Para homenagear o Dia do Marinheiro, 13 de dezembro, o Poder Naval foi até a cidade de Baton Rouge à beira do rio Mississipi, no estado americano da Louisiana, para visitar um dos três Fletchers preservados no mundo

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O editor Alexandre Galante muito feliz ao rever um destróier da classe Fletcher – Foto: Dinair Alves

A classe “Fletcher” de destróieres (ou contratorpedeiros) é talvez a mais conhecida classe de navios de guerra do mundo, tanto pela qualidade dos navios como pela quantidade produzida. 175 deles foram construídos, 58 unidades do modelo “round bridge” e 117 unidades do tipo “square bridge”, dos quais o USS Kidd faz parte.

Depois de participarem heroicamente da Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Coreia, alguns perdidos em combate, muitos Fletchers foram transferidos para outras Marinhas, como a do Brasil, que recebeu e operou durante muitos anos 7 navios da classe: Pará D27, Paraíba D28, Paraná D29, Pernambuco D30, Piauí D31, Santa Catarina D32 e Maranhão D33.

Os Fletchers foram responsáveis pela formação de milhares de marinheiros no Brasil, mas infelizmente nenhum navio da classe foi preservado para matar as saudades e relembrar as velhas histórias das operações e fainas.

A equipe do Poder Naval tem um carinho especial por esta classe de navios, pois nos anos 1980 no porto de Santos-SP visitamos muitos deles inúmeras vezes.

A seguir você acompanha a história do USS Kidd e as fotos da nossa visita. Boa leitura.

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USS KIDD

O USS Kidd (DD-661), destróier de classe Fletcher, foi o primeiro navio da Marinha dos Estados Unidos (US Navy) a receber o nome do contra-almirante Isaac C. Kidd, que morreu no passadiço de sua capitânia USS Arizona no ataque japonês a Pearl Harbor. O almirante Kidd foi o primeiro oficial dos EUA a morrer durante a Segunda Guerra Mundial, e o primeiro almirante americano a ser morto em ação.

PARTICIPAÇÃO NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

O Kidd foi lançado em 28 de fevereiro de 1943 pela Federal Shipbuilding & Drydock Co., Kearny, New Jersey; batizado pela Sra. Isaac C. Kidd, viúva do contra-almirante Kidd, e incorporado em 23 de abril de 1943, com o capitão-tenente Allan Roby no comando. Durante seu cruzeiro inicial aos Estaleiros Navais de Brooklyn, ele atravessou o New York Harbor com a bandeira pirata “Jolly Roger” hasteada no mastro. Posteriormente, durante as instalações de equipamentos, sua tripulação adotou o capitão pirata William Kidd como seu mascote, e encomendou a um artista local a pintura da figura do pirata na chaminé de vante.

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Depois das provas de mar (shakedown) ao largo de Casco Bay no Maine em junho, o Kidd cruzou o Atlântico e o Caribe escoltando navios combatentes de grande porte até seguir para o Pacífico, em agosto de 1943, em companhia dos battleships Alabama e South Dakota. Chegando a Pearl Harbor em 17 de setembro de 1943, zarpou em 29 de Setembro escoltando porta-aviões em direção a Wake Island para os ataques aéreos pesados realizados em 6 de outubro contra as instalações japonesas ali localizadas, voltando a Pearl Harbor em 11 outubro de 1943.

DD661 profile

Características gerais
Classe & tipo: Fletcher class destroyer
Deslocamento 2.050 tons
Comprimento 376 ft (115 m)
Boca 39 ft 8 in (12,09 m)
Calado 17 ft 9 in (5,41 m)
Propulsão
  • 4 caldeiras a óleo,
  • 2 turbinas a vapor,
  • 2 eixos,
  • 60,000 shp (45,000 kW)
Velocidade: 35 nós (65 km/h)
Alcance: 6.500 milhas náuticas (12,000 km) a 15 nós (28 km/h)
Tripulação: 329 homens
Armamento:
  • Como construído
  • 5 canhões de 5 polegadas (127 mm)/38,
  • 10 canhões × 40 mm AA (5 × 2),
  • 7 canhões × 20 mm AA (7 × 1),
  • 10 tubos de torpedos de 21 polegadas (533 mm)(2 × 5),
  • 6 lançadores K de cargas de profundidade,
  • 2 calhas para cargas de profundidade

