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Em análise feita pelo pesquisador da King’s College de Londres, Alexander Clarke, sobre a situação atual da Marinha Real britânica, o cientista aponta que “os cortes ao longos dos últimos 20 anos prejuducaram seriamente a capacidade de desdobramento da frota, mesmo aqueles que o Governo ainda se compromete a realizar”. Clarke explica que as 19 fragatas e contratorpedeiros atualmente em serviço na Marinha Real não são o suficiente para enviar contingentes às Malvinas, ao Golfo e manter a rotina de escoltas do Reaction Group.

De acordo com o pesquisador, para cada navio de guerra enviado a outra localidade, são necessários pelo menos mais dois, pois um estará retornando do desdobramento, e outro estará em reparos ou treinamento. Como resultado da escassez de navios, o Reino Unido corre o risco de precisar de auxílio da França e dos Estados Unidos para suprir suas demandas de defesa aeronaval, por exemplo na forma de escoltas aéreas.

A análise foi feita por Clarke a pedido do general Julian Thompson, ex-comandante da 3a Brigada de Commandos das Malvinas. O pesquisador da King’s College afirma: “Estamos em falta de submarinos, e também defesa aérea até que tenhamos os novos porta-aviões e os caças F-35”.

O aviso de Clarke é reforçado pelo capitão-de-mar-e-guerra da reserva, John Muxworthy, membro da UK National Defence Association. Muxworthy diz que, durante a Guerra das Malvinas, em 1982, a Marinha Real teve à sua disposição cerca de 60 fragatas e contratorpedeiros. “Agora temos 19 [fragatas e contratorpedeiros]. Você tem que usar a ‘lógica dos três’ em se tratando de navios – um em combate, um em treinamento e um em manutenção”, explica. “Divida 19 por tês e veja quantos navios estão disponíveis para operar. As pessoas darão risada se alegarmos que temos o suficiente. A Marinha Real foi depauperada. Não é mais uma frota, é uma flotilha”, lamenta.

O oficial também alerta: “o Reino Unido está se desarmando enquanto países ao redor do mundo estão se rearmando. O resultado será a perda de vidas, de capacidade operacional. Seremos apenas uma sombra do que éramos antes. Ainda assim, somos uma nação insular. Cerca de 90% de tudo que chega ou parte daqui é através do mar”.

Porém, segundo um porta-voz do Ministério da Defesa britânico, a Marinha Real ainda é forte. Segundo o representante do MoD, “decisões duras foram tomadas durante a Strategic Defence and Security Review de 2010 para que nos adaptássemos à redução do orçamento. No entanto, a Marinha Real continua sendo moderna, poderosa e capaz de enviar forças-tarefa para defender os interesses nacionais ao redor do mundo”. O porta-voz também afirma que “até 2020, a Marinha será equipada com contratorpedeiros tipo 45, o novo navio de combate global tipo 26, sete submarinos da classe Astute, e navios-aeródromos que deverão operar com as aeronaves do programa conjunto de desenvolvimento de caças”.

FONTE: express.co.uk via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

19 Responses to “Marinha Real é ‘pequena demais’ para proteger Reino Unido” Subscribe

  1. daltonl 19 de março de 2013 at 13:22 #

    “… o Reino Unido corre o risco de precisar de auxílio da França e dos Estados Unidos para suprir suas demandas de defesa aeronaval, por exemplo na forma de escoltas aéreas.”

    Não dá para contar muito com os franceses pois além das manutenções periodicas a cada 6/7 anos o CDG precisa ser reabastecido e o próximo reabastecimento deverá ocorrer em 2015 provavelmente acompanhado de uma maior modernização que deixará o CDG indisponivel por mais de 2 anos.

  2. Almeida 19 de março de 2013 at 15:23 #

    Se a RN com este número de navios e com estes meios modernos não consegue defender o Reino Unido, o que dizer da MB e o Brasil…

    Um NAe velho sem armamentos e ala aérea, e que não sai da doca. Seis fragatas antigas e modernizadas mais três antigas e sem modernização. Quatro corvetas antigas e ruins de mar, mais uma mais nova e moderna. Meia dúzia de meios anfíbios caindo aos pedaços e apenas um navio tanque. E finalmente 4 submarinos diesel-eletricos razoavelmente novos mais um um pouco maior e mais novo.

    E o que a MB escolhe para começar seu reaparelhamento? Caríssimos submarinos franceses. Não dá para entender.

  3. Almeida 19 de março de 2013 at 15:24 #

    daltonl, acho que ele estava se referindo mais às escoltas especializadas em AAe, como as Horizon. Sabe-se que seis D-45 são pouco para as necessidades da RN.

  4. Augusto 19 de março de 2013 at 16:04 #

    O Brasil é quase 65 vezes o tamanho da Inglaterra e nossa Marinha não deve ter 1/5 da capacidade tecnológica e de meios da Royal Navy. Se está ruim para eles, o nosso “Comandante” Moura Neto e nosso Ministro da Defesa Celso Amorim poderiam vir a público nos explicar a situação real da nossa Marinha.

