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NPaOcs das classes Amazonas e River não suportariam ‘danos de combate’

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NPaOc Apa P121

Por Luiz Monteiro

Vejo que muitos comentaristas acham que os NPaOcs (Navios-Patrulha Oceânicos) ou OPVs (Offshore Patrol Vessels) das Classes “Amazonas” e “River” podem ser transformados em navios de combate, bastando para isso equipá-los com um canhão de 76 mm, lançadores de torpedos e mísseis.

Na verdade, os navios de ambas as classes não são construídos para combater. Eles não foram dimensionados para suportar danos de combate.

Caso recebam um ataque direto de canhão de médio calibre, míssil ou mesmo de uma lancha terrorista repleta de explosivos, será pouco provável que estes navios se mantenham flutuando, pois não possuem estanqueidade adequada ou estações realmente preparadas para combate a incêndios.

Além disso, o casco não possui reforços estruturais para suportar o impacto de munições de médio calibre, mísseis ou a incursão terrorista de uma embarcação pequena e rápida atopetada de bombas.

Entendo que não é viável transformar os NPaOc das classe Amazonas e River em navios de combate incrementando-se seu armamento. Estes navios servem para a missão a qual foram projetados: patrulha marítima.

Para realizar tarefas de policiamento, abordagem a navios mercantes ou a grandes pesqueiros internacionais, canhões de 30 ou 40 mm ou metralhadoras de 20 mm cumprirão bem a missão.

Até concordo que poderia ser instalado um canhão de 76 mm, para intimidação e eventual utilização em defesa das tripulações da Marinha do Brasil (MB) contra navios que passaram a vir para o Atlântico Sul com seus tripulantes armados com fuzis 7,62 – relatos argentinos dão conta de que a tripulação de pesqueiros chineses estão atirando contra os navios da Prefectura Naval (Guarda Costeira argentina).

NPaOc Apa, classe Amazonas

Porém, eu pararia por aí; nada de mísseis ou torpedos.

Navio de combate deve ser projetado para essa missão e não adaptado a ela.

Na guerra naval, esse tipo de adaptação poderia colocar em risco a vida do pessoal dos nossos navios de patrulha.

A Royal Navy fez diferente quando projetou seus NPaOcs Tipo River 2, desde a sua fase de concepção do projeto, como navios de combate.

Diversas melhorias em relação aos nossos Amazonas foram introduzidas. Assim, os navios River 2 estão aptos a suportar de forma bem melhor os danos de combate.

Por estas razões, entendo que os NPaOc da Classe Amazonas ou navios da classe River que eventualmente possam ser adquiridos em compras de oportunidade devem ser utilizados pela MB exclusivamente em missões de patrulha naval.

OPV classe River Batch II

Nota do Editor: Luiz Monteiro (o nosso LM) é veterano colaborador do Poder Naval.

144 COMMENTS

  1. Acho que deveria ser criada uma policia federal marítima e ser dado a eles estes navios classe Amazonas e outros de porte variados para patrulhamento da nossa costa e deixando a Marinha livre desta responsabilidade de ir atrás de navios pesqueiros e ilícitos como combate a drogas e demais delitos, e marinha com a função mais dedicada a defesa. Teria que ser algo maior e mais estruturado que NEPOM com maiores recursos para proteção da costa.

  2. Mas eu botaria neles um helicóptero com hellfires ou drones firescouts. Se a embarcação a abordar for de um dos encrenqueiros habitualmente mais violentos, botava no ar o heli + 8 hellfires. Mas patrulha é patrulha, embora o mar seja ‘terra sem lei’. Pensando bem, que se façam patrulhas com design adequado a combate de baixa intensidade.

  3. “É algum outro navio suportaria um míssil?”

    Como um Navio de Guerra deveria se portar em combate:

    https://www.youtube.com/watch?v=qzn5L-82GdE

    Thach absorbed an enormous amount of punishment, starting with a Harpoon missile launched by a South Korean submarine, the ROKS Lee Eokgi. Next, the Australian frigate HMAS Ballarat launched another Harpoon, and an Australian SH-60S helicopter shot it with a Hellfire missile. U.S. maritime patrol aircraft then hit it with Harpoon and Maverick missiles.

    But Thach wasn’t done. The cruiser USS Princeton hit it with yet another Harpoon missile, and an American SH-60S Navy chopper hit it with more Hellfires. US Navy F/A-18 Hornets lobbed a 2,000 pound Mk. 84 bomb at it, and a US Air Force B-52 bomber dropped a GBU-12 Paveway laser guided 500 pound bomb on it. A U.S. Navy submarine got into the action, striking it with a Mk. 48 torpedo. Thach was hit with nearly five thousand pounds of high explosive, plus unspent rocket fuel and yet held out for nearly 12 hours. How did it survive so long? Good warship design, which has improved considerably since the days of World War II.

  4. Na minha cabeça de minhoca, o navio deveria possuir uma capacidade de fogo maior, justamente pelo fato de não soportar muitas avarias.
    “””Caso recebam um ataque direto de canhão de MÉDIO CALIBRE, míssil ou mesmo de uma lancha terrorista repleta de explosivos, será pouco provável que estes navios se mantenham flutuando, pois não possuem estanqueidade adequada ou estações realmente preparadas para combate a incêndios.”””
    Não suportar um barco cheio de explosivos e misseis é aceitável, mas não aguentar tiros de canhão MÉDIO?
    Atéonde eu sei o navio custou 110 milhões de reais, não seria melhor gastar 150 milhões e deixar ele mais bombadinho? Tanto com reforço estrutural quanto de um canhão de 76 mm…
    “”Até concordo que poderia ser instalado um canhão de 76 mm, para intimidação e eventual utilização em defesa das tripulações da Marinha do Brasil (MB)””
    Eu também acho…um navio de quase 2 mil toneladas sem um canhão de 76 mm?
    Esse navio é interessante, muito bonito por dentro e tem preço razoável (daria para o Brasil comprar 12 navios desse por 1,5 bilhão de reais (cada umcustando 150 milhões de reais), teria uma frota padronização de navios de patrulha), mas acho que daria para melhor, principalmente investindo em alguns sistemas de defesa para a embarcação.
    Abraço!

  5. “jjneto 11 de Fevereiro de 2018 at 14:47
    entao esses navios sao comparaveis a guardas municipais armados com cacetetes.”

    Não, seriam guardas armados com pistolas.

  6. Concordo complemente, mas a infeliz realidade é que daqui a alguns dias aparecerá algum comentário novamente insistindo em colocar lançadores de torpedos nos NPaOc classe Amazonas. É uma batalha perdida.

  7. Mais existe navíos com blindagem contra torpedos ou mísseis?.Hoje em dia os navíos são qüasi 100% electronicos se ultilizão um PEM o navío fica na deriva e é blanco fácil,não.

  8. Ivan BC “daria para o Brasil comprar 12 navios desse por 1,5 bilhão de reais”…

    Meu caro, concordo com vc. Com algumas mudanças esternas tipo, canhão 76mm e um convõo para um heli leve ou drone comcopter daria uma bela proteção para águas jurisdicionais… Penso ainda que melhor 12 amazonas com as modificações elencadas que 4 tamanduas… pensando na costa do Brasil inteiro e não só do RJ, que parece que o Almirantado estima mais.

  9. Prezado BMike,

    Os NPaOc da Classe Amazonas possuem convoo. Nele pousam helicópteros do porte do Lynx, que diversas vezes operou nos NPaOc. A maior deficiência é a ausência de um hangar.

    Abraços

  10. Prezado Adler,

    Como bem comentou o Marcos, os argentinos mandaram o pesqueiro para o fundo do oceano.

    Em nossas águas é cada vez mais comum a presença de grandes pesqueiros chineses, algumas vezes com tripulação muito agressiva.

    Abraços

  11. Prezados Rafael e Camilo,

    Como muito bem respondeu o Nunao, se o navio possui boa estanquiedade, postos de combate à incêndio, sua tripulação estiver bem adestrada É, dependendo de onde ele for alvejado, pode resistir aos danos de batalha.

    Abraços

  12. Luiz Monteiro,

    Agradeço os esclarecimentos. Textos como estes fazem falta, pois são coisas que nós leigos não sabemos. Por isso defendemos aremar melhor os navios e colocar na linha de frente. Eu era um dos que defendia isso.

    Gostei muito do texto. O que mais me chamou a atenção e ninguém parece ter percebido foi o trecho: “entendo que os NPaOc da Classe Amazonas ou navios da classe River que eventualmente possam ser adquiridos em compras de oportunidade devem ser utilizados pela MB”

    A Marinha vai comprar os River?

    Abraços

  13. Boa tarde,
    Após a operação missilex 2016, onde o casco de uma corveta da classe Inhauma foi alvejado e afundado por um míssil Penguim e um Exocet, qual foi a avaliação feita à respeito da capacidade desses navios suportar danos ?
    Só assistindo o vídeo dá pra supor que não afundaria pelo impacto do Penguim. Afundou após o impacto do Exocet.
    Espero que a marinha tenha aproveitado o exercício para colher informações, se é que é possível, sobre a capacidade de absorver danos e tentar aproveitar em projetos futuros.
    sds

  14. Luiz Monteiro 11 de Fevereiro de 2018 at 16:17
    Só o que faltava esses caras aqui! SC é o maior polo pesqueiro do Brasil…mandem o Amazonas para essa região.
    ………………………
    BMIKE 11 de Fevereiro de 2018 at 16:06
    Eu também acho…esse navio é muito interessante, vamos dizer que cada navio com canhão 76mm, sistemas de contramedidas, reforço estrutural, sistemas melhores de defesa etc…elevem o preço para 210 milhões. Nesse caso 12 navios custaria 2,5 bilhões de reais (nada fora da realidade, o Brasil tem uma arrecadação enorme, orçamento federal acima de 1 TRILHÃO), teríamos um frota de navios de patrulha padronizados, novos, de boa qualidade e relativamente armados.
    Futuramente compra umas 10 FREMM e já estaria muito bom…kkkkkk

  15. Não adianta, pode-se falar (escrever), mostrar, explicar, desenhar que ainda vão continuar querendo NPaOc mais “bombados”. Eu até defendo um casco com características militares, não pela resistência mas devido a possibilidade de criar escala para a Tamandaré, mas isto não é relevante. O que precisamos é na verdade dos 27 NPas, com o Maracanã já são três, e de uma dúzia de NPaOc com hangar. Esses 12 armados com um canhão de 30 ou 40mm, 2 armas de 20mm e 2 .50. Um heli orgânico preparado para SAR e com capacidade de transporte de dez ou doze fuzileiros para abordagem, se puder ser armado com uma arma 7,62 ou .50 seria satisfatório. Veja bem, isto é para serviço de patrulha (policial), resgate e salvamento. Se se conseguisse estes 12 NPaOc, os três Amazonas deveriam assumir missões de NPa, e caso compre-se os três River também deveriam ser alocados a tais missões. Um NPaOc que vá em missão SALVAMAR no meio do Atlântico, poderá necessitar de heli embarcado, se for em mar grosso poderá não ter como embarcar um heli se não tiver hangar.

