O novo Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) que será empregado, a partir do 2º semestre de 2022, no atendimento e prestação de serviços médico-hospitalares nos estados do Pará e Amapá, será batizado de “Anna Nery” (UH-170), enfermeira que se voluntariou para ajudar os combatentes feridos da Guerra do Paraguai.

Ele terá 46,5 m de comprimento, 9,4 m de boca e 2,4 m de calado. Sua estrutura contemplará salas de triagem, curativo, recuperação, medicação, coleta de amostras, raio-x, vacinação, ultrassonografia, mamografia e esterilização.

O projeto do navio ainda prevê consultórios médico, oftalmológico e odontológico, enfermarias, farmácia/paiol de remédios, além de laboratório de análise e sala cirúrgica para casos mais simples.

A expectativa é de que a construção do NAsH gere benefícios sociais para o Pará e o Amapá, bem como diversos estímulos econômicos para o Amazonas, onde o meio será construído, criando novas oportunidades de emprego de forma direta e/ou indireta, contribuindo para aumentar o poder aquisitivo das famílias amazonenses.

Em dezembro de 2020, a Marinha realizou a assinatura de dois Termos de Execução Descentralizada com o Fundo Nacional de Saúde, no valor de R$ 14,5 milhões, visando à aquisição de um navio de assistência hospitalar e à compra de equipamentos médicos e ambulatoriais.

FONTE: Marinha do Brasil

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OSEIAS

Parabéns a nossa Marinha que mesmo com todas as dificuldades que nosso país passa e ela mesma, ainda assim presta esse serviço de extrema importância ao povo brasileiro mais isolado e carente desse país.

Marcelo R

A marinha virou um hospital de socorro da população local ou um ambulatório flutuante, não era incumbência do ministério da saúde ou do estado do Amazonas esse tipo de assistência??
Me parece um desvio de função.. a marinha deveria ter navios patrulhas fluviais blindados e bem armados para combater o tráfico, o contrabando dos recursos da AMAZONIA e a repressão aos grupos como as Farc …

Spitfire

Vc tem razão….o problema é que se não for as FAAs fazerem esse trabalho ninguém faz…

M.@.K

Exatamente….

Camargoer

Caro Spit. Discordo. O navio foi construido com recursos do FNS, instituído para financiar as despesas correntes do MinSaude e do SUS. Este navio de assistência hospitalar tem uma função dual. Em tempos de paz serve para atender a população civil (lembrando que foram usados recursos do FNS) mas que poderá ser usado em tempos de conflito para dar assistência aos militares.

Spitfire

Olá amigo…. não havia atentado a esta informação, de que os recursos vieram do FNS… mas esta certo, ok, mas via de regra as forças armadas são usadas sim para funções que a princípio não seriam delas, e em muitas x, por total ausência do estado…

Last edited 3 anos atrás by Spitfire
Camargoer

Olá Spitfire. Sou um insistente crítico das GLO. Acredito que as forças armadas não estão preparadas para ações de segurança pública e nunca devem ser usadas para isso. Quem faz segurança pública é polícia. Aliás, sou favorável à desmilitarização das polícias estaduais e sua unificação. O atual modelo de segurança pública fracassou. É um erro insistir no nele. Por outro lado, acho que as forças armadas podem e devem ser usadas em situações da calamidade pública. O uso de aviões da FAB para transporte de material de insumos para a saúde é um exemplo simples do emprego das forças armadas… Read more »

Adriano Luchiari

Penso da mesma forma e concordo totalmente com o que você escreveu!

Michel

Mas não seriam as forças armadas uma das faces do estado de direito?

Adriano Luchiari

Certamente sim, Michel. O problema é que no Brasil as FA são acionadas para muitas missões como distribuir água no semi-árido nordestino, levar urnas eletrônicas a locais remotos na época de eleições, combate à dengue, ações cívico-sociais, etc., que consomem recursos que deveriam ser empregados na sua atividade-fim, que é a defesa e controle do espaço aéreo nacional, do mar territorial e ZEE e do território nacional e em situações previstas no caso de decretação de estado de emergência. As ações de garantia da lei e da ordem, uma das missões constitucionais atribuídas às FA, na minha opinião é extemporânea,… Read more »

Camargoer

Caro Adriano. Os custos da distribuição de água pelo EB são arcados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. O custo das eleições sã o bancados pelo STE. Acredito que o atendimento médico também é custeado pelo MinSaúde. São verbas adicionais que o MinDef ganha.

