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Partida do Navio-Escola Brasil para a XXXII Viagem de Instrução de Guardas-Marinha

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Navio-Escola Brasil U27
Navio-Escola Brasil U27

No dia 22 de julho, o Navio-Escola “Brasil” desatracará da Base Naval do Rio de Janeiro para realizar a XXXII Viagem de Instrução de Guardas-Marinha (VIGM). A comissão tem o propósito de complementar, com ênfase na experiência prática, os conhecimentos teóricos adquiridos pelos militares na Escola Naval durante o ciclo escolar, aprimorar a formação cultural dos futuros Oficiais da Marinha do Brasil (MB) e representar o País e a Marinha nos portos visitados, promovendo o estreitamento dos laços de amizade com as nações amigas. Durante a VIGM, serão ministradas aulas práticas de navegação, meteorologia, marinharia, operações navais, controle de avarias e administração naval, realizando, dessa forma, uma importante fase de adaptação à vida de bordo.

Ao término da viagem, os Guardas-Marinha (GM) serão nomeados Segundos-Tenentes e serão distribuídos pelas diversas Organizações Militares da Marinha no território nacional, respeitando as especificidades de suas qualificações. Aqueles pertencentes ao Corpo da Armada embarcarão nos navios da Marinha; os integrantes do Corpo de Fuzileiros Navais serão designados para os diversos Batalhões e Companhias Independentes; e os componentes do Corpo de Intendentes da Marinha serão designados para servir a bordo de navios ou unidades de Fuzileiros Navais.

Dos 208 Guardas-Marinha integrantes da Turma “Almirante Gastão Motta”, doze são militares do sexo feminino, todas do Corpo de Intendentes da Marinha e primeiras mulheres a concluir o ciclo escolar, e sete são estrangeiros, representantes de Angola, Líbano, Namíbia, Nigéria e Senegal, que cursaram a Escola Naval. Também realizarão a viagem jovens oficiais convidados das Marinhas amigas da Argentina, Bolívia, Chile, Estados Unidos da América, França, México, Paraguai, Portugal e Reino Unido, além de representantes do Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira e da Marinha Mercante Brasileira.

O roteiro da XXXII VIGM contempla quinze portos em dez países, com regresso ao Brasil planejado para dezembro de 2018. Serão visitadas as cidades de Natal, Belém e Fortaleza (Brasil), Las Palmas e Valência (Espanha), Toulon e Rouen (França), Pireu (Grécia), Gênova (Itália), Lisboa (Portugual), Londres (Inglaterra), Hamburgo (Alemanha),  Baltimore e Miami (Estados Unidos da América) e Cartagena (Colômbia).

O Navio-Escola “Brasil” foi construído pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, a partir do projeto desenvolvido pela Diretoria de Engenharia Naval, ambos órgãos da MB. Sua construção foi iniciada em setembro de 1981 e, após dois anos, no dia 23 de setembro de 1983, o navio foi lançado ao mar. Foi incorporado à Marinha em 21 de agosto de 1986, substituindo o Navio-Escola “Custódio de Mello”.

O Navio-Escola “Brasil” é equipado com modernos sistemas, a maioria deles desenvolvidos pela MB e por empresas nacionais, destacando-se o Sistema de Simulação Tática e Treinamento (SSTT), importante recurso instrucional de operações navais para os GM; o Centro de Integração de Sensores para Navegação Eletrônica (CISNE); o Sistema de Controle de Avarias (SCAv) e o Sistema de Controle e Monitoramento da Propulsão (SCMP).

Um pouco de História Naval…

“Durante o século XIX, diversos navios de guerra foram eventualmente utilizados para instrução de futuros Oficiais, os Guardas-Marinha. Desde pequenos navios que realizavam cruzeiros de poucos dias no litoral brasileiro, como o Patacho Aprendiz-Marinheiro, até grandes veleiros equipados com máquinas a vapor que chegaram a realizar viagens de circunavegação, como a Corveta Vital de Oliveira, em 1879, e o Cruzador Almirante Barroso, em 1888. O primeiro concebido, desde o início, como um navio-escola foi o Cruzador Benjamim Constant, um navio equipado como ferramenta de ensino prático para realizar longas viagens oceânicas com os Guardas-Marinha, que terminavam o aprendizado teórico na Escola Naval. Construído pelo estaleiro francês Société Nouvelle des Forges et Chantiers de la Méditerranée, entre 1891 e 1894, esse grande veleiro de três mastros, com 74 metros de comprimento e quase três mil toneladas de deslocamento, conduziu inúmeras turmas de Guardas-Marinha e Aprendizes-Marinheiros em cruzeiros de instrução pelo litoral brasileiro e por águas internacionais a partir de 1895.

