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Fragata ‘Corte Real’ da Marinha Portuguesa parte para integrar missão da OTAN

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A fragata “Corte-Real”, da Marinha Portuguesa, com uma guarnição de 180 militares, partiu, hoje, para integrar o “Standing NATO Maritime Group One (SNMG1)”, nas funções de “navio-almirante”, a fim de contribuir para a satisfação dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, no quadro da Aliança Atlântica.

O Comando desta Força Naval será exercido pelo Comodoro Vizinha Mirones, cujo respetivo Estado-Maior internacional (composto por 18 militares de Portugal, Alemanha, Canadá, Espanha, Países Baixos, Reino Unido e Roménia) estará embarcado no navio português.

Antes de iniciar missão no SNMG1, o navio irá cumprir a quarentena médico-sanitária no mar, participando, entre 6 e 10 de julho na Viagem de Instrução de Cadetes do 4.º ano da Escola Naval, em conjunto com a fragata “Álvares Cabral” e com o submarino “Tridente”, da Marinha Portuguesa.

No período em que Portugal assume o comando do SNMG1, entre 30 de julho de 2020 e 9 de janeiro de 2021, esta Força Naval irá contribuir para as Medidas de Tranquilização da NATO no Mar Báltico, no Mar do Norte e no Atlântico Norte, estando também prevista a participação em importantes exercícios combinados e/ou conjuntos naquela área de operações.

A “Corte-Real” irá atracar na Noruega a 26 de julho, estando a entrega de Comando do SNMG1 agendada para dia 30 de julho.

A assinalar a largada do navio esteve presente, na Base Naval do Alfeite, o Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor João Gomes Cravinho, o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Mendes Calado, o Comandante Naval, Vice-almirante Silvestre Correia, e o Subchefe do Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares, Contra-almirante Nobre de Sousa, entre outras entidades civis e militares.

FONTE: Forças Armadas Portuguesas

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Fabio Araujo
Fabio Araujo
30 dias atrás

Esse tipo de experiência é interessante, a MB ganhou muito no comando da UNIFIL mas no nosso caso o custo esta pesando, se fosse algo temporário como essa missão da marinha portuguesa seria bem melhor.

Peter nine-nine
Peter nine-nine
Reply to  Fabio Araujo
29 dias atrás

Não ah nada temporário nas missões da Marinha Portuguesa. São empenhados navios de forma quase constante, durante todo o ano, para assumir estes e outros compromissos. Ao longo do ano, durante as últimas décadas, são raros os meses do ano em que um navio português ou mais não se encontrem a navegar em missões da NATO, UE ou ONU, ou ainda bilaterais – do estado/entre estados. Ainda em Abril, esta mesma fragata retornava, precocemente por conta do corona, do seu empenhamento na força aeronaval do porta-aviões francês. No link que se segue, estão apresentadas as missões que, na altura de… Read more »

MestreD'Avis
Reply to  Peter nine-nine
29 dias atrás

Verdade Peter. Por vezes mais que um, pois chega a estar uma Fragata e um Submarino simultaneamente.
Não percebo onde diz que é algo temporário, a não se que se considere isso por o navio regressar ao fim de 6 meses. Mas isto é a rotação normal de navios e tripulações.

nonato
nonato
Reply to  MestreD'Avis
28 dias atrás

Mas o Brasil no Líbano é sem rodízio…

MestreD'Avis
Reply to  nonato
28 dias atrás

A sério? Quer então dizer que desde que o Brasil assumiu o comando em 2011 é o mesmo navio e a mesma tripulação?
É melhor avisar os editores do site que esta noticia de subsituição da “Barroso” pela “Independenica” deve estar errada porque não há rodízio…

https://www.naval.com.br/blog/2020/03/10/fragata-independencia-parte-para-integrar-a-forca-tarefa-maritima-da-unifil/

Hcosta
Hcosta
Reply to  nonato
28 dias atrás

Estas forças estão sob o comando da OTAN e fazem parte da força de resposta que está sempre disponível e fazem troca de navios e, consequentemente, do seu navio almirante. Há uns tempos a missão da OTAN no combate à pirataria na Somália foi liderada por um navio português entre outros exemplos.
Isto não é uma missão da ONU.
É uma formação pronta para o combate.

Carlos Bernardo
Reply to  Hcosta
28 dias atrás

O Comodoro Vizinha Mirones comandou recentemente a operação Atlanta da EUNAVFOR na Somália e o seu estado maior estava a bordo da fragata espanhola ESPS Victoria e todos os navios-almirante têm um estado maior composto por militares de várias nacionalidades de países participantes. É algo comum nas missões da OTAN e de UE, é tão comum que existem seis militares brasileiros inseridos na equipa portuguesa na missão da EUTM-RCA, ou seja é comum entre aliados e algo que os militares brasileiros precisam de desenvolver mas sem perder a identidade

Peter nine-nine
Peter nine-nine
Reply to  nonato
26 dias atrás

Nonato, esse não é o ponto. O ponto é a disponibilidade de uma Marinha para projectar meios e, no caso de Portugal, não se pode dizer que é mais fácil projectar, por mais que uma vez, para diferentes locais e operações, com diferentes equipamentos e meios, navios seja porque tempo for, do que projectar um navio, de cada vez, para o mesmo local, durante seis meses, caso do Líbano. Esta operação em específico referenciada na matéria tem uma duração de três meses, o navio retornava em Abril de uma projecção que era para ter durado mais tempo, antes disso, uma… Read more »

Peter nine-nine
Peter nine-nine
Reply to  Peter nine-nine
26 dias atrás

correcção (..) a francisco de almeida (…) ao abrigo da NATO ou *UE

Manuel Ramalho
Manuel Ramalho
30 dias atrás

Mais uma daquelas missões que visa, provocar o medo nos países vizinhos da Rússia, para de seguida lhes vender armamento, eventualmente com dinheiros de financiamentos da UE para o desenvolvimento. Basicamente, continuamos paus mandados.

Peter nine-nine
Peter nine-nine
Reply to  Manuel Ramalho
29 dias atrás

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Léo Barreiro
Léo Barreiro
30 dias atrás

Pessoal

Sou leigo no assunto, como muitos já sabem, de vez em quando pergunto algo aqui, e sempre fico com uma dúvida quando vejo marinhas pelo mundo… Por que não se constrói navios de segunda linha? Para missões como essa, onde se sabe que não haverá inimigos capazes de fazer frente ao navio! Sempre se vê navios de 1 linha. Quando não navios mais velhos. Desculpa se a pergunta for besta, mas vejo o pessoal sempre falando de super navios com x mísseis, e tudo mais, mas para fazer esse tipo de missão não é exagero?

MestreD'Avis
Reply to  Léo Barreiro
29 dias atrás

Caro Léo. Os navios ditos de 2ª linha poderiam ser uteis em algumas missões mas não nesta. O “Standing NATO Maritime Group One (SNMG1)” é um grupo navais de resposta rápida da OTAN, também existe o SNMG2. Estes grupos fazem parte da NRF (Nato Response Force) e são a ideia da organizaçõa de ter sempre um grupo tarefa especializado e treinado no mar pronto a reagir a qualquer crise. Servem apra aperfeiçoar doutrinas em conjunto Essa crise pode ser um desastre natural, missões anti pirataria ou entrar numa zona de guerra. Não sabe o que pode aparecer durante os 2/3… Read more »

Léo Barreiro
Léo Barreiro
Reply to  MestreD'Avis
28 dias atrás

Muito obrigado!!