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Como está o projeto do Submarino Nuclear Brasileiro?

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Visão 3D em corte do primeiro submarino nuclear brasileiro SN-BR

Por Alexandre Galante

Objetivo principal do Programa de Desenvolvimento de Submarinos – PROSUB, realizado com transferência de tecnologia da França, o projeto do primeiro submarino nuclear brasileiro (SN-BR) teve sua concepção geral finalizada em janeiro de 2017.

A fase de projeto foi iniciada em fevereiro de 2019 e deve ser concluída em fevereiro de 2022.

O corpo técnico atual conta com 300 projetistas e deve chegar a 600 projetistas no auge do programa.

O gerencimento do programa é feito pela Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. – AMAZUL.

Pelas imagens divulgadas até agora pela Marinha do Brasil, o SN-BR será um “Scorpenezão”, isto é, uma interpolação dos submarinos Scorpène S-BR (classe “Riachuelo”) que estão sendo construídos no complexo naval de Itaguaí-RJ.

O acordo de parceria estratégica realizado entre o Brasil e a França em 2008 para a cooperação de longo prazo na área de defesa, incluiu o desenvolvimento e produção de submarinos Scorpene modificados (S-BR), a construção de uma base de submarinos e de um estaleiro moderno.

O acordo garantiu o desenvolvimento da parte não-nuclear do projeto submarino nuclear brasileiro, parcerias industriais, transferência de tecnologia e formação de pessoal.

O primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro (SN-BR) empregará muitos sistemas e tecnologias dos S-BR da classe “Riachuelo”, por isso a construção dos submarinos convencionais é importante, para dar experiência e escala de produção de equipamentos que serão comuns aos dois tipos de submarinos.

Muitos dos sistemas e equipamentos dos S-BR e SN-BR estão sendo nacionalizados e produzidos por empresas brasileiras.

Características do SN-BR

O primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro SN-BR terá um diâmetro de 9,8 metros (o S-BR tem 6,2m), para poder acomodar o reator nuclear brasileiro, um reator de água pressurizada, também referido pela sigla PWR (do inglês pressurized water reactor).

O SN-BR terá 100m de comprimento, deslocamento de cerca de 6.000 toneladas e será movido por propulsão turbo-elétrica com 48 MW de potência, equivalentes a 650 carros de 100 HP ou ao fornecimento de energia a uma cidade de 20.000 habitantes.

Neste sistema, o reator nuclear fornece o calor para a geração de vapor, o qual aciona duas turbinas acopladas a dois geradores elétricos, um dos quais dedicado principalmente a gerar eletricidade ao motor elétrico de propulsão, e outro para o fornecimento de eletricidade aos demais sistemas do SN-BR.

O cronograma atualizado abaixo mostra o início da construção do SN-BR em 2023 e o término em 2033.

O Labgene, em Aramar

O submarino nuclear brasileiro SN-BR é um projeto dual. Por um lado, o domínio da tecnologia de construção do reator vai permitir que, no futuro, o Brasil tenha uma plataforma de armas mais ágil na proteção das águas territoriais. Por outro lado, habilitará o País a construir pequenas centrais nucleares de energia elétrica.

O Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE) do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) será a primeira planta com um reator nuclear de alta potência totalmente construída no Brasil.

Conceitualmente, é um protótipo com capacidade de geração de 48MW térmicos ou 11 megawatts elétricos (MWe), o que representa menos de 10% da capacidade de Angra 1, o suficiente para movimentar um submarino e alimentar sistemas elétricos, de renovação do ar etc.

O Labgene, além de unidade nuclear de geração de energia elétrica, será utilizado para validar as condições de projeto e ensaiar todas as situações de operações possíveis para uma planta de propulsão nuclear. Por isso mesmo, apesar de ser construído em terra, procura reproduzir em tamanho o reator que equipará o futuro submarino de propulsão nuclear.

Desde o início do programa, há mais de 30 anos, a Marinha tem investido na construção de componentes do projeto em parceria com empresas privadas, como o vaso do reator, condensadores, pressurizadores, turbogeradores de propulsão, entre outros.

Maquete do reator nuclear brasileiro PWR
Maquete do reator nuclear brasileiro PWR

Segundo palestra do Almirante Fragelli sobre o Prosub em 2010, as duas atuais usinas civis brasileiras usam urânio enriquecido de 3,2 a 4% e o reator naval do submarino nuclear brasileiro usará urânio enriquecido a 7%. O SN-BR deverá ter a necessidade cíclica operacional de ter seus elementos combustíveis nucleares totalmente substituídos de quatro em quatro anos.

Face ao período muito curto de troca dos elementos combustíveis nucleares nos modelos brasileiros, comparativamente em relação aos modelos americanos, ingleses e franceses, uma boa parte do esforço de engenharia do projeto do reator naval brasileiro está se dando no sentido de permitir a troca dos elementos combustíveis num tempo bem mais curto que o normalmente é conseguido nos modelos de outras origens.

A Base de Submarinos da Ilha da Madeira no Complexo Naval de Itaguaí-RJ terá dois diques totalmente cobertos para atender a dois submarinos nucleares ao mesmo tempo na chamada Ilha Nuclear onde os futuros submarinos nucleares serão construídos, receberão manutenção e onde se processará a troca do elemento combustível do reator quando necessário.

Ela deverá ser construida num recorte da encosta e será instalada sobre leito firme de rocha ao contrário do resto do complexo que foi feito sobre aterro e plataformas sobre o mar.

LABGENE no inicio de 2018 - imagem da palestra da MB em evento da indústria nuclear
LABGENE em construção em Aramar no inicio de 2018

LABGENE em construção no inicio de 2018 - imagem de palestra da MB em evento da indústria nuclear

Submarino Riachuelo, o primeiro S-BR Scorpène da Marinha do Brasil

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Augusto Mota
Augusto Mota
2 meses atrás

O Brasil é bom em fazer maquetes, temos muitas, mas nada é real ainda, não acredito no subnuc brasileiro, estamos há mais de 40 anos pesquisando e não temos nada, como disse, só maquetes.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Augusto Mota
2 meses atrás

Caro Augusto. A fábrica em Resende de elementos de combustível nuclear é uma realidade. Ela emprega ultracentrífugas desenvolvidas pela MB sob a coordenação do Alm Othon (defendo o indulto presidencial para ele). A UFEM e Itaguaí são reais. Os SBR construídos são reais. O Labgene está quase pronto. Todos as etapas preliminares estão sendo executadas e muitas já foram concluídas.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Caro Camargoer,do que se trata essa fábrica exatamente?Ela é privada ou estatal?

Camargoer
Camargoer
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

Olá Allan. A MB desenvolveu as ultracentrífugas (com suspensão magnética, evitando atrito) que permite o enriquecimento de urânio. A FCN (fábrica de combustível nuclear) foi construída em Resende, RJ. Também é conhecida com INB Resende. Ela é estatal. Ela tem produzido combustível a 4% para as usinas de Angra I e Angra II. O enriqueciemnto do urânio é feito por meio de linha de ultracentrífugas, chamadas cascatas. A primeira ultracentrífuga enriquece um pouquinho, dai o material passa para a segunda ultracentrífuga, depois para uma terceira, e assim sucessivamente, até que no final o gás fluoreto de urânio tem um teor… Read more »

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Obrigado,Camargoer.Não sabia da existência dela.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

Olá Allan. Legal. Tem uma história engraçada do Alm. Othon. Eles estavam desenvolvendo as ultracentrífugas quando foram informados de uma visita dos técnicos da da AEIA, a agência de energia atõmica da ONU. O Alm.Othon mandou fechar as salas com tapumes e pediu para trazer (acho) três centrífugas feitas pelos nazistas e apreendidas pelos EUA no fim da guerra e que foram doadas ao Brasil. Ele lavou, pintou e colocou os motores para funcionar. Quando os técnicos pediram para ver as centrífugas, o Alm.Othon os levou para a sala com as centrífugas alemães. Os técnicos vistoriaram e aprovaram a visita.… Read more »

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Eu também defendo,ele foi importantíssimo para que o Brasil dominasse o cliclo de enriquecimento de urânio.Algum outro país por essas bandas tem a tecnologia para fazer esse tipo de centrífuga?

Camargoer
Camargoer
Reply to  Allan Lemos
1 mês atrás

Olá Allan. São poucos os países que desenvolveram a tecnologia para enriquecimento de urânio. Acho que hoje, a maioria as ultracentrífugas. Além disso, menos países dispões da tecnologia conseguiram montar uma fábrica para produzir urânio enriquecido em escala industrial. Creio que a Argentina tem sua tecnologia de enriquecimento mas apenas em escala experimental. O Brasil seria o único país com uma fábrica de combustível.

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

2!

pangloss
pangloss
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Camargoer, vamos separar as coisas. O Alte. Othon tem muito mérito intelectual. Mas, em razão da natureza sigilosa de seus trabalhos, recebeu um cheque em branco e, como se pôde constatar depois, isso comprou seu caráter. Tal como Dr. Fausto e Mefistófeles.

Camargoer
Camargoer
Reply to  pangloss
2 meses atrás

Olá Pangloss. A mídia assumiu esta versão que o Alm.Othon aproveitou dos contatos e de sua posição privilegiada para enriquecer de modo ilícito. Por isso fui ler a documentação do processo (é pública). A sentença não fez sentido para mim e o relatório de apelação da defesa é bem enfático ao apresentar os problemas da sentença. Continuo defendendo o indulto presidencial.

Salim
Salim
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

A mídia??? o cara esta preso e condenado, vc acha que e uma conspiração??? Desculpe mais vcs estão chutando a esmo.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Caro Salim. O que eu escrevi foi que meu juízo se baseia em minha leitura da sentença e no relatório de apelação da defesa, não na versão divulgada na mídia. O Alm.Othon está em sua casa por força de um habeas corpus. Ainda não há decisão em segunda instância. Geralmente, quanto expresso uma opinião sem uma base formal, eu informo. No caso do Alm.Othon não é chute, mas minha opinião sobre o que eu li no processo (que é público).

Renato
Renato
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Assino embaixo Camargoer.
Tenho vergonha da sacanagem que fizeram com o Almte. Othon.
Se ele fosse americano seria condecorado pelo presidente de lá por defender a pátria
Mas como estamos no Brasil…

PACRF
PACRF
Reply to  Renato
2 meses atrás

Vale a seguinte máxima para esse almirante corrupto: “rouba mas faz”.

Camargoer
Camargoer
Reply to  PACRF
2 meses atrás

(de novo este comentário?). Que ele fez, tenho certeza. Que ele roubou, tenho dúvidas. Li a sentença e depois li o relatório da apelação (são públicos). “In dubio pro reo”.

PACRF
PACRF
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Esse é um argumento clássico de todos os gestores públicos quando são pegos, sempre alegam inocência. É possível vermos o Lula, que diz que nunca roubou, livre, leve e solto, tal qual esse almirante.