Serviço:

  • Dia: 22 de julho
  • Local: Base Naval do Rio de Janeiro, cais norte
  • Horário: 10horas

Contato:

  • Comunicação Social do Comando da Força de Superfície
  • Telefones: (21) 97699-8710/ (21) 2189-1961/ (21) 2189-1024/ 2189-1984
  • E-mail: [email protected]

 

NE Brasil perfil
Perfil do NE Brasil

NOTA DO PODER NAVAL: O Navio Escola Brasil – U 27 foi construído pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro – AMRJ e seu projeto foi desenvolvido pela Diretoria de Engenharia Naval – DEN a partir do casco das fragatas Vosper Mk.10, classe Niterói.

Na concepção original, o NE Brasil teria um canhão de 76 mm na proa, mas por medida de economia (sempre ela), este armamento foi eliminado e permaneceram apenas dois canhões de 40 mm e 4 canhões de salva de 47 mm.

NE Brasil pintura
Concepção do NE Brasil ainda com o indicativo visual U30

Conheça mais sobre a história do Navio-Escola Brasil no site Navios de Guerra Brasileiros – NGB, clicando aqui.

43 COMMENTS

  1. Pois então…..esta classe poderia ter derivado por sua construção mas simples ( mercante), porém resistente e extremamente, extremamente, extremamente economica, uma derivação para NapaOc.

    Casco grande e espaçoso para tal, maquinario simples e mercante, mas para NapaOC ficeria de boa…um navio que acomoda 200 guarda marinhas + tripulação….pode ser convertido em navio hospital ( projeto previsto em caso de necessidade)….o U27 deve ser um dos navios da MB que mais empurrou agua….e seu segredo é exatamente este…faça coisa facil e use!!! depois, preocupe-se em melhorar os proximos….mas use já e agora…

    Nem sabia que a previsão original era ter um 76 mm….

    Até hoje, qualquer coisa similar ao conceito dele mas atualizando para adequar operações com RIBs ficaria bem satisfatorio, barato e funcional….

  2. Que bom que não colocaram o canhão de 76mm, pois se estivesse com ele, alguém teria a brilhante ideia de usá lo como patrulheiro e teria deixado der ser navio escola …..coisas de MB

    • Podemos ir a extremos, a exemplo do antigo cruzador porta helicópteros Joana D’arc Francês…..um colosso navio escola híbrido

      • Carvalho…
        .
        só complementando…houve dois cruzadores na marinha francesa com o propósito
        de navios escola chamados “Jeanne D Arc”…o primeiro comissionado em 1931,
        e que pelo ineditismo, levou-me a adquirir um modelo em metal do mesmo onde também se pode observar as cabines para os cadetes à meia nau.
        .
        Completamente carregado deslocava 9000 toneladas e justamente devido à sua
        função principal ser treinamento, muitas outras características como blindagem e velocidade máxima ficaram abaixo do padrão, apesar de ter retido um armamento
        principal e considerável de 8 canhões de 6 polegadas.
        .
        Sobreviveu à guerra e permaneceu em serviço até os anos 1960 quando foi
        substituído pelo “cruzador porta helicópteros” que você mencionou.
        .
        Hoje essa mesma função de treinamento está sendo principalmente exercida por navios da classe “Mistral”, mas, não há mais um navio específico para isso.

  3. Gostaria de entender a função deste navio, pois se não me engano nenhuma outra marinha do mundo possui uma embarcação como esta.
    Baseando na lógica, o próprio nome diz, navio de instrução a futuros marinheiros e oficiais, mas acredito que o mesmo não se destina somente a isso, alguém saberia me responder?
    Meio off-topic mas acredito que baseado no casco das Niterois, a MB pode desenvolver uma “família de navios” baseada em novo casco derivado das Niterois e ou Greenhalg.
    Com participação do CPN e refinamento de construtor internacional tradicional, com melhorias no casco e super estrutura, podemos desenvolver uma nova fragata na casa das 5.000T
    Quanto a possível modernização de algumas unidades deste navio, espero que realmente o façam e dotem os mesmos com sistemas nacionais em fase final de desenvolvimento, assim a plataforma servirá como demonstrador de tecnologias.
    Sistemas como SONAT/SONAP, MANSUP, GAIVOTA-X, PLATAFORMA GIRO ESTABILIZADA, SICONTA FENIX, TORC-30 mm NAVAL etc..

