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Índia compra mais quatro fragatas Project 11356 por US$ 3 bilhões

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Fragata Project 11356

Índia e a Rússia finalizaram um contrato para a construção de quatro fragatas Project 11356 (classe Grigorovich, também designadas Krivak III), de acordo com o jornal Business Standard.

“Nova Deli e Moscou finalizaram os termos de um contrato para quatro novas fragatas stealth que a Rússia entregará à Marinha da Índia por aproximadamente INR200 bilhões (US$ 3 bilhões), ou quase INR50 bilhões (US$ 775 milhões) por navio”, diz o jornal.

Dois navios Project 11356 estão planejados para serem construídos no Estaleiro Yantar (uma subsidiária da United Shipbuilding Corporation) em Kaliningrado. Os navios restantes serão construídos no Estaleiro Goa na Índia. “As entregas dos navios começarão dentro de quatro anos desde o fechamento do relevante contrato”, salienta o Business Standard.

A Marinha Indiana (IN) agora opera seis fragatas Project 11356 entregues em 2004-2013. Portanto, o serviço receberá um total de dez navios dessa classe.

De acordo com o jornal, o conjunto de armamentos das quatro fragatas Project 11356 a serem entregues à IN será idêntico ao das três primeiras fragatas fornecidas à Índia entre abril de 2012 e junho de 2013. “Estas novas Krivak III (classe Grigorovich) terão os mesmos motores e armamentos que as últimas três fragatas, a saber, INS Teg, Tarkash e Trikand, incluindo os mísseis BRAHMOS antinavio e de ataque terrestre”.

Atualmente, a IN opera 140 navios de guerra. O serviço está planejando aumentar esse número para 198 até 2027.

Sistema de propulsão COGAG
As fragatas Project 11356 ou classe Talwar na Marinha Indiana, são projetadas para tarefas antissubmarino (ASW) e antinavio, com capacidade de defesa aérea. O navio tem um comprimento de 125 m, boca de 15 m e um deslocamento de 4.000 toneladas. O alcance máximo é de 5.580 milhas marítimas a 14 nós.

A classe Talwar possui um sistema de propulsão COGAG de quatro turbinas a gás montadas em berços isolados para minimizar o contato com o casco, reduzindo substancialmente o ruído das máquinas irradiadas para diminuir a assinatura acústica.

A empresa ucraniana Zorya Mashproekt projetou e fabricou a planta de propulsão M7N.1E. Compreende cinco caixas de velocidades, duas turbinas a gás DS-71 e duas turbinas a gás DT-59 localizadas em duas salas de máquinas separadas. Todas as quatro turbinas apresentam a capacidade de inversão direta única da Zorya, eliminando a necessidade de uma caixa de velocidades reversa (ruído e peso).

Duas turbinas a gás DS-71 são usadas para cruzar com uma velocidade de 14 nós. A potência de saída por turbina é de 7.350 kW (9.850 hp) à vante e 1.120 kW (1.500 hp) à ré. Cada turbina está conectada a uma caixa de velocidades RO63 de duas velocidades e existe uma caixa de velocidades R1063 que permite que qualquer um dos motores de cruzeiro conduza ambos os eixos da hélice.

Uma velocidade máxima de 32 nós é alcançada com potência de elevação de duas turbinas DT-59, cada uma com 16.550 kW (22.185 hp) à vante, 3.350 kW (4500 hp) à ré. Cada turbina transmite a sua potência através de uma caixa de redução de velocidade única RO58.

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Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

Quem tem USD, tem !

Projeto Ukrani dos motores ? Opaaa

Vou pesquisar armas e ton de deslocamento.

Alfredo Araujo
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Alfredo Araujo

Só p testar o novo sistema de “reply”… rs

Fernandes
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Fernandes

Uma fragata de respeito, adequada a um país que pode ter que usá-la em combate a qualquer tempo. Muito pro nosso bico, no momento.

Otto Lima
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Uma pergunta aos especialistas em propulsão naval deste site: quais são as vantagens e desvantagens de se utilizar uma caixa redutora-reversora para cada turbina, mais uma caixa para acionar os dois eixos?

romp
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romp

achei bem legal esse meio termo, metade construído na Russia e outra metade na Índia, me parece um acordo bem justo com um ótimo custo x benefício. Porque não poderíamos copiar este modelo?

Mauricio R.
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Se ambos os estaleiros mantiverem o mesmo passo, a real vantagem será a maior rapidez na entrega dos navios.

