A Associated Press noticiou que os estrategistas navais americanos estão preocupados com o míssil balístico chinês Dong Feng 21D, capaz de atingiar navios-aeródromos americanos a uma distância de 1.900 milhas (3.000km).

O Departamento de Defesa dos EUA vem acompanhando o desenvolvimento de uma versão convencional do DF-21, um míssil balístico antinavio (ASBM – anti-ship ballistic missile).

Este seria o primeiro míssil balístico capaz de acertar um navio-aeródromo em movimento, disparado a partir de lançadores móveis. O míssil seria dotado de veículos de reentrada (MaRVs) com algum tipo de guiagem terminal.

O primeiro míssil pode ter sido testado entre 2005-6 e o lançamento dos satélites como o Jianbing-5/YaoGan-1, Jianbing-6/YaoGan-2 entre outros, poderá dar aos chineses informações de localização dos alvos e imagens SAR para o míssil.

Segundo analistas, a nova arma representará um enorme salto na capacidade chinesa de negar o uso do mar ao redor de Taiwan.

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

53 Responses to “Míssil balístico chinês ‘matador de porta-aviões’ de novo na mídia” Subscribe

  1. Wagner 5 de agosto de 2010 at 23:54 #

    WELL WELL WELL…
    Não sabia que a Hiperpotência tinha algum tipo de preocupação…

  2. Cláudio 6 de agosto de 2010 at 0:24 #

    Afunde um NAe nuclear dos EUA e verá o seu País ser varrido do mapa.

    Por outro lado, é uma excelente arma “Dissuasiva”…

    O Brasi que tem muito petróleo no pré-sal deveria de ter uma arma dessas, mas é sonho….!!!

  3. V.T.G. 6 de agosto de 2010 at 0:27 #

    Quem já passou por Taiwan sabe que aquele estreito é tenso!

    Enquanto os navios do Tio Sam desfilam nas águas, os canhões chineses ficam brincando de seguir o navio!

  4. MatheusTS 6 de agosto de 2010 at 1:39 #

    1 foto éra uma hora perfeita matar dois com uma cajadada só O.o…..
    E realmente eu não faria isso éra uma nuclear bem no meio e 5000 convencionais no que sobrar……ia virar um buraco no mapa ou oceano novo quem sabe…..

  5. Carlos Velasco 6 de agosto de 2010 at 7:26 #

    A melhor parte é a que viria depois da destruição da força americana. Ao pensar nas debilidades chinesas e em todo o potencial agrícola e mineral da África e das Américas, e no desprezo que os chineses possuem pela gente que ocupa estas zonas do globo (logo eles que mataram 76 milhões dos seus), não é difícil imaginar, a não ser para os que acham que o fim da história chegou…

  6. robert 6 de agosto de 2010 at 8:50 #

    Chupa!

    Quem disse que chinês só vende e fabrica porcaria? :D

    Só cópias batatas e etc….

    Ta aí a prova de que o baguio ta ficando loco por aqueles lados.

    E esse eu garanto, vc NÃO vai achar no Paraguay e nem na 25 de Março! :D

  7. david 6 de agosto de 2010 at 9:18 #

    eles nao seriam locos de fazere uma coisa dessas. so lembrando que essa arma serve mesmo e pra dar medo nos americanos.

  8. Invincible 6 de agosto de 2010 at 9:31 #

    A China esqueceu que o Tio Sam pode derrubar seus preciosos Satélites.

  9. paulomaffi 6 de agosto de 2010 at 9:46 #

    Parafraseando: “Quem não tem convôo na alça de mira que atire o primeiro Tomahawk!”

  10. Bruno Mato Grosso 6 de agosto de 2010 at 9:46 #

    Invincible, pensei exatamente a mesma coisa. SE China e EUA forem se pegar, o primeiro alvo são os satélites.

