Versão de decolagem curta e pouso vertical está sendo avaliada pelo Governo Australiano para emprego a bordo de seus LHD classe ‘Canberra’

 

F-35B foto USN

O ministro da Defesa da Austrália, David Johnston, disse ao jornal australiano The Weekend West que o Governo estava pensando em comprar o modelo “B” do caça furtivo F-35, uma variante de decolagem curta e pouso vertical do avião.

No mês passado a Austrália se comprometeu a comprar 72 F-35 do modelo convencional produzido pela Lockheed Martin dos EUA a um custo de quase 20 bilhões. Mas o governo deixou a porta aberta para a compra de mais caças F-35 e o ministro disse que a aquisição do F-35B será considerada.

“A aeronave é mais cara, não tem o mesmo alcance, mas é uma opção que tem sido considerada desde o primeiro dia”, disse o senador Johnston.

A Marinha britânica e os Fuzileiros Navais dos EUA estão comprando o F-35B para uso a bordo de navios.

A Austrália está prestes a pôr em serviço dois navios anfíbios de grande porte com convés corrido e doca (LHD) da classe “Canberra”, mas o governo tem mantido até agora a versão de que eles serão usados ​​apenas para helicópteros e desembarque de tropas.

Classe Canberra em corte - imagem Marinha Australiana

O senador Johnston disse que o emprego do F-35 a bordo de um LHD seria caro e tecnicamente desafiador, mas isso poderia ser feito. “O convés é capaz de receber tal aeronave”, disse ele.

O último porta-aviões da Austrália, o HMAS Melbourne, foi aposentado em 1982.

O comissionamento um porta-aviões é considerado uma declaração estratégica significativa do poderio militar de um país. A China lançou recentemente seu primeiro porta-aviões. Os testes no mar estão sendo vigiados de perto.

Comparativo LHD classe canberra com outros navios austalianos - imagem Marinha Australiana

FONTE: The West Australian (tradução e adaptação do Poder Naval a partir do original em inglês)

IMAGENS: Marinha dos Estados Unidos e Marinha Real Australiana

VEJA TAMBÉM:

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Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

45 Responses to “Austrália pode comprar F-35 para emprego embarcado” Subscribe

  1. Marcos 17 de maio de 2014 at 9:46 #

    Austrália, com metade do PIB do Brasil, fazendo o que precisa ser feito.

    Quanto a operação de F-35 em um LHD, só um problema: vão ter de, desde já, considerar aço específico dada a temperatura dos gases de exaustão do motor do F-35.

  2. Marcos 17 de maio de 2014 at 9:48 #

    Humilhação completa do Brasil.
    Quando recebermos nossos primeiros Gripen, os F-35 já estarão plenamente operacionais. Lembrando que a Austrália já opera uma grande quantidade de F-18 de diferentes versões.
    Mas como disse o Vader: “Temos Copa do Mundo. A Austrália não. Chupa essa, Austrália!!!” (modo irônico, evidente)

  3. daltonl 17 de maio de 2014 at 10:51 #

    Marcos…

    eles podem ter “metade do PIB” mas tem uma população 9 x menor, menos problemas , metade concentrada nas 3 maiores cidades e a Marinha Australiana tem uma falta cronica de pessoal para tripular principalmente sua força de submarinos.

    Entre outras coisas eles não precisam de uma força de fuzileiros navais tão grande como nós nem grande número de navios/embarcações fluviais.

    Falando em fuzileiros navais,os EUA mantém marines baseados em território australiano um exemplo da forte cooperação que existe entre os dois países.

    Também acho que voce está “exagerando” quando os F-35s estarão “plenamente operacionais”.

    O primeiro esquadrão australiano de F-35A deverá estar operacional em 2021 e quanto ao F-35B não à toa
    os EUA compraram todos os “harriers” britanicos para usarem os mesmos como fonte de peças de reposição
    para os AV-8s que terão que permanecer em serviço
    mais tempo do que os Marines queriam justamente pelo atraso da entrada do F-35B em grandes números.

    No mais…se os australianos embarcarem F-35Bs nos seus LHDs consequentemente terão que reduzir os helicopteros impactando a função de navio anfibio…e se quiserem utilizar o LHD como um NAe “leve” terão “apenas” uma duzia de F-35Bs a bordo com toda limitação pertinente a um navio anfibio, manter, armar, abastecer sem falar que um navio anfibio é lento e alvo mais fácil para um submarino convencional.

    Paises diferentes, problemas diferentes.

    abraços

  4. Mauricio R. 17 de maio de 2014 at 12:46 #

    E a “fome”, encontrou a “vontade” de comer…
    Quem opera “Mistral”, ou quem sonha em oprá-lo, não terá nem como ter nada disso.
    Navio capenga, cada vez mais capenga!!!

  5. Fernando "Nunão" De Martini 17 de maio de 2014 at 13:05 #

    Dalton,

    De fato, há várias limitações para emprego de um LHD desse porte na função de um navio-aeródromo “convencional” que hoje atinge o dobro do deslocamento.

    Mas, há uma vantagem: mesmo sendo um grupo aéro embarcado de uma dúzia de F-35B, precisamos considerar que dois LHD desse tipo custam (para adquirir e operar) menos do que um único NAe convencional (ou mesmo do que um classe “Queen Elizabeth”, que vai operar o F-35B de forma similar, porém em maior quantidade). Assim, pelo custo de uma plataforma grande (de 50.000 a 60.000t) que leva três vezes mais jatos, você pode ter dois pequenos (de 25.000 a 30.000 t cada), pensando de forma conservadora (acho que ainda sobra um troco).

