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Novo painel dos AF-1B/C da Marinha

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No dia 11 de maio, a Marinha do Brasil (MB) aprovou a implementação de melhorias no programa de modernização das aeronaves AF-1/1A que irão alterar a concepção das novas aeronaves AF-1B/C.

O Programa de Modernização das aeronaves AF-1/1A encontra-se em andamento, tendo sido o contrato, de duração aproximada de 5 anos, celebrado com a Embraer em abril de 2009.

Naquela época, a Empresa não possuía condições técnicas e nem conhecimento da aeronave AF-1/1A para precificar, dentro do prazo disponível, algumas melhorias na interface entre os sistemas modernizados e os que permaneceriam na aeronave.

Com o passar do tempo, a Embraer foi adquirindo experiência no projeto e, submeteu a arquitetura aviônica da aeronave modernizada à MB.

O Setor Operativo, com a corroboração do Setor de Material, solicitou a incorporação de equipamentos novos e modificações em alguns sistemas, a fim de aumentar a capacidade operativa das aeronaves AF-1/1A e, com isso, viabilizar o seu emprego em operações combinadas.

As modificações sugeridas e aprovadas foram:

  • Instalação do Radar Warning Receiver (RWR): possibilita à aeronave detectar e se evadir de ameaças, como mísseis e caças inimigos, o que aumenta a capacidade de sobrevivência da aeronave e a probabilidade de sucesso nas missões;
  • Instalação do 3º Rádio VHF: capacita a aeronave a operar seus dois rádios ROHDE SCHWARZ na transmissão de dados via data-link, enquanto permanece com a escuta dos órgãos ATC (Air Traffic Controler);
  • Revitalização do Piloto Automático: possibilita ao piloto gerenciar seus sistemas, permitindo maior concentração na missão imposta;
  • Integração do Radar Altímetro e do TACAN: facilita ao piloto focar a sua atenção em apenas um instrumento (a tela do CMFD que concentrará todas estas informações), aumentando assim sua consciência situacional quando operando do porta-aviões e quando voando em condições de voo por instrumento;
  • Integração dos instrumentos do motor: possibilita ao piloto receber os avisos aurais dos limites de funcionamento do motor, concentração das informações em uma única tela e melhor visualização das informações dos indicadores; e
  • Estações de briefing e debriefing: possibilita ao piloto condições de preparar melhor a missão, garantindo assim um maior aproveitamento, economia de utilização dos equipamentos aviônicos, melhor disposição das informações geradas em vôo para treinamento das equipagens e avaliação das missões.

A modernização atingiu uma maturidade que proporcionará à MB a oportunidade de operar um vetor aéreo no estado da arte, quanto à aviônica e sistemas embarcados, qualificando-a a empregar suas aeronaves em operações aeronavais e aéreas, nacionais e internacionais, o que aumentará significativamente a operacionalidade da Aviação Naval da Marinha.

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Mauricio R.
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Mauricio R.

E o resto da aeronave, remenda-se c/ silver tape.
Qndo precisar de peça, retira aquela usada, sabe-se lá em que estado, da outra célula.
Incrível tb a “necessidade”, de se arrumar serviço p/ a Embraer.
Mas ir atrás de uma aeronave que não necessite de um upgrade tão extenso e que devido a suas características seja realmente efetiva, isso nem pensar.

Jaguar
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Jaguar

Depois de Pronto vai ser uma grande maquina.

giordani1974
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giordani1974

Por favor, será que não dá para retrofiar um F-8 também???? Pelo menos teríamos um caça capaz de fazer frente a um Mirage IIIE, um F-18 Hornet ou um até mesmo um F-16A/B… **** Mauricio R. disse: 3 de junho de 2011 às 15:55 “…Incrível tb a “necessidade”, de se arrumar serviço p/ a Embraer.” Ué? Trolagem agora? O que tem de errado nisso? O governo Russo faz isso. O EUA então, forçou a união de várias empresas. O Governo francês também faz isso…e para seu governo, a própria suécia optou pela continuidade do programa Gripen(após ter estudado e considerado… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

giordani1974 disse:

3 de junho de 2011 às 16:59

“Ué? Trolagem agora?”

Ah me desculpe a patrulha, mas pelo menos os citados tem competência, amplamente reconhecida, p/ prestar esses serviços.

Vader
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Para um treinador, uma excelente evolução. Aliás, o Brasil tem alguns dos melhores treinadores do mundo: os F-5EM da FAB e agora os A-4 da MB.