  11. Bosco 6 de agosto de 2010 at 10:00 #

    Não acredito muito que essa arma atinja o nível operacional pela temeridade do seu uso ser confundido com um míssil nuclear.
    Se forem usar um míssil balístico com 3000 km de alcance contra uma frota americana, melhor que seja nuclear mesmo já que o caldo vai entornar de qualquer jeito.
    O próprio EUA meio que cancelou um programa que visava dotar o SLBM Trident de uma ogiva convencional pelo temor do uso de tal arma em ser confundido com um míssil nuclear e iniciar um contra-ataque.
    Vale lembrar que operacional ou não, tal míssil já possui uma contra partida da USN na forma de mísseis antibalísticos. Sem falar que os mísseis antibalísticos do exército, THAAD e PAC3, podem ser integrados aos navios AEGIS abrindo o leque de defesa.
    Só de curiosidade, o primeiro míssil semelhante foi o Pershing II da década de 80 que tinha 1800 km de alcance e era guiado por um radar de correlação de área (não existia o GPS ainda) e sua ogiva de reentrada podia mudar sua trajetória, dando uma precisão de 10 metros contra os centros de comando do Pacto de Varsóvia no caso de guerra.

  12. MVMB 6 de agosto de 2010 at 10:30 #

    TECNOLOGIA É ISSO AÍ.

    A CHINA SERÁ A SUPERPOTENCIA DA SEGUNDA METADE DESTE SECULO.

  13. Cronista 6 de agosto de 2010 at 10:36 #

    A China já é superpotência…..
    A China não atacaria um NAe norte-americano com medo da retaliação? Pouco provável já que também tem, tal qual os EUA, arsenal nuclear em terra e no mar.
    Se a arma se provar efetiva, e os testes servem para este tipo d epropaganda tambem, talvez nem precisem usar, porquer a US Navy terá que se manter muito distante do mar territorial chinês para evitar uma perda catastrófica como esta. Eu aposto mais no seu poder de dissuasão do que no de destruição.

  14. Aldo Ghisolfi 6 de agosto de 2010 at 11:01 #

    Criada a ameaça numa ponta, feita a defesa na outra. Tudo o aparato chines funciona excelentemente bem SE conseguirm manter seus satélites operacionais, fisica e eletronicamente considerados. Podem ser destruidos ou serem interfereridos. Achei a notícia muito boa sob a ótica do desenvolvimento e da pesquisa, desejando que sirva de alerta para nosso MD.

  15. Jorge Nunes 6 de agosto de 2010 at 11:52 #

    Não deixa de ser uma opção barata para enfrentar a US Navy, ao invés de criar uma outra frota rival se cria meios baratos de enfrentar a frota existente.

    Pois, de um lado sabe que os EUA não vão passar da irritação na ONU, pois, não tem dinheiro para ir a guerra contra a China. Ou deixarão seus soldados a própria sorte no Afeganistão caso realmente haja conflito.

    Pois, o orçamento dos EUA está além da capacidade do Estado em continuar se financiando, pois, as empresas que ganham dinheiro no Iraque e no Afeganistão são as mesmas que conseguiram reduzir seu impostos para o Estado.

    As forças armadas dos EUA são muito caras e procuram constantemente sarna para se coçar, elevam ainda mais seus gastos. Querem cercar a Rússia e a China e acham que eles ficam sentados esperando?

    Na certa a Rússia e a China já desenvolveram artefactos para lidar com a US Navy.

    Os chineses gastarão menos dinheiro que os EUA no conflito e ainda serão chineses depois do conflito.

    Nos EUA o problemas são outros com vários estados da federação falindo (Ohio e Califórnia já vão pedir penico) é bem capaz de se dividirem mesmo e formarem outros países, para não quererem pagar a conta.

    Mas a China ficaria com prejuízo nas mãos, pois todo o papel do tesouro americano que tem perderia valor, cerca de 1,5 trilhão de dólares que a China tem que receber dos EUA viraria papel sem valor. E para funcionar o governo dos EUA precisam de 2 bilhões de dólares diários, que a China financia… sendo assim não haverá guerra, dói demais no bolso.

  16. Fábio Mayer 6 de agosto de 2010 at 12:03 #

    Arma de dissuasão, mas penso que a China não teme os PA(s) norte americanos na exata medida em que não pretende atacar ninguém que não lhe faça fronteira. Uma guerra envolvendo a China seria próxima de suas bases aéreas e navais, e mesmo todos os PA(s) americanos não embarcariam quantidade suficiente de aeronaves para sustentar uma guerra contra aChina em se territorio.

  17. Fábio Mayer 6 de agosto de 2010 at 12:11 #

    Aliás, os PA(s), é fato notório, são intrumentos e projeção de poder.

