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A evolução da estratégia naval brasileira (1991-2018)

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Pintura retratando a Esquadra Brasileira no início dos anos 2000, com o NAeL Minas Gerais equipado com caças AF-1 (A-4 Skyhawk) comprados do Kuwait em 1998
Pintura retratando a Esquadra Brasileira no início dos anos 2000, com o NAeL Minas Gerais ao centro, equipado com caças AF-1 (A-4 Skyhawk) comprados do Kuwait em 1997

Com o final da Guerra Fria em 1991, a Marinha do Brasil teve que adequar seu planejamento à nova realidade estratégica mundial.

A ameaça submarina soviética desapareceu e os Estados Unidos da América como única super potência passaram a ter um grau maior de liberdade em sua política externa. As Marinhas da OTAN começaram uma redução gradual do número de navios para alcançar o “dividendo de paz” de seus governos.

Na América do Sul, a Armada Argentina teve seu poder naval cada vez mais reduzido pelas contínuas crises econômicas do país.

A situação estratégica após o fim da Guerra Fria foi muito bem sintetizada pelo almirante Mario César Flores, na exposição “A Marinha no Cenário Brasileiro Atual”, de 15 de maio de 1992:

“A Marinha se manteve nos últimos cinco decênios fiel à experiência da 2ª Guerra Mundial, centrada na proteção antissubmarino do tráfego costeiro, experiência continuada pela ameaça potencial soviética, muito viva no pensamento dos anos 50, 60 e início dos anos 70.

Com o passar do tempo, ganhou corpo o sentimento de que as concepções decorrentes da experiência da 2ª Guerra e da Guerra Fria já não bastavam.

O colapso da União Soviética e a implausabilidade da hipótese de guerra clássica na América do Sul sugerem ser diminuta a probabilidade de campanhas como as do passado.

Sugerem, portanto, menor necessidade de navios antissubmarino, espinha dorsal da Marinha do Brasil há 50 anos.

Hoje parece mais razoável enfatizar genericamente a defesa da fronteira marítima, cuja operacionalização exige bons submarinos (daí a importância que atribuímos à propulsão nuclear).

Ela comporta também alguma utilidade aos navios que dominaram a ótica anterior, os navios escolta, que são, aliás, os que melhor atendem eventual cooperação brasileira em patrulha e bloqueio para o controle da ordem marítima em áreas conflitadas – hipótese que o Brasil não pode ignorar.”

Diante do exposto, a Marinha do Brasil continuou dando andamento ao seu programa de construção naval, conforme os recursos disponíveis, que foram reduzidos drasticamente ao longo dos anos.

O quadro abaixo mostra a diminuição da participação do orçamento da Marinha no orçamento da União, de 1970 a 1996:

Exercício Orçamento Exercício Orçamento
1970 4,65% 1984 2,49%
1971 5,72% 1985 2,4%
1972 5,1% 1986 2,09%
1973 4,4% 1987 2,76%
1974 3,5% 1988 1,79%
1975 2,85% 1989 2,32%
1976 2,97% 1990 0,61%
1977 2,94% 1991 1,03%
1978 2,98% 1992 0,8%
1979 2,85% 1993 0,49%
1980 2,2% 1994 0,52%
1981 2,03% 1995 0,71%
1982 2,4% 1996 0,4%
1983 2,47% Fonte: Ministério da Marinha

 

Construção das corvetas e compras de oportunidade

As quatro corvetas classe Inhaúma operando juntas
As quatro corvetas classe Inhaúma operando juntas, em meados dos anos 90

A construção das novas corvetas classe “Inhaúma”, destinadas a substituir os contratorpedeiros de procedência americana da época da Segunda Guerra Mundial, de um planejamento inicial de 16 navios, reduzido depois para 12, acabou com apenas quatro unidades construídas. As Inhaúma entraram em serviço entre 1989 e 1994.

A construção de uma quinta unidade aperfeiçoada, a corveta Barroso, foi iniciada em 21 de dezembro de 1994, seu lançamento ao mar ocorreu em dezembro de 2002, mas sua construção acabou se arrastando até 2008, por causa da escassez de verbas.

Lançamento da corveta Barroso - Foto: DPHDM
Lançamento da corveta Barroso – Foto: DPHDM

Para cobrir a lacuna deixada pela desativação dos antigos contratorpedeiros das classes “Fletcher”, “Allen M. Sumner” e “Gearing” e a reduzida quantidade de novas corvetas, a Marinha do Brasil teve que partir para as compras de oportunidade no exterior.

Foram adquiridas, ainda em 1989, no final da gestão do almirante Henrique Saboia, quatro fragatas classe “Garcia” da Marinha dos EUA, que na MB foram classificadas como contratorpedeiros classe “Pará”, repetindo os nomes dos primeiros contratorpedeiros classe “Fletcher” recebidos pelo Brasil a partir do final dos anos 50.

Os navios da classe “Garcia” eram dotados de um poderoso sonar de casco AN/SQS-26 e lançador de foguetes antissubmarino ASROC. Não foram equipados com mísseis antinavio, mas operavam com o helicóptero Lynx.

O contratorpedeiro Pará (D27), último navio classe “Garcia” a servir a MB, deu baixa em 12 de novembro de 2008.

CT Paraná - D29, da classe Garcia
CT Paraná – D29, da classe Garcia

Mais tarde, na gestão do almirante Ivan da Silveira Serpa (08/10/92 – 01/01/95), foram adquiridas as fragatas Type 22 Batch I de procedência britânica, no lugar de fragatas americanas da classe “Knox”, anteriormente avaliadas.

