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França inicia estudos do sucessor do porta-aviões ‘Charles de Gaulle’

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Na quinta-feira, 5 de julho, com a apresentação da reforma da Direção Geral de Armamentos (DGA) por Florence Parly, em Paris, foi divulgado o início dos estudos do sucessor do porta-aviões Charles de Gaulle.

“Já no verão de 2018, os preparativos para a nova geração de porta-aviões começaram no nível estatal e, como parte de uma plataforma comum, combinaram as indústrias STX, Naval e Technicatome.” O documento não fornece o nível orçamentário dedicado a esses primeiros estudos.

O CEO do Naval Group, Hervé Guillou, tem sido muito ativo no âmbito do trabalho da Lei de Planejamento Militar (LPM) 2019-2025, para iniciar o desenvolvimento do navio, sem levar completamente ao lançamento do programa em si.

Em sua apresentação do dia, Florence Parly também renova sua confiança na DGA para grandes programas, como o da sucessão do Charles de Gaulle, mas requer mais agilidade para reduzir atrasos e custos e regenerar a sua relação com o mundo industrial, em particular com uma remuneração dos parceiros de acordo com as datas de entrega.

FONTE: www.lemarin.fr

116 COMMENTS

  1. A Thales, responsável pelo projeto da Classe Queen Elizabeth, ofereceu uma versão CATOBAR do mesmo. Creio que para diminuir custos é a melhor alternativa.

    • Prezado Tireless,

      Não creio que os franceses iriam topar isso. No meu modesto ponto de vista seria, no caso deles, regredir operacionalmente.

      • Regredir operacionalmente por quê? por se tratar de um projeto cuja propulsão é convencional? Não custa lembrar que o CdG tem altos custos de operação. E cabe lembrar que o atual HMS Queen Elizabeth tem deslocamento maior que o atual NAe francês (65.000 Tons versus 42.500 tons) o que permite a operação segura de aeronaves maiores e mais pesadas sendo que a eventual versão CATOBAR (PA2) teria um deslocamento de 75.000 tons. E no futuro acho pouquíssimo provável que os franceses tenham condições de construir e manter um NAe nuclear com praticamente o mesmo deslocamento dos NAes da USN.

        • Um destacamento de F-35B recentemente retornou de uma missão de 2 meses a bordo do USS Wasp baseado no Japão e um segundo destacamento
          já está certificado para missão de 7 meses a bordo do USS Essex que deve partir ainda nesse mês de julho.

      • Leiam de novo. O que o Tireless quis dizer não tem absolutamente nada a ver com o abandono da operação CATOBAR pela Marinha Francesa. Muito pelo contrário, na verdade.

      • Regredir operacionalmente como, se o QE é muito maior e carrega mais aeronaves? Sendo CATOBAR, lançaria mais missões por dia que o CdG.

        Só por ser nuclear? Isso é fetiche da USN e ganância do complexo militar-industrial-político americano…

    • A Thales e BAe fizeram os planos de estudo para o CVF que iriam origimar o QEC e o PA2 sendo que o QE seria SVTOL (depois seria convertido a CATOBAR), o PoW e PA2 seriam feitos desde o inicio CATOBAR EMLS (eles seriam mais pesado do que o QE. 65.000t vs 70.000t).

  2. Estaria aí a oportunidade para a MB fazer seu PA em consórcio com os franceses. Pena que isso esta fora de cogitação com as restrições orçamentárias para as próximas décadas.

    • Seria mais viável para a MB comprar o Chatoes de Gaulle do que produzir um zero quilômetro. Claro, não é a solução ideal, mas creio que fonte de vista orçamentário seja o que teremos condições de fazer a médio prazo. Isto deve ende, é claro, do estafo em que esteja o atual PA francês, a fim de não repetirmos a história do Foch/São Paulo.

        • Pelos de comissionamento na Mb ele operária por mais uns 25 anos. Não tem como trocar a propulsão por motores a diesel.

      • Sem levar em conta as restrições políticas e técnicas que precisaram ser superadas para que esta venda possa ser feita, você honestamente acha que seria possível isso ? Com que dinheiro iríamos comprar e principalmente manter o navio ?

        Pense antes de escrever essas coisas, por favor.

        Você sinceramente acha viável isso ?

        Fala sério !