Camargoer
Camargoer
Reply to  PACRF
1 mês atrás

Caro PACRF. Recomendo a leitura da sentença e do relatório da defesa. Se depois disso tiver certeza da culpa do Alm.Othon, poderemos retomar a discussão. Talvez você me convença que estou errado. Vários colegas já me corrigiram aqui no PN e agradeço a todos eles.

francisco
francisco
Reply to  PACRF
1 mês atrás

O ônus da prova cabe a quem acusa, ou seja ao Ministério Público. Isto quer dizer que o MP tem a obrigação de provar o que relata na acusação. Mas, na maioria das vezes, não há provas só indícios, portanto, sem provas e mesmo que haja indícios a obrigação do juiz seria rejeitar a denuncia. Porem, no Brasil, por medo da imprensa há juízes que condenam para agradar a mídia. O caso do Lula é um bom exemplo disso, pois o MP não conseguiu provar que o Lula roubou. Não estou defendendo o Lula,, pois acho que ele é culpado,… Read more »

Edson Parro
Edson Parro
Reply to  PACRF
2 meses atrás

Pois é PACRF;
ultimamente, em Terra Brasilis, parece que roubar pouco é crime! Já, roubar muito, parece que provoca um dó geral.
A meu ver, seja “rachadinha”, sejam milhões, crime é crime e deve ser punido nos rigores da Lei.
A mulher de Cesar, além de honesta, também deve parecer honesta. O “nobre Alte. parece que pecou nos dois quesitos.
Não quer cumprir a pena, não cometa o crime.
“dura ex, sed lex”

Camargoer
Camargoer
Reply to  Edson Parro
1 mês atrás

Caro Edson. É preciso ler a sentença do juiz e depois o relatório da defesa contestando a sentença. Por outro lado, concordo com você que levaria bastante tempo para queimar 89 mil “gramas de urânio”. Acho que se minha esposa trouxer todo esse “combustível nuclear” para minha casa é porque a família inteira já se contaminou com a radiação

Edson Parro
Edson Parro
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Pois é Camargoer;
sentença de juiz é para ser cumprida! Não é? É um pilar da Democracia. Há, entretanto, outros juízes, em outras esferas que complementarão e/ou suplementarão a sentença original.
Imagina você, se o caso fosse sobre milhões de “gramas de urânio”? Seria então, toda a ascendência e toda a descendência contaminados?
Parece-me que o julgamento continua a cargo dos juízes; conforme as Leis existentes.
Entretanto, o instituto do Habes Corpus está aí, disponível.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Edson Parro
1 mês atrás

Caro Edson. O regime democrático depende do cumprimento da lei, do respeito á soberania popular e da garantia dos direitos humanos. Um regime que tem leis que ferem a soberania popular e os direitos humanos não é democrático. Durante o apartheid na África do Sul, os juízes deram sentenças no escopo de uma lei racista que violava os direitos humanos, portanto eram sentenças anti-democráticas. Outro aspecto que deve ser levado em conta é a existência da segunda e terceira instância como proteção do indivíduo contra erros na primeira instância (coleta de provas ilegais, restrição ao direito da defesa, uso da… Read more »

francisco
francisco
Reply to  Edson Parro
1 mês atrás

De acordo com o  art. 156 do CPP, cumpre à acusação provar a autoria do fato típico.
Ocorre que, por pressão da mídia e para não se contrapor ao MP há juízes que não encontrando provas da acusação nos autos, preferem exigir que o réu prove a sua inocência. (art 5º, inciso LVII da CF/88).
É chato ver um criminoso se safar, mas é muito pior ver um inocente condenado. Por isso as leis processuais deve ser rigorosamente obedecida pelo juidiciário.

AMX
AMX
Reply to  PACRF
1 mês atrás

Nesse mundo de tecnologia bélica, ainda mais a nuclear, não existe ninguém “honesto”.
Sempre haverá quem diga “ah mas um erro não justifica o outro”. Pois é. Aí, quem “erra”, tem acesso a todas as tecnologias e desenvolve tudo (Índia, Paquistão, China, Turquia, Coréia do Norte, etc) enquanto os “honestos” ficam chupando o dedo.
A questão não é honestidade X desonestidade, mas sim que quem tem, não quer que o outro tenha. É simples.

francisco
francisco
Reply to  PACRF
1 mês atrás

O Ministério Público acusa, mas não prova. E, na maioria das vezes, os juízes condenam sem provas para não se contrapor ao MP.
Os advogados de defesa sofrem muito com isso.(na dúvida o juiz condena o réu)

Halley Rosa
Halley Rosa
Reply to  PACRF
3 dias atrás

Não trata de rouba mas faz e sim de guerra híbrida.
O Almirante tinha que fazer manobras heterodoxas para poder adquirir materiais e maquinas no exterior pois, havia bloqueios, embargos, não havia interesse que o Brasil desenvolvesse esta tecnologia.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

descordamos em muita coisa, mas quanto ao indulto eu defendo, o cara já ta velho, e a tacnologia que ele ajudou a desenvolver não tem preço para esse país, além que podemos melhorar ainda mais o que já temos.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Carlos Campos
2 meses atrás

Olá Carlos. Exato. O Alm.Othon não irá cumprir a pena pela idade. É desnecessário de desumano manter o processo (ainda que acreditando que a sentença será anulada em segunda instância). O indulto é uma prerrogativa presidencial. É justificado. Só depende da estatura moral do presidente.

Sergio
Sergio
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

A lei proíbe indulto a condenado por corrupção

Claudio Reis
Claudio Reis
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Que interessante não sabia disso. Parabéns ao Almirante Othon pelo feito. Existem imagens dessas centrífugas germanicas?

Camargoer
Camargoer
Reply to  Claudio Reis
1 mês atrás

Olá Cláudio. Eu não encontrei as imagens das velhas centrífugas da Alemanha. Mas tem uma sensacional da fábrica de Resende.

aaaa.jpg
Alexandre Esteves
Alexandre Esteves
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Também concordo com o indulto. Se os os meliantes do mensalão e do petrolão estão aí, e que não só fraudaram o tesouro como também traíram o país e as gerações futuras de brasileiros, o Almirante defendeu um programa de estado, vital para a soberania do pais.
Em tempo: Nos anos 80, chegamos a enriquecer urânio ao 20%. Obrigado, Collor e FHC!

Ted
Ted
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

A construção das ultracentrifugas não para. Nesta fase almejam 40 unidades.

Salim
Salim
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Hoje náo atendemos nem Angra um com combustível nuclear,compramos Canada. Mais sonho, Othon foi comprovada corrupção, ele náo e melhor que nenhum outro Brasileiro. Usinas são importadas, combustível importado. Onde você vê toda esta sapiência. Ira, Paquistão, índia, Israel…. Começaram depois e estão bem na frente. Precisam choque eficiência.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
2 meses atrás

Olá Salim. Segundo a página da INB/Resende, a fábrica de combustível tem capacidade para abastecer 60% de Angra. Para aumentar esta capacidade, basta construir mais centrífugas. O problema é que Angra I logo irá completar seu ciclo de vida, restando apenas Angra II. Só faz sentido ampliar a fábrica de combustível se Angra III for concluída. Atualmente, a fábrica tem 7 cascatas de ultracentrífugas. Seria contraproducente ampliar a capacidade de produção sem ter usinas comerciais para consumir a produção. Sobre o Alm.Othon, recomendo a leitura do relatório da defesa recorrendo da sentença. Os argumentos da defesa me pareceram bem embasados… Read more »

Salim
Salim
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Chegamos a 60% este ano, era menos. Presidente angra 3 era Othon. Nao teremos combustível pra nenhum projeto, parece brincadeira acadêmica. Senhores outros paises começaram bem depois programa nuclear e estão bem na frente. Hoje tecnologia nuclear e baseado em reator pesquisa USP doado década de 60. O que temos hoje de concreto. Combustível insuficiente para atender demanda básica, o mesmo e enriquecido a 4% O sub precisa 7%. Uma maquete de sub nuc desde década 80 e pela noticia acima terá que ser reabastecido a cada 4 anos e teoricamente em 2033. Precisa choque eficiência urgente,

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Caro Salim. Angra III parou porque a Odebrecht faliu, não porque o Alm.Othon foi preso (aliás, defendo o indulto presidencial ao Alm.Othon, é bom reforçar). Há uma diferença entre a quantidade de combustível para os reatores de Angra 1 e 2 e a quantidade necessária para o reator naval da MB. Tomando os dados de Angra 1 como referência ( 640 MWe ou 1,8 GWt, 48 ton U ou 38 kWt/kg U, combustível a 4%, dados da Eletronuclear). Considerando que o reator de Angra 1 funciona por 11 meses e que troca 1/3 do combustível para manter uma média de… Read more »

2Hard4U
2Hard4U
Reply to  Salim
2 meses atrás

Discordo de sua afirmação com base neste link: http://www.inb.gov.br/Detalhe/Conteudo/inb-entrega-25-recarga-de-angra-1/Origem/395 A produção da 26ª recarga encontra-se em produção. As recargas de varetas metálicas de combustível nuclear das usinas de Angra I / II atualmente são supridas integralmente pela INB, por meio das sete cascatas de ultra-centrífugas da fábrica que foram dimensionadas de acordo com as necessidades atuais. As recargas de ambas usinas estão dissociadas no tempo, inexistindo a recarga simultânea de ambas as usinas, pelo simples motivo de que elas necessitam paralisar suas operações de geração de eletricidade para a realização dos serviços. Sugiro visitar o site da empresa que contém… Read more »

2Hard4U
2Hard4U
Reply to  Salim
1 mês atrás

Entendi agora o que você quis dizer na sua postagem.
Realmente ainda são importadas quantidades de urânio enriquecido (matéria prima beneficiada), que visam complementar a produção da INB, insuficiente por conta da falta de decisão política em dotar a empresa dos recursos necessários para a construção de novas cascatas de enriquecimento de urânio.
A autossuficiência atual da INB está na produção das varetas metálicas de combustível nuclear e até 2023 também no enriquecimento.

Salim
Salim
Reply to  2Hard4U
1 mês atrás

Voce entendeu minha posicao, nao sou contra , reclamo da morosidade, gastamos mais importação do que conclusão projeto. Importamos gasolina, aços especiais, etc.., e temos e exportamos matéria prima a preço irrisório e recompramos industrializado. Pagamos tot para multinacional que nao gera independencia tecnologica industrial.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Caro Salim. O Japão importa combustível. A Bolívia exporta gás. Obviamente, o Japão tem uma condição de vida melhor que a Bolívia. Esse não é o problema. Por outro lado, você tem razão sobre a insustentabilidade de exportar matéria prima e importar bens de consumo de alta tecnologia.

