Home Exercício Exercício naval RIMPAC 2018 terá participação de 26 nações ao largo do...

Exercício naval RIMPAC 2018 terá participação de 26 nações ao largo do Havaí

3703
28
Navios em manobras táticas em um exercício RIMPAC
Navios em manobras táticas em um exercício RIMPAC

O maior exercício naval internacional do mundo – Rim do Pacífico (RIMPAC) – será anfitrião de 26 nações, 47 navios de superfície, cinco submarinos, 18 forças terrestres nacionais e mais de 200 aeronaves e 25.000 pessoas para manobras, anunciou a Marinha dos EUA.

O exercício está programado para ocorrer entre 27 de junho e 2 de agosto, em torno das ilhas havaianas e do sul da Califórnia.

O exercício deste ano inclui forças da Austrália, Brasil, Brunei, Canadá, Chile, Colômbia, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Israel, Japão, Malásia, México, Holanda, Nova Zelândia, Peru, República da Coreia, República da Filipinas, Cingapura, Sri Lanka, Tailândia, Tonga, Reino Unido, Estados Unidos e Vietnã.

Esta é a primeira vez que Brasil, Israel, Sri Lanka e Vietnã estão participando da RIMPAC. O Brasil deveria se juntar à RIMPAC 2016, mas foi cancelado pouco antes do início do exercício, citando “compromissos de cronograma imprevistos”.

Outras novidades incluem a Nova Zelândia, que serve como comandante de combate marítimo, e o Chile, como comandante de força marítima combinada.

O tema do RIMPAC 2018 é “Capable, Adaptive, Partners.” Nações e forças participantes estarão participando de atividades que vão desde operações de assistência em desastres e segurança marítima até o controle do mar e guerras complexas.

O programa de treinamento inclui operações anfíbias, exercícios de artilharia, mísseis, antissubmarino e de defesa aérea, bem como operações contra-pirataria, operações de remoção de minas, descarte de explosivos e operações de mergulho e salvamento.

Navios no RIMPAC 2012

Eventos inéditos nesta edição do exercício RIMPAC

A edição deste ano do exercício será a primeira vez que uma nação não-fundadora (Chile) do RIMPAC ocupará uma posição de liderança de comandante de componente. Este ano também contará com lançamento real de um Míssil Antinavio de Longo Alcance (LRASM) de uma aeronave da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), mísseis superfície-superfície lançados pela Força Terrestre de Autodefesa do Japão e lançamento de um Naval Strike Missile (NSM) pelo Exército dos EUA.

Isso marca a primeira vez que uma unidade terrestre participará do evento de tiro real durante o exercício. O RIMPAC 18 também incluirá exibições internacionais de bandas e destacará a inovação da frota durante uma Feira de Inovação.

B-1B lançando LRASM
B-1B lançando LRASM
Míssil antinavio NSM
Míssil antinavio NSM

Além disso, pela primeira vez desde o RIMPAC 2002, o 3rd Fleet’s Command Center será transferido de San Diego para Pearl Harbor para apoiar o comando e controle de todas as forças da 3ª Frota na área de responsabilidade da 3ª Frota, incluindo forças que operam no Pacífico Ocidental. O Centro de Comando da Frota será estabelecido em um comando e controle conjunto desdobrável no Hospital Point para a primeira parte do exercício e, em seguida, a transição para a USS Portland (LPD 27) para o restante do exercício.

Hospedado pelo Comandante da Frota do Pacífico dos EUA, o RIMPAC 2018 será liderado pelo Comandante da 3ª Frota dos EUA, o Vice-Almirante John D. Alexander, que servirá como comandante da força-tarefa combinada (CTF – Combined Task Force).

O contra-almirante da Marinha Real do Canadá, Bob Auchterlonie, servirá como vice-comandante da CTF, e o contra-almirante da Força Marítima de Autodefesa do Japão, Hideyuki Oban, como vice-comandante da CTF.

A Fleet Marine Force será liderada pelo brigadeiro-general Mark Hashimoto do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC). Outros líderes importantes da força multinacional incluirão o comodoro Pablo Niemann, da Armada de Chile, que comandará o componente marítimo, e o comodoro Craig Heap, da Real Força Aérea Australiana, que comandará o componente aéreo.

O RIMPAC 2018 é o 26º exercício da série que começou em 1971.

Subscribe
Notify of
guest
28 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Bosco
Bosco
2 anos atrás

“lançamento de um Naval Strike Missile (NSM) pelo Exército dos EUA”
Será que é isso mesmo?

Dalton
Dalton
2 anos atrás

É isso mesmo…Bosco… um “caminhãozinho” do exército irá lançar um míssil anti navio a partir de terra !

Bosco
Bosco
Reply to  Dalton
2 anos atrás

Mas o USA não opera mísseis antinavios. Vão emprestar pra eles brincarem??? rsrsss
Como será adquirido o alvo OTH? Tem ideia?

Dalton
Dalton
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Exatamente Bosco…pode ser o futuro de uma parceria para baterias de defesa costeira que podem ser facilmente enviadas para o exterior…mas…não sei nada sobre
como será adquirido o alvo…mas…eles darão um jeito 🙂

Bosco
Bosco
Reply to  Dalton
2 anos atrás

Tão falando de uma versão antinavio do ATACMS mas eu acho que eles vão esperar o PrSM (antigo LRPF).
Quanto a não saber como vão adquirir o navio alvo… que vergonha!!
rsrssss

Dalton
Dalton
2 anos atrás

O USS Portland foi comissionado apenas em abril passado…ainda terá que passar pela “manutenção pós comissionamento”, coisa que acontece uns 6 meses depois do comissionamento de todo navio em média e já está participando de um RIMPAC…a
tripulação deve andar bem ocupada para ter o navio minimamente qualificado.