    • Externamente ele tem cara de Niteroi, mas internamente é totalmente diferente.

      Não tem casco de fragata.

      Casco de especificação mercante.

      Grupo motor diesel.

      Pouca geração de energia pois não possui as mesmas estações e sistemas de combate de uma fragata

      Com a economia de espaço com estações, sistemas e armamentos, conseguiu-se montar acomodações para até 200 guarda marinhas. Possui estações “Repetidoras” ou seja, extensões da visão da estações de sensores principais onde os alunos tem a possibilidade de ver e acompanhar o que ocorre na estação principal….

      O armamento a bordo é apenas para ambientar os alunos ao contexto de um navio militar.

      É como o Mestre Xo ( ou foi o Mo??) disse certa vez…é um mercantão com cara de fragata….

      E como todos sabem….sou defensor deste tipo de alternativa para navios auxiliares a força principal…

      • “Externamente ele tem cara de Niteroi, mas internamente é totalmente diferente.
        Não tem casco de fragata.
        Casco de especificação mercante.”

        Carvalho,

        Desconheço essa informação.
        O que sei sobre o NE Brasil é que se aproveitou o mesmo projeto estrutural e de chapeamento do casco dos dois navios classe Niterói construídos nos anos anteriores no AMRJ, justamente para não gerar custos extras de projeto e riscos envolvidos.

        O que mudou foi a compartimentação interna, motorização etc, aí sim. Mas até onde sei tanto o projeto estrutural do casco em aço quanto da superestrutura em alumínio é igual à classe Niterói.

        Já vi diversas fotos do casco em construção e, aparentemente, não há mudança nem no espaçamento das cavernas, vaus etc, nem das chapas. Posso olhar com mais atenção se for o caso.

        • Se não há muitas diferenças e o Brasil já construiu antes, não sei por que não construir pelo menos quatro fragatas novas de quebra galho.
          Faria as 4 Tamandaré, 4 Niteróis tupiniquim e depois prosuper com umas 4 escoltas de altíssimo padrão.. Ou 4 cruzadores ucranianos. Rs.

          • Nonato,
            Isso de voltar a construir classe Niterói, projeto do início dos anos 70, com boca estreita para os padrões atuais de navios do mesmo porte, superestrutura inteira de alumínio e outros fatores limitantes para as necessidades de hoje já foi discutido diversas vezes, inclusive com respostas a você mesmo. Se esqueceu, paciência…

        • Puxa Nunão…é o que sempre tinha ouvido falar…mas se o casco é igual, então é pra la de robusto e excede especificações para a função, afinal serião então o mesmo casco das fragatas apenas com divisões internas de acomodações diferentes…

          É isto mesmo??!!

          Ai é que não dá para entender….então já tinhamos de longa data um casco perfeito para NapaOC e a decadas projetando e reprojetando um NapaOc…isto não vem de hoje…

          • Carvalho,

            Cuidado com o anacronismo nas análises, principalmente quando envolvem história.

            NPaOc com porte de fragata de 4000t, ainda hoje, é exceção à regra. Na década de 1980 era mais raro ainda.

            O que você acha perfeito hoje para a função, opinião que tem após acumular conhecimento do que foi construído pelo mundo nas últimas décadas (deixo claro que não estou criticando a sua opinião) pode não ter nada a ver com o que se pensava há cerca de 20, 30, 40 anos atrás sobre o tema.

            Sobre a perfeição do casco, ele era “perfeito” em 1980 para fragatas da época, não para NPaOc nem para navio escola. Mostrou ser solução econômica e tecnicamente viável para adaptação a navio-escola, mas só porque já se tinha o projeto detalhado, o projeto de construção e a experiência em construir, incluindo pessoal que havia participado da construção das fragatas anos antes. Outras opções foram estudadas e escolheu-se o casco das fragatas porque seria mais rápido, manteria o Arsenal trabalhando numa necessidade da Marinha antes de passar para novas corvetas, aproveitando também a oportunidade de um financiamento da construção pelo Banco do Brasil (e bem sabemos que, quando essas oportunidades aparecem, se não são aproveitadas logo, somem).

  4. Opção interessante seria transferi-lo para o setor operativo como NaPOc, deixando a tarefa de Navio-escola para o Garcia ou Sabóia, concomitantemente com as funções que já exercem.

