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China acaba de testar seu ‘railgun’, e inteligência dos EUA diz que estará pronto para a guerra em 2025

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Railgun chinês
Railgun chinês instalado em um navio de desembarque
  • China testou a arma naval mais poderosa do mundo no início deste mês e deve entrar em seu arsenal 2025, segundo fontes com conhecimento direto de um relatório de inteligência dos EUA.
  • O canhão eletromagnético montado em um navio de guerra foi visto pela primeira vez em 2011 e passou por testes em 2014.
  • Espera-se que os chineses concluam os testes no mar até 2023.

WASHINGTON (Reuters) – A China testou a arma naval mais poderosa do mundo no começo deste mês, e espera-se que esteja pronta para a guerra até 2025, de acordo com pessoas com conhecimento direto de um relatório de inteligência dos EUA.

O railgun da China foi visto pela primeira vez em 2011 e passou por testes em 2014, de acordo com as pessoas, que conversaram com a CNBC sob condição de anonimato.

Entre 2015 e 2017, a arma foi calibrada para atacar em alcances estendidos, aumentando sua letalidade. Em dezembro de 2017, a arma foi montada com sucesso em um navio de guerra e começou o teste no mar, um feito que nenhuma outra nação realizou. Espera-se que os chineses concluam os testes no mar até 2023.

O desenvolvimento ocorre em um momento em que as tensões entre a China e os EUA já são altas, ressaltadas por negociações comerciais cruciais que devem ser transferidas para Washington na quarta-feira.

Os railgun usam energia eletromagnética em vez de pólvora para impulsionar projéteis, e são capazes de atingir um alvo a 124 milhas de distância a velocidades de até 1,6 milhas por segundo, de acordo com as pessoas que têm conhecimento do relatório da inteligência. Por uma perspectiva, um tiro disparado de Washington poderia chegar à Filadélfia em menos de 90 segundos.

Há muito tempo os railguns aparecem nas listas de desejos militares russos, iranianos e norte-americanos como armas econômicas que dão às marinas o poder de um canhão com o alcance de um míssil guiado de precisão.

Os projéteis usados no railgun da China custam de US$ 25 mil a US$ 50 mil cada, de acordo com a avaliação da inteligência. Embora não seja uma comparação exata, uma vez que as armas têm tecnologias diferentes, o míssil de cruzeiro Tomahawk da Marinha dos EUA tem um preço estimado de US$ 1,4 milhão cada.

O railgun da Marinha dos EUA, que está a anos de ser operacional, continua sendo um sistema sigiloso ainda em desenvolvimento no âmbito do Office of Naval Research.

A corrida da China para desenvolver uma arma dessa magnitude, juntamente com sistemas de defesa costeira, representa uma adição significativa ao arsenal militar de Pequim em uma das regiões mais disputadas do mundo: o Mar do Sul da China.

Em maio, a CNBC descobriu que a China instalou silenciosamente mísseis antinavios de cruzeiro e sistemas de mísseis terra-ar em três de seus postos avançados fortificados a oeste das Filipinas no mar, um movimento que permite a Pequim projetar ainda mais seu poder nas disputas acirradas naquelas águas.

Lar de mais de 200 pontos de terra, o Mar da China Meridional serve como porta de entrada para as rotas marítimas globais, onde US$ 3,4 trilhões de comércio passam anualmente.

As inúmeras reivindicações soberanas sobrepostas a ilhas, recifes e rochas – muitas das quais desaparecem sob a maré alta – transformaram as águas em um campo de batalha. Pequim detém a maior parte desses recursos com cerca de 27 postos avançados.

Concepção em 3D do destróier Type 055 equipado com Railgun
Concepção em 3D do destróier Type 055 equipado com Railgun
Munição sendo disparada do railgun americano

FONTE: CNBC

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Vovozao
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Vovozao

31/01/19 – quinta-feira, btarde, a evolução militar Chinesa é simplesmente impressionante, até quando eles poderão manter esses investimentos, até o equipamento ser realmente operacional. E, isto serve ainda mais para acirrar as outras nações, entrando em uma onda de investimentos sem precedentes, muitas vezes verbas sendo retiradas de outros setores mais necessários. Ainda mais na China onde grande parte da população ainda muito carentes de saúde, educação, saneamento básico.