Jardel
Jardel
2 anos atrás

E como se dará a participação do Brasil? Observador?

ALEXANDRE FREITAS
ALEXANDRE FREITAS
Reply to  Jardel
2 anos atrás

Como observador e, provavelmente, 34 Fuzileiros Navais do 3º Batalhão de Infantaria – Paissandu…

Mahan
Mahan
2 anos atrás

Qual motivo da inclusão de Artilharia de Costa por parte dos Americanos na atual edição desse exercicio?

Bosco
Bosco
Reply to  Mahan
2 anos atrás

Mahan,
O USA manifestou há algum tempo a intenção de operar mísseis antinavios dentro de uma doutrina denominada de “Multi-Domain Battle”, que prevê que eles possam enfrentar qualquer tipo de ameaça que se apresente no campo de batalha (aérea, terrestre, marítima, espectro eletrônico, espacial, cibernético, propaganda, etc.).
Estão desenvolvendo uma versão antinavio/contra alvos móveis em terra do míssil ATACMS, daí a minha surpresa com eles utilizarem esse míssil nanico. rsss

Allan
Allan
2 anos atrás

Quais meios da MB irão participar ?

ALEXANDRE FREITAS
ALEXANDRE FREITAS
Reply to  Allan
2 anos atrás

02 Observadores (01 FN e 01 da armada) e 01 Pel de Fuzileiros Navais (34 militares).

Top Gun Sea
Top Gun Sea
2 anos atrás

Qual a embarcação que o Brasil vai mandar, o NDM Bahia e a Corveta Barroso!? Sem complexo de vira lata o Chile é bem mais preparado no que tange navio de guerra que o Brasil por isso vai comandar as operações de mar. ”Mas, nós temos números” gastos de 10 bi com simulador de submarinos e maior gasto de defesa da América Latina com quase 100.000 homens e efetivando mais com altos salários. Não precisamos dispensar 50℅ do efetivo como fez a marinha da China que dispensou no passado 300.000 para poder crescer em poderio armado. Ainda bem que temos… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Top Gun Sea
2 anos atrás

“gastos de 10 bi com simulador de submarinos”

????

Burgos
Burgos
2 anos atrás

Sim !!!
Ficou uma pergunta no “Limbo” que ninguém respondeu.
Qual os meios enviados para essa missão ?
Ou a Marinha só enviou observadores do exercício ?

Marcelo
Marcelo
Reply to  Burgos
2 anos atrás

Segundo o wikipedia, o Brasil participou como observador em 2014, e como a materia diz que esse ano vai ser a primeira vez que o Brasil irá “participar”, isso parece querer dizer que irá enviar meios para a operação… mas como o exercício começa em 20 dias e é uma longa viagem até o Havaí, qq meio brasileiro que fosse participar já deveria ter suspendido, certo?

Dalton
Dalton
Reply to  Marcelo
2 anos atrás

Exatamente Marcelo…não será enviada nenhuma unidade, mas, já valerá muito a
pena participar como observador.
.
Quanto ao Chile, nada mais natural que a marinha envie uma unidade e assuma
mais responsabilidades, afinal é um veterano nesse exercício e é uma nação do
Pacífico…daí o nome do exercício “RIMPAC” que significa ao redor doo Pacífico.

Ricardo
Ricardo
Reply to  Dalton
2 anos atrás

Bom dia, ouvi comentários de que o Apa irá para o Havaí.

Dalton
Dalton
Reply to  Ricardo
2 anos atrás

Ricardo…se fosse o caso tal notícia teria sido divulgada com grande antecedência pela marinha e também ao próprio comando do Exercício e isso envolveria o preparo do navio e da tripulação, um novo
cronograma de operações para cobrir a ausência dele, etc…
abs

Victor Filipe
Victor Filipe
2 anos atrás

Espero que nos próximos anos nossa nação tenha ao menos a capacidade de enviar um submarino e uma fragata/corveta. será muito bom para nossa marinha conseguir absorver o máximo possível nesse exercício

Quem sabe um dia vemos uma pequena força brasileira lá, PHM Atlântico duas escoltas (espero que sejam fragatas, mas…) e um Submarino… Seria muito bonito e motivo de orgulho

Thom
Thom
2 anos atrás

Qual navio o Brasil vai mandar, espero que seja o Bahia?
Seria muito interessante para força aeronaval.

Agnelo
Agnelo
2 anos atrás

Senhores
O Brasil tem competência pra comandar, vide missão no Líbano, mas há varias situações q devem ser analisadas:
1) É no Pacífico!!!!
2) Exercícios assim exigem preparo e planejamento. Ser chamado “do nada” atrapalha muito.
Esses exercícios entre nações costumam ser planejados desde A-2, pelo menos.
3) o Brasil está cheio de problema “borbulhando”, vamos mandar meios e tropas pra longe?

Gino A. Piva
Gino A. Piva
2 anos atrás

Seria demais a Marinha mandar um dos Classe Tupi ou mesmo uma das Fragatas?

Gino A. Piva
Gino A. Piva
2 anos atrás

Poderiamos enviar o Atlantico para o Pacifico? kkkk

Bueno
Bueno
2 anos atrás

Quem sabe no Próximo o Chile sedia e o Brasil participa com o Atlântico no Pacifico rs

jagderband#44
jagderband#44
2 anos atrás

Manda um patrulheiro RIVER/Amazonas. Está mais que bom.

Guizmo
Guizmo
2 anos atrás

Seria legal levar um navio. Alguma Type 22 ainda navega em condições de fazer parte?

Mk48
Mk48
Reply to  Guizmo
2 anos atrás

Nas atuais condições em que as T22 se encontram , eu não iria nem até o Nordeste numa delas.