  5. daltonl 19 de março de 2013 at 16:08 #

    Pode até ser Almeida mas apenas EUA e França possuem NAes dignos de serem chamados assim e operando o E-2C Hawkeye que é vital.

    Note que se a Royal Navy é “fraca” com apenas 6 T-45s, os franceses não estão melhores com 2 Horizons semelhantes, e 2 velhos “Cassards”
    com o obsoleto SM-1MR que serão mantidos em serviço até uma versão antiarea da FREMM ser construida no fim da década.

    Na minha opinião a unica coisa que a Marinha Francesa tem de superior à RN é justamente a posse do CDG e baseando-me nisso comentei.

    abraços

  6. daltonl 19 de março de 2013 at 16:23 #

    O Reino Unido faz parte da OTAN é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e além do mais tem que garantir a defesa das Falklands então por tudo isso a RN é de fato muito pequena.

  7. ernaniborges 19 de março de 2013 at 18:31 #

    Não sou expert em defesa, apenas entusiasta. Mas, na minha limitada visão, não vejo mal algum, para um país que se diz pacifista e cuja política externa se baseia na não agressão, ter como núcleo da sua marinha os subs nucleares combinados com os diesel-elétricos (mas não abrindo mão do PROSUPER), por serem mais furtivos que os meios de superfície, distribuíndo-os em 03 Bases Navais pelo menos, uma ao norte, uma no sudeste e uma no sul.

    Se a intenção for manter um NAe, que pelo menos seja um que realmente esteja operacional, justificando o custo X benefício.

  8. Ozawa 19 de março de 2013 at 18:46 #

    A Marinha do Brasil tem a exata estatura dos seus dirigentes políticos, chefes navais e do seu povo. Assim porque a Marinha do Brasil tem um tamanho medíocre. À altura daqueles.

  9. aldoghisolfi 19 de março de 2013 at 18:49 #

    Nada… o Alexander Clarke está jogando uma ‘isquinha’ para a Cristina Kirchner morder e se atracar nas Malvinas, digo Falklands…

    A constatação dos pesquisadores e a coragem em vir a público informar o fato, deixa-nos pensativos em relação ao que estamos todos os posteiros a respeito, não só da MB mas sobre as FFAA brasileiras como um todo. Vejo muita compra de transportes apenas.

  10. Almeida 19 de março de 2013 at 18:57 #

    ernaniborges, “os subs nucleares” não, “O” submarino nuclear. Para tanto seria realmente melhor apenas submarinos diesel-elétricos oceânicos, talvez com AIP, em maior número. E submarino não mostra bandeira, então é preciso o PROSUPER muito mais do que o PROSUB.

    Quanto ao NAe, realmente concordo contigo. É orgulho besta de almirante velho.

  11. aldoghisolfi 19 de março de 2013 at 19:10 #

    Almeida: complementando a informação em relação ao NAe, concordo contigo, mesmo porque já foi relatado aqui mesmo, que o chinês desenvolveu um sistema de mísseis indefensáveis se vetorados contra os meios de superfície. Lembram do artigo? NAe é muito bonito SE funcionar e para abrilhantar paradas navais. Pode ser o orgulho da frota, mas é um peso morto a ser carregado.

  12. ernaniborges 19 de março de 2013 at 21:36 #

    Sim, caro Almeida. Eu mencionei “SEM ABRIR MÃO DO PROSUPER”. Para projeção de poder, poderíamos ter fragatas multimissão, navios da classe Mistral ou similar para desembarque de tropa e missões humanitárias, apoiados por subs com torpedos e VLS.
    Acredito que seria menos custoso de manter que uma força-tarefa baseada em um NAe e seus escoltas, e de quebra atenderia ao emprego civil e militar buscado pelo MD.

  13. MO 19 de março de 2013 at 22:13 #

    Ernani, sim seu raciocinio é valido, o problema eh que nunca antes na estorea deste pais fomos uma (Com Nae) ou outra (Sem NAe) ou seja infelizmente enquanto quem gosta do assunto como nos discutimos isso e aquilo, no fundo tudo sera ighual, ao menos ja vejo isso por 30 anos … quantos 30 anos mais serão necessarios para esta conclusão chegar em outras pessoas salvo nos mudarmos por completo o conceito de país, estado, relações exteriores, comercio :Exterior, projeção Comercial e Estrategica e por ai vai, mas se nem no futebol entendemos esses conceitos … imagina sobre isso … na minha opinião, sorry …

  14. Almeida 19 de março de 2013 at 22:59 #

    Todo mundo de acordo aqui, só a MB e o GF que discordam…

  15. thomas_dw 20 de março de 2013 at 9:56 #

    1 DDG Americano e 1 Fragata na imagem nao sao do Reino Unido

  16. Mauricio R. 20 de março de 2013 at 11:47 #

    Deponham o 1º ministro, talvez resolva.

  17. Wagner 30 de abril de 2013 at 16:36 #

    É, tirando nossa arma submarina que está boa, de resto a MB está um desastre.

    Mas isso é um fenômeno mundial, somente 4 grandes paises estão expandindo ou mantendo suas marinhas de superfície : Russia, India, China e USA. Talvez França.

    A grana ta curta, mas eu acho que a MB esta certa em criar uma boa força de submarinos.

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