Washington
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Washington

Só imaginação ,se um míssil fosse desenvolvido no Brasil ,uma tecnologia inovadora ,em quanto tempo nossos mercenários entregaria pros usa a preço de banana ,pra receber uma gorjeta na cueca…

Alex Nogueira
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Alex Nogueira

Não tem muito o que os EUA fazer nesse momento, se por ventura a China conseguir o feito de produzir uma arma dessas funcionando com 100% das especificações (alcance, precisão e o preço máximo estimado), será um incremento gigantesco em termos de artilharia naval e que pode vir a se estender para artilharia terrestre e antiaérea, será uma revolução nos custos da guerra.

Augusto L
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Augusto L

Tem sim, já que os EUA têm seu próprio projeto EMRG que fará teste em um navio esse ano, além de estarem desenvolvendo munições eletromagnéticas para canhões normais.

Alex Nogueira
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Alex Nogueira

Me refiro quanto a impedir o avanço chinês, sobre o que fazer, o caminho é superar esse sistema de algum modo.

Augusto L
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Augusto L

Atacar as plataformas que o abrigam.
De maneira furtiva, minimizando a quantidade de munições e plataformas empregadas no ataque.

Alex Nogueira
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Alex Nogueira

Entendo, mas ai já é uma declaração de guerra.

É necessário pensar em meios que os atrasem ou mesmo limite ao ponto de tornar tal desenvolvimento altamente oneroso a ponto de não compensar o benefício, sem que com isso tenha que declarar uma guerra convêncional.

Talvez o caminho seja cortar o $$$, por isso da guerra comercial lançado pelo Trump.

Augusto L
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Augusto L

Sabotagem ?? Contra uma grande potência ?? Isso não funciona, só contra adversários regionais como Irã e CN

igortepe
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igortepe

O RailGun dos EUA já está pronto. Deram uma pausa no projeto. Acharam muito cara a munição.

Bosco
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Bosco

Igor,
Isso aconteceu com o projétil LRLAP lançado pelo canhão AGS da classe Zumwalt. Este é um canhão convencional (químico).
O railgun ainda está sendo desenvolvido.

Carlos Campos
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Carlos Campos

esses projeteis ainda poderiam ser vistos pelos radares dos navios da US NAVY, porém mandar um SM 6 ou outro míssil para abater o projetil seria caro demais, acredito que uma arma laser de alta potência poderia derreter o projétil e a superfície irregular do mesmo mudaria suas características aerodinâmicas a ponto de ele mudar seu percusso, e lógico seria muuito mais barato.

teropode
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A maior vantagem deste sistema está no baixo custo da munição, Pela natureza do sistema acredito que ele terá grande utilidade para interceptar os mísseis ultra rápidos , projéteis balísticos , “torpedos” e ataques a alvos estáticos, os fabricantes de mísseis podem respirar aliviados , não acredito que uma arma “burra” substitua sistemas com inteligência artificial, defesa de ponto será o papel principal desta arma .

TJLopes
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TJLopes

Arma naval mais poderosa do mundo? Menos né pessoal.

Lucas Carvalho
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Lucas Carvalho

Essa arma tem capacidades que nenhuma outra arma naval tem, começando pelo seu alcance que é surreal e uma velocidade muito alta, sendo capas de voar a 7 vezes a velocidade do som, muito superior a qualquer míssil, mais rápido do que o BrahMos o míssil mais anti navio mais rápido do mundo que alcança 3 vezes a velocidade do som. A railgun além de ser usada pra atacar outros navios, tbm pode ser usado pra interceptar aviões e misseis por sua alta taxa de precisão, alcance e velocidade. Tais características fazem dela a arma naval mais poderosa do mundo.

Bosco
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Bosco

Lucas,
Só duas observações:
1- Esse canhão e seus projéteis, tanto da parte americana quanto chinesa, estão longe de estarem prontos;
2- o Brahmos é o míssil antinavio “de cruzeiro” mais veloz que existe, mas não é o míssil antinavio mais veloz que existe. O mais veloz de todos atualmente parece ser o Kh-32 (Mach 4.6), que é semibalístico.

Munhoz
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Munhoz

Bosco

Somente uma ponderação.

No meu ponto de vista estes canhões já poderiam estar prontos sim 👍

Mas assim como o laser, a indústria bélica não tem interesse nisso!

Pois isso iria reduzir muito seu lucro, ao ponto de quase falência diante do que se ganha hoje!