 

Em meados de outubro o Kidd estava navegando com uma força-tarefa para atacar Rabaul e apoiar os desembarques em Bougainville. Ao chegar a uma posição de ataque ao sul de Rabaul, na manhã de 11 de novembro, a força-tarefa lançou ataques contra posições japonesas na ilha. O Kidd foi enviado para resgatar a tripulação de uma aeronave do porta-aviões USS Essex, que tinha feito um pouso na água à ré da formatura. Durante esse resgate, um grupo de aviões japoneses atacaram o destróier; o Kidd abateu três aviões atacantes e completou o resgate ao manobrar para se esquivar de torpedos e bombas. O comandante Roby recebeu a Estrela de Prata por bravura durante esta ação. O destróier voltou para Espiritu Santo em 13 de Novembro.

Em seguida, o Kidd escoltou porta-aviões que fizeram ataques aéreos em Tarawa durante a invasão das Ilhas Gilbert de 19 a 23 de novembro. No dia 24, ele avistou 15 bombardeiros inimigos voando em baixa altitude indo em direção aos navios pesados e deu o aviso. Ele derrubou dois bombardeiros de mergulho Aichi D3A “Val”. Depois que Tarawa estava segura, o Kidd permaneceu nas Ilhas Gilbert para apoiar operações de limpeza, antes de retornar a Pearl Harbor em 9 de Dezembro.

Em 11 de janeiro de 1944, o Kidd navegou para a área à frente de Espiritu Santo, e rumou no dia seguinte para Funafuti, chegando em 19 de Janeiro. Durante a invasão das Ilhas Marshall, de 29 janeiro a 8 fevereiro, o Kidd protegeu os navios pesados e bombardeou Roi e Wotje, e ancorou em Kwajalein, em 26 de Fevereiro.

De 20 março a 14 abril, o Kidd protegeu uma pista de pouso em construção em Emirau e apoiou a ocupação de Aitape e Hollandia na Nova Guiné entre 16 abril e 7 maio. Ele lutou na campanha das Marianas de 10 junho a 8 julho, e realizou o bombardeio da costa em Guam, entre 8 de julho e 10 de agosto.

Necessitando de reparos, o Kidd navegou para Pearl Harbor, chegando em 26 de agosto de 1944. Em 15 de setembro, partiu de Pearl, alcançando Eniwetok em 26 de setembro e chegou a Manus em 3 de Outubro. Lá, ele se tornou parte da frota gigante de invasão das Filipinas e entrou no Golfo de Leyte em 20 de Outubro. Ele protegeu os desembarques iniciais e forneceu apoio de fogo para os soldados que lutaram para reconquistar a ilha, até que navegar em 14 de Novembro para Humboldt Bay, Nova Guiné, chegando em 19 de Novembro. Em 9 de dezembro, o navio seguiu para Mare Island Navy Yard para revisão, onde passou o Natal.

O Kidd navegou no dia 19 de fevereiro de 1945 a fim de se juntar à Task Force 58 (TF 58), para a invasão de Okinawa. Adestrado e pronto para a batalha, o navio teve papel chave durante os primeiros dias da campanha de Okinawa, protegendo battleships, bombardeando alvos em terra, resgatando pilotos abatidos, afundando minas flutuantes, proporcionando alerta antecipado de ataques aéreos, protegendo fortemente o porta-aviões Franklin (CV-13) danificado, e ajudando a derrubar kamikazes.