        • Prezado Luis Galvão,
          estamos em vias em pleno andamento de nosso projeto de submarinos o qual erá a sua conclusão – e a ajuda francesa foi e tem sido fundamental – em nosso submarino de propulsão nuclear. Portanto, restrições técnicas tem sim condições de serem superadas.
          Restrições políticas? Sim, elas existem, porém o Brasil é signatário dos tratados de não proliferação de armas nucleares e se este for o problema, retire-se o reator do PA francês e traga-o rebocado para cá que colocaremos o nosso reator nele.
          Por mais cara que seja esta operação, ainda assim será infinitamente mais barato do que a MB encomendar um PA na planta a um construtor naval seja ele de que que país for.
          Se a MB ainda pretende ter um PA e, pelo o que temos lido, ainda pretende, este é único meio de se obter um e, mesmo assim, se a realidade orçamentária da MB for melhor no médio prazo, época em que o Charles de Gaulle deverá ser descomissionado.
          Quanto a pensar antes de escrever, sugiro que faça o mesmo. Até onde eu sei você é um forista igual a mim e sua tentativa adolescente de impor seu ponto de vista desqualificando a opinião do outro, além de primária não colabora em nada para a troca de ideias e discussões neste espaço.
          Se minha ideia é viável, não sei. Para alguns não seria viável o Brasil construir toda uma infraestrutura para a produção local de submarinos como os da classe Scorpene, mas estamos fazendo. Para outros não seria viável construirmos um cargueiro militar para concorrer com uma lenda viva chamada C-130 Hércules, mas estamos fazendo. Por outro lado, propus que fizéssemos pela terceira vez aquilo que já fizemos antes: a compra de PAs usados do país que nos vendeu o último PA que tivemos e que é nosso parceiro estratégico no S-BR.
          Um fórum existe para suscitar discussões e troca de ideias, sejam elas boas ou ruins, realistas ou delirantes, Se isto não lhe agrada, lamento, mas não vou cercear meu direito de expor o que penso por sua causa ou de qualquer outro “dono da verdade”.

          • Guarde seus conceitos de deprimência e afins para você.

            Vou continuar escrevendo o que acho certo, goste você ou não.

          • Que tal baixarem o tom? Acham mesmo que a discussão vai chegar a algum lugar se não conseguirem debater civilizadamente?
            Gastaram mais comentários trocando farpas do que debatendo os assuntos em pauta.

    • Pessoal só pensa no naviozinho… e a MB iria operar que aviões no CdG brasileiro? Se pra operar o naviozinho já é proibitivo, imagine comprar e operar sua ala aérea! E as escoltas? E, mais importante, para quê operar um NAe nuclear em nosso cenário geopolítico?

      É cada uma…

  3. Quem sou eu pra dizer ao Almirantado o que fazer, mas espero que não comprem isso.
    Agora com dois porta helicópteros para operar, desenvolvendo mísseis de cruzeiro, torpedos, submarinos convencional e nuclear, dificilmente conseguiríamos operar essa NAu se comprássemos por um bom preço.
    Ainda mais que ter um porta aviões e operar Skyhawks é no mínimo bizarro.
    E imagina se além de tudo isso, tivessem que investir no Sea Gripen sendo que já temos um monte de programas sendo feitos ao mesmo tempo. Simplesmente não tem dinheiro pra tudo.
    Adiciona isso os anos necessários pra fazer uma versão naval do Gripen, e no final das contas compraríamos um porta aviões que não teria avião nenhum.

        • Guacamole, o Bahia é um navio de desembarque dotado de doca que tem boa capacidade para operação de helicópteros, mas está longe de ser um porta-helicópteros. Tanto ele quanto o PHM Atlântico estão preenchendo lacunas deixadas por navios mais antigos, de operação mais cara e manutenção mais trabalhosa que deram baixa (dois NDD e um NAe, todos de propulsão a vapor) então não representam necessariamente acréscimo de custo operacional em relação aos navios que substituíram.

          Isso não tira a força de seu argumento de que não há nem haverá dinheiro sobrando para navio-aeródromo, mas não faz sentido forçar a barra inventando que o NDM Bahia seja um porta-helicópteros para apoiar esse argumento.

  4. Sou leigo, mas acredito que mesmo que o Brasil quisesse comprar o porta aviões, seja o de Gaulle ou um novo, não poderia.

    A França não vende equipamento nuclear para outro país. Logo não tem como comprar nem o de Gaulle nem o novo.

    • Jorge, você se disse leigo , mas seu comentário é muito mais lúcido Do que os dos “comentaristas” habituais aqui do blog. Comentam desde campeonato de bola de gude até armas de raio laser e se acham os entendidos.

      • Chegou a ver o video da tal arma laser?
        É pouca coisa a mais do que os lasers domésticos que a garotada faz na garagem.
        Não vi nenhuma utilização prática pra aquilo pra ser honesto. Muito fraco pra matar. Forte demais pra apenas cegar.

        Quanto a parte nuclear, está correto. A França nunca venderia. E como os nosso reatores ainda não tem a capacidade de gerar tanta energia, e mesmo que tivesse, demandaria uma grana federal comprar o navio, tirar o reator antigo, desenvolver e montar um brasileiro no lugar, acho que esse porta aviões vai virar museu.