    Para uma USN que tem cerca de dez CVN e outros tantos LHD/LHA, ou para uma RN que terá condições financeiras e políticas (espera-se…) para manter nas próximas décadas dois “Queen Elizabeth” de 60.000t revezando-se em operação, isso pode não ser determinante.

    Mas para uma marinha como a australiana, que se optasse por um NAe grande provavelmente só conseguiria obter e manter um – como é o caso da Marinha Francesa, que só tem o Charles De Gaulle – a diferença é que, com um par de LHD, sempre vão poder contar com pelo menos um navio em operação, quando o outro precisar entrar em manutenção. E, no caso dos dois estarem em serviço, um poderá operar como navio de desembarque anfíbio, e o outro como NAe. Ou até os dois como NAe, conforme a necessidade.

    Já quem tem só um NAe grande, quando esse entra em manutenção simplesmente a disponibilidade de plataforma para seus caças embarcados vai a zero. Aí tanto faz se o NAe duas vezes maior pode levar até três vezes mais caças embarcados: simplesmente não vai levar nenhum.

    Comparativamente, quem tem um par de LHD destes vai poder contar com, pelo menos, uma plataforma para uma dúzia de F-35B disponível para operar onde for preciso.

    E, eventualmente, quando dois LHD estiverem disponíveis, até mesmo duas dúzias de F-35B poderiam estar operando no total, o que é só 1/3 a menos do que do único NAe

    Creio que esta é a principal diferença a se considerar – é claro, tem o fato do F-35B ser mais caro de operar do que um caça lançado por catapulta e recolhido por aparelho de parada, a quantidade de surtidas que uma dúzia de aeronaves pode fazer, frente ao triplo disso, etc. Isso também é importante, mas é aquela velha máxima do “quem tem um não tem nenhum, quem tem dois sempre tem um.”

  6. daltonl 17 de maio de 2014 at 13:43 #

    Nunão…

    na verdade o meu comentário foi baseado no que o Marcos escreveu sobre a Marinha Australiana estar
    “humilhando” a MB o que não concordo:

    Os novos navios australianos estão sendo entregues acima do custo e com atraso, os navios modernizados também o foram; não há tripulantes suficientes para os submarinos e há fuzileiros navais dos EUA em territorio australiano…não que eu veja algo errado nisso, mas certamente facilita a vida dos australianos ter um aliado tão importante.

    Tbém não concordo com a máxima “quem tem um não tem nenhum”…veja o CDG francês por exemplo, que após uma missão de meses no Indico, foi rapidamente preparado para a campanha da Libia, então quem tem um as vezes não tem nenhum :)

    Acho dificil os 2 LHDs australianos esterem em serviço ao mesmo tempo…um acabará sempre em manutenção principalmente quando forem envelhecendo
    e ao contrário da França que tem o CDG mas também
    3 Mistral os australianos poderão ter que abrir mão do
    LHD para que o mesmo opere como um limitadissimo NAe de escolta.

    Também tem que se levar em conta que embora projetados para operar com o F-35B até agora não se sabe exatamente como os LHDs da classe Juan Carlos I irão sair-se…se de fato os espanhois e australianos adquirirem o F-35B e o utilizarem a partir
    de seus LHDs.

    Também será interessante ver como será mantida a proficiencia dos pilotos que só as vezes irão embarcar nos LHDs ou se embarcados apenas 6 aeronaves como nos LHDs da US Navy quanto espaço será roubado dos helicopteros e como será diminuida a função anfibia.

    abraços

  7. Fernando "Nunão" De Martini 17 de maio de 2014 at 16:44 #

    Dalton,

    Só citei a máxima para reforçar o argumento – é claro que em x% da vida operativa, esse “um” será “um”, e não “nenhum”.

    Mas, se a “Primavera Árabe” tivesse sido outono ou inverno, e o conflito na Líbia ocorresse numa das fases em que o Charles de Gaulle passou vários meses seguidos indisponível em manutenção intermediária ou geral (da última vez, entre 2012 e 2013, foram 8 meses, mas entre 2007 e 2008 foram 15 meses), não daria para ter usado o navio como foi feito naquele conflito de 2011 – de qualquer forma, a Líbia não era tão longe assim da França e bases nas ilhas do Mediterrâneo cumpriram seu papel até melhor, apesar do bom desempenho do navio em 9 meses seguidos de comissão.

    Porém, pode ser que outro conflito um dia pegue a França com o CDG docado – talvez não o próximo, pois não me espantaria se uma comissão do CDG perto do Golfo da Guiné venha a ocorrer ainda neste ano. (apesar do Chade, que já tem bases francesas, ser vizinho de um país que deve virar um novo foco grave de problemas, e não estou falando do Mali… A França já avisou que poderá mandar VANTs e caças Rafale para a recente crise por lá). Por essas e outras os franceses queriam o PA-2, mas os cortes orçamentários engavetaram de vez o programa (se tiverem recursos para desengavetar depois de 2020, provavelmente será para substituir um dia o CDG)

    Enfim, há muito ainda a se provar quanto ao LHD classe “Juan Carlos I” / “Canberra” – afinal, são poucos anos de operação daquele (e com Harrier e helicópteros, afinal só mais pra frente haverá a substituição por F-35B), a operação destes ainda está para começar, e tudo o mais.

    Também não acredito que um “faz tudo” possa fazer tudo ao mesmo tempo, são uma solução de compromisso. E quantidade também é necessário – o ideal para quem quer realmente usar esses navios com todo o seu potencial de flexibilidade é ter três, para pelo menos dois estarem sempre disponíveis. Mas dois já fazem a diferença, mesmo quando menos capazes, do que só um. Nunca serão um NAe poderoso, mas serão sempre melhor do que NAe nenhum.

