Concepção artística do SSN-AUKUS

Como parte do acordo AUKUS entre a Austrália, o Reino Unido e os Estados Unidos, a Rolls-Royce confirmou em março de 2023 que forneceria todas as suas plantas de reatores nucleares para propulsar os submarinos nucleares AUKUS como parte do acordo.

Em 13 de junho, a Rolls-Royce anunciou que dobraria o tamanho das suas instalações de Raynesway, que é um dos três locais nos quais a Rolls-Royce Submarines opera, financiado pelo Ministério da Defesa britânico.

A expansão do local ocorre quando a Royal Navy aumentou a demanda por crescimento por causa do acordo AUKUS, e é relatado para criar mais de 1.000 novos empregos além dos 4.000 já empregados na Rolls-Royce Submarines que se dedicam a apoiar a frota da Royal Navy. de submarinos e seus reatores de água pressurizada, um tipo de reator nuclear de água leve.

O presidente da Rolls-Royce Submarines, Steve Carlier, disse:

“Este é um momento verdadeiramente empolgante para o nosso negócio, com trabalho garantido que nos levará a apoiar os submarinos do Reino Unido e da Austrália até a segunda metade deste século. Ele verá milhares de empregos criados em toda a cadeia de suprimentos do Reino Unido, muitos dos quais aqui em Derby, e estamos orgulhosos de fazer nossa parte nesse esforço internacional.

Por mais de 60 anos, fornecemos energia aos submarinos nucleares da Royal Navy e nossos planos de expansão são o primeiro passo para ajudar a Austrália a adquirir sua própria capacidade de submarino de ataque de propulsão nuclear, ao mesmo tempo em que mostra a inovação e a experiência britânicas no cenário mundial”.

A Rolls-Royce não apenas fornece suporte para equipamentos de plantas de reatores nucleares para a Royal Navy, mas também em todo o mundo. Também está apoiando os programas de construção dos submarinos da classe “Dreadnought” e “Astute” da Royal Navy, ambos sendo construídos pela BAE Systems em Barrow-in-Furness, Inglaterra.

Os planejados submarinos movidos a energia nuclear SSN-AUKUS também serão construídos pela BAE Systems em Barrow-in-Furness para o Reino Unido, no entanto, ainda não se sabe quem construirá os submarinos no Estaleiro Naval de Osborne em Adelaide. Os novos submarinos substituirão os submarinos da classe “Astute” do Reino Unido e da classe “Collins” da Austrália e devem estar em serviço no final da década de 2030 e no final da década de 2040 em cada país, respectivamente.

Comparação do tempo em estação de submarinos convencionais (SSK) e nucleares (SSN) da Austrália em chokepoints críticos

 

FONTE: Overt Defense

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Esteves

Faça o que eu mando. E não faça o que eu faço, salvo se você tiver dinheiro para comprar o que eu já fiz e seguirei fazendo. O fato é que parece surgir um novo mercado: submarinos nucleares reatores nucleares Como afirmou um comentarista no post anterior, o mundo perdeu a virgindade. “Grande parte da reação ao anúncio inicial da AUKUS se concentrou nos desafios ao regime internacional de não proliferação nuclear. Sob acordos padrão com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), os estados que não possuem armas nucleares podem remover material nuclear do sistema de supervisão administrado pela… Read more »

Diego

As leis só vale pros outros, Acho muita hipocrisia quando vejo os EUA cobrando compromissos de direitos humanos de outros países sendo que ninguém sabe o que acontece em Guantanamo.
Agora vem essa questão que joga todo o trabalho e a validação da IAEA ao longo de décadas.
Acabou o respeito dessas agências internacionais, hoje oque vale e ter dinheiro e armas pra subjulgar o restante

Esteves

O mundo sabe o que passa em Guantánamo.

