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Programas da MB em 2019: MANSUP

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MANSUP
MANSUP

Em mais esta matéria sobre o andamento dos programas da Marinha do Brasil, focando os subprogramas do Projeto de Construção do Núcleo do Poder Naval que já possuem execução física, trazemos o Projeto Missil Antinavio de Superficie (MANSUP).

Os dados são de documento fornecido pelo Ministério da Defesa, em julho de 2019, à CREDN – Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, atendendo a um pedido de informações.

Projeto Missil Antinavio de Superficie (MANSUP)

A etapa de desenvolvimento deu-se com a contratação de três empresas e uma fundação, todas nacionais. A OMNISYS ficou incumbida de desenvolver o autodiretor (seeker); à AVIBRAS couberam os subsistemas asas, calhas, o sistema propulsor e, ainda, a montagem e teste dos protótipos. O sistema de guiagem, navegação e controle (SGNC) e a telemetria ficaram a cargo da MECTRON, posteriormente substituída pela empresa SIATT. À Fundação Ezute coube o gerenciamento complementar realizado com uma equipe de especialistas em cada área de conhecimento necessário ao projeto.

Foi prevista para a etapa de desenvolvimento, além da produção de toda a documentação do trabalho realizado, a fabricação e testes de três protótipos. Até o término dessa etapa, os protótipos serão lançados e os dados atinentes aos respectivos voos, transmitidos pela telemetria embarcada, serão devidamente gravados e analisados.

Segundo lançamento de MANSUP

A etapa de desenvolvimento se encerra logo após o lançamento do terceiro e último protótipo do MANSUP, previsto para 2019. A partir de então, serão iniciadas as contratações para que os protótipos sejam aperfeiçoados, transformados em produtos mais confiáveis, mais fáceis de fabricar e testar e, ainda, mais baratos. Essa transformação é chamada de “produtação”, ou seja, a transformação de protótipo em produto.

Os aperfeiçoamentos serão validados por meio de avaliações técnicas e operacionais, às quais serão submetidos os mísseis do primeiro lote, cujo fornecimento será contratado entre o final do corrente ano e o primeiro trimestre do próximo (2020).

Além de prover divisas, a exportação do MANSUP permitirá a continuidade da produção do produto, uma vez que a demanda histórica da MB não seria suficiente para manter as linhas de produção ativas.

Terceiro lançamento do MANSUP

Projeto Míssil Antinavio Nacional lançado por Aeronaves (MANAER)
O desenvolvimento do MANAER ocorrerá de forma análoga ao do MANSUP. Foi iniciado em 2014, com a contratação da AVIBRAS para absorver a tecnologia de fabricação do motor foguete do míssil Exocet AM39-B2M2. A transferência de tecnologia (ToT) pela fabricante do míssil, MBDA-France, está sendo custeada por créditos de offset, provenientes do contrato entre a FAB e o consórcio Airbus Helicopter/Helibras, para a aquisição dos helicópteros H225M.

Posteriormente, após a ToT ter logrado êxito, terão início as contratações para o desenvolvimento do MANAER, nos mesmos moldes do adotado pelo MANSUP.

O desenvolvimento e a fabricação no País, desse tipo de armamento inteligente, criam empregos diretos e indiretos nas diversas instituições envolvidas e permite obter um alto emprego da capacitação nacional nas respectivas áreas. Contribuem, também, para garantir a soberania nacional e mitigar a perda de divisas na importação de sistemas, possibilitando a expansão de mercado da Indústria de Defesa Nacional.

H225M com míssil Exocet AM39
H225M com míssil Exocet AM39

Recursos anualmente aplicados e previsão orçamentária até o final do projeto:

2008 a 2016: R$ 300.077.302,31 (1 ª e 2ª etapas);
2017: R$ 40.447.718,22 (2ª etapa);
2018: R$ 49.830.661,84 (2ª etapa);
2019: R$ 50.000.000,00 (2ª e 3ª etapas);
2020: R$ 100.000.000,00 (3ª etapa);
2021: R$ 100.000.000,00 (3 etapa); e
2022: R$ 100.000.000,00 (3ª etapa).