Imagina uma indústria perder todo seu mercado de mísseis de ataque e defesa?

Pois é isto que isso aí representa!

Isso me faz lembrar do carro 🚙 a hidrogênio?

TJLopes
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TJLopes

Pergunta a qualquer capitão de destroyer se ele prefere ser atingido por um projétil de railgun ou por um torpedo nuclear. Poder pra mim, nesse caso, é poder de destruição, e nesse caso, o railgun passa longe de ser a arma naval mais poderosa.

Wagner
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Wagner

Um projetil atingindo algo a mach 7 carrega consigo tanta energia que o resultado final vai ser o mesmo: morte e destruiçao. Só nao vai ter o cogumelo classico!

Willber Rodrigues
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Willber Rodrigues

Imagina se começarem a fazer navios armados com 4 ou 5 canhões desse tipo, igual as baterias de canhões dos antigos couraçados.

Baschera
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Baschera

Seria necessário uma colossal geração de energia (provavelmente nuclear) e enormes geradores elétricos para isto.
A única classe de navios capaz que eu conheço é a Zumwalt, com energia de sobra para carregar os capacitores a cada (estimados) 6 seg., necessários para aprox. 8 a 10 disparos/min.

Sds.

Wilton Feitosa
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Wilton Feitosa

Baschera,

Isso dentro da tecnologia “existente”…
A todo momento temos novidades tecnológicas que em alguns caso mudam tudo…
Quem sabe os chinas descobriram o midas..😉

Willber Rodrigues
Visitante
Willber Rodrigues

Hum…seria tecnicamente ou economicamente possível fazer um navio do tipo Kirov, com propulsão nuclear, pra acomodar uns 2 ou 3 canhões desse tipo?

Adm
Visitante

Uma vez pronto já era é só calibrar.
Pode ter certeza que os investimentos já estão separados e os projéteis já estão prontos a serem produzidos em grande escala.
Que o Brasil acorde e se prepare para sua defesa temos tudo para poder produzir

Marcos Andrey
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Marcos Andrey

“Uma vez pronto já era é só calibrar.”

A pergunta é! Quanto tempo leva para recalibrar um canhão deste após o primeiro tiro?

Paulo
Visitante

Acho que esta arma vai ter uma finalidade mais eficiente como bateria antiaérea. E aí, sim, pode desequilibrar os vários teatros de operações.

Hélio
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Hélio

Mas não estavam falando aqui que era tudo mentira?

Alex Nogueira
Visitante
Alex Nogueira

Existe sim uma suposição de que esse Railgun seja fake, ou mesmo um sitema híbrido, não sendo totalmente eletromagnético.

Infelizmente é esperar para ver, só sei que se for verdade vai começar a ficar sem graça, extremamente apelativo, sem contar os riscos de dano colateral que uma arma dessas pode trazer, caso não seja possível confirmar o alvo de modo adequado.

Alex Viana
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Alex Viana

O mundo se cala perante o avanço militar chinês, algo deve ser feito para frear essas conquistas antes que seja tarde demais, uma vez assumindo a liderança global vão escravizar todos os demais países impondo seu regime de governo a ferro e a fogo!

Alex Nogueira
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Alex Nogueira

Por mais megalomaníaco que possa parecer, é o que eu penso. São bilhões de bocas para alimentar, serão milões de soldados para combater… coitado dos (países) despreparados que ficarem na frente… serão destroçados sem piedade e suas terras invadidas e dominadas (lembrem da recente ocupação russa na Criméia). Quando uma situação assim ocorrer, dai que muita gente (população sem cultura) vai lembrar das Forças Armadas, que acham que é desperdício de dinheiro… só que não sabem o quanto de tempo e dinheiro precisa investir para ter um minímo de defesa crível. Lembrem-se que barcos pesqueiros chineses eventualmente são pegos pescando… Read more »

Harriman Nelson
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Harriman Nelson

Pois e’ ne’? A China e’ superpovoada e faz fronteira com a Russia que e’ uma imensidao vazia e com populacao declinante. Mas o Putin nao perde o sono com a invasao chinesa.

Harriman Nelson
Visitante
Harriman Nelson

> (lembrem da recente ocupação russa na Criméia)

Me lembro. Ocupacao sem um unico tiro, com a populacao invadida toda sorridente e feliz.