    Mas só se projeta poder quando se sabe que ele, mesmo limitado dentro de um PA, ainda é capaz de vencer o inimigo.

  18. Dalton 6 de agosto de 2010 at 12:45 #

    “Na certa a Rússia e a China já desenvolveram artefactos para lidar com a US Navy.”

    Provavelmente Jorge, mas também estão se armando uma contra a outra
    e há grande possibilidade de problemas fronteiriços mais sérios do que os que já houveram até hoje.

    Os demais países na região, estão investindo mais em armas por conta da China também, incluindo o Vietnã que reaproximou-se dos EUA e da França.

    “é bem capaz de se dividirem mesmo e formarem outros países, para não quererem pagar a conta.”

    Eles tiveram já uma sangrenta guerra civil para manter unido o País…hipotese totalmente descartável!

    abs

  19. Observador 6 de agosto de 2010 at 13:14 #

    Seria muito bom se o Brasil adquirisse alguns destes brinquedos …..
    Tem varias materias falando sobre os novos misseis da avibras com alcance de 300 milhas, este missil chines alcança 1900 milhas , um alcence 6 vezes maior ….. Precisamos de submarinos e misseis como este Chines para protejer nosso litoral ………

  20. cadugoes 6 de agosto de 2010 at 13:44 #

    Vejo aqui muitos falando que os chineses teriam seus satélites destruidos e desta forma não poderim usar estas armas. Isso é uma realidade. Mas a outra ponta desta realidade é que a China também vem desenvolvendo a tecnologia para destruição de satélites inimigos, e o mesmo aconteceria com os dos americanos. E sem seus satélites de precisão, as forças americanas seriam facilmente vencidas por forças hostis, uma vez que praticamente todo seu poder de combate se faz a partir de misseis guiados por GPS e seus combatentes fortemente influenciados por informações de inteligencia retiradas destes mesmos satélites.

    Com a destruição dos satelites de ambos, estes iriam lutar batalhas a moda da II Guerra, e desta forma, hoje, os chineses sairiam muito melhor, pois são menos dependentes destas tecnologias.

  21. ditongo 6 de agosto de 2010 at 15:19 #

    De que adianta derrubar satélites se os porta-avioes ficariam intactos, para atacar usanda apenas as informações de seus aviões sensorres, aviso antecipado dentro outros detectores aereos.

    Melhor destruir primeiro os NAe da US Navy, pois o que seria dos EUA sem sua frota de NAe? O poder de ataque ficaria bem reduzido.

    Os EUA ficarão bastante limitados sem seus porta-aviões.

  22. Fernando Sinzato 6 de agosto de 2010 at 16:11 #

    Isso é arma para se usar em caso de guerra nuclear comendo solta.

    Não tem a menor utilidade… A não ser demonstrar uma suposta capacidade de veículos de reentrada manobráveis.

    Abraços.

  23. massa 6 de agosto de 2010 at 17:59 #

    Os EUA não precisam de PAs pra brigarem contra a China, há dezenas de bases no Japão que poderiam ser usadas, sem falar da Coreia do Sul e centenas de pequenas ilhas do Pacífico…
    Num conflito armado contra a China os americanos usariam um PA como uma isca, “um novo Pear Harbor”, atacá-la seria um “favor” pros “falcões” americanos…
    Jamais os americanos seriam idiotas em iniciarem um conflito contra eles, provavelmente os chineses não cairiam nessa armadilha tbem, como fizeram os japoneses na 2GM.

  24. Bosco 6 de agosto de 2010 at 18:28 #

    Um dos passatempos mais usados na China e Rússia é ficar imaginando como destruir os porta-aviões americanos e a frota que os acompanha.
    Torpedos de supercavitação que se movem a 500 km/h, mísseis de cruzeiro supersônicos, míssil balístico antinavio, satélites de vigilância marítima em órbita, etc.
    A continuar com essa criatividade toda um dia eles acertam. rsrsr
    Fato é que o lugar mais seguro pra se estar no caso de uma guerra é dentro de um porta-aviões classe Nimitz.

  25. Tito 6 de agosto de 2010 at 18:52 #

    Imagino a reação dos EUA caso os Chinas conseguissem afundar um Porta-Aviões deles. A china será a potência do futuro, mas será, hoje e mais uns bons anos ainda quem tem o maior porrete são os EUA.

