terça-feira, setembro 28, 2021

Saab Naval

Marinha do Brasil: Três propostas disputarão fase final para construção de navio polar

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Short list da MB para a obtenção de navio de apoio Antártico (NApAnt) tem consórcios com estaleiros Wilson Sons (SP), Jurong Aracruz (ES) e ICN (RJ)

Três empresas/consórcios disputarão a fase final da concorrência da Marinha do Brasil para obtenção de um navio de apoio Antártico (NApAnt). A Diretoria de Gestão de Programas da Marinha do Brasil (DGePM) escolheu três das quatro propostas que haviam sido selecionadas na fase anterior.

Damen Shipyards/Wilson Sons Estaleiros Ltda; Estaleiro Jurong Aracruz Ltda/Sembcorp Marine Specialised Shipbuilding PTE Ltda; e Itaguaí Construções Navais S/A (ICN) e Kership S.A.S (joint venture entre as francesas Piriou e Naval Group) são os finalistas do processo.

Ficou de fora a proposta comercial da projetista norte-americana Glosten Inc. e da indiana Sacanb Offshore Ltda apresentada na etapa anterior.

O cronograma atual prevê divulgação da melhor oferta em meados deste ano. O NApAnt substituirá e desenvolverá as mesmas missões do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, com capacidades aprimoradas, em função da experiência da Marinha no Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e dos requisitos de apoio à nova Estação Antártica Comandante Ferraz. O NApOc Ary Rongel foi incorporado à Marinha do Brasil em abril de 1994 e, a partir de então, a cada ano, opera em média durante seis meses na Antártica.

A Marinha exigirá índice de conteúdo local mínimo de 45%, que será calculado a partir da divisão entre custos diretos de produção local (materiais, serviços e mão de obra direta) dividido pelos custos diretos de produção local e importados (custos totais), conforme critérios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A RFP (request for proposal) estabelece que o navio deverá ser construído em estaleiro situado no Brasil.

O objetivo é que o navio possa ser construído entre 2022 e 2025, com a expectativa de geração de 600 empregos diretos e seis mil indiretos. As empresas vencedoras deverão constituir uma sociedade de propósito específico (SPE) para negociação contrato e construção navio. Esta etapa contará com assessoria jurídica e do setor de compliance da Emgepron como fiscalizadora junto a uma sociedade classificadora a ser contratada pela SPE vencedora. Os fornecedores deverão atender aos requisitos de qualidade que a classificadora exigir.

A Marinha ressaltou que as avaliações das propostas e o processo decisório observaram as boas práticas de governança pública e princípios aplicáveis à administração pública, pautando-se nas avaliações globais das propostas com base nos critérios definidos na RFP lançada em 2020, considerando a qualidade técnica e a aderência aos interesses da Marinha.

Concepção do Navio de Apoio Antártico
Concepção do Navio de Apoio Antártico da Wilson Sons e Damen

FONTE: Sinaval

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Carlos Campos

Que ganhe o mais barato

filipe

Em função do GAP do PROSUB, acho melhor a MB entregar esse projecto a ICN, em função da pandemia e da dificuldade de verbas, é mais sensato a ICN ganhar essa licitação.

Demetrius

Sensato por que? Uma instalação de submarinos e não um outro estaleiro igualmente capaz e nestes dias, também necessitando de contratos ativos…Que vença a melhor proposta.

Luca

Concentração de todas as expectativas e produção em um só local nunca foi boa prática de gestão e estratégia. Em um país continental seria um péssimo sinal para a sadia concorrência dos estaleiros nacionais e fortalecimento do setor marítimo.

Jose

o de Itaguaí vai ganhar

Bardini

A China começou a construir o Xue Long 2 em Dezembro de 2016 e comissionou este navio em Julho de 2019. Fora que antes disso, eles tiveram de contratar uma empresa finlandesa (Aker Arctic Technology) para auxiliar no projeto…
.
Xue Long 2:

Welington S.

Porque demorou tanto tempo pra construir, logo a China que tem uma mão de obra gigantesca? É tão complexo assim a construção de um navio para a Antártica? Chega ser mais complexo que a construção de um navio militar, por exemplo? Realmente estou curioso em saber.

rommelqe

Caro Wellington S.: para realizar qualquer programa de fornecimento de um determinado equipamento há que se cumprir minimamente com determinadas etapas obrigatórias. Não é só uma questão burocrática, mas desenvolver um mero projeto de um olhal de conexão entre um gancho e a carga há todo um processo a ser cumprido. Claro que um programa de desenvolvimento de quatro fragatas é mais complexo do que de um navia antartico, mas grande parte das diversas etapas que compõe o ciclo de vida de ambos projetos são iguais ou até mais exigentes, emparte, em um navio de pesquisa do que em um… Read more »

Welington S.