  16. Para proteger nossos polos pesqueiros: Uma FCN na versão NaPOc (nova designação P-140; P-141; etc.) ainda com os lançadores de torpedos à bordo. Isso é intimidatório.

  17. https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/13/Br%C3%A9sil_-_ZEE_et_plateau_continental.jpeg
    .
    Nossa ZEE é imensa e ainda pleiteamos um aumento considerável na sua extensão.
    .
    A quantidade de meios que temos hoje para Patrulha é e sempre foi ridícula. Mesmo sendo esta uma função básica do Estado.
    .
    Só a demanda por meios de baixa complexidade, como Navios de Patrulha, seja Fluvial ou Oceânico, pode manter um Estaleiro do ramo da Defesa em pleno funcionamento por décadas e décadas a fio. Sendo que este também poderia vir no futuro a se dedicar em absorver a demanda por navios mais complexos.
    .
    No antigo PEAMB constavam:
    46 NPa de 500t
    12 NPa de 1.800t
    4 Npa de 200t
    3 RbAM Grande Porte
    10 RbAM Pequeno Porte
    4 NPaFlu Grande Porte
    6 NPaFlu Pequeno Porte
    3 RbFlu
    6 NAsH
    6 NTrFlu
    E entre outros vários outros meios… Ou seja, existe uma monstruosa demanda sendo contida pela falta de interesse de investir em Defesa.
    .
    Qual o plano da MB e do Estado do Brasil para sanar este descaso com a ZEE e a falta de investimento?
    Não se sabe.
    Talvez esteja relacionado com o fato de que vamos fomentar a instalação de um Estaleiro ESTRANGEIRO no Brasil, para começar a absorver nossa demanda, via “Classe Tamandaré”.
    .
    Triste…

  18. Ádson 11 de Fevereiro de 2018 at 16:46
    “”Não adianta, pode-se falar (escrever), mostrar, explicar, desenhar que ainda vão continuar querendo NPaOc mais “bombados”.””
    kkkkk se eu for presidente vou pegar dinheiro do Ministério da Cultura e bombar esses navios de patrulha, você vai ver como vão ficar bons!
    …………..
    Alexandre Galante 11 de Fevereiro de 2018 at 16:54
    Primeira baixa venezuela em mar brasileiro!

  19. O que penso para estes Navios de Patrulha é que nos falta tecnologia embarcada, tecnologia esta que seria um multiplicador de forças, sugestão seria um drone de asas rotativas embarcado. A capacidade de vigilância dos drones já foi mais do que testada e aprovada. Um NPaOc com um drone repleto de sensores poderia patrulhar uma área muito maior e de forma muito mais efetiva e de forma mais barata do que um helis convencional. A nossa costa é enorme, a quantidade de navios que possuímos para vigiá-la é bem reduzida, porém com o uso de tecnologia podemos melhorar um pouco a situação atual com um investimento não tão expressivo. Senhores concordam?

  20. Bardini:
    Concordo com você.
    A demanda de meios para a MB seria tão alta que daria manter a produção dos estaleiros por anos. Mas isso depende de dinheiro, e para isso dependemos de ampla mudança de mentalidade. Há uma estimativa de Tribunais de Conta que o Estado brasileiro paga 40% a mais do que o preço do mercado, não por conta de desvios, mas por conta de burocracia. Vi um artigo hoje de um cidadão brasileiro que comprou um imóvel na Flórida: a coisa foi tão simples, mas tão simples, que ele achou que alguma coisa estava errada.
    Sem contar, evidente, a própria corrupção, endêmica, gastos sem controle, ganhos desproporcionais, ideologia, entre outros.

  21. Então porque não vemos barcos e pesqueiros ilegais capturados?
    Porque não vemos eles abordando barcos sospeitos no nosso litoral?
    Ou temos carencia de vigilancia com radares na nossa ZEE?
    Falta recursos pra combustiveis?

    Que me expliquem porque nada funciona como deve nesse pais?

    • “Gil em 11/02/2018 às 17:58
      Então porque não vemos barcos e pesqueiros ilegais capturados?”

      Não vemos porque isso é pouco divulgado, mas acontecem com frequência tiros de advertência e abordagens a pesqueiros e outras embarcações suapeitas ou cometendo delitos (e também ocorre o outro lado da história, quando pesqueiros brasileiros são apreendidos em países vizinhos). Eventualmente se divulga e eventualmente se publica aqui também, é só procurar.

      Outro assunto: mais acima, perguntaram sobre fragatas etc serem transformadas em navios-patrulha oceânicos.

      Sim, isso ocorre, e já ocorreu na própria MB com uma classe de oito navios.

      No início da década de 1960, os contratorpedeiros de escolta classe “Bertioga” (classe “Cannon” da USN), veteranos da II Guerra Mundial, tiveram seus armamentos antissubmarino retirados e assim foram convertidos em avisos oceânicos (como eram chamados à época os navios-patrulha oceânicos) para mais alguns anos de serviço nessa função, e seus indicativos foram mudados de “D” para “U”.

      Um exemplo abaixo:

      http://www.naval.com.br/ngb/B/B046/B046.htm

  22. Emergências acontecem. Durarante a WWII tivermos que utiliza e os Caça Pau e Caça Ferro. Muitos construídos no Brasil. Ninguém perguntou se eles aguentariam danos de combate. Guerraom e’ guerra.

  23. Eu acho que os Amazonas deveriam ser mais bem equipados mesmo que sejam apenas nascidos para patrulha marítima.
    Os russos usam navios da classe “Molnya” ( desenvolvimento da classe “Tarantul”) como patrulha marítima,são denominadas de corveta(mesmo tendo apenas 56 metros…) e carregam mísseis antinavio supersônicos 3M80 Moskit (SS-N-22 ‘Sunburn’).

  24. Este é o único site de defesa que faz matéria própria. Os demais são só press release de conteúdo estrangeiros ou da imprensa de massa.

    Parabéns aos editores

  25. Permita discordar em parte:

    Sou um defensor de que OPV’s possuam um melhor armamento do que existe hoje em dia, pois lembro que eles são navios militares antes de serem navios policiais e que em marinhas menores como a nossa ou em outras do continente eles tem a tendência de assumir missões acima do que foram projetados, mesmo em tempo de paz.

    Não defendo transformar um OPV em uma corveta, pois isso perde todo o propósito de aproveitar o baixo custo de construção e de operação deste tipo de navio. Corvetas e OPV’s são coisas diferentes.

    O que advogo é que não é parece uma boa ideia economizar dinheiro, deixando o navio sub armado com canhões de 30 ou 40 mm e metralhadoras, sob o argumento que ele irá combater apenas pesca ilegal. Sendo que fará parte de marinhas notádamente com carência de escoltas.

    O aumento de custo que se tem com a instalação de uma peça de grande versatilidade como o Oto Melara de 76 mm é plenamente compensado com o que esta arma oferece. Como capacidade de defesa antiaérea plena contra aeronaves em seu alcance, alguma capacidade antimíssil, capacidade de destruir embarcações de superfície, bem como até fazer fogo contra alvos em terra. Lembrando que o canhão precisa de uma direção de tiro, o que pode ser feito por uma alça optrônica de menor custo que um a diretora de tiro com radar.

    Não sei precisar o custo destes sistemas mais está na casa de dezenas de milhões de dólares, mais repito a capacidade alcançada justifica o seu uso.

    Também é prudente destinar em um OPV o espaço e reserva de tonelagem, além de toda a parte elétrica de cabeamento, eletrônica como consoles para que possam ser armados com SSM caso necessário.

    O custo de um SSM é na faixa de 3 milhões de dólares e dois mísseis deste tipo dão a capacidade de pelo menos um OPV poder atirar contra um navio maior. Ou seja por 6 milhões de dólares se põem um ferrão na abelha. Aliás no caso brasileiro temos em desenvolvimento uma arma nacional o seu uso em vários navios aumenta a escala de produção o que favorece a redução de custos e capacitação da indústria nacional.

    Digo tudo isto, com plena ciência da vulnerabilidade em relação a danos deste tipo de navio, bem como também saliento que se eles tivessem as características de uma escolta, não seriam economicamente viáveis.

    Também considero relativa a vulnerabilidade, pois em termos de validade de combate pequenas escoltas podem sim sobreviver ao impacto de um míssil anti navio e se manter flutuando, mas perdem completamente a capacidade de combate. Não passam de navios aleijados no mar. E enquanto inoperantes em guerra receberiam outros impactos com a morte dos seus tripulantes.

    O que ocorreria com um OPV é que eles simplesmente afundaria com perdas muito maiores de vida inicialmente ou não pois também não haveria combate aos incêndios de bordo etc, seria evacuado prontamente. Mas isso vai acontecer com ele tendo ou não as armas, pois o que ocorre é que um conflito ele seria usado em missões que não seriam de caracter policial e acabaria correndo riscos da mesma forma.

    Um OPV é um navio militar e não um navio civil, um OPV equipado com armas de baixo calibre se adequa muito bem a missões policiais, mas ficará totalmente incapaz em um ambiente de hostilidade mesmo que seja o de um conflito de baixa intensidade.

    Lembrando novamente que em caso de hostilidades até navios civis são alvejados, exemplos disto ocorreram em todos os conflitos e até nos mais recentes como na Guerra das Malvinas e no Golfo Pérsico. O que significa que um OPV não será poupado por não ter armamento.

    Aliás exemplos não faltam para mostrar que navios que teóricamente não deveriam estar na linha de frente podem ser engajados e atingidos em missões que não são de combate, vejamos na Guerra das Malvinas o aviso ARA Alferez Sobral, armado com um canhão Bofors de 40 mm L/60 foi atingido por mísseis Sea Skua quando realizava tarefa de busca e salvamento.

    O que vai acontecer na realidade é que durante um conflito vão faltar navios e aí vão se usar os OPV’s em missões perigosas e os seus tripulantes militares vão correr o risco inerente a combatentes e se deixará para hora do aperto de colocar o navio em melhores condições.

