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Nuclep antecipa entrega da obra de chapas marginais para o SBR-4

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No dia 3 de agosto, a Nuclep concluiu a montagem e soldagem de 96 chapas marginais e 4 suportes para as Seções 3 e 4 do Submarino Angostura (SBR-4).

Cabe ressaltar que a conclusão da obra ocorreu com antecedência de 27 dias em relação ao prazo previsto no contrato com a Itaguaí Construções Navais (ICN), cujo objeto é a construção de 4 cascos de submarinos convencionais, e que está inserido no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

O programa também prevê a construção do primeiro submarino de propulsão nuclear (SN-BR) do Brasil, cuja assinatura de contrato aguarda a conclusão das etapas precedentes.

As chapas marginais são peças estruturais utilizadas para a fixação de tanques ao casco. Já os suportes são parte da estrutura de apoio e fixação do periscópio de ataque.

Dentro do contrato com a ICN, a conclusão desse serviço abre portas para que mais obras sejam acrescidas ao escopo previsto originalmente, fortalecendo a atual parceria entre a Nuclep e a ICN na condução das obras do Prosub.

 

O Brasil está construindo atualmente quatro submarinos S-BR dentro do Programa Prosub
O Brasil está construindo atualmente quatro submarinos S-BR dentro do Programa Prosub

FONTE: Nuclep

75 COMMENTS

  1. Tomando forma!
    A capacidade industrial do Brasil é excelente, o que nos falta, somente, é continuidade de fluxo e, claro, escala de produção.
    Fico me perguntando, e quando restar finalizada a encomenda dos 4 SBr’s e do SNBr? o que virá para manter esse parque industrial altamente capacitado mobilizado?

    • Caro Alessandro. Discordo quando à necessidade de escala de produção para equipamentos militares. Claro que a escala de produção é importante para uma empresa privada que produz um determinado bem de consumo. Uma empresa privada busca maximizar seu lucro reduzindo custos e aumentando preços. A escala de produção pode reduzir custos, aumentando o lucro. Por outro lado, o equipamento militar é feito por demanda em função da necessidade de uma dada força por um equipamento. Essa necessidade nasce das atribuições dada à esta força militar. Portanto, independente da escala de produção, aquela organização militar irá demandar a aquisição do equipamento por um preço que irá garantir o lucro da empresa, qualquer que seja o seu custo. Tenho insistido que não é correto aplicar a lógica de uma empresa privada para compras militares.

      • O Brasil deveria aproveitar essa capacidade e instalações para produzir submarinos sob encomenda para nações amigas e dessa forma aferir lucros suficientes para reconstruir e aumentar a nossa frota sem depender do orçamento e boa vontade dos políticos.

      • Se não houver uma mínima escala de produção para equipamentos militares sua valiosa mão-de-obra se esvai. Por que você acha que os navios de guerra e muitos outros equipamentos militares norte-americanos são descomissionados em apenas 10 anos? Pode estar certo que é por essa razão que eles terminam sua ainda longa vida útil em nações amigas. A Inglaterra poderia ter ficado muito mais tempo com o Ocean. A questão é: passar adiante, se livrar do seu custo de uso e manutenção e fazer novas encomendas para manter essa indústria com uma mínima escala necessária. Qual o problema disso? investimentos em defesa “ad eternum”. Mas imagine o custo de recomeçar do zero uma nova produção apenas quando as forças armadas estiverem realmente precisando?

        • Apenas 10 anos é um exagero…verdade que com fim da guerra fria, muitos submarinos e navios de superfície da US Navy com menos de 20 anos foram retirados de serviço porque não se podia pagar mais por tantos e no caso dos cruzadores de propulsão nuclear, pagar pelo reabastecimento dos reatores nucleares e eles foram desmantelados.
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          Não é mais assim…a US Navy por exemplo estabeleceu que seus seus “Arleigh Burkes” deverão permanecer em serviço por 40 anos ou mais…então nesse caso específico o que se quer é aumentar significativamente o número de unidades em serviço construindo novas unidades e revitalizando as antigas, sem repasse para marinhas amigas.
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          Então apesar de concordar com seu comentário sobre a necessidade de uma escala mínima de produção para manter os estaleiros aquecidos…é o que está acontecendo, por exemplo com a construção de LCSs para manter a linha aberta para futuras fragatas e mais LPDs da classe “San Antonio” para futuros substitutos dos “LSDs”, os EUA, não servem como exemplo,
          pois eles precisam de muitos navios.
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          Os britânicos por exemplo tem um requerimento para apenas 7 submarinos de propulsão nuclear de ataque (SSNs) na Royal Navy…depois que o sétimo for construído irá se fechar a linha porque simplesmente eles não podem manter mais do que 7…eles passarão então a construir outro tipo de submarino, com mísseis balísticos, o que não é a mesma coisa e mesmo assim haverá um hiato quando precisarem substituir os “SSNs” .
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          Cada caso é um caso, penso eu.