As fragatas Type 22, conhecidas como classe “Greenhalgh” na MB, eram equipadas com mísseis Exocet MM38 na proa e dois lançadores conteiráveis do míssil antimíssil Seawolf, além da capacidade de operar dois helicópteros Lynx.

A propulsão da classe “Greenhalgh” usa somente turbinas a gás, de alta de de baixa velocidade (COGAG), ao contrário da combinação mais econômica de motores diesel e turbinas (CODOG) da classe “Niterói”.

Dois navios da classe ainda continuam em operação na MB, aguardando substituição.

Fragata Greenhalgh F46
Fragata Greenhalgh F46

Modernização das fragatas classe Niterói – Programa ModFrag

A necessidade de atualização dos sistemas de bordo das fragatas classe Niterói (Vosper Mk 10) surgiu já na segunda metade da década de 80, antes mesmo que a primeira embarcação da classe completasse dez anos de serviço. Isso ocorreu muito em função da rápida evolução do ambiente de guerra naval ocorrido após a concepção do projeto.

O plano inicial, traçado pela MB no último semestre de 1989, previa a modificação/substituição/modernização dos seguintes itens:

  • Substituição do sistema de defesa aérea de ponto Sea Cat, por outro sistema de mísseis capaz de engajar alvos tipo “sea-skimmer” (roça-ondas);
  • Substituição dos radares de controle de tiro RTN-10X por um novo modelo compatível com o sistema de mísseis a ser adotado;
  • Melhoramento do sistema de defesa antiaéreo secundário (canhões Bofors 40mm/L70) modernizando-o ou substituindo-o por outro sistema com capacidade anti-míssil;
  • Substituição dos radares de busca combinada (AWS-2) e de navegação (ZW-06);
  • Instalação de sonar tipo towed array nas duas fragatas de Emprego Geral;
  • Modernização do equipamento de medidas de apoio à guerra eletrônica e contra medidas eletrônicas, incluindo a instalação de lançadores tipo chaff e sistema de vigilância infra-vermelho;
  • Modernização do Sistema de Comando & Controle e Informações Táticas.
Fragata Niterói no final dos anos 90, já sem alguns sistemas, em preparação para o Programa ModFrag
Fragata Niterói no final dos anos 90, já sem alguns sistemas, em preparação para o ModFrag

A partir do final da década de 80, várias propostas de modernização de diferentes empresas estrangeiras (Estados Unidos, França, Grã Bretanha, Israel, Itália) foram submetidas à MB.

O calendário inicial previa a conclusão da primeira fase do processo, a seleção da proposta mais atraente, para o ano de 1990. Os serviços poderiam então iniciar em meados de 1991 e terminar por volta de 1995.

Durante a primeira metade da década de 90 o projeto sofreu modificações e atrasos principalmente por ausência de fundos, que foram negados em 1993.

O formato final do projeto ModFrag foi definido ao longo do ano de 1995. Em relação ao projeto original, foram introduzidas novas modificações, resultando numa modernização ampliada. Como efeito, os custos finais sofreram uma elevação, passando de US$ 385 milhões para US$ 420 milhões.

Em março de 1995, a AESN Selenia foi selecionada para o fornecimento dos conjuntos de radares RAN-20S, RTN-30X e os sistemas de mísseis Albatros/Aspide.

Através de um processo seletivo realizado pela MB em 1996, foi definido um consórcio responsável pela atualização e integração dos sistemas de armas e eletrônicos das belonaves. O contrato foi vencido pelo consórcio liderado pela Elebra Sistemas de Defesa e Controle Ltda. em 20 de setembro do mesmo ano. As outras empresas que participam do consórcio foram: Consub Equipamentos e Serviços Ltda.; Dolphin; Holosys Engenharia de Sistemas Ltda (brasileiras) e DCNI (francesa). Coube à Emgepron – Empresa Gerencial de Projetos Navais, a gerência executiva do projeto.

O início efetivo do projeto ModFrag ocorreu em 1º de outubro de 1997 quando a fragata Liberal (F43) foi docada, aproveitando-se do seu PMG – Período de Manutenção Geral. Previa-se um período de trabalho de 21 meses para esse primeiro navio. No entanto, por problemas de integração de sistemas, houve um atraso significativo e os primeiros testes de mar só ocorreram em 2001.

O Programa ModFrag só foi concluído em 2006, com a prontificação da fragata Constituição (F42).

Fragata União
Fragata União na configuração pós-ModFrag

>>> Continua em próximo post…

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DOUGLAS TARGINO
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DOUGLAS TARGINO

Chega deu vontade de chorar de tristeza!

Rafa_positron
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Rafa_positron

Pra mim, a unica estratégia real e eficaz que a MB tem é o PROSUB… o MANSUP vem em seguida…. são os unicos programas em andamento que realmente vão zelar pela SOBERANIA do nosso país!

o resto é bla bla bla

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

E a Marinha como força de combate já está pagando um alto preço pela miopia de apostar todas as suas fichas no PROSUB, algo que diga-se de passagem fez politicamente e com reflexos indesejáveis na seara criminal

Quanto ao MANSUP é uma arma já de alcance pequeno, essencialmente defensiva e incapaz de ser um “game Changer”

Rafa_positron
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Rafa_positron

O PROSUB está gerando ganhos incontestaveis pra nós em termos tecnologicos…. isso foi mostrado à exaustão aqui mesmo no Naval pelos editores quando visitaram Itaguaí!

