França não descarta anular venda de navios de guerra à Rússia

França não descarta anular venda de navios de guerra à Rússia

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ClippingNEWS-PAA França não descarta cancelar a venda de dois navios de guerra Mistral à Rússia “se Putin continuar fazendo o que faz” na Ucrânia, declarou nesta segunda-feira o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius.

“Essa venda faz parte da terceira rodada de sanções. Por enquanto, estamos na segunda”, acrescentou o chanceler francês.

Se a venda for cancelada, a França pedirá aos outros países que adotem sanções equivalentes, disse Fabius.

“Pediremos aos outros, acredito que em particular aos britânicos, que façam algo equivalente com os bens de autoridades russas em Londres. As sanções devem atingir todos”, disse Fabius, que reconheceu que a anulação do contrato para a venda dos navios também seria negativa para a França.

Em 2011, a França assinou com Moscou um contrato para a venda de dois navios da classe Mistral por um valor superior a 1 bilhão de dólares.

FONTE: Agence France-Press

30 COMMENTS

  1. Se não venderem, “nóis” compra.
    É só fazer um preço baratinho…

    Obs: Será que não aceitam a volta do “Opalão” no negócio? 😀

  2. Mais deixando de lado a brincadeira, a França do jeito que esta ferrada, ela venderia os navios pros Russos mesmo que eles fossem usar contra a propria França no futuro, só pra tirar o pepino daquele lugar hoje, pois o abacaxi chamado rafale esta muito azedo de comer sozinha!

  3. O problema das sanções da Europa Ocidental ‘contra’ a Rússia é que elas também são ‘contra’ eles mesmos.

    Para a Marinha Russa é muito ruim não receber o par de Mistral, pior ainda é não receber a tecnologia nele aplicada, bem superior aos antigos Ivan Rogov.

    Entretanto é muito ruim para a indústria naval militar francesa perder este negócio.

    Para completar, os ultra-nacionalistas russos sempre foram contrários a compra de armas ocidentais, pois era um atestado de incompetência de sua própria indústria bélica.

    A Alemanha, por outro lado, recebe 30% do gás que consome dos russos. Além disso tem “vinte bi” de Euros enterrado nas terras do Vladimir. Como é que fica?

    Por essas e outras que países europeus que escaparam do julgo soviético são tão cautelosos em confiar nos vizinhos ocidentais. Preferem se fiar nusamericanus, feio, bobo mas bom de briga.

    Sds.,
    Ivan.

  4. Rapaz, até que seria bom o francês françois cancelar o negócio e vender pra nós como “saldão da 25 de Março” (ou da “14 de Julho” 😀 )??? Poderíamos transformar o São Paulo em coral e investir em um navio 60 anos mais moderno e mais barato (será?).

    O interessante é que, neste cenário, o futuro da aviação embarcada de asa fixa da MB se resumiria ao F-35B.

  5. No MEU mundo o Amorim já teria enviado um “Whatsapp” pro Hollande:

    “Pago US$ 1 bi e volto de troco o ex-Foch e 49 Super Helicópteros”

  6. Não sei se voces sabem, mas os 2 Mistral não estão sendo construidos integralmente na França.

    Sessenta por cento na França e os outros quarenta por cento na Russia que enviará sua parte para ser adicionada ao restante construido na França.

    Então é bem possivel que a construção seja cancelada e não levada adiante.

    Quanto a embarcar F-35B ainda não li nada positivo a respeito da compatibilidade do navio com a aeronave.

  7. Particularmente não acredito que o Governo da França anule a venda.

    Quanto ao PRONANF, o Programa de Reaparelhamento da Marinha do Brasil prevê: https://www.marinha.mil.br/programa-de-reaparelhamento

    “Programa de Obtenção de Navios Anfíbios (PRONAnf):

    Fundamenta-se na obtenção, no mercado internacional, de projetos prontos e aprovados, de Navios de Desembarque-Doca (NDD) operados por outras Marinhas, visando a construção de duas unidades no Brasil, para substituição do atual NDD.

    Deverá ser realizada uma concorrência internacional para a obtenção desse projeto. ENTRETANTO, NÃO ESTÁ DESCARTADA A “COMPRA POR OPORTUNIDADE”, CASO HAJA ALGUMA UNIDADE DISPONÍVEL, QUE ATENDA AOS REQUISITOS DA MB.”

    No entanto, a MB não dispõe de recursos para adquirir este navio, na remota possibilidade dele não ser entregue à França. Seria necessário que o Governo Federal liberasse os recursos e, a julgar pelos recentes cortes no orçamento do MD, não acredito nesta liberação.

  8. Na remota possibilidade de adiquirimos os 2 Mistral, acredito que não teríamos, a curto e médio prazo, meios suficientes para equipa-los.

    Os Super Cougar tem previsão de conclusão de entrega em 2017 (se não houverem novidades), os SH-70 serão apenas 8 até 2016 e os 9 Lynx ainda serão revitalizados… na soma geral dariam 33 unidades o que mal complementaria a dotação básica dos navios de 16 helis em cada. Claro que não somos obrigados a operar todos os helis neles, mas e o resto da esquadra, ficariam sem ?

  9. Quentinho p’rá o Amorim:

    a Itália está por colocar o Garibaldi à venda!

