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Porta-aviões britânicos: um em comissão…

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Entre os dias 5 e 23 de outubro, o porta-aviões HMS Illustrious da Royal Navy (Marinha Real) estará participando do Exercício Joint Warrior 092, uma operação conjunta das três forças singulares britânicas. As três fotos desta primeira parte da matéria mostram o embarque dos meios aéreos, realizado no último dia 28 de setembro.

Ao todo, embarcaram oito aeronaves Harrier GR9 da Ala de Ataque Naval (Naval Strike Wing), dois Helicópteros Merlin ASW (Anti Submarine Warfare – antisubmarino) do Esquadrão 814, dois Sea King ASAC (Airborne Surveillance and Area Control – vigilância e controle de área) do Esquadrão 854 e um helicóptero Lynx.

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Além dos britânicos, forças de outras 10 nações participam do exercício, que inclui 18 embarcações de superfície, 3 submarinos e aproximadamente 50 aeronaves. A bordo do HMS Illustrious, o comandante do Grupo de Ataque de Porta-Aviões do Reino Unido (COMUKCSG – Commander UK Carrier Strike Group), Comodoro Simon Ancona, estará liderando uma Força-Tarefa composta por 9 navios de diferentes países. 

Após o Joint Warrior 092, o Illustrious deverá seguir para Liverpool, onde ocorrerá o evento de encerramento das comemorações de 100 anos da aviação naval britânica.

…outro em preparação

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Em breve, o HMS Ark Royal deverá voltar à plenitude operacional. Atualmente, este que é um dos dois porta-aviões britânicos em atividade está cumprindo uma fase de testes de mar, após um período de manutenção. Nas últimas duas semanas, a tripulação do navio vem conduzindo testes de armas, de comunicações, de motores (nos quais atingiu-se 30 nós), de segurança (Initial Sea Safety Training – ISST), operações de lançamento, transferência e recolhimento de botes, além de operações no convoo com helicópteros Lynx, Sea King e Chinook, incluindo exercícios simulados de acidente com aeronaves.

Essa fase de adestramento vem sendo realizada próxima à costa Sul das Ilhas Britânicas. Segundo a Marinha Real, todos os departamentos do navio estão testando ao máximo sua efetividade, envolvendo-se continuamente em exercícios gerais de combate a incêndios e alagamentos. Destaque para o trabalho do Depto de Operações de Guerra, que opera em regime  24/7 testando assinaturas acústicas. Ao final do ano, o navio deverá entrar na fase BOST – Basic Operational Sea Training – Treinamento Básico Operacional no Mar.

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 FONTE e FOTOS: Royal Navy

23 COMMENTS

  1. eu bebi leite e a ponte esta inclinada ….a ilha esta direita! 🙂

    nao pode ser efeito da lente porque o barco ao fundo esta normal;

  2. Oi, bem parece que esse é o tão famoso Poder Naval, hum, que legal…

    Aé! esqueci de comentar!

    1). EFEITO DA IMAGEM

    Esse é o efeito da lente, essa parte apareceu torta assim porque essa foto fui tirara de uma câmera com lentes tipo “luneta”, e foi usado o zoom para bater a foto, e o que ficou no centro da foto saiu perfeito e o que saiu por fora, ficou mais torta que Jeremias depois da caninha. Além disso, essa foto deveria ter uma resolução maior, já que a parte torta está no lado de fora de apenas um lado. Conclusão: essa foto era maior e foi cortada, mas o cara não deve ter ligado para isso e publicou assim mesmo.

    2).PORTA AVIÕES

    Me da inveja de ver um país com esse ter um porta aviões desse tamanho e nós aqui, com uma coisa que parece uma. Os deles tem um piso de material diferente, feito para os pneus dos caças terem uma maior atrito, ajudando na frenagem.

    3). COMENTÁRIO PESSOAL

    Penso que temos engenheiros navais competentes para criar uma belezúra melhor que essa.
    Chega! Já cansei de dizer isso, pessoas competentes nós temos, mais verba nuca! Será que um dia esse país vai se dar conta de que temos o melhor pessoas do mundo? E que se o Brasil tivesse verba depois da Segunda Guerra, NÓS é que teríamos chegado no espaço primeiro. Esse país detém os melhores especialistas mais criativos do mundo, coisa que só um Brasil tem!

    Mas acho que o sofrimento é em vão! Pois de “patriotas”, só temos os entusiastas, esses sim são brasileiros.

    Salve símbolo augusto da paz!!!!

    Me desculpem pessoal, mas quando vejo um país com um PIB (Inglaterra ou não) menor que o do Brasil, e fazendo de suas Forças um verdadeiro escudo, me da raiva.

    Salve símbolo augusto da paz!!! Lá lá lá lá lá lá lá!

  3. Perece que ele foi para a reserva em 2005 e ficará lá até 2010.

    Quem sabe o Chile não compra!!!