Vader
Membro

Galante disse:
3 de junho de 2011 às 17:17

Por isso que eu digo Galante: pobre da USAF com aqueles seus Talon bicheira… 🙂

Só tem um “pobreminha”: como diria Mané Garrincha (?) “treino é treino, jogo é jogo”… 😉

Luiz Padilha
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Luiz Padilha

Mauricio R., vc me desculpe mas, a USAF voa o B-52 até hoje meu amigo. Avião só é velho quando ele fica 100% incapaz, o que não é o caso e nem será. O AF-1 após a modernização ( que diga-se de passagem, não é apenas painel), ficará num nível excelente para a MB seguir com ele até o fim da vida útil do SP. Para o novo PA que um dia a MB terá, serão usadas outras aeronaves. Portanto, menos meu amigo, menos, porque me parece que vc as vezes se esquece que estamos falando de Brasil e não… Read more »

Observador
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Observador

Caro Luiz: Desista, o Maurício não vai mudar de opinião. Eu sempre achei que o A-4M (assim como o F-5M) tem uma excelente relação custo-benefício. O ideal é que o Brasil possuisse um “mix” de aeronaves, sendo o A-4 e o F-5 respectivamente os “low” da MB e da FAB, devidamente apoiados por aeronaves “high” em menor número que os F-5 na FAB e em número igual aos A-4 na MB. Aí sim, teriamos uma aviação de caça de respeito, inclusive a embarcada. Gostaria de ver o São Paulo com uns doze CF-18 (o Canadá não modernizou alguns, que estão… Read more »

Luiz Padilha
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Luiz Padilha

Caro Observador, não quero que ele mude de opinião, gostaria apenas que ele visse as coisas com mais clareza. Por outros ângulos. Apenas isso, pois assim seus comentários seriam mais bem embasados.

Mauricio R.
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Mauricio R.

A USAF ainda voa a B-52 pq dentro da estratégia deles, a aeronave ainda é efetiva, caso contrário, já estaria fazendo companhia aos F-111. O que não impediu o cancelamento de 2 grandes upgrades, a remotorização e a transformação em “attack jammer”. O mesmo não pode ser dito qnto ao upgrade dos Skyhawks, que é uma aeronave limitada em desempenho e volume disponível de espaço e o upgrade do cockpit ao nariz não vai melhorar isso. Além do que fazer manutenção via canibalização, não vai permitir disponibilidades elevadas, em um plantel bastante reduzido. Então não tem mágica, não há custo/benefício… Read more »

Luiz Padilha
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Luiz Padilha

Mauricio R. disse:
Mas ir atrás de uma aeronave que não necessite de um upgrade tão extenso e que devido a suas características seja realmente efetiva, isso nem pensar.

“Alias, tem sim, que tipo de aeronave para operar no SP vc sugeriria que ficasse num nível igual ou superior aos nossos AF-1 pelo mesmo preço?
Me aponte qual? Nosso site é visto todo dia pela Força, quem sabe não “damos uma dica” para eles? Topas?”

Estou aguardando Mauricio R.

Guilherme Poggio
Editor
Noble Member

O que eu vejo são impressões pessoais aqui e ali. Cada um tem o direito de opinar como achar melhor. O que eu não acho certo é afirmar isto ou aquilo como sendo a “verdade suprema”. “Qndo precisar de peça, retira aquela usada, sabe-se lá em que estado, da outra célula.” Não vejo fundamento para esta afirmação. Mesmo porque não vejo nenhuma necessidade urgente de se voar a qualquer custo, pondo em risco a aeronave e o seu piloto. Se fosse um combate a história seria outra. Na Malvinas os pilotos argentinos voaram com as cargas explosivas dos assentos ejetáveis… Read more »

Control
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Control

Senhores Considerando as condições orçamentárias das FA’s, os A4 modernizados são uma boa solução. Como citado, o Brasil tem os dois melhores treinadores do mundo. Tendo em vista que, a curto prazo, há pouco possibilidade de entrarmos em algum conflito, é bom que tenhamos ótimos treinadores e façamos uso deles para formar um bom número de pilotos. É bom lembrar que formar pessoal é mais demorado do que comprar aviões. Naturalmente seria mais efetivo se a MB comprasse mais algumas células biplaces para melhorar e ampliar a capacidade de formação de pessoal. Isto, acrescido da aquisição de alguns caças supersônicos… Read more »

Wagner
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Wagner

Para o Brasil, o avião serve. Quem na AL vai ter maior ” poder” aeronaval ?

