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Índia congela futuras compras do caça embarcado MiG-29K

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Possíveis compras futuras dependerão do resultado de investigações sobre queda na Rússia, no último dia 23, de versão de treinamento da aeronave

Segundo o site Defense News, antes de fazer novas compras do caça embarcado MiG-29K, a Índia vai esperar os resultados da investigação sobre a queda de uma versão de treinamento do caça, ocorrida na Rússia no último dia 23 de junho.

A Índia encomendou 16 caças MiG 29K em 2004, numa encomenda estimada em 650 milhões de dólares, para operação embarada no navio aeródromo INS Vikramaditya, que antes pertencia à Rússia, onde era denominado Admiral Gorshokov. Uma segunda encomenda, orçada em 1,5 bilhão de dólares, foi feita no início de 2010, para 29 aeronaves adicionais. Além do Vikramaditya, que segundo o site ainda está na Rússia, a Índia tem outro navio-aeródromo em operação e dois nos estágios finais de construção, com planos para construir mais três.

Porém, a queda em 23 de junho de uma versão de treinamento do MiG-29K, na qual infelizmente faleceram os dois tripulantes da aeronave, fez com que os voos no modelo fossem paralisados, segundo uma autoridade no Ministério da Defesa Indiano, o que poderia incluir as cinco unidades já recebida pela Índia . A volta dos voos deverá aguardar os resultados da investigação. O Ministro da Defesa afirmou que compras adicionais do caça não estão garantidas, pois a queda colocaria uma sombra na credibilidade da aeronave.

Os MiG-29K foram comprados como parte do contrato para reforma do Vikramaditya, que deverá ser comissionado no início de 2013, com cinco anos de atraso e muitas discussões pelo preço do contrato. No ano passado, a Marinha Indiana concordou em pagar aproximadamente 2 bilhões de dólares adicionais pelo contrato.

Falando em contratos, a Rússia está modernizando 65 antigos caças MiG-29 da Índia,conforme acordo assinado em 2008 e estimado em 850 milhões de dólares, e que deverá transformar os caças, antes restritos a missões de interceptação e superioridade aérea, em vetores capazes de operar armamento ar-solo de precisão em quaisquer condições de tempo. Por outro lado, o MiG-35, que é uma nova versão do MiG-29, foi rejeitado pela Força Aérea Indiana na competição pelos novos caças multitarefa de porte médio, assim como os competidores norte-americanos F-16 e F-18. Continuam na disputa o Rafale francês e o Typhoon, do consórcio europeu Eurofighter.

FONTE: Defense News (tradução, adaptação e edição: Poder Naval)

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Antonio M
Antonio M
9 anos atrás

Dois pesos e duas medidas?

O MiG29 tem uma escala muito maior que o Rafale, que é finalista para o MMRCA e que entre 20 caças da versão naval já caíram três.

A conferir ……

edcreek
edcreek
9 anos atrás

OLá,

Antonio M o Mig-29 K teve no maximo de 12 unidades produzidas até hoje, ele possui diferenças significativas em relação a versão convencional.

A alteração não é simploria como prega a SAAB se não já teria sido feita em varios paises.

Toda via os Russos entendem como poucos de jatos e me pareçe uma fatalidade ocasional e não pontual.

Abraços,

Antonio M
Antonio M
9 anos atrás

edcreek disse: 30 de junho de 2011 às 13:42 No caso do MIg29 sim, que foi concebido para superioridade aérea. No caso Gripen é simples mesmo, pois a aeronave já é concebida para pouso/dec0lagem em pistas curtas/despreparadas e por esse motivo já preenche de imediato boa parte das qualificações para caça embarcado, portanto é um desenvolviemnto muito maismais fácil. Se vai ter clientes/demandas para uma versão naval é outra estória. Por isso defendo que seja desenvolvida apenas uma versão do NG e que seja naval e que seja comercializado assim, como o F18. Porém, parece melhor neste moemnto que aproveitem… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
9 anos atrás

Do site indiano Livefist, a respeito do acidente:

(http://livefist.blogspot.com/2011/07/rip-two-russian-pilots-who-died-in-june.html)