    Se bem que acho um navio um pouco cara para o Chile manter. Afinal o Harrier é um avião que exige muita manutenção.

    A história do Chile comprar um desses foi desmentida pelas duas marinhas.

  4. “Me da inveja de ver um país com esse ter um porta aviões desse tamanho…”

    é, um porta aviões ligeiro que só pode opera aeronaves de decolagem vertical, se eu não me engano tem 190m de comprimento e 19000 toneladas. ou seja, não é tão grande. o opalão de 267m de comprimento de 32000 toneladas de deslocamento.

  5. É impressão minha, ou os GR.7 não possui radar?
    Essa é uma informação importante para os que criticam tanto o fato de o A-1 ter operado sem um até hoje.

  6. Apesar do GR9 ser um grande avanço sobre o GR7, igualmente nao possui radar e jamais possuirá, embora tecnicamente possivel, os custos envolvidos seriam muito elevados.

    O GR9 com suas limitaçoes terá que permanecer em serviço por mais 10 anos até que o “salvador da patria” o F35 entre em serviço ao menos em grande numero.

    Quanto aos 2 “porta-avioes” britanicos, espera-se que sejam substituidos por 2 porta-avioes “de verdade” mas caso haja atraso na entrega dos novos , uma real possibilidade, o HMS Illustrious,
    poderá ser descomissionado antes que seu sucessor HMS Queen Elizabeth entre em serviço e mesmo este terá que operar com GR9 antes que os F35 entrem em serviço.

    Triste realidade para a outrora magnifica Royal Navy reduzida à 30 unidades de superficie importantes, incluindo anfibios, meia duzia de submarinos de ataque e os 4 submarinos SSBN utilizando misseis Trident americanos apesar das ogivas nucleares serem britanicas.

  7. Caro Dalton.
    Um pouco antes da Guerra das Falklands/Malvinas, a Inglaterra anunciara a intenção de transferir o Invincible à Austrália e o Hermes ao Chile, durante o conflito, resolveu acabar o Ilustrious, cuja construção fora interrompida e, posteriormente ainda construiram o Ark Royal.
    A Inglaterra considerara sua inimiga, a URSS, e contra a qual se dispunha a ter somente SN.
    Graças aos mandatários argentinos de então, continua existindo a Força Aeronaval britanica, mantendo e evoluindo a doutrina.

  8. Marino…

    o Invincible seria rebatizado como HMAS Australia caso tivesse sido vendido à Australia.

    O Illustrious já estava quase pronto na epoca das Falklands, teve sim sua finalizaçao acelerada e acabou substituindo o Invincible alguns meses após o fim da guerra. Sua construçao nao havia sido interrompida.

    O Ark Royal já havia sido lançado à epoca das Falkands,um ano antes, portanto sua construçao nao foi iniciada depois do conflito…mas, sim, ainda levou 3 anos para ser comissionado.

    Mas operar apenas GR9s e em pequena quantidade, um notável feito,
    diante das restriçoes orçamentarias mal mantém a doutrina quanto mais evolui-la.

    Os 2 novos porta-avioes se e quando forem concluidos operando F35s darão sim um grande salto qualitativo resgatando a orgulhosa tradiçao aeronaval britanica.

    abraços

  9. Caro Dalton.
    Meu comentário foi com base em notícia publicada no Jornal A Tribuna, de Santos, na coluna Porto e Mar (hoje extinta), onde anunciava os novos planos do Almirantado Britânico, pela extinção da Força Aeronaval.
    Os comentários a respeito do Illustrius batem com o que eu li à época, quanto ao Ark Royal, devo ter confundido, início de construção com retomada, o fato, é que não fosse aquela guerra, hoje não haveria nenhum PA na RN.

  10. Baschera

    Eu só conheço o Dragon,mas na 1/144.Acredito que se der uma boa procurda em lojas de fora,achara algum set de conversção,de GR.7 para GR.9 nas escalas 1/72 e 1/48

    abraços

  11. Boa noite amigos:

    Olhando a foto, a torre parece mesmo inclinada, mas isso é apenas efeito da lente grande-angular da máquina que bateu a foto. Nessas imagens panorâmicas isso é comum ocorrer, pois esse tipo de lente é feito para maior abrangência do alvo. Eu não estava sabendo que a Inglaterra estava operando apenas 2 porta-aviões. Mas lembro-me de quando havia sido feito um upgrade nos Sea Harrier que foi a troca dos radares Blue Fox para os Blue Vixen, que foi a base para os radares Captor dos Eurofighter Typhoon. Já tornava possível o uso dos mísseis AIM-120, ampliando em muito a capacidade de interceptação e superioridade aérea dessas aeronaves, que não são as da foto.