Walfrido Strobel
Visitante
Walfrido Strobel

Calma, não perca seu sono por isso.
Ninguem vai fazer nada para frear e China nem ela vai escravizar o mundo ocidental…..

Augusto L
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Augusto L

Sim ela vai sim, e acabar com nossas instituições.
A China é a nova URSS, Alemanha nazista, Itália fascista e o Japão Imperial.

Harriman Nelson
Visitante
Harriman Nelson

Se voce acredita nisto, nada e ninguem ira’ convence-lo do contrario. Pura perda de tempo tentar. Mas digo-lhe o seguinte, quando voce treina um soldado, voce nao pode dizer para ele que o “inimigo” que ele tem que matar, pode ser um pai de familia com filhos pequenos para criar. O inimigo precisa ser demonizado senao o soldado nao aperta o gatilho. Alem disso, para aqueles que perderam um ente querido na guerra, tem que haver algum sentido nisto para nao ficar aquele vazio de perda por nada. Mais uma vez a solucao e’ demonizar o inimigo, com besteiradas do… Read more »

A C
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A C

Para efeito de comparacao, em 2016 formaram-se nas universidades chinesas 4.7 milhoes de alunos de Ciencias, Tecnologia, Engenharia e Matematica enquanto nos EUA 580,000.

Fonte: https://www.forbes.com/sites/niallmccarthy/2017/02/02/the-countries-with-the-most-stem-graduates-infographic/#30f36b07268a

Trabalho com muitos deles e posso dizer que a qualidade e competencia sao de altissimo grau.

igortepe
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igortepe

Basta retirar todas as industrias do ocidente que estão lá, e diminuir bastante a compra de produtos chineses.
O dragão vai virar uma largatixa.

Ricardo Lacerda de Lacerda
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Ricardo Lacerda de Lacerda

só isso? Vou começar hoje.

Paulo Costa
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Existe um desespero da Industria de defesa, do pentágono, do setor de inteligencia e da mídia em alarmar a população e o congresso americano contra do ‘Perigo iminente’ ora da china, ora da Russia ou Iran ou da coreia do norte ou ate do zumbi-daesh … A verdade e, que as politicas nao intervencionistas do trump e seu desejo de sair da guerra da siria, do afeganistao. do iraque, alem de querer fechar bases da africa, oriente médio e da europa … acendeu a luz laranja, o Defcon 2 no status da Industria de defesa e de armamentos nos EUA… Read more »

Alex Nogueira
Visitante
Alex Nogueira

Vejo isso tudo que você citou como um “sim e não”, pois negar os avanços chineses (principalmente) é dar um tiro no pé, e de certo modo, retirar tropas etc, não significa que vai ser um corte nos investimentos militares, na realidade, sobraria mais para poder desenvolver meios e produtos.

Helio Eduardo
Visitante
Helio Eduardo

Vou na mesma linha Alex… Trump quer parar de gastar em guerras “velhas” para desenvolver novas armas para as guerras “novas”…. O argumento do amigo Paulo Costa está, a meu ver, equivocado. Mas estamos falando de pontos de vista e o dele é tão válido quanto o nosso nesse momento!

cwb
Visitante
cwb

pergunta meio off tópic:
Essa não seria a arma por excelência para defender usinas e subestações de força?

cwb
Visitante
cwb

apenas complementando:a fonte de energia está do lado..

Walfrido Strobel
Visitante
Walfrido Strobel

Nada que um grande gerador não resolva, e as usinas produzem energia em alta tensão, teria que se construir uma subsestação cara para se poder usara a energia gerada.

cwb
Visitante
cwb

a subestação elevadora já existe na usina seria utilizar o secundário do transformador para aproveitar a potência.
caso inverso na subestação abaixadora usa a alta tensão do lado de baixa e alimenta o canhão.

Control
Visitante

Jovem Strobel
Os geradores das usinas de energia elétrica trabalham em baixa tensão que é elevada por transformadores em alta tensão para a transmissão da energia em longas distâncias. Não procede, portanto, seu argumento.
Sds

Satirycon
Visitante
Satirycon

Control,
já existem geradores à média tensão

Augusto L
Visitante
Augusto L

Eu não sei a onde a arma americana está a anos de ser desenvolvida.
Vão testar ela esse ano em um navio, ou seja, um ano de diferença só.
Entretanto os EUA estão na frente na tecnologia das munições eletromagnéticas, que podem ser disparadas de qualquer canhão normal.
Só fizeram escolhas diferentes, se o DoD não tivesse desviado dinheiro do canhão para as munições, estariam pau-a-pau, ou até na frente já quem o projeto americano é mais velho.

