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Governo canadense gastou US$ 326 mi para manter seus submarinos fora d’água

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O governo canadense gastou US$ 326 milhões em dinheiro dos contribuintes para manter toda a frota de submarinos da Marinha do Canadá fora da’água por um ano.

O Departamento de Defesa admitiu que o Canadá terá que gastar mais com atualizações e reparos do que com a compra de uma frota inteiramente nova.

Falando em defesa dos atuais submarinos o ministro da Defesa, Harjit Sajjan, declarou: “Os quatro submarinos da classe Victoria da Marinha Canadense são um dos ativos mais estratégicos do Canadá para conduzir a vigilância das águas canadenses e internacionais”.

“As capacidades de longo alcance da força submarina também foram inestimáveis ​​para atender aos objetivos internacionais do Canadá e em apoiar os aliados da OTAN, e eles estão em operação desde 2003.”

Em 1995, o governo liberal de Jean Chretien aprovou a compra de quatro submarinos britânicos pelo preço de US $ 750 milhões. Um deles sofreu um incêndio que causou a morte de um tripulante canadense – enquanto os outros exigiram manutenção cara.

FONTE: The Post Millennial  (tradução e adaptação do Poder Naval a partir do original em inglês)

 

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João Moro
João Moro
3 meses atrás

Vixi, compraram umas bombas… Não no sentido de capacidade bélica, mas de manutenção. Tipo o PA São Paulo para o Brasil.

DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
Reply to  João Moro
3 meses atrás

Olha, as vezes é melhor passar um tempo sem e comprar novo, do que comprar usado! E esse é um desses casos.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
3 meses atrás

Pois é, e ainda tem gente que fala mal da MB, imagine se fosse aqui? Mas é impressionante essa geração de governantes tanto da Europa e Canadá. É por isso que o Putin e a China estão crescendo pra cima deles, um bando de mimados criados pela avó!! Não temos mais estadistas no mundo ocidental!!!!

Junior
Junior
Reply to  Marcelo Andrade
3 meses atrás

Vejo dois problemas ai, a falta de pericia da equipe canadense que foi inspecionar os submarinos e uma certa má fé dos britânicos que queriam se livrar dos mesmos, aliás os britânicos fizeram a mesma coisa na venda do Walvys Bay, nisso a MB teve sorte em ter perdido aquele leilão, a Austrália levou e depois quando precisou viu que o motor estava todo bichado, para trocar o motor teve que pagar um pouco menos da quantidade de dinheiro que eles ofereceram no leilão para comprar o barco. É aquela coisa comprar produtos de defesa de segunda mão é uma… Read more »

Roberto Pinheiro
Roberto Pinheiro
Reply to  Junior
3 meses atrás

O histórico de compras de segunda mão da marinha do Brasil com os britânicos é muito bom, onde podemos observar pelas últimas aquisições: PHM Atlântico, os 03 navios da classe Amazonas. Indo mais longe temos uma série de compras bem sucedidas como as fragatas type 22, o porta aviões minas gerais, navios da segunda guerra mundial, entre outros.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Roberto Pinheiro
3 meses atrás

os 3 Amazonas eram novos, iam para Trinidad e Tobago, que nao pagou e nao levou

Junior
Junior
Reply to  Roberto Pinheiro
3 meses atrás

É verdade, mas ai temos que elogiar o pessoal que inspeciona os navios antes de dar o ok, os britânicos nos ofereceram as ultimas quatro type22 batch IIII por volta de 2010/2011 e pelo visto depois da inspeção o ok não foi dado, quantos aos 3 amazonas ex Trinidad e Tobago, eles foram adquiridos novos diretamente da BAE Systens, a Royal Navy não se envolveu nesse assunto

Roberto Pinheiro
Roberto Pinheiro
Reply to  Junior
3 meses atrás

Os navios classe Amazonas foram comprados novos realmente, mas hoje ainda temos em operação duas fragatas Type 22, que estão a serviço na nossa marinha à alguns anos.