Empresas nacionais e internacionais partícipes do projeto:

A MB optou pela adoção de instrumentos contratuais que viabilizassem o desenvolvimento dos objetos por empresas brasileiras, notadamente capacitadas:
Fundação EZUTE (Gerência Complementar), OMNISYS (Desenvolvimento do autodiretor seeker), SIATT (Desenvolvimento do sistema de guiagem, navegação e controle – SGNC – e da telemetria) e AVIBRAS (Desenvolvimento do motor foguete, das asas, das calhas, e montagem final dos protótipos).

Mansup no estande da SIATT

Entraves técnicos e orçamentários:

A análise de riscos do projeto indica que atrasos nos pagamentos às empresas podem provocar postergações e tornar a conclusão do projeto inviável, tendo em vista os seguintes motivos:
– A defasagem tecnológica, entre o projeto concluído e a disponibilidade dos componentes empregados na produção do míssil, torna necessário o retrabalho do desenvolvimento, que implica em custo e prazo elevados;
– A possibilidade de venda do MANSUP para os países que, atualmente, possuem o Exocet MM40 B1 ou B2, poderá ser prejudicada. Se o MANSUP não estiver disponível para venda, os países atualmente interessados optarão por outro armamento de características semelhantes, mesmo sendo mais caros ou menos eficientes; e
– A perda da capacitação técnica das empresas envolvidas no projeto, tendo em vista a necessidade de demissão do pessoal especializado.

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Grozelha Vitaminada Milani
Grozelha Vitaminada Milani
4 meses atrás

Qual é o cronograma para 2020 do MANSUP e o MANAER?

Quem seriam os potenciais compradores externos dos referidos mísseis?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
4 meses atrás

Para o MANSUP, está no texto que é a fase de produtação – transformação do protótipo em produto.

Em outros comentários eu coloquei alguns extratos de contrato. Tem contrato para esses serviços de produtação, por parte da SIATT, e que vão até o fim de março deste ano. E tem também o contrato para o lote piloto, além de outros assuntos que encontrei.

cwb
cwb
4 meses atrás

prezados amigos do pn:
o último parágrafo indica uma realidade ou uma possibilidade?
torço para que esse projeto dê certo e que tenhamos meios próprios de dissuasão tanto na esfera naval como na terrestre com o projeto do exército.
mas chega a dar calafrios quando leio a palavra atraso….
abraço a todos!

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  cwb
4 meses atrás

Análise de riscos refere-se a possibilidades (no caso, é uma análise de riscos informada na metade do ano passado).

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
4 meses atrás

“(…) cujo fornecimento será contratado entre o final do corrente ano e o primeiro trimestre do próximo (2020).”

Teria informações sobre o “tamanho” desse lote, ou a MB vai adquirir a conta-gotas?

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  Willber Rodrigues
4 meses atrás

Se esriver escrito, de acordo com a demanda, será a conta-gotas.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Cristiano de Aquino Campos
4 meses atrás

Eu encontrei e acabei de colocar em outro comentário, agorinha a pouco, o contrato do lote piloto (ao menos a parte que cabe à SIATT), mas não fala de quantidades. Lote piloto é para mais testes e validações, então a quantidade provavelmente é pequena.

Jodreski
Jodreski
Reply to  Willber Rodrigues
4 meses atrás

Algo sempre me preocupa nas tentativas da MB de nacionalizar um armamento, temos capacidade técnica, mas tem algo que nos falta que é demanda. Para garantirmos a continuidade de uma possivel produção o texto ja deixa claro à necessidade de exportarmos o produto. E aí mora um sério entrave. O nosso melhor produto atualmente é o KC-390 e acho que já ficou claro pra todo mundo que há um nicho de mercado para o nosso cargueiro mas o mesmo ainda não atingiu ele com força, ou seja, não é tão fácil assim exportar um sistema de armas. E bem diferente… Read more »

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  Jodreski
4 meses atrás

Um KC custa uns 80 milhões de dólares, um Míssil fica na faixa de 1,5 mi.

Zorann
Zorann
4 meses atrás

Oque importa de fato é a última parte: se não tiver dinheiro para tocar o desenvolvimento e se não tiver quem compre, o Mansup e o Manaer não vão virar realidade. E isto é o mais provável.