Carlos Campos
Visitante
Carlos Campos

Bom eles estão desenvolvendo, mas fica aquela coisa, nada de divulgação de resultados, nada de divulgação de problemas, projetos militares sem problemas não existe, ainda mais em uma tecnologia disruptiva que ninguém domina, por isso até q os Chineses provem acredito que os EUA ainda estão na frente, e a questão da munição, os EUA já pensam em tornar ela padrão para outros canhões, esses passos ainda não vi na China.

horatio nelson
Visitante
horatio nelson

mais ainda existe a boa e velha curvatura da terra…

kevinbuenuu
Visitante

Poisé, mas em pleno 2019, acredite ou não, tem gente por aí que acha que a terra tem formato de pizza. Quanto aos radares, acredito mesmo que só por satelite para identificar alvos depois da curva.

Bosco
Visitante
Bosco

Kevin,
Tem avião também né??!! Um avião com um bom radar a 10 km de altura detecta navios a 400 km.

EB75
Visitante
EB75

Os EUA saíram na frente com aeronaves hipersônicas e ficaram para trás. Saíram na frente com railgun e ficaram para trás. O Obama deve ser levado a forca por traição. Ao que parece não liberou verbas para essas pesquisas e a concorrência chegou, passou e foi embora.

Augusto L
Visitante
Augusto L

No caso do Railgun, o investimento foi desviado para as munições ao invés dos canhões.
Em termos de míssil, os EUA é o país mais perto de ter um míssil hipersônicos capaz de atingir mais de Mach 11, já testaram em voo 2 vezes essa década e ano passado concederam a LM um contrato para a produção do míssil até 2025, e ainda querem um versão aero-lancada do Atacms para rivalizar com o Khinzal.

Augusto L
Visitante
Augusto L

Míssil de cruzeiro hipersônico *

Alex Nogueira
Visitante
Alex Nogueira

Estive pensando, talvez o caminho seja produzir muitos alvos falsos, a exemplo do sistema MALD, seria interessante criar nuvens de alvos falsos para fazer o inimigo gastar munição a toa.

Augusto L
Visitante
Augusto L

Navios modernos já tem muitas plataformas de guerra eletrônica, o objetivo seria colocá-los em alvos fixos (terrestres).
O Mald é um plataforma para da apoio o ataque, mas mesmo assim, na minha opinião não valeria a pena, as munições de Railgun devem ser mais baratas e da pra ter uma infinidade delas.

Pedro
Visitante
Pedro

Estas “railgun”, podem transformar os futuros navios em encouraçados das décadas de 1900 e 1910?

HMS TIRELESS
Visitante
HMS TIRELESS

“Temos [mais de] mil canhões de pólvora, temos pouquíssimos railgun.”

https://www.naval.com.br/blog/2019/01/10/us-navy-testa-projeteis-de-hipervelocidade-em-canhoes-de-5-polegadas/

Será que os EUA JÁ não têm canhões Railgun em serviço? Ademais, ao colocar munição de hipervelocidade em canhões de 127mm, os mais numerosos da sua frota, estão amentando tremendamente o poder dos mesmos a custos mais baixos.

Bosco
Visitante
Bosco

Tireless, Vai levar anos até que esses projéteis estejam operacionais. Não há notícia de já terem sido disparados projéteis guiados HVP a partir de qualquer canhão/obuseiro. Os que já disparados foram apenas para a demonstração do conceito e verificação da velocidade/alcance atingidos. A USN ainda não opera nenhum projétil guiado a partir de seus canhões Mk-45. Só a introdução do HVP contra alvos em terra não introduz nenhuma tecnologia disruptiva e portanto, não irá impactar tanto as operações militares. Já a introdução do HVP antiáereo/antibalístico, pode sim ter potencial revolucionário nas operações militares americanas tendo em vista ser mais uma… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

Vale salientar que apesar de ser inovadora a ideia de se utilizar um projétil comum para uma série de canhões e obuseiros, e mais inovador ainda o conceito do canhão railgun, a munição subcalibrada guiada já é mais antiga, tendo sido desenvolvida pelo italianos na forma do projétil Vulcano.
O projétil Vulcano, disponível nos calibres 76, 127 e 155 mm está em pleno uso e é um concorrente direto do HVP.