Nilson
Nilson
Reply to  Junior
3 meses atrás

Quanto à compra das type 22 batch 3, foi a grande oportunidade perdida pela MB. Navios que estariam hoje sendo o esteio da esquadra, se tivessem sido modernizados. Não foram comprados pq na época se acreditava na ilusão do ProSuper, e compras de oportunidade eram consideradas indecentes para uma Marinha que ia construir 6 superfragatas.

Dalton
Dalton
Reply to  Nilson
3 meses atrás

As “T-23 B3” foram descomissionadas em 2011 quando além da precariedade de recursos, não eram necessárias já que se contava com 6 “Niteróis”, 3 “Greenhalghs” a “Barroso” e 4 Inhaúmas” e mal se dava conta do que se tinha e a situação apenas ficou pior pois já se iniciará o “PMG” da fragata Defensora que até hoje não foi devolvida.

Nilson
Nilson
Reply to  Dalton
3 meses atrás

Mestre Dalton, nesse caso das T22 B3 creio que vou sempre discordar. Realmente em 2011 havia 14 escoltas no inventário, qdo surgiu a oportunidade. E apenas 8 anos depois temos apenas 5 ou 6, conforme o jeito de ver. Em 2011 ainda não havia começado a recessão. Se o Almirantado tivesse um planejamento realista, já que o dispendioso Prosub já havia sido assinado e certamente não haveria recursos para o ProSuper, poderia ter deixado o orgulho de lado e investido nas fragatas inglesas, abrindo mão do ProSuper. Talvez, quem sabe… Agora são águas passadas, podemos ficar conjecturando. Difícil aceitar que… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Nilson
3 meses atrás

Em 2011 a situação do país já não estava boa Nilson, se é que de fato um dia realmente esteve de fato, mas, de qualquer forma a marinha não podia simplesmente jogar fora 4 dos combatentes que tinha para fazer espaço para os 4 “B3” que aliás ninguém quis, como também não podia abandonar o “PMG” do “Ceará” que encontrava-se bastante atrasado por falta de recursos mas era considerado vital pois a baixa do “Rio de Janeiro” estava próxima. . E um dos motivos que ninguém quis as “B3” pelo que lembro é que elas não estariam em tão bom… Read more »

J R
J R
Reply to  Marcelo Andrade
3 meses atrás

A última compra de navios pelo Canadá desmentem sua afirmação, quanto aos submarinos, foi em 2005, e lembro que teve muita controvérsia nessa compra. Acho que estarem bem melhores se optassem pelo U-209 ou até pelo TR-1700 que também surgiu como opção.

J R
J R
Reply to  J R
3 meses atrás

Digo, 1995.

Daniel
Daniel
3 meses atrás

Na época da compra dos submarinos Upholder/Victoria pelo Canadá, lembro de ler que foram oferecidos para o Brasil como compras de oportunidade.

Nos livramos de uma bomba!!! Dessa vez

Heli
Heli
Reply to  Daniel
3 meses atrás

Os Upholders eram submarinos muito avançados para a época, anos 90, mais ou menos como os TR-1700 eram ara os anos 80. Para se ter uma ideia eles possuíam até a cobertura de “borracha” feita de material absorvedor de som e que também evita a detecção pelo MAD dos aviões anti-submarinos . Porem, deve custar caro para manter, além do fato que como apenas quatro foram construídos, a logística para peças sobressalentes deve ser um pesadelo.

Junior
Junior
3 meses atrás

Experto foram os britânicos, perceberam que esses submarinos convencionais deles eram uma bomba e repassaram para os canadenses. Esses submarinos tem histórico desde que chegaram no Canadá, passaram mais tempo fora d´água do que dentro.

pangloss
pangloss
3 meses atrás

Se o Canadá estiver interessado, poderíamos oferecer-lhes Scorpenes novos…

Marcelo
Marcelo
Reply to  pangloss
3 meses atrás

Ja esta na hora de trocarem (estao em servico desde 2003 com eles, mas serviram alguns anos na RN). Nao duvido que comprem Scorpenes, mas devem ser feitos na Franca, nesse caso. Nao vejo porque seriam feitos no Brasil.