  26. brazilwolfpack 6 de agosto de 2010 at 18:52 #

    Nao havera guerra com a China no futuro proximo porque…a China e quem esta bancando as aventuras do Iraque e Afeganistao. Aqui nos EUA a coisa realmente esta fedendo ,estamos sim broke,como se diz por aqui . Guerra com a China??? Muito improvavel. Mas voltando ao tema dos misseis anti-navio novos,sim sao uma arma dissuatoria incrivel. A China nao e Brasil,nao. La eles fabricaram centenas,nao 3 ou 4. Caso necessario,eles lancariam duzias desses bichinhos contra um George Washington por exemplo. Mesmo com as medidas defensivas mais avancadas do mundo,basta um passar e vai o George Washington pro espaco. Tambem,um conflito desta magnitude no futuro teria como os primeiros alvos todos os satelites,sejam eles americanos ou chineses. Adeus GPS. Em dado caso,a China reinaria na regiao,ja que armas nucleares estariam fora do jogo,ja que a China tambem poderia revidar com seus misseis nucleares,a tao conhecida M.A.D.,reinante no mundo moderno. Para sumarizar,a US Navy ficara bem longe da China no futuro.

  27. Calheiros 6 de agosto de 2010 at 19:00 #

    Diz um velho ditado que: quem mora com sapo de cócora com ele, se ja deduzimos que em um possivel confronto entre as duas potencias, os primeiros a serem destruidos seriam os satélites, a pergunta é será que os chineses não sabem disso ou os estrategistas deles andam dormindo.é gente nos que nos cuidemos de nos como diz os mais sábios.se não veremos o bonde passar.

  28. Bosco 6 de agosto de 2010 at 19:20 #

    O pessoal que comenta em blogs de Defesa precisa avisar aos EUA, China, Rússia, etc, que eles dispõem de capacidade antisatélite porque ninguém tá sabendo disso por lá.

    Elizabeth,
    Clamo pela sua intercessão. rrssrsr
    Faça rapidamente um artigo sobre a real capacidade antisatélite à disposição dos países que detenham essa tecnologia hoje e num futuro previsível, antes que mais uma lenda da internet que vaga nos blogs de defesa como verdade absoluta seja criada.
    Já “sinto” que muitos acham que a China, Irã, Rússia, etc, conseguem destruir satélites a um simples apertar de botões e que de uma hora para outra colocam os EUA cego, surdo e mudo.
    Vale lembrar que dos 845 satélites operacionais hoje, 2/3 são americanos e 2/3 destes são com finalidades militares. A grande maioria acima de 1800 km.

  29. Bosco 6 de agosto de 2010 at 20:37 #

    Tudo pode acontecer no futuro.
    Tanto a China pode vir a ser a potência dominante para o deleite dos que odeiam os americanos como os americanos podem virar o jogo e continuarem os manda-chuvas por mais esse século e além.
    A China é um caldeirão com 1,5 bilhão de pessoas que, de uma hora para outra, pode virar do avesso e dar duas piruetas.
    Do mesmo modo os EUA podem sair fortificados dessa fase de crise que o Mundo atravessa. Vai saber?
    O Mundo tá girando e nada como um dia atrás do outro.

  30. Cronista 6 de agosto de 2010 at 23:05 #

    Um conflito EUA x China seria na arena convencional e com respeito mútuo de certos “itens”. Os dois pa´sies são potências nucleares e nos EUA não deve haver ninguém que duvide da dterminação chinesa de usar seu arsenal na defesa do país.
    A arma em questão é dissuasória e tem um significado imenso: EUA, não chegeum perto!
    Não podemos aplicar as mesmas regras que foram válidas para Iraque, Afeganistão, Vietnan, etc…à China ou mesmo Irã, são duas nações com determinação e coesas em torno de seus objetivos.
    Só num cenário de conflito global os EUA arriscariam um conflito com a China, quando sua própria sobrevivência estiver em risco e sabem porque, além da questão nuclear? Porque a China é, literalmente, sócia do Tesouro Americano…. E viva os Fundos Soberanos!