Retrofiar avião não é crime.

Crime é passar a eternidade escolhendo um novo avião…

eraldocalheiros
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eraldocalheiros

Meu caro Padilha; Voce indaga ao Maurício qual uma outra aéronave poderia servir para o opalão e eu te pergunto! claro, sem conhecimento técnico, por ventura uma duzia de GR9 não supriria essa defasagem e colocaria um outro tipo de aéronave implicando é claro em uma outra expertise à MB,ou esse tipo de vetor não comporta no opalão. Abraçõs.

Control
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Control

Senhores

Como citado anteriormente, a maior função do A4 (e do A12) é desenvolver e manter capacidades, a ampliação de tipos de aeronaves a operarem no A12, caso da sugestão da aquisição de um esquadrão de GR9 feita pelo Eraldo Calheiros é muito interessante, pois daria a MB uma expertise nas funções de apoio próximo para os fuzileiros navais.

Sds

Wiltgen
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Eraldo, Acho que sua ideia é válida, mas te pergunto: Conseguiríamos comprar 12 (ou mais) GR9 por este custo ou seria superior? Substituiríamos os AF-1/1A pelo GR9? Nossa verba é curta e ainda terímos que colocar todo pessoal aeronavegante e de manutenção para aprender a operar e manter a “nova” aeronave. Sem falar em doutrina e etc…, para sua operação embarcada. Control, o Skyhawk pode realizar o apoio próximo ao CFN, agora, criar mais um Esquadrão, com uma aeronave tão peculiar, totalmente inviável para um País que gasta tão pouco com Defesa como o nosso. Precisamos lembrar que a MB… Read more »

Luiz Padilha
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Luiz Padilha

Control e Eraldo, creio que o Wiltgen já os respondeu por mim.
GR9 = Muito mais verbas para aquisição e manutenção.
Seria mesmo mais interessante ( custo) do que o A4? Creio que não.
Sua autonomia e sua capacidade de operações seriam melhores do que as do A4 modernizado?
Peças? Elas existem. O problema, se ele existir lá na frente, será apenas o fluxo de verbas para por a Força voando.
Mas adianto que a partir do ano que vem, as coisas irão melhorar.
A pindaiba acaba em dezembro deste ano. Se Deus quiser!

Mauricio R.
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Mauricio R.

Prá quem acha que gastar 12 milhões USD a unidade, p/ restaurar uma aeronave que deixou de ser fabricada em 1979, os Harrier GR-9 da RAF desativados em condições de combate, em abril deste ano, ou alguns F/A-18A/B/C/D do exedente americano, são respostas mais do que suficientes. Todos os 2 tipos tem mais usuários que esse item de coleção de museu, tem estoques de peças de reposição novas, no caso do F/A-18 novas de fábrica. Só pelas capacidades que ambas as aeronaves agregariam, justificariam plenamente seu custo de manutenção e operação, pois eu pelo menos, estou falando de aeronaves de… Read more »

Luiz Padilha
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Luiz Padilha

Mauricio R. Sobre o que a MB decidiu gastar nos A4, saiba que foi decidido por ser a melhor opção. Os Harrier GR9 apesar de terem sido desativados recentemente, vc sabe COM PROPRIEDADE o estado deles??? Seja honesto! Vc cita os F-18 ABCD. rsrsrsrsrs Os pilotos americanos foram categóricos em afirmar que eles foram VOADOS ATÉ O OSSO, o que de pronto inviabiliza os mesmos. Talvez os canadenses que nunca pousaram num PA, mas até a presente, o governo canadense nunca os ofertou a ninguém. As declarações de pilotos foram feitas na minha presença, ou seja, não pesquisei na net… Read more »

Soyuz
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Soyuz

Impressionante como os entusiastas da Marinha do Brasil defendem as escolhas da MB com mais convicção do que oficiais dentro da força. Da mesma forma que existem correntes na força que acreditam que o A-12 e os A-4 modernizados são opções validas, tem gente dentro da MB que em conversas reservadas acredita que diante o futuro previsível estes sistemas são pouco uteis e que as chances da MB no futuro ter um novo porta aviões com novas aeronaves também são pequenas e por isto investir em um sistema “formador de doutrina” que consome recursos de manutenção da esquadra em demasia.… Read more »