  8. juarezmartinez 17 de maio de 2014 at 18:59 #

    Os Aussies estão vendo se seu bolso chega lá, talvez façam as contas e deixem as coisas como estão,mas eles vão indo para frente, cometem erros, claro que sim, mas vão indo, enquanto isto na Gunabara Bay zzzzzzzzzzzzzz

    Grande abraço

  9. daltonl 17 de maio de 2014 at 19:31 #

    “Nunca serão um NAe poderoso, mas serão sempre melhor do que NAe nenhum.”

    Depende também do adversário Nunão…um LHD com 12 F-35Bs com uma taxa de disponibilidade do Super Hornet, dando umas 9 aeronaves, com limitada capacidade de armar, abastecer e manter o sofisticado F-35B,pouca capacidade de autodefesa, lento, uns 20 nós de velocidade máxima, incapaz de operar um E-2C futuramente E-2D talvez não valesse a pena deixar o porto em primeiro lugar. :)

    Claro que os franceses gostariam de um segundo NAe,
    mas entre 2 ou 3 Juan Carlos I para que 1 ou 2 estejam sempre disponiveis ,ainda penso que seja melhor ter um único CDG e navios próprios para guerra anfibia como os Mistral mesmo sabendo que o CDG necessita ficar varios meses em manutenção por ano ou no caso de reabastecimento a cada 7 anos, 2 anos indisponivel.

    Ainda mais se eles (franceses) possuem bases de
    onde aeronaves possam operar…então não faz sentido investir, mesmo que menos, em um engodo de NAe
    como um LHD com aeronaves de asa fixa.

    França e Australia possuem necessidades diferentes
    como voce bem sabe e talvez os australianos estejam pensando em operar F-35B do mesmo modo como os
    LHDs da US Navy, ou seja um máximo de 6 aeronaves
    para CAS e não o que o USS Bataan fez em 2003 no Iraque quando operou com mais de 20 AV-8s.

    abraços

  10. Marcos 17 de maio de 2014 at 19:38 #

    Dalton:

    “eles podem ter “metade do PIB” mas tem uma população 9 x menor”

    Vamos inverter isso:

    “eles tem uma população 9 x menor para produzir metade do PIB do Brasil”

    ———————————

    “na verdade o meu comentário foi baseado no que o Marcos escreveu sobre a Marinha Australiana estar
    “humilhando” a MB”.

    Na verdade não falo da Marinha Australiana, mas das FFAA Australianas como um todo, embora eles lá tenham muitos, mas muito problemas mesmo. Mas como disse: estão fazendo o básico, ou no caso da Força Aérea, muito mais que o básico.

  11. daltonl 17 de maio de 2014 at 20:09 #

    Não sei se os EUA concordariam com voce quanto à Australia estar fazendo o básico…há reclamações dos mesmos quanto ao atual estado bélico de países da OTAN por exemplo.

    Se estão fazendo o básico…porque os EUA mantém fuzileiros navais baseados na Australia ?

    Ter um aliado/parceiro como os EUA tem vantagens e desvantagens, já que a Australia tem que honrar certos compromissos e corre sim o risco de ser arrastada para uma guerra…ao menos a probabilidade é maior lá do que aqui igualmente abaixo do Equador mas oceanos diferentes.

    Investimento militar normalmente é feito de acordo com ameaças percebidas, então será que 70 F-35As e 36
    Super Hornets/Growlers são o suficiente para o TO
    na próxima década ?

    Situação bem diferente da nossa…onde não há ameaça, nenhuma cobrança de aliados e acreditemos ou não, depois dos EUA somos a maior potencia militar do continente, mais pelo demérito dos outros do que mérito nosso, mas somos :)

  12. juarezmartinez 17 de maio de 2014 at 21:18 #

    Almirante! }Esta afirmação tua sobre a nossa situação no continente, ao Brasil acima do Canada?

    Grande abraço

  13. daltonl 17 de maio de 2014 at 21:44 #

    O Canadá não chega nem perto :)

    Brincadeira à parte, o Canadá tem uma força de combatentes de superficie superior…são 15 e mais capazes, mas há vários “parados” sofrendo modernização/ manutençao inclusive recentemente um dos 3 velhos DDGs o HMCS Iroquois de tanta ferrugem encontrada o navio está com 42 anos, está aguardando inspeção mais complexa.

    Dos 4 submarinos que eles possuem muitas vezes nenhum deles está operacional…teoricamente deveriam ser um dos mais capazes do mundo quando comprados da Royal Navy mas tem passado por um bocado de problemas.

    Recentemente também um dos dois grandes porém velhos navios de apoio logistico sofreu perda de propulsão e teve que ser arrastado pela US Navy até Pearl Harbor e não há previsão de retorno…pior…os substitutos só chegarão depois dos dois darem baixa
    impactando a capacidade de operar no mar da Esquadra.

    Também o Canadá não possui navios anfibios, nem mesmo “velhos” como os nossos nem mesmo uma força de fuzileiros de 15000 como nós.

    Eles também não possuem e de fato não precisam é verdade de tantos navios e embarcações fluviais o que no nosso caso faz com que os poucos recursos precisem ser divergidos.

    Por fim a guarda costeira canadense é civil numerando 4500 pessoas enquanto 8500 corresponde a Marinha.

    Bom ao menos na minha visão o Canadá não é Marinha para invejarmos :)

    abraços

  14. Mauricio Silva 18 de maio de 2014 at 0:51 #

    Olá.