        • ‘Pouca coisa a mais do que os lasers domésticos que a garotada faz na garagem.”

          Pelo amor de Deus, procure se informar antes de postar isso.

          • Postei o video o mas o link foi deletado pela administração.
            Apenas procure laser DYU e compare com o laser chines.
            Vai ver que a potência é similar. É claro, os projetos DYI são feitos com produtos de prateleira e não são proficionais.
            Mas potência por potência, praticamente a mesma coisa.

        • O “CDG” virar museu é bastante difícil…ele precisaria ser “desentranhado” para remover o compartimentos dos reatores e então reconstruído…muito provavelmente terá o mesmo fim do “Enterprise” que aguarda o desmantelamento após o combustível nuclear residual ter sido retirado.
          .
          Nem mesmo os britânicos com todo o pioneirismo da aviação naval conseguiram preservar NAes…é algo que exige muito dinheiro de grupos particulares.

  5. O “De Gaulle” será utilizado pela marinha francesa até mais ou menos 2042…ele terá que passar por outros dois reabastecimentos de seus reatores nucleares, um na década de 2020 e outro na década de 2030 para esse fim e provavelmente não seria viável outro reabastecimento na
    década de 2040 para então servir por outros 9 anos seja na marinha francesa ou em outra marinha na hipótese de que viesse a ser colocado à venda, então, não se trata apenas dos
    franceses não venderem “equipamento nuclear”.

  6. A manutenção desse navio é altíssimo.
    Não é porque é nuclear que terá um custo operacional e de manutenção menor.
    O Brasil deveria comprar ou construir navios sem catapultas e convencionais.
    Deixamos para pensar nisso no final da próxima década.

  7. Se bem me lembro bem, e resumindo bastante, UK e França tinham planos conjuntos de construção de um novo Navio-Aeródromo. Seria basicamente o mesmo projeto, de um navio convencional com uns 60.000 toneladas mais ou menos, e para o caso da Royal Navy seria V/STOL, enquanto que para a Marine Nationale seria CATOBAR. Houve algum tipo de ‘racha’ nesses planos, e a RN acabou com a Classe Queen Elizabeth, que por ‘pouco’ não se torna CATOBAR também, enquanto que a França ficou com o projeto PA2.

    E, ainda puxando da cabeça, a BAe ofereceu ao Brasil na época, pouco antes do início da construção do QE, a entrada no projeto para que fosse construídos praticamente em paralelo, uma versão CATOBAR da classe QE, mas, obviamente por questões orçamentárias, o Brasil declinou da oferta. Não lembro se a França ofereceu algo similar em relação à PA2.

    O fato é que eu acredito que os franceses vão acabar partindo para uma atualização do projeto PA2. Convencional, com EMALS, na faixa de 60.000 tons.

    • O navio deverá servir por mais uns 15 anos na Marinha Francesa, pelo menos. Não vejo sentido em sofrer com tanta antecedência.

  8. Bom esse será nosso “novo” NAe exceto se tirver muito detonado, quanto o fato dele ser nuclear, isso não serpa problema se nos Submarino Nuclear já estiver em fabricação mesmo que seja no início, depois assina-se um contrato em que toda a manutenção que envolva os reatores nucleares seria necessariamente feita na frança pelos franceses.
    Só lembrando que esse NAe no Brasil teria uma vida útil semelhante a do São Paulo.

  9. Prezados,

    Por falar em navio-aeródromo, segue matéria sobre o AF-1:

    americas.com/pt/articles/brazilian-navy-receives-upgraded-fighter-jet

    Abraços

  10. Se a marinha tiver visão
    Entra nesse projeto de qualquer forma seja para produção em paralelo ( um na França outro no Brasil) seja para uma produção posteriormente(ambos na França).
    O importante é não deixar a oportunidade passar
    Pois certamente a França gostaria de uma parceria neste projeto.
    Mesmo que o Brasil não tenha transferência de tecnologia. A oportunidade de ter um porta aviões moderno por 40 anos é incrível.

  11. “O Esquadrão VF-1 possui 23 caças AF-1 Skyhawk, incluindo os sete que serão modernizados até o final de 2020.”

    A informação não está equivocada ? A MB perdeu um biplace no fatídico acidente no RJ.

    • Prezado Bozzo,

      Sete é o número total de aeronaves a serem modernizadas pela EMBRAER. Entre estas 07 aeronaves estão as duas acidentadas. Uma foi perdida e a outra vem sendo recuperada.

      Desta forma, ficarão 06 operacionais.