    Por fim ressalto que muitas armas são modulares, então pode se conceber o navio sem instalar de início os equipamentos.

    Mas também deixo claro que não é possível viabilizar capacidades como ASW ou colocar mísseis antiaéreos de porte etc. Pois o navio não tem sensores como sonar, radares de busca aérea etc. E isto é totalmente fora do contexto deste tipo de barco.

  26. Os chineses precisam allimentar mais de 1,5 ;bilhões de pessoas. Países do sudeste asiático e a Índia acusam a China de apoiar esses pesqueiro.

    Inclusive usam navios espiões no meio de pesqueiros. Não duvido que a futura base naval na Namíbia seja usada para dar apoio a estes pesqueuros no Atlântico Sul

    Será que corremos o risco de uma nova guerra das lagostãs?

  27. Não precisa pensar muito em projeto estrangeiro para buscar exemplo a respeito do assunto. Temos um excelente:
    Classe Inhaúma.
    O projeto base era de um OPV.
    Inventaram de transformar esse OPV em “Navio de Guerra” e acabou virando um meio termo burro chamado Corveta.
    .
    Resultado: Não é ideal nem pra Patrulha, muito menos para Guerra.
    .
    Navio Patrulha tem de ser Navio Patrulha. O principal armamento, são as suas embarcações de abordagem.
    Navio de Guerra, tem de ser feito para Guerra.

  28. Comandante Monteiro, obrigado pelas suas explanações e lucidez nos assuntos tratados. Coloque-nos sempre em sontonia com vossos conhecimentos. Forte abraço.

  29. Para falar a verdade, minha única reclamação em relação aos NaPOc Amazonas são que seu armamento principal é pouco chamativo.
    Já estive em outra embarcação lado a lado com um desses, e ele impôs menos respeito do que uma Macaé (que é muito menor), simplesmente por não aparentar ser um navio guerreiro.
    Talvez se colocassem uma carenagem nesse canhão que denunciasse melhor que a embarcação suspeita está “sob mira”…

    Mas também não sei. De repente numa situação longe da costa as percepções sejam diferentes.

  30. Tem uma solução meio termo. NPaOc com um Pantsir M como arma principal. Capacidade de engajamento na superfície e uma boa capacidade ASA de curta distância, inclusive contra mísseis.

  31. Prezado Luiz Monteiro,
    O Chile está modificando o projeto dos OPV da FASSMER (NaPOc) em navios de combate, armados com misseis, diretores de tiro, sensores, radares de aquisição de alvos, sonares, etc. Você acha esta opção inviável, por que?

  32. Prezados,

    Como esclarecimento, saliento que a maioria dos projetos de NPaOc modernos não são preparados para combate, não sendo os Amazonas inferiores aos demais.

    Talvez o altíssimo custo dos 12 NPaOc que a Austrália está construindo, advenha de alguma adaptação do projeto justamente para melhorar as condições de sobrevivência ao utilizar estes meios como primeira força de combate até a chegada dos navios da esquadra.

    Abraços

  33. Prezado Glasquis7,

    Não sei se a ARCh contratou ao ASMAR mudanças no projeto original do navio-patrulha. Não conheço detalhes do projeto de vocês.

    Entendo que, para colocar esses navios-patrulha para combater na linha de frente, se faz necessário remodelar a parte interna, criando sessões reforçadas e estanques. Também vejo necessidade de instalação de equipamentos para controle de incêndio e avarias.

    Como falei antes, não sei se isso foi feito. Sou da opinião que não basta colocar armas neste tipo de navio, tem que dar condições de persistência em batalha. Do contrário, no primeiro contra ataque que o navio receber, vão todos voltar pra casa nadando.

    Abraços

  34. Prezados,

    Como disse anteriormente em outro post, a MB foi comunicada pela RN que os NPaOc da Classe River estão disponíveis para venda.

    Vamos aguardar.

    Abraços

  35. Prezado David,

    Não sei te dizer se uma eventual base naval chinesa na Namíbia será utilizada por pesqueiros daquele país, acredito que não.

    Por outro lado, não acho impossível a utilização de navios militares para dar cobertura aos pesqueiros chineses.

    Quando a Prefeitura Naval argentina afundou o pesqueiro chinês, o presidente da China fez um duro discurso informando aos argentinos que o governo chinês poderia dar cobertura aos pesqueiros caso outro navio fosse afundado.

    Caso houvesse uma escalada nas tensões, poderíamos ter uma “Guerra das Lulas” (e não lagostas) para a Argentina. Rsrs

    Abraços

  36. Prezado Bardini,

    Como reforço aos Distritos Navais, a MB vem tentando, dentro de seus recursos, obter navios-patrulha.

    Neste sentido, contratou a construção de 5 unidades da Classe Macaé, cuja licitação foi vencida pelo estaleiro EISA. Em decorrência das dificuldades financeiras surgidas com este estaleiro, a MB não recebeu estes navios.

    No entanto, a MB já recuperou a propriedade sobre os 3 cascos inacabados. O do futuro NPa Maracanã já está no AMRJ e terá a construção concluída.

    Os outros 2 cascos também serão levados ao AMRJ para conclusão.

    A partir daí, a MB pretende dar início a construção dos NPa BR.

    Por fim, saliento que a construção destes meios é feita com recursos da MB.

    Abraços

  37. Complementando,

    A MB também adquiriu 3 NApOc:

    “Mearim”, para o 5°DN;
    “Iguatemi”, para o 4°DN; e
    “Purus”, para o 1°DN.

    Abraços

  38. Prezado José Luiz,

    Para ser usado neste tipo de missão, entendo que o NPaOc deva ser projetado, desde o início, para isso. Mesmo que os navios não sejam dotados com todos os armamentos em sua incorporação.

    Este é o caso dos navios-patrulha da classe River 2 e acho que dos 12 novos OPV australianos. Porém, o custo de obtenção destes navios é muito mais elevados.

    Abraços

  39. Bardini 11 de Fevereiro de 2018 at 18:50
    “Tava demorando até alguém vir com um navio Russo”…

    E porque não Bardini ?! Sei que muita gente aqui na trilogia tem urticária só em falar em equipamento russo aqui nas forças armadas,mas oque falei não foi isso.

    Eu tentei dizer que qual seria o problema,de uma embarcação que não foi feita para guerra e sim para ser um NPaOc,ser mais bem armado?
    Então dei como exemplo o barco russo que tem a denominação de corveta e que é bem armado para suas dimensões.

    Os classe amazonas poderiam ser bem armados com misseis antinavio mas continuariam com sua finalidade principal:

    patrulhar as Áreas Jurisdicionais Brasileiras, fiscalizar e resguardar os recursos do Mar Territorial, Zona Econômica Exclusiva,efetuar patrulha para a vigilância e defesa do litoral etc e etc…

  40. Permitam-me apresentar algumas questões.
    O Contra Almirante nos brinda com seu conhecimento pois é do ramo.
    Mas acredito que nós leigos podemos, a partir de tais conhecimentos abalizados, realizar algumas elucubrações.
    Acredito que a maior parte do trabalho da Marinha, no mar, no dia a dia, seja patrulhamento.
    Não estamos em tempos de guerra e imagino que não fazemos tarefas de defesa militar propriamente dita. Ou fazemos?
    Por defesa militar refiro-me a patrulhamento da costa ou no oceano com vistas à defesa contra navios de guerra estrangeiros.
    Se esse trabalho não é realizado, acredito que no dia a dia deveriam ser utilizados navios mais baratos e guardar fragatas para guerras.
    Poderiam navegar vez por outra como forma de manter a tripulação adestrada e não enferrujar seus mecanismos.
    Mas nada de usar diariamente e, depois de três anos, passarem uma dois, três anos, em manutenção e fora de combate.
    Para mim navios de guerra deveriam estar “guardados” para combate.
    Agora quanto a essas patrulhas, acredito que o ideal seria serem mais resistentes. Mas se ficar muito caro, poderiam sim melhorar o armamento.
    Reitero que navios de guerra não deveriam ser o núcleo de patrulhamento.
    Nas suas ocasionais navegações, poderiam fazer patrulhamento, mas não ter essa função como rotina.
    Mas os navios patrulhas não deveriam ser meras “lanchas” de 2.000 toneladas, sem proteção alguma e muito menos armamentos ou limitados a metralhadoras…
    Sugiro que os navios patrulha ou sejam ainda menores e mais baratos. Se for só para levar duas metralhadoras e uns 20 fuzileiros poderiam ser lanchas mesmo. Sendo mais simples, poderiam ter o apoio de outros navios patrulha com helicóptero e armamentos melhores.
    A própria corveta russa (consegue flutuar após ser atingida por um míssil?) de 700 Ton, leva uns 8 mísseis antinavio.
    Assim, acredito que esses navios patrulha, com 2.000 Ton só têm tamanho…
    Nem aguentam bala (mas as corvetas também não são totalmente invulneráveis) nem tem armamento de respeito.
    Gostei de usarem algumas dessas corvetas para patrulhamento. Isto é, patrulha com dentes.
    Seria como a polícia pacificadora, no seu patrulhamento em favelas, portar apenas revólveres calibre 22 ou 38.
    Do jeito que está a situação no Rio tem que levar o fuzil…
    Ah, mas é pacificadora… Mas na rua, bandido de AR 15 não se importa se é o bope, o core, a rota. Vão atirar do mesmo jeito.
    Sei que no dia a dia os navios patrulhas não vão se defrontar com navios de guerra.
    Mas acredito que contar com alguns mísseis ou foguetes imponha mais respeito e seja útil se aparecer um navio de guerra.
    Se não tiver armamento melhor ou vai ser alvejado do mesmo jeito ou será como policiais de revólver assistindo passivamente bandidos roubando carga com fuzis na avenida Brasil.

  41. “Nonato 12 de Fevereiro de 2018 at 2:52”
    Nonato, vamos lá de novo. NPaOc não é navio da Esquadra, carro de polícia não tem que ser M1 Abrans. Npas são menores que NPaOc (500 ton x 1800 ton). NPa faz patrulhamento costeiro e faz patrulhamentos de 15, 20 dias, mais próximos da costa, NPaOc é oceânico faz patrulhas de de 20, 25, 30 dias, vai 200, 300 nm, faz até comissões internacionais como por exemplo na África, um navio menor tem qualidades marinheiras piores e judia muito da tripulação. Uma corveta russa pode ter só 700 ton, ela opera só nas águas abrigadas do Báltico e ou no Mar Negro, com pouquíssima autonomia tem que estar sempre próxima a seu porto. Um NPa ou NPaOc sem um potente radar, sem mísseis AA, sem um sonar, sem torpedos anti sub, sem um projeto mais resistente, sem anteparas estanques para tentar lhe garantir uma sobrevida caso alvejada e em alto mar seria só um alvo com seus oito mísseis para afundarem juntos.