Willber Rodrigues

Então, né…. Décadas e décadas do Brasil sendo “bom moço”, cumprindo toda a burocracia, vistorias e exigências da AIEA, ONU, Klingon’s e o diabo a quatro, pra isso… Se o Brasilistão tivesse c*lhões e fosse sério, colocava esse programa nuclear na 5° marcha, e o resto do mundo ( e principalmente o Tio Sam ) que fossem pro diabo. Aliás, não duvido nada que, num futuro próximo, países como Irã e Coréia do Sul tambem invistam pesado em seus programas nucleares. “O que vale para o Norte vale para Norte. Para o Sul não vale exceto se for para a… Read more »

André Macedo

Sim, o Brasil tem total autonomia tecnológica para mandar o mundo “pro diabo”, produzimos muita coisa além de soja e produtos primários né? Kkkkkkkk a galera realmente acha que por sermos um fazendão estamos isentos de sanções, principalmente na porta dos EUA.

Willber Rodrigues

Se é pra continuar com esse pensamento, bora continuar abaixando a cabeça e dizendo “sim sinhô, não sinhô” pros EUA, satisfeito?

André Macedo

Nem um pouco, mas pesando geopoliticamente é mil vezes melhor não ter a bomba.
Se você quer viver num país sancionado em troca de um patriotismo tosco, aí é com você.

Willber Rodrigues

Não estou falando da bomba, estou falando do subnuc, que SEMPRE foi visto com “desconfiança” pela AIEA, EUA e o resto da comunidade internacional.
Mas se o caldo começar a entornar pro nosso lado, não vejo motivos pra não fazermos nossa nuke SIM.
Tá na hora do Brasil terminar esse subnuc, e fazer mais deles em seguida.

André Macedo

Se o caldo entornar pro nosso lado? Bomba nuclear é um projeto de uma década NO MÍNIMO, fora que é facílimo detectar particulas radioativas que indicam que o país está fazendo testes nucleares, sismógrafos etc.
Não é assim que funciona, se o caldo entornar, tentar construir a bomba só aceleraria a escalada e aumentaria as sanções.

O SSBN está sendo feito sem problema algum, o maior problema é interno.

Last edited 11 meses atrás by André Macedo
Jessiel De Jesus

Isso a Guerreiro, ótimo pensamento, Enquanto vc pensa en sanções , Altoridades Militar e político dos EUA seguem falando, Que os Recursos Da América do Sul, É para os EUA , Se alguém sair disso , ou seja buscar outro parceiro pra atender seus interesses, os EUA terão que agir como for necessário “”como for necessário vc acha que é agradando com flores”” .. A Índia na calada fez Armas nucleares ,Hoje ela negocia com quem ela bem Quer .. Chutar o balde e peitar todos num programa nuclear não, mais fazer silêncio e fazer armas na calada , Deveria… Read more »

Carlos Campos

sim, mas a soja é muito importante para o mundo vc achando ruim ou não, o Brasil sancionado ia gerar um inflação mundial, e já teve a guerra na ucrania e covid

André Macedo

Produtos primários e/ou alimentícios não são sancionados, assim como medicamentos e equipamentos médicos. Achar que o Brasil é imune por isso é falta de conhecimento, as sanções seriam no sentido de impedir a importação de tecnologia ou no petróleo.

Carlos Campos

Rússia tá sancionada, e tá vendendo petróleo via índia e Singapura, além de estar recebendo chips, via China com empresas de fachada, e outros meios, não seriemos imunes, porém não é tão grave quanto tu pensa que é, e só for assim, o Brasil vai ficar bem, afinal o nosso agro é nosso coração econômico, e nosso maior importador, ia pegar a sanção dos EUA e limpar bun.da

André Macedo

“Nosso” coração econômico não, eu não sou latifundiário nem ruralista kkkkkkk uma tonelada de soja vale 10 vezes menos que o iPhone que esse mesmo ruralista compra (fora os empregos que o iPhone geral numa cadeia mundial), só aí já perdemos na balança comercial, ou dinheiro entra ou sai do país, e nesse caso ele sai e com força. O único que se beneficia desse coração econômico é o ruralista, você e eu compramos mais caro que os gringos que compram o mesmo produto, voltado pra exportação. Você está olhando demais para números do que o país X vende ou… Read more »

Last edited 11 meses atrás by André Macedo
Carlos Campos

que só vender soja não é o ideal eu sei e concordo, a questão é que vc querendo ou não o que tem mais crescido e sustentado o país e sua balança comercial, é o agro, por isso de ser o coração econômico do Brasil, quanto as sanções, repito, é ruim, porém não é essa catástrofe toda, no final, se o Brasil fizesse, iam ter que engolir igual fizeram com Índia.

