domingo, abril 11, 2021

Saab Naval

Marinha dos EUA encomenda mais aeronaves CMV-22B Carrier Onboard Delivery (COD)

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Em 26 de fevereiro de 2021, o Escritório do Projeto Conjunto Bell-Boeing em Amarillo (Texas) recebeu um contrato de modificação no valor de US$ 309,5 milhões para a produção e entrega de quatro aeronaves de rotores basculantes (tiltrotor) CMV-22B Osprey Carrier Onboard Delivery (COD) destinados à Marinha dos Estados Unidos.

Os tiltrotors são encomendados no orçamento do ano fiscal de 2021 e devem ser concluídos em março de 2025.

Anteriormente, em 31 de março de 2016, o Bell Boeing JPO recebeu seu primeiro pedido do Comando de Sistemas Aéreos Navais (US$ 151 milhões) para serviços de engenharia não recorrentes associados ao desenvolvimento da variante COD do conhecido Osprey. Esse orçamento do FY16 foi usado para adicionar recursos ao MV-22B padrão, como estender seu alcance e a fabricação de um rádio uma alta frequência além da linha de visada, entre outros. O trabalho de desenvolvimento foi concluído em setembro de 2020.

Em 29 de junho de 2018, um pedido de aquisição foi feito para 39 aeronaves CMV-22B. O orçamento para essas 39 aeronaves (estimados em cerca de US$ 2,9 bilhões) faz parte do orçamento do FY17 e 18 e deve ser concluído até novembro de 2024. Esse pedido de 29 de junho também continha tiltrotors para o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (34), Força Aérea (1) e Japão (4).

Em 28 de dezembro de 2018, um pedido de modificação foi feito para a produção e entrega de três CMV-22Bs no valor de 366,8 milhões. Este trio do FY19 deve ser concluído em outubro de 2023. Este pedido foi seguido por um pedido de modificação (US$ 170,4 milhões, FY21) em 9 de dezembro de 2020 que continha a produção e entrega de um CMV-22B e exerceu a opção para a V-22 Common Configuration Readiness and Modernization (CC-RAM) Lot 4. Espera-se que esse único tiltrotor seja concluído em setembro de 2024.

Portanto, com o último contrato, dos 39 CMV-22Bs encomendados, oito foram comprados até agora.

A primeira implantação operacional do CMV-22B está prevista para este ano e ocorrerá no USS Carl Vinson (CVN-70). O Fleet Logistics Multi-Mission Squadron (VRM) 30 Titans, baseado em NAS North Island (CA), terá essa honra.

Espera-se que um destacamento COD de dois, possivelmente três, CMV-22Bs se junte ao Carrier Air Wing TWO (‘NE-xxx’).

Os tiltrotors também serão atribuídos ao US Navy Fleet Replacement Squadron (FRS) VRM-50 SunHawks em North Island (CA) para treinamento.

FONTE: Scramble Magazine

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ERNANI BORGES

O nosso porta helicópteros seria capaz de operá-lo?

Flanker

Opera para pousos e decolagens, reabastecimento, etc…mas, não pode ser hangarado no Atlântico.

Teropode

Mas eles bem dobrado tem uma área semelhante a do Merlin , seria por causa do peso ?

Adriano Madureira

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Last edited 1 mês atrás by Adriano Madureira
Tomcat4,2

Galera do CFN deve ver esta foto e pensar;

“Ahhh se eu pudesse e meu dinheiro desse ???”

Luiz Dias

Em breve teremos no exército e quem sabe na marinha

Flanker

Sonhar ainda é de graça. …

Willber Rodrigues

Você está ciente de que o custo de aquisição/operação/manutenção dessa aeronave é comparavel com o F-22, certo?

Teropode

Esquece , para o EB somente os Chinooks , sou favorável também a uma troca com a FAB , mandem os Shepars e peguem os MI35 , imagino os 12 tanques voando em apóio as colunas de Leopard , amaciando os alvos 😂

Luiz Fernandes da Costa

Que alvos?

Last edited 1 mês atrás by Luiz Fernandes da Costa
Adriano Madureira

[Luiz Dias].
“Em breve teremos no exército e quem sabe na marinha”…

Que sonho heim Sr Dias…A aeronave seria a rainha do convés…

Luiz Dias

Mobilidade de avião com operação de helicóptero . Solução barata Pra desembarque de tropas e pra quem não tem no momento um porta-aviões . Na versão OV-22 Osprey pro exército

Jagdverband#44

Luiz, salvo engano, esse brinquedo não é nada barato.

