quinta-feira, janeiro 20, 2022

Saab Naval

O destróier de defesa aérea TF-2000 da Turquia

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Como a fase final do programa MILGEM da Turquia, as Forças Navais turcas iniciaram o projeto TF-2000 em julho de 2017 em resposta a uma exigência de destróieres de defesa aérea.

Os destróieres TF-2000 serão capazes de detectar mísseis guiados e mísseis balísticos de baixa/média/alta altitude, curto/médio/ longo alcances, bem como destruir mísseis não balísticos.

Quatro destróieres de defesa aérea serão construídos para a Marinha Turca como parte do programa TF-2000. Além desse número, a construção de mais quatro destróieres será opcional.

Um deslocamento total de 8.500 toneladas está planejado para os destróieres TF-2000, que serão os maiores navios construídos no âmbito do Programa MILGEM.

Os destróieres terão comprimento total de 166 metros com boca de 21,5 metros e calado de 5,4 metros. A energia principal virá de duas turbinas a gás e dois motores a diesel (configuração CODOG), fornecendo uma velocidade máxima de mais de 28 nós.

A seção transversal do radar dos destróieres, as assinaturas acústicas subaquáticas, magnéticas e infravermelhas serão reduzidas.

Os navios serão equipados com sistemas de comando e controle GENESIS ADVENT, que oferecem operação em um ambiente centrado em rede.

Os TF-2000 serão operados por uma tripulação de aproximadamente 130-150 pessoas, mas terão capacidade para acomodar até 200 pessoas.

Espaço de missão flexível

Os destróieres TF-2000 apresentarão um “Flexible Mission Space” (FMS) que pode ser modificado para atender aos requisitos específicos da missão e será capaz de transportar a carga necessária.

De acordo com os planos, será possível:

  • Transportar dez contêineres de 20 pés ou quatro RHIBs de 12 pés ou um helicóptero de transporte de médio porte com um peso máximo de voo de 15 toneladas;
  • Acomodar UUVs e USVs inorgânicos de acordo com as necessidades da operação;
  • Transporte um helicóptero de transporte de médio alcance com peso máximo de voo de 15 toneladas.
  • Lançar e guardar os veículos aéreos não tripulados (UUVs/USVs).

Clique na imagem para ampliar

Sistemas de armas

  • Canhão principal 127 mm;
  • VLS autóctone de 64 células (MİDLAS – Milli Dikey Atım Sistemi);
  • Mísseis superfície-ar autóctones (provavelmente sistema de defesa aérea SIPER) e mísseis de ataque terrestre Gezgin lançados do VLS
  • 16 x mísseis antinavio ATMACA;
  • Míssil antitanque UMTAS de longo alcance;
  • CIWS Gökdeniz;
  • Torpedos (provavelmente Aselsan ORKA);
  • Sistemas de armas remotas estabilizadas (provavelmente ASELSAN STAMP e/ou STOP).

Sistemas de sensores

  • ÇAFRAD radar multifuncional AESA;
  • Radar de navegação e radar LPI;
  • NAZAR dazler/DIRCM
  • Sistema infravermelho de busca e rastreamento;
  • ESM/ECM;
  • Sistema de sonar montado no casco Aselsan-Armelsan;
  • Towed array LFAS

FONTE: Naval News

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Antoniokings

A Turquia a melhor e mais diversificada indústria militar do Oriente Médio (consideremos o País naquela região).
Aliado ao seu tamanho e população, é um adversário respeitável. .
.

Esteves

É outro gigante que vai acordando.

Beto

Não existe outra possibilidade de se considerar a Turquia em outra região. O fracassado projeto da Turquia na União Europeia foi uma idéia dos EUA na época da guerra fria, e a Europa nunca aceitou pelo fato óbvio que a Turquia não é um país europeu, é asiático, que possui uma pequena porção de território nos Balcãs fruto da ocupação do Império Otomano na região dos Balcãs, que durou séculos. Seria o mesmo que considerar a França um país sul-americano devido a Guiana Francesa. E sim, a Turquia há muito tempo já possui a mais poderosa indústria bélica do Oriente… Read more »

Antoniokings

Sei disso.
Só que é considerada como Ásia Menor a região em que ela fica.

Beto

São as subdivisões do Oriente Médio
Ásia Menor
Levante
Mesopotânia
Península Arábica
Persia

Zeus

Impressionante o poder de fogo deste monstro!