Carlos Campos

o problema da França é que ela não um parceiro confiável, mas daria para tentar pegar eles pela ganância.

André Macedo

Qual o acordo que os franceses deixaram de cumprir? O único foi o dos Mistral que seriam vendidos pra Rússia mas tiveram a venda interrompida pela invasão da Crimeia

Aéreo

Venda de armas para Israel no governo De Gaulle para não se indispor com o mundo arabe.
Acordo de aliança estratégica com a Libia firmado no governo Sarkozy, que posteriormente atuou para a deposição de Muammar Gaddafi quando escandalos ligavam a eleição de Sarkozy a financiamento líbio.

Entre outros
 

Carlos Campos

Parceria Estratégica com a França na primeira era Molusco. obrigado Aéreo

André Macedo

Por essa lógica nenhum país vendedor é confiável 😂😂

Carlos Campos

nenhum país vendedor é confiável, por isso mesmo que as potências procuram depender pouco dos outros, mas entre esses vendedores, a França é menos confiável que os EUA por exemplo.

André Macedo

A França nunca nos sabotou comercialmente, nunca tentou atrasar nossos programas como os EUA fizeram embargando ilegalmente componentes do VLS, nunca espionaram nossas empresas como a Vale e Petrobrás… Dizer que sua lógica está errada ainda é um elogio

Carlos Campos

só um pq um bandido não te roubou, não significa que ele não roube os outros.

Rodolfo

O problema é que a Marinha já solicitou ajuda dos EUA e foi esnobada (isso no mesmo período em que a ABIN ajudou o FBI a prender um casal que tentou vender segredos dos reatores da classe Virginia pro Brasil), depois o governo Bolsonaro discutiu com os russos da Rosatom durante a sua famosa viagem em 2022 antes da invasão da Ucrânia… acho que a França não vai querer se meter nesse vespeiro e ajudar mais além do que já fez ao fornecer o casco do Barracuda ao Brasil, até porque dentro da União Europeia países como a Holanda já… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

acho que a França não vai querer se meter nesse vespeiro e ajudar mais além do que já fez ao fornecer o casco do Barracuda ao Brasil”

A França não está fornecendo casco nenhum. O que ela forneceu de casco foram duas seções do primeiro S-BR, o Riachuelo, nas quais se fez o treinamento de engenheiros e técnicos brasileiros na França. Todas as demais seções de casco são fornecidas pela Nuclep desde então.

Sobre Barracuda, as dimensões da classe e as divulgadas do projeto do Álvaro Alberto não são as mesmas.

Rodolfo

Obrigado pela correção.

carvalho2008

Bem colocado , mestre Esteves. A França poderia dar o troco, usando o Brasil como alavancagem. Um reator AMPS de baxa potencia para emprego nos Scorpenes abriria um mercado muito maior e de quebra, possivel de entrar em produção antes do AUKUs Afora acima, reatores realmente puro sangue de grande potencia tambem poderiam por ela ser fornecidos. Na realidade, a França foi e dormiu de tôca….porque ela ja tinha o contrato com o Brasil e Australia….eu não ficaria surpreso de um movimento destes via Brasil, deslocasse um classe Riachuelo como item de portfolio a retomar na australia….este negocio de SubNuke… Read more »

sub urbano

Se os australianos apanharam com os classe Collins, que teve problemas praticamente em todos os estagios da produção. Imagina com um submarino nuclear? Ate esse sub ficar pronto a China ja comprou metade da australia kkk

Diogo de Araujo

Nessas horas que vemos como os países do Reino Unido são avançados, é praticamente um outro planeta quando comparado ao Brasil.

Marcelo Andrade

Sim, mas o Reino Unido tem quase 960 anos!! Melhor comparar com a Austrália e até mesmo os EUA, no sentido de tempo de existencia como nação independente.

ADM

Como parte do acordo AUKUS entre a Austrália, o Reino Unido e os Estados Unidos, a Rolls-Royce confirmou em março de 2023 que forneceria todas as suas plantas de reatores nucleares para propulsar os submarinos nucleares AUKUS como parte do acordo.

Põe a MB como cópia…