Marco Magliano

E com a maior certeza do mundo o navio foi oferecido pelo Ministério da Saúde e pelo SUS a Marinha do Brasil. Ainda bem que esses órgãos tomam a dianteira em tentar resolver as questões sociais do país.

Isso é para pensar.

camargoer

Olá Marco. Creio que o contrário seja mais provável. A MB tinha uma necessidade de ter um novo navio hospital. A partir desta necessidade, abriu-se uma negociação com o MinSaude responsável pelo FNS. Neste ponto, a MB apresentou um projeto para o conselho do FNS responsável pela liberação dos recursos. O conselho do FNS não faz propostas ou ofertas.

EParro

Camargoer, mas o grande Estado do Amazonas, bem como o não menos grande Estado do Amapá, através de seus legítimos governadores não deveriam ter-se cotizado para promover este projeto por conta própria, posto as facilidades fluviais deles? Estes estados não têm verba para a saúde? Não têm necessidades urgentes de assistência hospitalar para seus povos? Não têm mestres arrais de sobra? Não têm profissionais da saúde capacitados para servirem num navio hospital? Parece-me que, frente a aparente falta de vontade política, só mesmo a MB têm essas preocupações. P.S. Além disso, a Marinha do Brasil precisaria de um navio fluvial,… Read more »

Camargoer

Caro EParro. Se os governos estaduais decidissem construir navios de assistência hospitalar teriam que buscar recursos no mesmo FNS. Neste aspecto não faria diferença. Os recursos sairiam do mesmo fundo. Como expliquei, o FNS avalia projetos que chegam á ele solicitando recursos. Ele não oferece nada. Se a MB ganhou os recursos para construir o navio foi porque ela fez a solicitação. Temos então que perguntar para a MB para que ela quer um navio de assistência hospitalar fluvial. Se ela não queria, então a ordem veio de cima.

Veiga 104

Perfeito.

Edson Marques

Agora entendi o porque do navio não ser batizado com nome de alte.kkkk

Cristiano de Aquino Campos

A mesma lógica se aplica a segurança pública e patrulha portuária. Ai as forças armadas viram mais forças de segurança pública do que defesa da nação.

Marco Magliano

Ou a Marinha faz ou então essas pessoas ficam desassistidas. Falo isso por experiência pois meu pai comandou o NaPaFlu Raposo Tavares no início dos anos 80 e cansei de vê-lo as vésperas das comissões ligando para o Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do Amazonas, etc…, ligando para todos na tentativa de conseguir medicamentos para serem utilizados nessas comissões … quer saber quantos foram enviados em 2 anos e meio em que meu pai comandou o navio? Nenhum … esses medicamentos chegavam do próprio laboratório da Marinha. É por essas e outras que as vezes me canso de ver… Read more »

Tutu

Pois é, a marinha possui outros 5 navios de assistência hospitalar, de forma nenhuma isso abona os erros de gestão da MB, porém ajuda a mostrar para muitos aqui que a nossa marinha não é só uma força de combate, ou mesmo de patrulha.

Marco Magliano

Aí é que está a questão. Vocês insistem em querer dizer que o problema é a gestão da Marinha (como se isso fosse apenas responsabilidade dela .. isso no mínimo para mim é leviano) e se esquecem que o problema é a gestão do país. Acabei de informar no meu texto anterior que a Marinha é início, meio e fim e as comissões que eu menciono não eram comissões hospitalares, eram de patrulha, mas isso também está inerente as operações realizadas por não haver ninguém mais que se preocupe. Você fala de patrulha, guerra, combate, mas também tem hidrografia e… Read more »

Rinaldo Nery

Muito bom, Marco. De acordo. Também já estou de saco cheio dos ¨marretas¨ de plantão. De Amazônia, só conhecem pelo Globo Repórter, ou pelo Natgeo.

Carlos Roberto Correa

Na proxima pandemia chegaremos garbosamente a Manaus no Covid somente apos espernear e vagarosamente chegamos. Navio-hospital chega a Nova York para desafogar sistema de saúde – Notícias – R7 Internacional.

Allan Lemos

Há algum tempo atrás, a USN enviou um dos seus USNS’ à América Latina para prestar assistência médica à população carente. Um deles também ajudou no atendimento aos pacientes da Covid-19, recentemente. Esse tipo de coisa não deve ser incomum, mas concordo que os governos usam as forças armadas como muleta para se livrarem de algumas das suas atribuições.

Camargoer

Caro Allan, Considerando que a MB usou recursos do FNS (que serve para custear o SUS), parece que foi a MB que usou uma muleta para adquirir meios novos (deixando claro que eu concordo a MB).