          • Não penso ser coerente um raciocínio de que a empresa que não tem escala na produção consiga a) competir no preço com empresas que têm; e b) manter seus funcionários altamente qualificados motivados a ponto de continuarem em uma empresa na esperança de em alguns anos terem algo para construir.

      • Desculpe, mas vou discordar.
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        Sem demanda, você perde a capacidade instalada, perde as capacidades tecnológicas alcançadas, deixa de desenvolver tecnologia e perde a mão de obra especializada. Fora oque se perde com empresas brasileiras que participam do programa nacionalizando componentes.
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        Se parar de construir submarinos, joga-se no lixo tudo que foi alcançado até agora.

        • Caro Zorann. Concordamos sobre a necessidade de demanda para equipamentos militares. O que acho um erro é considerar a necessidade de escala de produção para a produção de equipamentos nacionais ou nacionalizados. O limitante é a capacitação técnica. Acho que tanto o Scorpences quanto o FX2 são exemplos de aquisições por demanda. As forças armadas identificaram a necessidade dos equipamentos e definiram a quantidade (4 submarinos e 36 caças) gerando a demanda necessária. Não houve necessidade de escala. Escala de produção e demanda são coisas diferentes. O mesmo ocorrerá com as Tamandaré. O número de aquisições serpa determinado pela demanda da MB e não da necessidade de escala do fabricante.

          • Os submarinos não são exemplos de “aquisição por demanda”. Talvez os Gripens sejam (já que a tecnologia adquirida estava mais focada no software/integração de armamentos – sem se prever a capacidade de projetar e construir um caça ‘nacional’).
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            Compramos tecnologia visando adquirir capacidades que não temos. A END determina que o Brasil deve dominar a capacidade de projetar/construir submarinos convencionais/nucleares. Isto não é uma “aquisição por demanda”. Isto é um projeto de longo prazo. Aquisição por demanda, seria termos comprado 4 IKLs de prateleira, gastando 1/3 do que gastamos no ProSub.
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            Aí que está o erro: vamos ser capazes de tocar 2 projetos de capacitação desta envergadura? Continuar construindo submarinos, com indice crescente de nacionalização, fazendo jus ao que foi gasto? E ainda assim adquirir a capacidade de construir corvetas?
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            A construção de submarinos não pode parar.
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            Temos que manter uma escala/demanda mínima que seja capaz de garantir a sobrevivencia/viabilidade do ProSub. Lotes subsequentes tendem a ter preços bem menores, já que o grosso do investimento foi feito no lote inicial. Agora é a hora de dissolver os custos iniciais. Lotes subsequentes, podem ainda contemplar a compra de novas tecnologias/capacidades, aumentando nossa independencia. Há empresas privadas também envolvidas.
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            Se não vai ter continuidade, não devia nem ter começado. Não estamos falando de custos 30% maiores para construção no Brasil. Estamos falando de um custo de 300% maior!

          • Camargoer, acho que o que o Zorann está tentando te falar (e eu concordo com ele) é que após a conclusão do prosub, vamos precisar continuar dando trabalho pra Itaguaí pra não perder as estruturas construídas e a expertise ganha. Se o estaleiro ficar parado um ano que seja após o termino das 5 unidades contratadas no prosub, quem (e sob qual justificativa) vai continuar pagando os salários dos técnicos e engenheiros? Qual a justificativa pra manter em bom estado de manutenção as plantas de fabricação de submarinos?
            Claro que diversas estruturas e profissionais vão continuar tendo trabalho e sendo necessários para treinamento de tripulações e manutenção dos submarinos e da base propriamente dita, mas a demanda industrial vai ser muito reduzida e isso é inegável. Muita gente vai ser mandada embora causando grande perda de expertise e várias estruturas vão ser abandonadas.

