SSBN USS George Washington
Submarino nuclear lançador de mísseis balísticos (SSBN) classe George Washington
polaris-a3
Míssil Balístico Intercontinental Polaris A3 sendo disparado de um submarino

Durante os 45 anos da Guerra Fria, os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) lutaram pelo domínio do mar e pela negação do mesmo ao inimigo.

Neste período foram lançados ao mar 936 submarinos pelas duas potências, do quais 401 unidades de propulsão nuclear. Deste número de submarinos, 722 foram construídos pela URSS e 214 pelos EUA.

Os avanços tecnológicos obtidos pela Alemanha na construção dos submarinos Type XXI no final da Segunda Guerra Mundial foram absorvidos pelas potências vencedoras e implantados nos seus submarinos. Ao longo da Guerra Fria, inovações foram sendo introduzidas em novos projetos, tanto de plataformas quanto de sistemas de armas.

No início, os submarinos de ataque eram dotados somente de torpedos e minas, mas depois receberam mísseis de cruzeiro. No entanto, as grandes revoluções foram a introdução da propulsão nuclear, que permitiu aos submarinos se tornarem independentes da atmosfera e o míssil balístico intercontinental, que transformou o submarino na plataforma de deterrência definitiva.

Soviet Project 667BD (Delta II class)
Submarino soviético Project 667BD (Delta II) de mísseis balísticos

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Itacir
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BrancoF-16
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Caramba por mais que tenha durado 45 anos, era inegável a enorme escala de produção pelos 2 lados, sendo 936 submarinos produzidos e 401 unidades de propulsão nuclear.
Realmente essa época foi um marco em todos os sentidos, pesquisas, dinheiro, desenvolvimento, capacidades industriais, matérias primas, logística, etc. etc.
É uma triste contradição, mais foi a época que o mundo mais evoluiu, tendo em vista a enorme necessidade de pesquisa para evitar que o outro lado passe muito a frente.

Itacir
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A fé na técnica voltada pra guerra. Não chamaria evolução em tudo. A humanidade é a mesma desde uns 10 000 anos pelo menos.

Bosco
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Um dos maiores mistérios da humanidade diz respeito à informática. Com o advento da informática em larga escala houve uma promessa de que tudo seria mais rápido e muito mais barato. Aviões poderiam ser projetados em poucos meses, no máximo em alguns anos, e praticamente haviam condenado os testes reais ao esquecimento já que tudo poderia ser feito simulando no computador. Praticamente o produto já sairia da fábrica pronto e acabado. Até as armas nucleares não precisariam mais ser testadas já que as explosões podiam ser simuladas. O que vimos na realidade foi completamente diferente. Tudo hoje é mais demorado… Read more »

Souza Pereirajunior
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Bosco , Acredito que se deve a complexidade do que esta sendo feito , antigamente quando se projetava uma avião ” a mão” era um projeto mais rudimentar ,com o advento da informatica vamos mais longe e isto nos toma tempo da mesma forma . Um exemplo ,na época da carroça nos finais de semana iriamos a chácara e isto nos tomava varias horas , hoje com o automóvel que é muito mais veloz já queremos ir a praia que é mais longe e igualmente nos toma muitas horas .Mas se nos contentarmos em uma viajem mais curta como fazíamos… Read more »

carlos alberto soares
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carlos alberto soares

Caro Bosco 28 de dezembro de 2015 at 20:07
Onde assino ?