Allan Lemos

Camargoer, eu me refiro a um contexto geral. A mentalidade do Governo é “Para quê montar hospitais na Amazônia, comprar equipamentos e insumos e contratar médicos quando a gente pode simplesmente mandar a MB para lá e deixá-la se virar?”

camargoer

Caro Allan. Seria mais barato construir um hospital em terra do que construir um barco. Além disso, é mais barato contratar pessoal civil do que militar. A vantagem de um barco na amazônia seria sua mobilidade pois ele irá fazer atendimentos não-emergenciais (ninguém vai esperar o barco em caso de emergência). O ponto principal é que se a MB precisa ter um barco de assistência médica para tempos de conflito, não faz sentido deixar esse barco atracado e sem uso em tempos de paz.

Arrais Amador

“Mais barato contratar pessoal civil do que militar” ?!?!?! Se for um civil sem hora extra, sem FGTS, sem aviso prévio, sem limite de carga horária, 24/7 à disposição, sem sindicato, pau pra toda obra, …. deve ser mais barato mesmo.

Camargoer

Caro Arrais. O soldo de um tenente dentista ou médico na marinha é R$ 11 mil (segundo a página da MB). Segundo o site “Salário”, o salário médio no Brasil de um dentista são R$ 5 mil reais e o de um médico clinico geral são R$ 9 mil.

Alexandre

Camargoer, esse é o caminho – “usar de muleta”- que deveria ser usado mais vezes, infelizmente, pois só assim as nossas FFAA poderão usufruir de equipamentos essenciais como logística e saúde, não vejo a hora de ver um KC 390 Hospitalar e um navio oceanográfico hospitalar, utilizando verbas da Marinha Mercante e do Ministério da Saúde, órgãos que hoje e sempre foram “as meninas dos olhos” de muitos gestores políticos. Como não temos uma sociedade política atenta e preventiva aos interesses internacionais ao nosso território, caberá aos gestores das FFAA buscar esses recursos e os apoio.

Spitfire

Amigo Camargoer, nessa questão vc está pegando um fato isolado, sobre dotação de recursos do FNS, e usando como regra, quando na verdade isso é uma exceção! Se não forem as FAAs, e não só na questão de GLOs como vc mencionou anteriormente, mas em tantas outras questões… apoio ao indígena, outro exemplo, se não for as FAAs estarão totalmente abandonados pelo estado…

Camargoer

Olá Spitfire. De fato, a MB usou recursos do FNS para adquirir o U170, algo que para mim é justificado considerando a prestação de serviços via SUS para a população ribeirinha. Provavelmente, o modelo de custeio deste navio deve ser parecido ao dos hospitais universitários, onde o pessoal é custeado pelo MEC e o custeio utiliza recursos do SUS. Seria ótimo se algum colega da MB confirmasse como funciona o custeio dos navios de assistência média quanto atendem a população civil. As GLO são uma desvio inaceitável. A primeira vez foi na excepcionalidade da Eco92, mas infelizmente se tornou uma… Read more »

marcos r

Allan, a diferença é que os Navios hospital da USNS são embarcações oceanicas com capacidade de apoiar as tropas se necessario, o nosso é uma embarcação fluvial que acredito nao navergar muito bem mar aberto.

Camargoer

Caro Marcelo. Os recursos foram disponibilizados pelo Fundo Nacional de Saúde. Poderiam ir para a MB, poderia ir para o governo do Amazonas, poderiam ir para o MinSaúde. Operações militares necessitam de um aparato de emergência na retaguarda, como hospitais de campanha e navios-hospitais. No casos dos navios, eles podem atender a população civil durante os períodos de paz. Não faz sentido adquirir um navio hospital, equipa-lo e deixa-lo atracado no porto. A função-fim do navio de assistência médica é atender as tropas durante o combate. Como não há combate, o navio está disponível para atender a população civil. O… Read more »

GFC_RJ

Concordo.
Prática essa, inclusive, que é mais velha que andar pra frente.

O projeto SIVAM, multiministerial, contando com financiamento internacional, permitiu o desenvolvimento dos A-29 e dos E/R-99. Esses vetores, claramente, estão cumprindo funções duais. Uniu o útil ao agradável na minha modesta opinião.

Revoltante é o FMM, civil, ainda não estar legalmente apto a financiar nossos NaPas.

Abraços.