  42. Não é questão de má vontade em investir em Defesa. Mesmo que tivesse boa vontade não tem dinheiro. Para aumentar os orçamentos das 3 forças, tem de cortar em outro lugar. Não vão cortar de saúde, educação e muito menos cortar das mordomias existentes nos 3 poderes (não estou falando das FAs). Quanto a grana da corrupção, oque for recuperado, vai para cobrir buraco, já que temos um déficit enorme.
    Se não tivermos uma readequação dos gastos em Defesa, as FAs ficarão sempre dependentes de alguma verba extra liberada e em seguida contigenciada. Porque não sobra dinheiro pra nada.
    Quanto aos navios classe River, se o preço e a condição dos navios forem satisfatorios, que a Marinha vá lá e compre.

  43. Que os navios da classe Amazonas não foram projetados para combata já sabemos. Daí dizer que em caso de conflito não serão utilizados e’ outra história. Durante a Guerra o Brasil teve que utilizar os Caça Pau e os Caça Ferro. Os Caça Ferro tinham um canhão de 76 mm. e 4 de 20 mm. além de cargas de profundidade. E foram a luta com suas heróicas tripulações. Ninguém perguntou se eram barcos aptos a suportar damos de combate. Na guerra se usa o que está disponível.

  44. Muito bom saber que a MB já recuperou a propriedade sobre os 3 cascos inacabados (queria tanto ver uma foto desses 3), já era para termos os 5 contratados navegando, e já estarmos na construção do NaPaBR, precisamos muito de patrulhas, região norte proximo a Guiana e foz do amazonas , muitos piratas (ratos d’agua) com armas “normais ” assaltando navios , barcos de pesca estrangueiros fazendo a festa, claro que a MB faz o seu trabalho com o que têm, mas precisamos de mais , muito mais patrulhas para todo nosso litoral, um litoral gigantesco como o nosso cada Distrito deveria ter pelo menos uns 10 navios patrulhas, 3 de 200ton, 5 de 500 ton e 2 de 1800/2000 ton com hangar, isso pensando mínimo, como sonhar é de graça ,o ideal seriam 15 entre 200, 500 e 2000 ton por Distrito. Nos proximos 10 anos se recebermos os 4 Macaé ,3 River e algumas Fragatas transformadas em Navios Patrulha Oceanicos já alívia muito.

  45. José Luiz 11 de Fevereiro de 2018 at 19:17
    Permita discordar em parte:

    Sou um defensor de que OPV’s possuam um melhor armamento do que existe hoje em dia, pois lembro que eles são navios militares antes de serem navios policiais
    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    .
    Bem, com certeza muitos devem ter ficado imaginando….lá vem o Carvalho….mas o mestre Jose Luiz foi perfeito nos contrapontos.
    .
    Para bom entendedor e de uma vez por todas….ninguem quer um navio de 2a. linha ou terceira linha, sem preparo necessario para a guerra, que seja a ponta de lança na MB…jamais seria tão bom quanto ou capaz de ombrear no mesmo numero, adversarios especializados…
    .
    Sim, não tem a resistencia. Isto é fato.
    .
    Mas a vida não é linda, e absolutamente ninguem…ninguem….ninguem mesmo, pode dizer que uma guerra ocorre dentro dos planos….se ela ocorrer é porque o adversario era incompetente ou ridiculo inferior na contraposição…o que normalmente não é…o trabalho do adversario é fazer o inesperado, atacar onde existe sua maior fraqueza percebida ou despercebida…
    .
    Enfim, guerra é uma caos em que sempre se excede sua capacidade e extrapola seus limites desenhados.
    .
    .
    Numa hipotese guerra e combate a um adversario superior, qual seria o papel de um guarda Costeira Amazonas neste contexto????
    .
    Ficariam no porto aguardando ser bombardeada lá????
    .
    Ahhh sim, porque vai…escondidinha ou não…serão atacadas, pelo ar ou pelo mar…
    .
    Tentariam dar suporte em missões especificas a MB ou EB??? Em aguas mais interiores? enquanto ainda poderia contar com cobertura de resistencia Continental?
    .
    .
    .
    E então, o que fariam????
    .
    Marujos seriam dispensados para ir as suas casas quando da eclosão do conflito??
    .
    O que fariam???
    .
    Façamos a pergunta reversa então, o que fariam???
    .
    A MB não tem navios.
    .
    Quem não tem navio, não pode e não consegue dar classificações tão distintas de função a cada casco pela simples matematica dos meios insuficientes.
    .
    No dia que tiver eu concordo. Lógico!!!
    .
    Dai será possivel fazer como Americanos dando especialização a cada casco e com tantos disponiveis.
    .
    Guerreiros Gregos leves de vestes de tecido venceram Persas de pesadas armaduras no charco…
    .
    NapaOc com armamento capaz de inflingir ataques, seriam guerreiros com espadas, mas sem escudos….
    .
    Mas é bom lembrar, Teme-se a espada, ninguem teme o escudo….
    .
    .
    Para ser mais objetivo, chamem de navios descartaveis….sim porque o são!!!
    .
    Não se esqueçam lembrar aos leitores, que não raro navios descartaveis são bois de piranha, tem sim missões quase suicidas e se interpõe a frente de misseis ou outros ataques direcionados aos navios mais capitais….nada romantico, mas fato planejado, triste e real…é assim que é… assim é a guerra…
    .
    E outra….este negocio de casco de 1a. linha ser atingido não é absoluto, no todo, mesmo não afundando ele fica fora de combate…fica morto militarmente do mesmo jeito…e na pratica so voltaria a operar depois do encerramento do conflito.
    .
    Ninguem quer entupir um navio deste de armamentos de um cruzador, ele é patrulha, o que se deseja é ter a hipotes do incremento necessario, exatamente para uma eventual Necessidade!!! Se navios de 1a linha estiverem cumprindo a necessidade ok!!!! Mas estão???Ou estarão???
    .
    Então, desculpe novamente….exceto a rendição….o que um classe Amazonas fará no dia que o bicho pegar?
    .
    Façamos a pergunta ao contrario, isto ajuda muito a achar as respostas de contraponto.

  46. Nonato:
    “Sugiro que os navios patrulha ou sejam ainda menores e mais baratos.”

    Um navio muito pequeno, com uma semana, a tripulação estará moída.

  47. Então cria-se a Guarda Costeira Brasileira (CGB), e transfiram-se os patrulheiros da ordem de batalha da MB para a nova GCB.
    Navios próprios, doutrinas específicas, carreira diversa.
    Porque uma Marinha de Guerra que tenha navios que não podem ir para a guerra é administrativamente perda de dinheiro e tempo. Como qualquer Instituição que gaste em recursos que direta ou indiretamente não atendam à sua atividade-fim.
    .
    E não custa lembrar que entre águas territoriais, ZEE e SAR são 13,5 milhões de km². Precisa-se de quantidade antes de qualidade.

  48. Os Amazonas sem duvida foram uma boa compra, são bons navios que estão cumprindo bem sua missão, tarefa hercúlea pela carência de meios que afeta nossa armada, se os Rivers (De uma geração anterior aos nossos Amazonas) vierem e torço pra que venham, pois são muito necessários, ai sim vão falar que são sub-armados (Vem com canhão de 20mm exceção ao Clyde) mas não tenho duvidas que serão muito úteis e assim com seus irmãos mais novos, cumprirão bem a missão que é de patrulhar nossas águas.

  49. Quando escuto esse papo de NP desdentado, lembro-me do caso argentino ARA A-9 Alferes Sobral.

    http://www.naval.com.br/blog/2017/05/07/aviso-ara-alferez-sobral-9-sobrevivente-da-guerra-das-malvinas-1982/

    Era um velho rebocador que foi deslocado para a busca de pilotos abatidos, missão típica de tempos de guerra.
    O pessoal parece se esquecer que reais vasos de guerra, são invariavelmente destinados a missões de combate puro em tempos de guerra, sem tempo para missões secundárias como a busca de pilotos abatidos.
    Como resultado, o velho guerreiro foi detectado e atacado por helicópteros britânicos, destruindo sua ponte de comando. Por pouco (e uma boa dose de bravura), não se tornou mais uma baixa. Seu armamento de tubo, velhos e manuais, não forneceram a necessária proteção contra mísseis.
    Portanto, acho acertado o armamento mínimo de 40mm das Macaé, que podem ter função secundárias AA, e a MB sabe disso. A classe Amazonas é preocupantemente desprotegida nesse sentido.

  50. Nonato,
    Mesmo o país não estando em guerra ou em eminência de entrar em guerra ou pelo menos esteja inserido num contexto geopolítico que a guerra é previsível, navios de guerra não podem ficar “estocados”. Não há como treinar de uma hora para outra a tripulação de um navio de guerra.
    Todo navio de guerra e sua tripulação invariavelmente tem que ser colocada em ação, seja na chamada patrulha, seja em comissões no exterior ou em exercícios programados inclusive com marinhas amigas.
    Não há como impedir o “desgaste” de um navio.

  51. A Argentina afundou pesqueiro chinês e a China afundou o submarino argentino. É que Fukushima abateu a qualidade do pescado no Pacífico e os japas e chinas (como gostam de commodities brazucas os chinas…) preferem comer algo menos impróprio…
    Brincadeiras à parte, como ficou aquela lei que transferia a missão de patrulha da ZEE pra um novo departamento da PF? Teremos duas instituições aplicando a lei no mar territorial?
    Marinha tem pelo menos quatro missões MILITARES e a de patrulha MILITAR é apenas uma delas. Se o desespero chegou ao ponto de querer que navios especializados sejam multi-missão, tá feia demais a coisa…

  52. Concordo com o articulista e inclusive eu gostaria muito que a MB tivesse o cuidado nesta concorrência das CV Classe Tamandaré em analisar os projetos pois muitas empresas vão apresentar versões aumentadas de suas Classes de OPV, nisto leia-se empresas como a DCNS com a Gowind que nada mais é que um OPVsão, Suecos, Damen e etc ….

    Poucos destes concorrentes realmente tem um navio com DNA de Fragata apresentando nesta concorrência ….