Notem que o Mansup não está previsto para ser usado nas novas escoltas.

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  Zorann
4 meses atrás

Não diria isso, o contrato foi feito de um projeto estrangeiro com uma empresa estrangeira, por tanto, o contrato deve ter sido assinado fechado. O navio, seŕá entregue assim e com isso, depois de entregue, caso queira mudar algo, será feito mediante autorização e certificação do construtor.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Cristiano de Aquino Campos
4 meses atrás

Quando enfim assinarem o contrato da classe Tamandaré e divulgarem detalhes do mesmo, saberemos.

Por enquanto o que é informado no site da MB, sobre os armamentos da Tamandaré, é o que foi ofertado pelo consórcio selecionado: sistema de lançamento de mísseis Exocet MM40 compatível com Block 1 a Block 3.

O Mansup foi desenvolvido para ser compatível com o mesmo lançador do Exocet, então a lógica é que possa ser usado não só nos atuais navios, que usam lançadores de Exocet, mas também na classe Tamandaré.

JonasN
JonasN
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
4 meses atrás

Nunão o mesmo lançador do Block 1 serve para o Block 3? Seria possível se tiver um mtc-300 naval utilizar o mesmo lançador do mansup?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  JonasN
4 meses atrás

JonasN, O MM40 Block 3 foi desenvolvido para ser compatível com os lançadores de MM40 que já existiam, justamente para facilitar a migração do operador de Block 1 e 2 para o Block 3. E o Mansup foi desenvolvido para usar o mesmo lançador. Eu imagino que o MTC300 não cabe no lançador do Exocet pois já li que seu diâmetro é maior. Ele foi desenvolvido para o lançador do Astros, não do Exocet. Mas não vejo nenhum obstáculo do outro mundo desenvolver um lançador navalizado para um eventual MTC300 naval, a ser disparado da mesma forma que o Exocet:… Read more »

JonasN
JonasN
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
4 meses atrás

Vlw nunão pela explicação. Seria interessante uma versão naval do mtc-300 por ter um alcance maior e servir como míssil base para várias versões.
Mas creio que o mansup é mais barato e também por ser mais leve o Manaer é mais fácil de integrar em outras aeronaves e não vai ser tão difícil o desenvolvimento, já tem por base o mansup e a integração do exocet no h225m feita no Brasil.

Leandro 27
Leandro 27
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
4 meses atrás

Boa noite a todos, Nunão me tira uma dúvida, seria possível uma versão do lançador do Astros adaptado em um container para o uso naval?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Leandro 27
4 meses atrás

Acho que não. O míssil e o lançador são relativamente grandes para esse tipo de flexibilidade. Acho mais lógico o lançador (devidamente navalizado) ser instalado diretamente no convés. Mas vai saber.

cwb
cwb
Reply to  Leandro 27
4 meses atrás

oi leandro
acho que um sistema terrestre tipo o astros na versão naval precisaria ser estabilizado,pois o navio balança no mar afetando a precisão.
se estiver errado por favor amigos estamos abertos a correções.
abraço a todos!

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  cwb
4 meses atrás

CWB, Imaginei que o Leandro se referia ao lançador do sistema Astros com míssil MTC300, que era o tema da conversa antes dele fazer a pergunta. Mas, de fato, a pergunta dele não especificou que armas esse hipotético lançador adaptado ao ambiente naval (e, indo mais longe, adaptado para solução conteinerizada) dispararia. Sobre o balanço e caturro do navio, de fato isso é um problema enfrentado por qualquer armamento, onde as soluções são diferentes. No caso de mísseis guiados em lançadores fixos instalados em ângulo, onde o curso do míssil é alterado após o lançamento, isso só é um problema… Read more »

Leandro 27
Leandro 27
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
4 meses atrás

Bom dia à todos, cwb e Nunão agradeço pelas respostas, e realmente quando perguntei estava pensando no lançador Astros usando o mtc-300 como armamento, devido as capacidades do míssil.
A minha pergunta em relação ao lançador adaptado ao container seria devido a flexibilidade de utilizar em navios que não sejam necessariamente uma escolta. Ex: como apoio a operação de desembarque anfíbio.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Leandro 27
4 meses atrás