Salim
Salim
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Base economia japonesa e indústria, a nossa base e agrícola e extrativismo mineral. Baixíssimo valor agregado.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Olá Salim. Concordo com você. Outro número mágico que sozinho não faz sentido é o deficit fiscal. Por exemplo, os EUA quase sempre fecham o ano com deficit enquanto a Arábia Saudita tem sucessivos superávits. Eu admiro muito a industria extrativista e o setor agropecuário, mas o país precisa ampliar sua base industrial e a produção e exportação de bens duráveis e química fina (principalmente insumos para a saude). Apenas para comparação, um grama de nanopartículas usadas para combate ao câncer custa US$ 10 mil, enquanto que uma tonelada de ferro custa US$ 100 e uma tonelada de suco de… Read more »

Karl Bonfim
Karl Bonfim
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Verdade, não sei se falta pouco ou muito, para termos o SNB, mas acredito que já estamos com mais da metade de cominho andado!

Camargoer
Camargoer
Reply to  Karl Bonfim
2 meses atrás

Olá Karl. Concordo. O projeto está bastante avançado, isso considerando toda a urubucubaca. O problema do SN10 para muita gente o ano em que a MB assinou o contrato…

Tom
Tom
Reply to  Karl Bonfim
1 mês atrás

Começou há 40 anos. Se passou da metade só agora, fica meio complicado, não é?

Camargoer
Camargoer
Reply to  Tom
1 mês atrás

Caro Tom. Sua preocupação seria justificada se a velocidade do programa fosse constante, daí seriam necessários outros 40 anos. Contudo, o programa teve momentos em que ficou praticamente parado e outros que foi prioritário.

PACRF
PACRF
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Justificativa para o indulto ao Almirante Othon: rouba mas faz. 

Camargoer
Camargoer
Reply to  PACRF
2 meses atrás

Olá PACRF. Ele fez. A dúvida é se roubou.

Ted
Ted
Reply to  PACRF
2 meses atrás

Tem que ler a entrevista do Alm. Othon, segundo ele, cobrou pelo serviço especializado prestado. E diante da prisão pensou em suicídio. Afirma que o Brasil tem a tecnologia da bomba e se preciso, em 4 meses tem um artefato pronto.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Ted
2 meses atrás

Olá Ted. De fato. Ha um artigo colocado por um colega em outra postagem sobre submarinos de um professor da UFSCar sobre a história do programa nuclear. Ele ajuda muito a compreender o contexto do programa e de sua evolução. Além destes documentos, tem que ler a sentença do juíz e o relatório de apelação da defesa. Muitos colegas gostam de metáforas futebolísticas. Eu não. Contudo, eu lembro sempre que se o juiz aparecer mais que os jogadores, há algo errado. Acho que quase ninguém sabe o nome do juiz que ficou no lugar do Moro. Quando a LavaJato ficou… Read more »

Ted
Ted
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Acredito que a notoriedade do caso esta ligado ao renome do acusado. Se for um ladrão de galinhas cai no trivial.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Ted
1 mês atrás

Olá Ted. Outro “notáveis” foram processados antes por outros juízes que continuam desconhecidos (como deve ser). Juízes famosos eram o Lalau e o Rocha Mattos, ambos ficaram famosos porque eram criminosos. Aliás, qual foi o juíz que condenou o Lalau? Qual foi o juíz que condenou a Suzane Richthofen? Marcola? Beira-mar? Champinha? Qual foi o juiz que condenou o ex-governador Arruda (DF) em 2009? Qual foi o juiz que condenou o ex-deputado Hildebrando (que cortava as vítimas com motosserra)? Há uma lista enorme de “criminosos famosos” condenados em primeira instância (e que cumprem pena até agora) mas que desconhecemos o… Read more »

Ted
Ted
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

É vero!

Salim
Salim
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Moro foi primeiro juiz que deu golpe roubalheira Brasil. A canalha reagiu e iremos retornar ao nosso atraso habitual.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Caro Salim. Há um óbvio problema com o ex-juiz Moro (aliás, qual o nome do juiz que o substituiu?). Juiz celebridade é uma distorção da conduta.

Verluno
Verluno
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Pela sua lógica Einstein teria desvio de conduta pois ficou famoso. Precisamos desesperadoramente de um presidente que tente mudar o atual paradigma da lei de Gerson para outro, da lei e da ordem, doa a quem doer.

Salim
Salim
Reply to  Ted
1 mês atrás

Ele era funcionário governo, como cobrar do que ele deveria fazer e ja recebendo muito bem por isto???? Grande patriota.

Salim
Salim
Reply to  Augusto Mota
2 meses atrás

To com você, vejo esta maquete deste fim anos 80. Em termos velocidade e equivalente ao tupi e sbr, alem de ter parar cada 4 anos troca combustível. Com esta grana daria para reequipar forca superfície e fazer mais 4 tikunas atualizados.

Luís Henrique
Reply to  Salim
2 meses atrás

Mas em 2008 foi assinado um Contrato e neste contrato está escrito 4 submarinos convencionais e 1 Nuclear.
A parte nuclear não terá ajuda francesa, mas a MB está muito avançada nesta área.

Agora vai, com certeza. Temos que ter um pouco de esperança e confiar na MB.

Salim
Salim
Reply to  Luís Henrique
1 mês atrás

Previsão 2033, olha desempenho anunciado. Acompanho esta maquete desde 1980. Espero estar errado sobre prazo e que marinha esta escondendo dados, porem os dados mostrados são pífios, AIP entrega mais, com muito menos gasto.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Caro Salim. A MB já domina a produção de combustível nuclear e a construção/operação de reatores PWR. Por outro lado, o Brasil não tem domínio de células combustível. Nenhuma empresa no Brasil sabe fabricar estes sistemas em escala necessária para equipar um submarino. Teria que começar do zero. Provavelmente será mais caro iniciar um programa de tecnologia AIP do zero, como o Brasil teria que fazer, do que concluir a homologação do Labgene e construir um segundo reator para o SN10 (considerando que os demais custos relacionados á base, ao estaleiro já foram feitos). Seria necessário construir um protótipo da… Read more »

Salim
Salim
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Camargoer, podíamos comprar tecnologia sueca que e bem avançada . Os subs deles são menores, se fizemos acordo para submarinos maiores com AIP, ai sim teríamos acesso a tecnologia neste projeto conjunto. Hoje compramos direito fabricar scorpene sob licença, o sub nuc sim, terá relevância porem náo param protelar inicio projeto. Veja programa gripem o biposto sera feito aqui Embraer e com prazo razoável.

Teropode
Reply to  Augusto Mota
2 meses atrás

Calma , tínhamos planos a 40 anos , agora temos um contrato assinado com os franceses , agora tem um calendário que está sendo seguido , só espero que a China não pulverize mais outros tipos de vírus pra ferrar com as outras economias.

Salim
Salim
Reply to  Teropode
1 mês atrás

O contrato Franca e para 4 subs convencionais. França não usa scorpene e subs franceses tem outra tecnologia.

Teropode
Reply to  Salim
1 mês atrás

Assim vc me deixa chateado , há sim o contrato para a produção do subnucle , a França vendeu o expertise , inclusive há soldadores passando por treinamento na França . Vc está errado .

Salim
Salim
Reply to  Teropode
1 mês atrás

Contrato e para construção casco e boa parte eletrônica. Terá que ser projetado e produzido aqui a geração energia/vapor nuclear, bem como todo sistema gerenciamento eletrônico. Você citou treinamento soldadores que onde teremos assistência ( triste pois fabricamos Tupi e tínhamos esta tecnologia e foi perdida). O desafio ainda e bem grande.

Cleber
Cleber
2 meses atrás

2033 pronto ? Nao era 2028 ? Brasil e f…

Welington S.
Welington S.
Reply to  Cleber
2 meses atrás

A questão da COVID-19 ferrou com vários planos militares ao redor do mundo. Temos que agradecer ainda por eles terem nos dado uma luz no fim do túnel.

Cleber
Cleber
Reply to  Welington S.
2 meses atrás

So espero q ate la : 2033 ja venha armado com misseis Balisticos ou de cruzeiro , porq teremos tempo suficiente para desenvolvermos tais armas .

Camargoer
Camargoer
Reply to  Cleber
2 meses atrás

Olá Cleber. Os submarinos nucleares da MB serão equipados com torpedos e misseis antinavio disparados pelos tubos de torpedo. Acho improvável que a MB queira desenvolver misseis balísticos com cargas convencionais para serem lançados de submarinos. Este tipo de míssil balístico só faz sentido se equipado com ogivas nucleares, coisa que o Brasil não fará por força dos tratados assinados.

Alexandre Esteves
Alexandre Esteves
Reply to  Cleber
1 mês atrás

E, infelizmente, iremos precisar. Isto graças a maus brasileiros que impuseram amarras ao Estado brasileiro ao assinar o TNP e atrasar o desenvolvimento nuclear.

SoldierofFEB
SoldierofFEB
2 meses atrás

Alguém sabe qual é essa classe de submarinos americanos de 6072 t ?

SoldierofFEB
SoldierofFEB
Reply to  SoldierofFEB
2 meses atrás

Dei uma pesquisada e parece que se trata da classe Los Angeles

horatio nelson
horatio nelson
Reply to  SoldierofFEB
2 meses atrás

los angeles.

FRANCISCO MARCELIO DE ALMEIDA FARIAS
Reply to  SoldierofFEB
2 meses atrás

Deve ser a Virgínia, a mais próxima hoje operacional

Dalton
Dalton
Reply to  FRANCISCO MARCELIO DE ALMEIDA FARIAS
2 meses atrás

Trata-se do primeiro grupo de submarinos classe Los Angeles construídos ainda na década de 1970; os 2 grupos seguintes apresentaram melhorias que elevaram o deslocamento e introduziram 12 silos verticais para mísseis.

Salim
Salim
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Grande, contamos com seu conhecimento.

Allan Lemos
Allan Lemos
2 meses atrás

Alguém saberia informar se a MB seguirá o padrão internacional de nomear a primeira embarcação com o nome da classe?Ou “Álvaro Alberto” será o nome apenas do primeiro submarino?Nesse caso como a classe será chamada?

Camargoer
Camargoer
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

Olá Allan. Acho cedo para a gente saber isso. O que sabemos é que o numero será SN10 e o nome Álvaro Alberto

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

“O nome da classe”
Primeiro a gente realmente faz uma classe de Sub-nuc’s, e depois a gente pensa nisso….

