A explosão foi parte da Operação Hardtack I, uma série de 35 testes nucleares conduzidos pelos Estados Unidos de 28 de abril a 18 de agosto de 1958, no Pacific Proving Grounds

No vídeo abaixo, a explosão atômica de Wahoo, em 16 de maio de 1958. Um segundo após a detonação, foi criada uma cúpula de spray que atingiu uma altura de 840 pés (260 m) após sete segundos.

A forma geral da cúpula de pulverização se assemelhava a um cone com lados inclinados de 45 graus. Plumas foram vistas rompendo a cúpula de spray após seis segundos em todas as direções. A pluma vertical continuou subindo até 12 segundos após a explosão, enquanto as plumas laterais viajaram por 20 segundos antes de entrar em colapso.

O diâmetro da cúpula de pulverização era de aproximadamente 3.800 pés (1.200 m) na marca de 20 segundos. A onda de base atingiu um raio de 8.000 pés (2.400 m) na direção do vento após 1,7 segundos. A onda a favor do vento auxiliada por um vento de 15 nós (17 mph; 28 km/h) atingiu velocidades de 21 nós (24 mph; 39 km/h).

Essa onda de base pode ser vista por três minutos e meio e por mais tempo do ar, à medida que continua a se mover pelo oceano. Quando a cúpula de pulverização e a onda de base se dissiparam, uma mancha de espuma pode ser vista se espalhando da água da superfície zero para atingir mais de 6.000 pés (1.800 m).

A explosão nuclear foi calculada em 9 quilotons de TNT (38 TJ). Toda precipitação permaneceu dentro da área de precipitação prevista com um máximo de 0,030 R/h. O navio alvo a 5.900 jardas (2,9 milhas náuticas; 5,4 km) foi atingido diretamente pela onda de choque, vibrando todo o navio e sacudindo-o violentamente.

O navio da marinha mercante Moran atracado a 2.346 pés (715 m) de distância foi imobilizado devido a danos de choque em seu equipamento principal e auxiliar, ao mesmo tempo em que sofreu danos menores no casco. Uma hora e dez minutos após a detonação, uma amostra de cinco galões de água foi coletada diretamente acima do local da explosão, mostrando 5 R/h. A equipe de resgate entrou em um campo de 3,8 R/h após uma hora e trinta e cinco minutos.

VEJA TAMBÉM:

Teste de lançamento de foguete antissubmarino ASROC com carga nuclear

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Allan Lemos

Se fosse hoje em dia, os ecochatos ficariam choramingando por causa de um teste desses.

Dr. Mundico

E com alguma razão. Hoje sabemos que essa presepada detona recifes, corais e ecossistemas reprodutivos.

Esteves

Radiativo, radiação, radioatividade…existem taxas de exposição relacionadas ao material, ao contato, ao tempo de contato, aos órgãos expostos. As taxas tem decaimento que pode durar anos, décadas, centenas de anos. Enquanto isso a radiação está acumulada provocando efeitos.

Obviamente, todo o ecossistema foi atingido incluindo peixes e outros animais que servem ao consumo humano.

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2019/11/poco-de-lixo-radioativo-das-ilhas-marshall-pode-romper-por-causa-das-mudancas-climaticas.html

Evidentemente, tais informações são sempre relativadas e diminuídas para dar a impressão que querem dar: quem morre e morreu por contaminação na verdade morreu de chatice.

sergio

Eita eu pensei que fossem os canudinhos de plastico, que faziam isso, fui tapeado !!!!!!!

rui mendes

”Ecochatos” felizmente a ignorância de um certos negacionistas, é cada vez mais rara, uns pseudo-sábios e “muy” trumpistas, adeptos da mentira, do faz de conta e muito limitados aos likes e deslikes da vida.

Esteves

Essa é a tática. Exageros. Mentiras. Excessos. Repetições. Confusão. Negacionismo. No caos, a engorda da mentira encobrindo a realidade.

Está assim por todo o mundo. Idade das trevas.

Last edited 10 meses atrás by Esteves
sergio

Lembra dos testes que os franceses fizeram no atol de mururoa, era 95 ou 96 não lembro ao certo,foi uma palhaçada, e olha que era década de 90, só o Greenpeace, mobilizou um monte de gente, veleiro, navio,tudo hipócrita foram la protestar por que os testes iriam prejudicar o meio ambiente e foram la com barcos e navios que consomem toneladas de óleo por dia.

Alex Barreto Cypriano

O lero-lero sobre UAP (antigo UFO) sempre vai de par com as imagens de detonações nucleares. Tô esperando o despontar de uma nova onda de folk-rock e psicodelia… Mas o assunto é seriamente tratado no congresso americano e na USNavy. Bom, ao menos na USNavy, o frisson nuclear (readquir armas táticas) tem algum fundamento enquanto reminiscência e reação à decadência material e obsolescência ideológica.

Last edited 10 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Esteves

Sem poder e sem poder seguir inovando estão retornando ao básico.

— Povo da Terra, atenção. Povo da Terra, atenção. Viemos aqui para destruir.

Não dá pra sossegar o sono na incerteza que o inimigo pode destruir mais que você. É melhor destruir tudo.

