, serão modernizadas só 3 porque justamente não há dinheiro. Então, não existe esse dinheiro para direcionar para aquisição de outros navios.

  37. Felipe Maia,

    Em blog cabe tudo. Todas essas decisões passam pelo parlamento britânico. A programação de baixa é 2023. O resto é especulação.

  38. Felipe…
    .
    o descomissionamento do HMS Ocean já havia sido anunciado anos atrás…bastava apenas o
    HMS Queen Elizabeth ser comissionado e o mesmo aplica-se às “OHPs” australianas que estão
    sendo substituídas por novos navios.
    .
    Se os britânicos retirarem de serviço agora algumas T-23s isso significará alguns anos de
    baixa operacionalidade até que novos navios não apenas sejam comissionados, mas, completamente certificados para missões de longo curso.
    .
    Eventualmente notícias como essas aparecem aqui e ali…como baixa de NAes e navios anfíbios
    na US Navy, provável baixa da classe “Brandenburg” alemã e quanto a essa última já vi muita gente boa aqui apostando nisso e isso só aumenta a especulação.
    .
    Mas, como estou longe de ser o Sr da razão, aguardemos.
    .
    abs

  39. Prezado Flamenguista,

    Um dos itens exigidos pela MB no PROSUB para transferência de tecnologia é poder criar um sistema de combate tático nacional para submarinos e que também possa ser utilizado para melhorar o SICONTA. Haverá alguma transferência de tecnologia do SUBTICS.

    Abraços

  40. Quanto a somente modernizar 3 Niteroi, parabéns ao Comando da Marinha, por ter definido por mais um duro e necessário choque de realidade. Não é correto gastar milhões para renovar o espírito de navios cujo corpo não suporta mais a missão original (combate), melhor mesmo dar-lhes uma tarefa mais condizente com seus cansados ossos e músculos (patrulha). Quanto a como alocar fragatas em distrito naval, certamente haverá uma solução criativa, alguns paradigmas precisam ser alterados em situações fora do padrão mas necessárias.
    Parece-me que o Ceará e o São Paulo foram duras lições, não faz sentido repetir as decisões de gastar tubos de dinheiro com reforma de navios cansados sem ter uma razoável certeza de que poderão dar o devido retorno por vários anos.
    Quanto às classe River, caso o custo seja razoável, seriam uma boa solução para a questão da patrulha, até que deslanchem os projetos previstos. Além disso, seriam um ótimo aperitivo das Type 23. Só acho que se o Clyde vier, deve ser alocado no Nordeste ou Amazônia…

  41. Acho também que se o Brasil vier a aproveitar velhas fragatas como NaPOc irá criar um paradigma que certamente será seguido por outras nações. O 5DN bem que merece uns navios com relativo conforto e proa alta para enfrentar aquele mar.

  42. Mahan 8 de Fevereiro de 2018 at 9:29
    “O que são esses consoles em primeiro plano? E aqueles pontos luminosos nas telas? Porque os consoles parecem ter 2 de cada tipo (dobrados)? Têm a mesma função??”

    Mahan, os consoles dobrados permitem, por exemplo, o guarnecimento de um Oficial e uma Praça para melhor acompanhar o quadro tático (isso é fundamental na Guerra AA, pois é um ambiente muito dinâmico)… há o caso também da conveniência de o console AS ficar ao lado do Controlador Aerotático… convém lembrar no entanto que os consoles podem ser configurados para qualquer ambiente, havendo restrição para determinados consoles que possuem painéis específicos (controle do 4.5, por exemplo)…
    Os painéis luminosos são teclas alfanuméricas, de status ou de seleção de armas ou sensores…
    O Burgos que é AM pode ampliar ou corrigir-me…
    abraço…

    Jacubão 8 de Fevereiro de 2018 at 13:38
    “Fique tranquilo XO, o MACHADO DE BATALHA ainda vai longe……..”

    Vida longa à Marca da Vida !!! Abraço !!!

  43. Parabellum 8 de Fevereiro de 2018 at 16:58, seguindo sua concepção, eu já sugeri em outros posts que as corvetas remanescentes da classe Inhaúma fossem convertidas em NaPOc, substituindo os canhões de proa por um 40mm, retirando-se as turbinas a gás, MANSUP, lançadores de torpedo e respectivos sistemas de combate. Com convoo e hangar para AH-11 ou UH-13, duas dessas alocadas nos DN mais os NaPOc classe Amazonas perfariam 1 unidade para cada DN marítimo, elevando a autonomia de patrulha, o conforto de suas tripulações e mostrando bandeira em nossas águas jurisdicionais.

