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China: novo avião AEW embarcado pode voar em breve

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A réplica do KJ-600 junto à do J-15 porta-aviões de concreto da China, que funciona em terra para treinamento
A réplica do KJ-600 junto à do J-15 “porta-aviões de concreto” da China, que funciona em terra para estudos e treinamento

Uma réplica em tamanho real do avião de alerta antecipado KJ-600 foi fotografada em um mock-up de porta-aviões em terra, levando os observadores militares chineses a ligá-la à próxima geração de porta-aviões da China, que vai usar um sistema de catapulta eletromagnética.

A réplica do KJ-600 e uma réplica do caça J-15 foram estacionadas em uma plataforma de concreto em uma foto tirada em Wuhan, província de Hubei, na China, informou o Science and Technology Daily no dia 1º de agosto.

Fãs militares chineses especularam que o primeiro KJ-600 fará em breve seu primeiro voo.

A aeronave de asa fixa baseada em porta-aviões provavelmente será equipada com tecnologias de ponta, incluindo um sistema de radar em fases, disse Song Zhongping, um especialista militar e comentarista de TV, ao Global Times.

Os porta-aviões Liaoning e Type 001A contam com helicópteros de alerta antecipado e um sistema de radar integrado para detectar inimigos, informou o jornal de Pequim.

Mas esses sistemas com sua capacidade de alerta mais fraca correm o risco de expor a posição do porta-aviões, disse o relatório.

“Radares por fases transportados por um helicóptero de alerta antecipado aéreo são limitados em tamanho”, disse Song. “A distância de aviso antecipado, o tempo e a precisão são limitados”.

Concepção do KJ-600, semelhante ao E-2 Hawkeye americano
Concepção do KJ-600, semelhante ao E-2 Hawkeye americano

Um avião como o KJ-600 tem um radar maior, voa mais alto que um helicóptero e vê mais longe e com maior clareza.

Uma aeronave de alerta antecipado e controle aéreo (AEW&C) pode ser desdobrada como um centro de comando no céu, reunindo informações e coordenando embarcações em uma força de ataque mais forte, observou Song.

O KJ-600 provavelmente voará com os novos porta-aviões da China usando catapultas eletromagnéticas, disse o especialista militar chinês Lan Shunzheng ao Science and Technology Daily.

Uma aeronave de asa fixa é pesada demais para a decolagem no “ski jump” do Liaoning e no Type 001A, segundo Lan.

A catapulta eletromagnética é uma adição valiosa para um porta-aviões moderno, já que pode lançar aeronaves mais pesadas como o KJ-600, disse Song.

Usando a nova catapulta, mais jatos podem decolar em menos tempo e aumentar a capacidade de combate do navio-aeródromo, observou ele.

Maquete do KJ-600 em um modelo do futuro porta-aviões chinês
Maquete do KJ-600 em um modelo do futuro porta-aviões chinês

FONTE: Global Times

33 COMMENTS

      • Caro Delfim.
        A configuração CATOBAR se é necessária caso o país tenha/vislumbre que possar a vim a entrar em “conflito” com outra nação que tenha um NAe… Já um NAe SVTOL/STOBAR é para que tem ou possar vim a entra em conflito,mesmo que de forma “diplomática”(o famoso mostra bandeira), com um país sem NAe e/ou o local inviabilize um navio maior, ou ainda o local possa possibilitar a diminuição/neutralização da capacidade do inimigo de usar um sistema de AEW&C.
        No caso do atlântico diga-se de passagem quem tiver o melhor AEW&C terá vantagem pois o oceano é “deserto”(poucas ilhas e formação rochosas que possa “servir” para “esconder” a assinatura do navio). Ou seja um SVTOL/STOBAR teria vantagem no confronto contra um FT sem PA…contra um SVTOL/STOBAR a vantagem seria dada a quem tivesse melhor vetor. Contra um CATOBAR o SVTOL/SATOBAR estaria em desvantagem (seria visto primeiro). Já entre CATOBAR a vantagem estaria relacionada com os vetores aéreos, com o numero e
        o tempo de surtida….

        • Mas lembrando que não necessariamente um stobar seja referencia de restrição a uma asa fixa aew.

          O S2T é um exemplo, ele é um STOL que muito provavelmente testes confirmariam seu pleno emprego em operação stobar ( ele podia decolar do Mingão a 18 knots de vento relativo sem catapulta)….

          Então existe o outro vies,que é ter ou desenvolver um modelo stol….isto é uma alternativa.