Marcos
Visitante
Marcos

Eu não consigo entender, com 160 km de alcance vai atingir um navio como? São munições guiadas? O trajeto é semibalístico?

Bosco
Visitante
Bosco

Marcos, Sim! Será guiada! Mas essa ideia de atingir um navio ou um alvo móvel em terra é apenas uma ideia. O projétil HVP americano terá primeiramente uma orientação por GPS que o habilitará a atingir alvos no solo. Também deverá ter uma versão guiado por “comando” de rádio que o habilite a atingir alvos aéreos e balísticos. Para se atingir um navio é preciso ter um seeker terminal e aí a porca torce o rabo. É só no plano das possibilidades, mas não há nada real a respeito. O mais provável em termos de seeker contra alvos móveis em… Read more »

Mauro
Visitante
Mauro

Papinho.

Gorgoroth
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Gorgoroth

É verdade, eu estava presente.
“CNBC” de fonte huhuhuauauau

Washington Menezes
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Washington Menezes

Aquela ideia de armar navios cargueiros, acho que railgun seria uma boa pedida . Apesar de não gostar de cargueiros armados.

Aldos
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Aldos

Uma curiosidade que tenho… a railguns não seria meio que uma catapulta magnética?
Porque ao disparar ela deixa esse rastro de “fogo” como se fosse uma munição “comum”?

Bosco
Visitante
Bosco

Aldos, Tem duas tecnologias de canhão EM, a do railgun e a do coilgun. O canhão baseado no railgun está mais evoluído e nele há um contado físico do sabot do projétil com as paredes do cano (trilho EM) e há a formação de um plasma, como ocorre num curto circuito, além do atrito do material com o trilho a mais de 2 km/s. Daí o fogaréu. No coilgun não haveria esse atrito. Na verdade, o coilgun teria a característica de ser muito discreto já que não emitiria nem chama e nem fumaça. Só o estampido do projétil deixando o… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco
Farroupilha
Visitante
Farroupilha

Se não estou errado… Existe uma capa (que funciona como estabilizadora e como bucha) envolvendo o projétil que, pela velocidade extremamente elevada formada dentro do cano do canhão, aquece e queima devido ao enorme atrito gerado, liberando gases incandescentes. Logo após ela se solta na saída e o projétil segue sozinho. Ainda, caso venha a ter elementos eletrônicos no projétil eles ficam protegidos dessa extrema temperatura interna no cano pela proteção da capa.
Mas tem neguinho aqui que sabe mais.

Aldos
Visitante
Aldos

Obrigado pessoal pelas respostas

O vídeo também foi bem ilustrativo… de inicio estava achando que era um sistema híbrido em que o disparo era “convencional” e o EM ajudava a aumentar a velocidade do projétil

nonato
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nonato

O ocidente não pode ficar assistindo a isso passivamente como fizeram com a Alemanha…

Pedro
Visitante
Pedro

A uma máxima na Economia que diz que “toda tecnologia só vale a pena quando é mais eficiente e eficaz que aquilo que substitui”. Analisando tal arma, ela pode ser futuramente algo decisivo, mas hoje com o desempenho acima apresentado na reportagem esta muito, muito longe de ser a arma mais poderosa naval. A tecnologia furtiva existe desde o final dos anos 80 e 30 anos depois ainda é algo contestável. Tal arma futuramente pode alterar o pendulo do equilíbrio militar? Tem chance, mas em um curto espaço de tempo não melhorará ou influenciará o equilíbrio naval na região. Lembrem… Read more »

Helio Eduardo
Visitante
Helio Eduardo

A tal da “eficiência” buscada por economistas (eu sou economista!)…. Eficiência em arma é seu poder de destruição, sua capacidade de sobrevivência (manutenção, resistência a ataques, furtividade….) e, nos dias de hoje, nos quais a tecnologia faz toda a diferença, sua capacidade de superar as defesas inimigas. Qual a defesa contra um disparo de railgun?