  44. “Luiz Monteiro 8 de Fevereiro de 2018 at 15:43”
    Almirante, da classe River a Marinha deveria negociar só a Clyde. A Clyde é a única das três que tem convoo.

  45. Uma pergunta:
    .
    Se as 3 Niteroi restantes devem servir por 15 anos, não seria viavel alguma modernização nos armamentos? Nada muito caro, mas alguma modificação que possa dar maior capacidade aos navios (alem da revitalização prevista). Se tirar os periodos de PMG dos navios, 15 anos representa praticamente metade do tempo de serviço dos navios ate hoje.

  46. Com o devido respeito, mais só porque alguns aqui são oficiais de alta patente das Forças Armadas, não precisão de babação! Meu vizinho é CA da reserva da MB e sempre conversamos desde que estava na ativa como pessoas iguais. Alias Oficiais de Marinha sempre costuma serem educados. Lembro quando servi a MB de sempre ser tratado com respeito, principalmente porque servi sempre embarcado e os Oficiais de Navios são digamos “mais tolerantes” já que convivemos muito tempo juntos. Lembro das festas de confraternização, dos churrascos na praia das “vacas” em Santos, dos torneios e volei e até da pescaria! servi 5 anos no CT Maranhão e CT Rio Grande do Norte.

  47. Ádson 8 de Fevereiro de 2018 at 20:01
    “da classe River a Marinha deveria negociar só a Clyde. A Clyde é a única das três que tem convoo.”
    Adson, apesar de não terem convôo, Severn e Mersey são navios muito novos, comissionados em 2003, com boa capacidade oceânica (até 1900 tons), são confiáveis (testadas e comprovadas), no lugar do convôo têm um amplo espaço de apoio e guindaste de 16 tons, parece que podem carregar containers (multi-missão?), tropas e lanchas de desembarque (não que lanchas de desembarque sejam o mais importante, mas é um adendo). Além disso, certamente sairão muito muito mais baratos que os Amazonas. Acho que a Marinha deveria estudar uma boa utilidade para eles e aproveitar a oportunidade, até para facilitar a negociação do Clyde, que seria uma ótima, afinal foi comissionado em 2007.
    Lembrando que os 7 River adquiridos usados no fim dos anos 90, com menos de 15 anos de uso, continuam prestando seus serviços como classes Bracuí e Amorim do Valle. Lógico que é outra coisa, não tem convôo e deslocam 600 e poucas toneladas, mas se não tivessem sido adquiridas na época hoje estaríamos em muito pior situação. O mesmo pode ser dito daqui 30 anos a respeito das River que estão à venda.

  48. Caro Dalton, pelo que acompanho, serão revitalizadas apenas 3 Fragatas Classe Niterói, sendo a Defensora uma delas. A CV Barroso é o quarto navio.

  49. Dino…
    .
    sem querer duvidar de você…mas…é oficial isso ou apenas uma dedução diante do que sabemos até agora ?
    .
    A “Defensora” está parada desde 2010 e há ou havia possibilidade da mesma retornar agora no segundo semestre de 2018…apesar de que alguns tripulantes da “União” com quem conversei terem jogado água fria…mas…ela está quase pronta, portanto sua “revitalização”
    é uma realidade já.
    .
    Então não há necessidade de revitalizar um navio que já está quase pronto…por ordem de lógica então se a “Defensora” é uma das três…não seria lógico revitalizar apenas duas e
    junto com a “Defensora” se chegar a 3 Classe Niterói ?

  50. XO, bom dia
    É IMPOSSÍVEL pra mim, ficar lendo essas telas com o navio balançando!! IMPOSSÍVEL!!
    Vomitaria a alma! kkkk
    Saudações e INFANTARIA!!

  51. Agnelo, não pense que é fácil pra gente… passei quase seis anos na V33, jogava pra caramba… só muitos dias de mar pra sustentar o fogo… abraço…

  52. Zorann 8 de Fevereiro de 2018 at 20:20
    Uma pergunta:

    O estudo realizado selecionou o que seria revitalizado e o que teria sua condição de prontidão recuperada… foram sugeridas três linhas de ação, variando abrangência dos serviços… de uma forma geral, foi dada prioridade para revitalizar os sensores… para as armas, até onde sei, a idéia era repor sobressalentes críticos para permitir sua operação por mais tempo… abraço…

  53. Fabio Souto. 9 de Fevereiro de 2018 at 10:01
    “XO é verdade que as FCN so vão dar baixca a medida
    que as corvetas são incorpadas”

    Faz sentido, mas não posso afirmar que sim, pois não sei como está o calendário do Programa Geral de Manutenção… abraço…

  54. “…criar um sistema de combate tático nacional para submarinos e que também possa ser utilizado para melhorar o SICONTA.”