Camargoer
Camargoer
Reply to  Willber Rodrigues
2 meses atrás

Olá Wilber. O USS Interprise foi o único da classe. A Barroso também foi única na classe. O Nautilus também foi único na classe.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

E, caso não tenhamos cuidado e não tomemos certas precauções, o Alvaro Alberto vai ser filho único tambem…

Camargoer
Camargoer
Reply to  Willber Rodrigues
2 meses atrás

Olá Wilber. Isso vai depender mais da MB do que dos próximos presidentes eleitos.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Sim, esses cuidados e precauções que eu me referí são EXCLUSIVAMENTE da MB, essa Força inchada e que gasta 80% do que recebe com pessoas, coisa que já foi extensamente discutido e comentado por essas bandas da Trilogia ( mas não pela própria MB, ao que parece )

Camargoer
Camargoer
Reply to  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Olá Wilber. Concordo com você. A gente já fez diversas comparações, estimativas. Parece que há um consenso entre os colegas que a MB pode reduzir o seu efetivo para aumentar os investimentos em tecnologia. Eu só que reforçar que o maior problema esta no EXÉRCITO, que corresponde a 2/3 do pessoal militar. sendo que os jovens que prestam serviço obrigatório correspondem a cerca de 1% do orçamento. Portanto é necessário reduzir o PESSOAL DE CARREIRA DO EXÉRCITO. Outra coisa, é preciso COORDENAR OS ESFORÇOS, colocando as instituições de pesquisa, educação e saúde na alçada do MINISTÉRIO DA DEFESA. Também são… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Que as 3 Forças são exemplos do que NÃO fazer com o dinheiro público, isso é fato. Pode vir milico querendo dar carteirada, mas isso não muda a realidade. Mas tambem é fato que é o programa nuclear da MB o mais ambicioso, caro e complexo programa já feito no Brasilistão. Arrisco dizer que esse programa nuclear é o nosso Projeto Apollo. E é justamente por isso que deveria ser a MB a que melhor gerisse seus recursos. Porque, pelo andar da carruagem, e se nada for feito, fica difícil acreditar que o Alvaro Alberto realmente fique pronto lá em… Read more »

Camargoer
Camargoer
Reply to  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Olá Wilber. Também acredito que o ProSub é o maior, mais complexo e mais caro programa militar brasileiro (talvez da América Latina). Ele inclui a fabrica de combustível nuclear, o Labgene, a BSIM, o estaleiro e os submarinos. Sou um entusiasta e admirador do programa. O PMG dos Tupi é outro problema. É preciso lembrar que que a recessão que começou em 2014 (típica do capitalismo) foi ampliada pela crise política, levando a uma queda enorme queda do PIB em 2015 que foi seguida de um período de estagnação e desvalorização do real. Isso afetou a arrecadação e prejudicou o… Read more »

Carlos
Carlos
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

é provável já que os navios feitos pela MB seguem esse padrão

Jadson Cabral
Jadson Cabral
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

Imagino que sim, já que o Riachuelo é conhecido como classe Riachuelo e não Scorpene

Fernando Garcia
Fernando Garcia
2 meses atrás

Me chamou a atenção na última tabela as velocidades. A do SN-Br é menor que a dos IKl e do S-Br? Mas o nuclear não deveria ter uma velocidade maior e sustentada para acompanhar um provável grupo tarefa de superfície? Saudações a todos do grupo.

Tomcat4,2
Reply to  Fernando Garcia
2 meses atrás

Boa pergunta da qual a resposta tbm me interessa.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Tomcat4,2
2 meses atrás

Mestre Tomcat,

Com certeza é uma tabela apenas de publico geral. As informações estão censuradas e sigilosas. Veja que até o comparativo expões um “tupi”, sendo que na realidade deveria ser um “Tikuna” que foi o ultimo construído e possui alterações razoaveis sobre o modelo IKL normal…então sequer informações do Tikuna a MB publica…quanto mais sobre o subnuke…o negocio é apenas inferir sobre a potencia instalada…

Matheus S
Matheus S
Reply to  Tomcat4,2
2 meses atrás

Esse assunto já foi abordado, pode conferir aqui a matéria assim como os ótimos comentários: https://www.naval.com.br/blog/2018/06/20/prosub-comparativo-tupi-s-br-e-sn-br/

Salim
Salim
Reply to  Fernando Garcia
2 meses atrás

Grupo tarefa PA em combate/ataque tem velocidade de 30 nos em media. ( são Paulo tinha vmax 32 nos ) Com esta velocidade e possível catapultar jatos sem depender da situação vento. Em manobra evasiva esta velocidade e aplicada para evitar ataque sub inclusive.

Emerson
Emerson
Reply to  Fernando Garcia
2 meses atrás

Talvez seja pq nosso reator será apenas de 48MW. Um classe Rubis francês de apenas 2.600T usa um reator parecido. O Barracuda francês está usando um de 150MW. Nós com 6.000T usaremos apenas um de 48MW. Me corrijam se eu estiver errado.

filipe
filipe
Reply to  Emerson
2 meses atrás

Mas a tecnologia dos reactores são diferentes os Rubis são reactores com uma tecnologia um pouco atrasada em relação ao PWR do SNBR, os motores eléctricos são diferentes também, se calhar hoje consegues impulsionar um navio de 6000 T com um reactor de 48 MW e 1 MEP de 7MW, o projecto Brasileiro é um pouco mais simples e atende as necessidades da MB.

rommelqe
Reply to  Emerson
2 meses atrás

Prezado, 48MW é a potência obtida no ciclo térmico, grande parte da qual é destinada a suprir a energia necessária para vários sistemas a bordo (inclusive, por exemplo, a propria circulação de fluidos no reator). Deste valor total o disponível para propulsão será, (conforme até hoje divulgado…) 11MW. O Barracuda acredito que disponha , no seu sistema propulsor, algo da ordem de 30 a 40 MW. São dois cascos muito diferentes para funções distintas.

Camargoer
Camargoer
Reply to  rommelqe
2 meses atrás

Olá Rommelqe. O reator terá este limite de operação. Provavelmente, ele poderá se deslocar a velocidades menores, demandando menor quantidade de energia. O excedente poderá ser armazenado em um conjunto de baterias (que é preciso ter até para uma situação de emergência em caso de pane do reator). Esta energia armazenada poderá ser empregada junto com o reator para acelerações. A operação conjunta do reator com as baterias poderá disponibilizar uma potência superior ao limite do reator. Aliás, uma observação, “CALOR” é o processo de transferência de energia de um corpo quente para um corpo frio. O reator libera ENERGIA,… Read more »

Salim
Salim
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Desculpe, potencia e o que tira reator, não tem magica . Pelas necessidades de componentes atuais consome boa parte desta energia. O que resulta nas estimativas velocidade para sub, veja também que pelo ciclo de reposição combustível de 4 anos o mesmo não e muito eficiente visto ciclo reabastecimento de outros subs nuc.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Caro Salim. Potência é a quantidade de energia fornecida por unidade de tempo. Esta energia pode ser retirada do reator, das baterias ou de qualquer outro fonte. Esta energia disponível pode ser usada para realizar trabalho em diferentes componentes simultaneamente, desde que não ultrapasse o limite da potência disponível (Primeira Lei da Termodinâmica, ou “conservação da energia”). Trabalho é a transferência de energia por meio de uma força. Calor é a transferência de energia por meio da diferença de temperatura. A direção do fluxo de energia ocorre pelo aumento da entropia total (Segunda Lei da Termodinâmica). Processos irreversíveis ocorrem com… Read more »

Salim
Salim
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Desculpe 48 MW e 11mw eixo e o que existe, se motor elétrico entrega isto só superaquecendo o mesmo para tirar mais potencia eixo. Superando capacidade nominal você diminue substancialmente vida conjunto. Sem baterias e com reator superaquecido teria subir a tona. Lembre velocidade Alta em sub resulta em identificação rápida pelo oponenente.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Olá Salim. Eu não sei qual será a potência do motor de propulsão. O que a gente sabe é que o reator disponibilizará 11 MWe para o submarino, que será dividido entre os sistemas e a propulsão. A maior demanda de energia é na aceleração. É possível usar as baterias e o reator com um sistema híbrido. O reator abastecendo as baterias durante os períodos de baixa demanda (baixa velocidade para reduzir o arrasto e velocidade constante sem acelerações). E nos momentos de maior demanda (principalmente de aceleração) é possível resgatar a energia estocada nas baterias.

Tomcat
Tomcat
Reply to  Fernando Garcia
2 meses atrás

Fernando Garcia, a velocidade de SSNs são sigilosas. Colocam velocidades menores que as reais para disfarçar, pelo que me lembro de alguém explicando aqui no blog ano passado. Em outra matéria, não me lembro qual, havia com uma tabela que informava que era maior que 25 nós, eu acho.

2Hard4U
2Hard4U
Reply to  Tomcat
2 meses atrás

Exatamente Tomcat, tratam-se de informações sigilosas a velocidade máxima, profundidade de mergulho máximo, níveis de ruídos e seus sistemas de amortecimento, alcance dos sensores, sistemas de combate, dentre outros.
A divulgação pública destes dados reais não é feita por nenhuma marinha, por motivos óbvios.

Salim
Salim
Reply to  Tomcat
1 mês atrás

Veja potencia reator de sub nuc equivalentes e vera que numero e condizente. Um Los Angeles teria no eixo algo como 26 mw e o nosso em torno 11mw , conforme informado comentário Rommelqe acima. Números serão melhores que 20 nos porem não muito mais.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Fernando Garcia
2 meses atrás

A velocidade máxima na tabela está “>20Nt”. O quão maior é um segredo. Já vi estimativas que o SNBR fará 24Kt, mas esse é o famoso “quem sabe”.
A questão da velocidade do convencional é que ele atinge tais velocidades com as baterias no talo. Em um par de horas a carga delas voa e o submarino é obrigado a emergir para recarregá-la. Já no nuclear a sustentabilidade de velocidades altas é constante. Já ouvi almirante dizendo que o convencional faz Rio-Recife em 7 dias. No nuclear faria na metade do tempo.

Peter nine-nine
Peter nine-nine
Reply to  GFC_RJ
2 meses atrás

Algumas correcções… A velocidade estimada para o SNBR é de entre 24 e 26 nós, algo que aparenta ser realizável. A velocidade anunciada é de 19/20 nós. Estas discrepâncias existem, seja por “secretismos”; seja por diferentes interpretações das capacidades, assim como da forma como se as tem em consideração, de certo e determinado meio. A sustentabilidade das velocidades num submarino nuclear, em especial o brasileiro, NÃO é de todo constante. São sim melhor sustentadas, durante mais tempo. Isto assim o é, entre outros eventuais motivos, por conta do facto de que não existe exclusividade energética, existe sim a capacidade de… Read more »

Last edited 2 meses atrás by Peter nine-nine
Salim
Salim
Reply to  Peter nine-nine
1 mês atrás

Em deslocamento longo você pode navegar superfície ou cota snorkel e mantem esta velocidade. Nosso sub e de ataque não balístico .

Peter nine-nine
Peter nine-nine
Reply to  Salim
1 mês atrás

Não percebi o que está a tentar dizer.

Salim
Salim
Reply to  Peter nine-nine
1 mês atrás

Submarino convencional so tem desvantagem no quesito abastecimento combustível. Subs convencionais e AIP tem desempenho próximo a nuclear em questão silêncio operacional são até superiores. Como você mesmo exemplificou em outros comentários.

Tomcat4,2
2 meses atrás

Será um salto e tanto na capacidade defensiva/ofensiva da MB !!!

Fabio Araujo
Fabio Araujo
2 meses atrás

Estamos avançando, fazer um submarino já não é uma coisa fácil e isso podemos dizer que estamos dominando afinal já produzimos dois tipos de submarinos aqui no Brasil, mas fazer um nuclear a coisa é exponencialmente mais complicada por isso parece esta indo devagar mas o importante é que está andando!