Camargoer

Olá GFC. Eu acho correto agregar funcionalidades aos gastos públicos. Por exemplo, o sistema brasileiro de radares integra o controle aéreo com a defesa aérea. Além de economizar recursos (implementação de apenas uma rede de radares), elevar a efetividade (nos EUA, houve um atraso no acionamento da defesa aérea no caso dos ataques ás torres gêmeas porque lá os sistemas de defesa e de controle eram separados) e obter financiamento para sua operação por meio de taxas das companhias aéreas. Já mencionei que o emprego dos batalhões de engenharia em obras públicas também é uma excelente ideia (melhor que deixar… Read more »

carcara_br

Também concordo, desde que não exista estrutura civil instalada, ou que sua utilização tenho um custo proibitivo.

Camargoer

Olá Carcará. A FAB construiu e pavimentou diversas pistas de pouso na região amazônica quando nada existia lá. Foi ela que operou por anos no atendimento das populações indígenas isoladas. As foras armadas são usadas em todo o mundo em situações de calamidades. O problema estrutural das forças armadas brasileiras nada tem a ver com estas atividades acessórias. Até mesmo a distribuição de água pelo EB é custeada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, portanto fora do orçamento do MinDef. Uma coisa que deve ser lembrada é que os caminhões do EB usados para distribuir água foram adquiridos em 2008/2009 no… Read more »

Júlio César Moreira

Essas guarnições deveriam ser com civis e pessoal da reserva. Marinha deve ter combativa e seus meios quando desincorparados usados fins civis. O próprio Minas deveria virar um porra helicópteros, escolas e hospital na Amazônia, nem que fosse feito um dique seco pra tal.

Camargoer

Ola Júlio. Ficaria muito caro adaptar o A11 para outras funções. Seria mais barato construir um prédio novo bem projetado para ser hospital do que adaptar o A11 para ser um hospital flutuante. Além disso, a manutenção de um prédio seria mais simples e barata do que o de um navio atracado em um fique seco construído para este fim.

Spitfire

Será que de fato será entregue em 2022??? Tenho minhas dúvidas….

Glasquis 7

Achei o prazo muito curto também, mesmo sendo um navio fluvial e menos complexo.

De qualquer forma, parabéns! Parece um belo navio e sempre é uma boa notícia a implementação de médios pra esquadra.

Mauricio Pacheco

não creio que seja desvio de função, ao mesmo tempo que presta auxílio médico para a população, mostra bandeira e nada impede que se fiscalize!

carcara_br

Grande projeto fez muita falta.

MARS

Esses navios são muito fáceis e rápidos de serem construídos, vide o seu valor. Deveriam receber atenção especial!!!
Eu, como amazônico (nasci na mata mesmo, sem qualquer tipo de assistência médica) sei a importância da assistência que essas embarcações prestam. Para boa parte dos ribeirinhos que sequer são reconhecidos como cidadãos brasileiros, pois existem muitos que com 30 ou 40 anos sequer tem certidão de nascimento ou RG, qualquer ajuda é importantíssima!

Last edited 3 anos atrás by MARS
Piassarollo

Bom comentário, a presença da MB na Amazônia é imprescindível

M65

No estado do AM, mesmo oferecendo salários atraentes (acima de 10, 15 mil ou mais dependendo da Especialidade), os médicos não querem trabalhar no interior amazonense. Mesmo existindo Faculdades de Medicina (UEA ou UFAM) com polos no interior os estudantes locais, não querem ficar lá depois da Formatura . Quando muito alguns só ficam ou vão para fazer “pé de meia” por um tempo. No AP e PA, onde o navio atenderá, a realidade não é diferente do AM. Então esta ajuda da MB é fundamental !

Camargoer

Olá M65. Os recém formados não querem nem trabalhar nem no interior de SP nem nas periferias de São Paulo.

M65

Lamentável ! E vejam que em SP e na maioria dos Estados têm acesso por Estrada. Causas: fascínio urbano, receio de trabalhar sem apoio de outros médicos e falta  estrutura para auxilio do diagnóstico: exames laboratoriais e complementares de baixa e média complexidade .

Leandro Costa

Um dos motivos pelos quais temos que parar com essa mania de focar em capitais e grandes centros urbanos e passar à desenvolver o interior com boa infraestrutura, acesso à bons serviços, e ainda por cima nas pequenas cidades e localidades do interior temos a chance de fazer a coisa toda bem feita, com planejamento adequado, espaço para crescimento, tudo de forma auto-sustentável gerando emprego, renda, desenvolvimento do bom.