          O Bufalo c-115 podia ser outro exemplo que embora terrestre, carregava boa carga com decolagens curtissimas…..então existe o outro vies, que é desenvolver ou ajustar uma asa fixa STOL…ou mesmo ainda um V-22….

          Eu sou defensor do caminho stobar, embora reconheça a capacidade extra dos Catobar…da mesma forma como reconheço que ter um catobar não resolve nada…tem de ter mais de um , dois, tres…então, não da para começar com ele….tem de ser stovl ou stobar….o qual acredito ser mais seguro o stobar face a disponibilidade de um unico modelo de caça operacional vtol para os proximos 20 anos (F-35)….

    • Bacana! não sei quão atual são as imagens, mas pelo menos bem pintado ele está 🙂
      Achei o passadiço um pouco apertado, achei que fosse ser um pouco mais moderno (pensando bem eles já passaram dos 30 anos, né?), já o hangar e convôo me pareceram bem amplos

  1. A tendência chinesa é imitar à US Navy e não há mal nenhum nisso…nenhuma necessidade de se reinventar a roda, então, possivelmente deverão embarcar um esquadrão de pelo menos 4
    dessas aeronaves em seus futuros NAes.
    .
    A Us Navy tem operado esquadrões de 4 aeronaves do tipo E-2C há décadas, mas, de uns anos para cá passou à operar com esquadrões de 5 aeronaves do tipo E-2D, mais avançado, atualmente há 3 esquadrões embarcados e mais um em transição do E-2C para o E-2D.
    .
    Os franceses só conseguiram adquirir 3 aeronaves E-2C, das quais duas embarcam no NAe
    “Charles De Gaulle” e pensam em adquirir o E-2D na próxima década.
    .
    Outros países operam o E-2C e futuramente E-2D em suas respectivas forças aéreas a partir de bases terrestres…o Japão em breve receberá seus E-2Ds, quatro dos quais foram encomendados.

      • Jonas…o E-2C já recebeu todas as melhorias possíveis de serem feitas resultando
        no E-2C “2000” que é a versão em maior uso ainda e todos receberam novos hélices de 8 pás, mas, o E-2D é muito mais capaz.
        .
        Os E-2C estão no fim de suas vidas úteis então acho difícil que possam ser reaproveitados por outras nações que já os operam, mas, alguns deverão ser utilizados como fontes de peças para manter os demais voando.

  2. Isso que eles possuem satélites militares de reconhecimento. Imaginem o que embarcariam se não fosse o satélite a principal fonte de informações. Mas, o capitão tem que dispor de todos os elementos para conduzir sua missão.

    • satélites não podem acompanhar uma frota em movimento. Se fosse assim, nenhuma potência espacial ia precisar de AEWs ou aviões patrulha.

      • Exato!
        Se fosse “assim”, a USN não teria uns 200 P-3/P-8, uns70 Tritons, uns 70 E-2C/D.
        Só como exemplo, os EUA tem uns 200 satélites exclusivamente militares, divididos nas seguintes categorias:
        1-reconhecimento “fotográfico”;
        2-reconhecimento radar (SAR);
        3-reconhecimento ELINT;
        4-comunicação;
        5-navegação;
        6-alerta de lançamento de mísseis balísticos;
        7-meteorológico.

        Desses 7 tipos apenas os satélites de reconhecimento radar (SAR- radar de abertura sintética) é que podem ter alguma utilidade em monitorar os oceanos e encontrar possíveis ameaças, determinando sua exata posição e curso. Assim mesmo, não há como identificar se tratar realmente de um navio de guerra inimigo ou de um navio civil com defeito no “transponder”.
        Os satélites de reconhecimento ELINT podem ajudar a identificar o contato e orientar um avião de patrulha, um caça, bombardeiro, navio , helicóptero, submarino ou drone para uma determinada área de modo a que o contato possa ser melhor analisado.
        Já os satélites de reconhecimento fotográfico não se prestam a reconhecimento naval. Eles geralmente ficam “estacionados” em órbitas mais elevadas e quando são requisitados eles se posicionam em uma órbita mais baixa e têm órbitas pré-estabelecidas, podendo só “fotografar” áreas no seu trajeto, formando diversos quadros que devem ser juntados e analisados. Mesmo hoje, com imagens digitalizadas, não é assim tão fácil e em tempo real detectar um navio ou uma frota inimiga. Por isso, satélites de reconhecimento fotográfico são geralmente utilizados para “espionar” alvos em terra.
        A grande maioria dos satélites são de comunicação, que não têm nada a ver com vigilância, patrulha, reconhecimento e esclarecimento naval.
        Idem para os satélites de navegação, de alerta de lançamento de mísseis e meteorológicos.
        Trocando em miúdos, mesmo com o advento dos radares OTH e dos satélites, nada substitui o velho avião de patrulha e equivalentes.