      Abraços

  12. “Já no verão de 2018, os preparativos para a nova geração de porta-aviões começaram no nível estatal e, como parte de uma plataforma comum, combinaram as indústrias STX, Naval e Technicatome.”
    .
    Cabe lembrar que parte da STX foi comprada pela Fincantieri.
    .
    A antiga DCNS, hoje Naval Group, já faz tratativas com os americanos, para que estes liberassem a venda de sistemas EMALS para que o Estaleiro pudesse oferecer esta solução em sua plataforma.
    .
    Sobre consórcio… Quem deveria avaliar entrar em um consórcio com os franceses são os indianos, que querem um Portão Aviões CATOBAR muito mais capaz que o atual STOBAR que está para entrar em serviço daqui algum tempo.
    A Marinha indiana também está escolhendo um novo caça…
    É a fome e a vontade de comer.
    .
    Brasil… Vamos lá… Com o dinheiro de um navio desses, compramos dois ou talvez até três excelentes Navios de Propósitos Múltiplos e é capaz de sobrar um bom troco para algumas aeronaves.
    .
    Custo de 1,1 bilhão de Euros para os italianos: https://www.fincantieri.com/globalassets/common/sliders/images-common-caption-full-width-sliderblock/navi-militari/fincantieri_anfibia_mutiruolo_top.jpg

    • Bardini,

      A questão é que aparentemente a MB já se resolveu pelo CATOBAR e pelas vantagens que esse tipo de arranjo representa.

      Ter um NPM significa atualmente depender de um único fornecedor para a aeronave de caça; algo que a Marinha provavelmente não deseja, ainda mais estando diante da possibilidade ( mesmo que remota ) de padronização com a FAB.

      • RR,
        Não tem nada resolvido.
        E nem perspectiva palpável de se resolver de forma a gerar um resultado prático, devido às outras prioridades frente à projeção de orçamentos contingenciados por muito tempo ainda.
        Acho que valeria muito mais a pena discutir, nessa matéria, a realidade francesa (aliás, tema da matéria) quanto a navios-aeródromos do que a brasileira.

  13. Seria muito bom o Brasil compra o porta avioes da frança
    Eu acho que tem nada que impeça o brasil adquiri esse navio ja que a frança esta ajudando o brasil construi o subemarinos Escopenio e um nuclear

  14. “Esse modelo parece ter grande influência no desenvolvimento da versão convencional, que além de oferecida a França, também foi oferecida ao Brasil:
    https://www.meretmarine.com/objets/500/28883.jpg

    Esse aí não era o projeto Romeo? Realmente teria sido uma oportunidade para o BR, mas os custos elevados franceses nesse caso seriam enormes. A MN deve ir para um PA convencional, aliás, dois.

  15. Estes modelos da Bazan parecem realmente focar bastante em modelos economicos.

    Os Franceses tambem deveriam prestar atenção nisto pois passaram uns apuros com o CDG. A verdade é que para quem quer brincar com Nae precisa focar em ter no minimo mais de um.

    • Carvalho, acrescente ao SAC-200 catapultas eletromagnéticas e propulsão nuclear. A propulsão nuclear, apesar do alto custo, aliada as catapultas EMALS economizam muito espaço e principalmente reduzem muito a tripulação, o que torna a operação mais “barata”. Como o Brasil não tem interesses globais, um PA com uma ala aérea menor, não tanto para projeção de poder mas para dar cobertura aérea para uma esquadra, seria mais do que suficiente.
      Ser nuclear não é com a intenção de “ser global”, mas sim ter energia suficiente para os EMALS e economizar espaço, e quanto as tecnologias temos tempo, isso e´para daqui uns trinta anos.

      • Mestre Adson,

        Não creio que a energia nuclear e Emals deixem o Navio mais barato.

        Acredito que é justamente o contrario.

        O modelo SAC-200 é relativamente pequeno, são 240 metros…, menor que o Nae SP com seus 260 metros. Não que eu ache que o Grupamento aereo deveria ser maior, mas sim nas distancias de pousos e decolagens. Para aviões modernos, lá se vão ao menos 190 metros da pista em angulo para dar segurança. Para países com zero de Nae ou somente 1 ou 2, o ideal é começar pelos stobar para baratear o maximo possivel e conseguir um lastro minimo de unidades (cascos operacionais). A partir daí é que vale a pena prosseguir pelos Catobar, tal como russia, India e china estão trilhando…catobar é o melhor de todos, mas quase ninguem tem folego para manter um ou sequer mais de um…

        Então em primeiro lugar um nae para defender a frota….em segundo lugar o ataque…isto é o que um stobar faz….

        • Carvalho…
          .
          acho difícil que a China ou a Índia voltem a construir NAes “stobar” depois que enveredem pelo caminho do “catobar”…parece e posso estar enganado que o “stobar” é para “principiantes” que ainda precisam dominar o assunto, então começam pelo mais simples, mas, a medida que os “stobar” envelhecerem não serão substituídos por novos “stobar”…simplifiquei um pouco, mas, acho que é isso.