Pedro
Visitante
Pedro

De nada adianta seu “poder de destruição” se para operar, manter ou adquirir a mesma for tremendamente caro. A tecnologia é importante e sempre foi, mas lembre que não é suficiente para mudar o curso de um conflito. Tecnologia superior mudou apenas dois conflitos mundiais ate hoje, que foi as guerras entre Egípcios e Hititas (advento do ferro na metalurgia) e a Guerra dos 100 anos com o uso da artilharia com pólvora de forma regular (Cortez no Mexico a 500 anos atras precisou usar politica e diplomacia para arregimentar apoio local contra os Maias e Astecas, mesmo tendo armaduras… Read more »

Renan Lima Rodrigues
Visitante
Renan Lima Rodrigues

Que aberração da natureza é isso daí? Um canhão de 203,229 ou 254mm de calibre 35? Que coisa ridícula na moral, não tenho 100% de entendimento naval moderno,mas eu sempre vou preferir os canhões BAE’s 127mm/62 e o OTO Melara 127mm/54. Basta usar um projétil especial, como por exemplo a linha Vulcano (Não lembro que projétil é utilizado na BAS) que se consegue alcances acima de 50km. É…. O futuro não é pra mim, sempre irei preferir a era dos contratorpedeiros com tubos pesados de 24 polegadas e com 6 peças de artilharia de 127mm/50 Type 3, do que esses… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

Renan,
Dos chineses eu não sei, mas o railgun americano tem calibre de 150 mm.
Quanto ao alcance, um HVP lançado de um canhão Mk-45 mod 4 com 62 calibres de comprimento do tubo e carga máxima de projeção teria um alcance de mais de 70 km.
Se for lançado por um railgun o projétil HVP teria um alcance de 180 km, com previsão para chegar a 450 km no futuro e até mais de 1000 km se combinado com tecnologia scramjet no projétil.

carvalho2008
Visitante

e ai, sera o retorno da artilharia de tubo nos navios…..a vida da volta….

Carlos Gallani
Visitante
Carlos Gallani

Eu não vejo esse milagre todo a curto/médio prazo!

100nick-Elã
Visitante
100nick-Elã

Tecnologias militares podem levar anos para serem amadurecidas, mas as nações que detêm o pioneirismo levam grande vantagem, saem na “pole position” (fazendo uma analogia com uma corrida de fórmula 1). Em 2025, quando estiver operacional, não fará diferença, mas a China estará na dianteira e poderá um dia criar algo que realmente seja diferencial. Manter o pioneirismo, assim como sair na “pole position” é importante, mas não significa ganhar a corrida. Existem “n” fatores que podem alterar – seja numa guerra ou numa corrida. No fim, vence sempre o conjunto. Como um colega disse aí em cima, tecnologia –… Read more »

Luiz Trindade
Visitante
Luiz Trindade

Deram chance para China, agora ela ditará algumas regras importantes no mundo. Welcome a New Cold War for XXI century. (Bem vindo a nova guerra fria do século XXI).

Wellington Góes
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Wellington Góes

Mesmo sem o canhão magnético, a sua munição dá um excepcional alcance e poder de fogo. A USNAVY testou o uso destas munições nos canhões e os resultados foram muito positivos. De repente, mesmo sem a possibilidade de usar canhões magnéticos, devido o seu grande consumo de energia, só a substituição das munições já seria um grande avanço. Gastando bem menos, a relação custo-benefício nesta opção parece ser a mais indicada no momento.

Harriman Nelson
Visitante
Harriman Nelson

> A USNAVY testou o uso destas munições nos canhões e os resultados foram muito positivos.

Aonde voce encontrou os resultados dos testes?
Que eles testaram, nao resta duvida.
Mas sem os resultados a coisa toda
fica no bala nova para canhao velho.

tassios
Visitante
tassios

Só eu lembrei da Alemanha Nazi qnd vi essa imagem?

Fligth_Falcon
Visitante
Fligth_Falcon

Pessoal,

Bom dia.

Uma pergunta bem ignorante.

Não conheço esse tipo de armamento, mas suponhamos que seja lançada em um ataque contra outra plataforma, ela voando a Mach X (qq coisa acima de 1) se houver alguma outra embarcação no caminho, civil ou militar, poderia ter algum impacto (avaria) por causa da velocidade desenvolvida do projétil?

Lembrando que essa embarcação não seria atingida, só pelo fato de estar localizada no trajeto e o deslocamento do ar/som poderia danificar a embarcação ou seus sistemas? Se sim, tem ideia do tamanho que pode ser a avaria?

Agradeço quem puder me esclarecer essa dúvida.

Boa semana