Valter Sales
Valter Sales
Reply to  Marcelo
3 meses atrás

Deve ser uima versão similar a da classe Attack da RAN(Australian Navy)

pangloss
pangloss
Reply to  Marcelo
3 meses atrás

Obrigado pela resposta, Marcelo.
Também não acredito na competitividade de alguma proposta brasileira, mas esqueci de destacar que estava escrevendo com ironia.

jodreski
jodreski
Reply to  pangloss
3 meses atrás

Amigo a segunda lingua canadense é o Francês, a história do Canada faz parte da história Francesa, ambos são integrantes da OTAN, não faz o menor sentido os Scorpenes serem comprados de nós, só em sonho mesmo!

pangloss
pangloss
Reply to  jodreski
3 meses atrás

Obrigado pela resposta, Jodreski.
Como acrescentei acima, ao responder ao Marcelo, deixei de sinalizar adequadamente que estava sendo irônico.

João Adaime
João Adaime
Reply to  pangloss
3 meses atrás

Caro pangloss
Se a Itaguaí Construções Navais (Odebrecht, DCNS e MB) oferecer o submarino com a opção de ter ou não AIP, financiamento de longo prazo, compensações de offset e um preço pelo menos 10% menor do que o similar francês, com certeza o Canadá compra.
Abraço
PS: esta é a dura realidade do mercado de alta tecnologia.

gari
gari
Reply to  João Adaime
3 meses atrás

Pode até ser dividido entre os dois estaleiros, Ex:3 na França e 2 no BR. Isso se fosse tratado como urgência.

pangloss
pangloss
Reply to  João Adaime
3 meses atrás

Obrigado pela resposta, João Adaime.
Você deixou bem claro: não temos como oferecer condições semelhantes àquelas que são oferecidas pelos principais players do mercado.

J R
J R
Reply to  pangloss
3 meses atrás

Uma compra de submarinos pelo Canadá seria tão ou até mais competitiva que a concorrência australiana, seria o que tem de melhor no mercado e hoje os Scorpènes não são mais o que tem de melhor nas ofertas francesas.

Marcelo
Marcelo
Reply to  J R
3 meses atrás

tem razao, porem o Suffren convencional australiano, deve ser beeem mais caro que um Scorpene.

Mauricio R.
Reply to  marcus
3 meses atrás

Os Collins class australianos são suecos.

Tupinambá
Tupinambá
3 meses atrás

Dizem que á manutenção dos Scorpenes é cara…procede isso ?

Mauro
Mauro
3 meses atrás

E ainda tem gente que entra aqui para reclamar dos cinco Scorpene, sendo um deles um gigante de propulsão nuclear e das quatro Tamandarés, novinhas também e de última geração.
Demora?? demora, É caro? é caro, mas é melhor que comprar coisa com 35 anos de uso e ficar cantando de galo.

Kemen
Kemen
3 meses atrás

A verdade é que a compra desses submarinos usados foi uma tremenda furada da Marinha Canadense, a manutenção para mante-los operacionais esta saindo cara e pelo que se sabe, eles pouco navegam.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
3 meses atrás

É até estranho que um país como o Canadá, que faz parte do NORAD e da OTAN, tenha só 4 subs convencionais de segunda mão…

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Guilherme Poggio
3 meses atrás

E o Canadá não pode nem usar a mesma “desculpa” que o Brasil, de que são “um país pacífico”, pois lutaram com os Aliados nas duas Guerras Mundiais e sempre participaram de missões com outros membros da OTAN

Carles
Carles
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Uai, nós também não lutamos com os Aliados?

Diego
Diego
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Devem ter a mentalidade de ter os EUA para os defender. Afinal onde os EUA estão tem um guarda chuva enorme de mísseis, navios, aviões, e sabe la mais o que.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Diego
3 meses atrás

Eles apreciam o parceiro do sul e estão de cabeça no NORAD, mas apreciam ainda mais a sua independência no sentido militar. Os militares Canadenses definitivamente não estão satisfeitos com isso.