            Como citado por outros aqui, diversos países fazem encomendas (mesmo que sejam desnecessárias) às suas indústrias de defesa apenas para poder mantê-las. Um exemplo recente foi o Reino Unido contratar à BAE a construção das River B2. Os navios são desnecessários, visto que os B1 ainda são novos e cumprem a maior parte de suas missões, mas como foi entendido que o gap improdutivo nos estaleiros da BAE seria muito grande devido à demora do início do programa Type 26, seria necessário um contrato “tampão” apenas para poder pagar a empresa e manter os empregos e a base instalada.

            Mas Zorann, cada vez que eu penso nisso eu tendo a achar que (como tudo no Brasil) esse investimento não foi feito para ter retorno, não foi feito para deixar um legado (pensa no investimento pra copa e olimpíadas que iam deixar um grande legado de infraestrutura e tal e tá tudo abandonado). O objetivo sempre foi dar o dinheiro pras empreiteiras (sempre elas) e pronto. Vai ter uma geração de emprego pontual pro político poder fazer anúncio (que depois vai ser perdida, mas isso não importa pros nossos políticos) e você vai poder vender uma visão de futuro encantada (Itaguaí construindo 30 submarinos, obras de infraestrutura fantásticas no Brasil inteiro por causa da copa que vão durar 40 anos etc). Mas tudo o que fica são os estádios (e estaleiros) que custaram bilhões, abandonados em lugares onde não se joga futebol (ou onde não se constroem submarinos).

            Mas saindo do off-topic e voltando à matéria: a notícia é muito boa e é pra ser comemorada, pois aquilo que foi efetivamente contratado está sendo muito bem entregue. A visão de futuro encantada a gente vai ter que ser preocupar depois.

          • Caro Zorann, sem querer uma discussão sobre definições ou significados, continuo achando que estamos mais concordando do que divergindo. Concordo que a demanda pode gerar aquisições de oportunidade (usados), importações (novos) e fabricação nacional ou nacionalizada. Em todos estes casos, as forças armadas identificam a necessidade e geram a demanda. Considerando os ganhos financeiros (de pagar parte do equipamento em reais), economia de divisas, geração de empregos, impacto no PIB e ampliação da arrecadação, sempre defendi que os meios navais novos devem ser fabricados localmente (e parece que concordamos com isso). O que me parece um equívoco é justificar a fabricação nacional apenas para os casos em que existir escala de produção. Escala é importante para a fabricação de bens de consumo, mas não deveria condicional para a fabricação de equipamentos militares.

          • Olá Camargoer!
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            A demanda está na END. O ProSub é o fruto desta demanda. Precisamos ter uma escala mínima que garanta a viabilidade do projeto.
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            E tem sim de se pensar na escala. Afinal os custos também tem de ser levados em conta.
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            Eu não defendo o ProSub, nem a construção obrigatória por aqui. Mas já que decidiram que o ProSub é o principal projeto estratégico da MB, já que gastaram os tubos para alcançar a capacidade pretendida, isto não pode parar.
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            Eu defendo a opção mais viável do ponto de vista de quem paga. Dependendo do que se pretende, construir tudo lá fora é a melhor opção.

            Se é pra construir só 4 submarinos, não precisava de ProSub, comprasse tudo de prateleira por 1/3 do preço que pagamos. Se é para desenvolver uma capacidade, alcançar a independencia, aí o ProSub faz sentido. Mas para isto, tem de continuar construindo submarinos. Há necessidade de se manter uma escala mínima que garanta a viabilidade do projeto.

          • Olá Marcelo!
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            Eu temo que você esteja certo.
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            Tudo indica que foi mesmo para favorecer empreiteiras.
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            O maior erro que pode ocorrer é a MB deixar de fazer submarinos, pra fazer Tamandarés. Se não consegue tocar o ProSub, vai conseguir tocar a construção de corvetas no Brasil? Se é para escolher, que se mantenha a capacidade adquirida com o ProSub.
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            A questão é grana? Comprem de quem oferecer o melhor produto pelo menor preço, sem esta de construir aqui.