Ja o MANSUP é o seguinte: não é a arma em si que faz o diferencial… mas o que se ganhou em termos de pesquisa, desenvolvimento científico e qualificação da industria belica do Brasil….
o MANSUP será a base pra algo maior futuramente…… claro, se tiver continuidade né….

Rafa_positron
Visitante
Rafa_positron

Mas sou de acordo que o Prosuper é importante tbm…

Mas aí eu ja deixo pros especialistas opiniarem… pq eu entendo quase nada de meios navais …. mas pelo pouco que eu sei, o Prosuper é compra de prateleira e não deve agregar muita coisa em termos de capacitação da nossa industria

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Prosuper não era prateleira.

Rafa_positron
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Rafa_positron

Bom… então eu não sei…. como eu disse, não entendo muito !

Era mais ou menos nos moldes do Prosub? Com construção de estaleiros?

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Active Member

Não, era parecido com a concorrência da classe Tamandaré, construção aqui da maior parte dos navios, em parceria com estaleiro local, e transferência de tecnologia.

XO
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XO

O PROSUB e o MANSUP são decorrentes da Estratégia Naval vigente e do PAEMB, o qual, por sinal, foi revisto e deve ser publicado até o final do ano…

Nilson
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Nilson

Queda do Muro de Berlim: 1989
Drástica redução da participação do orçamento da Marinha, segundo quadro da matéria: 1990
Puxa, o pessoal foi bem rápido, hem??
Acabou a Guerra Fria, diminuiu o orçamento para defesa.

Pablo
Visitante
Pablo

É vergonhoso ver a falta de comprometimento dos nossos “representantes” com a defesa do país! De 16 para 4 corvetas, outra (apenas 1)começando em 1994 e terminando em 2008. Nada a dizer, os números mostram tudo.

RL
Visitante
RL

Amigo Pablo. Concordo contigo, Vergonhoso. Números por números já estamos acostumados testemunhar sonho X realidade. Tem sido assim desde minha época de garoto entusiasmado e apaixonado por assuntos militares até os dias de hoje com meus 42 anos. E não duvido que tenha sido muito diferente dos que antes eram entusiasmados e apaixonados como nós e também do que virão nas próximas gerações. Ou seja, a história em terra brasilis sempre se repete, realmente é a terra da novela, sonha-se com muito, projeta-se quase nada e se constrói muito pouco. E como sempre seguindo o ditado, eu vou apoiar ainda… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

A estratégia da negação ao mar. Não há recursos. Não há vontade. Não insista.

USS Montana
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USS Montana

Sobre as escoltas, tirando as Garcia e as Greenhalgh, as Niteroi fizeram o seu serviço bravamente, essas duas classes vieram como “tapa buraco” pessoalmente nunca gostei das Garcia e as Greenhalgh, enfim, que a nossa MB saiba acrescentar meios compatíveis com a realidade do nosso país, que desdenha da educação e criminaliza o indivíduo policial/militar. Que venham as Tamandaré eescoltas pesadas por favor.

USS Montana
Visitante
USS Montana

Adoro as Niteroi, são as melhores fragatas que surgiram nos anos 70, 80. Como os encouracados Minas Geraes, foram top na época mas foram ultrapassados pela corrida armamentista da época.

USS Montana
Visitante
USS Montana

Ops encouraçados…

XO
Visitante
XO

Sem questionar a opinião, mas trazendo informações, a chegada das Greenhalgh foi importante, na medida em que trouxe a defesa de ponto por MSA e os excelentes radar 967/968 e sonar 2050… empurraram água durante o período de imobilização das FCN e o fizeram com distinção… abraço a todos…

Mk48
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Mk48

Sempre achei as Greenhalg belos navios. Muito moderna à época de seu lançamento e bem equipadas em termos de sensores e armamento, mesmo considerando a ausência de canhões.

Pelo seu porte e excelente design , enfrentaram bravamente as péssimas condições de mar do Atlântico Sul durante a Guerra das Malvinas.

Não tenho ideia de como as Niterói teriam se comportado por lá.

Uma pena o Brasil não ter tambem comprado as Batch II.

carvalho2008
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carvalho2008

Mestre MK48…as fragatas Type 21 tambem operaram lá no conflito….a mais famosa foi a HMS Antelope….

Mk48
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Mk48

Prezado Carvalho2008,
Bem lembrado !
Eu havia esquecido, mas vou te dizer uma coisa : Eu não queria ter estado embarcado numa Type 21 naqueles mares. Imagina só o caturro !!!

Abs.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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A maioria dos navios de escolta na área tinha o mesmo porte da Type 21 ou eram até menores, e em condições severas deviam caturrar tanto quanto.

As fragatas britânicas da classe Leander também na área eram menores, os destróieres Type 42 eram pouca coisa maiores (e serviram de ambos os lados). Os argentinos operavam destróieres classe Allem M Sumner de porte semelhante às Type 21 e corvetas de menor porte. Fragatas do porte das Type 22 ou maiores ainda não eram maioria nas esquadras no início dos anos 80.

Esteves
Visitante
Esteves

Nunca houve inimigos. Compramos o modelo ocidental do pos guerra que virou guerra fria até os anos 1990. Por falta de ameaças, e há colegas que defendem a existência da Defesa somente nesses casos, fomos dormir. Passados quase 30 anos estamos nos propondo a construir 4 corvetas e 5 subs para as próximas décadas. O pensamento de 1990 se transformará em realidade por volta de 2035 a 2045. Brasil. Do alto dessa colina 50 anos vos contempla. Eu pensava que estratégia era futuro. Não precisava ser 50 anos. Desse jeito, é melhor pensar ou exercitar como será a vida em… Read more »

Roberto
Visitante
Roberto

chegaaaa as Niteroi tão no osso……………. navio patrulha oceânico, só isso!