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ATAQUE KAMIKAZE

Enquanto estava operando como piquete-radar em 11 de abril de 1945, o Kidd e seus companheiros de divisão, USS Black, USS Bullard, e USS Chauncey, com a ajuda da patrulha aérea de combate, repeliu três ataques aéreos. Mas naquela tarde, um único avião kamikaze inimigo atingiu o Kidd, matando 38 homens e ferindo outros 55. Enquanto o navio rumava para o sul, a fim de se juntar ao Grupo-Tarefa, sua artilharia repeliu aviões inimigos que estavam tentando atacá-lo. Parando em Ulithi para reparos temporários, ele partiu em 2 de maio para a Costa Oeste, chegando ao Estaleiro Naval de Hunter em 25 de Maio.

O destróier USS Kidd viu a ação pesada na Segunda Guerra Mundial, participando de quase todas as campanhas navais importantes no Pacífico após seu comissionamento em 1943, lutando bravamente durante as invasões das ilhas Gilbert e Marshall, das Filipinas no Golfo de Leyte e Okinawa.

Em 1 de agosto de 1945, o Kidd navegou para Pearl Harbor e voltou para San Diego, Califórnia, em 24 de setembro de 1945 para a desativação. Ele foi descomissionado em 10 de dezembro de 1946 e entrou para no Frota Reserva do Pacífico.

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GUERRA DA COREIA

Quando a Coreia do Norte atacou a Coreia do Sul, os Estados Unidos convocaram uma parte da sua frota de reserva. O Kidd fez parte dessa chamada e foi recomissionado em 28 março de 1951, com o capitão-tenente Robert E. Jeffery no comando; navegou para o Pacífico Ocidental em 18 de junho; e chegou a Yokosuka, Japão, em 15 de julho. Ele se juntou à Task Force 77 e patrulhou ao largo da costa da Coreia até 21 de Setembro, quando ele partiu para a costa leste da Coreia. Entre 21 outubro e 22 janeiro de 1952, o Kidd bombardeou alvos de oportunidade de Wan-Do Island descendo até Koesong. Depois disso, navegou com a Destroyer Division 152 para San Diego, chegando em 6 de fevereiro de 1952.

O navio partiu novamente para a Coreia em 8 de setembro de 1952; integrou um grupo de caça e destruição perto de Kojo; e, em novembro, estava de volta em missões de bombardeamento na costa da Coreia do Norte. Pouco tempo depois, as conversações de trégua começaram. O Kidd continuou a patrulhar a costa coreana durante as negociações. Ela partiu do Extremo Oriente em 3 de março de 1953 via Midway e Pearl Harbor e chegou a San Diego para reparos em 20 de março.

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DEPOIS DA GUERRA DA COREIA

Depois dos reparos, o Kidd seguiu para Long Beach, Califórnia, em 20 de abril de 1953. No dia seguinte, o cargueiro sueco Hainan colidiu com o navio no Porto de Long Beach, exigindo reparos que duraram até 11 de maio de 1953.

Do final de 1953 até fins de 1959, o Kidd alternava cruzeiros no Pacífico Oeste com operações na Costa Oeste dos EUA, fazendo paradas em Pearl Harbor e vários portos no Japão, Okinawa, Hong Kong e Filipinas.

Ele visitou Sydney, Austrália, em 29 de março 1958 e no final daquele ano patrulhou o Estreito de Taiwan.

O Kidd seguiu em 5 de janeiro de 1960 para a Costa Leste, através do Canal do Panamá, chegando a Filadélfia, Pennsylvania, em 25 de Janeiro. De lá, ele fez cruzeiros de treinamento para o pessoal da Reserva Naval, visitando vários portos da Costa Leste. Ele se juntou a forças operacionais durante a crise de Berlim em 1961. Em dezembro daquele ano, o Kidd patrulhou ao largo da República Dominicana em uma “demonstração de força” para fornecer um elemento de segurança naquele momento conturbado no Caribe.