        • Carvalho, o NAe nuc com EMALS é mais caro de se obter, mas sua tripulação é bem menor assim em sua vida operacional pode ficar mais barato, além disto por não ter todo o aparelho de vapor a economia de espaço é enorme. Outra coisa é sobre o NAe stobar, se não for operar F35 tem que ter pista em angulo com aparelho de parada, ou seja, vc terá um navio enorme com aeronaves que não poderão operar Ful.

        • O EMLS deixar a operação mais barata diminuir o riscos de explosões e se ocorre será em único, aumentar a vida útil e surtidas do sistema, a tecnologia é usada em emprendimetos civis (MagLev) pode ser usada até nos pousos da aeronaves…Desvantagem custo de desenvolvimento e precisa de tecnologia de super condutores e super capacitores e maior dependência de grupos geradores. Só acho redundantes em um NAeN pois o vapor das caldeira é gerado pelo reator

          • Flavio, o vapor gerado pelo reator é gerado em circuito fechado para geração de energia. O vapor para as catapultas é gerado por calor criado por essa energia e é esterno ao reator além do que vc tem que ter toda a volumosa tubulação que ocupa um enorme espaço. No caso de um NAeN com EMALS esse aparelho de vapor não é necessário e nem todos os depósitos de combustível para o próprio NAe.

      • A propulsão nuclear, apesar do alto custo, aliada as catapultas EMALS economizam muito espaço e principalmente reduzem muito a tripulação, o que torna a operação mais “barata”.
        .
        Mas não mesmo!
        Isso é uma ilusão… Pq você está reduzindo número de pessoal, mas está aumentado a qualificação desse pessoal. Esse é o real problema.
        Pessoal qualificado em manter um reator nuclear e EMALS custaria absurdos a uma Marinha.

  16. Para a França é quase imperativo um porta-aviões nuclear. Os franceses tem territórios em praticamente todos os continentes e estão vendo a China expandir sua capacidade de projeção de poder…economia tosca custa muito caro.

    • Gabriel…
      .
      não é imperativo tanto que já foi proposto na década passada um segundo NAe que não seria movido à energia nuclear e bem poderá ser o caso agora também do sucessor.
      .
      O que ocorreu é que a França optou por seguir os passos da US Navy que estava na época empenhada em ter apenas NAes de propulsão nuclear, mas, mesmo lá há quem defenda o retorno de NAes de propulsão convencional e não se pode esquecer que a escolta é formada por navios de propulsão convencional, o que também limita ou diminui possíveis vantagens do NAe de propulsão nuclear.
      .

      • Prezado Dalton,

        Desculpe mas não entendi seu argumento.

        As escoltas da US NAVY também são formadas por navios de propulsão convencional e eles operam a nivel global juntos com seus PA’s, coisa que a França não faz.

        • Navios convencionais precisam ser reabastecidos ao passo que um navio nuclear pode navegar indefinidamente enquanto durar o combustível dos reatores, cujo tempo de troca geralmente está na casa dos 15-20 anos.

          • Tireless,

            Muito obrigado pela sua informação.

            Sei que você teve a intenção de explicar muito claramente a diferença entre navios com e sem propulsão nuclear, o que agradeço apesar de saber disso, mas não foi esse o ponto que coloquei (posso não ter deixado muito claro). Obrigado mesmo assim.

            Entendi que o Dalton disse que a França considera construir seu próximo porta-aviões com propulsão convencional porque não pode tirar proveito da vantagem do atual, que é nuclear, mas seus escoltas não o são. Então argumentei que os EUA também possuem o mesmo “problema” e mesmo assim operam a nivel global, ou seja, para eles isso não parece ser um problema.

  17. Luis…
    .
    o que eu quis colocar de forma complementar é que um NAe de propulsão nuclear sempre terá sua “vantagem” reduzida por conta de operar com navios de propulsão convencional ou seja não é tão “imperativo” assim como o Gabriel escreveu a França ter um NAe de propulsão nuclear que também terá seu passo ajustado de acordo com a menor mobilidade de seus escoltas.
    .
    Quanto a “nível global” o “CDG” tem deixado o Mar Mediterrâneo e participado de missões
    no Mar Arábico e Oceano Índico de maneira semelhante aos NAes da US Navy baseados na costa leste…única diferença é que o “CDG” inicia sua missão já a partir do Mar Mediterrâneo
    onde encontra-se baseado – Toulon – e não precisa atravessar o Atlântico Norte e atravessar o
    Estreito de Gibraltar.