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Prezados, Se formos falar só sobre navios escoltas, veremos que nos anos de 1960, a MB planejava manter 20 escoltas do porte de fragatas. No final dos anos 1970, início dos 80, além das 6 FCN já obtidas, a MB pretendia construir mais 8 fragatas, sendo 4 para AAW, sendo assim, 14 escoltas do porte de fragatas, mais 16 escoltas do porte de corvetas, totalizando 30 escoltas. No início deste século, a MB, definiu no PAEMB que precisaria de 30 escoltas. Como bem escreveu o XO, o PAEMB acaba de ser revisado. O que chamo a atenção dos senhores é… Read more »

Rafael M. F.
Visitante
Rafael M. F.

30 Escoltas? Alte., nem Royal Navy ou Marine Nationale conseguem isso…

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Complementando o comentário anterior,

Fico com a ideia que o número de 14 escoltas do porte de fragatas, já poderia se considerar razoável.

Grande abraço

Roberto Bozzo
Visitante
Roberto Bozzo

Prezado CA Luiz Monteiro, o Sr esteve na Inglaterra para a incorporação do Atlântico, no estaleiro da Babecook; o Sr ouviu falar, por lá, do projeto da T31e deles ? Se sim, poderia comentar ?
E outra, o Sr pode dizer se a MB monitora esta concorrência inglesa pensando, no futuro após os ingleses receberem e testarem as suas, em adquirir algumas unidades ? Pelos valores anunciados, apesar de todo o reaproveitamento de equipamentos, as Arrowhead 140 cairiam como uma luva para a MB.

Fawcett1925
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Fawcett1925

A queda e 4,65% a 0,4% mostra que os anos 90 foram uma década perdida para a defesa do país. Imagine quantos projetos foram engavetados e quanta experiência foi perdida. Se tivéssemos mantido pelo menos uns 2% é bem capaz que tivéssemos escoltas mais novas e, quem sabe, elas fossem construídas em nosso país.

Juvenal Santos
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Juvenal Santos

Devíamos ter adquirido algumas Oliver Hazard Perry quando estavam disponíveis, pelo menos teríamos alguma defesa de área para dar ao Atlântico quando chegar.

Fawcett1925
Visitante
Fawcett1925

Quem vê as Niteróis, com toda sua imponência, não imagina que esses belos navios foram construídos no Brasil. Hoje sofremos para lançar pequenos barcos patrulhas da classe Macaé. Parece entre 82 e a primeira década do novo século engatamos a marcha ré na capacidade de construir navios de guerra.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Colegas. Gostara de colocar alguns números para pensarmos. O PIB do Brasil em 1996 foi de R$ 854 bilhões, em 2006 foi R$ 2,4 trilhões e em 2016 foi de US$ 6,2 trilhões. Segundo a FGV, a receita federal foi em 1996 foi 26% (R$ 312 bilhões), em 2006 foi R$ 803 bilhões (33%) e em 2016 foi R$ 2,0 trilhões (33%). Portanto, houve tanto uma redução da participação da MB no orçamento mas também houve um aumento da receita devido o aumento do PIB. Em 2016, a participação da MB no orçamento federal foi de 0,83%. Teríamos que… Read more »

Theo Gatos
Visitante
Theo Gatos

Prezado Camargoer. . Acredito que tenha escapado um US$ no lugar de R$ para o PIB de 2016, não chegamos (ainda) a este patamar em dólares… . Certamente o montante é maior já que participa de um bolo maior, mas queria propor apenas para reflexão, dois pontos, o primeiro seria trazer esses montantes em dólares, pois a maioria das compras de armamentos são cotadas nesta moeda e a desvalorização do R$ frente a outras moedas internacionais esconde que mesmo com um montante maior, mudou o poder de compra do nosso orçamento e o segundo ponto seria atualizar os valores para… Read more »

Foxtrot
Visitante
Foxtrot

Pois é, realmente é triste a situação de nossas FAA,s! Mas o próprio texto reafirmou uma coisa que sempre digo, ” nossos oficiais estão desatualizados e se baseiam sempre nos ensinamentos da WWII” (espero que agora essa mentalidade esteja mudando). Uma solução seria (caso as verbas realmente sejam empregadas a contento) a construção do projeto original do CPN para as CCT,s, encomenda de novas unidades das CCT,s, início imediato de um projeto nacional com cooperação e revisão de construtor estrangeiro tradicional de uma fragata de faixa de 4000 á 5000t. Tendo como base o casco das CCT,s ligeiramente aumentados e… Read more »

Flávio Henrique
Visitante
Flávio Henrique

Só tem um problema o projeto CCT (CV-03) não tem mais capacidade de crescer por isso a MB incluiu NAIPP na concorrência.

Rafael Oliveira
Visitante
Rafael Oliveira

Em 1970 o Brasil gastava 4,65% do PIB só com a MB??? Caramba. Juntando todas as FAs capaz de alcançar 10% do PIB só com Defesa.
Por isso que o país era cheio de analfabetos, com mortalidade infantil altíssima e baixa expectativa de vida. Totalmente desproporcional esse gasto com Defesa. Surreal. E ainda assim éramos mal equipados.