Top Gun Sea
Top Gun Sea
2 meses atrás

A parte mais complicada que é o know how para desenvolver reatores, bem como o laboratório de transformação de energia já estão bem avançados, quase uma cidade foi construída para o laboratório mas, fica sempre adiando e jogando décadas para frente. Um projeto com 600 projetistas para desenhar peças e pecinhas que são similares aos Subs convencionais e sem uso de pranchetas e tinta nanquin e sim softwares autocads, catías, impressora 3d ou seja, equipamentos de última geração. O projeto que se pode considerar recente que é o motor de dobra juntamente com a nave Chinesa que vai viajar 60… Read more »

Gabriel BR
Gabriel BR
2 meses atrás

O submarino nuclear é uma das coisas mais sofisticadas que a engenharia humana já construiu , esse é sem duvidas o maior projeto de engenharia da história da América latina.
Amigos, nós temos que nos orgulhar disso!

Esteves
Esteves
2 meses atrás

Habilitará, será, deverá, fará, permitirá, está sendo, vai…vai.

Leio isso desde os anos 1980.

Wagner
Wagner
2 meses atrás

Se não me engano, quando assinaram o contrato com a França a previsão de ter o núcleo pronto era 2021…

Almeida
Almeida
2 meses atrás

Esse tempo e dinheiro todo pra fazer um SSN que precisa reabastecer em cada copa do mundo? E que atinge velocidade menor que um diesel-eletrico? Que vergonha!

Luiz Floriano Alves
Reply to  Almeida
2 meses atrás

Não acredito que esse projeto de reator PWR de alta pressão se mantenha. O tempo e a evolução técnica conspiram contra ele. Essa tecnologia nos deu o Naaautilus, decdas atras. Ainda temos o agravante de que esse reator produz uranio, grau bomba, se devidamente concentrado. Ou Plutonio, idem. Isso nos indispõe, criando barreiras e sanções perante os organismos de não proliferação nuclear. A diponoibilidade de compra de tecnologia de reator de quarta geração possibilita redução de custos muito significativos. Além de permitir as operação de um sistema de motorização muito silencioso, que é a varacterística de ouro de um submersível.… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Luiz Floriano Alves
2 meses atrás

Mais essa.

Quando concluírem concluirão que o reator não presta.

Ótimo.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Luiz Floriano Alves
2 meses atrás

Caro Luiz. A fissão do U235 produz o plutônio. Isso ocorre dentro dos reatores de Angra I e II. Todo o combustível nuclear brasileiro é monitorado pela AEIA e pela ABACC. A produção de plutônio não foi problema e não será problema. A aquisição de uma tecnologia nuclear não pode ser empregada para uso militar. O combustível nuclear para o SN10 é produzido usando tecnologia da MB. O reator foi projetado pela MB. Uma tecnologia adquirida possui limitação. Por exemplo, o Brasil tem um laboratório de supercomputação (o Santos Dummont) no qual é vetado o uso para simular qualquer problema… Read more »

Camargoer
Camargoer
Reply to  Almeida
2 meses atrás

Olá Almeida. Segundo os tratados internacionais, o limite de enriquecimento para uso civil é 20% de U235. Produzir combustível acima de 20% requer uma complexa homologação. A MB poderia ter escolhido empregar 19,9%. Por alguma razão técnica, escolheram 7%. O casco do submarino terá uma abertura para o reabastecimento. As usinas de Angra I e II operam durante 11 meses que é seguido de uma parada de 30 dias para reabastecer 1/3 dos combustível e fazer uma ampla manutenção no sistema de geração de vapor e de resfriamento. Nesta parada para reabastecer o reator do SN10, apenas uma parte do… Read more »

Almeida
Almeida
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Muito bonito no papel, Camargoer. Agora me diga a utilidade militar e a prontidão operacional de uma marinha com um submarino nuclear lento, que de 4 em 4 anos precisa ser docado, com nenhuma escolta?

Camargoer
Camargoer
Reply to  Almeida
2 meses atrás

Caro Almeida. Todos sabemos que UM submarino nuclear é pouco, por isso a BSIM terá condições de ter dois submarinos nucleares em manutenção simultânea, o que mostra claramente que a MB tem a intenção de seguir a produção de submarinos nucleares após o SN10. Há um erro no argumento ao assumir que o SN10 será o único submarino nuclear. Ele será o primeiro. Os submarinos nucleares da MB poderão atuar defensivamente contra uma força-tarefa agressora ou ofensivamente. No cenário defensivo, a força-tarefa agressora pode ter um poder naval menor que a MB, similar á MB, superior á MB ou muito… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Mestre,

Calma lá, 2.

Intenção de seguir produzindo submarinos nucleares não sei. Não li lacuna ou previsão orçamentária para renovar esse contrato com os franceses.

Submarino defensivo também não sei. Furtivo sim. Arma de guerra sim. Em missão de patrulha sim já que patrulha é o nome da missão.

Frota de submarinos nucleares…o Mestre tá ótimo.

Todo esses cenário 3 hipotético que o Mestre ensina…há capacidade logística para sustentar? Nem orçamentária.

Disse o Esteves.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Esteves
1 mês atrás

Olá Esteves. Uma vez conversei com um “ajudante de Papai Noel” sobre a logística. Ele disse que é preciso planejar a cada ano, porque as coisas vão mudando. Perguntei como eles lidam com tanta criança, daí ele disse que no passado era mais difícil porque era tudo na mão (mesmo tendo menos criança) mas depois de quase dois mil anos eles acumularam muitos dados e experiência e desenvolveram um excelente modelo matemático para ajustar o planejamento com os dados que são coletados ao longo do ano. Ele disse que a pior fase foi quando a “Mamãe Noel” inventou de colocar… Read more »

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Camargoer,para interceptar uma força agressora vinda do Atlântico Norte,o ideal seria a criação de uma base aeronaval em Fernando de Noronha,semelhante à Pearl Harbor,para que pudesse dar apoio ao submarino nuclear.Caso contrário as operações ficariam muito limitadas se ele precisasse descer toda a costa brasileira para ir à base de Itajaí.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

Caro Allan. Uma pequena frota de submarinos nucleares pode atuar em todo o Atlântico sul. Eles têm mobilidade e autonomia. Uma base militar em Noronha é um alvo fixo. Além disso, o arquipélago é mais importante como reserva ecológica do que como base militar. Um submarino nuclear uma vez que sai em missão, pode ficar seis meses submerso (ou mais se for necessário). O limitante é a saúde da tripulação e sua alimentação.

Dalton
Dalton
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

“O limitante é a saúde da tripulação e sua alimentação.” . Cerca de 90 dias em média é que se diz que um submarino seja de propulsão nuclear com tripulação maior ou um menor convencional pode permanecer em patrulha, tendo então que retornar a base ou utilizando uma base no exterior para reabastecer-se de provisões e efetuar uma pequena manutenção ou pequenos reparos se necessário. . E depende de quantas unidades terá essa “pequena frota” para “atuar em todo o Atlântico Sul”. Manutenções de curto ou longo prazo, reabastecimento do reator, treinamento inclusive por conta de tripulantes novos e mesmo… Read more »

Camargoer
Camargoer
Reply to  Dalton
2 meses atrás

Olá Dalton. Obrigado pela correção. Não consigo imaginar o esforço mental e físico de permanecer tanto tempo confinado em um submarino, o que deve ser agravado se estiver envolvido em um conflito. Assim como a maioria, eu não tenho dados suficientes para fazer qualquer estimativa precisa, mas posso assumir que a MB empregou por anos 5 submarinos Tupi, que tem um desempenho limitado em comparação ao submarino nuclear. Além disso, a França emprega 5 submarinos nucleares de ataque classe Rubi, a Inglaterra operava 7 Trafalgar e planeja operar 7 Astute. Parece que o que eu chamo de “pequena frota” de… Read more »

Bueno
Bueno
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

não existemnenhu projeto de submarino de propulsão nuclear não tripulado?

Camargoer
Camargoer
Reply to  Bueno
2 meses atrás

Olá Bueno. Desconheço.

Dalton
Dalton
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

A França tem requerimento para 6 “SSNs” mas os submarinos tem duas tripulações, não exatamente duas para todos os 6, de qualquer forma ajuda a aumentar a disponibilidade e a “Inglaterra” tem requerimento para 7 “SSNs” maiores e com maior tripulação, uma para cada um. . Os EUA tem 50 SSNs e 4 SSGNs e o número irá diminuir significativamente nessa década para recuperar-se na década de 2030 e a Rússia tem cerca de 23 SSNs/SSGNs com uma disponibilidade considerada menor que a da US Navy. . Os “SSBNs” apenas servem para dissuasão nuclear não contribuindo com mais nada então… Read more »

Camargoer
Camargoer
Reply to  Dalton
2 meses atrás

Olá Dalton. Concordo com muita coisas que você escreveu. Discordo apenas da ideia de uma frota mista de submarinos nucleares e convencionais. Defendo que os SBR sejam os últimos submarinos convencionais da MB. Defendo que após o SN10, a MB construa apenas submarinos nucleares para substituir primeiro os Tupi remanescentes e depois os SBR, de tal modo que a partir de 2045~2055 a MB tenha apenas submarinos nucleares, mesmo que seja uma “pequena frota”.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Camargoer,bases navais em ilhas servem como porta-aviões gigantes.Guam,Pear Harbor e Ascensão são exemplos.Uma base naval ali criaria uma camada de defesa extra para o Nordeste.Causa-me surpresa o fato dos militares ignorarem a importância estratégica da ilha,que foi demonstrada inclusive na Segunda Guerra.No mais,o Brasil não precisa de tanta reserva ecológica,se dependesse da minha vontade,Fernando de Noronha seria transformada em um porta-aviões gigante e as demais ilhas do Brasil usadas para testes de armas atômicas,assim como fizeram com o Atol de Bikini.

Edson Parro
Edson Parro
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

Allan Lemos, você está sugerindo uma detonação nuclear numa ilha, na costa do Brasil?

Aliás, sobre “ilhas porta-aviões”, Mussolini acreditava que a Itália seria um imenso “porta-aviões”. O ataque a base naval de Taranto, parece que levou ao fundo do mar essa premissa de titio Benito

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Edson Parro
1 mês atrás

Meu caro,os EUA têm bases navais no Havaí e em Guam,o RU tem base em Ascensão e em Diego Garcia.Até a China está investindo nesse tipo de base militar ao construir ilhas artificiais.São territórios estratégicos e como eu falei,na prática são grandes porta-aviões.Então deveria sim haver uma base aeronaval em Fernando de Noronha,assim como houve na Segunda Guerra Mundial já que poderia criar uma camada de defesa extra para o Nordeste.

Quanto as demais ilhas,como eu disse,se dependesse de mim elas seriam usadas como campo de testes para detonações nucleares.