    Há pouco ultrapassou os 30 anos de uso… novinho em folha.

  10. Como escreveu o LM o primeiro já encontra-se na Russia, depois que as metades foram reunidas na França e o
    casco completo lançado em St Nazaire e quanto ao segundo será igualmente lançado em St Nazaire provavelmente em outubro próximo.

    O terceiro e o quarto serão construidos totalmente na
    Russia, com cooperação francesa, mas, por enquanto
    não há nada confirmado.

  11. Senhores! Os senhores não pereceberam nesta noticia uma coisa que n´so aqui SEMPRE batemos:

    Países não tem amigos, tem interesses, e a turma da Brasilian defecation e demias do mundo encantado esquerdopata defendiam compras de equipamentos da França e também da Russia, pois estes NUNCA, JAMAIS,IMPOSSÍVEL, de serem embargados.

    Buenas, mais uma vez, JESUIXXXXXXXXXXXXXX, vem ao nosso encontro e junto com o TEMPO, senhor de todas as verdades e não é que mais um mito vai por agua abaixo(Alô Nunão, vamos providenciar a ponte para os suicidos coletivos), os Franceses,também conhecidos como top of de goods, vão embargar os também já conhecidos nossos do plug and play wonderful, os Russos, que coisa hem.

    Então Tchê, vou cevar meu mate, puxar um banco e assistir a máscara depencar…

    Muito obrigado Jesuixxxxx

    Grande abraço

    PS Aguardo com muita ansiedade, os comentários do nosso simpático colega, o Cel Justin

  12. Como bem lembrou o Ivan, politicamente está fácil pra Rússia aceitar o cancelamento. Se a França precisa do dinheiro, é bom nem ameaçar.

  13. Prezado Roberto Bozzo,

    Segundo informações da DCNS para a MB, os navios desta classe podem transportar 14 helicópteros do porte do Super Cougar ou 16 do porte do SeaHawk.

    Se um dia a MB vier a possuir um navio de propósitos múltiplos como este, sua ala aérea poderá ser formada por helicópteros provenientes da MB, da FAB e/ou do EB.

  14. Aliás como já é de praxe tanto de britanicos quanto franceses operar aeronaves de outros serviços a bordo
    de seus anfibios.

  15. Cmt Luiz Monteiro, agradeço a intervenção, só quiz salientar que a MB, hoje, não teria meios próprios para operar nestas embarcações.

    Infelizmente a MB (e as forças armadas do Brasil) carecem de tantas coisas que fica dificil priorizar; Seria uma ótima aquisição para a MB, mas talvez não hoje, onde nem escoltas suficientes temos.

  16. Roberto,

    No seu comentário anterior, você se esqueceu de contar os atuais helicópteros Super Puma da MB.

    De qualquer forma, tirando os Super Lynx da sua conta (pois seu uso é primordialmente nos navios escolta) e colocando os Super Puma no lugar, dá quase na mesma.

    Porém, creio que quando somamos helicópteros da FAB e do EB (que também possuem Super Puma / Cougar e, assim como a MB, começaram a receber o Super Cougar), haveria helicópteros médio-pesados mais do que suficientes para os grupos aéreos embarcados de dois navios do tipo Mistral, caso (apenas uma hipótese) viessem a equipar a MB.

    Lembrando que no caso da França, por exemplo, helicópteros do Armée de Terre (geralmente Gazelle e Puma) operam nos três exemplares da classe Mistral da Marine Nationale.

    Isso é tema de matéria especial (de capa) feita para a revista Forças de Defesa número 5, quando embarcamos no BPC Dixmude.

  17. Verdade Nunão, numa pesquisa rápida na wiki achei mais 6 unidades o Super Puma na MB.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Eurocopter_AS332_Super_Puma#Marinha_do_Brasil

    Mas é o que você disse, não mudaria muita coisa pois não haveria aeronaves extras suficientes para treinamento e/ou reposição. Pensando somente na MB.

    Usando-se as unidades da FAB e do EB com certeza haveriam meios suficientes, mas já existe esta doutrina de uso de equipamentos destas forças com os navios da MB ?

  18. Roberto,

    Até onde sei doutrina ainda não existe (e, como não há navios disponíveis para isso, nem teria como existir) mas já estão se mexendo para que exista, e há diversas sinalizações nesse sentido.

    Uma delas é a instrução de aviadores da MB na FAB, que já vem de um bom tempo. Mais recentemente, também vimos a assinatura de acordo para uso de armamentos da MB pela FAB (torpedos para os P-3) e da FAB pela MB (mísseis para os A-4). Esses são sinais de que há uma evolução em curso, tornando as três forças singulares cada vez mais “plurais”.

    Acredito que, até que navios semelhantes aos da classe Mistral venham a operar na Marinha, essas cooperações entre as forças tenderão a crescer bastante, tornando bastante natural a possibilidade de helicópteros do EB e da FAB se somarem aos da MB em comissões de navios do tipo.

  19. Não tem problema pessoal, este navio vem com o “kit hidráulico” a bordo, em casos de devolução do cliente, ou embargos, imediatamente os Franceses recorrem a este Kit que resolve o problema sem maiores traumas.

    Grande abraço

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