          • Zorann, sempre achei que a escolha das Tamandarés deveriam ser pelo menor risco. Se governo, opinião pública, eleições, câmbio do dólar, as próprias concorrentes, e tudo mais conspiram contra o programa CCT, a escolha em si tem que ser a mais segura possível, aquela que ter a menor chance possível de dar M. É o chamado fator VDM, e quem eu acho ter o menor fator VDM é a Damen/Saab. O navio já existe, quase idêntico ao oferecido, e eles tem um estaleiro pronto aqui (a WS) que já trabalha com eles à décadas e que pode fabricar as naves com um mínimo de ajustes na infraestrutura. Ou seja, vc não está gastando dinheiro pra capacitar um estaleiro privado, pois a capacitação já existe, além disso eles sobrevivem à décadas atendendo ao mercado civil, logo vc não corre o risco de gastar dinheiro capacitando e depois por ociosidade o estaleiro acabar. Então após a conclusão da última CCT vc pode ter um intervalo de anos até encomendar outro lote (se assim desejar) sem se preocupar se ele vai deixar de existir, pois ele vai continuar atendendo os clientes civis dele.

            Seguindo a sua linha, num acordo com a Damen, poderiam ser fabricados 2 ou até 3 navios nos estaleiros deles da Romênia (que devem ter um custo muito menor q o nosso) e apenas os 2 (ou 1) últimos aqui. Não acho que seja politicamente possível ou economicamente desejável (mesmo que seja mais barato) construir tudo lá fora. (Disso o Camargoer já me convenceu em outra discussão)

            Sei que esse assunto na verdade é de outro tópico, mas sabe qual é a proposta com o maior fator VDM na minha opinião? É aquela que te oferecem tudo que os outros oferecem, mais um monte de vantagem extra que ninguém pensa em oferecer e ainda tem um cruzador de brinde. E tudo isso abaixo do preço da média. Esse cara com certeza não está preocupado em entregar nada do que for contratado, vai pegar o dinheiro e sumir 🙂

    • A MB tendo orçamento duvido que pare antes das 30 unidades.
      E quando parar vai ser pra iniciar um novo projeto e ou manutenção na frota.

  2. Será que vai dar pra ter os 9 submarinos operando sem nenhum ser descomissionado? Tupi, Tamoio, Timbira, Tapajós, Tikuna, Riachuelo, Humaitá, Tonelero, Angostura….seria lindo hein?

    • Seria sim, mas não creio que será possível. Não vejo como a MB terá dinheiro para manter todos eles e também quando o Angostura estiver incorporado, certamente o S30 e o S31 já terão dado baixa , por tempo de serviço.

    • Olá Guizmo!
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      Este era o planejamento. E a verba tem de estar assegurada, mesmo que isto signifique o fim da marinha de superfície. Afinal este foi o caminho escolhido.
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      Mas os caras mudam de idéia a cada 4 anos….vai saber.

  3. Espero que a próxima administração consiga imputar uma filosofia militar na nossa população, pois sem homens e mulheres não há FFAAs, precisamos tanto de meios quanto de gente que os opere. Pela proporção de nossa população teríamos FFAAs poderosas e numerosas mas acho que a própria população é contra ou tem outras prioridades na vida. Enfim, que a nossa marinha continue com os projetos e exercícios pois cedo ou tarde o inimigo pode vir. Nunca se sabe.

  4. Guizmo, acho que não temos submarinistas suficientes para as 9 unidades, e nao conseguiremos formar assim tão rapidamente, é quase o dobro de submarinos que nós temos atualmemte, parece que conforme forem entrando na ativa os SBR devem dar baixa de 2 a 3 submarinos mais antigos, li que estariam sendo oferecidos para argentina, mas depois da perda do submarinos deles , pegaria mal a compra de usados já com mais de 20 anos, o dinheiro dessa venda seria utilizado para atualizar os sub restantes.Creio que vamos ficar com 6 , no máximo 7 submarinos.

  5. USS
    O contigente humano dentro das nossas forças acho salutar e suficiente como por exemplo a MB que possui uma corporação de quase 90.000 integrantes com apenas 102 embarcações sendo em sua maioria obsoleta ou inoperante. O que é preciso é muito mais meios operativos do que homens nas treis forças.

  6. Espero que modernizem todos os tupis para mais uns 15 anos cada são excelentes embarcações eu acredito que valeria muito a pena e aumentaria substancialmente o poder de negação ao nosso mar. Alguém sabe a porcentagem de construção de cada um até agora???

  7. Torço para mais um lote igual a esse 4 convencional e 1 nuclear, ai podemos ter pelo menos 5 convencionais e 1 nuclear operacionais em patrulha. Enquanto os Senai cumprem programas de manutenções em diferentes estágios.