    • Só se mudarem o currículo dos GM, pois os NDCCC não são preparados para tal… sem contar a questão das acomodações…melhor ficar com o meio que foi pensado, projetado e construído para ser NE… e, sinceramente, ele nada somaria como NaPaOc… palavra de quem já serviu nele… abraço…

  5. O U27 cumpre o fase pós escolar da formação dos Oficiais oriundos da EN… são ministradas aulas mais voltadas para o futuro próximo, sendo, portanto, matérias de cunho estritamente profissional… como exemplo, eles realizam exercícios de navegação (astronômica nas travessias e de entrada/saída de porto), vários tipos de adestramentos operativos no SSTT de bordo… além disso, acompanham serviço em viagem e no porto… isso já traz uma bagagem para o que o jovem 2T vai encontrar em seu primeiro ano como Oficial, após regresso da viagem e designação para sua OM…
    Por fim, em caso de conflito, o NE atuaria como Navio Hospital…
    Abraço…

    • Prezado Xo: entendo que essa funçao, antes do U27, era exercida pelo antigo Tamandare. Mas agora, porem, fiquei em duvida se o Tamandare na realidade cumpria um estagio mais avançado de treinamento. Outra duvida é quanto ao Cisne Branco: como se diferenciam as funçoes? Obrigado!

      • O Tamandaré (não é da minha época, desculpe) devia cumprir esse estágio pós-EN, mas sem as facilidades que hoje temos no querido U27… como aconteceu nos navios-escola de outrora… o currículo foi aperfeiçoado no decorrer dos anos, daí a necessidade de um meio como o “Brasil”…
        O Cisne Branco proporciona instrução também, em períodos bem mais curtos do que o NE e também para o pessoal formado pelo CIAW… no geral, entretanto, é um navio de representação…
        Abraço…

        • Caro Xo, muito obrigado! Sabe , eu tenho um amigo, colega de turma (nao somos navais mas sim mecanicos) que quando terminou seu periodo na MB (primeiro da turma!) foi tripulante do Tamandare! Ele contou com orgulho sbre a experiencia. Eu tambem tenho orgulho desse lado sadio da MB. Grande abraço e parabéns.

  6. Não entendo porque continuamos a aceitar alunos de países Africanos se eles mesmos preferiram a China em detrimento do Brasil, que já apoiava de diversas formas as marinhas daqueles países.

  7. Na escassez fe navios operacionais na esquadra a disponibilidade de dois navios escolas como o Cisne Branco e o Brasil não deixa de ser um luxo. Aliás essa viagem de instrução poderia ser realizada teanquilamente num dos navios tranportes da Marinha Garcia D’ávila ou Alm. Sabóia….

    • Xará, o NE tem as facilidades para cumprir o currículo dos GM…. ir em outros navios não vai proporcionar o adestramento necessário e previsto nessa fase pós-escolar… abraço…

    • Amigo, com todo o respeito. O Brasil foi construído como uma escola no mar, quando passamos pela Viagem de Ouro temos um contato mais profundo com as operações navais, além do estreitamento de laços com Marinhas amigas. Não é cruzeiro de lazer para utilizar outro tipo de belonave que não esta. Lá temos varias estações desenvolvidas para o ensino prático. Entenda o U27 como a Residência Médica dos Guardas-Marinha, onde recebem uma formação Pós escolar que ao fim do turno no regresso entregará um jovem Segundo Tenente melhor inteirado e instruído em relação ao que encontrará em suas comissões iniciais.

      Sobre o navio ser único e um luxo desnecessário, a maioria das Marinhas possuem um ou dois navios do tipo, algumas chegam a ter uma pequena Frota de Navios Unidade de Ensino, não é um luxo ou desperdício, vocês apenas ouvem falar pouco sobre esse tipo de belonave, por não serem tão badalados, assim como muitas outras Classes de navios necessários, porem ignorados por fugirem da atividade fim, sendo navios de atividade meio.

  8. Desperdício de dinheiro público, a farra do dólar, todo mundo sabe q o nome dessa viagem é ” Viagem prêmio ”
    Só vai os cochados, os GM vão porque ganharam o prêmio de terminar o curso, os praças por ser amigo de alguém, ou chaleira de alguém, os primeiros lugares por q foram os primeiros.
    Pra ir na RIMPAC não tinha meios nem.grana, mas pra gastar milhões de dólares com essa viagem, têm.
    Arrego !!!