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

US$ 775 milhões por uma fragata de 4000 T é bem caro!
Será que agora o pessoal que fala que a MB deve comprar corvetas russas vai parar de falar que custam US$ 150 milhões cada?
Ou vou continuar dizendo que navios russos são baratinhos?

romp
Visitante
romp

Rafael, mas eles vão construir na Índia também então eu presumo que eles vão pagar pela transferência de tecnologia igual estamos fazendo com o scorpene e os gripens não é verdade ?

Claudio
Visitante
Claudio

3 Bilhões de dolares dava pra Índia comprar um pota aviões classe nimitz

Abimael
Visitante
Abimael

Um Nimitz custa 11bi

Rafael Oliveira
Visitante
Rafael Oliveira

Romp, mas as Tamandarés também serão construídas no Brasil e com ToT, então vão sofrer, igualmente, de incremento de preço.

MARCOV
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MARCOV

Interessante que a propulsão foi feita pela ucraniana Zorya Mashproekt (conjunto original do projeto) ao invés da russa UEC (NPO Saturn), que desenvolveu novos propulsores após a crise da Criméia.

O armamento, como descrito na internet, é o seguinte:
1 × 100 mm A-190 Arsenal naval gun
1 × 8 UKSK 3S14 VLS cells for Kalibr, Oniks and Zircon[2]
2 × 12 3S90M Shtil-1 VLS cells
2 × Kashtan CIWS
8 × Igla-1 (SA-16)
2 × 2 533 mm torpedo tubes
1 × RBU-6000 rocket launcher

Dalton
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Dalton

Claudio…
.
com 3 bilhões de dólares não dá para comprar um classe Nimitz…o último custou mais de 6 bilhões isso que foi ele foi encomendado em 2001 e comissionado em 2009…portanto se ainda
estivessem sendo construídos, custariam muito mais hoje em dia !

Jr
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Jr

MARCOV, a marinha indiana já tem 3 fragatas desse tipo com motores ucranianos, não faria sentido ela encomendar essas 4 com motores russos

MARCOV
Visitante
MARCOV

Jr 5 de Março de 2018 at 15:57

A minha surpresa é porque a Ucrânia estava boicotando o fornecimento e a UEC forneceria o conjunto de propulsão, mas parece que, como os navios serão operados pela Índia, não houve restrição por parte da Ucrânia.

Zorann
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Zorann

Olá Rafael Oliveira 5 de Março de 2018 at 15:20
.
Pensei a mesma coisa.

GEN. Escobar
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GEN. Escobar

Até onde vai o dinheiro indiano?! Olha…é de se espantar o tanto que investem!

Almeida
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Almeida

Fiquei curioso sobre se o armamento vai ser o original das versões indianas atualmente em uso ou se das mais modernas Grigorovich russas, com VLS SAM. Posto isso, a grande questão do blog: servem para o Brasil? Teve comentarista que achou caro, mas U$ 775 milhões por uma fragata com essas capacidades é bem barato. Só comparar com unidades de mesma categoria da Europa, essas atingem fácil U$ 1 bilhão por unidade. Obviamente são mais caras do que a MB quer pagar nas corvetas Tamandaré, porém são MUITO mais capazes. Prefiro duas dessas do que 4 Tamandaré. Porém, se for… Read more »

Rafael Oliveira
Visitante
Rafael Oliveira

Qual navio europeu com essa mesma capacidade custa US$ 1 bilhão?
Esse navio pode ser bem armado, mas só tem 4000T.

Almeida
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Almeida

Martadinata (SIGMA 10514) da Indonésia e Formidable (La Fayette) de Cingapura, por exemplo.

Fora que tonelagem não é capacidade. 4000t é suficiente para operações em águas azuis e essa fragata dá um pau nas FREMM francesas de 6000t.

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Almeida,
Tem a fonte desses preços?
As que achei da Formidable foram bem mais em conta – aliás, nem a FREEM custaria US$ 1 bilhão pelo que pesquisei, mas ela maior, e, querendo ou não, navios de guerra maiores são mais caros, pois gasta-se mais aço motores maiores, cabem mais armas e sistemas, etc.
A outra não achei informação de preço.

