terça-feira, setembro 28, 2021

Saab Naval

Marinha do Brasil assume o primeiro comando da Combined Task Force 151 (CTF 151)

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

A Marinha do Paquistão entregou o comando das Forças Marítimas Combinadas (CMF – Combined Maritime Forces) Combined Task Force 151 (CTF 151) à Marinha do Brasil em uma cerimônia de mudança de comando em 9 de junho.

Esta é a primeira vez que a Marinha do Brasil assume o comando da CTF 151, uma força multinacional que combate a pirataria e protege o comércio marítimo global em uma área que abrange o Mar da Arábia, Golfo de Omã e Golfo de Aden, Bacia da Somália e sul do Mar Vermelho. O Brasil é o primeiro membro sul-americano das CMF a empreender um período de comando, destacando o papel único das CMF como uma coalizão com foco regional com uma filiação verdadeiramente global.

O Contra-Almirante André Luiz Andrade Félix, da Marinha do Brasil, assumiu o comando da CTF 151 do Comodoro Abdul Munib SI (M), da Marinha do Paquistão, em cerimônia no Quartel General das CMF na Naval Support Activity Bahrain.

O evento foi presidido pelo vice-almirante Brad Cooper, da Marinha dos EUA, comandante das Forças Marítimas Combinadas, que elogiou a equipe da Marinha do Paquistão. “O Comodoro Munib e sua tripulação da Marinha do Paquistão fizeram um excelente trabalho liderando a CTF 151 nos últimos seis meses. Esta é a nona vez que a Marinha do Paquistão lidera esta força-tarefa combinada e esperamos seu apoio contínuo nos próximos anos.”

O Comodoro da Marinha do Paquistão Abdul Munib, à esquerda, comandante cessante da Força-Tarefa Combinada (CTF) 151, e o Contra-almirante da Marinha do Brasil André Luiz de Andrade Félix, à direita, comandante da CTF 151 entrante, saudam durante uma cerimônia de mudança de comando a bordo da Naval Support Activity Bahrain, 9 de junho de 2021

Sobre a transferência do comando, Munib disse: “Minha equipe de oito países contribuiu imensamente por meio de sua experiência e pontos fortes únicos para tornar este mandato um sucesso. É para mim uma questão de satisfação ter me envolvido com vários parceiros regionais no meu comando, como Djibouti, Omã e Iêmen; contribuindo positivamente na sua capacitação. Temos tido sucesso em manter a pirataria reprimida por meio de esforços coordenados de nações parceiras e da indústria marítima.”

Participaram da cerimônia de transição Sua Excelência Muhammad Ayub, Embaixador da República Islâmica do Paquistão no Reino do Bahrein; Contra-almirante Javaid Iqbal SI (M), Vice-Chefe do Estado-Maior Naval do Paquistão (Operações); Contra-almirante Mohammad Yousif Al-Asam, Comandante da Força Naval Real do Bahrain; Embaixador Hae Kwan Chung, República da Coreia; Embaixador Masayuki Miyamoto, Japão; Embaixador Esin Cakil, Turquia; Embaixador Thanis Na Songhkla, Tailândia; e altos funcionários de outras nações parceiras.

As Forças Marítimas Combinadas são a maior parceria marítima multinacional do mundo, consistindo de 34 nações contribuintes provenientes de 6 continentes. A área de operações das CMF cobre algumas das rotas marítimas mais importantes do mundo no Oriente Médio e no Oceano Índico Ocidental.

A CTF 151 foi criada em 2009 para manter a integridade das linhas marítimas vitais de comunicações e mitigar os riscos de pirataria no Golfo de Aden, na Bacia da Somália e no Oceano Índico.

FONTE: Combined Maritime Forces

NOTA DA REDAÇÃO: Para conhecer mais sobre a CTF 151, baixe essa apresentação em PDF.

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Vovozao

10/06/2021 – quinta-feira, btarde, poderiam informar, se futuramente enviaremos meios navais, como faziamos no Líbano ou so exerceremos o comando??? Obrigado.