    Isso poderia ser usado também para a concepção e criação de uma solução C2 tupiniquim, para a integração de sensores em eventuais novas aeronaves ISR, MR/ASW e ASuW.
    Claro, desde de que a Embraer fique de fora disso.
    Senão é melhor continuar comprando lá fora.

  55. Prezado XO e demais amigos,
    nas notícias anteriores sobre revitalização das Niterói, falava-se também em revitalizar a motorização. Ainda se está pensando nisso? (é porque as notícias atuais estão enfatizando a questão dos sensores e sistemas)

  56. Dalton,

    A Defensora está saindo de um PMG infindável, sendo remontada, mas com nenhum sistema “revitalizado”. Isso não é dedução , é fato. A revitalização, como planejada, abrangerá alguns sisitemas novos, atualizações de outros. Nada disso foi feito na FDefensora, que se encontra ainda com o padrão MODFRAG.

  57. Sobre a classe River dependendo do preço acho bom , comprar as 3, o povo fala muito da Clyde , mas vale lembrar que mesmo podendo receber um helicoptero , um navio de patrulha não vai em 100% das missões com um,aliais acho que só leva eventualmente, alguém sabe dizer de 10 patrulhas realizadas pelos classe Amazonas quantas vezes eles saem com helicopteros?Acho que o Brasil vai demorar muito para construir os Napa 500 BR, muito mais para construir os NaPaOC com mais de 1000 ton, então dependendo do preço , passa a régua e traz logo!

  58. “Nunes-Neto 10 de Fevereiro de 2018 at 14:34”
    Nunes, as Amazonas não saem sempre com heli por não terem heli orgânico. Eles podem operar um heli mas não tem hangar, que é o mesmo caso do Clyde. Por isso um NPaOc para nossos Distritos é desejável que tenha hangar.

  59. Ádson, tô ligado ,meu comentário foi exatamente para mostrar para as pessoas que falam que só o Clyde interessaria MB que mesmo ele podendo operar um helicoptero , dificilmente faria a maior parte das missões com um , mesmo que tivesse hangar dúvido que teria em mais de 30 % das saidas para patrulha um helicoptero orgânico!

  60. A modernização deveria incluir o armamento. Os mísseis Seacat e Excet já são obsoletos. Um míssil anti navio inteligente e’ o mínimo que se espera. Temos no mercado alguns como o RBS da SAAB. O Sean Wolf não e’ atual mas seria uma opção eis qUE se pode aproveitar sistemas das Rademakers que datrao baixa.

    • “Luiz Floriano Alves em 12/02/2018 às 04:52
      Os mísseis Seacat e Excet já são obsoletos”

      Luiz Floriano Alves,

      Mísseis Seacat não equipam mais a classe Niterói desde a modernização (Modfrag). Foram substituídos pelo Aspide. Tem matéria da série “F40 aos quarenta” só sobre o Modfrag, sugiro a leitura.

      “Sean Wolf não e’ atual mas seria uma opção eis qUE se pode aproveitar sistemas das Rademakers que datrao baixa.”

      O Sea Wolf não é mais fabricado há tempos, depende de pesados e volumosos sistemas de direção de tiro e mesmo sua versão mais moderma está sendo retirada de serviço na Marinha Real britânica. Não faz sentido algum trocar o Aspide da classe Niterói, mais novo, por ele.

  61. Dinor…
    .
    não estava comparando o que está sendo feito na “Defensora” com o que será feito na revitalização e sim que a “Defensora” justamente por ter sido “poupada” durante tantos anos
    estando inativa, já seria capaz de permanecer em serviço por pelo menos outros 12 anos,
    mesmo defasada e que outras 3 fragatas, estas sim seriam revitalizadas, o que permitiria à Marinha entrar na década de 2030 com 4 classe “Niterói”.
    .
    Se de fato a “Defensora” for uma das 3 a serem revitalizadas, fará sentido o comentário de
    alguns tripulantes da “União” que mencionaram algo como 2020 para o retorno ao serviço,
    pois ao longo PMG seria incluído a revitalização, é o que deduzo agora após sua afirmação que
    a “Defensora” será revitalizada e poderá ser a primeira.
    .
    Minha aposta para as outras duas, são a “Independência” e a “União” também com base do que me disseram sobre o melhor estado delas quando comparado com as demais.

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