Ivan
Visitante
Ivan

Almeida, . Vc escreveu: “Posto isso, a grande questão do blog: servem para o Brasil?” . Discordo. Está pode a grande questão para você, mas em um fórum de debate sobre assuntos militares as questões são bem mais amplas, passando por conhecimento sobre navios, sistemas de armas, sensores, táticas, estratégia, batalhas, guerras e outros tantos que podem ou não interessar ao Brasil. . Um sistema de armas desenvolvido para o Mar Cáspio – ou outro mar fechado – não teria impacto significativo com o que ‘interessa’ para a Marinha do Brasil. Porém é assunto importante para o blog NAVAL, inclusive… Read more »

Almeida
Visitante
Almeida

Ivan, também não sou fã desse debate, mas é fato que essa discussão sobre se tal escolta serve ou não pra MB é a maior aqui no blog. Talvez porque nós comentaristas estamos vendo a esquadra definhando a passos largos, com grande número de escoltas prestes a dar baixa, sem nenhum substituto confirmado. Na minha opinião, é a grande questão discutida aqui toda vez que falamos de escoltas. Posto isso, entendo que a discussão costuma desandar para muitos comentaristas, alguns querendo Nimitz e dezenas de FREMMs ou ABs na MB. Ou querendo enfiar SM2 e Brahmos em OPVs. Não é… Read more »

Ivan
Visitante
Ivan

Almeida, . Velho amigo, por favor note que escrevi: Acredito que devemos primeiro observar e debater o que se apresenta, no Teatro de Operações que o texto nos leva, para só depois, se for válido, fazer um paralelo com nosso Atlântico ou nossos rios. . O que discordo na sua assertiva inicial é a tal: “…grande questão do blog: servem para o Brasil?” . Observe o que está escrito na lateral da página do NAVAL: “MISSÃO DA TRILOGIA FORÇAS DE DEFESA” “Desenvolver uma Mentalidade de Defesa no Brasil.” . Entendo que devemos debater todos os temas como exercício de conhecimento,… Read more »

Almeida
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Almeida

PS: você mesmo elogiou as capacidades marinheiras do casco dessas fragatas. 😉

Ivan
Visitante
Ivan

Sim, velho amigo. Por que as fragatas soviéticas Krivak foram criadas para atuar inicialmente no Mar do Norte, chegando ao Atlântico Norte pela passagem GIUK se fosse necessário, bem como no noroeste do Oceano Pacífico, ao norte por nordeste do Japão. Mar grosso naquelas águas é normal. Além disso elas, as Krivaks, deveriam acompanhar navios maiores e mais capazes, como os destróieres classe Udaloy (ASW) e Sovremennyy (ASuW). . Neste contexto seus sistemas de armas e sensores eram adequados à doutrina e missão da então Marinha Soviética, ou seja, grandes mísseis (foguetes?) ASW e nenhum helicóptero embarcado. Salvo engano era… Read more »

Ronaldo de souza gonçalves
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Ronaldo de souza gonçalves

a Fragata está caro,mas a culpa e dá India que bate o martelo e aceita o preço e inflaciona a área armamentista.Nas forças armadas Indianas deve ser um inferno logístico,tem armamento americano russo ,francês,de fabricação local enfim penso nos mecânicos e engenheiros que tem que devorar material técnico de variados países.Será que eles nunca ouviram falar de padronização.

Ivan
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Ivan

Amigos, . Sugiro uma olhadinha no básico, na Wikipedia em inglês: https://en.wikipedia.org/wiki/Talwar-class_frigate . O artigo acima trata esta encomenda de novas fragatas como sendo classe Grigorovich, também designadas Krivak III. Esta afirmação merece algumas considerações, talvez até reparos. . A classe é conhecida na Índia como Talwar, sendo efetivamente uma derivação do Project 11356, portanto baseadas na bem sucedida classe de fragata antissubmarino ‘soviética’ Krivak. Contudo, o projeto das indianas atenderam especificações da sua marinha, inclusive a incorporação de convoo e hangar para um helicóptero que poderia ser o Ka-28, Ka-31 ou mesmo o índigena Dhruv. . A classe russa… Read more »

Ivan
Visitante
Ivan

Em tempo.
.
A fragata Almirante Makarov da classe russa Almirante Grigorovich (Project 11356Р/М) foi comissionada em 25 de dezembro de 2017.
.
A fragata Almirante Bulakov da mesma classe ficou para depois de 2020… ou quando der bom tempo.
.
Saudações,
Ivan, o Terrível. 😉

Fabio Jeffer
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Fabio Jeffer

Alguem sabe dizer o que aconteceu com as belonaves das classes Sovremenny, Udaloy, Kresta e Kara

MARCOV
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MARCOV

Fabio Jeffer 5 de Março de 2018 at 21:18

Algumas unidades das classes Udaloy (ASW) e Sovremenny (ASuW), que são mais recentes, estão em serviço ativo. As unidades das classes Kresta e Kara foram desativadas na década de 90.

