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vanguard_classO primeiro-ministro britânico, David Cameron, avisou ontem (04) que o Reino Unido pode se tornar indefeso diante de “regimes políticos altamente instáveis”, caso desacelere o programa de desenvolvimento dos mísseis balísticos Trident.

Durante viagem até o oeste da Escócia, onde estão baseados os submarinos armados com os mísseis, Cameron insistiu: “precisamos hoje do nosso programa nuclear de dissuasão tanto quanto o governo que iniciou esse projeto há 60 anos”.

Em coluna no jornal Daily Telegraph, o ministro aafirma que as movimentações recentes da Coreia do Norte, somadas ao programa nuclear do Irã, apontam que seria “tolice” descartar o programa. “A União Soviética não existe mais, mas a ameaça nuclear permanece”, escreveu. “O regime altamente imprevisível e agressivo da Coreia do Norte conduziu recentemente seu terceiro teste nuclear, e [o país] pode muito bem ter material físsil suficiente para produzir mais de uma dúzia de armas atômicas”, lembrou Cameron. “Diante dessa ameaça crescente, alguém acha coerente abrirmos mão da nossa ferramenta de dissuasão?”, questionou.

O partido Conservador e o Liberal-Democrata do Parlamento britânico divergem acerca da continuidade do programa Trident. Os liberais propõe a implementação de uma alternativa mais barata.

Durante visita à base naval de River Clyde, em Glasgow, Cameron se encontrará com a tripulação do HMS Victorious, um dos quatro submarinos classe Vanguard da Marinha Real, armados com até 16 mísseis Trident cada um. Em seguida, o ministro participará de uma audiência pública em um estaleiro local. Entre os dados a serem apresentados no evento, estão os 12.600 empregos gerados pelo setor de defesa na Escócia – equivalente a 0,5% da população economicamente ativa no país.

O futuro do programa Trident será um tema importante na campanha para o próximo referendo sobre a independência do país, uma vez que o Partido Nacional Escocês afirma que não permitirá que mísseis nucleares em uma Escócia independente.

FONTE: AFP via Navy Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

4 Responses to “Primeiro-ministro britânico insiste em mísseis nucleares” Subscribe

  1. Edgar 6 de abril de 2013 at 0:07 #

    “regimes políticos altamente instáveis”, leia-se KK & demais bolivarianos.

  2. virgilio 6 de abril de 2013 at 20:29 #

    Pelo que entendi os países como Inglaterra ,EUA sempre darão desculpas para não acabar com as armas nucleares.

    Parto pelo principio logico não existe países Irmão e amigos então eu penso que o Brasil deva romper com o tratado e construí suas armas nucleares.

    Vai que no futuro a Inglaterra não nos ameace com esses submarinos nucleares em nosso litoral?

  3. Diegolatm 6 de abril de 2013 at 20:46 #

    Virgilio, é mais fácil a gente “arrear as calças” antes mesmo de eles enviarem um sub nuclear, digo isso pela forma pacifista que conduzimos nossa politica internacional.

  4. daltonl 7 de abril de 2013 at 10:21 #

    Caro Virgilio…

    a “desculpa” é que a Russia e a China estão modernizando seus respectivos arsenais nucleares, inclusive a Russia já anunciou que em breve substituirá seus ICBMs Topol e está fabricando o Bulava para seus novos submarinos.

    Na verdade tem partido dos EUA a redução dos arsenais nucleares como ocorreu quando do governo do Presidente Bush “Pai” que foi
    seguido pela Russia.

    Quanto aos “regimes politicos altamente instaveis” como Irã e Coreia do Norte pode se incluir também o do Paquistão, este último inclusive tem em seu arsenal misseis com ogivas nucleares.

    Quanto a sua preocupação de que sejamos ameaçados com tal submarino em nosso litoral, lembro que este tipo de submarino não precisa aproximar-se de nenhum litoral e o mesmo vale para os submarinos semelhantes americanos que não precisam se aproximar da Coreia do Norte para lançar seus misseis.

    Sempre lembrando que os britanicos não precisarão dar uma resposta nuclear aos argentinos por conta das Falklands, já que hoje, mesmo que os argentinos tivessem capacidade para uma invasão, terão que enfrentar forças muito maiores e melhor preparadas ao contrário de
    menos de uma centena de militares com armas leves em 1982.

    abs

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