Flávio Henrique
Visitante
Flávio Henrique

Se você considerá o estrago “recente” (a época) que os sub. causaram na SGM e os constante avistamento de subs. soviéticos no nosso litoral. Faz até sentido esse gasto com a MB…

Nilson
Visitante
Nilson

Rafael, a proporção de 4,65% é sobre o orçamento federal, não sobre o PIB, que é muito maior. Mas de qualquer forma era muito dinheiro, proporcionalmente. E de qualquer forma a população nem sabia o que acontecia, era proibido saber, muito mais reclamar.

Rafael Oliveira
Visitante
Rafael Oliveira

Ops, desculpem-me pelo erro.
A carga tributária era de 26% do PIB. Logo, o gasto com a MB era de 1,2% do PIB. Bem menor do que eu pensei, mas ainda elevada, o que leva a crer que as FAs abocanhavam uns 3% do PIB em 1970 e anos seguintes. Para mim, ainda não faz sentido tanto gasto com Defesa.

Nilson
Visitante
Nilson

Tem que lembrar também que parte da carga tributária é de tributos estaduais e municipais, e a participação citada era apenas no orçamento federal. De qualquer forma, o quadro é mais ilustrativo de uma tendência, para chegar em valores comparativos teria que fazer mais cálculos.

ECosta
Visitante
ECosta

Pessoal,
Depois de segunda guerra mundial não houve mais combates entre navios, muito menos com mísseis de cruzeiro.
Inclusive as batalhas do pacífico foram em sua grande maioria batalha entre porta aviões.
Estou certo ?

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Active Member

Teve sim. Incluindo combate entre navios usando exclusivamente mísseis.

AL
Visitante
AL

Qual combate foi esse Nunão?!? Não tinha ouvido falar sobre isso até então…

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Active Member
AL
Visitante
AL

Obrigado Nunão!!!

Marcelo
Visitante
Marcelo

Complementando o Nunão, se vc for no artigo do Wikipedia (em inglês) https://en.m.wikipedia.org/wiki/Anti-ship_missile na seção ‘history’ vai ter um descritivo de todos os engajamentos reais incluindo diversos entre navios

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Active Member

Aproveitando, vi que também houve essa parte do comentário do ECosta;

“Inclusive as batalhas do pacífico foram em sua grande maioria batalha entre porta aviões.
Estou certo ?”

Houve diversas ações no Pacífico com combates mar-mar sem porta-aviões. Combates envolvendo encouraçados, cruzadores, contratorpedeiros etc.

Uma clássica batalha envolvendo só contratorpedeiros utilizando torpedos como arma principal, e não os canhões, foi a de Vella Gulf:

http://destroyerhistory.org/actions/vellagulf/

_RR_
Visitante
_RR_

Texto interessante. Ao contrário, penso que dever-se-ia retomar o componente ASW como prioridade máxima, haja visto a ameaça submarina do passado não ter sido de fato neutralizada ( mesmo considerando desdobramentos políticos atuais ), além da crescente ameaça de outros atores que se projetam agora globalmente, e que são sim adversários potenciais. Contudo… Dadas as extensões marítimas que temos, entendo que não seria viável pelos nossos dias montar um dispositivo ASW confiável com vasos de deslocamento inferior a 4000 toneladas ( considerando a necessidade de um tipo capaz de operar um poderoso VDS ), algo que se torna ainda mais… Read more »

Bardini
Visitante
Bardini

Eu penso sobre nossa situação atual: . Questão do ASW: Seria um grande erro estruturar a Força de Superfície para o combate ASW na nossa costa (“na nossa costa”: tenha em mente isso). Os poucos países que tem capacidade de atacar o Brasil pelo mar, teriam a disposição um Submarino Nuclear de Ataque. Vamos colocar na água meia dúzia de “Corvetas Emprego Geral” pra caçar um Hunter Killer? Arriscado, em… Nunca tivemos e nem vamos ter condições de estruturar uma Força de Superfície, capaz de combater um único Submarino Nuclear de Ataque atuando por aqui. Contra essa ameaça, só a… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

Totalmente lógico.

Adriano Luchiari
Visitante
Adriano Luchiari

Essa á a linha da “jeune ècole” francesa: submarinos, patrulhas e minagem…

Roberto Bozzo
Visitante
Roberto Bozzo

Sobre Navio Escolta… Pra mim, o ideal seriam “dois projetos, para se chegar naquele número mágico de 18 Navios ou até mesmo nos fora da realidade 30: 1º Um projeto nacional de NaPOc, na faixa das 2.500t, com capacidade de operar até com Seahawk.” Seria uma Tamandaré mais simples, sem VLS por exemplo. O projeto já tem, faltam recursos para construir. “2º Um projeto nacional de Fragata, na faixa das 4.500t Essa deveria ser a Classe Tamandaré… O navio padrão da Esquadra.” Algo como a T31e do projeto da Babecook, simples, propulsão barata de operar e manter, podendo ser “montada”… Read more »

Flávio Henrique
Visitante
Flávio Henrique

Concordo com você, sobre o nosso foco em ASW.A estruturaçã da MB deveria ser 0° Patrulhas (prioridade em tempos de paz) 1°Forsub (4 SubNuc. deve assustar qualquer marinha……) 2°Minagem & Meios de ASW 4°Força de Supeficice 5°FFN & proteção e apoio a eles.(A MB tem planos de 4 navios para seu CFN um brigada anfíbia no RJ e uma unidade anfíbia na segunda esquadra no nordeste, essa segunda esquadra [pelo END tá mais ara uma pequena esquadra, logo pode até existir….] 6° PA CATOL + GT (esse só se desse, e se a China tentar se impor no Atlântico de… Read more »

Flávio Henrique
Visitante
Flávio Henrique

ara*=para

_RR_
Visitante
_RR_

Bardini,

Resposta abaixo.