  31. Bosco 6 de agosto de 2010 at 23:11 #

    Tiago,
    com certeza, se existir mesmo, o DF-21 contaria com um sistema de atualização por data-link e com um veículo de reentrada manobrável com um radar ativo.
    Um míssil balístico lançado contra um porta-aviões situado a 3000 km a 30 nós (55 km/h) de velocidade levaria uns 15 minutos no percurso. Quando chegasse, o “alvo” já teria se afastado mais ou menos uns 13 km da posição inicial da hora do lançamento.
    Só mesmo com “atualização de meio curso” e com ajuda de um sistema de orientação terminal montado num veículo de reentrada manobrável, dotada de meios para mudar a trajetória balística (aletas móveis e/ou foguetes).
    Sem falar que o monitoramento do porta-aviões deve ser constante e feito por um radar em órbita, porque não teria lógica se feito por um navio ou por avião de patrulha nas proximidades, já que se eles conseguiram chegar tão perto a ponto de vetorar um míssil balístico, eles mesmo podiam atacar o porta-aviões.
    Ou seja, é tudo muito difícil e complexo. Eu tenho por mim que não passa de uma boa idéia. Pelo menos ainda. Quem sabe daqui uns 20 anos um míssil balístico antinavio de alcance médio seja praticável, quando já houver uma constelação de satélites radar para vigilância naval em operação pelos chineses.
    Um abraço.

  32. aquino 6 de agosto de 2010 at 23:30 #

    eu naõ acho caro bosco que os russos passam tempo estudando como destruir os porta avioes americanos eles tem misseis capazes como o moskit e outros pois esse conceito era principal na guerra fria afundar a us navy e hoje naõ mudou nada….

  33. Galileu 7 de agosto de 2010 at 0:02 #

    Eu concordo com o Bosco.
    Não acredito que o alcance seja 3.000km, mas se for, pode ter certeza que vem com ogivas nucleares, não faz sentido não ter, principalmente por ser um Nae.

    Bosco, sabe me dizer se a principal ou melhor arma contra um Nae classe nimitz é uma pequena ogina nuclear??

  34. Fernando Sinzato 7 de agosto de 2010 at 0:21 #

    Senhores fica a pergunta:

    Como diferenciar tal arma de um nuke legítimo?

    Entenderão?

  35. Bosco 7 de agosto de 2010 at 0:30 #

    Galileu,
    Pra ser sincero eu acho sim. Qualquer país que enfrente os EUA e tenha que atacar uma força tarefa americana, se tiver armas nucleares, o jeito seria usá-la, porque um único porta-aviões americano concentra mais poder de fogo que a maioria dos países do globo. É um alvo de tal valor, que justifica o uso de arma nuclear, seja na forma de míssil cruise, balístico ou torpedo.
    Se um dia houver uma guerra entre chineses e americanos, coisa que acho bem improvável de ocorrer, o melhor seria já partir logo para as armas nucleares, porque se um Nimitz afundar com 6000 tripulantes e 80 aviões de combate (e provavelmente algumas armas nucleares a bordo) mesmo que por efeito de armas convencionais, a resposta será tão vigorosa que dificilmente a escalada de eventos não leve ao uso de armas nucleares. Ou seja, já que pisou no tomate o jeito é chutar a jaca.
    Dizem que os EUA possuem 51 estados + 11 porta-aviões.
    Por isso é pouco provável que haverá uma guerra entre esses dois países, assim como com a Rússia.
    Talvez hoje os super porta-aviões e os submarinos nucleares sejam os únicos alvos táticos que justifiquem o emprego de armas nucleares.
    Duvido que os americanos não tenham algumas cargas de profundidade nucleares guardadas para um eventual conflito em que seus porta-aviões se vêem ameaçados por submarinos inimigos.
    Agora, como o Aquino lembrou, existem muitas armas que poderiam penetrar as defesas de uma força tarefa e fazer um estrago. Mas não é fácil não.
    Um abraço meu amigo.

  36. Fernando Sinzato 7 de agosto de 2010 at 0:49 #

    Na prática é como uma frase ao qual não me recordo o autor:

    Seja o que for que vier do espaço, tenha uma unica certeza:

    É o cavaleiro do apocalipse.

  37. Fernando Sinzato 7 de agosto de 2010 at 0:52 #

    …em sua direção.