    Eu vou pela linha do Dalton. Particularmente, não gosto de navios “multifunção/multiplo emprego”.
    Se a MB faz questão de ter um NAe, então que tenha UM. Creio que é melhor do que ter dois ou mais LHD/LHA com capacidade secundária de ser um NAe.
    Nada contra os fuzileiros, mas um LHD ou LHA não seriam muito úteis ao Brasil.
    SDS.

  15. MO 18 de maio de 2014 at 0:51 #

    Verdade a marinha canadiense não eh la estas coisas, tirando as Halifax …. num sobra muita coisa naum

    em tempo =

    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/05/mv-msc-laura-h9ue-6732-teus-x-30000-m.html

    10 photos

  16. juarezmartinez 18 de maio de 2014 at 11:07 #

    Obrigado Admiral Dalton! Quem sabe, sabe, quem não sabe aprende e lê com quem sabe.

    Grande abraço

  17. daltonl 18 de maio de 2014 at 11:21 #

    “…um LHD ou LHA não seriam muito úteis ao Brasil.”

    Mauricio…

    mas é justamente o que a Marinha Brasileira quer, aqui, são chamados de navios multipropositos.

    Desde que utilizados como navios anfibios com capacidade secundária de apoio,reabastecendo e realizando pequenos consertos nos navios da esquadra, aliás como é comum os nossos atuais anfibios fazerem, não a toa, navios anfibios e tanques fazem parte do Primeiro Esquadrão de Apoio.

    Seriam ideais não apenas para transportar e desembarcar fuzileiros através de helicopteros e embarcações, como transportar equipamento pesado para forças brasileiras em missões em outros países como atualmente no Haiti, prestar serviço em situações de calamidade aqui e no exterior e como já mencionei atuar como navios de apoio logistico.

    Mas sem essa obrigação de as vezes operar como
    um NAe, pensando no futuro adquirir F-35B então um Mistral seria mais adequado, ao contrário dos espanhois que desde os anos 80 operam com “harriers”
    e com o descomissionamento do Principe de Asturias
    e com seus poucos AV-8s ainda com mais alguns anos
    de uso, foi logico eles projetarem um LHD com rampa.

    abraços

  18. daltonl 18 de maio de 2014 at 11:25 #

    Juarez…

    parafraseando o personagem de Robin Williams no filme o Homem bicentenário…

    “Isto fica feliz em ser útil” :)

  19. Marcos 18 de maio de 2014 at 15:35 #

    Setia interessante ver um comparativo de tamanho entre um Mistral e um Camberra.

  20. Ivan 18 de maio de 2014 at 19:29 #

    Em 2007 Harold C. Hutchison tratou do assunto navios de múltiplo propósito com rampa versus navios especializados na Strategypage.

    Vale a pena conferir:
    http://www.strategypage.com/htmw/htamph/articles/20070627.aspx

    O essencial é entender que algumas marinhas podem (e necessitam) de navios especializados, ou seja, navios aeródromos e navios anfíbios de convés corrido.
    Americanos e franceses estão neste clube restrito.

    Outras marinhas tem que optar em ter um navio multitarefa capaz de atuar como porta aviões leves ou não ter nada.

    Inicialmente os ingleses, depois italianos, espanhóis e agora os australianos optaram por incorporar em suas marinhas um navio que pode, sob limitações aceitas, atuar como porta aviões.

    Sds.,
    Ivan.

  21. Ivan 18 de maio de 2014 at 19:45 #

    A página do HMAS Canberra:

    http://www.hmascanberra.com/history/nushipcanberra.html

    Apresenta vários artigos sobre o navio.

    Sds.,
    Ivan.

  22. Vader 19 de maio de 2014 at 21:42 #

    E o F-35 segue colecionando compradores e possibilidades, por mais que os áulicos da desgraça insistam que ele é uma bicheira, manobra pior que um jumbo, é tão stealth quanto uma siderúrgica, seja mais desarmado que um Cessna 152, etc…

    Queimai a língua antiamericanos, ahahahaha.

    Nada como o tempo, o senhor da razão, rsrs…

    E dos três JSF o mais importante e revolucionário é sem dúvida alguma o B/STOVL. Essa aeronave pode dotar até mesmo “Porta-Aviões de Bolso” como os australianos de um poder de fogo inacreditável e inaudito até hoje: uma aeronave de combate multipropósito, stealth e supersônica.

    Claro que os PAs australianos não precisarão ficar com os F-35B a bordo o tempo todo, mas só quando a missão assim o exigir, caso em que os caças simplesmente voarão até os PAs.

    Lembrando que o Japão provavelmente adotará a mesma coisa em seus PAs, num futuro próximo…

    Sds.

  23. Marcos 19 de maio de 2014 at 22:03 #

    Vader:

    É o que eu ia comentar. Você não precisa ficar com os F-35B operando em tempo integral a bordo de um LHD. Opera quando necessário e os mantém em outras missões.

  24. Ivan 20 de maio de 2014 at 10:49 #

    “…mas só quando a missão assim o exigir…”

    Os ingleses chamavam de “golf bag”,
    um tipo de taco para cada jogada.

    Flexibilidade. Este é o diferencial dos navios de guerra de convés corrido com uma rampa na proa para lançamento de aeronaves STOVL.

    Assim, a Royal Navy poderiam embarcar nos seus Invencible uma combinação de aeronaves de acordo com a missão.

    Sds.,
    Ivan.

  25. daltonl 20 de maio de 2014 at 15:40 #

    Ivan…

    os “Invincibles” nunca foram considerados navios anfibios razão pela qual ostentavam a letra “R” como indicativo e não o “L” como no caso do Juan Carlos I espanhol,os LHDs australianos são cópias do mesmo.