  3. Para eles que começaram a usar portas aviões a menos de 8 anos é surpreendente como os chinas estão sempre aperfeiçoando o seus equipamentos.

  4. Pois é, os Chineses apreenderam um C2 Americano há um tempo atrás em sua costa, realizou meses de estudos no avião e depois indiferente da pressão Americana, devolveu o aparelho.
    Agora já estão na versão Mark-2 da cópia do aparelho americano, isso para não falar nos sensores.
    E não tiveram que desembolsar uma fortuna para replicar nada mirabolante estrangeiro, como o fez certo país dos trópicos.
    Coragem, soberania e verdadeira independência é para quem tem e não para quem finge ter!

  5. Foxtrot para quem tem peito né, e é patriota que não é o caso de certos aqui na Putencia. O dia que faltar algum bem Natural execencial para um país tipo EUA ou China e etc… E virarem o canhão para o nosso lado aí quero ver nego falar que fulano ou ciclano é aliado. Nessas horas ou se tem um porrete que pode fazer estrago ou teremos nossas mulheres e filhas violentas dentro de nossas casas, os homens? Já fedem na terra !!! Parabéns aos Chinas só lamento por nós, nunca seremos grandes de verdade respeitados e temidos.Talvez vez eu vou falar uma groselha aqui, mas acho que se na segunda guerra tivéssemos sofrido, como sofreram os que realmente foram devastados talvez seríamos uma nação de verdade com mais respeito ao próximo e a si mesmo e respeitando e onrando a terra tão rica que temos .

    • Edimur,
      De repente se tivéssemos sofrido como os que foram devastados, o Brasil como conhecemos não existisse, podíamos ser um grande Haiti ou várias Brasis lutando entre si por recursos. Não dá para imaginar que só seria vantajoso.

      • Humberto…

        Concordo com sua analise.
        Se houvesse um conflito sangrento que nos atingisse, entao provavelmente o Brasil se dividiria.

        Os primeiros a se separarem seriam os Estados do Sul, onde Parana, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formassem uma Federaçao.

        O Governo Federal tentaria manter a unidade atraves dos estados do sudeste, centro-oeste e do Distrito Federal e com certeza manteria o Nordeste coeso.

        O problema seria a Regiao Norte, um Brasil fragmentado teria que lidar com possiveis tentativas de tomada da Amazonia por forças estrangeiras sobretudo da Bolivia no Acre e da Venezuela mais acima.

  6. A aeronave em maquete para ser uma cópia riscada do E-2C. Mas parece que a aeronave é uma espécie de padrão que os chineses querem copiar .

  7. Outro dia, estava procurando material sobre os kits de catapultas e-2 para emprego em pistas reduzidas nos anos 60. Eram kits com capacidade de até 22 ton, 180 knots de lancto e 1000 a 2000 pes de comprimento. Usava uma turbina J85 e o material todo era complementado com kits de cabos de parada.

    Um A-4 podia decolar em 500 pes de corrida….nada mal….um F-4 todo carregado precisaria de 1700 pes…

    Bom, porque relaciono isto, porque acho que coisas semelhantes podiam ser mescladas ao stobar, alocando uma pequena catapulta auxiliar que termine na ao pé da rampa…..pelo que vi dos diagramas, a turbina de força poderia ficar facilmente debaixo do espaço hoje vazio da rampa….

    O kit era dimensionado pela engenharia do fuzileiros para instalação em qualquer pista em até 72 horas….

      • Carvalho

        Muito interessante o vídeo!! Fiquei imaginando duas coisas, na verdade dois “Se”:
        Imagina “se” a Argentina tivesse tal meio lá 82….
        “Se 2” o Opalao ( Nae São Paulo) podesse ser adaptado para ter essa mini catapulta… Ele conseguiria lançar quais aeronaves?

  8. Assistimos o nascimento de uma Superpotência que dominará o planeta pelo próximo século, pelo menos. É o mais perto que um brasileiruxo pode chegar da grandeza.

    Ah, detalhe, as 20 maiores empresas Chinesas são Estatais.