Leandro, No caso de desembarque anfíbio, talvez essa flexibilidade já seja possível com as próprias viaturas do EB ou dos FN, pois numa operação dessas já haverá navios com bons convoos para servir de plataforma e com garagens / hangares para servir de abrigo (no caso do Brasil o PHM, o NDM e um NDCC). Viaturas de Astros que possam subir da garagem ao convoo, realizar os disparos em alvos importantes em terra, à distância, depois serem remuniciadas por viaturas remuniciadoras, e então preparadas para entrar em embarcações de desembarque e enfim chegar às praias. É algo a se pensar… Read more »

cwb
cwb
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
4 meses atrás

obrigado nuno realmente fui pelo caminho da bateria astros e não do míssil.
mas foi de grande valia sua explanação muito obrigado!

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  JonasN
4 meses atrás

É só arrumar lugar para fazer lançamento vertical do MTC-300, já que ele é pra alvos fixos. Não precisa usar o lançador do Exocet.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Space Jockey
4 meses atrás

Space Jockey, Para lançamento vertical, é preciso que a célula de lançamento seja profunda o suficiente, que o míssil seja adaptado para isso (em muitos casos, pode precisar de um “booster”, como um primeiro estágio), entre outras coisas. O que entendi do comentário do JonasN, até pelo fato dele perguntar se o lançador do Exocet seria compatível, é a busca de uma solução talvez mais simples de instalar e menos cara do que lançadores verticais capazes de lançar mísseis longos e pesados (que demandam também mais espaço sob o convés). Pode ser mais fácil e barato, muitas vezes, simplesmente adaptar… Read more »

Fabio Araujo
Fabio Araujo
4 meses atrás

A marinha deveria investir em versões navais do AV-TM 300 para lançamento de navios e submarinos, a nossa marinha vai tem mísseis para atingir navios e aviões, mas não tem mísseis para alvos terrestres!

Matheus
Matheus
Reply to  Fabio Araujo
4 meses atrás

A AVIBRAS já confirmou que esta desenvolvendo o MTC-300 pra ser lançado por Ar(comprovado por fotos do booster em um F-5) e a versão naval que será chamada de X-300.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Matheus
4 meses atrás

A respeito da versão ar-terra eu já tinha lido a respeito, mas a versão naval é uma grata surpresa!

Matheus
Matheus
Reply to  Fabio Araujo
4 meses atrás

Fabio, segue um PDF falando sobre os programas das FFAA.

http://www.ecsbdefesa.com.br/defesa/fts/MEB.pdf

Alexandre Fontoura
Alexandre Fontoura
Reply to  Matheus
4 meses atrás

Isso não significa que ele será lançado pelo F-5, uma vez que a arma não será integrada ao F-5. Os testes foram apenas para ensaios aerodinâmicos, uma vez que o A-1 é subsônico. O correto será prever sua integração como arma stand-off para os Gripen.

Matheus
Matheus
Reply to  Alexandre Fontoura
4 meses atrás

Acredito que eles já queiram ter uma certa compatibilidade com o F-5.
Já que vai estar desenvolvendo a versão Ar-terra naquela plataforma mesmo.
Obviamente quando o Gripen chegar provavelmente terá os mesmos ensaios.

Esteves
Esteves
4 meses atrás

A análise de riscos do projeto – A defasagem tecnológica – A possibilidade de venda do MANSUP – A perda da capacitação técnica Programas longos. Interrupções. Fornecedores deixam de se interessarem. As estatais e as autarquias dependentes de capitalização assumem o lugar de empresas. Custos insensatos = pior que a meta da mulher. Todo programa nativo abre a mesma premissa. Se fizer a lição de casa vai vender. Se aprender montar Scorpene vai vender. Se montar Meko vai vender. Mansup também vai vender. Vai. O pessoal gosta de plano cartesiano. Gostaria de ver um ou dois sustentando essa teoria do… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
4 meses atrás