Alfredo Araujo
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Alfredo Araujo

Bosco… Claro que eu não precisaria estar escrevendo isso para o mestre, vc já sabe disso rs… mas vamos lá… Se for para projetar um avião da década de 60~70 nos dias de hoje, realmente ele sai em meses… Um avião que “apenas” voa e atira seria “mole” para os CADs e engenheiros de hoje. O “problema” do avião moderno, é que ele é feito para fazer tudo ! Um caça multifuncional de hoje faz os papéis de interceptador, caça de superioridade aérea, interdição de campo de batalha, ataques tático, bombardeio estratégico, bombardeio nuclear, guerra eletrônica, e etc ! Antes… Read more »

Itacir
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Acredito que o Bosco se refira à ideia de que inicialmente a técnica (em geral) era usada e dominada pelo homem, mas chegamos a um ponto de que nos tornamos dependentes dela e não somos mais os seus controladores como éramos há pelo menos 40 anos. Ela nos moldou e nos conformou. Heidegger em A questão da técnica abordou isso em suas conferências ainda no fim da 2a GM. O texto pode ser achado online. Acho que até para militares é recomendável para desfazer concepções mecânicas do homem. São inegáveis os seus benefícios e malefícios, mas o problema é mais… Read more »

Guilherme
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Guilherme

Alfredo, Apenas complementando. Vale salientar também que hoje os caças possuem tecnologia muito mais avançada, utlizando computadores de bordo e sistemas integrados, algo que leva alguns meses, dependendo do sistema, alguns anos para ser desenvolvidos. As tecnologias empregadas são muito maiores e fazer com que tudo isso funcione leva tempo. Hoje levamos o mesmo tempo ou talvez até um pouco mais para se fazer um projeto do tipo comparado com aquela epoca, contudo, é possivel ir muito mais longe. Alias, hoje já se pode produzir aviões inclusive mais avançados do que aqueles em menos tempo, a grande questão é que… Read more »

Bosco
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Pessoal, Eu até entendo que os caças hoje são infinitamente mais complexos que as aeronaves de combate do passado, mas tendo em vista as expectativas que a informática gerou, o desenvolvimento desses, mesmo altamente complexos, era para levar pelo menos o mesmo tempo dos menos complexos. O F-4 foi desenvolvido em 5/6 anos dos primeiros esboços à entrada em operação. Se imaginarmos que a informática fosse capaz de reduzir esse tempo pela metade (3 anos) chegaríamos à conclusão que um caça muito mais complexo de 4,5ªG ou de 5ªG levaria naturalmente o dobro ou o triplo do tempo, o que… Read more »

Fernando
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Fernando

Voltando aos submarinos, mas sem sair da excelente conversa exposta acima, vemos que neste período da guerra fria e até mesmo da segunda guerra mundial a rapidez com que eram projetados e construídos novos submarinos, em períodos relativamente curtos eles conseguiam colocar no mar bons submarinos, coisa que hoje demanda um longo tempo e bem mais dinheiro. Penso que se talvez o mundo entrar em uma guerra de grande escala se veremos novamente uma aceleração grande no campo de desenvolvimento e fabricação de produtos militares. Vale salientar a inegável contribuição que a guerra fria gerou para o desenvolvimento de novas… Read more »

sergio r ferreira
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sergio r ferreira

Alguém pode me informar sobre o destino dos nossos antigos submarinos dos anos 70 e os atuais? Obrigado!

Nonato
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Nonato

Concordo com Bosco. O tema são submarinos no contexto da guerra fria. E que tempos saudosos no que tange ao desenvolvimento tecnológico. Quantos aviões e submarinos foram desenvolvidos construídos do zero na segunda guerrra e na guerra fria? Já imaginou naquela época levaram 10, 20.anos para desenvolverem um submarino nuclear? Ou com capacidade de lançar um míssil balístico? E conseguiam fazer em curto período de tempo. O que hoje é chamado de simples era complexo naquela época. Na minha opinião um submarino, navio, caça etc não deveria levar mais de 3 anos para ser desenvolvido. Minha perceção é de que… Read more »

Dalton
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Sergio…

os submarinos dos ” anos 70″ foram todos desmontados com exceção do “Riachuelo” que é um museu hoje em dia no Rio de Janeiro e vale muito
a pena uma visita.
Quanto aos atuais, todos os 5 estão baseados no Rio de janeiro.