    • Você usa o termo “arrego”, presumo que seja ou tenha sido de Marinha… mas, sem criar polêmica, suas palavras generalizam e desmerecem quem foi designado por méritos para a viagem… sim, existem indicações, é fato, mas a grande maioria vai simplesmente por pontuação na carreira… e os primeiros colocados, bem o merecimento deles é indiscutível…
      Questionar esse gasto com a formação do pessoal argumentando que não fomos à RIMPAC é um erro… não fomos por questão de disponibilidade de meios e não pelo valor a ser desembolsado…
      Pro fim, posso dizer que, como ex-tripulante do NE, vejo-me como “distinguido” e não “premiado”… mas isso é como eu penso…

    • Vou colocar minha experiencia pessoal: conheci varios oficiais da MB, seja no periodo de POLI-USP, seja ao longo da minha vida profissional. Posso dizer, com orgulho, que todos eles se mostraram extremamente competentes e dedicados. Em particilar, varios se dedicaram ao projeto e desenvolvimento dos subs e nenhum deles mostrou qq indicio de desvio moral ou profissional. Pelo contrario, levam uma vida sem luxos ou devaneios. È o que posso afirmar. Abs

  9. Logo será necessario a substituição do NE Brazil, os possíveis candidatos devem ser o NPOc Amazonas, com algumas modificações poderia ser usado, pois os alunos da Escola Naval formandos deverão ser em menor numero no futuro do que hoje o são; uma conversão de um navio existente deverá ser mais barata do que a compra ou construção de um novo navio, outra opção seria a de adquirir um mercante de pequeno porte (cerca de 110m) usado, com isso voltaríamos a ter um modelo de um NE tipo “Custodio de Mello” com alguma reserva de cargas, mesmo que se submeta a alguma conversão, por fim uma ultima possibilidade seria a de adquirir uma embarcação tipo de cruzeiro da Europa tambem com alguma conversão…. Mas fabricar aqui não mais . pois não ha condições hoje como era na decada de 80….

  10. Fernando “Nunão” De Martini 19 de julho de 2018 at 14:49
    “Gostaria de entender a função deste navio, pois se não me engano nenhuma outra marinha do mundo possui uma embarcação como esta.”

    Serve a Marinha do Japão?

    https://www.naval.com.br/blog/2015/07/18/visita-de-navios-da-forca-maritima-de-autodefesa-do-japao-ao-brasil/

    Obrigado Nunão, por isso mesmo disse ” Se não me engano”.

    Quanto ao caso, ainda acho que com melhorias e refinamentos, somado a quem sabe o fornecimento pelos Ingleses dos documentos técnicos das Greenhalg,s (mesmo que comprados), podemos desenvolver uma “evolução” nacional de caso e super estrutura para fragatas de 4.000 á 6.000t.
    Após desenvolvimento do projeto, contratamos fabricantes internacionais de tradição para refinar o projeto do CPN (mesmo caminho seguido pelas CCT,s), porém este novo projeto de navio nacional já nasceria com a mesma mentalidade do EB com sua “família de blindados”, ou seja seria um projeto de casco para uma “família de navios”!.
    Pois tudo na vida e no mundo evolui, seja em tecnologias, equipamentos militares etc.
    Só no Brasil (exceto em algumas exceções) que isto não acontece, ai quando se faz necessário partimos para o mercado comprar um projeto internacional novinho, para daqui a alguns anos jogarmos todo o conhecimento no lixo em detrimento de um novo.
    Abram as informações as faculdades públicas e privadas nacionais, e somada a essas juntam-se empresas e centros de P&D (conceito tripla hélice), gerido por um órgão centralizador e coordenador das informações ( semelhante a DARPA ou DRDO).
    Mas para isto, teremos que melhorar e muito (ou mesmo refazer) os serviços de inteligência e contra inteligência civis e militares.

  11. Mestre XO,

    Gostaria de mais alguns comentários sobre este projeto do U27.

    Eu realmente imaginava que fosse um casco simples mas se emprega o mesmo metodo construtivo e das fragatas, então o casco é excelente.

    O U27 principalmente a sua época, pareceu o suprassumo dos navios escolas.

    Acho o conceito interessante mas por exemplo, se ele tem esta robustez toda, poderiam a sua epoca ter dimensionado quatro ou seis navios de sua classe, sendo no entanto um hibrido de NapaOc e NaEscola.

    Tem a mesma potencia que grupos geradores de um classe amazonas e bastaria para tanto incluir previsões de sistema de armas similares aos Classe Macaé.