    Além do mais a Royal Navy tinha navios anfibios especializados e o HMS Illustrious privado do uso de harriers, operou como LPH apenas por conta de manutenção no HMS Ocean.

    Então vejo como situações um pouco diferentes.

    O Vader escreveu acima…

    “quando a missão assim o exigir, caso em que os caças simplesmente voarão até os PAs.”

    Será ? Então o LHD estará com as armas certas, o combustivel, peças de reposição e o pessoal de manutenção esperando de braços cruzados a chegada de uma duzia de F-35Bs? E as tropas embarcadas?
    Serão retiradas pelos helicopteros até para que estes limpem o convoo e o hangar ? E os veiculos, etc ?

    Acho que um LHD operar com meia duzia de F-35Bs
    como fazem e farão os LHDs/LHAs da US Navy é uma coisa, e no caso dos LHDs australianos estes terão sua capacidade anfibia degradada, outra é um LHD
    operar exclusivamente como um Navio de controle de area maritima…um minimo de preparo tem que ser feito.

    A US Navy já fez isso…USS Bataan é um exemplo, mas a US Navy tem uma capacidade logistica que os australianos nem sonham em ter.

    Na verdade ninguém sabe ainda como o F-35B irá se sair a bordo dos anfibios existentes nem se a Australia e a Espanha irão adquirir o F-35B.

    abraços

  26. Vader 20 de maio de 2014 at 18:59 #

    daltonl
    20 de maio de 2014 at 15:40 #

    Dalton, acredito que os australianos já possuem “maturidade bélica” suficiente pra conseguir o que pretendem em termos de aparelhamento e preparação para o combate. Estiveram em duas guerras mundiais, e em tudo que é conflito que a Rainha ou o Tio Samuel se meteram desde lá. Se eles dizem que conseguem equipar seus PAs de bolso com F-35, merecem a inversão do ônus da prova, em minha opinião.

    Idem o Japão, por mais ou menos os mesmos motivos. Tratam-se de povos organizados, avançados, e que além de tudo estão sob o guarda-chuvas tecnológico da única Superpotência do Planeta Terra.

    No mais, posso não entender nada do assunto, mas não me parece nada impossível no curso de uma missão que tenha que ser trocada de, digamos, helicópteros e fuzileiros para F-35B e armas, que estes cheguem voando e sua equipe de “solo” e suas armas num navio cargueiro paisano qualquer, por exemplo…

    Sds.

  27. daltonl 20 de maio de 2014 at 21:14 #

    Vader…

    mas é justamente pela “maturidade bélica” que os australianos não enviarão um LHD operando como NAeL sem estar certificado para operações com o F-35B para determinada missão, além de outras fases de treinamento muito menos enviar um “navio de carga paisano qualquer” para adequa-lo a missão em pleno mar.

    Mas não há nada oficial ainda que australianos irão adquirir o carissimo F-35B sem mencionar uma quantidade minima para equipar um dos 2 LHDs…um minimo de 15 deveriam ser adquiridos, aliás o mesmo numero que os italianos pretendem adquirir para operar no Cavour o que na prática deverá ser 10 embarcados.

    abraços

  28. Ivan 22 de maio de 2014 at 0:19 #

    Admiral Dalton,

    No AEREO sou crítico do conceito ‘multi tudo’ para os ‘aviãozinhuns’.
    Acredito que os aviões de combate devem ser multitarefa (or multirole), mas sempre priorizar uma missão, para ser o melhor em algum cenário tarefa.

    No NAVAL não poderia ser diferente, faltaria coerência.
    Assim sendo entendo que os navios de combate devem ser multitarefa, mas sempre priorizar uma missão, para ser o melhor em algum cenário.

    Como já havia pontuado acima, algumas poucas marinhas podem (e necessitam) de navios especializados, assim como aviões, como por exemplo a US Navy que vc conhece tão bem, ou a Marine Nationale que alinha um único PA, o R91 CdG, em conjunto com 3 (três) LHD Mistral. Possivelmente a Marinha do Exército de Libertação do Povo da China (PLA Navy) será outra força com orçamento e tamanho suficiente para justificar ter navios especializados. Rússia (se não quebrar de novo) e Índia podem completar o clube.

    Outras marinhas de médio porte, sustentadas por economias com menos recursos disponibilizados para defesa, podem ser obrigadas a escolher entre um navio de convés corrido porta aeronaves com rampa na proa e navio nenhum para as missões típicas de um PA.

    Partindo do pressuposto simplista que não há recursos para comprar, equipar e manter um par (mínimo) de navios aeródromos (aqueles de verdade) e outro par (mínimo) de LHDs, parece natural que o Estado Maior de uma marinha de águas azuis razoavelmente decente entenda a necessidade de uma plataforma de convés corrido que possa atender algumas necessidades navais do seu país.

    Flexibilidade, novamente.
    Mas não ‘multitudo’, pois haverá um propósito principal, prioritário, em torno do qual as especificações são estabelecidas e o navio projetado e construído. Mas ser multitarefa (multirole) é desejável.

    Usar um LHD, ou LHA, ou LPH, ou seja lá qual for o ‘navio anfíbio de grande porte com convés corrido’ como plataforma flexível é uma alternativa. Os espanhóis e agora os australianos estão neste caminho. Evidentemente seus ‘navios de projeção estratégica’ (que eufemismo interessante…) são prioritariamente navios anfíbios destinados a transportar tropas, veículos e armas para uma costa inimiga, desembarcando-os através de lanchas, hovercrafts e helicópteros. Mas podem sim desempenhar outras missões quando necessário.