  53. Pessoal, essa discussão sobre armar ou não os NPaOc remete mais uma vez para o desejo do ótimo impedindo a aquisição do possível (e bom ou mesmo razoável). Armas mais potentes são caríssimas, e a Marinha precisa de meios para ontem, e dentro de um orçamento apertado. Chegou-se nessa situação por diversas razões que já foram muito abordadas em comentários aqui no Poder Naval, mas, independentemente das razões, o que existe é a realidade. Então, que venham o NPaOc possíveis, os River quebrariam um galhão, mesmo pouco armados e dois deles sem convôo. Os rebocadores adquiridos no final do ano passado, terão poucas armas, mas serão uma bênção. Depois, numa futura revisão do PAEMB ou coisa do gênero, com uma visão realista (as prioridades possíveis dentro do orçamento real ao longo de x anos, mais alguns desejos caso se consiga algum dinheiro extra), talvez se possa encaixar NPaOc melhor armados e com hangar. Mas, por ora, navios com armas básicas e sem hangar, é o que tem pra hoje.

  54. Nilson 12 de Fevereiro de 2018 at 10:26
    “Nunes-Neto 12 de Fevereiro de 2018 at 7:56
    sobre os 3 cascos inacabados (queria tanto ver uma foto desses 3)”
    .
    Nunes, digitando Maracanã na lupinha de pesquisa vc vai encontrar matérias do Poder Naval com fotos do Maracanã.

  55. ADRIANO M. 12 de Fevereiro de 2018 at 0:57
    .
    “E porque não Bardini ?! Sei que muita gente aqui na trilogia tem urticária só em falar em equipamento russo aqui nas forças armadas,mas oque falei não foi isso.”
    .
    O problema não é o armamento Russo. O problema é querer comparar as necessidades da Rússia e a doutrina de aplicação sobre a qual estes armamentos foram desenvolvidos com a nossas necessidades, que são completamente diferentes.
    .
    “Os classe amazonas poderiam ser bem armados com misseis antinavio mas continuariam com sua finalidade principal:

    patrulhar as Áreas Jurisdicionais Brasileiras, fiscalizar e resguardar os recursos do Mar Territorial, Zona Econômica Exclusiva,efetuar patrulha para a vigilância e defesa do litoral etc e etc…”
    .
    Tu leu o texto do LM?
    Se eu entendi o que eu li, o que ele deixa claro é que não precisamos de um NPaOc com armamentos. Não tem necessidade. Não é “Navio de Guerra”.

  56. Eu acho que deveriam pelo menos criar estações onde pudessem ser instalados armamentos mais pesados… Como por exemplo uns 4 exocet, criar um contêiner plug and play com uns 8 misseis anti aéreos… Mais pra patrulhas em época de paz esse armamento aguenta… Caso os chineses escolhem seus pesqueiros ai enviamos os irmãos mais fortes…

  57. Naqueles vídeos sóbre as ações dos russos contra piratas Sómalis. Vi o uso de RPG como artilharia. O efeito em uma pequena a embarcação a ao tipo pesqueiro e devastador.
    Colocar mísseis tipo zIgla ou Bofors de ombro já seria um começo.

  58. carvalho2008 12 de Fevereiro de 2018 at 8:24

    Recordo de um livro da Grande Guerra, de um combate naval entre a Itália e o Império Austro-Húngaro. Na ocasião, um contratorpedeiro era atacado por uma lancha armada com 2 torpedos. Uma lancha frágil, mas ágil. Enfrentando um inimigo muito superior. Válido para uns, não para outros. Mas é um esforço de guerra.

    As npaocs deveriam ter em seu projeto algumas melhorias de armas. Canhão de 76 mm…
    E uma ou outra unidade melhor equipada para enfrentar um inimigo superior que serviria para adestramento da tripulação. Com as outras unidades tendo em sua estrutura a capacidade de receber tais equipamentos em caso de necessidade. Para assim não aumentar o custo do dia a dia…

    Mas teríamos as opções e pessoal qualificado.

  59. Não entendi bem o porque de tanta discussão. Tecnicamente, os Amazonas e River não foram concebidos para o combate, não possuem defesas adequadas e sua estrutura não aguenta o tranco. Divagar sobre canhões maiores, misseis e torpedos (!!!) nesses navios é perda de tempo, até porque a maioria se esqueceu de que para controlar e dirigir todo esse poder de fogo há que se ter radares, diretores de tiro, alças…..
    O artigo foi tão claro a respeito… qual a duvida?!
    Ah, mas o que discutimos é se a MB deve ter NPaOc mais bem armados, concebidos desde a prancheta como combatentes, para ser a primeira linha de defesa no caso de eclodir um conflito ou para atuarem em apoio às caras e escassas escoltas de primeira linha (corvetas, fragatas e contra torpedeiros)… Aí sim, mas suspeito que teríamos uma chuva de críticas ao preço “australiano” dos navios patrulha oceânicos….
    O fato é que não se pode improvisar (ainda que, romanticamente, surjam exemplos inspiradores) e, também, não se pode ter mais sem gastar MUITO mais. É simples, o resto é retórica para tempos de paz e de divagações . Se e quando o primeiro tiro trovejar, o que conta é planejamento, doutrina e treinamento, sustentados por muito dinheiro.
    Em tempo: também acredito em navios patrulha anabolizados, verdadeiros combatentes de apoio às nossas escoltas em caso de conflito armado. Também acredito que devem estar preparados para receber em curtíssimo espaco de tempo e de forma “plug and play: mísseis e outros armamentos. Apenas sei que isso demanda um projeto próprio e muita grana. Discutir esses conceitos nos Amazonas e River é pura divagação.
    E, por fim, Oceano Atlântico e costa brasileira são absoluta e totalmente diferentes no Mar Baltico………… em tempos de internet farta e acessivel chega a ser curioso que alguns não percebam que um navio concebido para aquele teatro de operações nao serve para o nosso…

  60. Correto Mestre Helio,
    .
    Não há duvidas sobre as capacidades das Amazonas, bem como suas restrições.
    .
    Mas a materia necessita ser enriquecida com contrapontos.
    .
    A pergunta permanece e faço mais uma vez:
    .
    Qual o papel das Amazonas em potencial conflito com uma foça aeronaval superior, havendo no inventario da MB mesmo em boa hipotese, 6 fragatas de 6 mil ton e 6 corvetas tamandaré????
    .
    Em que pesa toda a relevancia da materia, ela não aborda isto.
    .
    é fato para todos sua capacidade de sobrevivencia, mas e ai?O Urso esta na porta…quais são as hipoteses?? Alguma delas envolvera serviço ativo nos mar brasileiro?
    .
    O merito da questão não é o que ela faz. São os requisitos que um NapaOc nacional deveria fazer….ou não fazer, de existir ou não existir…todos sabem que as amazonas foi um compra de ocasião e por sinal otima compra. Mas e a resposta a estas perguntas???
    .
    Atentem que requisitos extrapolam os dados tecnicos em si, requisitos relacionam-se tambem a numeros de meios e complementaridade.

  61. Nilson, obrigado, mas o Maracanã já vejo a anos as fotos , é o mais adiantado, queria a foto dos 3 que a marinha vai terminar tb, em que estágio estão!

  62. Vou novamente comentar alguns pontos da minha visão, focando na classe Amazonas:

    Em primeiro lugar não se trata de anabolizar os navios de patrulha, isso não tem sentido, pois realmente eles não foram projetados com cascos de navios militares, ou seja, compartimentação estanque, anteparas que possam conter explosões internas e evitar inundações catrastóficas, sistemas de controle de danos como potentes bombas para expulsar água, ou sistemas de controle de fogo como aqueles capazes de inundar todo um compartimento com gás extintor de chamas. Eles são navios com cascos vulneráveis e sempre serão. Seus cascos continuam do jeito que estão, se mudar isso teremos cascos de corvetas sem as armas e sensores e não OPVs.

    A minha questão por exemplo, vejam o caso da Classe Amazonas é porque ter como arma principal na proa um canhão automático MSI DS 30M – Mk44 de 30mm, e como armas auxiliares dois canhões  MSI DS 25M – M242 de 25mm  nos bordos. Estas armas não devem ser assim tão baratas e considerem que o navio é bem grande, pois tem um deslocamento de 2450 toneladas e 90,5 metros de comprimento por 13, 5 metros de boca. Uma corveta Barroso tem 103, 5 m, meros 13 metros a mais e a boca desta é menor 11 metros.

    E o navio não vem sem sensores não, o Amazonas tem um radar de busca  2D Scanter 4100 e inclusive já tem uma alça optrônica Horus com câmera de TV incluindo também imageamento térmico e elêmetro laser que serve muito bem como diretora de um canhão de 76 mm.

    Mesmo sendo um navio “policial”, também tem um COC com sistema de combate OSIRIS e o convoo comporta helicópteros de 7 toneladas. Ou seja não é uma lancha.

    Com tudo isso muito mais proveitoso do que ter os três canhões de baixo calibre, seria ter na proa um Oto Melara de 76 mm e como armas auxiliares bastava ter dois canhões simples como o Oerlikon de 20 mm, que bem como seria usado como arma antisuperfície para abordagem poderia muito bem ser de um tipo mais simples que os atuais e de fabricação nacional. Será que haveria um aumento significativo de custo?

    Com um canhão de 76 mm dá para enfrentar qualquer outro OPV similar estrangeiro, dá para parar um navio mercante dispando contra a praça de máquinas deste, dá para atirar contra uma posição em terra, dá abater uma aeronave tripulada ou não que esteja no alcance da arma. É o mesmo poder de fogo que se tem em muitas fragatas maiores. Qual o custo a mais, não compensa ?

    Colocar o console, cabeamento e as plataformas para receber dois mísseis do tipo Man sup o que isso acrescenta de custo ou modificações, a diferença é que em caso de conflito por 6 milhões de dólares pode se acrescer dois mísseis anti navio. A de onde vem a orientação. Respondo vem do alcance de horizonte radar do radar Scanter 4100, ou por link a informação vindo de outro navio ou de uma aeronave. O que importa é que um OPV com SSM é uma ameaça para qualquer outro navio de superfície.

    E praticamente acabou, não dá para ir muito além, pode se ter chaff básico mas aí para o seu funcionamento efetivo depende da existência de um sistema MAGE básico. Pode se pensar em ter algum tipo de Manpad para defesa antiaérea, mas acredito que o canhão de 76 mm já faz esta parte. No entanto nada impede de se ter a bordo algum míssil do tipo do Igla.

    Apesar dar vulnerabilidade inerente ao projeto inicial continuar inalterada a verdade é que por um acréscimo de custo se dar poder de destruição ao navio.