  38. Bosco 7 de agosto de 2010 at 1:31 #

    Fernando,

    Não tem jeito não.
    Seria mais ou menos assim:
    Há uma forte tensão entre os EUA e a China. Os EUA possuem uma força tarefa no Mar da China, entre Taiwan e o Japão.
    Em resposta a movimentação da frota americana os Chineses lançam uma salva de 6 mísseis DF-21.
    O lançamento desses foguetes é detectado pelo satélites de alerta do NORAD.
    Os cruzadores AEGIS recebem a informação do lançamento de mísseis e passam a rastreá-los com seus radares.
    É confirmado que o alvo são os navios americanos e que restam 12 minutos para o impacto.
    Mísseis SM-3 antibalísticos são lançados para interceptar os mísseis além da atmosfera, na fase intermediária.
    Caças F-18 partem dos porta-aviões.
    É estabelecida a condição DEFCON 2. O presidente é informado.
    Os submarinos Ohio são colocados em estado de alerta máximo.
    Idem para os Minuteman.
    Faltam 5 minutos para o impacto. 4 mísseis são interceptados em órbita.
    Dois mísseis continuam a caminho.
    Em resposta imediata são lançados 80 Tomahawks contra alvos selecionados no interior da China.
    NORAD informa que mais mísseis foram lançados contra a frota.
    Faltam 60 segundos para o impacto.
    Mísseis SM2Block IV são lançados na tentativa de interceptar os mísseis restantes na fase terminal, endoatmosférica.
    Setenta F-18SH e F-35 já estão no ar lançados por dois porta aviões e por 2 navios de assalto. Armados até os dentes.
    Condição DEFCON 1.
    Vinte segundos para o impacto e contando. Um Standard consegue atingir o alvo. Falta um míssil.
    Dez segundos para o impacto. O presidente ordena um ataque nuclear.
    O USS Nebraska é ordenado a lançar 2 Tridents contra a Second Artillery Corps 812 Brigade Base chinesa próxima a província de Qinghai de onde partiram os DF-21.
    Tempo ZERO. O USS George Washington é atingido e esplode em um enorme bola de fogo.
    Vinte minutos após o impacto. A base 812 e a província de Qinghai é varrida do mapa com a detonação de 12 ogivas de 470 kt.
    Trinta minutos após o impacto. O NORAD alerta que ICBMs foram lançados da China em direção aos EUA.
    É ordenado o lançamento d 60 Minuteman contra a China e a Rússia.
    A Rússia lança mísseis contra os EUA e a China e o Reino Unido.
    Uma semana após o impacto. Dois bilhões de pessoas foram exterminadas. Mais 1 bilhão irão morrer nos próximos 3 meses.
    FIM. Literalmente. rsrsrsrs

    Um abraço.

  39. Galileu 7 de agosto de 2010 at 1:53 #

    lol valew Bosco!!

  40. Fernando Sinzato 7 de agosto de 2010 at 9:05 #

    Mestre Bosco,

    Realmente assustador este relato. Esperamos jamais chegar a esta situação.

    Um grande abraço.

  41. Michel Lineker 7 de agosto de 2010 at 16:22 #

    Bosco porque os USA colocariam a Russia na briga e ainda contra si proprio? Não seria melhor chama a Russia para o seu lado?

  42. Bosco 7 de agosto de 2010 at 18:13 #

    Michel,

    Os EUA só é o que é dentre outros motivos porque na SGM seu território foi polpado. Numa eventual TGM , vendo alguns ICBM com ogivas múltiplas vindo em sua direção, a última coisa que um país vai querer ser é justo ou politicamente correto.
    Nem os EUA nem a China , Rússia, Reino Unido, etc, muito provavelmente não irão querer acordar no dia seguinte completamente arrasados e se verem em um mundo dominado por um ex-inimigo nuclear que tenha ficado intocado.
    Claro que o que fiz foi apenas o exercício da minha imaginação, rsrsr, mas em todos os cenários possíveis e imagináveis há grande possibilidade de uma escalada que, partindo de uma guerra convencional limitada entre potências nucleares, venha a degringolar numa guerra nuclear generalizada.
    Exatamente esse temor é a base da MAD (Destruição mútua assegurada), que funcionou tão bem no passado e embora disfarçada, funciona até hoje.

    Um abraço.