    Certamente a troca de missão não precisa ser em alto-mar, mas configurada no porto antes de partir. Se o cenário ou a situação exige a atuação como porta-aviões (e não há um especialista disponível) seria possível equipar um navio como este para atuar de tal forma.

    Seria o mais eficiente?
    Claro que não, mas seria o possível.

    Por outro lado a missão prioritária pode ser ASW, como foi no passado os Invincible da Royal Navy, tendo atuado como porta aviões leves, ou simplesmente porta Harrier, em missões de interdição e projeção de poder sobre terra nas Malvinas/Falklands.

    Hoje os japoneses estão lançando “destroyers” porta helicópteros com convés corrido de 19.000 a 27.000 toneladas. São prioritariamente destinados a ASW, com aplicações em guerra de minas, mas também em apoio a ‘missões humanitárias’. O que impede que os maiores Izumo, ou derivados, venham operar um esquadrão de F35B Lightning II STOVL? A constituição do Japão?

    Se é possível ter navios prioritariamente anfíbios e/ou prioritariamente ASW operando como ‘porta aviões leves’, então é possível ter navios de controle de área marítima atuando também de maneira flexível.
    Os espanhóis (novamente) mostraram como funciona através do Príncipe de Astúrias e ainda construíram o HTMS Chakri Naruebet.

    Contudo os italianos foram mais agressivos.
    Primeiro com o pequeno Giuseppe Garibaldi com menos de 14.000 toneladas (carregado).
    Em seguida com o magnífico Cavour em suas 30.000 toneladas de deslocamento (carregado), um “portaerei STOVL italiana”, que pode atuar como Light Aircraft Carrier, Sea Control Ship, grande navio ASW, navio de comando e controle, LPH (Landing Plataform Dock) ou simplesmente em missões humanitárias como demonstrou no Haiti.

    O que todos estes navios têm em comum?
    Primeiro – FLEXIBILIDADE.
    Segundo – Foram construídos para atender prioritariamente uma missão que era mais importante para a marinha de guerra que os encomendou, mas mantendo a tal capacidade multitarefa.

    Caro amigo, me permita um pequeno sacrilégio final:
    De certa forma, até mesmo a poderosa US Navy tem vislumbrado o valor do navio de convés corrido para operar aeronaves VTOL como os F35B Lightning II e MV22B Osprey. O enorme LHA-6 America está no mar para suprir uma necessidade de mais meios aéreos. Tudo bem que terá apenas um irmão gêmeo, o LHA-7, nem tão pouco se espera que substituam um Super Carrier, mas é um reforço no apoio naval na praia e um instrumento disponível a mais para situações de tensão onde um Nimitz ou um Ford seria demais.

    Lembra do LHD-3 USS Kearsarge na Líbia, durante a operação Odyssey Dawn?
    Pois é.
    Se antes havia dúvida sobre o valor de um punhado de caças STOVL embarcados em um cenário moderno, agora não há mais.

    Grande abraço,
    Ivan, an old infantryman. :)

  29. daltonl 22 de maio de 2014 at 13:05 #

    Grande Ivan…

    ainda aprendo a escrever tão bonito quanto voce e é sério, mas veja bem, não sou contra aeronaves STOVL operando a bordo de LHDs/LHAs, só não concordo com muito comentário por aí dizendo que é mil maravilhas ou que é fácil mudar de navio anfibio para NAe tipo do dia para a noite.

    Voce citou o futuro USS América sem doca alagável, mas a politica da US Navy é faze-lo capitania de um grupo de navios que possuem doca alagavel e a grande mudança não é na quantidade de F-35Bs que irão operar, basicamente serão 6 e sim a maior capacidade de combustivel, armas e mesmo manutenção mais complexa que poderá ser feita a bordo.

    Haverá possibilidade de operar com 20 F-35Bs mas não há muitos exemplos na US Navy o mais eloquente foi o caso do USS Bataan operando com mais de 20 AV-8s, uma aeronave bem diferente do F-35B e que até o momento não sabe-se como será de fato embarca-lo.

    Outra coisa é que o F-35B não está sendo comprado em grandes quantidades…apenas 15 para a Marinha Italiana por exemplo, e os italianos dificilmente saem do Mediterraneo e falando em “Invincibles” lutar contra a Argentina foi uma coisa…alguém mais preparado
    dará mais trabalho mesmo com F-35Bs.

    Então acho que os australianos poderão embarcar alguns F-35Bs a bordo de seus LHDs e operar de forma similar aos Wasps da US Navy, mesmo tendo sua capacidade de helicopteros de transporte diminuida e se de fato vierem a operar o LHD como NCAM então perderão a capacidade de transporte
    por ar totalmente, pois será dificil manter os 2 LHDs
    em serviço ao mesmo tempo.

    Não sei se me fiz entender, mas, eu tento :)

    abraços

  30. Ivan 22 de maio de 2014 at 14:02 #

    Admiral Dalton,

    Ainda persiste a FLEXIBILIDADE.

    Vc está correto ao lembrar, sempre com propriedade e precisão, que o LHA-6 America vai operar como “capitania de um grupo de navios que possuem doca alagavel”, usando seu hangar estendido e maior capacidade de combustível de aviação para maximizar operações aéreas de desembarque, o que possivelmente deve se traduzir em mais MV22 Osprey operando e não necessariamente em mais F35B Lightning II.

    É a missão primária, principal, prioritária.

    Entretanto é possível equipar o America e seu futuro irmão LHA-7 com uma dúzia, ou até duas dezenas, de caças VTOL, reforçando o apoio aéreo aproximado para os fuzileiros na praia, dependendo do cenário.