Guilherme Poggio
Editor
Noble Member

Soyuz disse: Da mesma forma que existem correntes na força que acreditam que o A-12 e os A-4 modernizados são opções validas, tem gente dentro da MB que em conversas reservadas acredita que diante o futuro previsível estes sistemas são pouco uteis e que as chances da MB no futuro ter um novo porta aviões com novas aeronaves também são pequenas e por isto investir em um sistema “formador de doutrina” que consome recursos de manutenção da esquadra em demasia. Pefeito comentário Poderíamos usá-lo em relação ao SNB. Vamos ver como é que fica a frase trocando somente algumas palavras… Read more »

Soyuz
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Soyuz

“… o tempo passa e ninguém quer discutir guerra de minas, só porta-aviões e submarino nuclear”. Poggio, Concordo plenamente, o problema é que no Brasil não existe o habito de discutir cenários de conflito, tudo fica na base da retórica, da nossa cultura de “bonachões”. EUA, Rússia, China, Inglaterra, Japão, França, Israel, Índia, para citar alguns, tem marinhas que claramente sabem quais sãos seus inimigos e os cenários que provavelmente serão empregadas. E no Brasil, quais são os inimigos, quais são os cenários? Claro que oficiais das 3 forças sabem quais são, mas a presidente da republica, os parlamentares, os… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

Comunalidade é muleta de manco, no Brasil tem servido de desculpa p/ se arrumar serviço p/ a Embraer e a Elbit faturarem uns trocados. Não vejo tda essa preocupação c/ “comunalidade”, fora do Brasil, não vejo nenhum ffaa lá de fora, tão presa a um único fornecedor, como tem acontecido aqui no Brasil. Lá fora se compra arquitetura e capacidade, aqui, somente marca; parecem mais aquele povo do shopping Iguatemí, que militares. O que eu vejo lá fora, é se fazer upgrade em aeronave que tem serventia, capacidade e efetividade em cumprir missão e não em formar doutrina. Então qndo… Read more »

Wiltgen
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Maurício R.,

Se não houvesse viabilidade e efetividade, você acha que a MB estaria fazendo este up-grade para o que?

Mauricio R.
Visitante
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Mauricio R.

Wiltgen,

Prá posar que tem aviação naval, prá justificar a verba do “Opalão”.

Mauricio R.
Visitante
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Mauricio R.

“Vc cita os F-18 ABCD. rsrsrsrsrs Os pilotos americanos foram categóricos em afirmar que eles foram VOADOS ATÉ O OSSO, o que de pronto inviabiliza os mesmos.” E vc acreditou, rsrsrsrsrs… “This is forcing the USA to take a number of steps and issue a series of contracts in order to keep their Hornets airworthy, replacing center barrel sections, re-opening production lines, and more. Some of these efforts will also be offered to allied air forces, who have their own refurbishment and upgrade programs…” “Note that “center barrel sections” refer to the middle chunk of the plane where the wings… Read more »

Wiltgen
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“Mauricio R. disse:
Wiltgen,
Prá posar que tem aviação naval, prá justificar a verba do “Opalão”.”

Maurício,
Sua resposta mostra que está criticando por criticar, porém não tem argumento para embasar o que você mesmo diz, assim é fácil!

É uma pena que a grande maioria que “mete o pau” no A-4, no VF-1 e na MB, nunca pisou no seu hangar e foi ver de perto o que se passa lá. Ficar do alto de suas cadeiras em casa/trabalho criticando é mole.

Abraços,

Wagner
Visitante
Wagner

Olha daqui a pouco o VF 1 vai estar melhor que Anápolis. Temos que ter em mente também que as tecnologias modernas são capazes de prolongar a vida util de um avião com eficiência muito maior do que era feito na decada de 60. Os F5 estão voando bem ( quando voam…), não estão ?? E os novissimos Sukhois venezuelanos, em que pesem serem os melhores caças do continente, na pratica não saem do chão. O que nos faz pensar, adianta a Marinha comprar 12 rafales se estes ficarão parados ??? Eu não sou a favor do São Paulo, mas,… Read more »

Wagner
Visitante
Wagner

Sugestão a MB : ESQUEÇAM OS EUA E ESTUDEM A RÚSSIA !!

E parem de usar codigo americanizado, pelo menos criem codigos originais… pelo amor de Deus !!