R_Cordeiro
Visitante
R_Cordeiro

Uma esquadra no Brasil, após o tratado contra misseis de cruzeiro, a deixa muito limitada no quesito projeção de poder e defesa do território nacional. Imaginem uma invasão na fronteira Oeste e a marinha sem muito o q fazer, lembra muito o início da guerra do Paraguai. No cenário atual, acredito que qualquer estratégia de defesa passa urgentemente pela saída deste tratado. Já imagino as “corvegratas” (corvetas versão fragatas) disparando seus VlS com no máximo 300km de alcance, isso se nos liberarem tal capacidade, se contrapondo a qualquer marinha descente que possui misseis de cruzeiro. Estamos correndo atrás de um… Read more »

Flávio Henrique
Visitante
Flávio Henrique

De novo isso………..
O tratado proíbe a venda e a transferência de tecnologia de misseis com + 299km de alcance e/ou 299kg de explosivos. Ter/desenvolver não vai em encontro com o tratado.

Nilson
Visitante
Nilson

Pelo visto, é possível identificar algumas fases: – até 1973, dispêndio de grande percentual do orçamento em Defesa, propiciado pelo “milagre brasileiro”; – 1974 até 1989, primeira redução na faixa de gastos (4 para 2%), devido à crise do petróleo e demais crises que foram abatendo o país ano a ano; mas, de qualquer forma, ainda havia significativa participação da Defesa no orçamento, orçamentos garantidos pela ameaça da Guerra Fria, no caso da Marinha com foco na guerra anti-submarina, para o que, certamente, havia exigência, pelos “comandantes” do bloco ocidental, que o Brasil cumprisse tal foco na área do Atlântico… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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“Uma conclusão fácil é que a tentativa de criar aviação de asa fixa embarcada em porta-aviões, no início dos anos 2000, era totalmente descolada da realidade” Essa tentativa vem de muito antes. Já desde meados dos anos 40, com a análise dos combates da Segunda Guerra, foi avaliada como necessária a operação de asa fixa embarcada para ataque a outras esquadras e defesa aérea. A aquisição do Minas Gerais, na virada dos anos 50/60 não visava unicamente operações ASW. Mas houve todo o imbróglio com a FAB, que ficou incumbida de operar asa fixa no navio, mas ficou limitada a… Read more »

rogerio rufini
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rogerio rufini

problema maior da MB nos anos 90, foi a cegueira do alto comando da marinha, perdemos excelentes compras de oportunidades, types 22 batch 2 e 3, type 42, apesar de ser problemáticos, navios classe Bremen alemães, navios classe L M da espetacular fragata modular Kontenaier, perdemos muitos meios de segunda mão com 10 15 anos e uso, poderíamos ter chegado ao ano de 2010 com 25 escoltas tranquilamente, e hoje tendo uma gordura de boas unidades, esperando seu substituto, de 90 para cá, se viu a MB se encolher, 18 escoltas, hoje passamos a ter na teoria 12 escoltas, porém,… Read more »

Bardini
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Bardini

Estratégia naval brasileira? Nunca vi nem comi, só ouço falar… . Tiveram mais de 5 anos para dar origem a um projeto modular de Navio Escolta, que pudesse ser adquirido nas versões e quantidades necessárias para cobrir nossa demanda, agregando não só em termos de padronização e economia de escala, mas também em capacidade de substituir todas as classes de Escoltas atuais. Rasgaram tempo e dinheiro recauchutando um projeto que já era uma recauchutagem sem vergonha de um OPV travestido de Corveta, para dar origem a uma “Corveta de Emprego Geral”, que era para ser o Navio de “segunda linha”… Read more »

rogerio rufini
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rogerio rufini

concordo plenamente

Vovozao
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Vovozao

Boa noite a todos, vamos analisar da seguinte maneira, até meados dos anos setenta, eram poucos os jovens que não participavam das forças armadas, depois a maioria de dispensada, então, hoje temos a maioria dos políticos deste país que não sabe o que são forças armadas, então, no orçamento nunca vão pensar em transferir verbas para as f. armadas. Acho vergonhoso uma nação como a nossa com uma economia como a nossa reserva estás migalhas para as forças, deveria ter um quadro comparativo.

Gabriel
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Gabriel

O grande problema é a inconstância do nosso orçamento. Ele sofre cortes repentinos e impede a continuidade dos processos. Com o fim da Guerra Fria criou-se a ilusão de que o papel da Marinha seria menos demandado, o que foi um equivoco muito grande. Na verdade a função de policiamento do mar territorial e das hidrovias teve sua demanda aumentada enormemente…contrabando de armas,trafico de drogas, trafico de seres humanos, biopirataria, pesca ilegal, crimes ambientais, policiamento costeiro, missões de busca e salvamento, pirataria convencional( Sim, ela existe no Brasil e os criminosos são conhecidos como “ratos de rio”) e é claro… Read more »

Roberto Santos
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Roberto Santos

Estratégia o que ? Kkkkkkkk

Alex Barreto Cypriano
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Alex Barreto Cypriano

Ninguém notou a estranheza desse parágrafo ou eu ando lendo demais e preciso trocar os óculos?
“A propulsão da classe “Greenhalgh” usa somente turbinas a gás, de alta de de baixa velocidade (CODAD), ao contrário da combinação mais econômica de motores diesel e turbinas (CODOG) da classe “Niterói”.”