  18. A grande questão de um Porta Aviões reside em “tamanho do navio x aeronaves embarcadas x número de surtidas”.
    .
    Os franceses querem aumentar a quantidade de aeronaves embarcadas, para consequentemente aumentar o número de surtidas. Isso vai acabar aumentando também o tamanho do navio. Se a propulsão for convencional, que é a tendência, o tamanho do navio vai aumentar ainda mais, para abrigar uma boa quantidade de combustível.
    .
    Se os franceses comprovaram que o tamanho do CDG não é suficiente para operar um número eficiente de aeronaves, para cumprir todas as suas missões, não adianta se iludir com coisa menor que ele.

  19. A gente podia devolver o A12 pra França. Já pensou vinga uma idéia dessas? Já pensou se a França pára pensar (he, he)? Já pensou se cola? Já pensou se a gente dá o troco e passa a lábia na França? E acima de tudo, já pensou se tudo isso tem algum sentido?

  20. A recente campanha do Admiral Kusnetsov no Mediterrâneo mostrou a muitos, inclusive a este que aqui escreve, que definitivamente, PAs com sistema Stobar tem limitações de combate muito claras, pois não conseguem manter operações aéreas simultâneas como um pacote de ataque, um Cap, um AWACS, um ASEW e um Pedro porque falta convés para tantos vetores. Simples e claro como ficou provado agora a pouco com os Russos e podem ter certeza que eles voltaram para casa e vão se debruçar nos problemas que enfrentaram e repensar algumas coisas.
    Quer gostemos ou não para cumprir esta missão full adequadamente é necessário um PA acima de 70.000 tons, Catobar e nuclear porque com um sistema de propulsão diesel, ele teriam que andar com dois super petroleiros, um de cada lado para poder fazer vento relativo e manter as operações aéreas.
    Por enquanto só a US Navy é soberana nas operações aéreas embarcadas o resto tenta, faz muito esforço, mas tão longe, muito longe.

    • Juarez, acho que é meio radical dizer que apenas navios acima de 70.000 toneladas e nucleares poderiam cumprir totalmente essa missão. É bom lembrar que as classes Forrestal e Kitty Hawk/JFK serviram muito bem durante décadas. O último navio-aeródromo convencional americano à ser aposentado foi o USS Kitty Hawk em 2009.

      • Leandro…no caso de você voltar…ou a quem mais possa interessar…
        .
        o Juarez devia estar referindo-se a NAes com deslocamento a plena carga…
        os NAes que você mencionou a plena carga chegaram a deslocar 80.000 toneladas ou até um pouco mais no fim de suas vidas…mas, com certeza, mais de 75.000 no
        início.

        • Verdade, Dalton, pode ser que seja isso. Mas de qualquer maneira eram convencionais. Pode ser que no final de suas vidas úteis tenham tido diversas limitações quanto à geração de energia, mas talvez isso pudesse ser sanado em projetos mais modernos. Afinal de contas são navios projetados durante a década de 1950 ainda se a memória me serve bem.

          Não foram os Chineses que divulgaram à pouco tempo atrás que fariam um NAe com EMALS e convencional? Se isso se tornará realidade, ou se realmente irá funcionar como o divulgado, só o tempo dirá mesmo. Vamos ter que aguardar para ver o que acontece.

          • Leandro…
            .
            não é necessário um reator nuclear gerando energia para catapultas eletromagnéticas e isso deverá ser melhor explorado com o tempo a medida que as tecnologias forem amadurecendo.
            .
            Os EUA deixaram de lado o NAe convencional…o último construído foi comissionado em 1968 porque acreditam que há vantagens no nuclear sobre o convencional, maior reserva de combustível para aeronaves, por exemplo e ter uma força homogênea também ajuda
            com a logística.
            .
            Reatores nucleares de nova geração como é o caso dos 2 instalados no USS Gerald Ford geram muito mais energia que os instalados na classe “Nimitz”, mas, não apenas para catapultas eletromagnéticas e sim para futuras armas e sensores que poderão exigir maior consumo de energia, preservando uma grande capacidade de surtidas para aeronaves, graças ao uso
            de energia nuclear combinada com um grande tamanho do NAe.

    • Prezado Juarez,

      Os Ingleses operaram o HMS Hermes Stobar sem problemas na Guerra das Malvinas. No caso citado por você, do Kusnetsov, acho que o que faltou aos russos foi experiência e competência.

      Abs.

      • Eu tambem tenho esta mesma sensação.

        Nunca direi que um Stobar promove as mesmas capacitações de uym Catobar, mas isto é muito relativo as caracteristicas da missão e conflitos envolvidos.

        fazer de tudo e no melhor sem dúvida o catobar, mas a questão é quanto um stobar preenche das mesmas lacunas… e a conta a partir daí é no conjunto da obra como um todo….o que faço com US$ 10 bilhões com um…e o que faço com US$ 10 bilhões com outro…e tem mais….se realmente preciso de tudo e da forma como um americano precisa….