Alex Barreto Cypriano

Paul Giara deu uma entrevista ao Bill Hamblet. Discutiram o texto do Ciara no Proceedings do USNI intitulado Time to Recalibrate: The Navy Needs Tactical Nuclear Weapons… Again. Aqui:
https://youtu.be/GwxDO5qCMIg
No passado eu referi ao efeito salvador que a capacidade nuclear tática teve pra US Navy, que li num texto do Jakub J Grygiel…

Esteves

Eles ainda confiam nessa capacidade tática. O porém é a falta de sucesso imediato que obrigaria respostas avassaladoras como destruírem cidades inteiras. A Rússia poderia, taticamente, ir explodindo a Ucrânia. Depois ocupam. Até a segunda leva todos morrerão…paciência. Soldado é bucha. Uma explosão tática no Hawaii: guerra total. Taticamente pode servir para impedir um avanço em razão da contaminação de aquíferos, sistemas de energia, água e esgotos destruídos, sistemas de saúde em caos. Isso em terra. No mar, contra uma FT de alto valor como porta-aviões de 100 mil toneladas o que também traria uma resposta vista lá em Saturno,… Read more »

Alex Barreto Cypriano

A coisa não é mais como nos 60/70 do XX, MAD (promessa de uso massivo de armas estratégicas – a partir de silos, submarinos e bombardeiros – pra desestimular o ataque pelo inimigo, a atal deterrência) e compromisso com não proliferação. Hoje desponta o Escalate to Descalate na esteira do ataque de precisão de longa distância e da disponibilidade de ogivas miniaturizadas de pequeno rendimento lançadas por mísseis do ar, superfície e subsuperfície. Lê o ensaio do Giara.

Esteves

Ok.

Alex Barreto Cypriano

Giarra. Desculpe pelo erro na grafia.

Alex Barreto Cypriano

Só voltei pra me desculpar e corrigir a grafia errônea do nome do autor. A grafia correta é sempre Paul Giarra.

Luis Marcello

Só que naquela época não houve DANOS AMBIENTAIS (visto os pássaros ainda voarem kkkkk ( SQN ? ) Impressionante !

AVISO DOS EDITORES:

4 – Não escreva em maiúsculas, o que equivale a gritar com os demais. As maiúsculas são de uso exclusivo dos editores para dar destaque às advertências nos comentários eventualmente editados ou apagados;

LEIA AS REGRAS DO BLOG:

https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Ciclope

Os pássaros voaram por quanto tempo?
Tem vários vídeos de teste nuclear que se mandavam a infantaria caminhar em direção ao local da detonação após a onda de choque passar. Você iria com eles?

Maurício.

Afundar um porta-aviões velho e cheio de amianto no mar: 🤬😡😠😤

Detonação de um artefato nuclear no mar: 🙈🤫

HANS KELSEN

Os tempos são outros, para de mimimi.

diogocld

Somente 9 kilotons… pergunto-me como seria uma detonação de alguns megatons debaixo d’água. Detonações nucleares são sempre impressionantes.

Lembro-me de ter visto uma entrevista de alguma figura mencionando uma proposta de se fazer detonações nucleares de tempos em tempos em que elas seriam televisionados para todo mundo e testemunhadas pelos principais líderes da humanidade para nos lembrar do horror nuclear. Ele argumentou que os vídeos não seriam impactantes o suficiente e isso serviria como aviso para os que eventualmente fazem ameaças nucleares. Achei uma ideia boba, mas fica a anedota.

Ciclope

Esses testes depois que os dados são jogados no computador não há mais necessidade de repetição. O computador depois e capaz de simular uma detonação na potência que quiser. O Paquistão, India e Coreia do Norte não precisaram fazer mais detonações subterrânea por isso.

Alex Barreto Cypriano

Tem algum bom artigo provando isso, que computador dispensou India, Paquistão e Coréia do Norte dos testes nucleares subterrâneos?

Carlos Crispim

Nenhum, Alex, pessoal chuta muito, na ânsia de defenderem suas ideologias, inventam qualquer coisa.

Esteves

“Uma hora e dez minutos após a detonação, uma amostra de cinco galões de água foi coletada diretamente acima do local da explosão, mostrando 5 R/h. A equipe de resgate entrou em um campo de 3,8 R/h após uma hora e trinta e cinco minutos.”

Procurei. Dezenas de publicações técnicas.

Professor Camargo poderia explicar os efeitos dessa exposição?