Mas como cada localidade dessas tem menos pessoas que os grandes centros urbanos, e consequentemente menos visibilidade e votos… fica sempre tudo igual.

Júlio César Moreira

Lamento não terem homenageado a Major ELZA Enfermeira da FEB

Júlio César Moreira

Ainda dá tempo

camargoer

Olá Julio. Pode ter pesado o fato da Anna Nery ter sido casada com um oficial da MB.

camargoer

Caro Julio. A MB não tem nenhum navio que homenageie uma mulher. Tem vários almirantes, rios, cidades, batalhas, mas nenhuma mulher. Já é uma vitória que a MB tenha tido essa iniciativa, algo que parabenizo. Espero que a MB continue homenageando outra mulheres. Lembro que no debate sobre o nome do A140 sugeri que fosse dado o nome de Maria Quitéria.

camargoer

Olá Mk48. Talvez fossem do meu tempo… tenho até medo de perguntar (riso). Eu me referia aos navios militares. O Brasil teve três imperatrizes, várias princesas, várias heroínas, militares, 67 enfermeiras na FEB, cientistas, deputadas, senadoras, ministras… todas tiveram papel destacado na historia do país. Algumas estão vivas, o que é bom, com as almirantes.

Pablo

Acho que não é correto homenagiar politico (a), todos sabem que essa classe não e bem vista, muito pelo proprio histórico deles!!

Camargoer

Caro Pablo. A USN batiza seus porta-avioes com o nome de seus presidentes. Existem políticos corruptos como existem militares corruptos. Existem militares heróis assim como existem políticos heróis. Apenas nas máfias, facções e milicias temos certeza que todos são criminosos.

Pablo

EUA é outro país, outra cultura. Aqui tem varios exemplos fora da política.
Eles fizeram esse histórico de má índole e não a população.
Sobre maus exemplos, sim existem em todos os lugares, a diferença que na política, são a quase totalidade!!!

Camargoer

Caro Pablo. A política nos EUA é tão corrupta quanto a política no Brasil (ou talvez mais ou talvez menos, nem tanto a mais nem tanto a menos). O Estado de Illinois teve vários governadores cassados e presos por exemplo. Aliás, foram 7 governadores cassados nos EUA. A Tammany house na cidade de Nova York é um exemplo clássico de corrupção politica. Watergate é outro, que levou à cassação de Nixon. Sobre mal exemplo, quem já teve a infelicidade de conhecer um departamento de compras de uma grande empresa sabe o quão criminosa pode ser uma empresa privada.

Pablo

Como falei, cultura diferente.

camargoer

Caro Pablo. Não entendi seu comentário. Afinal, há mais ou menos corrupção nos EUA devido as diferenças culturais? Quais diferenças culturais implicam ter mais ou menos corrupção nos EUA do que no Brasil? Quais características culturais de um país formado por imigrantes, como no Brasil, com herança escravocrata, como no Brasil, levaram aos EUA ter mais ou menos corrução que no Brasil?

Pablo

Eles tem a cultura de usar nome de politicos, gracas a Deus nao temos aqui!

Camargoer

Caro Pablo, a MB não tem essa tradição mas por outro lado existem inúmeras ruas, praças, pontes e cidades com noves de políticos.

Esteves

Muito bom.

camargoer

Olá Esteves. Também acho. Muito boa iniciativa. Eu poderia listar o nome de outras 10 mulheres que poderiam ser homenageadas pela MB. Na verdade, muito mais que 10.

Gabriel

Muito boa aquisição. O trabalho de apoio social que é realizado pelas Forças Armadas em todo território brasileiro é digno de elogio e reconhecimento. Em particular no Norte, é fundamental. Ao mesmo tempo, é fundamental o entendimento que esses trabalhos, junto a população mais necessitada, deveria ser realizado pelos governos federais/estaduais/municipais, através de seus ministérios, secretarias etc, que recebem recursos para tal. As Forças Armadas podem e devem apoiar, mas deveria ser eventualmente e não corriqueiramente, muitas vezes sendo os únicos a fazerem. Ou seja, sim, as Forças Armadas são muitas vezes empregadas em atividade que não seriam delas, por… Read more »

Top Gun Sea

Sendo função da MB ou do estado do Amazonas deveria construir mais navios hospitais menores para acessos às regiões ribeirinhas para que os recursos médicos, odontológicos e donativos cheguem até eles. Em se tratando de dentistas e médicos a marinha tem centenas em terra..