    O grupamento de guardas marinha poderia ser reduzido de 200 para 100 e ainda assim seria uma boa quantidade de alunos com uma efetiva estadia real do dia a dia. Pelo que vimos, os Franceses fazem isto em seus navios de linha.

    • Carvalho, vou ousar dizer que a MB não pensava em um navio com 2 propósitos como você sugere… daí, um somente, derivado de um projeto que conhecíamos, foi a opção ã época… ele se presta muito bem à missão, mas já está cansado… na verdade, há estudos sobre sua substituição, mas não acredito em uma solução como a que você concebeu… abraço…

    • Carvalho,

      Como eu escrevi mais pra cima, não adianta muito hoje a gente achar, estudando tudo o que se passou nas últimas quatro décadas desde o projeto do NE Brasil, que o que pensamos hoje e achamos ser a solução ideal (no caso, o que você especificamente pensa como solução ideal) passaria pela cabeça de quem pensava no projeto naquela época.

      É preciso, isso sim, tentar entender quais as alternativas que estavam à mesa dos decisores e projetistas, e buscar nas fontes disponíveis o que planejavam.

      Naquela época, virada dos anos 70 para os 80, precisava-se de um navio-escola, e partiu-se para um casco que já tinha sido construído e que, com adaptações, cumpriria a função. Mas também era preciso substituir uma dúzia de contratorpedeiros do tempo da Segunda Guerra Mundial por novos combatentes de superfície, e fragatas do porte da classe Niterói (3.800t carregadas, propulsão CODOG com duas turbinas etc) não cabiam nas verbas que se considerava viáveis obter para construir uma dúzia de escoltas. Daí se chegou ao programa da classe Inhaúma, de cerca de 2.000 toneladas a plena carga, mais baratas por ter propulsão CODOG com apenas uma turbina e alguns sistemas de armas a menos que a então superarmada classe Niterói (no que se refere a armamento antissubmarino).

      Mas, como sua curiosidade está mais para navios-patrulha oceânicos, segue o que sei de algumas fontes publicadas na época:

      Na primeira metade da década de 1980 a ideia era substituir gradativamente, nos distritos navais, os seis navios-patrulha costeiros da classe Piratini (de 146 toneladas a plena carga) e as dez corvetas classe Imperial Marinheiro (na verdade rebocadores artilhados de pouco mais de 1000 toneladas a plena carga) por uma nova classe de navios-patrulha oceânicos baseada nos projetos das corvetas classe “Turunmaa” então em serviço na Finlândia.

      Essa classe finlandesa tinha porte, deslocamento e emprego semelhantes ao da D’Estienne d’Orves francesa (perto de 1.200 t de deslocamento), com a diferença que a propulsão incluía turbina a gás para velocidades acima de 30 nós. O possível reprojeto a ser construído no Brasil como NPaOc teria propulsão unicamente a diesel para velocidade moderada (cerca de 20 nós, o que já seria bem mais que a classe Imperial Marinheiro era capaz de manter)

      Seriam aproveitados canhões de 5 polegadas (127mm) de contratorpedeiros desativados, completados por armamento secundário de canhões de 40mm modernos. Havia também a possibilidade de reprojetar o navio da meia-nau para a popa para instalação de um pequeno convoo para helicóptero leve. Enfim, era essa a ideia que se tinha à época para um navio-patrulha oceânico, o que difere bastante do deslocamento que teriam no caso de aproveitamento do casco da classe Niterói para esse fim, que é a sua sugestão.

      Só para ter uma ideia de como ficariam das corvetas / canhoneiras da classe Turunmaa, a Karjala, é hoje um navio-museu na Finlândia. Seguem fotos sobre o que poderia ter sido o casco de um navio-patrulha oceânico brasileiro dos anos 80, conforme as fontes da época (e a torreta de 120mm que está no navio não diferia muito em tamanho da torreta de 127mm de contratorpedeiros desativados do Brasil):

      https://farm5.static.flickr.com/4409/36852657381_70d10407f7_b.jpg
      https://hiveminer.com/Tags/gunboat,turku/Timeline

  12. Muito obrigado Metre Nunão, não sabia destes estudos a época.

    Mas a despeito do casco, seriam realmente mais economicos do que esta solução do Brasil?? A propulsão é somente diesel, em que pese ser a velocidade bem menor, mas parece ser bem economico mesmo.

    • De nada, Carvalho.
      Mas não entendi sua pergunta.
      O que seria mais econômico do que a solução do Brasil? Vc está falando Brasil país ou Brasil navio?

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