Para quem estiver interessado, no período entre julho de 2019 (mês do envio do documento do MD, mandado em resposta a pedido de informações da Câmara) e agora, encontrei duas publicações de extrato de inexigibilidade de licitação e uma de extrato contrato divulgadas em novembro e dezembro, no Diário Oficial da União, referentes à bancada de testes de telemetria do Mansup: http://www.in.gov.br/web/dou/-/extrato-de-inexigibilidade-de-licitacao-229944684 Publicado em: 27/11/2019 | Edição: 229 | Seção: 3 | Página: 40 Órgão: Ministério da Defesa/Comando da Marinha/Diretoria-Geral do Material/Diretoria Industrial da Marinha/Centro de Mísseis e Armas Submarinas da Marinha EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Termo de Justificativa… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
4 meses atrás

Fora isso, a SIATT também foi contratada para continuar a pesquisar e desenvolver o míssil anticarro para o EB: http://www.in.gov.br/web/dou/-/extrato-de-contrato-n-20/2019-uasg-160291-231331021 Publicado em: 04/12/2019 | Edição: 234 | Seção: 3 | Página: 35 Órgão: Ministério da Defesa/Comando do Exército/Departamento de Ciência e Tecnologia/Centro Tecnológico EXTRATO DE CONTRATO Nº 20/2019 – UASG 160291 Processo: 64219012345201951. INEXIGIBILIDADE Nº 36/2019. Contratante: CENTRO TECNOLOGICO DO EXERCITO -.CNPJ Contratado: 23483206000115. Contratado : SIATT – ENGENHARIA, INDUSTRIA E -COMERCIO LTDA. Objeto: Prestação de serviço necessário para o prosseguimento da atividade de pesquisa e desenvolvimento do Sistema de Armas do Míssil Superfície-Superfície 1.2 Anticarro. Fundamento Legal: Caput do… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
4 meses atrás

É uma pena que esses recursos sejam liberados no final do exercício.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Esteves
4 meses atrás

Sim, esse efeito sanfona, de contingenciar no início do ano e descontingenciar no fim, que tem acontecido anos e anos seguidos por aqui, é um fator que detona qualquer planejamento e prejudica os programas.

Vamos ver se neste ano o orçamento pelo menos fica como está.

Carlos
Carlos
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
4 meses atrás

Se pudesse falar dos testes do MANSUP PROTÓTIPO MÍSSIL , pois a última informação que eu tenho era o Segundo teste , onde passou longe do Alvo ?
Será que a Pontaria Agora está AFIADA ?
ABRAÇOS ✨🇧🇷✨

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Carlos
4 meses atrás

O terceiro lançamento foi em julho do ano passado. Tem essa matéria a respeito e uma nota do editor sobre a questão de acertar ou não o alvo.

https://www.naval.com.br/blog/2019/07/12/marinha-do-brasil-lanca-terceiro-prototipo-do-missil-antinavio-de-superficie-mansup/

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
4 meses atrás

Pelo que chequei agora também, ainda em junho/julho, quando essas informações eram compiladas pelo MD à Câmara, já ocorreu a contratação para a parte relacionada à SIATT na etapa de “produtação” – transformação do protótipo em produto (lembrando também que o terceiro lançamento de protótipo, citado no texto como atividade ainda a acontecer, também aconteceu nesse meio-tempo): http://www.in.gov.br/web/dou/-/extrato-de-contrato-187469593 Publicado em: 04/07/2019 | Edição: 127 | Seção: 3 | Página: 28 Órgão: Ministério da Defesa/Comando da Marinha/Diretoria-Geral do Material/Diretoria de Sistemas de Armas EXTRATO DE CONTRATO Processo nº 63435.000917/2019-32. Contratada: SIATT – ENGENHARIA, INSDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA, CNPJ nº 23.483.206/0001-15. Contratante:… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
4 meses atrás

E em dezembro último também foram contratados os serviços para o sistema de guiagem do lote piloto de armamento. A vigência do contrato é até 2022: http://www.in.gov.br/web/dou/-/extrato-de-contrato-233292518 Publicado em: 13/12/2019 | Edição: 241 | Seção: 3 | Página: 30 Órgão: Ministério da Defesa/Comando da Marinha/Diretoria-Geral do Material/Diretoria de Sistemas de Armas EXTRATO DE CONTRATO Processo nº 63435.005553/2019-87. Contratada: SIATT – ENGENHARIA, INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA., CNPJ nº 23.483.206/0001-15. Espécie: Contrato nº 44000/2019-009/00. Fundamento Legal: Caput do artigo 25, da Lei nº 8.666/1993. Objeto: Contratação do serviço de produção do Sistema de Guiagem, Navegação e Controle (SGNC), de Cabeças de Telemetria… Read more »

ADRIANO MADUREIRA
ADRIANO MADUREIRA
4 meses atrás

“Além de prover divisas, a exportação do MANSUP permitirá a continuidade da produção do produto, uma vez que a demanda histórica da MB não seria suficiente para manter as linhas de produção ativas”.