    O Harrier realmente é um avião exponencial e um marco para o seu tempo. Uma pena que a marinha britânica demorou tanto tempo pra perceber isso, resistindo inclusive à idéia desses aviões operarem em porta-aviões. A capacidade V/STOL dessas aeronaves simplesmente revolucionou as operações aeronavais em marinhas do mundo inteiro, permitindo diminuir custos com o tamanho de embarcações que antes se limitavam acima das 20 mil toneladas de deslocamento para caças a jato. Sua célula, apesar de convencional, poderia ainda evoluir muito com advento de ligas de RAM cada vez mais modernas, radares AESA, sistemas de controle de vôo FBW e CCV, além da evolução natural dos propulsores. Esse avião teria tudo para operar em funções além das navais dentro do estado de arte. Se a Inglaterra ainda mantivesse seu velho ímpeto na construção solo de suas aeronaves, seria uma opção e tanto pra qualquer país.

    Quanto ao F-35 citado nos comentários, tudo indica que será um excelente avião, mas a que custo??? Um Sea Harrier, caro para os padrões da época, saia por menos de 15 milhões de libras por unidade. E mesmo sendo monomotor, por menos de 50 milhões de dólares um F-35 não custará em vista de que um Super Hornet já supera esse valor. Na atual conjuntura de descontentamento popular que a Inglaterra vive com sua postura de seguir as decisões de política externa dos EUA, a aquisição dentro do padrão das forças britânicas dificilmente será cumprida. Some a isso as baixas que o exército inglês sofreu na invasão do Iraque: houve muito descontentamento das famílias pelas perdas que sofreram e por algo que a Inglaterra nada lucrou. O que ajudou a encerrar a gestão do então 1º ministro Tony Blair. As coisas em parlamentos são um pouco diferentes do que nas repúblicas, pois muito se discute e se consulta até chegar a uma decisão final. E gastar desbragadamente com defesa já é algo que não faz parte dos planos dos ingleses, ao contrário dos norte-americanos. Para o azar de Obama…

    Um abraço a todos os amigos do blog naval.

  12. Jotapecosta,

    Só complementando seu comentário, para que recém-chegados não façam confusão: não só a RN diminuiu de três para dois o número de NAes classe Invinclible (colocando na reserva o líder da classe)como deu baixa nos Sea Harrier, sendo que agora opera a patir dos dois NAes uma força conjunta de Harriers da Força Aérea e da Aviação Naval, voltados para missões de ataque.

  13. Bom dia…

    Jotape, discordo um pouco quanto ao fato dos britanicos terem demorado para perceber a utilidade dos Harriers,ou mesmo resistindo a usa-los em porta-avioes.

    Já naquela época, em plena guerra fria, os britanicos estavam fazendo cortes principalmente na marinha, vide o cancelamento dos novos porta-avioes e em consequencia o cancelamento de um jato supersonico que seria operado por eles.

    Em suma, não é o fato dos ingleses nao apoiarem tanto a politica americana hoje, ou o descontentamento da populaçao, que alias, seja em qualquer lugar do mundo, prefere escolas e hospitais a armamentos
    mas a Inglaterra simplesmente nao pode mais se dar ao luxo de investir muito em defesa. E os cortes continuam…

    Voltando então aos Harriers e Sea Harriers, estes coincidentemente
    estavam prontos para operar em numero razoavel justamente quando o Hermes foi convertido e o Invincible- na verdade um consolo para o cancelamento dos CVA1 e 2 que seriam muito maiores- foi comissionado
    ou seja, tudo por volta de 1978-1980…nao teria sido possivel esta combinaçao de navios e aeronaves antes de qualquer forma.

    A guerra das Falklands mostrou a eficiencia dos Harriers, mas mais ainda, o “casamento perfeito” entre aeronave e porta-avioes leve com rampa que foi copiado por outros paises e mesmo aperfeiçoado no terceiro “Invincible”, o Ark Royal que estava em construçao em 1982 e teve sua finalizaçao atrasada para incorporar liçoes aprendidas na guerra.

    O Harrier foi uma aeronave excepcional, mas, nunca foi pareo para avioes navais catapultados e mesmo a Russia apesar de seu unico porta-avioes ter uma rampa ,utiliza aeronaves que possuem ganchos para pouso, ou seja , sao aeronaves maiores, e os porta-avioes britanicos classe Invincible nem possuem cabos de frenagem.

    O F35 como vc deve saber, virá em 3 versoes, e os britanicos ainda nao sabem se seus novos porta-avioes serão equipados com catapultas ou rampa, portanto nao sabem se irao adquirir o F35C ou o F35B respectivamente, mas seja qual for, será um enorme avanço com relaçao ao Harrier.

    O Harrier envelheceu e precisa um substituto, e o F35 que se tudo caminhar bem será produzido em grandes numeros e portanto seu valor tenderá a cair e sua manutençao será mais em conta também, irá se adequar nao somente a Royal Navy, mas varias outras marinhas que operam pequenos ou médios porta-avioes, cito aqui o novissimo Cavour italiano.

    Desculpe se me alonguei em assuntos que vc já tenha conhecimento, mas quem sabe algumas “bobagens” que escrevi sejam uteis para mais alguem que venha a ler.

    abraços

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