Um canhão principal de 127mm, 64 células de VLS com mísseis de empregos variados, torpedos, 16 mísseis antinavio e armas remotas, e ainda leva mísseis antitanque de longo alcance(?!).

Um Destróier Superlativo e parece que será a mais poderosa belonave da região.

Esteves

Médio alcance. 8 km disseram. Foi desenvolvido para a Força Aérea Turca como míssil antitanque terra-terra e terra-ar. Parece que pegaram tudo que tem e enfiaram no navio.

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Bosco

Uma pequena correção: esse míssil da foto é o OMTAS com 4 km de alcance.
O UMTAS é que deverá ser utilizado pelo navio.
O UMTAS tem aletas fixas e não é “embalado” num tubo. comment image

Esteves

👍

Esteves

É estranho instalar míssil anti tanque em navio?

Bosco

Tá na moda! Para navios grandes se defenderem de enxames de pequenas embarcações, principalmente de navios que atuam em mares fechados. E também é uma opção de maior poder de fogo para embarcações pequenas que só contam com canhões de pequeno calibre. Os israelenses operam o Spike ER e o Spike NLOS. Os americanos o Hellfire Longbow e o Griffin. Os russos operam algumas embarcações com o Spiral. Os britânicos tem o Martlet e oferecem o Brimstone. Sem falar que a cada dia mais se vê lançadores de mísseis antitanques convencionais (terrestres) prontos para operar a partir do convés de… Read more »

Dalton

Complementando o Bosco, os franceses, por exemplo, anunciaram a intenção de integrar mísseis anti tanques, o “MMP” em suas fragatas, “Horizon”, “FREMM” e futuras “FDI” aumentando a proteção contra as chamadas ameaças assimétricas.

Hcosta

Contra lanchas e pouco mais…

Bosco

E os suecos adotam o Hellfire (laser) em alguns de seus CB90.

João Leão Lyrio

… com êsse alcance de 8km, torna o navio presa fácil prá armas na terra . .

Esteves

Não. São armas para lidar com ameaças assimétricas.

Ameaças vindas de várias direções. Guerra no mar longe da Costa…o navio está lutando…enfrentando lanchas com mísseis e navios menores, aviões, navios maiores…um inferno.

Capitão Esteves ordena que afundem e destruam todos. Incluindo os miúdos.

Leonardo

Os turcos estão correndo atrás de suas tecnologias navais para depender menos dos Estados Unidos e Europa. Eles possuem projetos bem interessantes, como esse TF-2000, as fragatas Classe Istambul e as corvetas Milgem. Acredito que a Marinha turca será uma das mais poderosas na próxima década. Que continuem fabricando os seus próprios sistemas e deem um pé na bunda de americanos e europeus!

Wes

Sim eles tem a intenção de operar um porta-aviões no futuro, um importante almirante defendeu que usassem o A-12 São Paulo como plataforma de treinamento e a boatos em fóruns da internet especulam que os turcos pretendem entrar no programa UMK Varan russo, uma interessante plataforma que mistura características de navio de assalto anfíbio com porta-aviões, na verdade esse sistema seria bom até para MB.

Adriano Madureira

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Achei bem interessante o conceito…
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Não seria somente um novo porta-aviões, mas uma família,que os russos deram a denominação de complexo marítimo universal (UMK),uma linha de projetos em uma plataforma unificada, que conta com uma NAe, LHD, navio hospital,navio de desembarque e até mesmo um navio de apoio para o Ártico.

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Esteves

Quando postaram aqui…alguém notou, acho que o Bosco ou o XO, que o navio já vem com máscara…ou camisinha pra quem preferir.

João Leão Lyrio

… “pau prá toda obra” … coisa de russo pobre, Ñ funciona !

Adriano Madureira

mas se desses cinco navios,2 ou 3 saírem da maquete da imagem 3D e virarem realidade , já seria um bom avanço…

Welington S.

Tem imagens desse programa? Já foi iniciado?

Esteves

Não.

João Leão Lyrio

… Muçulmanos execraram o Ocidente muito tempo, Turquia tentou dominar Austria-Hungria, Polônia os derrotou e deu início à derrocada Otomana …
Neo-Cruzada nessa raça . . . !

Jorge Augusto

Sei que é totalmente off topic, mas alguém viu ontem a Record e ouviu de uma reunião do Bolsonaro com o presidente da Itália sobre a venda do KC-390 pra eles e a compra do Centauro 2?

Eu corri meia internet atrás de mais coisa mas o único lugar que li isso foi na Record. E todo mundo sabe como é a rede aberta…

Alguém sabe de mais algo?