O Kidd chegou a Norfolk, VA, em 5 de fevereiro de 1962 e se juntou à Task Force Alfa em exercícios de guerra antissubmarino (ASW). Em 24 de abril, ele foi designado para a Naval Destroyer School em Newport, RI. Depois de um cruzeiro para o Caribe, em 1 de Julho de 1962, o navio retomou o treinamento da Reserva Naval. O Kidd foi finalmente descomissionado em 19 junho de 1964 e entrou para a Frota Reserva do Atlântico, atracando no Estaleiro da Filadélfia.

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USS KIDD VETERANS MUSEUM

A Marinha dos EUA reservou três navios da classe Fletcher para servirem como memoriais; The Sullivans (DD-537), Cassin Young (DD-793), e Kidd. O congressista William Henson Moore da Louisiana selecionou o Kidd para servir como um memorial para veteranos da Segunda Guerra Mundial do seu estado. O Kidd foi rebocado a partir de Filadélfia e chegou em Baton Rouge, em 23 de maio de 1982, onde foi transferido para a Comissão do Louisiana Naval War Memorial. Ele está agora a vista do público como um navio museu, e hospeda frequentemente grupos de jovens escoteiros em acampamentos durante a noite.

O USS Kidd é o único destróier que mantém a sua aparência da II Guerra Mundial. Ao longo dos anos, o Kidd foi restaurado à sua configuração e armamento de agosto de 1945, culminando em 3 de julho de 1997, quando seus tubos de torpedos foram reinstalados.

A instalação especial do USS Kidd no rio Mississippi foi projetada para lidar com a variação da profundidade do rio, que tem diferença de até 12 metros. Metade do ano, ele flutua no rio; a outra metade, ele fica fora da água.

Os outros navios da classe Fletcher preservados são: The Sullivans em Buffalo, Nova Iorque; Cassin Young em Boston, Massachusetts; e em Palaio Faliro, Grécia, o HNS Velos (D-16), anteriormente chamado de Charrette (DD-581).

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Corte seccional do destróier classe Fletcher

A visita a bordo do USS Kidd segue um roteiro que está descrito num folder que é fornecido assim que chegamos a bordo. É possível conhecer muitos compartimentos, incluindo a cozinha, ranchos, cobertas, camarotes, banheiros etc. Na nossa visita não foi possível visitar as bravos, os compartimentos com os sistemas de propulsão.

Fomos recepcionados por um ex-militar da Marinha dos EUA que trabalha como voluntário no navio. Ele contou que quando estava na ativa serviu em navios da classe Allen M. Sumner, uma evolução da classe Fletcher. Disse brincando que tinha saudades dos velhos tempos, mas que somente sendo jovem ele poderia encarar a vida nesses navios novamente.

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Tudo no navio está muito bem preservado, representando o período em que ele operou durante a Segunda Guerra Mundial, com todos os lançadores de cargas de profundidade e artilharia antiaérea.

As cobertas e camarotes possuem objetos de uso pessoal da época e a músicas tocadas a bordo continuamente são do período da Segunda Guerra Mundial. A sensação de imersão e de volta no tempo é incrível!