Tomcat4,2

Olha o custo da hora de voo desta máquina!!!
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Alex Barreto Cypriano

Bem, o amigo Tomcat lembra de que o reimbursement rate
(aquilo que um usuário eventual, de dentro do DoD ou externo, pagaria por hora de uso) dos Ospreys tá entre 18 e 28 mil dólares, segundo o DoD. Não sei se no custo de 70 mil não entra combustível, troca da turbina e algum outro trambolho técnico; é tudo muito incerto…

Tomcat4,2

Pois é caro Alex, ainda sim se nos atermos nos “entre 18 e 28 mil doletas”, é dinheiro pra chuchu !!!rscomment image
Só pra comparar olha o valor da h/v do H-225M e do BH.

Last edited 1 mês atrás by Tomcat4,2
Teropode

Seria melhor dos mundos mas é caro de operar .

Adriano Madureira

Solução barata?! Sério?! O V-22 Osprey tem um registro de segurança irregular, custa o dobro do originalmente anunciado e tem um custo por hora de voo maior do que um B-1B Lancer ou F-22 Raptor ao incluir os custos de aquisição, modificação e manutenção .  ?width=757 É só para quem tem grana no bolso,para um país como o nosso de grandes dimensões,iríamos precisar de vários,oque seria custoso,mas para um país pequeno por exemplo,é ideal. Em 2020,os Estados Unidos aprovaram uma possível venda militar estrangeira para a Indonésia de oito aeronaves MV-22 Block C Osprey e equipamentos relacionados por um custo… Read more »

Cleber

Q inveja .

carvalho2008

Bichinho bem caro de comprar e operar….

acho que o projeto foi muito influenciado em demasia em perseguir o pouso vertical…

Talvez se o projeto tivesse focado em pouso pelo metodo SRVL ( Short or Shipborne rolling vertical landing ), fosse mais simples e barato…

carvalho2008

como exemplo…o antigo e finado XF5U foi projetado para pouso embarcado ao verdadeiro estilo SRVL que somente agora os F-35B britanicos desejam embarcar.

Como era uma aeronave XSTOL O XF5U podia decolar em 710 pés (216 m) sem vento contrário e em 300 pés (91 m) com vento contrário de 35 mph (56 km / h). A aeronave atingiria uma velocidade máxima de 425 mph (684 km / h) e uma baixa velocidade de vôo de 40 mph (64 km / h).

Esteves

Dúvida.

A missão da aeronave é levar tropas e para isso precisa de capacidade, velocidade, deslocamento e utilidade ou a missão é pousar/decolar no mar?

O que entendi do que li. Fracassos das missões no deserto. Principalmente por range curto. Claro, precisa levar a aeronave o mais próximo possível do TO considerando os riscos de aproximarem-se demais.

Projetam os meios para as missões. Certo?

willhorv

Não….esta versão da matéria se refere a aeronaves que vão e voltam de lugares mais distantes, transportando basicamente carga e pessoal. Não devem entrar em combate, servir de plataforma de inteligência ou Revo.
Já a versão utilizada pelos fuzileiros, entram em conflito e estão sujeitos a intensidade maiores. Aí sim, o fato de pousarem como helis e voar como avião, conferem maior distância de missão e área de cobertura de combate.

Esteves

Ok. Vão e voltam transportando carga e pessoal.

Ok. Versão para cobertura de combate. Teve um programa na TV mostrando esses aviões nos conflitos.

Então…se as missões dessas aeronaves são esses 2 Ok…pra que essa gente quer saber se o Osprey cabe no Atlântico e serve pra MB?

Ta, ele operou no Ocean, o passado do Atlântico. Se nossos helis recebem missão anti-submarino não temos nada para fazer com o Osprey. Certo?

carvalho2008

Mestre Esteves, Veja este material de 2019. É bem interessante e em parte concordo que haveriam outras formas de abordagens para satisfazer os requisitos. https://www.airuniversity.af.edu/Portals/10/AUPress/Papers/FP_0026_OWEN_LAUNCHING_THE_WORKHORSE_VERTICAL_OR_SUPER-SHORT_TAKEOFF_CAPABILITIES_FOR_THE_NEXT_THEATER_AIRLIFT_AIRCRAFT.PDF O V-22 pousa vertical? Sim! mas sacrificou demais outras possibilidades. Outro ponto é que pousar vertical com o tamanho final dele ( ficou bem grande), afasta a imagem de poder fazer isto em clareiras ou pequenos espaços, justamente o sonho desejado para operação vertical. Então, se ocupa tanto espaço para pouso, será que metodo SRVL ou Extreme Short take Off não seriam uma abordagem para aeronaves melhores e mais baratas? Em termos de carga, ele… Read more »

Esteves

Mestre Carvalho, Grato pela gentileza. Li sobre o “fracasso” de missões no deserto. A USN pediu uma aeronave com range maior. Tem o lado psicológico das guerras. Quando acompanhei o programa na TV, parecia que Shiva Estava muito bravo. Dezenas de V22 chegando e levantando aquela areia. Uma visão do inferno. Bem…range é parte do requisito. Tinha que fazer caber no navio. Caber para operar. Essa história do custo…vamos visitar os custos do F35. Eles querem aeronaves com custo menor? Produzir uma aeronave desse porte com custo menor é isso que a indústria quer e precisa? Quantas aeronaves seriam encomendas… Read more »

carvalho2008

KKKK….dá atenção para a patroa…..!!!! Rzrzrz…e vê se não deixa o arroz queimar…..