  8. O ideal seria tudo múltiplo de 3, dentro do princípio que 1 opera, 1 fica de reserva e 1 sob manutenção.
    Então devem ser 6 convencionais e 3 nucleares.

    • O problema dessa regra é que existem manutenções muito demoradas…algumas podem levar anos, principalmente à medida que as plataformas envelhecem …isso acaba sacrificando os outros 2 do trio que poderão ter que se fazer ao mar mais frequentemente e sempre existe a possibilidade de algum imprevisto como danos mesmo que pequenos
      mas suficientes para impedir o emprego…melhor 4 como mínimo na minha opinião.

        • Ah é? E tu acreditas nisso? Principalmente em 6 subnucs? E em um espaço temporal de 22 anos à partir de agora? A ideia otimista é que o Álvaro Alberto seja entregue em 2028 (coisa que, particularmente, não acredito). Tirando os 4 SBR em construção e mais o 1° SNBR, seriam mais 11 subs convencionais e 5 nucleares. Não acredito na menor possibilidade disso ocorrer. Se houverem mais encomendas, não chegarão à essas quantidades e, na remotíssima hipótese de chegarem, não serão dentro desse prazo de até 2040.

  9. Delfin
    Imagine nas linhas aéreas com esta regra: um opera, um reserva e um em manutenção. Impensável. Os ciclos de manutenção requerem pouco tempo em relação ao tempo de operação. As modernas técnicas de manutenção e os novos sistemas instalados nos equipamentos permitem o acompanhamento dos desgastes e folgas para programar manutenções. Abço.

    • Veículo comercial parado é prejuízo. Mas estamos falando de veículos militares onde o foco é a missão, não o lucro.
      O problema atual não é manutenção mas atualização de sistemas que passam de estado-da-arte à obsolescência entre 5 e 10 anos, enquanto casco e propulsão duram no mínimo 30 anos.

  10. O planejamento a longo prazo da MB era constuir 15 submarinos S-BR e 6 SN-BR.

    Depois da construção dos 4 primeiros S-BR, é imperativo encomendar o segundo lote de submarinos para manter o expertise e o pessoal que já foi treinado.

    Se isso não ocorrer, poderá acontecer com o Prosub o mesmo que na construção dos submarinos IKL-209 no AMRJ: o pessoal treinado acabou se aposentando ou partindo para outros empreendimentos.

    • Forte ribeirinho, entregou-se sem resistência à Caxias, encerrando a campanha da “Dezembrada”.
      Ao contrário da Fortaleza de Humaitá, defendida por 18.000 paraguayos, 120 canhões, correntes e minas bloqueando o rio Paraguay. Levou 2 anos para cair.
      O Wiki em inglês, curiosamente, trata Humaitá com mais detalhes que em português ou espanhol. Os americanos comparam Humaitá a Vicksburg.

    • Pegando o gancho do Delfim.
      Nome de batalha. Era o nome de um forte Paraguaio localizado no arroio Pissiquiri, afluente do Rio Paraguai. Cuja campanha fez parte da “Dezembrada”. Séries de batalhas travadas pelo império em território daquele país, para acabar com as linhas defensivas fortificadas de Lomas Valentinas em 27/12/ 1868.

  11. Galante,

    Existe algum estudo mostrando o retorno em $$ para a economia brasileira?

    Eu li que a construção do BAP Pisco (Peru) deixou cerca de 107 milhões de dólares para as empresas peruanas.

    • Marcos, a MB talvez tenha esse estudo, mas com certeza há benefícios, pois se o Prosub não existisse, esse pessoal das fotos estaria se juntando aos 13 milhões de desempregados do país.

      A Marinha precisa urgentemente de navios e submarinos, há dezenas de estaleiros parados e milhões de desempregados.

      Se houvesse vida inteligente no Planalto poderíamos ajudar a tirar o país do fundo do poço através da construção naval.

      • Olá Galante. Há uma diferença entre “inteligência” e “esperteza”. O fato de ignorarem soluções keynesianas adequadas para os momentos de crise em uma economia capitalista sugerem uma motivação ideológica ou uma deliberada opção em favorecer um setor que não depende da produção industrial. É improvável que o impacto negativo das decisões que estão sendo tomadas sobre a população geral fossem desconhecidas. Se tem rabo de jacaré, couro de jacaré e boca de jacaré, então deve ser mesmo um jacaré. Parabéns pelos 10 anos de PN.