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Uma das calhas de cargas de profundidade da popa
Uma das calhas de cargas de profundidade da popa
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Vista da popa olhando em direção à proa. Em destaque as torretas com os canhões de 5 polegadas (127 mm) e os canhões antiaéreos Oerlikon de 20 mm. As caixas no meio são para munição
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Lançadores de cargas de profundidade a boreste, olhando para a popa
Reparo quádruplo de canhões Bofors de 40mm a meia nau
Reparo quádruplo de canhões Bofors de 40mm a meia nau
Muito armamento em pouco espaço: no alto lançador quíntuplo de torpedos antinavio de 533mm, uma torreta com canhão de 127mm e um reparo duplo de canhões antiaéreos de 20mm
Muito armamento em pouco espaço: no alto lançador quíntuplo de torpedos antinavio de 533mm, uma torreta com canhão de 127mm e um reparo duplo de canhões antiaéreos de 20mm
Cozinha
Cozinha do navio
Saudades do bandejão?
Saudades do bandejão?
Convés principal a boreste, olhando para a popa
Convés principal a boreste, olhando para a popa
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Coberta de praças na proa
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Reparos duplos de canhões de 20 mm Oerlikon
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Compartimento de recreação e leitura, na proa
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Camarote de oficiais
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Corredor interno do navio. Ao fundo, compartimento de munição abaixo de uma das torretas
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Lançador quíntuplo de torpedos antinavio de 21 polegadas (533 mm)
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Coberta de praças de máquinas, na popa
Passadiço
Passadiço
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Banheiro de praças na popa
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Privadas coletivas para praças. Privacidade era um luxo inexistente
Vista da proa a partir da asa do passadiço de bombordo
Vista da proa a partir da asa do passadiço de bombordo
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Torretas de canhões de 5 polegadas na proa
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Praça D’Armas, onde os oficiais faziam suas refeições
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CIC – Centro de Informações de Combate
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Compartimento da máquina do leme na popa, para ser usado em caso de falha no timão do passadiço
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Enfermaria
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Diferentes tipos de munições de 5 polegadas
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O USS Kidd visto pela bochecha de bombordo

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That’s all, folks!

NOTA DO PODER NAVAL: Esta matéria é dedicada a todos os marinheiros que serviram nos contratorpedeiros da classe Fletcher, em especial aos marinheiros brasileiros que durante a Guerra Fria se dedicaram a centenas de operações de guerra antissubmarino, antiaérea e anti-superfície nesta classe de navios, para proteger o Brasil.

VEJA TAMBÉM: Modelo campeão do contratorpedeiro Santa Catarina (D32)

38 COMMENTS

  1. Parabens por mais essa reportagem… quando cheguei na Esquadra em 1994, so restava o Mariz e Barros da leva de CT’s “veteranos”… dura escola, mas formadora de excelentes nautas…

  2. Contratorpedeiro foi a minha casa durante anos; como crônico no Ct Sergipe o siri danado da esquadra. Parabéns

  3. Apesar de o “Piauí” (D 31) ter tido passadiço desenhado de forma diferente, embora sendo da mesma classe do “Kidd”, foi uma viagem e tanto percorrer as fotos, vez que, interiormente, não há diferença entre ambos os navios. Estou guardando as fotos com especial carinho na pasta “CT PIAUÍ”. PARABÉNS MAIÚSCULOS PELA EXCELENTE REPORTAGEM.

  4. Emoçao total, meu CT Pernambuco….vida de marinheiro… 27 anos na Esquadra.. sou um Marinheiro privilegiado, com todas as condecoraçoes que um Marinheiro almeja…. inclusive a de 30 anos. Parabens pela reportagem.. Li com toda a atençao e guardarei no meu acervo da Marinha do Brasi.

  5. Esta reportagem é um verdadeiro documento histórico para que as gerações do futuro, que não puderam ter o privilégio de ser embarcados em navios desta categoria, para mim esta reportagem representa uma verdadeira viagem no tempo, no tempo de 30 anos atras quando era embarcado nestes navios e assistia ao vivo como navegavam e eram fortes no Mar, rápidos em seus deslocamentos pelo mar e principalmente impunham respeito, pois todos sabiam que aquela artilharia funcionava…. OBRIGADO!!!!!, de um ex-tripulante.!!!!

  6. Caramba!! É muito armamento para um navio só!!..rsrs… Depois de participar de duas grandes guerras, essa Fortaleza dos mares está descansando como um Herói! Olhando nossa Marinha hoje, não dá nem para acreditar que o Brasil já teve 7 desses magníficos navios. Excelente matéria!!

  7. Aos Marinheiros que já se manifestaram aqui e muitos outros que certamente o farão, sinceramente:
    Estou muito Emocionado com os comentários e rendo minhas mais Altas Homenagens a esses Guerreiros,
    PARABÉNS !