MMerlin
MMerlin
Reply to  Allan Lemos
1 mês atrás

O mundo não gira apenas movido por guerras. Fazer testes nucleares em nossas ilhas, desencadearia uma reação internacional que resultariam em sanções e retração de todo investimento estrangeiro. Inclusive da própria China.
Em média prazo, ou seja, rápido, ficaríamos numa situação econômica pior que nosso país vizinho Argentina. País este que você torce que continue falido para que possamos dizer que estamos por cima.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  MMerlin
1 mês atrás

Sim,MMerlin.O que eu propus teria que ser feito no passado,quando o controle sobre armas nucleares não era tão rígido.Mas algum infeliz achou que seria uma boa ideia fazer um acordo estúpido com a Argentina e depois esquerdistas antipatriotas decidiram colocar na CF que o Brasil estava proibido de fabricar armas atômicas e destruiram o nosso programa nuclear secreto.Agora a nossa única chance seria começar outro programa secreto,o que também seria feito no que dependesse de mim.

MMerlin
MMerlin
Reply to  Allan Lemos
1 mês atrás

Os motivos do cancelamento do programa nuclear foram diversos e muitos simplificam o assunto. O que mais influenciou foi nossa situação econômica após término do regime militar. Assim como hoje, a máquina pública tinha custo enorme que a indústria e comércio nacional não conseguiam sustentar sozinhos baseados apenas em consumo interno, dependendo muito de investimento e consumo estrangeiro. Esta situação pode deixar o país vulnerável a pressões políticas e econômicas. E na época, devido ao tamanho de nossa dívida, não estávamos apenas vulneráveis, mas dependentes do mercado externo. Bastaria uma decisão conjunta que veriamos todo tipo de investimento estrangeiro e… Read more »

MMerlin
MMerlin
Reply to  MMerlin
1 mês atrás

Uma economia já cambalida… Cambista é coisa foge do contexto, rs.

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  Allan Lemos
1 mês atrás

Mestre, esquece este negocio de arma nuclear. A ciencia já avançou tanto, que qualquer pé rapado pode te-la. E o problema é este…justamente todo mundo pode te-la mas poucos tem juízo em não usá-las. Anos atras, um fisico do IME teve de fazer um almoço junto com o ministro da defesa , um adido americano e embaixador deles, pois eles acreditavam que estávamos voltando a fazer a bomba. Tudo começou por conta dos Estudos deste fisico que descreveu detalhadamente a ogiva de um artefato estratégico americano. A precisão era enorme e somente podia resultar ou de espionagem ou redundâncias de… Read more »

Salim
Salim
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Hoje 5 Tupis , dois pmg sem definição prazo entrega e dois na reserva pois não tem verba para pmg. Teoricamente um operacional. Você acredita em 3 Tupis , 4 scorpene long neck e 2 sub nucs. Nao sejamos ingenuo. Ate hoje Atlântico não tem helis ataque nem sistema de defesa de ponto atual e eficiente. Mandamos OPV exterior sem radar defesa.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Caro Salim. Já discutimos bastante essa questão dos Tupi, mas é sempre importante retoma-la. È um fato que em 2014/2015 a economia brasileira entrou em um processo de recessão que foi ampliado pela crise política. A expectativa de retomada da atividade econômica foi frustrada e o após o ciclo de recessão, o Brasil passou por um processo de estagnação (crescimentos trimestrais sucessivos do PIB em torno de 1%). Isso refletiu na arrecadação. Os pagamentos dos financiamentos externos foram ainda mais prejudicados pela desvalorização do real. Neste contexto, a prioridade da MB foi concluir os quatro SBR (decisão acertada). Concluir os… Read more »

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Sob estes pontos, é mais ou menos isto mesmo. Não seria um sonho tão grande ter 4 a 5 Tupis navegando uns 10- 15 anos junto com os scorpene.

Ter 9 subs e um Subnuke em construção seria excelente

Luís Henrique
Reply to  Almeida
2 meses atrás

A maioria dos submarinos são docados de meses em meses, que dirá anos.
Se o trabalho da troca do combustível for mais rápido do que ocorre com SNs de outros países, qual o problema?

Velocidade é informação sigilosa.
> 19 knots. Pode ser 20, pode ser 30, pode ser 40…

Esteves
Esteves
Reply to  Luís Henrique
2 meses atrás

Como trocar pneu de F1. Nos anos 2010 faziam em 5, 7 segundos. Em 2020 fazem em 1, 2 segundos.

Nunca fizemos. Pagaremos o tempo do aprendizado.

2Hard4U
2Hard4U
Reply to  Esteves
2 meses atrás

Ninguém ensina ou vende tecnologia de propulsão nuclear.
Sim, coube aos cientistas e engenheiros brasileiros vencer as diversas curvas de aprendizado, que propiciaram o domínio das tecnologias necessárias.
Não existe almoço grátis.

Farroupilha
Farroupilha
Reply to  Luís Henrique
1 mês atrás

Luís, é exatamente isto >19 e…
Como já dito por alguém acima, essa e outras informações são sigilosas.
Ainda, a velocidade do submarino é fortemente afetada por dois fatores:
Correntes marítimas a favor ou contra;
Necessidade de não produzir nenhum ruido estando próximo ao inimigo.

Declarar que um submarino pode alcançar grandes velocidades não significa nada.

Declarar que um submarino pode ser extremamente silencioso significa tudo…
…SILÊNCIO é esta característica que pode fazer nossos subs convencionais ou nucleares serem muito melhores que os adversários e não a inconstante e incerta velocidade para submarinos.

Control
Reply to  Almeida
2 meses atrás

Srs
Jovem Almeida
Considerando o fato de ser o primeiro subnuc e o primeiro reator aqui desenvolvido, o SNBR será mais uma ferramenta de desenvolvimento que um equipamento plenamente capaz para ações militares. Será uma versão tupiniquim do Nautilus. Portanto, é mais lógico tratar o SNBR como um protótipo que resultará, após um período experimental, num projeto de um subnuc que tenha, realmente, utilidade militar.
Assim, a questão da recarga a cada 4 anos não é um grande problema, pois provavelmente o sub terá muitas paradas para avaliação e testes.
Sds

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  Control
1 mês atrás

Se ele trabalhar 4 anos e passar seis Meses na recarga está ótimo

Esteves
Esteves
Reply to  Almeida
2 meses atrás

Aprendizado.

Esteves
Esteves
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Mestre,

Calma lá. Sendo impossível prever sua posição em velocidade de cruzeiro…cruzeiro…uns 15 nós?

O submarino é barulhento, emite calor.

Os debates concluíram que o submarino nuclear foge mais rápido. Pode ser 4 ou 5 vezes mais rápido que o convencional?

E que leva vantagem no tempo de espera…quando está quietinho.

Tá ok?

Moveu, morreu,

Peter nine-nine
Peter nine-nine
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Camargoer Um submarino convencional precisa de ser reabastecido após 30 dias? Não, não precisa. Um U-214 pode permanecer no mar por até 84 dias, com tripulação mínima e correcto racionamento das suas necessidades. Só pode é ficar imerso por um máximo de 3 semanas. Ao contrário dos virtuais e potenciais meses de um nuclear, o que normalmente, no entanto, não o fará, a menos que em caso de absoluta necessidade. Um submarino nuclear não é necessariamente assim tão mais rápido que um convencional como um U214, a diferença está na capacidade de sustentar essa mesma velocidade. Teoricamente um U214 atinge… Read more »

Last edited 2 meses atrás by Peter nine-nine
Camargoer
Camargoer
Reply to  Peter nine-nine
2 meses atrás

Olá P99. De fato, todos os veículos demandam muita energia nos processos de aceleração (aumentar a velocidade, diminuir a velocidade e mudar de direção). Para manter uma velocidade constante, é preciso energia para vencer o arrasto. Você tem razão sobre a autonomia dos submarinos convencionais, que pode ser maior que 30 dias dependendo das condições de operação. Talvez o maior limitação dos submarinos convencionais seja a autonomia submerso sem o uso de snorkel, algo entre 3 e 4 dias. Considerando tudo, as vantagens operacionais do submarino nuclear são muitas sobre o convencional. O seu problema é o preço de construir… Read more »

Peter nine-nine
Peter nine-nine
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Um convencional com AIP, como o 214, permanece imerso por até três potenciais semanas a uma velocidade comum tanto para nucleares como convencionais quando pretendem permanecer furtivos, entre 5 e 7 nós, pouco mais. Não faço comparações com o Riachuelo, em parte porque já o fiz em recente matéria, por outro por conta do facto de que este não conta com AIP. Um U214 também navega a maiores profundidades tanto em relação ao nuclear brasileiro, como também por exemplo que o Los Angeles. O que se conclui é que existem vantagens no nuclear, mas nem tudo o são, nem todas… Read more »

Camargoer
Camargoer
Reply to  Peter nine-nine
1 mês atrás

Caro P99. Concordo com quase tudo o que você escreveu. Há um outro contexto que merece ser mencionado no caso do SN10. O Brasil domina a tecnologia de fabricação do combustível e do reator, mas não domina a tecnologia de células combustível. Não faz sentido para o Brasil hoje abandonar a tecnologia nuclear para recomeçar do zero a tecnologia AIP. Talvez para um país que esteja considerando subir um patamar acima do convencional, seja o caso de investir no AIP. Para o Brasil, o mais adequado é concluir o SN10 e prosseguir com o SN11, SN12…

Peter Nine Nine
Peter Nine Nine
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Não faz sentido o Brasil abandonar algo que já “domina”, certo. Mas tal não justifica a não implementação de AIP em convencionais. Diria mesmo que uma coisa não tem haver com a outra. Note que o Brasil não está a fabricar a propulsão dos seus Scorpene convencionais por exemplo. Os motores Diesel são por exemplo de uma empresa se não me engano “francesa”, do grupo inglês Rolls Royce. Portanto, não se trata apenas de implementar o que se domina, se assim o fosse, nem convencional nem nuclear seriam uma realidade, pelo menos não completa. O que quero mesmo dizer é… Read more »

Camargoer
Camargoer
Reply to  Peter Nine Nine
1 mês atrás

Olá P99. O ponto no qual discordamos é que eu defendo que a partir do SN10, a MB prossiga construindo apenas submarinos nucleares, de tal modo que os Riachuelos (S40 ~ S43) seriam os últimos submarinos convencionais incorporados na MB. Neste contexto, não existiriam Riachuelos adicionais para serem incorporados com AIP. Os quatro Riachuelos convencionais será operados pela MB pelos próximos 35~40 anos. Portanto, eu imagino que a partir de 2050 (mais ou menos) a MB teria apenas submarinos nucleares. Até pouco tempo, eu defendia a venda de alguns dos Tupi mas devido ao envelhecimento e obsolescência da frota de… Read more »

Peter Nine Nine
Peter Nine Nine
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Não me cabe a mim discordar, a minha nacionalidade não é aqui desconhecida. Mas… discordo. A visão mais sustentável que eu consigo ver para MB e para a sua arma submarina, obriga a manutenção de subs convencionais. Países que apenas operam nucleares já consideraram diversas vezes complementar os mesmos com os convencionais, principalmente mediante as novas tecnologias entretanto implementadas, que muito acrescentam na sua capacidade, e às quais nem as grandes e maiores potências militares viram os olhos. Acho um erro essa corrente visão brasileira, daí ter denominado a desvalorização das capacidades convencionais como um erro estratégico. Falamos de uma… Read more »

Camargoer
Camargoer
Reply to  Peter Nine Nine
1 mês atrás

Olá P99. A nacionalidade ou valores ideológicos não são, em si, motivos para justificar ou invalidar uma opinião. Tanto eu quanto você podemos concordar ou discordar das decisões da MB ou da Marinha de Portugal ou do Chile. O que invalidaria uma opinião seria xenofobismo, racismo, preconceito ou simplesmente má educação ou violência verbal.