Welington S.

Portugal abriu caminho para o KC-390 na Europa, fato. É possível sim que futuramente a Itália venha adquirir o KC-390. Só o tempo dirá. Minhas fichas estão todas no Centauro II, já que recentemente houve a I Reunião Bilateral entre Estados-Maiores Conjuntos de Defesa do Brasil e da Itália ( https://www.gov.br/defesa/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/defesa-sedia-i-reuniao-bilateral-entre-estados-maiores-conjuntos-de-defesa-do-brasil-e-da-italia ), e sem sombra de dúvidas, o Centauro II foi o ponto principal.

Esteves

É o caminho. Bom voltar a comer pizza com eles. Negócio precisa de bom ambiente.

Difícil comprarem o KC. Mais fácil fazer o negócio com o Centauro.

O Brasil precisa estar apoiado em países civilizados.

Alex Barreto Cypriano

Rachei de rir vendo Bolsonaro falando de si mesmo (com um sorriso caricatural) prum Erdogan sério, entre surpreso com a cretinice e incomodado à beira da reação homicida. Se sobreviver ao oblívio, se tornará um clássico do jornalismo chapa branca…

Camargoer.

Olá Jorge. Seria ótimo o Brasil vender KC390. Torço para isso. Se o presidente com seguir, parabéns. Caso contrário, será mais do mesmo

Nick

Parabéns para os turcos, essa fragata tem um nível de tecnologia nacionalizada bem elevada, o caminho para independência está sendo percorrido.

[] s

Leonardo

Pois é Nick, o que me impressionou foi que além de projetar o navio em si, eles também estão tentando fabricar os seus próprios sensores e equipamentos, ainda mais após as sanções dos Estados Unidos, que impediram a instalação do VLS Mk 41 da Lockheed Martin.

Luís Henrique

Sim. Os turcos nos últimos 10 anos implementaram com muito sucesso um ambicioso programa de independência tecnológica militar. Hoje m, as forças armadas turcas possuem mais de 70 ou 80% de equipamentos nacionais.
Não é só nesse navio, em todos os ramos das forças armadas.

Carlos Campos

Itália e França são as mais poderosas do Mediterrâneo, daqui um tempo vão ter que ver a Marinha Turca chegando no nível deles, mesmo assim a França ainda continuará a mais forte devido aos seus subnus e PA

Leonardo

Acho que a Turquia poderá daqui a alguns anos somente se equiparar à Itália. A França a meu ver está a um nível mais elevado devido aos meios navais que você citou. Acredito que submarinos nucleares como os que estamos prestes a construir realmente fazem a diferença. Sei que é um só mas gostaria de ver uns 12 no mínimo.

Esteves

Portfólio da empresa Roketsan. Desenvolve e fornece mísseis.

https://www.roketsan.com.tr/tr

Compramos replicantes. Navios de outros, mísseis de outros, submarinos e torpedos de outros. Em combate, em conflito, chegar no cenário de guerra levando armas do vizinho…é esquisito.

https://en.wikipedia.org/wiki/Roketsan

Last edited 2 meses atrás by Esteves
Alex Barreto Cypriano

A maquetinha da abertura da matéria é diferente da que fecha a matéria, que é a que foi detalhada. O maior problema do design desses navios é a integração entre o mastro de antenas com o volume do passadiço. E essa solução turca é tão feia quanto a francesa com mastro cônico, cômico…

Inimigo do Estado

Se tivesse 10 mil toneladas e 100 células VLS, daria para o Brasil entrar no projeto. E dinheiro é claro que o Brasil nunca tem.

Temos que começar a desenvolver projetos junto com países não-alinhados, principalmente os que estão em plena ascensão, e a Turquia é um desses, com uma indústria bélica de fazer inveja a qualquer um. Costumo ver seus recentes produtos no Instagram, são bonitos e bem arrojados.

Leonardo

Melhor ficar com as Tamandaré mesmo por enquanto, pelo menos tá mais garantido!

Jorge Miguel Carvalho

O que vão os gregos comprar agora? O mediterrâneo está a aquecer.

Leonardo

Vão recorrer aos franceses e americanos!

bjj

Interessante navio. Acho que a longo prazo, ao invés de pensar em porta-aviões e aviação embarcada, seria muito mais pé no chão a MB focar em algumas escoltas de defesa aérea com helicópteros (ou quem sabe drones) de alerta aéreo antecipado.

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