  8. Mais um gol de placa do Poder Naval. O Galante deve está querendo fazer a velha guarda chorar de saudades. Eu, particularmente, não servi na Esqudra mas consegui embarcar num CT para uma única Comissão. Fui do Rio de Janeiro à Bahia e voltei em exercícios com outros navios da Esquadra. Mas, antes de ingressar na Armada eu já curtia os CTs, inclusive visitando-os quando atracavam em Recife-PE. Depois um dos meus irmãos embarcou no Paraíba-D28 e depois no Maranhão-D33. Um outro irmão serviu no Mariz e Barros-D26. O que eu viajei deve ter sido o Mato Grosso-D34 ou o Alagoas-D36, já que a confusão que faço sobre o verdadeiro CT continua.

  9. Realmente muita emoção.
    Vendo e revendo estas fotos, me faz lembrar de cada compartimento do meu velho D 28, CT Paraíba (ex DD 473, USS Bennett).
    Havia poucas diferenças deste, basicamente no que se refere ao armamento (quantidade).
    Como dizia um velho (penúltimo) Comandante: o Paraíba não é (era) um CT qualquer. Aquele, sim, um navio com alma.
    Vivi seus últimos anos na MB. Dei baixa nele em 1978. Mostra de desarmamento e tudo mais…
    Muita saudade mesmo! BZ!

  10. Senhores leitores, meus respeitosos cumprimentos. Fantástica reportagem do Sr. Alexandre Galante nos E.U.A. em homenagem a todos os marinheiros brasileiros que serviram a bordo dos destróieres Classe Fletcher e aqueles que em segundo plano colaboraram com a sua operacionalidade na defesa das águas territoriais brasileiras durante a Guerra Fria. Fui tripulante do RAM Tritão ( antigo e atual ) que rebocava alvos em alto-mar para execícios de tiro dessa classe de destróier e do Navio – Tênder Belmonte que prestava reparos de inúmeros equipamentos dessa classe em suas oficinas e mantendo em nível A a sua operacionalidade. Foram destróieres ,que testemunhei, que passavam poucos dias e até poucas horas atracados num píer ( cais) dada a quantidade de operações navais . Eram por assim dizer algumas horas de descanso para essas tripulações. Logo suspendiam. Ranchei em uma dessas unidades , lembro-me . A todos os tripulantes e ao Sr. Alexandre Galante um Grande Abraço por rememorar essa grande História da Marinha dos Estados Unidos e também da Marinha do Brasil . Obrigado.

  11. Linda matéria referente a esta classe de navios ,eficientes em todas as missões a eles designidas,servi no tigre do caribe D32 santa catarina, e D35 ct sergipe.

  12. Maravilhosa matéria! Foi para fazer encher os olhos de lágrimas!
    Época em que navio de guerra tinha cara de navio de guerra! Uma lástima que nossa gloriosa MB não teve recursos e porquê não arriscar dizer, certa boa vontade de preservar um Fletcher ou Summer, preferencialmente aqui em STS/SP.

    Um forte abraço a todos!

    CM

  13. Vendo as fotos… Que ficaram maravilhosas!
    O Navio passa a impressão de que você realmente está indo para a guerra.
    Todo o navio é desenhado para que se aproveite ao máximo os espaços para o que é mais importante: o combate!
    Marinheiro, naquele tempo, tinha vida difícil, não? Com todo respeito aos atuais, mas até o sentimento de “ser descartável” o navio transmite.

    Parabéns pela matéria!
    Saudações a todos.

  14. Viajei no tempo e voltei na época do CT Piauí! Parabéns pela matéria! Muitos tiros na torreta 51 sem nenhuma proteção auricular!

  15. Boa noite amigos, primeiro vou me apresentar.Meu nome e Paulo Sergio ,sou SO MO SB Ref .Acompanho o site a muito tempo,mas vendo a reportagem sobre os CTs resolvi fazer um comentario.Vendo as fotos internas e externas do Ct ,bateu as lembranças do ano de 1977\78 quando servi nos Cts D 28 Paraiba e D29 Parana nas bravos 3 e 4.com direito a patrulha naval em Belem.Os amigos que quiserem perguntar algo ,fiquem a çovontade.Obrigado pelo reportagem.Abraço a todos.Valeu.