    Contra o argumento de que não é a finalidade do projeto do navio. Coloco a questão: Se em tempos de paz faltam escoltas operacionais para todas as missões, em guerra, não haverá uma falta ainda maior de escoltas e os OPVs não vai ser ordenado que estes navios tomem missões de combate mesmo não sendo adequados.

    A própria Marinha enviou um OPV para a costa do Líbano, por falta de ter fragatas no momento.

    E assim sendo um OPV de casco vulnerável como o Amazonas, operando na escolta de um comboioi, em conjunto com uma corveta não agrega mais poder, acrescendo um segundo convoo para o helicóptero reabastecer, um segundo radar para vigilância por exemplo, um segundo posto de comunicações, uma alça optrônica para vigilância em um extremo do comboio. Sempre serão dois navios ao invés de um. Mas vai sentir falta de ter armas como o canhão principalmente.

    Ou seja, é um desperdício de tonelagem construir navios de 2000 toneladas armados somente com metralhadoras, com argumento que vão passar a existência atrás de barcos de pesca.

    Por causa destes pontos é que considero que qualquer futuro OPV nacional tem que ter no mínimo um canhão de 76 mm como arma instalada desde do estaleiro com a diretora de tiro optrônica que também já existe nacionalizada como a ATENA produzida pela ARES (http://ares.ind.br//new/pt/sistemas-navais/atena.php ) e condições para receber o míssil anti navio nacional, pelo menos duas unidades.

  63. Já estava esquecendo totalmente que este tipo de navio também pode ser usado em atividades militares como a plantação de campos defensivos de minas navais no litoral.

    Ressalto também que os canhões de 30 mm e 25 mm do Amazonas tem baixa cadência de fogo e se destinam a tiro de superfície. O Amazonas não esta preparado para repelir uma aeronave.

    Outro ponto, recentemente uma fragata saudita sofreu o ataque de uma lancha de controle remoto contendo no seu interior a ogiva de um míssil Silkworm, versão chinesa do P 15 Termit, ou seja um OPV como o Amazonas operando em missão de patrulhamento na costa da África, no Líbano como já ocorreu. Vai ter que lidar com a ameaça fatal com o fraco armamento que possui. Aí o 76 mm de alta cadência, alcance e precisão vão fazer falta.

  64. Volto a falar, a melhor solução para tudo que foi dito aqui é um sistema que não dependa de radares, alças, etc. Um sistema “independente”, poderoso o suficiente para engajar alvos de superfície, aeronaves e mísseis. O navio continuaria sendo um patrulha, mas, se necessário fosse, poderia operar como um combatente de segunda linha, que pelo que percebi é o que muitos querem. Esse sistema é o Pantsir M. http://www.naval.com.br/blog/2017/06/27/russia-apresenta-o-pantsir-m-sistema-antiaereo-naval/

  65. “Nunes-Neto 12 de Fevereiro de 2018 at 14:38
    …queria a foto dos 3 que a marinha vai terminar tb, em que estágio estão!”
    .
    É mesmo uma curiosidade, mas acho que as fotos não devem ser muito animadoras. Certamente existem nos processos da Marinha que acompanham o caso (não estou dizendo que nos seja dado acesso).
    Vc se lembra, houve comentário de que o P-73 Mangaratiba tinha caminhado cerca de 40%, mas o que havia de concreto eram algumas seções prontas ou iniciadas. Dos outros “cascos” parece que quase nada havia sido feito.

  66. Aí sim, Bardini falou tudo, o que o pessoal parece querer é que sejam construídas corvetas mais frágeis estruturalmente e, desdentadas, fiquem NPaOc, podendo ser armadas quando necessário. Também não acho ser o caso, se for fazer corvetas, que façam corvetas de verdade, e gastem menos dinheiro com os NPaOc.

  67. Então a solução é manter as Amazonas e demais NaPa (classe Grajaú e Macaé) na patrulha costeira e partir para uma nova classe de navios da ordem de 2500/3000 ton, todas com com casco militar e radar 3D, baseadas nas fragatas leves Venator 110, em três variantes: uma de baixo custo (em torno de 100 mi), para patrulha oceânica, cinco unidades equipadas com convoo e hangar para um MH-16, 2 RIBs, canhão 76mm super rapid, dois canhões 40mm e quatro metralhadoras 12,7mm. A segunda variante, com três unidades, seria melhor equipada em termos de sensores e armamento, incluindo MANSUP e SAM, para conduzir operações regionais em conjunto com as primeiras. A terceira variante, com duas unidades, seria equipada no estado da arte para guerra ASW e ASuW, podendo operar isoladamente ou em grupos-tarefas de coalisões internacionais. Seriam dez navios a um custo total de aproximadamente 2 bilhões, que dariam uma grande flexibilidade e poder de dissuasão à MB.

  68. Vamos pegar a calculadora de padaria…
    .
    Um Navio Patrulha simples, com coisa de 500t custaria quanto hoje? Uns U$ 25mi?
    Um Navio Patrulha Oceânico básico, de 1.800t, custaria quanto hoje? Uns U$ 120mi?
    .
    Precisamos de 46 do primeiro e uns 12 do segundo. Daria coisa de U$ 1.15 bi + U$ 1.44 bi. “Ou seje”, com pouco mais de U$ 2,5 bi da pra fazer um bocado dos navios que tanto precisamos.
    Aí começa: “coloca um míssil aqui que fica bom”, “Um sensorzinho ali ajuda”… E daqui a pouco, estamos falando dos navios do PROSUPER, coisa que nunca se pode “comprar, manter e operar”.
    .
    Precisamos de navio simples, barato e feito para Patrulhar.

  69. Bardini,
    .
    Depende e muito…..
    .
    E Vcs vão chegar ao mesmo ponto que sempre vivo defendendo.
    .
    Se continuarem recusando a responder qual o papel de 6 a 8 NapaOc numa MB com apenas 12 fragatas e em conflito, não se chegará a lugar algum. NapaOc é NapaOc, fragata é fragata, e quando vc não tem nem um nem outro? Sim porque uma andorinha só não faz verão, existem números mágicos em cada função para que os segmentos façam sentido.
    .
    Então, ? Como deveriam ser estes NapaOc? Em unidade e baratos e ainda assim com valor militar pois número suficiente de 1a linha não haverá? ?????

    • “Se continuarem recusando a responder qual o papel de 6 a 8 NapaOc numa MB com apenas 12 fragatas e em conflito, não se chegará a lugar algum. NapaOc é NapaOc, fragata é fragata, e quando vc não tem nem um nem outro?”

      Carvalho,

      Acredito que você já tenha visto, mas não custa relembrar que o papel de NPaOc em caso de conflito, pela descrição do Centro de Projetos de Navios da MB, é o seguinte:

      “TAREFAS BÁSICAS

      Em Situação de Conflito

      O NPaOc deverá ter capacidade de contribuir:

      nas tarefas afetas às Operações de Esclarecimento, relacionadas à vigilância e defesa do litoral, de áreas marítimas costeiras e das plataformas de exploração/explotação de petróleo no mar, complementando as ações das Forças Navais;

      para o cumprimento da tarefa de Controle de Área Marítima (CAM), em áreas críticas ou indispensáveis à segurança de objetivos considerados prioritários;

      na Defesa de Porto;

      nas Operações de Interdições Marítimas;
      e
      para a realização de Operações Especiais.”

      https://www.marinha.mil.br/cpn/content/navio-patrulha-oceanico-brasileiro

  70. Bardini, por isso falei do Pantsir M. Não tem que se colocar nada, o Pantsir M é “autônomo”. Seria um NPaOc sem sonar, sem radar, etc., mas teria como engajar aéreos. Mas poderia ser usado para patrulha também em tempos de guerra. O Pantsir não seria municiado com mísseis, só deus canhões de 30mm estariam municiados. Sempre defendi que patrulha é patrulha, mas desde que ví esta opção passei acha-la muito interessante. Tem-se um patrulha sem mudar nada nisso, porém com um minimo de capacidade de defesa em caso de conflito.

  71. Seu exemplo do Pantsir Mestre Adson, é somente um de muitos.
    .
    Existem muitos modulos diferentes que poderiam ficar organicamente ou ainda até em poder dos fuzileiros/MB para montageme desmontagem quando necessario.
    .

  72. Pra mim, investir em um sistema Pantsir M é rasgar dinheiro…
    .
    Não fabricamos a munição e muito menos o míssil.
    Para um tiro de advertência, são disparadas varias munições, que são importadas.
    Essa munição tem perna curta.
    Míssil seria caro e praticamente inútil para patrulha.
    Sistemas diretores de tido são caros de manter.
    .
    Para patrulha, o 40mm ainda quebra o galho.
    O ideal seria a MB partir para canhão o 76mm, mas isso também tem seu custo.

  73. Ótimo vamos considerar o NPa Oc como não combate te.
    Também vamos hipoteticamente criar uma Guarda Costa autônoma.
    Tomaremos dos Américanos (sempre eles) um e exemplo de barco guarda costa.
    Se obtivéssemos um classe Hamilton teriamos:
    Canhões de 76 mm. 2 de 25 mm. Phalanx 20 mm. Heli, convés e hangar. Realmente um patrulheiro de respeito.

  74. A MB teima em querer colocar uma visão “de ir a Guerra” até em algo que deveria ser simples, como o NPa 500t BR.
    .
    “Em situações de conflito, deve efetuar patrulhas de vigilância e defesa do litoral, das áreas marítimas costeiras e das plataformas de exploração de petróleo. Deve contribuir para a interdição do litoral controlado e disputado pelo inimigo e para defesa de porto.”
    .
    Essa missão descrita para o NPa deixa claro o mal que faz ao país não ter uma instituição para ter seus navios pintados de branco e exercer uma função de carácter policial.

  75. Os relatos dos marinheiros q combateram submarinos na Guerra do Atlântico contavam a penúria e sofrimento das tripulações de barcos de pouca tonelagem. Muitas chalupas foram armadas e até barcos de pesca foram artilhados para combate. Esses patrulhas de 500 toneladas me parecem insuficientes para o Atlântico Sul. As tripulações requerem conforto para bem desempenhar suas missões.