Obrigado pelo esclarecimento.

Glasquis 7

Por que navios polares são difíceis de construir.

Welington S.

Eu não sabia disso. Sempre achei que fosse mais fácil de construir. Obrigado.

José Carlos David

Foi a China que fez a nova base.

Sincero Brasileiro da Silva

A China estava construindo trocentos outros navios nesse período! Não é o caso do Brasil…

Tomcat4,2

Creio que a ICN leva ,assim mantém a mão de obra capacitada em operação com sua linha de produção.

J L

O certo realmente seria ficar com a ICN, por conta do gap, porém a associação com a Naval Group (francesa) depois de tudo de ruim que o Macron tem falado do Brasil, inclusive incentivando ao maior banco francês para fazer boicote aos produtos brasileiros. Ou seja o cara mete a paulada na gente e no final ainda é convidado para festa de aniversário ?

Flanker

De 1982 até 1994, a MB operou apenas um navio nas OPERANTAR – o Barão de Teffé. De 1994 a 2002, operou junto ao Teffé o Ary Rongel. Em 2002 o Teffé deu baixa, passando o Ary Rongel a operar sozinho até 2009, quando foi incorporado o Almirante Maximiano. Então, pergunto se é tão fundamental um segundo navio desse tipo? Ao menos nesse momento em que não há dinheiro para nada, é tão necessário assim? Com a MB capenga de Navios Patrulha, Corvetas, Fragatas, etc….é tão fundamental um Navio Polar, visto que já temos o Alm. Maximiano? Não poderiam esperar… Read more »

Last edited 6 meses atrás by Flanker
Bardini

A Antártica faz parte do entorno estratégico brasileiro, que é citado no PND. O que estão fazendo agora é algo estratégico, mirando 2048.
.
http://www.enabed2016.abedef.org/resources/anais/3/1466359596_ARQUIVO_AAntarticacomopartedoEntornoEstrategicoBrasileiro,revisitandoosinteressespeloSextoContinenteFinal.pdf
.
Eu não vejo problema na aquisição deste navio, mesmo em um momento como o atual. Mas mais que um desses não tem pq… Com um navio dá pra cobrir as missões durante o verão.

Tutu

Acho que mais importante que esse navio polar seria uma embarcação de apoio logístico convencional, já que os nossos estão bem cansados, o Gastão Motta por ser de casco simples e comprir o papel de navio tanque da esquadra é um desastre ambiental ambulante.

Last edited 6 meses atrás by Tutu
guilardo

Caro Bardini. Respeito muito a sua opinião, divirjo entretanto quanto ao gasto de dinheiro na Antáctica sem qualquer contraprestação. Praticamente já não temos mais esquadra, o País está afundado em dívidas, o PIB caiu para a 12a. posição no mundo, e cairá mais ainda no próximo ano, estimando-se a morte de 500 mil brasileiros em 2021. Esse programa Antárctico é mais uma torneira para escoar os escassos recursos da Marinha. Falta pragmatismo aos nossos almirantes, o que é lamentável. Não sabem se compor com o orçamento que têm, e insistem em projetos como esses, cabíveis apenas aos países daquela região… Read more »

Vovozao

04/03/2021 – quinta-feira, btarde, Guilardo, não sei se o amigo sabe, teoricamente o navio polar ja se encontra com o valor da construção disponibilizado. Quando da capitalização da Emgeprom(9 bilhões de reais), uma parte seria para construção das fragetas e uma outra parte destina-se a construção do novo navio polar, que ira substituir o Ary Rongel, além do programa antártico ser importantíssimo para o Brasil, pode ter certeza, se por acaso abandonar-mos aquela área rapidamente alguma nação se dignara a preencher este espaco, e no futuro nao poderemos contar com um pedaco do solo antartico.

Guilardo Pedrosa.

Agradeço a explicação. Refiro-me ao conceito de prioridades para a própria Marinha. Boa tarde.