    • A corrupção nas 20 maiores empresas e estatais chinesas é proporcional ao tamanho das mesmas.

      Quanto à “dominação chinesa” meu caro Sub, há controvérsias pois estão fazendo muitos inimigos e muito rápido. Me lembra um certo país do extremo-oriente no século passado cujo final foi trágico. É sempre bom estudar história viu!? #Ficaadica 😉

  9. O desenvolvimento chines alem de impressionante tbm é assustador.

    A China realmente almeja se tornar a 2° Superpotencia Militar do planeta, e ela vai trazer a Russia a tiracolo pq ainda depende um.pouco da tecnologia russa e tbm de uma aliança estrategica pois sabe que os EUA vao tentar barrar sua ascençao.

    China, Russia, Kazaquistan, Belaruss, Korea do Norte, Iran e Mongolia provavelmente vao formar uma Aliança da Eurásia para fazer frente aos EUA, RU, Australia, Taiwan, Japao e Korea do Sul qndo o cenario ali se tornar quente.
    Veremos com qual lado India e Pakistan irao se aliar.

    E pronto… esta montado o cenario da 3° Guerra Mundial.

  10. Uma guerra será uma tragédia para a China. Cada dia a mais, a China necessita de alimentos vindo da África e América (inclusive dos EUA), se no passado a segurança alimentar era importante, agora se torna vital, quem se alimenta bem, não aceitará de forma passiva, uma diminuição no valor calórico. Uma guerra mundial será a condenação de milhões de mortes na China, a União Sovietica teve 14% de baixas na sua população na WWII, na China seriam quase 200 milhões se for usada a mesma média.
    Na realidade, uma guerra seria uma tragédia para todos, inclusive o Brasil, teríamos dezenas de milhões de toneladas de alimentos sem destino, agricultura iria quebrar e o pais iria entrar em uma recessão que pode demorar décadas.

  11. Léo Barreiro 12 de agosto de 2018 at 13:25

    Carvalho

    Muito interessante o vídeo!! Fiquei imaginando duas coisas, na verdade dois “Se”:
    Imagina “se” a Argentina tivesse tal meio lá 82….
    “Se 2” o Opalao ( Nae São Paulo) podesse ser adaptado para ter essa mini catapulta… Ele conseguiria lançar quais aeronaves?
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    Mestre leo,

    Na realidade seria o contrario…pois tanto o 25 de Maio quanto o Nae São Paulo ja possuiam Catapultas …então o que seria necessario é alocar uma ski jump de pequeno grau….o Nae argentino era bem pequeno e tal como o proprio NaeSão Paulo, voce teria de prolongar o bico do navio para tal….como o espaço para o fim definido da corrida já encerrava-se nas proprias catapultas, fica dificil implementar algo com angulo suficiente….

  12. A verdade é bem clara, nos como Brasileiros somos trouxas em acreditar em “parcerias” com países ocidentais (digo apenas ocidentais, porquê temos extremo preconceito com os orientais marxistas).
    Como disse nosso amigo Edimur, na hora que o pau quebrar, quero ver alguém nos ajudar em nossa defesa.
    Quero ver os equipamentos importados que estamos montando localmente por empresas espelhos das multi estrangeiras serem fabricados em grande quantidade.
    Quero ver quem vai nos vender tecnologias atuais.
    Pois fomos incompetentes por não apostar no que é nacional.
    Hoje estão apostando no projeto CCT com um tal de NAIPP, ou seja a sigla diferente para o famosos e polêmico T.O.T da FAB.
    Mesmo tendo o projeto nacional do CPN refinado por construtor estrangeiro e testado tanto nacional como internacionalmente.
    O EB acaba de adquirir o LMV da Iveco para operação no Rio, mesmo Havendo o Guará 4WS e Gladiador II.
    A FAB comprou o projeto GRIPEN,esmo tendo o completo domínio do projeto AMX, que poderia evoluir a plataforma e sistemas e comprar mais de 100 unidades com a fortuna do projeto FX2.
    Adquiriram vários sistemas de armas importados pro GRIPEN, mas abandonaram os nacionais (MAR-01, MAA1-B, SMKB, FPG-82 etc).
    Também concordo que se tivéssemos sofrido um pouco do que sofreu países como China, Índia talvez hoje seríamos melhores e mais coesos.
    Mas para isso acontecer a sociedade brasileira precisará ser mais justa, igualitária menos machistas, racistas e homofóbica.

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