    Ainda é possível embarcar uma dúzia e meia de F35B somados a meia dúzia de helicópteros MH60 SeaHawk para atuar como Sea Control Ship, uma missão improvável na US Navy, mas possível.

    Em um caso como o citado na Líbia, a operação Odyssey Dawn, onde o USS Kearsarge operou apenas como um porta aeronaves VTOL, é possível embarcar um esquadrão inteiro de Lightnings (10 a 12 aeronaves), somados a outros tantos Osprey e atuar como base flutuante para C-SAR e interdição contra alvos de oportunidade, missões com tempo de reação muito curto, que exigem uma “base aérea” próxima do Teatro de Operações.

    Confirmando a missão primária, há um leque amplo e talvez até inexplorado de missões secundárias possíveis.

    O mesmo pode valer para o HAMS Canberra e seu irmão, só que em menor número, obviamente.

    Entretanto, algumas características como a Ski Jump podem até mesmo facilitar o lançamento de caças F35B com maior payload ou consumindo menos combustível.

    Mantendo a missão primária de desembarque de tropas, veículos e armas, é possível desdobrar outras tantas que a necessidade e criatividade apresentem.

    Outrossim é possível que, em determinado momento ou cenário, a prioridade venha a ser embarcar uma dúzia de caças STOVL (olha a ski jump…) e meia dúzia de helicópters ASW/ASuW para controle de área (algum daqueles estreitos entre o Índico e Pacífico), ou cobertura aérea da esquadra, ou apenas escolta de um comboio mais valioso, ou demonstração de força, ou seja lá o que for.

    Flexibilidade, mas mantendo o foco na missão primária.

    Em tempo:
    Outras marinhas, como tentei expor anteriormente, podem ter missões primárias diferentes, mas ainda assim a flexibilidade é desejável.

    Grande abraço,
    Ivan, an old infantryman. :)

  31. MO 22 de maio de 2014 at 16:26 #

    Isso não seria em termo leigo um “Avacalhação dos Naes”, utilizando outros meios disfarçados como NAes, para quem sabe baratear, hoje qqr coisa com convoo virou NAe …. . Com muita frescurite, tem no final das contas, na hora que se precise, não ser nem uma, nem outra e nem aquela outra coisa para ue ele pseudo foi feito ….

  32. Ivan 22 de maio de 2014 at 23:17 #

    MO,

    Sim, pode ser.

    Por esta razão é essencial que a marinha que partir para uma solução mais flexível deve estabelecer com clareza qual a missão primária do navio e garantir que esta possa ser cumprida.

    Os exemplos que discutimos acima são frutos de demandas com prioridades definidas. Bem talvez o italiano Cavour tenha sofrido um pouco mais de indecisão, mas no final saiu exatamente o que a Marina Militare precisava e poderia pagar.

    Mas quando não há navio aeródromo disponível, um LPD, LHA, LPH, cruzador de convés corrido ou “destroyer”porta helicóptero pode ser a única alternativa para a frota contar com caças embarcados.

    E se o pequeno Harrier já representava um grande reforço para as esquadras que o operavam, imagine o que pode ser feito com o maior, melhor armado e mais discreto Lightning II.

    Forte abraço,
    Ivan, do Recife.

  33. daltonl 23 de maio de 2014 at 12:22 #

    “Mas quando não há navio aeródromo disponível, um LPD, LHA, LPH, cruzador de convés corrido ou “destroyer”porta helicóptero pode ser a única alternativa para a frota contar com caças embarcados.”

    Mas no caso australiano além dos 2 LHDs haverá apenas um LSD, ou seja, não há muita flexibilidade com apenas 3
    navios, ou seja, no frigir dos ovos não se pode ter tudo e dependendo da situação apenas 1 navio poderá estar disponivel, se for um dos 2 LHDs então ou se terá um navio anfibio ou um Navio de Controle de Área maritima.

  34. Ivan 23 de maio de 2014 at 14:43 #

    Admiral Dalton,

    Novamente vc está correto.

    Entretanto vislumbro a possibilidade da marinha australiana não ter uma missão de assalto anfíbio, mas apenas controle de área marítima.

    Neste último caso, deixa os fuzileiros em terra, embarca um esquadrão de F-35B Lightning em conjunto com outro de MH-60 SeaHawk, abastece e equipa o HMASCanberra ou o HMAS Adelaide com os suprimentos e equipamento necessário e parte para a missão.

    Melhor ter um pseudo navio aeródromo do que nenhum.

    Abç.,
    Ivan.

  35. Ivan 23 de maio de 2014 at 14:44 #

    Por outra quando a missão for assalto anfíbio, o apoio aéreo terá que ser da US Navy, Royal Navy ou da própria força aérea.

    Abç.,
    Ivan.

  36. Fernando "Nunão" De Martini 23 de maio de 2014 at 15:01 #

    Por essas e outras, três seria um número bom para LHD que pudesse operar também como NAe para caças de decolagem curta e pouso vertical.

    Porque aí tem sempre dois, para toda a flexibilidade necessária.

    Mas ter só dois já é muuuuuuito melhor que ter só um, de qualquer forma!

  37. Luiz Monteiro 23 de maio de 2014 at 15:34 #

    Prezado Dalton,

    A cerca de 2 anos atrás, em um congresso nos Estados Unidos, conversei com alguns oficiais da Royal Australian Navy (RAN) e da Royal Canadian Navy (RCN) e fiquei surpreso com o interesse de ambas sobre o PROSUB.