Bardini
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Bardini

COGAG…

Fernando "Nunão" De Martini
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Erro corrigido, agradecemos o aviso.

Alex Barreto Cypriano
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Alex Barreto Cypriano

Muito me honra poder ajudar.
Abraço.

Nilson
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Nilson

rogerio rufini 3 de julho de 2018 at 19:59
“AS promessas de uma marinha nova em folha levou ao sucateamento,”
Concordo plenamente. Primeiro na tentativa São Paulo/A4. Depois na promessa do ProSuper e ProNae. Ao mirar planos de ser grande, a Marinha deu um tiro no pé, deixando de aproveitar oportunidades mais singelas, tais como as compras de oportunidade citadas por você.

Vicente Jr.
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Vicente Jr.

Para tentar evitar essas descontinuidades entre o que é definido pela Marinha e o que de fato é implementado em termos de meios navais, precisamos ter uma política nacional de construção naval, à exemplo de países como França, Inglaterra, Suécia…

Alguém saberia se existe alguma iniciativa sobre alguma política de estado nessa linha??

Vicente Jr.
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Vicente Jr.

Seria uma boa estratégia para evitar, ou reduzir, os cortes orçamentários, uma vez que o projeto não estaria vinculado somente à Marinha e sim a uma política do Governo…

Camargoer
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Camargoer

Caro Vicente. Por favor, leia o post “Estaleiros temem ficar sem encomendas a partir de 2019” aqui no PN. Lá você terá acesso à integra de um documento pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). Os empresários do setor naval levantam questões importantes, como por exemplo o papel das encomendas da Petrobras e a importância da política de conteúdo nacional. Eu tive a paciência de ler o documento e creio que ele tem pontos que ajudarão a você entender o contexto da crise atual. Boa leitura.

Vicente Jr.
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Vicente Jr.

Obrigado Camargoer. Vou ler sim. Depois conversamos.

Alex Barreto Cypriano
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Alex Barreto Cypriano

E, propriamente sobre o tema da estratégia: a guerra anti submarino volta a ter interesse em outros quadrantes do mundo. Será que dá pra recuperar as chapas e ressoldar o velho Mingão? 😉
Como uns poucos submarinos convencionais e um único charuto nuclear contribuiriam num eventual retorno de foco em ASW no atlântico sul?
Off topic: a MB, segundo o USNI, não vai mais participar da seção californiana do RIMPAC. A MB ia mesmo? Deixou de ir por quê?

Esteves
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Esteves

Lá no site do Ministério da Defesa está publicado a evolução da despesa. Também está comentado que 76% da despesa são destinados ao custeio (salários+benefícios). Li em outra publicação, penso que do Ministério do Planejamento, sobre a participação dos inativos. 70% dos 76%. Talvez mais. Então não entendo a necessidade de converter a despesa pública ou o PIB ou a despesa dos projetos em dólar. Para quem gosta de comparar ou consultar, ok. É igual à despesa com defesa da Austrália e…daí? A que conclusão se chega? É maior que a despesa do país X. E? Li aqui que a… Read more »

Gino A. Piva
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Gino A. Piva

Eu ainda tenho esperanças de ver nossa Marinha com 2 P.A. CATOBAR de pelo menos umas 50.000 ton…Não custa sonhar né? kkkkk

Mk48
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Mk48

Com relação a necessidade de escoltas, foi postada aqui no blog uma reportagem que dizia que a RN daria prioridade ao Brasil e ao Chile na compra das primeiras Type 23 a dar baixa. Originalmente estes 13 navios foram projetados para 18 anos de serviço na RN, quando então seriam substituídos pelas novas Type 26. Devido ao atraso no projeto e início da construção das T26, foi necessário que a RN iniciasse em 2015 um projeto de atualização de sensores, armamentos, sistemas de combate e motores das T23, de forma a estender sua utilização a 30 anos de serviço. Esse… Read more »

Vicente Jr.
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Vicente Jr.

O Sinaval, a Marinha e os trabalhadores da construção naval têm que agir.

Correr atrás para que os parlamentares implementem uma política de construção naval para os próximos 10 anos.

A coisa tá feia pra Marinha!
Tem que retomar urgente o Prosuper, aumentar a quantidade de corvetas Tamandaré para 8.

Dalton
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Dalton

“48”…
.
seriam 18 anos sem modernização de meia vida, algo que desde cedo provou ser algo muito otimista…as T-26s nem estavam no horizonte ainda depois desses “18 anos” então antes
mesmo de 2015 iniciou-se um programa para estender a vida útil delas…a HMS Argyl por
exemplo teve iniciado esse programa em fins de 2010.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Exato, a promessa do projeto Tipo 23 era que os navios seriam tão avançados, tão à frente de seu tempo desde o início da vida operacional, que conseguiriam operar por 18 anos antes de precisarem de uma modernização de meia-vida, e não que teriam vida útil de 18 anos. Esse otimismo exagerado não se sustentou.

Mk48
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Mk48

Dalton e Nunão,

Perfeito. Obrigado pelas informações, porém o meu intuito em trazer estas informações foi mais no sentido de esclarecer aos foristas que sonham com uma compra de oportunidade das primeiras T23 a serem disponibilizadas, que definitivamente não será um bom negócio para a MB, certo de que os oficiais encarregados de avaliarem estas compras também estão cientes desta informação.

Abs.