Willber Rodrigues

Não temos navios sobrando pra isso…

Vovozao

10/06/2021 – quinta-feira, bnoite, Willber, não temos, com todo respeito, todo mundo esta sabendo, só não temos conhecimento do que foi e como foi assinada esta participacao Brasileira; ou seja, adoram os Brasileiros, e, nos (MB) ficaremos com o filé, vendo de longe, toda aquela loucura. Só como exemplo: no Sudão, comecamos só no comando, e, ja estamos treinando as tropas Sudanesas com nossos especialistas em guerra na Selva, e, ja se fala que a ONU, ja solicitou ou ira pedir ao Brasil o envio de contingente, só que lá é um grande barril de polvora….. a MB esta comecando… Read more »

Marcelo Baptista

Boa tarde Vovozao, desculpe entrar na conversa, mas acho que temos sim que participar destas ações, isso gera conhecimento real. Este tipo de participação cria um corpo de pessoal com experiência, que irá refletir na administração e preparo das FFAA como um todo. Se vai desgastar os equipamentos isto é problema do MD/GF. Sim, há risco de começarmos a entrar em alguns atoleiros, mas para crescermos precisamos nos expor. Sei que é fácil para mim, já descendo a curva, falar isto, vidas estão em risco, dos nossos filhos/filhas que podem vir a atuar nestes locais. Mas pensando friamente, tentando não… Read more »

Marcelo Baptista

Outro ponto que me esqueci, isto acaba evidenciando nossa deficiência em equipamentos.
É bom passarmos alguma vergonha, deixando nossos representantes (Executivo e Parlamentares) expostos a questionamentos dos parceiros sobre nossa capacidade, e como politico detesta passar vergonha, pode vir a faze-los serem mais ativos em modernizar nossas FFAA.
Eu espero.

Vovozao

10/06/2021 – quinta-feira, bnoite, Mk 48, entendo até a situação, mas, quando aceitaram ja devem/deveriam saber as consequências, nós (simples mortais), são muitas nações participantes um dos locais com muitos problemas….. posso até estar enganado…. chegará o momento, que mesmo sem meios, serem chamados a contribuir com meios navais, e, o que faremos??? Acho que este é um momento que o MD/MB, pensar em aquisição de oportunidades, e, vejo que Não teremos as TAMANDARES, antes de 2026, e, o que faremos até la??? Estive pesquisando e achei (no meu modo de ver), que devemos correr e tentar trazer navios que… Read more »

Inimigo do Estado

O Brasil não tem nem navio direito kkkkk é cada gato com tosse como dizia minha vó.

Adriano Madureira

Iremos enviar que embarcação? Uma Fragata geriátrica ou uma NPaoC para fazer figuração?

Fosse a MB, deixaria de sonhar e pararia de assumir compromissos sem antes ter ovos em quantidade suficiente dentro do cesto para fazer parte de algum evento no exterior…

Luiz Antonio

Não adianta. Brasileiro é o Favelado que faz pose de bacana e no final acaba pagando mico e sendo alvo de chacotas internacionais. É uma vergonha sendo apagada por outra. É só esperar que a “bucha” vem.

Pedro

Até onde eu sei a F Independência vai fazer uma comissão de 2 meses a partir de julho chamada de Guinex 1. Acho que teremos uma nova “Unifil”

Rocha

Como faço pra se alistar na marinha?

Marcelo Baptista

Rocha vc precisa ir a uma Junta de alistamento militar de sua cidade.
Se informe lá, é a melhor forma.

Fernando Veiria

Assumir o comando de uma força tarefa internacional sem estar participando dela é ridículo. Fica parecendo aquele colega de trabalho que quer mandar em todo mundo mas não faz nada. Para combater pirataria na África as Niterói que sobraram, a Barroso e os Patrulha Amazonas atendem. Ao menos o Brasil estaria fazendo alguma coisa em algo que é um problema mundial e também afeta o Brasil. E resolve outro problema, que eu acho bem engraçado nesse fórum: Marinha não navega: “temos a maior marinha de terra do mundo! Marinha do Rio de Janeiro” Marinha navega: “Não pode porque está gastando… Read more »

Elizabeth Beirão

Só posso dizer: Bravo Zulu para a MB do Brasil!
Deu o primeiro passo para o crescimento e conhecimento.

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