  16. Prezado Paulo Sérgio, poderia contar pra gente como era a sua rotina diária no navio e como era a operação das máquinas? Mil anos de vida aos que serviram nos Fletcher. Abs

  17. João Bernardes,

    De fato, é uma pena que nenhum dos 14 contratorpedeiros classes Fletchers (7), Sumner (5) e Geraring (2) foram preservados.

    Mas, pelo menos, para quem quiser ter uma ideia de como eram por dentro, há o contratorpedeiro de escolta Bauru, no Espaço Cultural da Marinha, no Rio.

    Por dentro, os CTEs e CTs eram bastante similares, com espaços não muito diferentes em distribuição e tamanho geral (apesar do comprimento menor dos CTEs, a boca não era muito diferente, o que faz boa parte dos compartimentos internos terem dimensões próximas e arranjos idem). Eu recomendo a visita a leitores do Rio ou em visita à cidade.

    Preservar o Minas era algo desejável, mas pouquíssimo provável. Já a não preservação de um mísero Guppy (e olha que já teve um preservado por um tempo, e aberto a visitação) é uma grande lástima. Visitei-os quando na ativa mas, depois que deram baixa, só pude ver similares “Fleet Type” em viagens ao EUA. Uma pena, pois são muito interessantes por dentro, bem mais espaçosos que os Oberon (como o preservado Riachuelo), grandes e belos submarinos.

  18. Caro Sr Alex ,a rotina nas PMs era puxado ,mas era motivo de orgulho e motivaçao,quando se tem 20 anos tudo e maravilha.Mas lembro que o couro comia em DEM ,porque havia variaçao de pressao do vapor ,nao lembro se havia controle automatico de pressao,mas eu era QS nao entendia muita coisa ,mas aprendi muito.Outra faina braba era secagem (dreno) do sistema apos atracaçao..Meu Pc era de municiador no reparo quadruplo de 40 mm a BE , no tiro real era legal demais.Esses canhoes eram resf a agua.Bem por hoje ja falei demais Boa noite a todos.PS outro dia conto mais.

  19. Excelente matéria….. Parabéns aos editores.
    Como sinto saudades dos quase 4 anos em que estive embarcado no saudoso TOKYO (CT Piauí – D31), entre 1969 e 1973!
    Muitas viagens à Argentina e Uruguai (UNITAS) e Porto Rico. Participei de várias SPRINGBOARD, realizando AFN (apoio de fogo naval) nas raias de tiro de Culebra e Vieques (Porto Rico) e tiro sobre alvo-rebocado (ASUP e AA). O nosso Piauí recebeu a taça de melhor navio atirador, em 2 anos seguidos, nas SPRINGBOARD 70 e 71; em 72, ficamos como vice-campeão.
    Anos depois, no início dos anos 90, embarcado em CT classe Garcia (CT Paraná D29)), tomei parte em um GRASUP (grupo de ação de superfície), com tiro real sobre o casco do ex-CT Piauí.
    Doeu meu coração, ao presenciar o afundamento de meu primeiro navio – o saudoso CT Piauí!

  20. Se chegaste a bordo em 1969, deves ter esbarrado em mim no portaló, desembarcando que eu estava para iniciar o curso de especialização de EF depois de ter participado da primeira guarnição do Piauí desde Filadélfia (EUA), onde permanecemos por quase 7 meses. Pegaste um navio nos trinques, todo restaurado, com a máquina dando 36 nós, máximo alcançado nos testes do checkdown feitos no litoral da Base Naval de Guantánamo (Cuba). Entramos na Baía de Guanabara com 8 birutas penduradas no mastro principal, resultado obtido com a artilharia anti-aérea, incluindo as metralhadoras Oerlinkon de 20 mm. Ficaste sob o comando do Comandante Rizzo que, presumo, permaneceu no comando do barco até depois de 1969 .Muitos anos de vida àqueles que dormiram nas suas bem ventiladas cobertas, que só não foram eficientes na fornalha de Guantánamo, onde tivemos permissão para, do toque de silêncio ao do quarto d’alva, levar os colchonetes para o convés para poder dormir com melhor ventilação. Tempos inesquecíveis.