Salim
Salim
Reply to  Peter nine-nine
1 mês atrás

E isto ai que VC descreveu, ficou bem clara sua explicação.

Farroupilha
Farroupilha
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

E vai diesel para o convencional ficar aumentando sua velocidade. Se estiver longe do teatro de sua missão e tiver que correr para chegar lá, já vai chegar de tanques arriados. Suas necessidades são várias… Baterias carregadas, oxigênio, combustível, comida. Para operar em mar aberto, por longos dias, precisam de navios e bases de apoio constantes. Por isso nem o tal AIP se presta para mar aberto… a dependência por diesel é capital. – No SbNc,caso necessite ficar vários meses no oceano, muito mais que o estipulado pelo manual, vai apenas necessitar que um avião lhe lance uns caixotes de… Read more »

Luís Henrique
Reply to  Almeida
2 meses atrás

Almeida este símbolo > significa Maior que. A velocidade máxima é informação sigilosa. Substituir o combustível nuclear a cada 4 anos não é um problema. Principalmente pelo fato de que será uma troca mais simples e rápida em relação à outros submarinos nucleares de outros países. Mesmo se a velocidade fosse a mesma dos convencionais, a diferença de capacidade ainda seria abismal. Um sub convencional normalmente opera com velocidades muitíssimo mais baixas pois em velocidade máxima as baterias descarregam Rápido demais. Já o SN poderia operar a 20 nos ou mais durante horas e horas seguidas. E o combustível não… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Luís Henrique
2 meses atrás

Qual o sigilo disso?

Os países que operam e enfrentam submarinos e outros navios desconhecem a velocidade?

Franceses detentores das patentes dos Scorpenes não sabem a velocidade do submarino?

Americanos, russos, ingleses…essa gente desconhece ou seria pega de surpresa com a possível velocidade de um Scorpene radioativo?

Luís Henrique
Reply to  Esteves
2 meses atrás

Esteves, ninguém sabe a velocidade máxima do submarino do inimigo. Podem ter uma ideia aproximada, depende da hidrodinâmica, da potência, das hélices, etc.

É normal certo sigilo nisso.
E também tem outra coisa, o submarino não está pronto, até lá a velocidade será definida, atingida, estudada, etc. Portanto, talvez Hoje nem a MB saiba exatamente a velocidade máxima do SNA.

Esteves
Esteves
Reply to  Luís Henrique
2 meses atrás

Isso o Esteves acredita.

Talvez nem a MB saiba.

Luís Henrique
Reply to  Almeida
2 meses atrás

vergonha?
Existem mais de 200 nações no mundo.
Apenas 5 constroem submarinos nucleares.
A Índia está virando a 6a e o Brasil possivelmente será a 7a.

Deveria estar cheio de orgulho.

Esteves
Esteves
Reply to  Luís Henrique
2 meses atrás

Orgulho de um submarino?

A MB é muito maior que um submarino.

Esse navio deveria ter sido entregue há vários anos não fosse nossa teimosia egoisticamente insuperável de interromper programas e projetos deixando as coisas pela metade.

Meio século. Tempo demais.

Almeida
Almeida
Reply to  Luís Henrique
2 meses atrás

Vergonha de levar 50 anos para fazer algo que nem serventia militar tem.

Esteves
Esteves
Reply to  Almeida
2 meses atrás

Encontrarão missão.

Quando estiver comissionado, treinado, aprestado, munido e operativo.

Será nosso rato que ruge.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Almeida
2 meses atrás

Não tem serventia militar?Esse deve achar que guerra é um jogo de Super Trunfo.

Adriano RA
Adriano RA
Reply to  Luís Henrique
2 meses atrás

Parece-me que a Coréia do Sul vai também entrar nessa lista.

Salim
Salim
Reply to  Luís Henrique
1 mês atrás

Cade este submarino, orgulho da maquete ( na decada 80 vi a maquete e me deu orgulho ) Nova previsao 2033 so acredito quando estiver operacional, Desculpem minha sinceridade e indignação.

Cidadão
Cidadão
2 meses atrás

Só esperando confirmar a tecnologia do “tic-tac”.

Yuri Dogkove
Yuri Dogkove
2 meses atrás

Só espero que não enterrem mais esse projeto…

Theo Gatos
Theo Gatos
2 meses atrás

“ projeto do primeiro submarino nuclear brasileiro (SN-BR) eve sua concepção geral finalizada em janeiro de 2017.“

Faltou um “T” em “teve sua concepção…”

Absss

Rodrigo Martins Ferreira
2 meses atrás

Quando vejo a eloquência com que falam destes projetos, lembro do meu pouco tempo de Ezute

pangloss
pangloss
2 meses atrás

Em 1988, eu ingressei no Colégio Naval. Fiquei apenas os três anos do curso.
Já ouvia falar de submarino nuclear brasileiro, naquela época.
A classe Tupi entrou em operação, o tempo passou, meus colegas de turma hoje são Capitães-de-Mar-e-Guerra, um almirante tido como herói virou réu condenado e… cadê o submarino nuclear brasileiro?

filipe
filipe
Reply to  pangloss
2 meses atrás

Por essa razão o SNBR é uma questão de honra, não prenderam o Ottom atowa, os EUA nunca acharam uma boa ideia o Brasil ter o SNBR , sempre foram contra, o Brasil esta fazendo o mesmo que a França fez em 1969 com o seu programa nuclear, o Brasil esta desde a década de 70 tentando que apenas em 2033 é capaz de conseguir, quase 60 anos depois, se transformando no programa militar mais longo da história , mas a fé e a perseverança dos nossos militares no projecto é grande e inabalável.

Salim
Salim
Reply to  filipe
1 mês atrás

Nao sabia que Othon foi condenado e preso nos EUA?????

Esteves
Esteves
Reply to  filipe
1 mês atrás

Nós não temos o reator e o submarino por desintegração e desinteligência nossa.

Desconfiamos e não acreditamos em governadores, superintendentes e industriais.

O IPEN teria feito. As universidades teriam feito.

Desde os anos 1990.

Esteves
Esteves
Reply to  pangloss
2 meses atrás

Quem esperou 40 ou 50 pode esperar mais 40 ou 50. Anos.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Esteves
2 meses atrás

Olá Esteves. Acho que estaríamos esperando apenas se o programa estivesse paralisado. Ele está avançando, talvez mais lento que alguns ansiosos colegas desejam, mas está em progresso. Isso é diferente de esperar.

Esteves
Esteves
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Interromperam no IPEN.

Por que não confiaram no IPEN para produzir os reatores que se tivessem sido encomendados ao IPEN estariam prontos?

Jungmann foi renegociar o atraso dos pagamentos. Mais interrupções.

Não afirmei que parou. Passará meio século.

Tudo isso que se discute incluindo a velocidade do navio…parece tema militar dos anos passados. Bem passados.

Edson Parro
Edson Parro
Reply to  Esteves
2 meses atrás

Paura?

Esteves
Esteves
Reply to  Edson Parro
1 mês atrás

Não sei.

Leio as amarguras de gente do Ipen e de como foram postos de lado.

Uma coisa é inegável. O IPEN existe e foi criado para construir reatores.

MMerlin
MMerlin
Reply to  Camargoer
2 meses atrás

Concordo. Além de tudo o que os colegas estão apontando de vantagens e desvantagens, tem outra colocação no artigo que, do meu ponto de vista, deveria colocar o projeto como prioritário no planejamento de Estado (isso se tivéssemos um). A colocação refere-se a parte “…habilitará o País a construir pequenas centrais nucleares de energia elétrica.”. Centrais solares são muito boas para atender residenciais. Esta nova tecnologia poderia permitir montar grandes parques industriais em muitas áreas isoladas ainda existentes possibilitando a negociação de terrenos enormes classificados atualmente como inúteis devido inviabilidade de preparo da infraestrutura. Claro que extistem questões de segurança… Read more »

Last edited 2 meses atrás by MMerlin
Salim
Salim
Reply to  MMerlin
1 mês atrás

Reator nuclear precisa de muita água e uma contenção estupenda, veja chernobil.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Olá Salim. De fato, Chernobyl e Fukushima foram catástrofes (acho que tivemos sorte nos dois casos). Em ambos, os sistemas de refrigeração tiveram falhas catastróficas. Contudo, nos dois casos, foram situações fora do normal. Em Chernobyl, os operadores colocaram deliberadamente o reator em condições fora do padrão de operação. Em Fukushima, uma tsunami de 11 metros ultrapassou o muro de segurança de 8 metros, inundando a sala onde estavam os motores diesel de emergência. O reator de um submarino nuclear usar a água do mar como meio de dissipação de energia.

Esteves
Esteves
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Os motores diesel ficavam abaixo da linha de segurança de 8 metros.

Depois que a água entrou, os motores ficaram submersos e inoperantes.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Esteves
1 mês atrás

Olá Esteves. Os motores ficavam embaixo do reator (um dos lugares mais seguros). Quando a tsunami ultrapassou o muro, ela alagou a sala dos motores, impedindo que os motores de emergência fossem acionados. Foi um desastre. O núcleo fundiu e ocorreu a explosão. Os técnicos usaram água do mar para resfriar o núcleo exposto, contaminando irreversivelmente o reator. A explosão espalhou material nuclear na região em torno da usina. Conheci a cidade de Sendai, aquela que teve o aeroporto arrasado pela tsunami. Uma cidade linda.

MMerlin
MMerlin
Reply to  Salim
1 mês atrás

Sem dúvida. Mas esta proposta foi apresentada pela MB baseado em conceito projetado por especialistas.
O próprio conceito em si já gera polêmica. E concordo, faltam detalhes referente a viabilidade. Mas o objetivo no LABGENE não é limitado ao SNBR. O corpo envolvido deve trabalhar na engenharia que irá resolver estas limitações.
A questão da contenção podem ter como referência a Lomonosov, usina móvel construída pela Rússia.

Last edited 1 mês atrás by MMerlin
Salim
Salim
Reply to  MMerlin
1 mês atrás

Sim, precisamos caminhar bastante. Precisamos sser rápidos e eficientes visto que reposição meios esta muito abaixo da necessidade. .Acre seria exemplo de aplicação desta tecnologia para atender as falhas decorrentes fornecimento energia Venezuela. Porem esta ainda distante operacional. Náo sei porque náo exploram capacidade IPEN e universidades para agilizar projeto. Todo mundo desenvolvido trabalha assim, militares tem que ser pragmáticos, missão e defender a pátria e estimular através compra a industria nacional , assim teremos melhor mundo, independência tecnológica industrial, empregos de qualidade e potencial exportação equipamentos com alto valor agregado..