Realmente,infelizmente as encomendas pífias da MB não são suficientes para manter a produção ativa,e os entraves BUROCRÁTICOS e orçamentários são oque ferram bons projetos nesse país…

O MANSUP será adotado pelas tamandarés ou serão relegados a segundo plano para beneficiar a industria estrangeira?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  ADRIANO MADUREIRA
4 meses atrás

Adriano, O lançador especificado na classe Tamandaré e oferecido pelo consórcio vencedor é compatível com o MM40 Exocet (block 1, 2 e 3), e o Mansup foi projetado para o mesmo tipo de lançador. Tanto que os protótipos são disparados de lançadores de Exocet da corveta Barroso. Logo, ser adotado na classe Tamandaré é consequência lógica. O que não impede que se adquira também o MM40 Exocet Block 3 como “bala de prata” pela sua capacidade superior (o que também significa preço superior) e que se possa ter tanto um quanto o outro para instalação nos navios. Lembrando sempre que,… Read more »

Nilson
Nilson
4 meses atrás

Um programa que está evoluindo bem, para orgulho de todos nós, apesar de todos os percalços, inclusive “desintegração” de empresas. Mas, sempre tem o mas que nos deixa com o pé atrás. O próprio documento enviado pela MB ao Congresso cita vários riscos desse tipo de programa de desenvolvimento local de armamentos: obsolescência e aumento de custos devido à demora no desenvolvimento por atraso de pagamentos; inexistência de escala local para manter a linha de produção; demissão do pessoal qualificado caso não haja encomendas adicionais. Enfatiza apenas duas estratégias para evitar tais riscos: exportar e não paralisar os pagamentos (duas… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Nilson
4 meses atrás

“Enfatiza apenas duas estratégias para evitar tais riscos: exportar e não paralisar os pagamentos (duas estratégias que tem fatores fora da governabilidade da Marinha, ou seja, desde já “tirando da reta” se o negócio não der certo…).” Nilson, Nesse caso meu entendimento não é que a Marinha está tirando o dela da reta, mesmo porque ela é a maior interessada em que o projeto dê certo. O que ela está fazendo, justamente por ser uma resposta a pedido de informações do Congresso, é passar a bola da questão orçamentária para os parlamentares, já que é no Congresso que se vota… Read more »

Foxtrot
Foxtrot
4 meses atrás

O pior é que os “gênios” do projeto não incluíram o desenvolvimento simultâneo do Mansub.
O que seria mais que apropriado pois as 3 versões partilham de muitos componentes em comum.
Sem falar nessa eterna desculpa de falta de verbas e blá blá blá!
Coisas de Brasil !

Wilson Look
Wilson Look
Reply to  Foxtrot
4 meses atrás

Quanto mais programas em simultâneo a MB tiver, mais eles atrasaram. A Alemanha nazista passou por isso. E porque a MB teria que fazer uma versão lançada de submarino se a mesma vai passar a ter essa capacidade com a classe Riachuelo? Porque correr um risco desses? Depois que já tiver operando submarinos com essa capacidade e conhecendo bem todos os problemas relacionados a esse tipo de armamento, aí sim dá de desenvolver um ManSub. Espero nunca ter que enfrentar uma situação orçamentária como a da MB, Orçamento instável e a conta gotas, isso é um pesadelo para qualquer planejador.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Wilson Look
4 meses atrás

De fato Wilson, o lógico é começar pela versão com maior demanda, que é a lançada por navios – tanto demanda da própria Marinha quanto de outras marinhas eventualmente interessadas, pois é muito maior a quantidade de marinhas que utilizam mísseis antinavio disparados de embarcações do que mísseis disparados de submarinos, por exemplo. A partir dessa versão mar-mar feita e testada, pode-se fazer as adaptações necessárias para as outras duas versões, utilizando componentes em comum e acrescentando os diferenciais de cada versão. É necessário ter a previsão de que se fará uma família de mísseis, desde o início, para não… Read more »