  21. Meu caro Net 7 Mares:
    No regresso ao Rio, após a SPRINGBOARD 70, também entramos na baía de Guanabara arvorando uma biruta abatida durante um exercício de tiro-AA….
    Na verdade, embarquei em 3SET1969, já sob o comando do CF Aymara; o imediato era CC Lysardo. O CF Rizzo já havia desembarcado.
    Da oficialidade que foi receber o navio, estavam Lourenço (EGA), Döring (CheOpe), Ronald (021), CC Annaruma (CheMaq), CT Sérgio (Div M) e outros…
    Da Divisão 02 (divisão de ET e de CIC), lembro-me do SG Mário Vitor (excelente OR, que me transmitiu toda a sua experiência), SG-OR Dantas, etc….
    PIRATA DO CARIBE. Navio que deixou saudades!

  22. Caraca!!! A tua memória é fantástica. Não me lembrava mais dos nomes dos Chefes de Departamento. Destes, me lembro de um que fumava cachimbo com um fumo aromático. A gente encontrava o homem pelo cheiro do seu fumo. Mas não me lembro do nome. Por exclusão, eu diria que era o Döring (até desse trema sobre o “o” te lembraste!). De nomes, só me lembro do Imediato (Brum) e do Comandante. Também fiquei por pouco tempo a bordo após a chegada ao Rio vindo dos EUA. Participei de 1 ou 2 comissões e desembarquei rumo ao CIAW para para fazer o propedêutico do curso de EF.

  23. Corretíssimo…. Era o Döring que fumava cachimbo!!!!!!
    Lembrei-me, também, do CB-OR Aureliano, do CB-AT Matão (só me recordo de seu apelido) da torreta 52, do 1ºSG-HN Aluízio, do CB-SI Milton (muito bom timoneiro), do SO-DT Januário (supervisor DT), do 3ºSG-TL Domingos, etc…

  24. Parabéns pela reportagem, me faz voltar no tempo, me emociona os tempos embarcado quando cheguei vindo da EMPE no CT PIAUI, em 1978, depois no COMESQDCT-1, e como CB-TL no CT SERGIPE em 1983, tambem fiz parte do COMFORCT, em 1989 fui designado para compor a 1a. tripulação do CT PARÁ D-27 um dos classe Garcia.

  25. Excelente matéria! Parabéns aos envolvidos!
    .
    Eu voto com o “vice-relator”, banheiro coletivo não era nada fácil.
    As fotos e os complementos gráficos (infográficos) ficaram excelentes!
    A síntese final está no próprio texto original: “Muito armamento para pouco espaço.”

  26. PARABÉNS!!!

    Remoçou minha memória quando, em 04 de janeiro de 1989, subia a prancha do “URSO DA CALIFÓRNIA”, EX-D33 CT Maranhão, chegando da EAM-CE como MN-QSM da Turma GOLF-II. Parece que eu estava a bordo outra vez! Fui da Div. FOXTROT e lembro-me dos momentos de guarnecimento de PC/DEM/LFM…

    Muitas lembranças me vieram a tona: das viagens ao NE; minha primeira viagem ao exterior; o rancho em viagem; minha primeira cadeia. Tudo que moldou e amalgamou minha carreira que ora se aproxima da reserva.

    Muito obrigado por esta magnífica matéria. Como militar e, também, jornalista, sinto falta de trabalhos como este para mostrarmos aos novos Marujos como foi a evolução de nossos navios. Pena não termos mais estas escolas de Marinheiros.

    Sucesso a todos da revista e do site. E aos campanhas que foram forjados em um “Bico Fino” minha continência e um abraço.

    SO-MO PEDRO

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