sábado, fevereiro 27, 2021

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Quem controlará o ‘Pré-sal’?

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Guilherme Poggiohttp://www.naval.com.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Modelo de exploração do pré-sal deve mudar após o leilão de Libra

 

infografico-campo de libra - uol

Claudia Safatle

ClippingNEWS-PAEncerrado o leilão do campo de Libra, que ocorre hoje à tarde no Rio, abre-se uma “janela” até 2015 para a rediscussão do modelo de exploração de novos campos no pré-sal, a partir da constatação de que a lei da partilha tem alguns problemas. Essa é a expectativa de representantes do setor privado após intensos contatos com o governo nos últimos meses. “A ideia é, depois do leilão de Libra, arrumar a casa para o que vier adiante”, disse um interlocutor do governo nessa área.

Um dos aspectos que será objeto da discussão é a determinação legal de que a Petrobras seja a operadora única de todos os campos, tendo que deter no mínimo 30% de cada poço de petróleo do pré-sal. Outro, que é motivo de inquietação tanto nas empresas privadas quanto na própria Petrobras, refere-se ao papel destacado à Pré-Sal Petróleo (PPSA), empresa estatal que não colocará um centavo no negócio, mas terá 50% do comitê operacional do consórcio vencedor e poder de veto.

Caberá a PPSA definir “a profundidade do poço, a rotação/minuto da sonda que for contratada ou, ainda, se a broca será de diamante ou de aço”, citou um ex-dirigente da Petrobras, para exemplificar o nível de detalhe. Cumpridas suas determinações, a estatal poderá autorizar ou não o custo incorrido nos cálculos do custo em óleo. Esse modelo teve inspiração na experiência da Noruega, que tem a Petoro. A diferença entre a PPSA e a Petoro, porém, é que na Noruega a estatal entra com dinheiro no consórcio. Aqui, a empresa vai entrar só com o poder de intervenção. “Para mim, criaram a PPSA para controlar a Petrobras “, disse a mesma fonte que informou ter sido, na discussão, contra a criação dessa empresa.

Questiona-se, também, as exigências de conteúdo local. Mas flexibilidades nessa regra podem ser feitas no próprio edital. A lei da partilha subordina os leilões à capacidade da cadeia de suprimento da indústria de petróleo que, atualmente, está sem margem de ociosidade.

Como não há leilões programados para 2014, haverá tempo suficiente para que governo e empresas do setor cheguem a um entendimento melhor do arcabouço legal que vai regular os próximos passos do pré-sal. Técnicos oficiais que participaram da elaboração da lei anteveem, ainda, um “bate cabeças” entre a Petrobras, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a PPSA, pela sobreposição das funções atribuídas a cada uma.

O governo receberá R$ 15 bilhões como bônus de assinatura. Os recursos devem entrar majoritariamente em dólares que serão convertidos em reais, pelo Banco Central, e remetidos ao Tesouro Nacional. A expectativa da área fiscal do governo é de que esse dinheiro entre todo ainda este ano, pois ele será usado para fechar as contas públicas do exercício e ainda gerar algum superávit. Não é de todo impossível, porém, que o pagamento seja feito em parcelas e que uma parte do bônus só entre no caixa da União no início de 2014. Isso vai depender da entrega de toda a documentação pelo consórcio vencedor, explicou uma fonte.

O alto valor do bônus de assinatura e o conjunto de incertezas que subsistem acabou por estreitar a disputa a poucos consórcios. O governo chegou a contar com a concorrência entre até quatro consórcios. O setor privado estava confiante em no máximo dois.

A lógica do modelo tornou as companhias chinesas mais competitivas do que as grandes petroleiras internacionais, na medida que o interesse do governo de Xi Jin Ping é ter acesso direto à reserva e à produção de petróleo, mesmo que a taxa de retorno seja mais modesta.

O leilão se realiza em um momento que a Petrobras está financeiramente frágil e não há segurança de que ela terá capacidade para tocar Libra. Para um ex-presidente da estatal “a hora é inoportuna e a motivação é exclusivamente fiscal”

Se as empresas estatais chinesas vencerem o leilão de hoje, há quem vislumbre problemas futuros. Será um relacionamento para os próximos 30 anos onde não se sabe se a Petrobras estará subordinada à PPSA ou se ambas ficarão à mercê do incomparável poder de persuasão do Estado chinês.

FONTE: Valor Econômico, via resenha do EB (infográfico via UOL)

NOTA DO EDITOR: o subtítulo era o título original da matéria.

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Marcos

Quem controlará o Pré Sal?

A China!!!

A GF quebrou a Petrobras e agora vão entregar todo nossos petróleo aos chineses.

Soldat

Bom duvido que os Âmis irão ficar parado vendo os Chineses explorando petróleo no (Brasil) seu quintal???

Pobre Brasil em que as elites dita intelectual e humanista se divide sempre em dois:

Direita(Americanos) e Esquerda(Comunistas,Socialistas e Bolivarianos) e nunca pensam em seu próprio pais!!!

E os Banqueiros internacionais só agradecem.o dinheiro vai para eles de qualquer maneira independente do modelo politico…..

daltonl

Soldat…

os chineses estão até no Iraque,investindo pesado em petróleo lá e você quer mais quintal americano que o
Golfo Pérsico ?

Além do mais os ” Âmis ” foram convidados para o
leilão e pularam fora.

Não acho que o pré-sal seja a última bolacha quebrada
do pacote não !

Colombelli

os chineses estão desesperados por petróleo e tem que pegar onde der. Os EUA não.

Quando eu falo que os chineses são nosso inimigo do futuro, aparece elementos que tiram chacota. Ai começa o movimento deles aqui. coisa evidente para quem quer ver.

cristiano.gr

Logo no início das conversações dos royalties (prefiro que fosse escrito roialtis, mesmo) foi proclamado e altamente propangandeado que a Marinha ganharia uma boa porcentagem dos lucros do Pré-sal e poderia se equipar e por em prática plenamente o Plano de Reaparelhamento e a END. Mais tarde, devido a choradeira dos deputados loucos para poderem se vangloriar de mandar verbas para seus estados (ou para botar a mão no dinheiro mesmo), foi diminuida a porcentagem da Marinha e aumentada da educação e da saúde. Agora, pelo que acompanhei em jornais e telejornais, nem se falou mais em porcentagem para a… Read more »

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