  43. Leandro Requena 7 de agosto de 2010 at 19:37 #

    Bosco

    Isso que você escreveu daria um belo roteiro de filme… :)

    Mas na vida real não vai acontecer. Como já falaram, tem muito dinheiro envolvido na relação entre os dois países. E o regime comunista chinês já pegou gosto pelos prazeres da vida faz algum tempo…

    Qualquer problema mais sério seria resolvido numa guerra em Taiwan. O pau ia comer só dentro da ilha e em seu entorno. Os chinas não atacariam o território norte americano e nem os yankees atacariam o território chinês.

    Seria uma reedição da Guerra da Coréia, só que dessa vez em Taiwan.

    Pronto, viajei mais do que você. :)

  44. Fernando Sinzato 8 de agosto de 2010 at 1:27 #

    Pegando gancho no “conto” de terror da meia noite do Bosco:

    - Alguma coisa no sonar?

    - Não, apenas alguns animais marinhos…

    - Algum contato com a superfície?

    - Espere um pouco senhor, estou recebendo dados do UAV…

    E o cansado homem aguarda…
    .

    …..

    - Senhor!

    - Acaba de retornar uma mensagem das demais frotas…

    - Nada acima da superfície, apenas força submarina restante com poucas baixas, bunkers já abandonados… Seguir protocolo..

    - Senhores, preparar protocolo para quarentena da superfície por 6 meses. Racionar mantimentos e verificar coordenadas dos depósitos seguros de rações mais próximo. Mais informações ao jantar.

    Deixou seu óculos cair sobre um velho mapa, o mesmo que seu avó tinha utilizado no pacífico.

    E naquele momento compreendeu que o jogo só tinha dois finais e não tinha dado empate.

    A guerra terminou sem ganhadores, porém, Marte não estava satisfeito e outra, começava imediatamente:

    A guerra pela sobrevivência da espécie.

    voch…voch…voch…voch…voc…vo…v…………………………………

  45. Michel Lineker 8 de agosto de 2010 at 12:46 #

    Bosco eu quis dizer que os USA poderiam fazer o mesmo que fizeram na 2GM, pois na quela ocasião ambos lutaram do mesmo lado(é claro que cada um defendendo o seu intersse).Afinal porque ter mais um inimigo ´TALVEZ poderia ter um possivel “meio amigo”.

  46. Athos 8 de agosto de 2010 at 19:32 #

    Bosco disse:
    7 de agosto de 2010 às 1:31

    Bosco, a sua própria análise descarta a sua teoria.
    Reparou quem ganhou: … se ninguém ganhou, porque entrar nessa para perder. Pra mostrar que é mais forte:
    Tipo assim, perdemos todas as nossas grandes cidades, 70% de nossa população, mas agora o mundo sabe que ninguém pode conosco.
    Ooo teoria capenga, com todo o respeito.

    Abraço

    PS. Não tenho acento de interrogação,ok. :)

  47. Bosco 8 de agosto de 2010 at 20:23 #

    Athos,

    É por isso que eu acho que não deve existir de fato este míssil e nem que haja possibilidade de uma guerra entre a China e os EUA no futuro.

    Se houver uma “guerra”, deve ser limitada a pequenas escaramuças de lado a lado e não haveria a menor possibilidade de um ataque maciço a uma frota americana.

    Se houver um ataque a frota americana, os chineses não fariam uso de um míssil balístico, ainda que convencional, pelo temor do mesmo ser confundido com um míssil nuclear, já que não há como diferenciar um DF-21 com ogiva nuclear e um com ogiva “convencional”.

    Se a coisa chegar ao ponto sem retorno, em que os chineses julguem adequado que uma frota americana seja atacada de todas as formas possíveis, independente das conseqüências, o melhor seria usar logo um DF-21 nuclear para fazer o serviço.

    Ou seja, pra que então ter um míssil que não tem cenário em que possa ser útil, já que seu uso poderia redundar em uma catástrofe de grandes proporções?

    Um abraço.

  48. Walfredo 9 de agosto de 2010 at 10:37 #

    Existe uma fábula sobre o real poder dos artefatos nuclerares. Se fossem tão potentes quando alardeados, não seria necessária a construção e manutenção de milhares. bastearia uma centena.