Mas, afinal de contas, tudo é possível vindo de Ottawa. Até cancelaram o Arrow em outros tempos…

Mauricio R.
Reply to  Diego
3 meses atrás

Qndo o Canadá aventou adquirir submarinos nucleares de ataque, que também seriam britânicos, o recado da US Navy foi claro e cristalino: Comprou, morreu…
Ai compraram esses “Upholder”, que estavam encostados a um tempo lá no Reino Unido.

Luiz Monteiro
Luiz Monteiro
3 meses atrás

Prezados,

Antes de optar por adquirir os submarinos britânicos, o Canadá possuiu um ambicioso programa de obtenção de submarinos de propulsão nuclear.

Para quem quiser saber mais, deixo o link:

http://www.journal.forces.gc.ca/vo8/no4/lajeunes-eng.asp

Tomcat
Tomcat
Reply to  Luiz Monteiro
3 meses atrás

Prezado Luiz Monteiro, que bom termos vc aqui de novo. Fazia tempo que não via você aqui no PN.

marcus
marcus
Reply to  Luiz Monteiro
3 meses atrás

Quem sabe o projeto se submarino nuclear brasileiro seria interessante para eles?
Eles poderiam injetar dinheiro no projeto e comprar 4 exemplares.

Antonio
Antonio
3 meses atrás

Para isso serve o Canadá ser sabujo de um ex Império….

Antonio
Antonio
3 meses atrás
Fabio Araujo
Fabio Araujo
3 meses atrás

Um ponto forte de nossa marinha é que tanto no caso dos Tupis quanto agora no caso dos Riachuelos os fabricamos aqui e com isso temos todas as condições para fazer qualquer manutenção nos mesmos sem ter que contar com apoio estrangeiro.

Delfim
Delfim
3 meses atrás

Realmente, dada sua extensão de litoral, de território marítimo, ser banhada por dois oceanos e a vizinhança russa, 4 submarinos convencionais é bem pouco.
Os EUA bem poderiam dar uma forcinha ao Canadá, dada a importância estratégica deste para barrar uma ofensiva russa pelo mar e ar. Será que dão tantos subsídios ao Canadá quanto dão à CS, AS ou Israel ?

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Delfim
3 meses atrás

Dois não, três oceanos pois o Ártico esta cada vez mais navegável e fonte de discussões a respeito de quem tem direito de explorar as novas reservas minerais, de gás e petróleo que estão sendo descobertas.

Dalton
Dalton
Reply to  Delfim
3 meses atrás

O Canadá não sofre o mesmo tipo de ameaça que Coreia do Sul, Arábia Saudita ou Israel, caso contrário daria maior importância às suas forças armadas tanto que sofreram cortes no orçamento ao longo de anos,
muitas vezes em prol de programas sociais.
.
No mais, ninguém atacará o Canadá sem ter que se haver com os EUA e ambos os países que são fronteiriços e fazem parte da OTAN, já contribuem mutuamente pela defesa da América do Norte.

Carvalho2008
Carvalho2008
3 meses atrás

Quem sabe Itaguaí não acabe sendo competitiva numa venda de ScorpeneBR??

É ima versão maior e por ironia do destino, o dólar está nas alturas, quem sabe o cambio acabe facilitando este tipo de exportação??

Junior
Junior
Reply to  Carvalho2008
3 meses atrás

Acho mais fácil e plausível nesse momento conseguirmos vender dois scorpenes para as Filipinas do que para o Canadá, primeiro que o Canadá não esta procurando comprar submarinos no momento, eles estão concentrados e gastando muito dinheiro na sua força de superfície e segundo, creio que se eles procurarem um submarino, vão querer algo mais capaz que o scorpene, acho até que a Naval group vai oferecer algo parecido com o submarino australiano como estão fazendo na Índia e na Holanda