Cristiano
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Cristiano

Pelo que eu sei a India tem 6 desses navios e Russia tem 3. A Russia queria mais 3 e uma já estava avançada na sua construção quando deu a m…. com a Ucrânia que se recusou a entregar a motorização para ultimas duas. Então agora com esse acordo as duas últimas irão para India e mais duas serão construídas na India todas com motores Ucranianos. Talvez a Russia construa agora mais 3 com motorização russa.

Fabio Jeffer
Visitante
Fabio Jeffer

Marcov
Aproveitando a oportunidade, existe alguma outra classe de maiores proporções dos tempos da URSS ainda em serviço ativo na Russia

Ivan
Visitante
Ivan

Cristiano,
.
Escrevi acima que os russos já criaram uma nova versão mais ‘caseira’, a classe de fragatas Almirante Gorshkov, Project 22350, com motorização russa (dois motores dieses 10D49 e duas turbinas M90FR),
.
As fragatas da classe Almirante Grigorovich (Project 11356Р/М) que não foram concluídas serão um problema russo.
.
As indianas são classe Talwar, 3 do primeiro bloco, 3 do segundo e agora mais 4 de novo bloco.
Cada um dos blocos tem ganhos nos sensores, sistemas de controle e armas, mas a solução casco & propulsão são basicamente os mesmos.
Casco russo, turbinas ucranianas.
.
Abç.,
Ivan.

Cristiano
Visitante
Cristiano

Caro Ivan,

Acho que você esta enganado. Os russos vão ficar com a Admiral Butakov que já estava quase pronta e vão vender a Admiral Istomin e a Admiral Kornilov para Índia. a Índia vai construir mais duas. Os russos talvez construam mais algumas unidades para marinha russa com motores russos que vão estar disponíveis só em 2019.

Ivan
Visitante
Ivan

Sim Cristiano. . As fragatas Istomin e Kornilov, que devem estar nos estágios iniciais de construção, passarão a integrar a classe Talwar batch III, como você alertou. . Contudo os russos já constroem uma fragata multi função derivada das velhas Krivak e com os ganhos de aprendizado das Talwar e Grigorovich. São da classe Gorshkov. . Deve haver outras diferenças de projeto além da motorização, além de saírem de estaleiros diferentes: – Talwar e Grigorovich do Yantar da cidade de Kaliningrad; – Gorshkov do Severnaya Verf da cidade de São Petersburgo. Ambos no Mar Báltico. . Por outro lado, os… Read more »

Dalton
Visitante
Dalton

Fabio…enquanto o Marcov não aparece… . os 3 cruzadores originalmente conhecidos como “Slava” continuam em serviço…um deles o “Ustinov” recém foi reintegrado depois de mais de 5 anos em manutenção…normalmente um deles sempre está passando por um período relativamente longo de manutenção. . O grande cruzador “Pedro o Grande” é remanescente da anteriormente conhecida classe “Kirov” e outro da classe agora chamado “Nakhimov” está lentamente sendo trazido de volta à vida…era para retornar em 2018/2019, agora fala-se mais em 2021 como data da sua reintegração. . Também está em serviço um destroyer da classe “kashin”…o mais antigo do mundo com… Read more »

Ivan
Visitante
Ivan

Dalton,
Os Ivan Rogov (Project 1174), apesar do nome imponente 😉 , pareciam um cruzamento de ‘jacaré com cobra dágua’.
Meio LST, meio LPD.
Abç.,
Ivan.

Fabio Jeffer
Visitante
Fabio Jeffer

Marcov , Dalton
Valeu, sempre bom saber

MARCOV
Visitante
MARCOV

Fabio Jeffer 6 de Março de 2018 at 19:06

Perdão, Fábio, não entrei mais neste artigo e não vi a sua pergunta. Falha minha.

Mas a resposta bem completa veio através do Dalton (obrigado, Dalton).

Wagner
Visitante
Wagner

Pessoal

Nenhuma fonte oficial afirmou que as fragatas indianas serão a Butakov ou a Istomin. Isso foi uma informação desencontrada que a Janes divulgou falando de supostas fontes nos estaleiros russos.

Entendam: a Butakov Istomin e Kornilov VÃO para a Frota do.mar Negro.

As fragatas indianas serão completamente NOVAS .