    Contudo interessa às potências nuclerares imporem o medo e, através dele, o controle. Não existe a possibilidade de destruição de um país continental, seja a china, a rússia ou os Estados Unidos e, muito menos, o mundo, por meio dos artefatos nucleares existentes.

    Um simples vulcão pode causar mais prejuízo do que a mais poderosas das ogivas existentes. Mas filmes aceitam tudo, inclusive satélites com visão raio x em temo real.

  49. Vader 9 de agosto de 2010 at 10:43 #

    Bosco, brilhante, como sempre.

    O pessoal antiamericaninho pode ir tirando seu cavalinho da chuva: não irá existir uma guerra entre EUA e China, nem entre EUA e Rússia, nem entre esta e China, a não ser na hipótese de um acidente terrível. E se isso acontecer, estaremos todos (o mundo) afunhanhados.

    Graças à globalização (sim, ela, rsrs), tais países são muito mais unidos por laços econômicos do que o pseudo-comunista idiotizado latino-americano pensa. Se EUA decretar moratória, a China quebra. Se a China resolver vender suas reservas de títulos americanos, os EUA quebram. No processo, levam o mundo inteiro juntos.

    A guerra hoje entre potências é econômica. As armas ficam para os “medíocres” se matarem.

    Sds.

    PS1: não obstante, Porta-Aviões são armas obsoletas e o Tio Sam deveria seriamente repensar sua estratégia de projeção baseada em seus monstros Classe Nimitz.

    PS2: uma arma dessas, caso realmente venha a funcionar um dia (o que duvido), seria muito mais útil para um país como o Brasil do que a estúpida arma nuclear que a esquerdalha asquerosa tanto defende.

  50. Mario Blaya 9 de agosto de 2010 at 11:28 #

    isso tem cara de armação do lobby das industrias belicas americanas, o Obama esta cortando despesas inuteis como o mais F-22, e poderá cortar novos PA, justamente porque eles são alvos faceis. Alias sempre foram alvos prioritarios, eu duvido que esses misseis sejam 10% do que os chineses afirmam, e mesmo assim, duvido que os americanos não tenham contramedidas. a Versão naval do Patriot serviria para isso.
    Alias talves seja isso que estejam querendo vender para o governo americano.

    Sobre se destruir um PA e ser varrido do mapa e lorota. Se o PA for atacado com ogivas convencionais, os americanos não teriam a desculpa para usar armas nucleares. Se forem agivas nucleares, então quem atacou pediu a retaliação!

  51. Bosco 9 de agosto de 2010 at 12:52 #

    Walfredo,
    Também não acredito que o arsenal nuclear atual seja capaz de exterminar a humanidade num inverno nuclear, mas uma bomba nuclear explodindo acima de Pequin , Moscou ou de Nova York é um baita motivo para não se ir à guerra.

    Valdo,
    Na verdade os americanos já diversificaram muito seus meios de projeção de força. Desde a distribuição em larga escala de Tomahawks até a capacitação dos seus bombardeiros estratégicos para operar armas guiadas de precisão convencionais.
    Outra linha de desenvolvimento são os mísseis balísticos intercontinentais com ogivas convencionais, mas esbarra no perigo já citado para o DF-21,
    A próxima geração de bombardeiros também dará uma flexibilidade sem precedentes à capacidade de projetar força.
    Mais a longo prazo, além de 2030, inclusive deverão ser hipersônicos, capazes de atingir qualquer alvo na superfície da Terra e voltar a base em menos de 6 horas.

    Um abraço aos dois.

  52. Wagner 9 de agosto de 2010 at 21:20 #

    Bosco ficou muito legal sua história ! Só nao entendi porque os EUA atacaram a Russia no final !! ah ah ah !!! Parabéns !
    Esse missil é uma arma a mais para persuadir a principal arma de persuassão norte americana: os Nimitz. Uma arma surge para contra-balançar outra, e assim vai indo.

  53. Calheiros 10 de agosto de 2010 at 22:11 #

    gente assisti o pricipio do apocalipso em avant premier e melhor sem pagar nem um rés. È isso ai pessoal, como diz o ditado,o que seria dos genios sem seus momentos de locura, estrategias quase perfeita. continuen exercitando as cacholas e ganharemos todos os nobéis do descernimento extrategico. Bosco um belo roteiro e um abraço. Rssssss.

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