Camargoer
Camargoer
Reply to  Wilson Look
4 meses atrás

Wilson. Acho que seja inadequado comparar o esforço de guerra nazista com os programas militares brasileiros. Antes da guerra, a Alemanha tinha que encobrir os projetos. Inclusive os primeiros carros de combate desenvolvido pelos alemães foram testados na URSS. Depois do início da guerra, a economia da Alemanha foi organizada em torno do esforço de guerra. A engenharia era muito boa, mas muitos projetos foram testados em combate real, isso melhorou muito o desenvolvimento mas também resultou em muitas baixas que operaram os as primeiras unidades de produção. Outro ponto importante foi o intensivo uso de mão de obra escrava,… Read more »

Wilson Look
Wilson Look
Reply to  Camargoer
4 meses atrás

O ponto que eu quis destacar foi a quantidade de projetos que eles tinham em desenvolvimento simultaneamente e que isso foi um dos fatores que atrasou muito o desenvolvimento dos mesmos, além é claro das interferências do próprio Hitler.

Usei o exemplo da Alemanha nazista por não conseguir pensar em um exemplo melhor de como uma grande quantidade de programas acaba atrasando todos eles.

Se houver um exemplo mais próximo a realidade brasileira eu gostaria de saber.

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Wilson Look
4 meses atrás

Engano seu caro Wilson. Se não me engano, a classe Tupi tem essa capacidade, porém nunca foi utilizada pela marinha (adivinha a desculpa). Pois o Exocet pode ser disparado por tubos de torpedo (versão submarina). Outro ledo engano é achar que desenvolver várias versões de um armamento vai atrasar. Pois será o mesmo míssil, a única diferença está no tipo de motor foguete utilizado em cada versão. Como o míssil é o mesmo ganha-se tempo desenvolvendo e testando simultaneamente suas várias versões, é assim no mundo todo. O problema da Alemanha nazista foi desenvolver n,s tipos de armamentos ao mesmo… Read more »

Wilson Look
Wilson Look
Reply to  Foxtrot
4 meses atrás

A classe Tupi não tem capacidade de lançar misseis, os seus sistemas de combate não contam com capacidade para esse tipo de armamento. Sobre o míssil em si você está simplificando demais como tudo funciona. um ManSub teria que ser encapsulado, suportar forças diferentes do ManSup e ainda teria que ter sistemas de orientação diferentes pois não teria um navio ou avião para dizer ao míssil aonde está o alvo. Essas mudanças custam dinheiro, o que significa tirar dinheiro de uma área e colocar em outra. Dá uma olhada nas 3 versões do F-35 e você verá que são praticamente… Read more »

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Wilson Look
4 meses atrás

Caro Wilson, o encapsulamento do Mansub é que é o diferencial, pois na cápsula é que se encontra o motor foguete de ejeção do mesmo. Porém o fabricante do motor submarino dos Exocets já prometeu transferir a MB a tecnologia dese o início do projeto MANSUP. Quanto a giagem do mesmo, em submersão o míssil agiria como um torpedo, tendo as informações do alvo repassadas via cabo para o míssil, só ser lançado as informações podem ser atualizadas por navios, aviões e até mesmo pelo radar do próprio submarino lançador. Não necessitando assim de novo SNGC. Concordo com o Fernando… Read more »

Wilson
Wilson
Reply to  Foxtrot
4 meses atrás

Pelo que conheço, submarinos não tem radares apenas sonares. Estava pesquisando mais acerca do sm39 e achei esse site: https://old.weaponsystems.net/weaponsystem/HH10%20-%20Exocet.html O que mais chama a atenção é que o SM39 é mais leve que os demais, tem as mesmas dimensões do AM39 e tem o mesmo alcance de um torpedo pesado Mark 48, além da pouca quantidade produzida. No geral o problema de um ManSub viria da baixa demanda e de possíveis dificuldades técnicas principalmente no momento em que ele aciona o seu motor foguete, mas só pela demanda existente talvez para o momento atual do Brasil não justifique o… Read more »

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Wilson
4 meses atrás

https://www.brasilemdefesa.com/2012/05/s-30-submarino-classe-tupi.html?m=1

Caro Wilson, da uma lida na última página , na parte de sensores e verá se submarino tem ou não radar !