  12. Por mais que tenhamos 90 mil militares na marinha , creio que não temos tripulação suficientes para 9 submarinos , deve ser um dos treinamentos mais longos, e que nem todos se adaptam, é ruim ficar vários dias confinado em um charuto a 300 m de profundidade.Acho que vai ter uma pausa entre esses 4 e o próximo lote, concerteza vão querer avaliar o equipamento , ver o que podem melhorar num segundo lote, espera que não demore um segundo lote, mas analisando a atual conjuntura, devem encomendar no máximo mais 2, pois o foco vai mudar para o subnuclear e os meios de superfície.Não vai ter grana para mais 4 convencionais e 1 nuclear, fora as novas corvetas/fragatas. Palpite de torcedor, finaliza os 4, encomenda 1 para ser feito de vagar, e mete ficha no nuclear, já teremos 9 submarinos (se não forem vendidos 2 ou 3) estaremos bem de submarinos, então a grana que eu gastaria com mais 3 eu compraria as Fragatas de 6000 tão desejadas pela MB, ou seremos apartir de 2025 uma verdadeira SubMarinha.

  13. Pois é. O Galante resumiu bem. Continuidade. Serão 6 ou 12, o importante, o fundamental é permanecer cumprindo missão e planejamento. Pode cair pra 3. Ok, se esses 3 representam o possível de manter operacional e modernizado, vamos fazendo.

    Essa história de aposentar marinheiro velho e os novos não saberem nadar também foi motivo para as Types inglesas ficarem sem energia no meio do oceano. Juniorizacao. É dever da MB combater essa praga da infantilizacao nas profissões e treinar constantemente. Adestrar. Aperfeiçoamento. Mais despesa.

    Essa história de demanda ou de escala é história do século passado. As indústrias que seguiram a escala de produção planejando reduzir custos e valores de matérias primas não existem mais. Quem sobreviveu moribundo ficou. Até bicicleta tem marca. Os chineses montam bicis italianas no mesmo local aonde fazem as outras. Existe mercado de quantidade e tem mercado de valor.

    Indústria seja ela qual for busca eficiência. Acabou o tempo da escala e dos custos baixos. Importa faturar, lucrar, ser eficiente e crescer. Nessa ordem. Montadoras foram reduzidas para menos de 20. Eletrônica para 6. Internet para 4. Bancos para 20. Estaleiros para 5.

    Em qual mercado existe excelência nos fornecedores, nas matérias primas, nas pessoas? Aonde posso ser mais eficiente vendendo tudo que faço eliminando estoques? Como e aonde aderir valores à minha marca?

    Quem olha um produto Damen diz: – Eficiente. Finacantieri: – Moderníssimo.

    Quando os 4 + 1 do Prosub estiverem prontos e até antes disso, outros com modernização e alterações estarão nos estaleiros. Nada de escala. Aprendizado e eficiência.

  14. Já estamos trabalhando no SBR-4!? Fico feliz em ver que o PROSUB esteja prosseguindo em passos lentos porém firmes e seguros.
    Gostaria de saber como andam os SRR-1, SBR-2 e SBR-3, desde que tais informações não sejam sigilosas.
    Não tenho dúvidas de que meu pai, se estivesse vivo estaria muito orgulhoso de sua Marinha de Guerra, como se referia à briosa.

  15. Aos editores e visitantes…

    Tenho lido bastante sobre a possibilidade de vendermos alguns Scorpénes para os vizinhos. Eis a questão: Temos a licença para isso? A França não iria chiar?

    • Caro Marcos, pensado friamente.
      Qual a vantagem de comprar o submarino fabricado no Brasil? Difícil acreditar que o submarino fabricado no Brasil seja mais barato que o da França, claro, se houver um subsidio do Estado, até poderia, você tem que levar em conta que além dos equipamentos e sistemas (uma boa parte importada), existe a necessidade de pagar royalties para a França (nada mais natural).
      Mesmo que o valor não fosse o impedimento, você compraria da matriz (onde todo o projeto foi desenvolvido, com muito mais entregas) ou de uma licenciada? O submarino foi reprojetada para as necessidades da MB (o nosso é algo maior que o Frances), se os requisitos baterem, até seria possível.
      Existe um certo mito no Brasil que somos o representante da AL, só que isto não é compartilhado pelo resto da AL, ou seja, não temos influencia sobre os outros países, no mais, o exemplo da Bolívia é classico, eles compraram diversos super puma diretamente da França, mesmo tendo a fábrica da mesma no Brasil e olha que o Brasil tinha doado, diversos UH1 para eles.
      Ou seja, sem um bos subsidio do Estado, vai ser difícil exportarmos. Veja bem, não sou contra.