  76. Patrulha é patrulha, escolta é escolta…

    Se um dia tocar o zara e tiver um conflito patrulha vai ter o seu papel e a escolta o dela. Apesar de que pessoalmente acreditar que os NPaOc poderiam ser “fitted for but not with” para os cenários de negação do uso do mar e em defesa de portos e campos petrolíferos. Nesses cenários dotados de hangar telescópico, calhas para minagem defensiva, msa de ombro ou pedestal, ou ainda, mss no pior dos casos. Com respectivas capacidades geração de energia , refrigeração, sobrevivência e eletrônica. Numa doutrina de releitura da jeune ecole do almirante aube poderia fazer algum sentido.

    Mas na visão atual e nas características do litoral brasileiro, talvez essa não seja o mais adequado para a MB. O endurance/manter se operando continuamente numa determinada área marítima, controlando os contatos lá existentes e com a capacidade de intervir para o cumprimento da legislação brasileira e dos tratados internacionais que o país é signatário parece me mais condizente com a visão da MB sobre o NPaOc.

  77. Então só vale a pena concluir o Marananã e o Mangaratiba (40%), os demais que só têm algumas estruturas prontas não vale a pena perder tempo, a classe Macaé n foi bem avaliada no dia a dia no mar, por isso foi projetado o NaPa 500BR, conclui esses dois e vamos construir logo o 500Br, inclusive acho que deveriamos era projetar no lugar desses alguma classe ao redor 700ton, mesmo que em quantidade menor invez de 27 unidades, umas 20 ou 22 seriam mais úteis!

  78. Quando eu recebi a notícia de que a MB estava adquirindo da Bae 3 NPaOcs…de 1.800 t…aconteceu um jogo de xadrez dentro da minha cabeça. NPaOc de 1800 t…patrulhar a nossa Amazônia Azul…na ocasião, estávamos defasados em 4 escoltas (ah sim, sei exatamente o que é escolta e navio patrulha), para completarmos em escoltas a esquadra segundo os planos da MB.

    Então saiu a relação de armas e sensores. Quem na época não fiou com um gostinho de “quero mais”, que atire a primeira pedra…rs…ou apenas se pronuncie. Mas em muitos lugares, inclusive aqui, foi comentado de que o Amazonas estava um pouco desdentado.

    Sem romantismo…sem querer comparar 1914 a 2014, o “Adriático” ao Atlântico, assim como não podemos compará-lo ao Caribe, onde elas foram concebidas para a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago. O fato é que nos países sérios, se faz mais com menos.

    José Luiz 12 de Fevereiro de 2018 at 15:07 foi muito feliz no comentário dele. A ideia é esta.

    Navio patrulha de 500 toneladas é uma coisa, de 1800 é outra.

    Substituir o canhão de 30 mm pelo de 76 mm não é um absurdo. O equipamento daria poder de fogo ao navio, os marinheiros teriam uma defesa de ponto eficaz contra um ataque aéreo. E por que não ter dois lançadores Igla dentro do “armário”. É uma ótima e barata ideia.

    O Brasil é muito grande. Tem dinheiro, mas utiliza apenas onde tem interesse. O objetivo destes navios é defender a ZEE, isto inclui vários setores de atuação da Petrobrás, esta, tinha que, por lei, destinar royalties a MB para serem utilizados nesta missão.

  79. Nunes-Neto 13 de Fevereiro de 2018 at 8:28
    .
    ” a classe Macaé n foi bem avaliada no dia a dia no mar, por isso foi projetado o NaPa 500BR”
    .
    O projeto do navio é francês. Cada navio que a MB construir desse projeto, tem que pagar aos franceses pelo uso do projeto. Por isso fizeram um projeto BR, usando o P400 como base…
    Essa de “não foi bem avaliado” é invenção sua.

  80. Bom dia,

    Vejam o exemplo do NPO (navio patrulha oceânico) português:

    https://en.wikipedia.org/wiki/Viana_do_Castelo-class_patrol_vessel

    1600 Toneladas (porque tem de aguentar e aguenta muito bem, pelos relatórios, o mar do Atlântico Norte)
    Radar Básico
    Estação MArlin RWS de 30mm + 2 GPMG
    duas calhas para lançar minas
    Convoo que dá para Lynx
    Pode levar um pelotão de fuzileiros embarcado.

    Objectivo : patrulha e soberania da ZEE.
    De vez em quando vai ao golfo da guiné para combate à pirataria ou ao Mediterrâneo para ajudar no controlodo da migração e tráfico do Norte de África.

    Chega perfeitamente para as missões. Reusltado: preço unitário do segundo par: 37.5 Milhões de Euros por Navio.

    Protugal tem 2, vão +2 ser incorporados este ano e pensa-se em mais +4 nesta versão e 2 na versão NCP (combate à poluição).

    Nos forums portugueses muita gente se queixa que o navio está subarmado. Para quê? Fiscalizar traineiras?

  81. Tem observações no sentido de dotar de canhões de 76 ou 40 mm. como AA. Mas temos q considerar q nao se usa mais esses meios na função AA.
    Na Guerra das Malvinas os Ingleses dispararam cerca de mil tiros AA com canhões. Acertos: ZERO. Já os mísseis Blowpipe de ombro e Sea Wolf embarcados fizeram um estrago decisivo nos Arggies. Temos q reavaliar o conceito de emprego de tubos. São indispensáveis, porém na função AA a tecnologia e’ outra. Também essa de que existem barcos aptos a suportar danos de combate tem q ser reavaliada. Vi vídeo Australiano de um CT (alvo ) pesado ser partido ao meio por um Harpoon. Barco esse supostamente “preparado” para danos de combate.
    Temos q considerar q um agressor vá planejar ataque com mísseis no estado da arte. E eles carregam carga explosiva muito potente. Nada resiste.

  82. Srs
    Jovem Carvalho
    Em atenção ao seu questionamento, os navios patrulha serão usados no conflito em missões para o qual não serão os meios mais adequados, pois se combate com o que se tem e não com o que se deseja. Certamente até os comentaristas do PN sabem disso.
    O que parece é que todos, inclusive os almirantes, raciocinam sobre a MB como se ela fosse uma marinha de guerra que nunca entrará em guerra, sendo os navios mais para efeito de marketing.
    Dentro desta visão, navios patrulha só farão patrulha ficando para a esquadra as missões de guerra, guerra que nunca acontecerá.
    O fato é que a MB carece de recursos para enfrentar um conflito, mesmo que ele seja uma guerra da lagosta, versão século XXI.
    Aliás foi lembrado o caso do pesqueiro chinês afundado pelos hermanos e as advertências chinesas posteriores.
    E se, por um azar, um de nossos patrulheiros for desconectado com a realidade geopolítica atual e afundar um barco de pesca chinês e este enviarem novos pesqueiros com escoltas de proteção, o que a MB poderá ou deverá fazer?
    Na Guerra da Lagosta, o Brasil ainda tinha (o adversário não devia ter conhecimento do estado lastimável da manutenção de nossos navios) alguns meios respeitáveis e a França não tinha interesse em criar caso, mas e agora, com um adversário mais resoluto, com a Esquadra no estado atual e sem contarmos com o guarda chuva do Tio Sam, o que a MB pode ou deverá fazer?
    Manda uma FT com o Ocean e o que mais tiver (a esquadra, enfim) e determina que os chineses se retirem?
    Manda os subs que puder por em operação e um Amazonas para sinalizar sua posição altaneira e determina aos chineses que eles devem se retirar?
    Simplesmente finge que não é com ela e deixa o Itamaraty se virar para tirar o Brasil da fria em que se meteu?
    O que os jovens acham da possibilidades?
    Sds

  83. Bardini, segue parte de um texto retirado do blog :”Somente operando uma determinada embarcação é que se identifica suas limitações, e se consegue propor, com precisão, os necessários aprimoramentos.” Já li também sobre a entrada de água em mar grosso, isso levou a evolução para um navio um pouco maior sanando as limitações do anterior ,isso não é invenção minha , mas o senhor sabe tudo , ai me calo!

  84. Brilhante mestre Control….a realidade é esta!!
    .
    Se eu tivesse 400 navios blz, separava 200 para esquadra, 100 para patrulha distrital, 100 para os portos….e dai vai, mas o Brasil não é assim.
    .
    Teimo sim nisto.
    .
    E não tem nada a ver em querer Corveta no lugar de NapaOc e dai por diante. Nem em anabolizar um NapaOc para “substituir” navio de esquadra.
    .
    É incutir que a realidade brasileira é diversa de outros paises. Que até que tenhamos (e devemos perseguir sempre) o numero adequado de navios de esquadra, as embarcações distritais e NapaOc possuam design e doutrina efetivamente alinhada aos Navios de esquadra e vice versa.
    .
    pois se caso precisar, vc combate com o que tem….!!! esta é a verdade!!
    .
    O problema é que basta falar isto que todo mundo fica achando que querem e desejam Macaes correndo com club k e sonar rebocado atras de pesqueiros ….
    .
    Pelo amor de Deus!!!
    .
    Primeiro lugar, tenho cascos que boiem e naveguem bem!
    .
    Segundo lugar, que tenham espaço e sejam baratos!! Faceis de ser construido no Brasil
    .
    Terceiro, que tendo espaço, que possam pendurar “coisas” neles, de preferencia intercambiaveis com equipamentos dos Fuzileiros, doutrinariamente incorporados ou faceis de incorporar, mesmo que possam representar upgrades para os fuzileiros;
    .
    Quarto, que somente pendure estas coisas, no dia que voce realmente precisar!!!! logico!!! Se vc não precisa de missil para correr atras de pesqueiro, não bota, mas seja capaz e já tenha isto desenhado e treinado, não improvise quando a agua bater na b….
    .
    quinto: se tomar gosto pela coisa, verá quem nem doeu e passa a fazer sentido….testa pelo menos criatura…tem dinheiro nem para
    CG-125 e fica desenhando e mandando cartão de natal pro Papai Noel pedindo mercedez….vai dar uma olhadinha no que os Indonesios fizeram e vivem fazendo….soluções otimas , baratas e bem funcionais com o orçamento deles…
    .
    Nós temos de ter as nossas, esqueçam a escolinha US navy, Royal navy, etc…

  85. Da artilharia de tudo:
    .
    76 MM: Proximo ao limite de calibre para um napaOc, excelente para apoio de fogo (considerando estes limites), excelente para anti aereo, preço alto;
    .
    MK 110 57 mm: Pesa menos que um 76mm, excelente para anti aereo, capacidade de apoio de fogo, caro custa uns US$ 7 MM
    .
    Boffors L/70 mm: Leve, encaixa em quase qualquer embarcação, excelente para anti aereo, baixo custo, mesma munição e integração com equipamentos dos fuzileiros ( L/70 BOFI ), dependendo da configuração e instalação, pode operar de forma automatica com baixa complexidade de integração ou até independente
    .