  21. Só acho que não deveria ser um sucessor do CDG, e sim um segundo PA.
    Quem tem um tem nenhum, quem tem dois às vezes tem um.
    .
    Com a saída do RU da UE, apenas a França terá capacidade de construir e operar PA dentro da nova aliança militar européia. Outros países europeus poderão se juntar na empreitada ?

    • Que nova aliança militar européia é essa? Desconheço qualquer coisa nesse sentido. A OTAN ainda está firme e forte, e a tendência é se fortalecer, pra falar a verdade.

    • Delfim,

      O Reino Unido está saindo da União Européia (na verdade nunca esteve totalmente dentro), mas permanece na OTAN, inclusive sendo o maior contribuinte nesta Aliança, após os EUA.

      A França , por sua vez, não é membro da OTAN.

      • Luis…
        .
        a França foi uma das fundadoras da OTAN …o que ocorreu é que ela deixou à Aliança
        nos anos 1960, mas, por baixo dos panos nunca esteve realmente ausente e seu
        retorno oficial ocorreu vários anos atrás.

  22. Já comentei isso uma vez aqui…mas…é bom relembrar…
    .
    quando nos anos 1960 Charles De Gaulle ordenou que todos os militares americanos fossem removidos o então Presidente Johnson pediu para que fosse perguntado a ele sobre os
    cemitérios, já que mais de 60.000 militares americanos mortos nas Primeira e Segunda Guerra estão até hoje enterrados em solo francês…consta que De Gaulle embaraçado não respondeu.

  23. “Dalton 8 de julho de 2018 at 12:15
    Carvalho…
    .
    acho difícil que a China ou a Índia voltem a construir NAes “stobar” depois que enveredem pelo caminho do “catobar”…parece e posso estar enganado que o “stobar” é para “principiantes” que ainda precisam dominar o assunto…”
    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Mas é exatamente isto Mestre Dalton,

    Na ordem de prioridade, o menor custo, simplicidade, prioridade a defesa de frota e defesa continental….fizeram exatamente isto…depois partem para o catobar a medida que as prioridades extrapolam as acima elencadas…depois de uma ou duas unidas…partem para o catobar…e de fato provavel não voltem a produzir stobar depois destes, pois ai a industria, a tecnica e doutrina ja estariam consolidada no catobar mais potente com custos diluidos…

  24. Ádson 8 de julho de 2018 at 13:08
    Carvalho, o NAe nuc com EMALS é mais caro de se obter, mas sua tripulação é bem menor assim em sua vida operacional pode ficar mais barato, além disto por não ter todo o aparelho de vapor a economia de espaço é enorme. Outra coisa é sobre o NAe stobar, se não for operar F35 tem que ter pista em angulo com aparelho de parada, ou seja, vc terá um navio enorme com aeronaves que não poderão operar Ful…
    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Mestre Adson,
    A redução de tripulação ocorre mais pela automatização da tecnologia embarcada do que o tipo da tecnologia em si…

    Veja que a França mal e mal consegue suportar os custos do CDG e planeja um CTOL convencional….a coisa toda é cara…

    • Deixei de acreditar em Nae enormes…não tenho duvidas que a superlatividade de tamanho possibilita um numero de missões maior e de forma sustentada…mas na modernidade atual, não dá para confiar numa bala de prata, ser alvejado e comprometer 5 ou seis esquadrões inteiros de alas aereas….

      Melhor possuir Nae pequenos diluidos, nem que seja numa mesma task…lei de Murphy tambem ocorre para porta aviões….

      03 Lha+F35 ou 03 Stobar ou NPM Stobar+F35/Rafale/SH/Sea Gripen/Mig29K…

      Colocar todos os ovos numa mesma cesta é complicado para quem tem uma unidade ou duas somente….

      Imagina você voltar de uma missão e não ter onde pousar? ou ver seu navio adernando com todos os esquadrões lá dentro…?

      A primeira prioridade é defender sua costa, a segunda é defender sua frota e a terceira é projetar ataque….

      Não me entra na cabeça alguem que mal tem uma unidade ou duas, querer pular da primeira prioridade para a terceira….uma ou duas unidades não dão para nada na vida real….vai pro saco rapidinho…

      • Carvalho 2008, gosto muito dessa sua abordagem. Me parece mais condizente com nossa realidade econômica, política e estratégica.