Francisco Lucio Satiro Maia Pinheiro

Entorno brasileiro? Não conseguimos sequer proteger nossa própria costa,que dirá o entorno. Kkkkk

Vovozao

03/03/2021 – quarta-feira, btarde, Galante, gostaria se possivel uma informacao: ICN esta localizado dentro da base de Itaguaí; não conheco o local; ou seja ICN saindo vencedora irá construir em Itaguaí, porém, mesmo não conhecendo local, e, sendo área da MB, eles pagariam alguma compensação pela utilização da área???? Obrigado

Marcelo Andrade

Legal, o Ay Rongel já está bem cansado. Lembrando que estes custos de aquisição não é só da MB, que pode utilizar do Fundo da Marinha Mercante, o Ministério da Ciencia e Tecnologia tb entra com parte por pertencer à Secretaria Interministerial dos Direitos do Mar.

Gabriel BR

Eu acho que vai ficar entre Damen( Wilsons son) e Jurong (Aracruz /Cingapura).
Torço pelo Estaleiro do Guarujá , mas se a Jurong ganhar será bacana ver a MB estreitar relações com Cingapura .

Glasquis 7

Isso mesmo, vai zoando de construir navio polar com casco reforçado pra navegar em mares geados e congelados.

Jacques Cousteau achou que navegar perto da Antártida era fácil e quase perde o Calipso com toda a sua tripulação por que o navio não era especializado.

Navio polar é um tipo de navio específico. Difícil de construir. O casco precisa de espessuras diferentes dos navios comuns.

Elias E Vargas

O Brasil esta adquirindo um know how sofisticado com a construção dos submarinos e precisamos aproveitar essa mão de obra especializada para ocupar na construção de belonaves, e navios polares também, porque senão vamos perder todo expertise adquirido com muito suor e dinheiro, temos inclusive que nos preparar para exportar essa tecnologia de qualidade.
Vejam que já há algumas iniciativas em outros países na América Latina, mas esse refinamento somente nós temos neste sub-continente e temos que transfoma-lo em um polo gerador de riquezas.

Glasquis 7

Navio polar não tem nada a ver com submarinos.

Allan Lemos

Espero que a ICN ganhe. Essa empresa tem potencial para se tornar a Embraer dos mares. Ela já deveria estar participando do projeto das Tamandarés na minha opinião.

Sincero Brasileiro da Silva

Damen ou Kership!

Astolfo

Por que o convés é pintado na cor verde? Um vermelho não aumentaria a visibilidade naquela região?

Sincero Brasileiro da Silva

“Ain, mas um tal navio da China também demorou bastante tempo para ser construído!” Ora bolas, cara pálida, se o Brasil tivesse construindo a quantidade absurda de navios que a China vem construindo nos últimos anos, evidente que essa sua desculpinha esfarrapada faria sentido.

Glasquis 7

Os navios polares são navios especializados. Não é um navio comum. Precisa a de um série de especificações técnicas e uma série de competências pra ser construído.

até hoje, nenhum navio Polar foi construído no Hemisfério Sul. O primeiro Está sendo Construído no Chile e este será o segundo a ser construído na região. do resto, todos foram construídos no hemisfério norte e todos demoraram.

Barak MX para o Brasil

A China está na shortlist.

Gabriel BR

Não é Cingapura não ?

Veiga 104

Boa noite a todos. As fotos da concepção do navio significa que a empresa vencedora deverá construir um navio exatamente igual ao apresentado na foto ou poderá apresentar uma concepção Nova ?

Glasquis 7

Acredito que o projeto já esteja pronto e que o desenho obedece a esse projeto. A vencedora não pode apresentar outro projeto pois ficaria fora das especificações requeridas pela MB e estaria “tapeando” a licitação.

Wilson Look

Esse é o projeto da Damen, as outras duas não precisam seguir esse projeto.

Diferente do programa da classe Tamandaré, que tinha um projeto da MB como base, esse programa não tem um projeto da MB só os requisitos.

Glasquis 7

Então como se pode definir as necessidades da MB?

Wilson Look

Pelos requisitos.

O que não tem é um projeto do CPN de navio polar, como tinha da Tamandaré, só isso.
De resto é apenas os 3 projetos atenderem aos requisitos da MB, e devem atender já que foram escolhidos para o short list.

Esse projeto é usado quando se fala desse programa porque é o único que foi divulgado, dos demais não se sabe praticamente nada.(tem um projeto no site da Kership mas parece ser inferior ao da Damen, então não dá para saber se é esse que está sendo usado ou se criaram outro projeto).