Control
Reply to  Salim
1 mês atrás

Srs
Jovem Salim
O Acre não é e nunca foi abastecido com energia elétrica pela Venezuela. Para abastecer o Acre há usinas mais próximas na Rondonia. Você confundiu Acre com Roraima, que, aliás não precisaria ser abastecida pela Venezuela se liberassem as linhas de transmissão através da reserva dos indios. Roraima passa por dificuldades por picuinhas da Funai.
Sds

Salim
Salim
Reply to  Control
1 mês atrás

Ok, onde está Acre leiam Rondônia.

DANIEL PEQUENO
2 meses atrás

É impressão minha ou o SNBR não terá lançadores verticais?

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  DANIEL PEQUENO
2 meses atrás

Não terá. Lançará mísseis pelos tubos de torpedo mesmo.

DANIEL PEQUENO
Reply to  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Pra mim é muito modesto, um projeto desta magnitude não ter lançadores verticais.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  DANIEL PEQUENO
1 mês atrás

Lançadores verticais fazem sentido num sub de mísseis balísticos nucleares, o que não será nosso caso.
O nosso será sub de ataque mesmo. E qualquer sub de ataque, seja convencional ou nuclear, lança mísseis pelos tubos de torpedos mesmo.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Errado.Tanto os submarinos da Classe Virginia quanto as últimas versões da Classe Los Angeles possuem tubos para lançamento vertical de mísseis de cruzeiro.

Salim
Salim
Reply to  DANIEL PEQUENO
1 mês atrás

Ate momento não terá lançadores verticais.

Esteves
Esteves
Reply to  DANIEL PEQUENO
1 mês atrás

Nunca terá. Não nesse modelo.

filipe
filipe
2 meses atrás

O SBR têm 7.5 metros de diametro ? A informação oficial é 6.2 metros.

Marcos10
Marcos10
2 meses atrás

Quão bom é ver tanta gente entusiasmada com isso: “agora vai”.
Tem mais de cem anos que outros países já fabricam submarinos.
Somos um republiqueta, cujos habitantes gostam de ser enganados.
Enquanto desenvolvemos o grande elefante branco das profundezas, navios de pesca chineses aterrorizam nossos barcos pesqueiros dentro de nosso mal territorial.

Salim
Salim
Reply to  Marcos10
1 mês atrás

Lembrando, só construímos não projetamos, tem distancia enorme entre isto.

Esteves
Esteves
Reply to  Salim
1 mês atrás

Projeto.

Esforço, empreitada, negócio, resultado, desenhos, inteligência.

Montamos, construímos, unimos e entregamos.

O problema é que a propriedade do projeto é dos franceses.

Somente.

Nilson
Nilson
2 meses atrás

Parabéns, Naval, ótima matéria que nos mantém atualizados sobre o andamento do projeto e acesa a chama da esperança. Achei estranho no gráfico prever início de construção apenas alguns meses após o início do projeto de detalhamento final, creio que estão otimistas demais, como sempre. Senti falta também do acoplamento do gráfico do andamento do LabGene, são dois projetos que andam juntos e o Projeto do SN-BR depende do andamento do LabGene, entendo que antes deste estar homologado não se pode iniciar a construir o SN-BR, seria uma condição necessária. A matéria tangenciou também uma questão obscura do ProSub, o… Read more »

Ted
Ted
Reply to  Nilson
2 meses atrás

Muito mais muito caro é sustentar esta cambada de corruptos recebendo décimo quarto salário e auxílios diversos.

Foxtrot
Foxtrot
2 meses atrás

Os novos militares já estão fazendo tour pelo complexo naval de Itaguaí com os militares americanos.
Daqui a pouco vão transformar o complexo numa “Disney militar” ou fazer um “acordo ” de cooperação como fizeram com Alcântara.
Nós anos 80 nem a bandeira Americana em fábrica daquele país podia estar acima da nacional, hoje !
Mas no caso do SNBR, a MB já deveria está estudando um novo reator para versões futuras do SNBR .

Esteves
Esteves
2 meses atrás

Quanto está custando essa doutrina de negar o mar com submarinos?

Santos, Rio de Janeiro, Vitória. Quanto teria custado minar essas entradas?

Com os 50 bilhões do programa do Hulk poderíamos ter um poder naval equilibrado e moderno para empregar contra as ameaças que ainda não descobrimos na face da Terra?

Submarino de propulsão nuclear disparando torpedos e mísseis dos anos 1980.

E se?

carvalho2008
carvalho2008
2 meses atrás

Programa de SubNuke da MB sem um programa de usinas atomicas no interior do Brasil não tem sentido. De fato, não se paga. tem de haver os dois concomitantemente para um amortizar o outro. E ai reside mesmo a critica….se ficar em 1 Subnuke somente…ou dois ou tres…seria muito pouco… O Brasil precisa de 22 a 30 Submarinos de diversas faixas de operação…olha só a diferença do que se precisa versus o que se pode ter….fica irreal…dá para ter tudo isto numa versão nuclear? claro que não….mesmo que fossem 6 seriam suficientes? claro que não…. Eu não teria enveredado nisto,… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  carvalho2008
2 meses atrás

Bomba. Cada Arma tinha programa próprio. O programa independente da MB avançou. Teria ido mais rápido se tivesse havido confiança nos governos do MDB e nos superintendentes dos institutos. Faltou também a indústria que veio agora via ICN. Agora. O submarino desculpa para a bomba. Vieram acordos de não proliferação, fim da guerra fria, desavenças com os americanos em Angra, acordo alemão, comunistas hora verdes agora vermelhos até que…por comissões chegou-se a um bom contrato. O tamanho do litoral, o mar imenso, o desejo de patrulhar a ZEE, as necessidades que as tecnologias vão tornando obsoletas e…torra 50 bilhões de… Read more »

Last edited 2 meses atrás by Esteves
J. Ricardo
J. Ricardo
2 meses atrás

Muitas das informações sobre o submarino nuclear jamais serão apresentadas ao público! Por que revelar a verdadeira velocidade do submarino?! Segredo de Estado…

Esteves
Esteves
Reply to  J. Ricardo
2 meses atrás

Rio-Recife em 3 dias.

Pronto. Revelei.

Salim
Salim
Reply to  Esteves
1 mês atrás

Cerca dois mil km em 3 dias da uns 15 nos, melhor esquecer esta afirmação. Ai ta pior gráfico materia.

Ted
Ted
Reply to  Salim
1 mês atrás

Cara tu não é brasileiro. Volta pro teu país. Vai embora

Esteves
Esteves
Reply to  Ted
1 mês atrás

O Brasil recebe todos de braços abertos.

Salim
Salim
Reply to  Ted
1 mês atrás

Ted, veja bem, náo concordar com alguma política de estado náo significa ser náo patriota, sua visão de aceitar tudo que vem do governo e anacrônica e digna das pessoas que náo conseguem argumentar com bases em dados e verdades, apelando para violencia verbal e infelizmente violencia física. Eu, ao contrario de você consigo coordenar alguma logica. Se você acredita que nossa MB esta bem aparelhada para defesa Brasil, estruturada e com pessoal condizente com meios e obrigações constitucionais e que uma promessa de um sub para 2033 ( já foi postergada dezenas vezes ). Se esta bom para você,… Read more »

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Olá Salim. Concordo que criticar ou elogiar o governo nada tem de estranho. Eu divido o debate em 3 tipos. O primeiro é o ideológico (que é o debate de ideias). Pode ser feito em qualquer momento. O segundo é sobre as propostas dos partidos, geralmente feito durante as campanhas eleitorais. O terceiro é o político, sobre as ações governos em exercício. È normal até concordar com algumas ações políticas de um governo e criticar outras; A confusão acontece quando se misturam estes debates, porque o debate ideológico é distorcido para defender uma posição política ou partidária, ou o contrário.… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Salim
1 mês atrás

Salim…Salim.

Se a velocidade do menino >20, espera-se que 15 = velocidade razoável para cumprir missão comparando com o diesel elétrico que vai a 7.

Salamaleico.

Salim
Salim
Reply to  Esteves
1 mês atrás

Sim e isto mesmo, o descrito e condizente com motorização e desenho casco, vamos aguardar 2033.

JT8D
JT8D
2 meses atrás

Quem não faz nada não comete erros. Quem não assume compromisso não sofre cobrança. Quem não dá a cara a tapa não leva tapa.
Mas assim é o brasileiro. Tanta coisa para ser criticada, mas a preferência nacional é criticar quem está tentando fazer alguma coisa. De suas poltronas confortáveis os donos da verdade vomitam sua frustração por não terem sonhos. Palmas pra vocês

Salim
Salim
Reply to  JT8D
1 mês atrás

Desculpe Brasil fez bastante, hj ta triste, sou da ativa engenharia década 80, la tínhamos orgulho de ser Brasileiro, depois acordamos com cheque sem fundo da hiperinflação herança administração militar que matou Brasil. Quando começamos reagir veio Esquerda que acabou de entregar pais em 15 anos de roubos. Nao julgue os outros, a maioria das criticas aqui e para tentar , talvez , criar vergonha na cara desta turma.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Caro Salim. O ProSub foi assinado em 2009, que foi o mesmo ano do anúncio do KC390. A V34 Barroso entrou em serviço em 2008. O Tikuna S34 foi comissionado em 2006. O FX2 foi anunciado em 2013. O Guarani é de 2009. A aquisição das “Amazonas” é de 2012. Talvez seja o momento de discutirmos com menos rancor o período de 2003~2014 para entendermos o que nos espera o futuro a curto prazo.

Esteves
Esteves
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Incrível.

Fico abestado quando leio essas coisas.

Mais abestado ainda quando vejo negarem os fatos e a realidade dos anos 2000.

So falta o STF perdoar o sapo barbudo. Mas que o homem tem muitos acertos…sem dúvida que sim.

Salim
Salim
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Caro Camargoer, FX estava pronto para ser assinado em 2000, Barroso começou a ser construída 1995. Modernização f5 e niterois inicio em anos 90, tikuna também década 90. Só vejo KC390 como um desenvolvimento nacional que trará dividendos operacionais e financeiros ao Brasil, não esquecendo Avibras que também e digna mérito.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Salim
1 mês atrás

Olá Salim. O FX era uma compra de prateleira de um esquadrao de cacas. A construção da Barroso e o Tikuna ficaram paradas por anos. A modernização do F5 foi decidida depois do fracasso da FAB na Cruzex e da indecisão do desfecho do FX. Os programas militares não são para gerar ganhos comerciais, mas a adaptação da tecnologia militar para uso civil sim. Os aviões regionais da Embraer só resultado dos programas mitares, como o AMX. O ProSub