  86. Matéria sem propósito, nenhum navio de combate continua operacional após ser alvejado, independente do tamanho, a guerra das Malvinas demonstrou isso, a idéia é objetivo é armar as “Amazonas” para que elas possam desempenhar o papel de escoltas leves, trabalhando em conjunto e sob a proteção das belonaves mais poderosas e capacitadas, aumentando assim o poder de fogo da esquadra como um todo, até a chegada de meios mais competentes, seria um paliativo e não a solução final.

  87. Misseis:

    Mistral: Anti Aereo, baixo custo, portatil, em uso pelos fuzileiros, pode ser usado no ombro, em estações fixas com ou sem integração ao COC.

    Igla: Anti aereo, baixo custo, portatil, em uso pelo EB , pode ser usado no ombro, em estações fixas com ou sem integração ao COC.

    RBS70: multi função, Anti aereo, superficie ou terrstre, até 8 km (bolide), custo medio, em uso pelos fuzileiros. pode funcionar independente do COC.
    .
    Club K: Container de 4 unidades com até 300 km, anti superficie ou terrestre, pesado, meio/alto custo, independente de estações, autonomo, pode ser empregado por forças maritimas ou de fuzileiros
    .

  88. L 70 de 40 mm?
    Mas isso e’ bem barato mesmo. Quase todos os países q utilizaram essa arma substituíram na por míssil. A Inglaterra trocou por missil RAPIER. Os L 70 foram para a sucsta. Ou vendidos no terceiro mundo. Hoje já temos coisa melhor.

  89. Control, a sua pergunta é muito complexa por envolver a Geopolítica, porém a resposta é muito simples, basta o Brasil colônia parar as exportações de Soja e Minerio de Ferro para os Chinas que eles ficam de quatro e rendidos, sem alternativa, guerra é guerra …

  90. Delfim Sobreira 13 de Fevereiro de 2018 at 23:19
    Um heli com MAGE e capacidade ASW/ASuW também pode incrementar o poder de combate de um OPV e parece exigir menos modificações.
    :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    .
    Sim, sem dúvida.
    .
    Esta tambem poderia ser uma abordagem doutrinaria para este tipo de casco de navio simples.
    .
    Entregar a maior fração de seu sistema de armas e sensores de combate na forma de um Heli Organico Embarcado.
    .
    Quando não precisa, simplesmente não embarca e não agrega os custos inerentes nos periodos de paz.

  91. Mauricio , como só o Brasil tivesse ferro e sejo para vender, se parassemos de vender para eles , nós iamos ficar de 4, eles iam comprar de outros países!

  92. Muito bom ver o que os Suecos fazem na classe de 600 toneladas.
    Temos a classe Visby / Kockuns, com o seguinte armamento:
    – Canhão Bofors de 57 mm.
    – 8 RBS 15 K2 ASM
    – 4 tubos de torpedos de 400 mm- sistemas eletrônicos de suporte ao armamento.
    – calhas para minagem.
    Ou seja….um navio de combate para o cenário do litoral Sueco.

  93. Srs
    Jovem Mauricio Veiga
    A pergunta é o que faria a MB, mas vamos lá.
    Quanto a soja:
    A China mantem estoques de segurança para evitar riscos de desabastecimento, além de ter outros fornecedores na América do Sul e na África. E o Brasil precisa vender sua produção. Se a coisa ficasse neste aspecto, a questão é quem cederia primeiro, o comprador ou o vendedor.
    Cabe observar que se os chineses já estavam a engrossar o caldo devido a pesca é improvável que não subissem o tom se o Brasil interviesse em sua produção de soja em nosso território (lembre-se, eles estão verticalizando a produção de soja, comprando terras no Centro Oeste e no Mapitoba).
    Quanto a minérios:
    A China também tem estoques e tem mais fornecedores com grande capacidade de produção. Deixar de vender minério para a China só quebraria a Vale.
    Como vê, medidas comerciais causariam mais problemas para o Brasil do que para a China.
    Sds

  94. Lembro de notícias relatando engajamento em combate de navios patrulhas argentinos na guerra das Malvinas . Como guerra é guerra e nela todo confronto pode acontecer, não é melhor estar armado o melhor possível?

  95. carvalho2008 12 de Fevereiro de 2018 at 14:23 , caro amigo, desculpe-me pela demora em responder…

    Em resposta, imagino que o papel dos Amazonas em um cenário de conflito seria operar na retaguarda, quando muito. Se o hipotético conflito for, por exemplo, com a Venezuela ou Argentina, levam boa chance de desempenhar bem a função que lhes for designada. Já se a hipótese for de conflito com, por exemplo, a França, e de novo pelas lagostas, há uma grande probabilidade de se tornarem baixa de guerra.

    Eu gostaria de repetir no que acredito: em navios de patrulha oceânica preparados para missões de combate em caso de conflito, o que seria uma força auxiliar.

    E o que seria esse preparo? Bom, de raiz, desde o projeto, um casco reforçado, com as devidas proteções contra explosões, inundações, etc, e a previsão para futura instalação de sensores e armas.

    E o armamento? Muitos dos amigos aí acima defenderam ótimas soluções. Eu acredito que o preço elevado é justificado pela grande ampliação das capacidades e nesse sentido uma peça de 76mm de duplo emprego é o ideal. O resto, como mísseis, minas e até torpedos, vai depender do projeto.

    Como justificativa, embora eu entenda os argumentos do Bardini (patrulha é patrulha e guerra é guerra..), acho que a MB não pode se dar ao luxo de ter 6 navios de 2.000 toneladas que, em caso de guerra, terão que ficar longe da linha de frente ou escondidos no porto.

    Ter a possibilidade de lhes adicionar, por exemplo, um RIM-116 ou mesmo o MANSUP, o que, repise-se, só é possível se o projeto previu isso, pode se converter numa vantagem tática. Aí sou obrigado a concordar com muitos foristas: cada NPaO será mais um elemento na equação do inimigo, pois ganhou dentes.

    Trata-se de uma decisão estratégica e financeira, pois o custo, certamente, será muito maior.

  96. Insisto em bater na tecla de que estão tentando transformar o NPaOc em uma “Corveta ASuW”.
    .
    Essa visão esbarra na intenção da MB, de construir a Corveta Classe Tamandaré para ser justamente um navio secundário.
    .
    Não é vantagem nenhuma construir essa “Corveta ASuW”, SE a Corveta Classe Tamandaré entrar em produção!
    O mais vantajoso seria construir mais CCT, que é um navio mais capaz no combate. Isso agregaria escala ao projeto e deixaria a MB muito melhor armada. A diferença de preço não seria elevada se levar as capacidade em conta.
    .
    O cenário “realista” é a MB investir na Corveta Classe Tamandaré, construindo um maior número de Navios e para Patrulhar a EZZ, contratar a construção de um NPaOc barato e simples, como o Amazonas.
    .
    O cenário mais “ideal” seria a MB optar por uma Fragata Classe Tamandaré, para substituir as FCN e FCG. Aí esse “NPaOc mais bombado” começaria a fazer algum sentido, para substituir as CCI.

    • Pois é, Bardini, resumiu bem.

      Não vejo problema num NpaOc ser projetado para, em caso de se perceber a tempo uma escalada de tensões com algum outro país, que possa levar a um conflito, poder receber um ou outro sensor mais capaz, lançadores de mísseis mar-mar que sejam do padrão da Marinha e lancadores simples de mísseis mar-ar de curto alcance. “Fitted for but not With” como se diz. Fazer essas provisões e reservas de espaço/estabilidade é comum e relativamente barato.

      Mas mesmo com esses sensores e armamentos eventualmente instalados, esse NPaOc “bombado” será apenas um componente secundário ou terciário na lista de combatentes de superfície, para tarefas subsidiárias. E se a batalha chegar até ele, vai tentar vender sua pele mais caro do que se estivesse sem esses armamentos, só isso.

      Essa matéria recente abaixo, de opinião, traduz minha visão sobre o tema: o momento é para se focar na classe Tamandaré, não em NPaOc, muito menos NPaOc “bombados”. Temos três NPaOc adquiridos novos há pouco tempo, mais três ex-AHTS seminovos para entrar em operação e ajudar na patrulha oceânica, atividade que até pouco tempo não tinha meios adequados. O que a Marinha precisa, com urgência, é de novos navios de escolta / combatentes de superfície, para repor navios que darão baixa.

      Segue a matéria, ainda recente, para leitura e discussão a respeito:

      http://www.naval.com.br/blog/2017/11/30/opvs-corvetas-fragatas-o-reequipamento-da-mb-em-perspectiva/

  97. “Fitted for but not With” …é o que acontece na Guarda Costeira dos EUA…em caso de necessidade, os navios chamados pela GC de “cutters” podem receber armamento adicional como mísseis anti navios, especialmente os maiores da classe “Legend” de 4500 toneladas e os
    da classe “Heritage” de 3500 toneladas cujo primeiro exemplar deverá ser entregue em 2021.

  98. Prezado Control, grato pelo jovem ! Quanto a MB fui bem claro quanto ao que deve ser feito com o intuito de torna-la mais competente no seu papel de líder no Atlântico Sul e aumentar a sua real capacidade de combate, as Amazonas serviriam muito bem para este propósito sofrendo as devidas alterações para esta tarefa, quanto as supostas reservas estratégicas elas são mínimas e de atuação limitada, lembre-se da OPEP X USA na crise do Petróleo, os Americanos ficaram literalmente de quatro ! Passamos por um problema semelhante na Guerra do Golfo, onde faltou até sal para limpar a Neve nas ruas, não existem fornecedores em larga escala que possam substituir o Brazil de imediato nos segmentos que mencionei, temos a China nas mãos, oque falta é atitude é coragem, continuamos sendo o Celeiro do Mundo mas com a mentalidade da República das Bananas … Abraço.

  99. Comparando a P121 e a P45 na segunda foto, vê-se a incoerência de se ter um NPaOc de 1800 ton armado com um canhão principal de 30mm e um NPa com um de 40mm. As Amazonas mereciam ter sido rearmadas com um canhão 57mm Mk110…

  100. “As Amazonas mereciam ter sido rearmadas com um canhão 57mm Mk110…”
    .
    Não é “AS” Amazonas.
    .
    Os navios foram comprados em uma excelente oportunidade que surgiu.
    Aí vamos colocar dinheiro que não se tem, na compra de 3x Modernos canhões de 57mm, importar munição, modificação no navio, treinamentos e etc…
    .
    Pra que???

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