Wilson Look

A concepção apresentada na matéria é o projeto da Damen, os demais concorrentes não precisão seguir esse projeto, cada um está apresentando o seu projeto.

Fabio Araujo

Vai ficar um belo navio ser só um navio polar com casco reforçado ou vai ter um reforço extra para ter a função de quebra-gelo!

Marcelo Andrade

Casco mais reforçado. No inverno, a Baia do Almirantado congela. A logística de suprimentos da Base é feita pela FAB.

rommelqe

Caro Fabio: os cascos resistentes destinados a navegar em oceanos congelados também tem classificação em diversos graus, que são em função do gelo que deverá enfrentar. Não me lembro agora, mas um navio quebra gelos da marinha russa, com propulsão nuclear, pode romper uma camada com espessura da ordem de 1,2 m. O nosso navio Antartico é classe II (ou algo similar, não me lembro agora) e não terá um casco tão especial assim e sua estrutura é mais uma função não da espessura do gelo que estiver rompendo, mas principalmente pela forças aplicadas pelo gelo nas laterais (o gelo… Read more »

Francisco Lucio Satiro Maia Pinheiro

Alguma boa alma poderia explicar para que diabos serve o programa antártico brasileiro, para que serve a base na Antártida e gastar dinheiro construindo porcarias dessas quando precisamos de navios de guerra?
Por favor, não me venha falar em pesquisa acadêmica porque todo mundo sabe que, com raras exceções, nossas universidades não passam de chiqueiros de militância ideológica juvenil que praticamente não produz ciência nem nada relevante.
Precisamos é de navios de guerra.

737-800RJ

Se um dia houver repartição do território antártico, só poderemos garantir nossa parte caso tenhamos presença fixa lá. É um território gigantesco e rico em gás natural e petróleo. Há estimativas de que as reservas cheguem a 200 bilhões de barris.

Marujo

Mas nós não queremos petróleo e gás, tanto que cedemos graciosamente nossas reservas no pré sal.

Tutu

Cedemos ou vendemos, tem uma diferença aí.

Marujo

Vendemos baratinho, baratinho, só para não parecer doação. Abrimos mão de um recurso estratégico e de parte de nossa soberania, a preço de banana.

guilardo

Ficaremos no máximo com espaço para construir uma churrasqueira.

João Adaime

Caro 737-800RJ
Nem vamos cogitar uma partilha da Antártida, mas qualquer decisão que se tome sobre o continente, só podem opinar e votar os que tiverem base permanente por lá, e fazendo pesquisas reconhecidas.
Instalar um container com porta e janela e hastear uma bandeira na frente não basta para marcar presença.
Abraço

Gabriel BR

Discordo completamente do primeiro paragrafo , mas concordo com o segundo.

Adriano Madureira

Amigo, defesa não é só feito de caças, fragatas e MBTs, há pessoas especializadas, engenheiros, médicos e cientistas, tal importantes quanto um militar com um fuzil na mão…

Se como você mesmo vomita e generaliza, afirmando que as “universidades não passam de chiqueiros de militância ideológica juvenil que praticamente não produz ciência nem nada relevante”, nada mais do que justo e seguro, termos militares trabalhando em prol da ciência e sendo úteis, ao contrario dos maconheiros universitários…



Sequim

O motor elétrico do submarino nuclear brasileiro foi desenvolvido pelos universitários maconheiros do Instituto Politécnico da USP . A tecnologia de exploração do pré-sal foi desenvolvida pelos universitários maconheiros da COPPE/UFRJ.

Adriano Madureira

Amigo Sequim, eu confio na capacidade dos “universitários maconheiros”…

Eu não generalizo afirmando que as universidades são “chiqueiros” de militância, muitos mostraram que não são esses comunistas militantes inúteis que alguns acham.



Glasquis 7

Por favor, não me venha falar em pesquisa acadêmica porque todo mundo sabe que, com raras exceções, nossas universidades não passam de chiqueiros de militância ideológica juvenil que praticamente não produz ciência nem nada relevante”

Você já esteve numa Universidade Pública alguma vez na sua vida?

Shinigami

https://youtu.be/rQPBNUdPXC4?t=271

Quebrando-gelo de 1.5m de espessura a uma velocidade de 5km/h.

https://youtu.be/9Z3qFWQfxy4?t=327

Quebrando gelo de 4m de espessura o navio vai e volta varias vezes para quebrar o gelo quando e muito espesso.

Dario Castro

A place further than the universe.

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