Nilson
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Nilson

Realmente, melhor então levar para 2025 a expectativa sobre as Type 23 (que em sua grande maioria serão descomissionadas com 33 anos de uso). A Argyll e a Lancaster demandarão troca dos 4 motores diesel geradores, talvez não compense. Ou então, se a situação estiver muito preta, fazer a troca por conta do Brasil, ainda na Inglaterra. Ou usar uma das duas apenas para início da familiarização com o material, e depois canibalizá-la (creio que sairá a preço baixíssimo, senão irá para desmanche). Isso porque, infelizmente, a visão que tenho é que em 2023 estaremos em situação muito crítica, então… Read more »

_RR_
Visitante
_RR_

Bardini ( 3 de julho de 2018 at 23:38 ); Justamente… E por isso, deixei claro: apesar de crer que a prioridade seja um componente ASW, eu entendo que isso é irrealizável, haja visto que, como destaquei, haveria a necessidade de uma quantidade que considero irreal de vasos acima das 4000 toneladas ( e se vierem navios desse porte, serão em número insuficiente e certamente todos EG ). Também nunca pretendi que escoltas fossem o principal elemento defensivo. Apenas propus que a única coisa que se poderia fazer, seria melhorar a coordenação entre os meios. Nem mais e nem menos…… Read more »

Bardini
Visitante
Bardini

O combate a um ou mais Submarinos Convencionais, de um país da região que se torne inimigo ou caia em uma profunda crise/ditadura, poderia ser mais uma tarefa para a Força de Submarinos e seus futuros SBR e ainda mais no futuro, a classe que será fundamentada pelo SNBR. Serão os navios com o maior poder de fogo do Atlântico Sul. São submarinos com capacidade oceânica de combate. A Força de Superfície neste caso, poderia ser observada mais como um complemento as capacidades dos Submarinos, que seriam a “ponta de lança” neste cenário de combate. A Força de Superfície poderia… Read more »

marcelo
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marcelo

Caro Bardini, estratégia eu acredito que a MB tem sim, o problema é que a gente esquece que esta falando de uma força que faz meio expediente de segunda a quarta e que dispensa os militares na quinta e sexta, porque não tem dinheiro nem pra pagar o rancho. De uma força que em março já esgotou o orçamento do ano inteiro, de uma força que por anos teve que deixar seus helicópteros mais modernos dormindo no relento porque não tinha dinheiro pra fazer um hangar que pudesse acomodá-los (não sei nem se isso já foi resolvido…) Então eu entendo… Read more »

_RR_
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_RR_

“Acabei escrevendo um livro…” Só você…? 🙂 Os SBR, em última instância, poderão no máximo manter uma patrulha consistente até a metade do Atlântico Sul… Um SSK com capacidade oceânica deve, no meu entender, ser capaz de fazer no mínimo umas 10000 MN a 8 nós. Fosse a classe inspirada em um tipo como o “Barracuda” australiano, e certamente poderiamos atribuir essa alcunha. E quando ao SNBR, se sair, evidentemente o será. Não consigo visualizar uma Marinha com capacidade de se impor sem vasos que minimamente tenham entre 5000 e 6000 ton. full. E assim o é pelo fato de… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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“Um SSK com capacidade oceânica deve, no meu entender, ser capaz de fazer no mínimo umas 10000 MN a 8 nós.”

RR,

Acredito que esse desempenho (10.000 milhas náuticas a 8 nós) esteja dentro dos parâmetros divulgados do S-BR (que como sabemos tem capacidade de combustível superior à do Scorpene original) operando com snorkel:

http://www.naval.com.br/blog/2018/06/20/prosub-comparativo-tupi-s-br-e-sn-br/

_RR_
Visitante
_RR_

Obrigado pela informação, Fernando.

Saudações.

Juarez
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Juarez

Eu vou escrever de novo pela segunda vez e espero que desta vez a moderação deixa passar, pois eu apenas relatei fatos: A MB colocou cerca de 75 milhões de dólares na compra e modernização de velhos Trackers, colocou cerca de 105 milhões de dólares na modernização de doze A 4, que no final viraram em apenas seis em função dos extras que apareceram no contrato, colocou cerca de 100 milhões de euros na versão de ataque do EC 725, que na versão básica mal e porcamente atende as missões com sérias limitações, colocou, colocou mais 50 milhões de reais… Read more »

Dalton
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Dalton

Longe de faze-lo mudar de ideia Juarez, afinal a marinha tem sua parcela de culpa até porque é gerenciada por seres humanos…mas…não posso concordar com o “PMG” do “Ceará” como erro, até porque manutenção de navio “velho” é uma “caixa de surpresas” conforme um civil que trabalhava no Arsenal uma vez me contou. . Se até Newport News que construiu o “Enterprise” surpreendeu-se com o que encontrou na última manutenção do mesmo…levou muito mais tempo e custou muito mais…proporcionalmente falando é quase a mesma coisa. . Verdade que o “Enterprise” cumpriu mais duas missões no exterior além de missões de… Read more »

Roberto Santos
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Roberto Santos

Juarez, é falta de vergonha mesmo

Luis Galvao
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Luis Galvao

Para quem quer matar a saudade do velho Minas :

Kommander
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Kommander

É, olhando o quadro do orçamento da pra ver que a MB estava fazendo milagre pra operar naquela época, a situação me parece pior do que é hoje… É uma pena que os projetos existam, mas que por conta do contingenciamento de verbas não sejam concluídos.
Acho que as FA precisam de uma reforma urgente, gasta-se muito com pessoal inativo e pouco em equipamentos. Por que é tão difícil ver o alto escalão das FA falando nisso?