Ciclope

https://m.convert-me.com/pt/convert/radiation/rrmsievert/rrmsievert-to-rrroentgen.html?u=rrroentgen&v=3 Link de um site de conversão de equivalência radiológica. O cálculo de dano biólogico e feita em sievert. Adianto que 3.8 R equivalem a 33.33 sievert, que se exposto. Dependendo do local onde se vive, um indivíduo é exposto de 1 até 3 mSv por ano, sendo a média mundial de 2.4 mSv/ano. Há alguns lugares que os habitantes são expostos a 10 mSv/ano. Pode-se comparar essas doses com as doses de radiação envolvidas em exames de Raios X. Logo, o pessoal que foi colher a amostra de radiação dependendo do tempo de exposição, morreu em pouco tempo de… Read more »

Esteves

Os marinheiros voltaram ao navio contaminando a tripulação. A tripulação voltou pra casa. Contaminaram a família. A família foi à escola. Professores, funcionários e colegas foram contaminados. Obviamente, a escala e as doses vão decaindo. Mas os danos no DNA são irreversíveis. 10 milhões morrem de câncer por ano e a culpa, claro é dos ultraprocessados e dos refrigerantes. Esse número de 10 milhões, dizem que existe uma subnotificação elevada. Talvez seja o dobro. India, China, Indonésia e todo o Pacífico, EUA, são os campeões por morte de câncer. A Russia não conta porque a Rússia não mexe com essas… Read more »

Santamariense

“A Russia não conta porque a Rússia não mexe com essas coisas…contaminantes. Tudo na Rússia é limpo.”

Gostei da ironia.

Carlos Crispim

Contaminaram os outros como, as doses de radiação que eles tomaram “passaram” para outras pessoas ou objetos, de que maneira isso acontece, explique?

Esteves

Grato pela resposta.

Alex Barreto Cypriano

Pode ser feito em REM (Roentgen Equivalent Man), também. O Sievert é uma chatice, o R ou o REM dá números redondos e fáceis de lembrar independente do tempo de exposição continuada ou cumulativa: 1000 REM, 100% de mortalidade instantânea; 500, 50 % instantâneo; 250, 50% em semanas; 100, desenvolvimento de canceres e doença aguda por radiação; 50, doença leve por radiação; 10, tome duas aspirinas e vá pra casa. Ou algo assim.

Esteves

Uma vez…e claro que foi mais de uma, cidadão entrou com um desses lá. Tava rachado. Correria.

Outra vez, já contei, levaram topázios para medir a radiação. Topázios embrulhados em 1 lenço. Esvaziaram o andar.

E querem meter tudo isso dentro de um submarino pra brincar de roba monte. Bota e tira. Deixa matar.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gerador_de_tecn%C3%A9cio-99m

Alex Barreto Cypriano

O problema é que tem diferença na exposição radioativa externa e interna: aspirar partículas radioativas é altamente não recomendável pois leva a fonte ionizante pra junto de tecidos sensíveis e circulação sanguínea e não adianta evacuar a área pra evitar ser cumulado de radiação…

Esteves

Isso…dentro de uma instalação governamental que faz pesquisas e manipula.

Veremos como será em Itaguaí.

Carlos Crispim

Igual aos registros de óbitos atualmente de jovens morrendo de “infarto”, muito natural.

Alex Barreto Cypriano

Eu acho que o Esteves já conhece,mas recomendo ler os capítulos 9 e 12. Em especial a tabelinha no capítulo 12 sobre o efeito biológico da radiação. Aqui:
https://www.deepspace.ucsb.edu/wp-content/uploads/2013/01/Effects-of-Nuclear-Weapons-1977-3rd-edition-complete.pdf

Esteves

“Casualidades Japonesas”

Quando testaram no deserto mediram danos estruturais. Quando jogaram no Japão, mediram mortos e feridos. Não houve interesse (nesse estudo) em conhecer as vítimas seguintes que sofreram mutações e necessitaram de transplantes e tratamentos.

Casualidades.

Alex Barreto Cypriano

Ainda não sabiam bem sobre o radioative fallout. Isto só ficou claro e público com o Operation Crossroads (o famoso teste Baker), lá em Bikini, em meados 1946. Mas nos EUA a radiação dos testes fez, sim, vítimas: de John Wayne aos Downwinders.

sub urbano

Tireoide deve ter virado um pedaço de borracha…

Alex Barreto Cypriano

Os testes eram pra saber mais sobre elas e desenvolver formas eficazes de as usar. De quebra seriam demonstrações de poder que servissem pra amedrontar.

Last edited 10 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Esteves

Época que ainda está na moda. Veja a quantidade de comentários pedindo bomba e submarino bombástico.

Acreditam que bomba traz independência, poder, segurança.

— Mexe comigo não que taco bomba. Bomba atômica, viu.

Maurício.

“Acreditam que bomba traz independência, poder, segurança.”

Só vou acreditar nessa ladainha se um dia as potências nucleares abrirem mão de todos os seus artefatos, até lá, é bem assim mesmo, como você disse: “Mexe comigo não que taco bomba. Bomba atômica, viu.”

Camargoer.

Caro Terapode. O movimento ambientalista de hoje é filho do movimento pacifista contra as armas nucleares durante a Guerra Fria. O problema ambiental já existia, havia uma enorme discussão sobre a contaminação por chumbo usando com aditivo na gasolina e o lixo urbano e a necessidade de reciclagem já estava na pauta. O ponto é que a ameaça nuclear era muito mais urgente que os problemas ambientais, que eram menos críticos que agora. Depois do colapso da ex-URSS o mundo respirou aliviado com a perspectiva da redução dos arsenais nucleares. Antes disso, o problema dos testes nucleares atmosféricos já haviam… Read more »

Marcelo Andrade

Teve peixe frito para um ano!!!