  16. Uma pergunta de curiosidade, porque a maior parte dos submarinos são pintados de preto? Na profundidade de 200, 300m, a luz não chega e fica mais fácil camuflar? Já vi fotos de submarinos verdes da Coréia do Norte!

    • Nunes…
      .
      no passado foram feitos vários testes com cores diferentes e chegou-se à conclusão que o preto, no geral, é a cor ideal quando trata-se de se ter maior discrição…mas…de fato há submarinos “esverdeados” e/ou “azulados” como os da Coreia do Norte, Israel e Irã que normalmente operam em águas rasas e/ou áreas específicas onde à água tem essas tonalidades como o Mediterrâneo por exemplo.
      abs

  17. Esse procedimento de 2 tripulações para um sub é adotado apenas para subs nucleares estratégicos, para otimização do seu uso tendo em vista o seu altíssimo custo de manutenção, construção e valor estratégico, onde as missões possuem duração de meses.

    Não há a necessidade de duas tripulações em sub convencional porque ele necessita ser reabastecido de combustível e víveres em no máximo 30 dias , dependendo da missão até bem antes disso.

    • “48”
      .
      há uma exceção que são os pequenos submarinos de ataque de propulsão nuclear da classe “Rubis” francesa que possuem duas tripulações também.
      .
      Os 4 “SSGNs” da US Navy que são ex-SSBNs também possuem duas tripulações que
      se alternam durante os cerca de 18 meses que permanecem longe de suas bases, a troca sendo feita a cada poucos meses em Diego Garcia no Índico e Guam no Pacífico.
      .
      Quanto aos SSBNs …em média as patrulhas costumam durar 2 meses e meio , mas patrulhas de 3 meses não são incomuns e poucos anos atrás o USS Pennsylvania
      permaneceu em patrulha por 140 dias, pois o SSBN que deveria substitui-lo apresentou problemas que necessitaram conserto…e embora eles não visitem portos estrangeiros a Base britânica na Escócia parece ser uma exceção, eles costumam visitar Pearl Harbor
      ou mesmo outras localidades no território americano por alguns dias, então não são patrulhas gastas totalmente debaixo da agua.
      .
      abs

  18. Os srs notarám que a equipe ai e pequena,vi 3 pessoas mesmo adiantando poderia ter mais fazendo outra parte do serviço até adiantando outra estrutura,lembrando que estão atrasados ,e falando de 27 dias antecipado.Por exemplo as vigas são calandradas já deveria mostra que em outra parte alguém estaria fazendo esse serviço.

  19. Prezados,

    Confesso ter dificuldades em discorrer sobre “escala” de produção, melhor curva de cistos, etc., em encomendas militares quando não são itens de exportação. Como não é nem minimamente plausível que exportemos os SB-R, não entendo ser crucial a escala com vistas à busca da melhor curva de custos.

    Para mim, e perdoem-me a possível ignorância, o importante é a manutenção dessa cadeia produtiva, que nos custou tão caro porque a MB fez a opção (no meu entende acertadíssima) de transferência de tecnologia. Por isso, não podemos ficar só em 5 barcos….

    Eu entendo que as encomendas devem persistir, um outro lote de 4 convencionais e um segundo nuclear deve ser contratado, talvez em prazos mais longos, garantindo não só a manutenção dessa qualificada base industrial mas, ainda, a atualizaçãod e nossa força de submarinos.

    O mesmo, e cito porque já citaram acima, em muito boa comparação, deve acontecer com o Gripen: mais dois lotes de 36 unidades devem sobrevir ao inicial, também garantindo o parque, valorizando a TOT obtida e renovando de forma constante a FAB.

    Essa é a lógica que considero irrefutável….

  20. Nós temos excelentes engenheiros e pessoal técnico, temos escolas de ponta como ITA e IME, fora instituições civis como UNICAMP, PUCCAMP, UFSCAR e várias outras. O que nos falta é continuidade de investimento em pesquisa e tecnologia, temos tudo para sermos líderes mundiais não só em futebol, precisamos gerenciar melhor a aplicação dos investimentos públicos e deixar de lado essa “casta” de servidores públicos que se servem do país.

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