quinta-feira, maio 26, 2022

Saab Naval

US$ 2,4 bi: o custo para reabastecer e modernizar um CVN

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

CPF08-108 Northrop Grumman Shipbuilding Newport News file

Northrop Grumman anunciou contrato de US$ 2,4 bi com a U.S. Navy, para reabastecimento e modernização do USS Theodore Roosevelt, num trabalho que deverá tomar 3 anos

Na última quarta-feira, 26 de agosto, a Northrop Grumman Corporation (NGC) informou que a Marinha dos EUA (U.S. Navy) concedeu à empresa um contrato no valor de aproximadamente 2,4 bilhões de dólares, para o reabastecimento e modernização extensiva do navio-aeródromo de propulsão nuclear USS Theodore Roosevelt (CVN 71). Os trabalhos são conhecidos pela sigla RCOH – refueling and complex overhaul.

O navio deverá ser recebido pelo estaleiro Newport News, em Virgínia (EUA), ainda neste mês, para o início dos serviços que incluem o reabastecimento dos reatores e obras de modernização extensiva em mais de 2.300 compartimentos, 600 tanques e centenas de sistemas. Atualizações de monta também serão feitas no convoo, nas catapultas, nos sistemas de combate e na ilha.

Espera-se que, ao final dos trabalhos que deverão tomar três anos e envolver, nos períodos de pico, mais de 3.800 funcionários da companhia, o CVN-71 cumpra mais 25 anos de serviço na U.S. Navy. Trata-se do quarto navio da classe Nimitz a ser submetido a essa grande modernização de meia-vida e reabastecimento. O USS Theodore Roosevelt, lançado em 1984 e entregue à Marinha dos EUA em 1986, é o quarto porta-aviões da Classe Nimitz construído pela Northrop Grumman.

FONTE e FOTO: Northrop Grumman

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Danilo José

Dalton

E as vezes eles acertam até de mais não acha ? afinal o maior comprador desse petroléo ainda é os estados unidos.

Coincidencias aparte, prefiro ver o Brasil reagindo devagar mas reagindo.

Abraços

Marcelo Tadeu

Realmente, manter a US Navy não é pra amador não! É quase o custo de um Nae novo. Será que lá não tem TCU não?

Antonio

Marcelo, lá nos EUA não existe nada parecido com o TCU do Brasil.

Lá eles tem algo MUITO MELHOR que é o “The U.S. Government Accountability Office (GAO)”.

Ele funciona MUITO MELHOR que o nosso TCU, Congresso Nacional e órgãos técnicos JUNTOS. O GAO, além de fiscalizar, dá sugestões e interfere no desenvolvimento de projetos.

Maiores informações você encontra no site: http://www.gao.gov

Rodrigo

Tudo nessa vida tem um preço!

Principalmente ser a maior potência do mundo…

Dalton

Marcelo…

um nae da classe nimitz custava cerca de US$ 4.5 bilhoes, portanto pela metade do preco se tem um nae praticamente novo operando por pelo menos mais 25 anos, e olha que lah os naes sao obrigados a atravessar oceanos e suportar pouso e decolagens de avioes pesados e de forma continua, portanto eh um grande negocio.

sds

Marcelo Tadeu

Dalton,

Realmente, e 4,5 bi sem o grupo aéreo!!! O custo em relação a um novo é negócio sim, mas veja que interessante, sem querer comparar, é mais que o orçamento da MB todo.

Adrik

São 23 anos desde a entrada em serviço e esse RCOH.

Se o opalão, que carrega muito menos aviões, navegasse a mesma distância que esse NAe, em tantas operações quanto esse NAe, quanto teria sido gasto em combustível? Quantas docagens prolongadas deveria ter sido feitas?

Baseado nas perguntas acima, será que realmente é tão caro assim esse RCOH?

Abraços

Callia

Marcelo Tadeu
eu acho que a comparação é valida sim , esta é a comparação entre um pa´´is que nasceu para dominar e um pais que , ao que parece insiste em ser dominado.

Sem mais

SDS

Flavio

E o Brasil querendo brincar de ser gente grande….

Até quando, oh DEUS, vamos ter que só olhar estas maravilhas lá fora, e não tê-las aqui, para garantir nossa soberania?!?!?!?

Guarda Marinha

Boa tarde,

Infelizmente enquanto nós brasileiros entendemos que as FAs são de utilidade relevante para o país continuaremos a ver os demais paises da America do Sul reforçarem e qualificarem suas FAs.
A manutenção das FAs não devem ser vistas como despesas sem fins, mas como investimento não somente de soberania nacional mas integraçao nacional e regional

Atc,

Guarda Marinha

Srs,

Tenho acompanhado como leigo o debate sobre a aquisição dos sub franceses pela MB, pelo exposto creio que todo o sistema de logistica atual terá que ser reformulado para atender aos novos franceses.
Mas existe algum plano para operar os atuais subs alemães/nacionais juntamente com os franceses ou os atuais não serão relegado a um 2º plano até a data de suas baixas.

Atc,

Dalton

Acredito que o primeiro escorpene irah substituir o tupi que jah estah com 20 anos desde seu comissionamento em 1989.

Se levarmos em conta que as demais substituicoes ocorrerao em intervalos de 2 anos, ainda em 2020 teremos submarinos alemaes
operando com submarinos franceses e portanto a marinha jah deve ter planos bem concretos para lidar com esta complicada logistica.

sds

Guarda Marinha

Obrigado Dalton, pelos esclarecimentos.

Operar com duas classes de sub, deverá criar uma janela na formação não só dos tripulantes como dos oficiais que irão operar-los, manter dois centros de aperfeiçoamento certamente saira caro.
Tomara que haja planos para implantação de um centro de treinamento e adestramento na nova base a ser criada na baia de Sepetiba.

Atc

GUPPY

Esta reportagem me lembra de algumas palavras postadas pelo “Mais pé no chão, por favor!!!!! em 05 Out, 2008 às 2:19 em Os últimos Guppy”:

“Os Estados Unidos são um país superior, e seu povo possui uma atitude superior, pois sempre levam em conta o bem da nação como um todo e por isso, sempre consideram uma atitude correta.”

“NENHUM país JAMAIS irá superar a grande nação americana…”

Claro que nem tudo que ele escreveu lá no comentário eu concordo, mas que alguma coisa tem sentido, tem.

Danilo José

O fato é que o Brasil, tem muitas outras dividas usuais que não podem sair de pauta. E com certeza defesa só entrou na pauta do governo nos ultimos 3 anos quando a PETROBRAS descobrio petroleo no pre-sal na bacia de santos, dai a necessidade de se ter uma esquadra realmente operacional e com capacidade não só de reação a ataques como tambem capacidade de impedir tais tentativas de dominação.Por isso comprar novos submarinos convencionais que funcionem de verdade, produzir rapidamente um submarino de ataque movido a propulção nuclear, atualizar os meios aereos e terrestres, mesmo que na velocidade do… Read more »

Dalton

Danilo…

a primeira guerra contra o Iraque deu-se pela invasao simples e pura do Sr Saddam ao Kuwait, que desejava as reservas de petroleo
e tambem uma maior saida para o Golfo.

Lembro que ateh a Siria apoiou os EUA nesta guerra, nao que eles precisassem de ajuda militar, mas moralmente foi importante a grande coalizao que formou-se…ateh os hermanos argentinos enviaram uma fragata para lah…(rs)

Enfim…se nao fossem os EUA, Saddam estaria por lah ateh hoje…
portanto, as vezes, “eles” acertam.

abracos

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