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Foxtrot
4 meses atrás

Foxtrot e Wilson, O radar do submarino nesse caso é principalmente para navegação em superfície, busca e vigilância num alcance limitado pela potência relativamente baixa do mesmo e sua pouca altura em relação ao nível do mar. O submarino num ataque precisa se manter discreto, ele não dispara o míssil antinavio usando dados do seu radar. Para isso ele teria que botar o radar para fora da água e emitir, o que denunciaria sua posição. Como a altura da antena de radar do submarino está muitos metros inferior à de um navio, seu horizonte radar é muito menor (levando em… Read more »

Wilson
Wilson
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
4 meses atrás

Vivendo e aprendendo.

Não sabia disso.

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Wilson Look
4 meses atrás

Esqueci. Quanto aos Tupis, certa vez cogitaram a inclusão do SM-39 nos Tupis durante uma modernização. Para isso teriam que adicionar alguns sistemas como radar diretor de tiro, mas nada tão drástico, pois como eu disse o SM-39 se comporta como torpedo submerso e míssil quando boa, daí o motivo dele perder sua cápsula ao ser lançado. O mesmo possue quando encapsulado o mesmo diâmetro de um torpedo. Ou você acha que ele possui aletas retráteis atos? O pulo do gato está no motor amigo. Quanto ao F-35, é um avião problemático desde seu protótipo, sendo assim precisaram ir “evoluindo”… Read more »

Diogo de Araujo
4 meses atrás

Pra mim se esse programa não for finalizado, será o maior fracasso da história da marinha brasileira

José Gomercino C Fernande souza
José Gomercino C Fernande souza
4 meses atrás

E um ótimo projeto como muitos outros que estão em desenvolvimento vamos torcer para que sejam concluídos

cwb
cwb
4 meses atrás

Nunão ou qualquer outro colega do poder naval que queira ajudar na resposta: Torço como brasileiro para que esse projeto de certo!Mas vai a pergunta: Quando tudo se encaminhar para a fase de comprar um lote de mísseis, que nível de armazenamento teremos e ele poderá fazer frente às ameaças navais que surgirão na próxima década? Sei que vcs não tem bola de cristal e nem têm acesso a dados sigilosos. O que teremos nas mãos estará apto a dissuadir um potencial inimigo? grato pela atenção (li as matérias sobre os lançamentos dos mísseis, mas gostaria de saber onde podemos… Read more »

Augusto L
Augusto L
4 meses atrás

Quem vai querer comprar um exocet brasileiro ao invés de um francês?
Acho a realidade de exportação meio fora da realidade.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Augusto L
4 meses atrás

Augusto,

O atual Exocet francês é o Block 3. Mais avançado que o Block 2, porém ele custa muito mais.

A oportunidade do Mansup é vender pra quem já usa Exocet blocks 1 e 2, tem mísseis que em breve perderão a validade e não têm a verba ou o cenário de emprego para conprar o Block3.

Está no texto da matéria isso, e já é falado desde o início do desenvolvimento dele.

Se essa possibilidade se confirmará, não tem como prever com certeza. Mas é o plano.

Renato
Renato
4 meses atrás

Parei de ler quando encontrei a frase “a exportação do MANSUP permitirá a continuidade”… Esqueçam

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Renato
4 meses atrás

Se parou de ler, então não adianta comentar.

Pra comentar tem que ler. Inteiro.

Luiz Floriano Alves
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
4 meses atrás

Quem precisa e tem verbas para gastar vai direto a agencia do carro mais possante. Comprar míssil de Block 1 é pouco provável a menos que estejam sofrendo boicote de alguma potencia rival. Dai compra qualquer coisa.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Luiz Floriano Alves
4 meses atrás

Então, na sua lógica, nenhum carro menos possante é vendido no mundo, e todas as forças armadas do mundo só compram os armamentos mais caros do mundo.