      • Estes pequenos NAes, mesmo assim terão que ter uma escolta robusta…caso contrário serão avos fáceis…isso exigirá um número maior de navios de escolta,
        e todo o gasto acompanhante como mais mísseis, mais helicópteros A/S, mais tripulações, mais combustível, mais manutenção, mais pessoal de estaleiro, etc, sem mencionar mais navios de apoio logístico.
        .
        Também ter 3 significa que quando muito dois estarão em serviço e não se trata apenas de manutenção e treinamento e sim que nunca se tem aeronaves suficientes para todos os NAes…mas , partindo do princípio que é melhor sempre se poder contar com um ou mesmo dois do que um ou nenhum se o único estiver em manutenção ou danificado…resta saber se esse um ou mesmo dois poderão cumprir
        as missões e serem tão sobreviviveis quanto um maior e mais capaz.

        • Não necessariamente…

          Porque o Amigo sempre insiste no padrão superlativo americano de doutrina?

          a) Posso ter 10 escoltas cercando um Supercarrier

          b) Posso ter 10 escoltas cercando 3 ou 4 Nae de menor porte numa mesma task.

          Quantos alvos primarios existem na opção “a” e na opção “b”….??

          Não é a existencia de mais de um Nae independente de seu porte, que define quantas tasks voce possui…

  25. “Luiz Monteiro 7 de julho de 2018 at 20:56”

    Caro Contra Almirante,

    na hipótese que há verba$ e é do interesse da MB, quantas células
    do A 4 são passiveis de modernização ?
    Quantas células totais estão “estocadas” ?

    Reiterando, hipotese.

    • Prezado Carlos,

      Como não sabia a resposta, fui checar com quem de direito.

      São passíveis de modernização 12 monoplace e as 3 biplace.

      Abraços

    • Pedro…
      .
      o “CDG” não será “retirado antes do tempo”…ele foi programado para durar cerca de 40 anos e passar por 5 “reabastecimentos” ao longo desse período…ele encontra-se agora
      no terceiro, e passará por outros dois, na próxima década e na década de 2030, para
      então ser descomissionado por volta de 2042.
      .
      O “CDG” foi comissionado em 2001…com 5 anos de atraso…em revistas antigas que tenho a data planejada era 1996 ou seja, após 10 anos da sua encomenda em 1986,
      mas, falta de dinheiro e crises financeiras atrasaram o cronograma.
      .
      O que está sendo feito agora é um estudo preliminar para seu sucessor…para que a
      encomenda possa ser feita no fim da próxima década ou início da década de 2030 e o
      mesmo possa estar completamente certificado quando da baixa do “CDG” ou seja uns dois anos após seu comissionamento.

  26. Em outras palavras, 15 aeronaves das 18 que vieram em condições de voo e potencialmente modernizáveis das 23 adquiridas, conforme relatou-se na época… ao menos em uma de minhas revistas antigas é o que consta e uma dessas 18 aeronaves ou 16 no caso de outras duas terem sido descartadas para modernização com o tempo, foi perdida em acidente.
    .
    Das 5 que não vieram em condições de voo, uma já foi “espetada” na Base São Pedro e outra foi usada como “mock up” a bordo do “São Paulo”para auxiliar no treinamento do pessoal,
    principalmente com a movimentação de aeronaves pelo convés de voo , convés de hangar, elevadores, até mesmo utilizando veículos de reboque para dar mais realismo ao treinamento.

  27. Hmmmm…. Não seria melhor estarmos com nossos meios de superfície e submarinos plenamente em funcionamento com expectativa de uso de longo prazo solidamente consolidados antes de entrar na discussão de ter ou não ter um NAE, ainda mais nuclear???? Já fui fã, hoje não sou mais- minha concepção atual é de que o NAE é complementar, pois precisamos de meios muito mais necessários para assegurar nossa soberania marítima.
    Sds.

    • Não mestre cfsharm,

      Porque tal como no jogo de xadrez, cada peça tem sua função….

      dependendo da habilidade do estrategista e do adversario, voce pode até jogar apenas com os peões…mas qualquer peça faz falta e aumenta o campo de dificuldade….

      Como qualquer grande empreendimento desta natureza, ele começa entre 10 a 15 anos antes até efetivamente estar operando…então cedo nunca é….principalmente porque são peças que se combinam e influem até naquelas que o amigo considera naturalmente prioritárias…até navios e subs são dimensionados em algum momento, pensando em como eles podem ou deveriam atuar conjuntamente com outros barcos, inclusive…Naes…..

  28. O Charles DeGaule foi um tremendo abacaxi em matéria de engenharia: por decisão política, o fizeram com dimensões semelhantes aos Clemenceau, tiveram que bolar um sistema ativo de contrapesos pra equilibrar o bote, a concentração de antenas na ilha não favorecia o funcionamento dos radares, etc, etc. Apesar de todos os problemas, a França o opera fazendo bonne mine a mauvais jeune. C’est la vie. Bone chance ao novo porta-avioes francês…

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