João das Botas

Excellente nome para um navio hospital. Homenagem justíssima! De importância capital para ajudar nossos compatriotas pelas vias hidrográficas do interior do Brasil.

Last edited 3 anos atrás by João das Botas
FabioB

Quando o Estado não está presente, os problemas se agravam, cabendo muitas vezes as Forças Armadas a tarefa de agir para minimizar o problema. Isso cria o ciclo vicioso negativo, que permite que os órgãos governamentais (estaduais e municipais) descansem em berço esplêndido. Ao ponto de recursos de saúde serem destinados a construir navio hospital para ser operado pela Marinha. Se no Norte foi verificado, devido a geografia da área, que um navio hospital é mais efetivo que um hospital em terra, que seja efetivamente operado e gerenciado por civis. O apoio das Forças Armadas deve ser em situações pontuais… Read more »

Nascimento

O que a sociedade, de modo geral, espera dos militares, é matar traficantes; fazer desfile de 7 de Setembro; tapar buracos nas estradas federais; fazer papel de SENAI para jovens recrutas, ensinando-lhes uma profissão nos nove meses de serviço militar obrigatório; impedir “garotinhos” de fraudar eleições municipais; fazer o papel do SUS etc, etc e etc. Ou seja, tudo. Exceto as coisas feias como se preparar para o combate real. Quando se trata disso, os narizes se torcem, pois tal coisa implica em gastos financeiros com a compra e o uso dessas coisas feias-feias-feias chamadas “armas”. Aliás, as instituições públicas estaduais… Read more »

Last edited 3 anos atrás by Nascimento
Camargoer

Caro Nascimento. Não cabe nem aos militares nem ás polícias matar traficantes. Quem faz isso são grupos de justiceiros e esquadrões da morte, que são essencialmente criminosos. Os batalhões de engenharia são importantes em períodos de conflito mas ociosos em tempos de paz. Nada mais adequado do que aproveita-los em tempos de paz para atender ás necessidades da população civil. Sobre o “berço esplêndido, creio que você desconhece ou ignora a realidade do serviço de saúde nas USF,UBS e UPAS.

Nascimento

O termo ”matar traficantes” faz referência as inúmeras vezes que as polícias estaduais necessitaram de ajuda federal no combate ao crime, impressionante como você não conseguiu interpretar o sentido da frase. Ainda assim, em qual país desenvolvido as FAs são chamadas recorrentemente para lidar com traficantes? O dinheiro é das polícias, se gastam mal e não conseguem lidar com o crime, de quem é a culpa? Os batalhões de engenharia tem que estar preparados para a guerra real, para criação de pontes de guerra temporárias e permanentes em zonas de conflitos de alta e baixa intensidade. Se as demais instituições… Read more »

Last edited 3 anos atrás by Nascimento
camargoer

Caro Nascimento. Não há um sentido metafórico na ideia de matar traficantes. Isso parece uma ideia clara de execução. Eu desconheço qualquer país desenvolvido que tenha usado as forças armadas como policia ou no combate ao tráfico de drogas. Alguns países como o México empregaram suas forças armadas no combate ás drogas com resultados catastróficos. Eu concordo com você que o modelo de segurança pública que emprega duas polícias, sendo uma militar, fracassou. Por isso defendo a desmilitarização das polícias estaduais e a sua unificação. A militarização das polícias é parte do problema, ao invés de ser parte da solução.… Read more »

Leonardo Rodrigues

Caros colegas foristas: Pouco me atrevo a comentar aqui em respeito ao conhecimento da grande maioria relativos as forças armadas. Ele relação a aquisição e prestação de serviços da MB só SUS posso contribuir humildemente. Há um problema crônico na organização do Sistema Único de Saúde que é a falta de mão de obra qualificada, em especial médica. Nem pagando muito dinheiro se consegue que profissionais aceitem trabalhar e viver em territórios difíceis e longe dos centros urbanos. Considere também cidades do interior do Brasil, mais ainda quando falamos de norte e nordeste. Há diversas privações e pouco compromisso cívico… Read more »

Marli Martins Rodrigues

Bom dia, que maravilha essa assistencia mefica para a população do Pará e Amapá, Parabens por essa iniciativa.
Que um dia possa navegar em outros Estados para fotos.
Em particular, gostaria muito de conhecer, sou Tecnica de Enfermagem aposentada. E adorei saber e que levará o nome de Ana Nery.

Camargoer

Olá Marli. Legal seu comentário.

Sincero Brasileiro da Silva

Será que levará uns 15 anos para ficar pronto?

Edson Marques

Justíssima homenagem !