HMS Illustrious é rendido pelo HMS Ocean - foto Royal Navy

Navio, que servia como plataforma de helicópteros da Marinha Real britânica, será desativado após 32 anos de serviço

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Em 22 de julho, a Marinha Real britânica (Royal Navy) divulgou duas notas que ficarão para a história dos que acompanham o desenvolvimento e operação dos navios-aeródromos britânicos. O HMS Illustrious, que já operou jatos Harrier e hoje é utilizado como porta-helicópteros, encontrou-se naquele dia com a fragata HMS Lancaster e o HMS Ocean na costa sul das Ilhas Britânicas, quando este último recebeu as tarefas do primeiro, que foi escoltado a Portsmouth pela fragata.

A partir de então, o HMS Ocean passou a ser a plataforma de helicópteros da Marinha Real, enquanto o HMS Illustrious seguiu para Portsmouth pela última vez, a caminho de sua desativação após 32 anos de serviço. O Ocean é atualmente o maior navio de guerra britânico em serviço, com 21.500 toneladas e seis pontos para pouso de helicópteros, e retorna à ativa após um período de manutenção e modernização de 15 meses, a um custo de 65 milhões de libras. Foram mais de 60 melhorias realizadas em seu convoo, hangar e instalações para aeronaves, além de revisão em motores, hélices, eixos, lemes e estabilizadores.

HMS Illustrious é rendido pelo HMS Ocean - foto 2 Royal Navy
Quanto ao Illustrious, este aportou em Portsmouth pela última vez após acumular cerca de 900.000 milhas náuticas em operações ao redor do mundo em 32 anos, e aguardará sua desativação ainda neste ano. A chegada do navio à base contou com sobrevoo de helicópteros Apache, Merlin, Lynx e Sea King, sob os olhares de dúzias de famílias que aguardavam os tripulantes do veterano navio.

O Illustrious é o segundo navio da classe Invincible, de três navios-aeródromos de 22.000 toneladas, e foi construído pelos estaleiros Swan Hunter no Tyne. Seu lançamento pela princesa Margaret deu-se em dezembro de 1978, e os trabalhos para completá-lo foram acelerados em 1982 após o início da guerra das Falklands / Malvinas. A luta terminou antes da chegada do navio à área do conflito, mas este participou das operações que se seguiram na região. A pressa para enviá-lo era tanta que sua cerimônia de comissionamento foi realizada em rota para as Falklands / Malvinas, em 20 de junho de 1982.

HMS Illustrious volta a Portsmouth pela última vez - foto 2 Royal Navy

HMS Illustrious volta a Portsmouth pela última vez - foto Royal Navy

Como outros destaques na carreira, na década de 1990 o navio ajudou a manter uma zona de exclusão de aérea sobre a Bósnia e o Iraque. Em 2000, liderou um grupo-tarefa cuja missão era restaurar a paz e estabilidade em Serra Leoa, para no ano seguinte atuar por vários meses na guerra contra o terror no Afeganistão, após os ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos.

Em 2006, juntamente com o destróier HMS Gloucester, o Illustrious ajudou na evacuação de cidadãos britânicos em Beirute e, em 2008, teve destaque em documentário em seis partes do canal 5, que cobriu uma comissão no Mediterrâneo, África, Oriente Médio e Sudeste Asiático, numa visita a 20 portos. No ano passado, participou de operações de ajuda humanitária nas Filipinas, após o tufão Haiyan.

HMS Illustrious volta a Portsmouth pela última vez - foto 3 Royal Navy

HMS Illustrious volta a Portsmouth pela última vez - foto 4 Royal Navy

FONTE / FOTOS: Marinha Real Britânica – Royal Navy (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em inglês)

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11 Responses to “HMS Illustrious é rendido pelo HMS Ocean e retorna a Portsmouth pela última vez” Subscribe

  1. aericzz 30 de julho de 2014 at 9:29 #

    Ué, não apareceu ninguém ainda dizendo sobre uma compra de oportunidade para a MB!!!!
    (Mas q daria um belo navio de comando e controle/porta-heli, hein!?, pena não ter capacidade anfibia…)

  2. aericzz 30 de julho de 2014 at 9:45 #

    Ops, essa matéria dquimesmo me desmente quanto à capacidade anfíbia, apesar q…. só com helis?

    http://www.naval.com.br/blog/2011/06/27/atualizado-hms-illustrious-inicia-provas-de-mar/

  3. daltonl 30 de julho de 2014 at 10:46 #

    Os “harriers” da RAF que operavam a bordo do HMS Illustrious foram retirados de serviço em 2011 e a partir
    daí o HMS Illustrious operou como um LPH enquanto o
    HMS Ocean passava por necessária manutenção para
    mante-lo em serviço pelo restante da década.

  4. marciomacedo 30 de julho de 2014 at 12:39 #

    Talvez fosse mais barato adquiri-lo do recuperar o A-11 São Paulo, para ser usado como navio de controle de área marítima. Dando curso à minha ignorância: os A-4 poderiam descer e decolar a partir dele?

  5. daltonl 30 de julho de 2014 at 12:52 #

    marcio…

    o indicativo do NAeSP é A 12, voce confundiu com o do Minas Gerais e não há a menor possibilidade de um A-4
    decolar ou pousar, não há catapultas e mesmo que ele pudesse decolar da rampa não poderia pousar pois não
    há cabos de retenção e todo o equipamento associado a
    eles o que consome espaço e peso abaixo do convoo.

    abs

  6. MO 30 de julho de 2014 at 18:03 #

    seria uma “cacetada” $$$$$$$$$$ de oprtunidade rsss pois ai viriam F 35 no pacote :-) … kkkkkkkkkkkkkk

  7. MO 30 de julho de 2014 at 18:05 #

    em tempo

    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/07/ms-industrial-eagle-v2du9-emparque-de.html

    Transportando pás de energia eólica, curioso para quem nao conheçe

    12 photos

  8. Carlos Alberto Soares 31 de julho de 2014 at 1:23 #

    MO

    Belas fotos, parabéns.

    Poderíamos usar o Nae 12 no transportes das pás que são produzidas no Brazil, na cabotagem lógico rskk.

  9. Carlos Alberto Soares 31 de julho de 2014 at 1:25 #

    Quem tem dois ou mais …. tem ….

    Quem tem um ….. num tem nenhum ….

  10. marciomacedo 31 de julho de 2014 at 10:35 #

    Daltonl, obrigado por ter respondido ao questionamento que coloquei.

  11. MO 1 de agosto de 2014 at 13:13 #

    seria dificil ele fazer isso Carlos, até pq ele nao tem meio de carregamento (guindastes para isso), alem do que ele nao navega e mesmo que, seria teoricamente um meio caro para esta função (ou seja do mesmo jeito seria economicamente inviável para isto (apenas como uma ideia de viabilidade, se fosse o caso), tem que ser usado como aerodromo mesmo (se for o caso)

    Abs

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