Ps.: aqui igual….

carvalho2008

Veja, é apenas um questionamento se o tipo de abordagem solucionada melhor forma o tipo de problema e requisitos apresentados…a época de ouro de gastos em defesa dos americanos já passou… Os EUA possuiam uma fórmula de sobrepujar a URSS que baseava a enorme pressão que a economia americana poderia exercer nos projetos, impossibilitando a URSS de acompanhar o ritmo. O apíce foi o B-2, F-22, F-35, DDG-1000 Zumwalt, etc…mas este conceito funcionou bem e cumpriu seu objetivo impondo a implosão da economia soviética. O problema é que o adversário mudou. A China tem e terá capacidade economica igual ou… Read more »

Esteves

Sim. Mas ocidentais são diferentes dos outros. Eles querem fazer “barato”? Mestre Carvalho era menino quando a Toyota desembarcou nos EUA. O desafio era produzir com custos e preços de venda menores. Sucesso. Os japoneses destroçaram a indústria de Detroit. Muito do que a Ford passa e sofre hoje vem daquele tempo. Os chineses copiam. Fazem por 1/3 do preço. Fazer “barato” sustenta a indústria de Defesa? Diminuir o valor é bom para quem tem que dar emprego a 1,4 bilhões e…a regra do poço se encarrega do resto. Precisa fazer caber no orçamento. Transferir valor do estado para a… Read more »

Jagdverband#44

Ainda não vi a cópia by China.
Será que demora?

Cavalli

Tem a versão italiana da Leonardo

https://youtu.be/yNF7d2SbHoM

Helio Eduardo

Demora nada!

Já já “vazam” fotos e vídeos, em 4k, perfeitos, de uma “cópia” que vai mais longe, carrega mais carga e lança micro mísseis ultrasônicos anti carro invisíveis (não furtivos, invisíveis mesmo).

Adriano Madureira

Os chineses tem interesse sim no V-22 Osprey,tanto que um dos projetos que os chineses pegaram “emprestado” entre vários,o do Tilt-Rotor está incluido…

Fora que já até apresentaram um projeto .

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Oráculo

Esse é muito brabo e muito caro.

Além das FFAA Yankees, só os Japas utilizam, e acho que num número que não chega a 2 dúzias.

Alguns aliados mais próximos dos EUA testaram: Reino Unido, Israel e Coreia do Sul.
Ninguém mais comprou.

Tem helicóptero tão bom quanto e mais barato de comprar e operar.

Alex Barreto Cypriano

O piloto de Osprey diz que o polegar é que faz força pra pilotar – é um sistema complexo de sensores na carenagem que ativamente estabiliza a jabuticaba ianque e a torna amigável. Muitos anos atrás, em audiências do congresso, se revelou que as turbinas do V-22 duravam apenas 400 horas, 2/3 do esperado, e justificaram pelo ambiente de operação agressivo. Já os altos custos de manutenção ninguém explicou direito mas um alto oficial se gabou de poder consertar um defeito de cem mil por cinco mil – um gênio da mecânica ospreyense. Que inveja, só dá pra olhar pois… Read more »

Thiago Roberto

Fora que o treinamento deve ser caríssimo, li que tem que ter certificação para pilotar avião e helicóptero para só depois fazer o curso específico

willhorv

Por isso e por outras, que uma evolução menor dele está por aí….o V280 Valor….que vai ser mais fácil e barato de operar, e deverá substituir muitos vetores por variações dele.
Só acho que para algumas coisas, como o COD, ainda ficará com o V22….mesmo pq, a compra é recente.

Dalton

Historicamente o destacamento “COD” designado para cada NAe tem compreendido 2 C-2A Greyhound, mas, o texto informa que há possibilidade que o destacamento passe a
contar com 3 CMV-22.
.
Outra possibilidade é que o esquadrão de guerra eletrônica com 5 EA-18G seja aumentado para 7 unidades, conforme exercícios já realizados, assim como já foi feito com o esquadrão
de “E-2C” de 4 unidades que estão sendo substituídos por 5 do mais capaz “E-2D”.

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