    Estas duas marinhas veem amadurecendo a idéia de operar submarinos com propulsão nuclear. Foi uma surpreza para mim, pois sempre li que eles preferiam submarinos de propulsão diesel-elétrica, e no caso australiano, dotados de AIP.

    Neste mesma conversa, os australianos falaram da possibilidade de operação de aeronaves de asa fixa em seus futuros navios anfíbios. Pelo que deu a entender, tais aeronaves desempenhariam funções muito parecidas com àquelas desempenhadas pelo Harrier dos Marines, sendo eventualmente, utilizados como CDF (neste caso, mais parecido com os Sea Harrier da RN).

    Abraços

  38. Fernando "Nunão" De Martini 23 de maio de 2014 at 16:05 #

    Pois é, Luiz Monteiro.

    Muito interessante esse seu relato.

    Esse interesse pela propulsão nuclear de submarinos para esses dois países, justamente por causa das ameaças em potencial de ambos e o fato de terem uma área de operação em dois oceanos em ambos os casos (Atlântico e Pacífico num, Índico e Pacífico noutro, enfim, áreas enormes), não surpreende. Vai surpreender, isso sim, se isso conseguir avançar além do interesse!

    Quanto à questão do uso de F-35B como caças de defesa da frota (CDF) em navios tipo LHD, essa é uma discussão que ainda vai durar um bom tempo por aqui.

    Eu sou um dos que gostam mais dessa ideia para a MB (com pelo menos duas unidades de LHD, se possível três), comparada ao caminho de um único navio-aeródromo CATOBAR (sendo uma segunda unidade um sonho distante) operando caças Sea Gripen – pode parecer paradoxal isso, escrito por alguém que nunca escondeu que preferia a proposta do Gripen na FAB, e mesmo levando em conta o ganho de escala etc para o jato, mas é minha opinião quando penso nas alternativas que a MB, especificamente, poderia seguir nessa área.

    Mas é apenas uma opinião. O caminho que a Marinha pretende seguir é lógico e tem suas inegáveis vantagens (se viabilizado, é claro). Só acho que outras alternativas poderiam ser mais vantajosas numa visão global, mesmo sabendo que LHD não é NAe.

  39. MO 23 de maio de 2014 at 16:59 #

    Eh o que falei, a banalização do NAe, faz um casco semelhante entao sem doca, com hangar, pronto um NAe 1.0, mas Nae …

    Em tempo =

    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/05/mv-cap-domingo-v7xv5-ex-cap-san-marco.html

    former Cap San Marco / ELZA9 – classicos da Hamburg Süd

    16 photos

  40. Ivan 23 de maio de 2014 at 18:04 #

    MO,

    Vc escreveu:
    “…faz um casco semelhante entao sem doca, com hangar, pronto um NAe 1.0, mas Nae …”

    Uma excelente idéia!

    Mas infelizmente não é original.
    Os italianos já fizeram isso, primeiro no Garibaldi, o tal 1.0, depois no Cavour que seria algo como 2.0, mas nada nem sequer próximo dos poderosíssimos V8 yankees. :)

    Quem não tem PA de verdade, caça com LHD, LPH, cruzador de convés corrido, “destroyer” porta helicópteros… :)

    Grande abraço,
    Ivan, de brincation with yu. :)

  41. MO 23 de maio de 2014 at 19:22 #

    kkkkk, maseh o tal negocio ivan as vezes o The best contra a caspa náo eh o the best 3 in one

    Um abraçaition to Voce my frien … (sim ele fala Friennnnn ao inves de Friend) … kkkk

  42. MO 23 de maio de 2014 at 19:24 #

    ah Ivan e ja que era para aproveitar, minha ideia eramais para um CVE mesmo e não um cruzador anfibio porta ajuda humanitária com misseis anti monstros … :-)

  43. Ivan 23 de maio de 2014 at 21:31 #

    Kkkk…

    MO,

    Os CVEs, ou porta aviões de escolta, tiveram uma participação importante na Segunda Guerra Mundial.

    Na Batalha do Atlântico eles foram essenciais para enfrentar os submarinos alemães, sendo que parte da vitória se deve a estes navios baratinhos mas úteis.

    Na Batalha do Golfo de Leyte o apoio aéreo ao desembarque partia deles, bem como foram seus aviões que enfrentaram couraçados e cruzadores japoneses na Batalha de Samar (um estreito nas Filipinas).

    Do outro lado do mundo, novamente contra os nazis, apoiaram os desembarque no norte da África.

    Isto tudo deixando os grandes Carriers livres para dominar os mares.

    Foram bem úteis os pequenos.

    Abç.
    Ivan.

  44. daltonl 24 de maio de 2014 at 9:37 #

    “…vislumbro a possibilidade da marinha australiana não ter uma missão de assalto anfíbio, mas apenas controle de área marítima.”

    Na verdade Ivan, quando decidiu-se pelos navios espanhois em detrimento de um Mistral ligeiramente maior que os utilizados pela França nem se pensava em embarcar aeronaves de asa fixa, só agora estão cogitando isso e mesmo assim para usar de forma semelhante aos LHDs da US Navy, um destacamento apenas.

    A razão primária de ser dos LHDs australianos será dar a Australia a capacidade de transportar e apoiar uma força expedicionária, tropas, veiculos, etc do Exército Australiano !

    Eventualmente será possivel o uso dos LHDs como
    navio de controle de área maritima, mas, não será a função principal e talvez nunca venhamos a ver tal situação mesmo que o F-35B seja de fato adquirido.

    abraços

  45. Ivan 24 de maio de 2014 at 12:46 #

    Dalton,

    O amigo sempre pontuando com propriedade e precisão.

    Grato,
    Ivan.

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