nmleaSegundo a revista inglesa Bloomberg Businessweek, especializada em economia, entre março e abril deste ano uma “Marinha privada”, fundada por ex-fuzileiros, capitães aposentados e soldados britânicos, deverá proteger seu primeiro grupo de petroleiros navios de carga na região do Oceano Índico

O projeto – batizado de Typhoon – é formado por empresários liderados por Simon Murray, presidente da exportadora Glencore International, e recrutará cerca de 240 combatentes e marinheiros para sua força particular. Trata-se da primeira empreitada do gênero no Reino Unido nos últimos 200 anos. A iniciativa pioneira se deve à insatisfação diante da incapacidade das diversas agências governamentais e das Marinhas para garantir a segurança efetiva das rotas comerciais contra a ação de piratas em uma região oceânica relativamente pequena. O principal entrave dessas isntituições são os recursos limitados.

A ‘’Marinha privada” terá um navio capitânia, navios de patrulha armados de alta velocidade, e soldados também armados, com o objetivo de dissuadir os piratas de atacar as embarcações, e não de travar combate. Os navios terão bandeira britânica, o que lhes permitirá trazer suas armas até águas litorâneas e portos, e não apenas em mares internacionais. Empresas mercantes do Reino Unido devem financiar a força particular – procedimento semelhante à contratação de serviços segurança para navios comerciais russos, chineses e indianos que transitam na região do Índico.

Apesar da forte presença internacional em áreas de risco, a pirataria ainda é um problema grave para militares e empresas de comércio marítimo.

FONTE: The Maritime Executive (Tradução e adaptação do Poder Naval)

Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

12 Comentários para “Empresários britânicos criam ‘Marinha pirata’ para proteger navios no Oceano Índico”

  1. Ozawa 8 de janeiro de 2013 at 15:35 #

    É um precedente perigoso… Uma versão britânica da “doutrina Rumsfeld” da privatização da guerra… É a completa falência do Estado em fazer-se presente na defesa dos interesses gerais e coletivos.

  2. Aldo Ghisolfi 8 de janeiro de 2013 at 16:24 #

    Reavivados os flibusteiros com carta de corso. Nada de novo no Almirantado.

  3. Joao 8 de janeiro de 2013 at 18:09 #

    Mercenarios ou Privateers???

  4. Carlos André 8 de janeiro de 2013 at 18:11 #

    Concordp com o Aldo, o termo que mais se adequa é corsários, não piratas

  5. CAVALO THOYYA 8 de janeiro de 2013 at 19:25 #

    acho que a iniciativa dos ingleses de criar uma defesa contra piratas é o correto !!!! pois espera o estado fazer algo é burrice !! deus ajuda quem se ajuda !!!

  6. Ventura 8 de janeiro de 2013 at 22:26 #

    Corsarios para enfrentar piratas!

    Vai ser interessante acompanhar este embate.

  7. REQUENA 9 de janeiro de 2013 at 9:37 #

    A empresas privadas de “segurança militar” acharam um novo nicho de mercado. E é um mercado gigantesco.
    Vão ganhar muito dinheiro nessa.

  8. Joao Paulo 9 de janeiro de 2013 at 11:26 #

    Pode isso Arnaldo?

  9. Moriah 9 de janeiro de 2013 at 23:56 #

    Essa nova força já tem até capitão escolhido: Thomas Cavendish. Algum santista lembra dele?

  10. MO 10 de janeiro de 2013 at 1:44 #

    Até que enfim uma coisa sensata para quem navega em aguas infestadas de piratas … quem trabalha com N/M´s que o diga … acho que o texto esta mal colocado, pois eles são para fazer seguranças em aguas parisidiacas tais como Chifre da Africa, Golfo da Guiné, estreito de malaca .. tipo assim locais aonde cartoes postais valem uma nota …

  11. Guilherme Poggio 10 de janeiro de 2013 at 21:10 #

    MO

    Segundo o comandante da Marinha da Indonésia na Euronaval 2012, as ações piratas no Estreito de Malaca caíram praticamente a zero (o que me surpreendeu muito).

    Lá eles possuem um programa de ação conjunta entre as três nações: Malásia, Indonésia e Singapura. Compartilham aeronaves, navios e informações.

  12. MO 10 de janeiro de 2013 at 23:00 #

    eh DDC os que passam por Malaca que o digam … ine eles gostariam que o indonesico fizesse uma vgm em um contaneiro com eles …

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