abs

Dalton
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Nonato… os “saltos tecnológicos” ocorreram de forma gradual durante a guerra fria, mudando o formato do casco e em seguida mudando a posição dos tubos de torpedos para meia nau liberando a proa para o sonar e uma planta propulsora mais eficiente não necessitando reabastecimento do reator nuclear, são alguns exemplos. x E os saltos continuam, com uma nova “vela” como nos Seawolf e Virginias, o uso de mastros optrônicos substituindo o tradicional periscópio melhoria na capacidade stealth com as chamadas placas anecoícas que recobrem o casco e agora o uso de equipamentos não tripulados que podem ser lançados de… Read more »

sergio r ferreira
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sergio r ferreira

Dalton. Poderíamos pelo menos construir, pelo menos dois ou um, submarinos da classe tapajós,(IKL209),ou comprar alguns(classe Kilo como exemplo) de outro país? Obrigado pela explicação anterior.

Dalton
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Sergio…

a ideia inicial era construir um segundo “Tikuna” no RJ que até já tinha um nome para ele, seria o “Tapuia”(S 35) mas, acabou cancelado e com
os 4 submarinos de projeto francês em construção e/ou encomendados além do que se está investindo no novo estaleiro não faz sentido adquirir submarinos “prontos” nem há dinheiro para isso, ainda mais um classe “Kilo” que traria ainda mais dificuldades logísticas para a força.
abs

sergio r ferreira
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sergio r ferreira

Dalton Obrigado pela explicação. pergunto; E o que será feito com os nossos submarinos já existentes, caso a entrega dos “Scorpenes” seja realizada a contendo? E não pergunto sobre o Nuclear.

Dalton
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Sergio… a princípio a marinha irá operar com ambos os tipos, alemão e francês, desde que todos os atuais passem pelo segundo PMG que pode estender a vida útil em cerca de 10 anos, dessa forma o Tupi (S 30) incorporado em meados de 1989 e que já passou pelo segundo PMG pode durar até 2024/2025, quando espera-se que o quarto “scorpene” já esteja em serviço. X Então há possibilidade de que a marinha venha a contar novamente com 9 submarinos,como nos anos 80, nem que seja por um curto período, já que a retirada do “Tupi” não será imediatamente… Read more »

Nonato
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Nonato

Brigadeiro Dalton. Agradeço sua resposta. Não ignoro a existência de avanços. Mas sinto falta daquela energia que impulsionou os homens de ciência do período pré durante e pós II GM. Aviões, tanques, submarinos eram desenvolvidos em seis meses. Produziam-se 1.000 aviões em poucos meses. Quantos submarinos e aviões não foram perdidos naquela época?.havia muito de tentativa e erro.hoje com computadores e túneis de vento tudo é (ou deveria ser) muito mais rápido. Mas qualquer projeto “mequetrefe” (no sentido de inovação), leva-se cinco, dez, quinze anos. Vejam os casos do tejas (um avião comum, não muito diferente de caças projetados há… Read more »

Dalton
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Nonato… “Almirante de poltrona” tudo bem…mas…”Brigadeiro”…não ! : ) Na minha opinião o dinheiro minguou e não há uma corrida armamentista hoje em dia nem perto do que se viu no passado e isso reflete na quantidade e qualidade de mão de obra o mesmo para a infraestrutura, estaleiros e fábricas e números são importantes para manter a indústria militar e não há dinheiro suficiente para se ter os números que se tinha antigamente e a regra agora mais do que exceção é modernizar as plataformas e estender a vida útil das mesmas por mais tempo do que adquirir novas… Read more »

GUPPY
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Nonato,

O melhor é “Admiral Dalton”.

No mais, boa conversa. Feliz 2016 para você e o Admiral Dalton!

Dalton
Visitante

Feliz 2016 para vc também Guppy !!!!

João Bernardes
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Uma curiosidade…

Quando um submarino ,como os nossos Guppy foram “scrapeados” ,pra onde vai motores(diesel e elétricos) e os sistemas?! São desmantelados junto com o submarino?!